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Sexta, 10 Julho 2020 21:36

Estudo recomenda lockdown em Dourados e mais 11 cidades para conter Covid-19 Destaque

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Contrariando todas as regras de isolamento e distanciamento social, Dourados não escapa de lockdown, conclui estudo Contrariando todas as regras de isolamento e distanciamento social, Dourados não escapa de lockdown, conclui estudo ELIEL OLIVEIRA

Relatórios apresentados nesta quinta-feira (9), em videoconferência, à Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Oeste da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de Uberlândia e da UFGD, recomendam a medida de lockdown [o fechamento total] associada a todas as demais medidas de prevenção apontadas nos procedimentos básicos por um período de 14 dias, podendo ser reavaliada sua eficácia e o cumprimento por parte da população, com ações coordenadas para conter o avanço da Covid-19 “não apenas em Dourados, mas também nos 11 municípios da Microrregião de Saúde Dourados”.

Os estudos foram realizados a pedido da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul com o objetivo de orientar a tomada de decisões de gestores públicos com base em metodologias e evidências científicas. O Relatório técnico de alerta “Covid-19: análise geocartográfica e procedimentos a serem adotados com urgência para reduzir o número de mortes evitáveis na microrregião de saúde de Dourados-MS”, também recomendou que a gestão municipal implemente políticas de comunicação e educação para oferecer um letramento sobre a doença, sobre as formas de prevenção e a necessidade de respeitar os decretos que tenham como objetivo a restrição de mobilidade, “bem como o reforço do isolamento social, medidas de higiene pessoal e uso de máscaras - únicas medidas efetivas comprovadas cientificamente para conter a doença”.

O relatório técnico enfatiza: “todos os municípios que compõem a microrregião devem adotar medidas austeras de restrições de mobilidade e de aglomeração somadas a todas as demais medidas de prevenção apontadas nos procedimentos básicos indicados pelas autoridades sanitárias com vistas a reduzir a propagação do vírus e impactar de forma efetiva nos indicadores”. O estudo mostra que “a segunda maior cidade do Estado alcança os maiores indicadores e taxas chegando ao índice 5,21 de morbimortalidade [a soma de Indicadores Compostos de Morbidade/Mortalidade] e, por conta do aumento da taxa de incidência de Covid-19, apenas o fechamento total é recomendado para conter a doença em Dourados.

Uma minuta do alerta foi encaminhada no dia 5 de junho ao Núcleo Emergencial de Assistência do Comitê de Gerenciamento de Crise do Coronavírus da Prefeitura e “embora o alerta indicasse que Dourados se tornaria o epicentro da doença podendo acarretar danos à saúde da população, perdas de vidas e colapso no sistema de saúde, [a minuta] parece não ter sido considerada para efeito de planejamento de medidas e ações coordenadas para prevenção da doença e redução dos impactos da pandemia na macrorregião”, enfatizou Archanjo da Mota, professor da UFGD e líder do Grupo de Pesquisa ‘Saúde, Espaço e Fronteira(s)’, dedicado a estudos da Geografia da Saúde.

De acordo com o pesquisador, o isolamento social é a solução eficaz mundialmente apresentada para conter a doença. “Só tiveram êxito na contenção da doença as cidades e os países que, ao alcançarem determinados níveis, decretaram lockdown”. Ele raciocina que, no curto prazo, a medida pode soar como uma medida impactante para alguns, mas “tende a preservar vidas, o sistema de saúde, bem como refletir positivamente na retomada da economia a médio e longo prazo”, e exige que seja fiscalizada e respeitada para que também proteja a economia”, observa Mota.

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Dourados encerrou a sexta-feira (10) com 3.280 casos confirmados da doença. Só no intervalo de 24 horas, entre a quinta-feira, quando o relatório foi submetido à apreciação da Defensoria Pública e esta sexta, foram 60 casos novos confirmados dos 590 registros no Estado nesse mesmo período. Dos 146 óbitos contabilizados em Mato Grosso do Sul, 40 ocorreram com pacientes de Dourados, onde ainda havia 897 casos de exames coletados sem encerramento para o diagnóstico da doença.

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