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Quarta, 23 Janeiro 2019 09:51

Valor afetivo do alimento pode causar prazer e disfuncionalidade Destaque

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Um bolo de cenoura fofinho com cobertura de chocolate pode trazer doces lembranças Um bolo de cenoura fofinho com cobertura de chocolate pode trazer doces lembranças Reprodução/Gshow/TVGlobo

Uma comida caseira, um bolo feito na hora, ou mesmo aquele cheirinho de fruta fresca. Quem já não teve a sensação de nostalgia ou lembranças prazerosas com algo do tipo? Esse é o efeito das chamadas comidas afetivas, ou “comfort foods”. O consumo desses alimentos está ligado ao objetivo de trazer algum alívio a um desconforto emocional ou à busca de satisfação com algum aroma, sabor ou textura, a fim de experimentar prazer em situações de vulnerabilidade emocional.

A nutricionista Naiara Belmont falou sobre o tema e sua relação com a alimentação saudável. Segundo Naiara, o termo “alimentação saudável” pode variar, tendo que ser observados alguns aspectos importantes, como a frequência de consumo, a quantidade e o contexto em que a pessoa consome certos alimentos. Ela explica que a ligação emocional com algumas comidas se dá na formação dos hábitos alimentares, em especial na infância, por meio do convívio familiar, além de fatores culturais e aspectos sociais envolvendo experiências individuais e coletivas.

“O ser humano também se alimenta de sentimentos e busca afeto em suas relações. Para mim, um ponto que se destaca é a formação de vínculo. Comer determinados alimentos é conectar-se ao lugar ou às pessoas que os preparou”, afirma.

Sob o aspecto nutricional, a comida afetiva e a alimentação saudável têm tudo para estar interligadas. “Sabendo disso, nutricionistas precisam compreender crenças, sentimentos e pensamentos em relação aos alimentos e como isso o impacta cada indivíduo”, alerta Naiara. Segundo ela, há algumas técnicas, como o aconselhamento nutricional priorizando perguntas abertas, que ajudarão o profissional a extrair maiores informações da vida do cliente, entendendo as suas experiências e vivências alimentares. É possível, inclusive, ajudá-lo a ressignificar as relações com o consumo de alimentos, se necessário.

Disfuncionalidade

Naiara ressalta que há dois aspectos centrais a serem considerados. Há os casos em que a alimentação traz lembranças agradáveis e proporciona satisfação, mas há outros, em que é utilizada como recurso de ocultar, evitar ou apaziguar sentimentos dolorosos e pode ser maléfica para a saúde. “É possível comer um bolinho de cenoura com cobertura de chocolate que te traz à memória as reuniões que aconteciam na casa da avó e todo o carinho envolvido nesse momento, em um dia que você está com saudade dela. Esse comer afetivo pode se tornar disfuncional se a comida é usada para aplacar aquilo que a pessoa sente. Por exemplo, toda a vez, ou a maioria das vezes, que você sente saudade da sua avó, você come o bolo ou come muito bolo”, diz.

Para a nutricionista, esse comer afetivo pode ser disfuncional se a comida é a única ou a principal maneira de trazer conforto ou afeto para a vida da pessoa. “Isso é comum em famílias que tem dificuldade de demonstrar afeto pelo carinho físico ou através de palavras. Num caso assim, a comida acaba ocupando um lugar que não é dela”, explica.

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