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Redação Douranews

Redação Douranews

Foi o que declarou o jornal New York Times, e após o ocorrido o governo Temer resolveu declarar "guerra" ao veículo norte-americano. Em meio a denúncias do escândalo que ficou conhecido como "Petrolão", que já causou a renúncia de três ministros, o governo interino de Michel Temer rebateu um editorial do jornal norte-americano New York Times que chamava o país de "medalha de ouro na corrupção".

O embaixador do Brasil em Washington, Luiz Alberto Figueireido, disse que o país "deveria ser premiado com uma medalha pela coragem na luta contra a corrupção". Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo , Figueiredo destacou que Temer declarou em reiteradas ocasiões seu compromisso com as investigações em curso da Operação Lava Jato.

No dia 6 de junho, pouco antes da queda do ministro da Transparência Fábio Silveira, acusado de corrupção, o jornal norte-americano escreveu que o Brasil está dominado por uma cultura generalizada de corrupção e impunidade. "Não há mais espaço no Brasil para dar abrigo aos amigos dos poderosos. A lei é a mesma para todos, incluindo presidentes e ex-presidentes", acrescentou.

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, no entanto, acusou Temer recentemente de receber dinheiro ilegal para financiar uma campanha eleitoral. Na última quinta-feira, o ministro do Turismo Eduardo Alves foi o terceiro dos membros do Gabinete de Temer a deixar o cargo após ser envolvido em denúncias de irregularidades ligadas ao "Petrolão".

Comentário

A Netflix informou nesta segunda-feira que vai estrear a nova série que leva o título do franchise de ficção científica "Star Trek" para 188 países em todo mundo.

Cada episódio da nova série estará disponível em streaming 24horas após sua exibição americana.

"'Star Trek' é um dos programas mais icônicos da história da televisão e estamos empolgados por nos associarmos à CBS para trazer de volta série amada pelos trekkers em todo o mundo", declarou Sean Carey, vice-presidente da Netflix em um comunicado.

A Netflix anunciou, contudo, que os serviços de streaming dos Estados Unidos e Canadá não farão parte do acordo de premiere exclusivo com a CBS Studios International.

A nova série "Star Trek", que começa a ser filmada em Toronto, em setembro, deve estrear em janeiro do próximo ano, e vai ser o primeiro derivado do franchise em mais de uma década.

A trama apresentará uma nova nave estelar e novos personagens.

Como parte do acordo, todos os 727 episódios, que compreendem toda as séries da saga, estarão disponíveis no Netflix até o final do ano.

Isso inclui "Star Trek - A Série Clássica" e seus derivados, "Star Trek - A Nova Geração", "Star Trek DS9", "Star Trek Voyager" e "Star Trek Enterprise". O pacote também conta com as duas temporadas da série animada produzida nos anos 1970.

Nos Estados Unidos, a nova "Star Trek" será lançada na rede CBS. O primeiro episódio e o resto da série será transferida então para o CBS All Access, o serviço de assinatura video-on-demand.

O veterano roteirista de "Star Trek", Bryan Fuller, que começou sua carreira escrevendo para "Deep Space Nine" e "Voyager", volta como cocriador e produtor executivo do novo programa.

Alex Kurtzman, um dos roteiristas dos sucessos de cinema de 2009, "Star Trek", e de 2013, "Além da Escuridão: Star Trek", também será o produtor executivo da nova série de TV.

A série original de "Star Trek", conhecida no Brasil como "Jornada nas Estrelas", foi criada por Gene Roddenberry e é um fenômeno cultural que já atravessa cinco décadas.

Em setembro, a série comemorará seus 50 anos com o lançamento no cinema do terceiro episódio da nova versão criada por J.J. Abrams, que retomou a tripulação da U.S.S. Enterprise e a ambientou em um universo paralelo, dando um "reboot" nas aventuras de Kirk, Spock e McCoy.

O novo longa, "Star Trek Sem Fronteiras" tem data de lançamento prevista no Brasil para 1º de setembro.

J.J. Abrams, agora envolvido com a saga "Star Wars", passou a direção para Justin Lin. A trama foi escrita por Doug Jung e Simon Pegg, que também vive o engenheiro escocês Scotty.

Comentário

Eles estão à espreita, endeusados por muitos e invisíveis para outros tantos. Goste-se ou não, os youtubers são hoje uma realidade e, como já aconteceu em outros tempos (e outras mídias), o cinema tem buscado algum meio de explorar tamanha popularidade.

A pergunta principal é: como?Inicialmente, a tática tem sido convidar expoentes do meio para dublar pequenos papéis em animações de sucesso, todas produzidas nos Estados Unidos. Foi o caso de Kéfera em Operação Big Hero, os irmãos Piologo em Angry Birds, Christian Figueiredo em Kung Fu Panda 3 e, mais recentemente, Whindersson Nunes em A Era do Gelo - O Big Bang. Uma iniciativa que não surpreende, visto o histórico de celebridades brasileiras convidadas para dublar animações estrangeiras, o que nem sempre significa uma boa dublagem - como esquecer o trabalho de Luciano Huck em Enrolados?

Entretanto, há nos bastidores do cinema brasileiro um movimento (ainda pequeno) para que youtubers ganhem espaço também em filmes live action. O primeiro grande teste será já em 6 de outubro, data da estreia de É Fada, baseado no livro "Uma Fada Veio Me Visitar", de Thalita Rebouças. Protagonizado por Kéfera, do badalado canal 5incominutos, esta comédia dirigida por Cris D'Amato (S.O.S. Mulheres ao Mar) colocará a youtuber na pele de uma fada tagarela e desastrada que precisa ajudar uma garota que não acredita no mundo da magia.Existe uma certa expectativa no mercado pelo resultado de É Fada, já que seu possível sucesso pode significar um novo filão para o cinema comercial brasileiro, que atualmente investe forte em comédias como Até que a Sorte nos Separe, De Pernas pro Ar e Minha Mãe é uma Peça.

Por outro lado, há também fortes dúvidas sobre se o público da internet migrará para as salas de cinema e, neste ponto, há o recente caso de Porta dos Fundos - Contrato Vitalício. Por mais que o canal do grupo liderado por Fábio Porchat e Gregório Duvivier seja um estrondoso sucesso, o primeiro longa-metragem por eles produzido ficará bem longe da meta estimada de público, em torno de dois a três milhões de espectadores - até o momento fez quase 400 mil, com duas semanas em exibição.Por enquanto, os produtores preferem replicar a tática das animações e colocar os youtubers em pequenas pontas.

É o caso de Os Penetras - Quem Dá Mais?, comédia estrelada por Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch que contará com cinco youtubers: Maju Trindade, Gabbie Fadel, PC Siqueira, Julio Cocielo e Whindersson Nunes. Ou até mesmo da comédia americana Tinha Que Ser Ele?, estrelada por Bryan Cranston e James Franco, que contará com o mesmo PC Siqueira em participação especial.Por mais que o mercado ainda esteja aguardando o lançamento dos filmes citados para tomar qualquer decisão, já há movimentações nos bastidores visando um maior destaque para youtubers.

A Paris Filmes possui um projeto chamado Internet Movie, que seria estrelado apenas por youtubers, ainda não definidos. O já citado Whindersson Nunes está em um filme a cargo da Formatta Produções, que contará também com Tom Cavalcante, Danilo Gentilli e Tirulipa. Ambos ainda sem previsão de filmagens, nem de estreia.Se os youtubers vingarão ou não no cinema, ainda é cedo para dizer.

O fato dos alvos virem agora da internet é mais revelador do ponto de vista sociológico do que propriamente de mercado, já que tal iniciativa é similar ao que já aconteceu tantas vezes nas últimas décadas, seja com astros da TV (filmes dos Trapalhões, da Xuxa e até mesmo de Eliana e Faustão) ou da música (Roberto Carlos e a dupla Sandy & Junior). No fim das contas, trata-se de mais um reflexo dos atuais tempos conectados.

Comentário

Uma relação com nove concursos que estão com inscrições abertas em Mato Grosso do Sul, foi publicada, esta com cargos cujo salarios variam e as oportunidades são para todos os níveis de escolaridades. Os salários chegam a R$ 9.745,02.

Confira a lista abaixo:

IBGE

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) abriu processo seletivo simplificado para a contratação temporária de mais de 7,5 mil agentes de pesquisa em todo o país. Em Mato Grosso do Sul são 169 vagas em 10 cidades. A remuneração é de R$ 1.250,00.

Em Campo Grande são 85 vagas. As outras cidades com vagas disponíveis são: Aquidauana (6), Corumbá (6), Coxim (7), Dourados (15), Jardim (7), Naviraí (6), Nova Andradina (9), Paranaíba (9), Ponta Porã (10) e Três Lagoas (9).

A inscrição deverá ser efetuada de 21 de junho a 19 de julho pelo site www.cesgranrio.org.br. No ato da inscrição, o candidato deverá escolher a UF/município/área de trabalho onde quer fazer a prova e onde quer trabalhar. A taxa de inscrição é de R$ 30. A prova está prevista para o dia 30 de setembro. (Veja o edital)

IFMS

O IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) abriu concurso público para preencher 60 vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior. Os salários podem chegar a R$ 4.124,54.

Para o nível superior, as 17 vagas são para: analista de tecnologia da informação, assistente social, bibliotecário/documentalista, economista, nutricionista, tecnólogo (áreas de gestão pública, produção audiovisual, produção cultural) e técnico em assuntos educacionais.As vagas para nível médio ou médio profissionalizante são: assistente em administração, diagramador, técnico de laboratório (química, informática, biologia, metalurgia), técnico de tecnologia da informação, técnico em alimentos, técnico em audiovisual, técnico em contabilidade, técnico em edificações, técnico em secretariado e tradutor e intérprete de libras. já para o nível fundamental, as duas vagas são para auxiliar de biblioteca.

As inscrições deverão ser feitas entre os dias 18 de julho e 7 de agosto pelos sites www.ifms.edu.br e institutobrasil.net.br. As taxas são de R$ 100 (nível superior), R$ 80 (nível médio) e R$ 60 (nível fundamental).

A prova está prevista para o dia 4 de setembro em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. O prazo de validade do concurso será de dois anos, podendo ser prorrogado, uma vez, por igual período. (Veja o edital)

Prefeitura de Coxim

São 200 vagas para contratações imediatas, voltadas para candidatos de todos os níveis de escolaridade. O salário chega a R$ 10 mil.

As vagas são para os cargos de farmacêutico-bioquímico (acrescentado por retificação do edital), agente comunitário de saúde, agente de vigilância epidemiológica, auxiliar de serviços odontológicos, eletricista em obras civil, eletricista de máquinas e veículos, motorista, recepcionista, telefonista, auxiliar de mecânico, auxiliar de pedreiro, auxiliar de manutenção de vias públicas, auxiliar de serviços de higiene e alimentação, gari, mecânico de veículos máquinas, merendeira, operador de máquinas leves, operador de máquinas pesadas, pedreiro, vigia, auxiliar de desenvolvimento infantil, assistente de administração, desenhista projetista, fiscal de obras e posturas, orientador social, técnico agrícola, técnico em contabilidade, técnico em enfermagem, topógrafo, advogado, assistente social,; contador, dentista, enfermeiro, engenheiro agrônomo, engenheiro civil, fonoaudiólogo, gestor ambiental, médico, médico veterinário,; nutricionista, psicólogo, técnico em vigilância sanitária, terapeuta ocupacional, turismólogo, e professor em diversas disciplinas.

As inscrições podem ser feitas até 22 de julho de 2016, pelo site http://www.sigmams.com.br/site-concursos ou no posto de atendimento. A taxa de inscrição varia de R$ 37,50 a R$ 95,00, de acordo com a vaga pleiteada.

A prova está prevista para 28 de agosto de 2016. (Veja o edital)

Prefeitura de Naviraí

A Prefeitura de Naviraí, abriu edital de concurso para preencher 121 vagas em cargos de nível fundamental, médio e superior. Os salários oferecidos pelo município podem chegar a até R$ 9.745,02.

As oportunidades são destinadas aos cargos de borracheiro, eletricista, mecânico, mecânico de máquinas pesadas, operador de motoniveladora, operador de motosserra, operador de pá-carregadeira, vigia, agente comunitário de saúde, agente de serviço escolar, cozinheiro escolar, telefonista, almoxarife, artesão, assistente de administração escolar, auxiliar de enfermagem, auxiliar de laboratório, guarda de parques, técnico ambiental, técnico de manutenção em computador, técnico em enfermagem, técnico em imobilização ortopédica, técnico em laboratório, técnico em radiologia, técnico em segurança do trabalho, advogado, analista ambiental, contador, enfermeiro, engenheiro eletricista, fiscal ambiental, fiscal de obras e postura, fiscal de tributos, fiscal de vigilância sanitária, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico dermatologista, médico esf , médico neurologista, médico otorrinolaringologista, médico vascular, nutricionista, psicólogo, professor de arte, professor de creche, professor de inglês, professor de matemática, professor de 1º ao 5º ano do ensino fundamental, professor de pré-escola, professor de língua portuguesa, professor de ciências da natureza, professor de história, professor de geografia e professor de educação física.

As inscrições serão realizadas entre 7 de julho e 25 de agosto pelo site www.fapec.org/concurso. A taxa de inscrição custará: nível fundamental (R$50), nível fundamental (R$70) e nível superior (R$100). As avaliações serão aplicadas na data prevista de 11 de setembro de 2016. (Veja o edital)


Prefeitura de Santa Rita do Pardo

As inscrições para o concurso da prefeitura de Santa Rita do Pardo terminam nesta segunda-feira. A remuneração vai de R$ 683,55 a R$ 5.214,86, para exercer atividades em escalas de até 40 horas por semana.

Os cargos com vagas são: Assistente Social, Médico Clinico Geral, Enfermeiro, Odontólogo, Medico Veterinário, Nutricionista, Professor de várias disciplinas, Técnico de Ações Institucionais, Auxiliar de Enfermagem, Técnico em Radiologia, Recepcionista Hospitalar, Agente de Fiscalização Sanitária, Técnico em Segurança do Trabalho, Agente Comunitário de Saúde, Auxiliar de Consultório Dentário, Inspetor de Alunos, Motorista de Ambulância, Motorista de Ônibus Escolar, Operador de Máquina - Pá- Carregadeira, Operador de Máquinas - Patrola, Auxiliar de Apoio Educacional, Auxiliar de Merenda, Auxiliar de Serviços Gerais, Coveiro, Pedreiro, Gari e Vigia.

As inscrições foram prorrogadas até o dia 18 de julho e devem ser feitas pela internet, no site da prefeitura ou do http://www.idagem.com.brIDAGEM. O valor da taxa de inscrição vai de R$ 50,00 a R$ 120,00. (Veja o edital)


Câmara de Coxim

A oferta é de seis vagas para contratações imediatas, em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 997,72 a R$ 2.394,55. As vagas são para técnico legislativo (atribuições de tradutor, assistente administrativo e intérprete de libras e de contador) e agente legislativo (atribuições de auxiliar de serviços gerais e vigia).

As inscrições podem ser feitas até 22 de julho de 2016, pelo site ou no posto de inscrição informado no edital. A taxa de inscrição varia de R$ 37,50 a R$ 95,00.

A prova objetiva será aplicada em 28 de agosto de 2016. Veja o edital

Câmara de Glória de Dourados

O objetivo é preencher sete vagas em cargos de níveis fundamental, médio e superior, sob o regime estatutário. Serão contratados profissionais para os cargos de advogado, contador, controlador, assistente técnico legislativo, assistente administrativo, recepcionista e auxiliar de serviços gerais. Os vencimentos são de R$ 880 a R$ 2.5 mil. As inscrições serão aceitas a partir do dia 11 de julho a 5 de agosto de 2016, pela internet, no endereço eletrônico. O valor da taxa vai de R$ 55,00 a R$ 105,00.

A prova objetiva será aplicada na data provável de 4 de setembro de 2016, em local e horário a serem divulgados. (Veja o edital)

Assembleia Legislativa

As inscrições para tentar uma das 80 vagas começam no dia 20 de julho. Para nível superior são três vagas para Analista de Recursos Humanos e médicos; uma para arquiteto, assistente social, engenheiro civil e publicitário; duas para contador e economista; sete para assistente jurídico e redator e seis para consultor de processo legislativo e jornalista.

Para nível médio são outras 35 vagas. Para o nível superior, o salário é de R$ 4.566 e para nível médio, R$ 2.790, calculado com base na média salarial dos servidores do Legislativo local, mais adicionais.

Quem tiver interesse em participar do concurso deve preencher a ficha de inscrição até o dia 15 de agosto de 2016 no site da FCC e pagar o valor de R$ 105,00 ou R$ 85,00. 

UFMS

São 14 vagas com salários que oscilam entre R$ 2.018,77 e R$ 5.143,41 em jornadas trabalhistas de 20 e 40 horas por semana.

As vagas são para lotação nos Campus de Campo Grande, Aquidauana, Chapadão do Sul, Corumbá, Naviraí, Ponta Porã e Três Lagoas. Existem oportunidades nas áreas/subáreas de: Educação Física; Letras/Língua Espanhola; Arquitetura e Urbanismo / Planejamento Urbano; Arquitetura e Urbanismo / Projeto e Conforto Ambiental; Letras; Agronomia; Ciências Sociais Aplicadas / Administração /Administração de Empresas / Mercadologia; Ciências Sociais; Ciência da Computação; Matemática; Direito; Engenharia de Produção; Farmacologia; e Pedagogia.

Os interessados poderão se inscrever no período de 25 a 28 de julho de 2016, na Secretaria do Campus da vaga pleiteada. O edital está disponível no site da Copeve UFMS.

Comentário

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), revogou a prorrogação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - Carf - por 60 dias, em um de seus primeiros atos, logo após ter sido eleito dia 15 último.

De acordo com o despacho assinado dia 15, a CPI terá agora 26 dias corridos, a contar do dia 17 de julho, para concluir os trabalhos, apurou a Agência Brasil.

A prorrogação por 60 dias havia sido aprovada por comissão especial e assinada pelo ex-presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), três dias antes.

A CPI do Carf investiga denúncias de favorecimento a empresas em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda que é a última instância recursal contra cobranças tributárias.

Na semana passada, o relator da CPI, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), justificou a necessidade da prorrogação pela dificuldade em convocar testemunhas. “Não trouxemos aqui vários atores, inclusive beneficiários econômicos do esquema”, disse.

Entre as companhias investigadas estão grandes bancos, siderúrgicas e montadoras de veículos. Segundo investigações da Polícia Federal, os empresários pagavam propinas a intermediários para que intercedessem junto a conselheiros do Carf. Os resultados fraudados são tratados pela Polícia Federal como sonegação fiscal.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que integra a comissão, isso [a revogação da prorrogação] significa, “na prática, o fim da CPI do Carf... Ou seja, a corrupção que a sociedade tanto espera combater, nesse caso, pode sair ilesa”.

Comentário

A procura por consórcios em geral no país caiu 12,1% nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, com a entrada de 846,3 mil consorciados, ante 962,5 mil no mesmo período de 2015. Os créditos comercializados apresentaram recuo de 16,1% com R$ 29,11 bilhões, enquanto o total de participantes ativos manteve-se estável em 7,1 milhões.

Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) que analisa consórcios nos setores de veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e serviços. Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Rossi, “o equilíbrio no total de consorciados deve-se principalmente à qualidade das vendas realizadas nos últimos anos”. Ele salientou, em nota, que mesmo com a crise econômica os consumidores têm honrado seus compromissos. Para o executivo, isso é efeito de compras conscientes, feitas com planejamento.

Veículos leves e serviços

No segmento de veículos leves (automóveis, caminhonetes e utilitários), o número de participantes ativos aumentou 5,9% (de 3, 07 milhões para 3,25 milhões). No entanto, as novas adesões foram 7,2% menores que no ano anterior com um total de 361, 8 mil novas cotas vendidas.

Os créditos comercializados caíram 15,2%, atingindo R$ 14,22 bilhões e o valor médio de R$ 38,3 mil foi 9,8% abaixo do mesmo período de 2015.

Em serviços, houve elevação de 40,5% nas vendas com um total de 5,2 mil negócios, alcançando um total de créditos comercializados de R$ 32,38 milhões, 50,5% acima do obtido no mesmo período de 2015.

Houve ainda crescimento de 24,3% no número de participantes (34,3 mil). Já as contemplações acumuladas atingiram 4,2 mil, com alta de 31,3%. De acordo com a Abac entre os serviços estão cirurgias, festas e eventos, além de tratamentos dentários e oftalmológicos, turismo e assistências educacionais.

Comentário

Devido a problemas nas edições anteriores do exame, este ano as Forças Armadas vão prestar novamente apoio logístico para a realização das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O apoio para a Operação Enem 2016 foi solicitado pelo Ministério da Educação visando a garantir a segurança no armazenamento das provas.

A participação das Forças Armadas foi oficializada com a publicação de portaria na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União. Desde 2009, os ministérios da Educação e da Defesa trabalham em parceria para assegurar que os exames não cheguem a mãos indevidas ou sejam utilizados de forma criminosa.

As provas do Enem de 2016 serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A nota do exame é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e bolsas na educação superior privada, pelo Prouni (Programa Universidade para Todos).

O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e participar do Programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.

Estudos

A plataforma Hora do Enem disponibiliza gratuitamente um plano de estudos individual para quem quer se preparar para o exame. O site também permite ao candidato participar de simulados nacionais, além de ter acesso ao Mecflix, portal com mais de 1,2 mil videoaulas.

Comentário

O mercado de apostas é um verdadeiro gigante, capaz de movimentar verbas de magnitude estatal mundo afora: 1,3 trilhão de euros (R$ 4,8 trilhões) somente em 2015. A internet abriu ainda mais esse mercado, permitindo que usuários residentes em países onde as apostas são proibidas entrem no mundo das probabilidades através de sites baseados onde a lei é favorável. Entre 2009 e junho de 2016, foram detectados por empresas especializadas 2.532 casos suspeitos no planeta. Somente em 2015 foram 524 casos. De acordo com um organograma obtido junto a uma dessas companhias voltadas para fiscalização de fraudes no mercado de apostas, o esquema é muito maior do que se supõe e tem como financiadores pesos-pesados do crime organizado como a máfia italiana e as tríades chinesas.

Os dois personagens mais notórios da manipulação de resultados são de Cingapura e atuavam para diversos grupos criminosos multiplicando seu dinheiro. Ambos estão sob custódia – pelo menos um deles continua na ativa. Wilson Raj Perumal e Tan Seet Eng, conhecido como Dan Tan, já foram condenados por manipulação de resultados. Dan Tan está sob custódia em Cingapura, mas continua a controlar o esquema usando até a esposa e parceiros do crime de Perumal, que está em prisão preventiva em Budapeste, na Hungria, e negocia colaboração em futuras investigações. Ele já foi preso antes em Cingapura e na Finlândia.

Capa do livro de Wilson Raj Perumal (Foto: Reprodução) eprodução da capa do livro de Wilson Raj Perumal cujo site traz vídeos de partidas manipuladas pelo criminoso de Cingapura, hoje sob custória preventiva na Hungria (Foto: Reprodução)

Reprodução da capa do livro de Wilson Raj Perumal cujo site traz vídeos de partidas manipuladas pelo criminoso de Cingapura, hoje sob custória preventiva na Hungria (Foto: Reprodução)

Dan Tan foi preso em outubro de 2013, solto em novembro de 2015 e preso novamente em dezembro. A sua esposa foi presa em junho deste ano sob acusação de ter assumido os negócios do marido. Viciado em apostas, Perumal chegou a se endividar dentro do próprio negócio, com credores e chefes nada amistosos. Em países onde há um alto índice de corrupção de autoridades, usam o dinheiro ilícito para obter proteção e facilitar operações.

Sem muitas opções, Perumal teria deixado o mercado da manipulação para trás, disposto a lucrar com sua história, e chegou a escrever um livro. Uma das revelações é a alegação de ter ajudado a classificar Nigéria e Honduras para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Em uma rara entrevista para a CNN em 2014, ele afirmou ter manipulado entre 80 e 100 partidas de futebol. Disse já ter manipulado resultados em Olimpíada, eliminatórias para Copas do Mundo, Copa Ouro da Concacaf, Copa do Mundo feminina e Copa das Nações, na África.

- Eu ficava no banco de reservas muitas vezes dizendo aos árbitros, jogadores e técnicos o que fazer. Era fácil assim. Não havia vigilância alguma – disse Perumal à CNN em agosto de 2014, completando que algumas associações o recebiam de “braços abertos”.

Mecânica das fraudes e índice de atletas suspeitos

A abordagem é feita por figuras menores na cadeia alimentar do crime. Ex-jogadores que passaram temporadas em zonas onde a manipulação tem muita força, dirigentes, árbitros, qualquer um que esteja razoavelmente familiarizado com o esquema, em uma situação financeira não muito confortável, é um alvo em potencial para aderir ao exército da manipulação. Os locais das fraudes não são escolhidos ao acaso. A combinação pouca visibilidade, baixos salários, falta de fiscalização preventiva e possibilidade de corrupção de autoridades é como sangue em águas infestadas por tubarões. E o Brasil, que reúne essas características em diversos torneios, especialmente locais, entrou no cardápio dos predadores da bola.

Representante da Sport Radar na América Latina e responsável pela atuação da empresa no Brasil, Ricardo Magri explica que o manipulador tenta a todo custo disfarçar a aposta fraudulenta em eventos normais de uma partida. Isso porque não são somente resultados manipulados. A empresa foi contratada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) no início do ano e já deflagrou casos no jogos locais.

Há apostas em quem cobra o primeiro lateral, quantos gols serão marcados na partida – sem importar para quem - e por qual diferença de gols será a vitória de uma determinada equipe. Logo, na visão de um manipulador, colocar a aposta durante a partida, logo depois do intervalo, por exemplo, quando o resultado que pretende ainda parecer improvável, é o caminho em tese mais seguro. Quanto mais parecer um evento comum, menor a chance de ser detectado.

"Dan" Tan Seet Eng, um dos figurões da manipulação de resultados, está sob custódia em Cingapura (Foto: Agência AFP)

Empresas como a Sport Radar monitoram as oscilações nas apostas, e uma queda brusca de favoritismo de uma das partes gera imediatamente um alerta, recebido também pelas casas de apostas. Quando vários alertas começam a aparecer, é possível até que as apostas no determinado evento sejam canceladas. Muitas vezes, em uma aposta de maior vulto, os sites levam algum tempo para autorizar, enquanto tentam obter o máximo de indicativos de que aquela aposta é legítima – ou não. Todos esses alertas que aparecem nas mais diversas partidas não se perdem. São somados e contabilizados, gerando um índice de jogadores. Atletas envolvidos em vários jogos com alertas de suspeita de fraude acabam subindo na escala, e isso pode servir de aviso para autoridades locais em caso de transferências de atletas suspeitos.

Questionado sobre Dan Tan e Perumal, Magri explicou:

- De um modo geral, esses dois são nomes muito notórios porque têm o know-how da manipulação, em quem chegar, como chegar, quanto oferecer. Isso não nasce com eles. Recebem investimentos para atuar na área deles, recebem um financiamento de crime organizado, máfia, tríades, é uma parte das atividades de lucro desse pessoal do crime organizado. Quando chega neles, sabem daí para baixo como fazer para promover os resultados que eles querem.

Organograma do sistema de manipulação com base em informações obtidas junto a empresas especializadas (Foto: Editoria de Arte)

A abordagem para cooptar novos membros e aliciadores para o grupo é descrita pelo executivo:

- Eles buscam quem eles conseguem estabelecer um contato e tenha apetite para se envolver. Por exemplo, um jogador que foi atuar naquela região, ficou lá um tempo, viu que a atividade é lucrativa e que poderia se envolver sem muito risco entra logo no radar deles. O jogador é exposto no período lá, e, quando volta, já tem algum passo a mais do que um outro jogador qualquer que encerra a carreira aqui no Brasil.

Magri esclareceu o motivo de ser feito um índice de jogadores supostamente envolvidos em manipulação:

- É um índice porque existem equipes que estão envolvidas nos nossos alarmes com mais frequência do que outras e jogadores que você percebe que, mesmo mudando de time, as equipes que eles jogam seguidamente estão envolvidas nessa situações. Então há um índice para ajudar a interpretar situações futuras.

Indagado se já é possível ter uma noção exata do tamanho do problema no Brasil, Magri respondeu:

- Não muita. Os exames ainda são em lugares muito específicos, e onde estamos examinando estamos achando, então dá para ter ideia de que, se se estenderem esses exames, vão aparecer mais coisas. É o momento certo para analisar, porque até para fugir de lugares mais fiscalizados esses grupos desembarcaram aqui. Penso eu que, há coisa de um ano e meio, dois anos, eles vieram com mais apetite. Se fizermos mais exames ou um retroativo, certamente vão aparecer mais situações.

China, um mercado bilionário

O imenso mercado asiático é não somente o berço, mas também território de atuação das principais máfias de manipulação de resultados no planeta. Grupos organizados na China, por exemplo, não atuam somente fora das suas fronteiras. O mercado interno sofre intenso assédio dos criminosos. Em fevereiro de 2012, 39 pessoas foram condenadas no país por manipulação de resultados, entre eles Yang Yimin, ex-vice-diretor da Associação de Futebol da China, condenado a 10 anos de prisão. Entre os acusados, também estavam o ex-chefe da comissão de árbitros, ex-presidentes e até técnicos de clubes do Campeonato Chinês à época.

Segundo relatos obtidos pela reportagem com pessoas que passaram ou ainda estão em divisões inferiores do futebol chinês, o cenário segue envolto na névoa da manipulação. E pagar altos e volumosos “bichos” em dinheiro foi uma das formas de fazer com que jogadores não se deixem ser subornados.

- Há uns cinco anos, foram presas quase 50 pessoas por conta de venda de jogos, tentaram moralizar o futebol. Mas faz parte da cultura deles. Jogo sujo, como eles chamam. Os jogadores falavam para a gente abertamente, qual time comprava mais os juízes, quem se vendia... – afirmou um brasileiro influente no futebol com passagem recente pelo futebol chinês.

Para evitar que jogadores se vendam para as quadrilhas, uma prática foi confirmada por jogadores e técnicos brasileiros que passaram pela China:

- Na China, eles compram jogadores direto, acerto de jogo, coisa política mesmo. O governante da cidade acerta com o outro para o time não cair, sabe?! Por isso, eles pagam valores altíssimos de bicho, em dinheiro, sem descontar imposto, para que os jogadores não se vendam para o outro time e entreguem o jogo – constata outro brasileiro, que pede anonimato por temer o que chama de “máfia chinesa”.

Muitos dos clubes das divisões do futebol chinês têm receitas irrisórias com o futebol, e o dono só gasta com bilheteria – custeando ingressos para espécie de torcida paga –, o patrocínio na camisa por vezes é da empresa do dono do clube, não existem grandes projetos de marketing, e times da Segunda Divisão, por exemplo, nem vendem camisas nas lojas. Com isso, manipular resultados vira uma fonte de renda ilegal para arrecadar dinheiro, como começa a acontecer em clubes e ligas de menor porte no Brasil.

A China busca acabar com a manipulação de resultados desde 2009, mas a farra de combinações de resultados vem desde o começo dos anos 2000, quando as acusações de suborno de árbitros vieram à tona pela primeira vez.

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Já classificado para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, o Sete de Dourados enfrenta o Luziânia-GO neste domingo (17), fora de casa, para tentar ratificar a primeira posição do Grupo A11 e garantir, na segunda fase, o direito de decidir a classificação em casa. O time terá três desfalques e a presença do atacante Guilherme, relacionado pela primeira vez desde a contusão que sofreu no início de abril. A próxima etapa é o mata-mata, onde só permanecem na competição os vencedores.

Durante a semana, o técnico Chiquinho Lima trabalhou sabendo que não teria dois titulares contra o time goiano. O volante Altino, que deixou a partida contra o Sinop-MT no domingo passado ainda no primeiro tempo, segue em tratamento e não foi liberado pelo Departamento Médico. Outro é o zagueiro Jaime, pendurado com dois cartões amarelos. Para evitar correr o risco de perder o jogador na rodada de ida da segunda fase, o técnico preferiu poupá-lo, segundo publica o jornal Gazeta MS.

A falta inesperada é do volante Eduardo Arroz, que teve um problema muscular no treino de quinta-feira (14), que definiria o time que joga em Luziânia. O jogador participava normalmente da atividade até sentir uma dor no músculo adutor e deixar o treino. Inicialmente, Arroz fica fora apenas deste jogo e seguirá em tratamento nos próximos dias. "Altino e o Eduardo vão seguir o tratamento durante todo o fim de semana. Inclusive, o Thiago [Fonseca, fisioterapeuta] não viaja com o grupo para cuidar exclusivamente dos dois", explicou o treinador.

A provável equipe para começar o jogo em Goiás terá Fernando Hilário no gol; Renato, Montoya, Bruno e Júnior Prego; Peu, Fabrício, Mário Lúcio e Dio; Otacílio Neto e Johnny, de acordo com informações da assessores do Sete.

 

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A reportage, de capa da ISTOÉ dessa semana destacou, que no comando da administração federal desde 2003, o PT deixou vários legados danosos às estatais. Dos escândalos bilionários de corrupção ao aparelhamento político, quase nada escapou das garras do fisiologismo. Fruto da barganha política, a máquina pública inchou e ficou ainda mais ineficiente, inclusive nas companhias com capital aberto. Apesar de a quantidade de estatais praticamente não ter aumentado – passou de 131 ao término do governo FHC para 135 no fim de 2014, último dado disponível –, o número de funcionários cresceu 49%.

Significa que, durante os oito anos de mandato do presidente Luiz Inacio Lula da Silva e os cinco anos da gestão Dilma Rousseff, as empresas públicas incorporaram 182 mil pessoas aos seus quadros. No total, há quase 553 mil trabalhadores, segundo dados levantados pela DINHEIRO no site do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), órgão ligado ao Ministério do Planejamento. “Esse inchaço nas estatais não tem nenhuma lógica econômica”, afirma Gilberto Guimarães, especialista em liderança e gestão de pessoas e professor do Grupo Laureate. “A máquina pública vai na contramão dos ganhos de produtividade”.

Se a quantidade excessiva de funcionários é um peso para o caixa das estatais, a presença de apadrinhados políticos no topo hierárquico dessas companhias torna-se um problema ainda maior para a sua sustentabilidade. Na linguagem dos funcionários concursados, os diretores, vice-presidentes e CEOs que assumem o cargo sem um currículo compatível são chamados de “paraquedistas”. “É o aparelhamento pelo qual uma pessoa é indicada por algum político sem entender nada do assunto”, diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, que trabalhou vários anos nos Estados Unidos.

No presidencialismo americano, salienta Vieira, a ingerência política é muito menor. “Se os ocupantes de cargos públicos cumprem as metas, eles podem permanecer mesmo quando troca-se um presidente democrata por um republicano”, diz o economista. “Aqui, no Brasil, a utilização do Estado como instrumento político leva à derrocada das estatais.” É imperioso notar que todas as cifras negativas envolvendo as estatais administradas pelo PT e seus partidos aliados giram na casa dos bilhões de reais, incluindo os desvios investigados pela Polícia Federal, que já prendeu caciques do partido como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.

Alguns exemplos: Prejuízo dos Correios em 2015: R$ 2,1 bilhões; Necessidade atual de aporte na Caixa: R$ 40 bilhões; Prejuízo da Petrobras em 2015: R$ 34,8 bilhões; Rombo dos quatro maiores fundos de pensão estatais em 2015: R$ 60 bilhões; Custo das operações do BNDES aos cofres públicos em 2015: R$ 30,5 bilhões; Prejuízo da Eletrobras nos últimos quatro anos: R$ 31 bilhões; e pedaladas no Banco do Brasil: R$ 14,8 bilhões. Sem falar na corrupção que, apenas na Petrobras, gerou desvios de R$ 42 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal.

“Nem mesmo as estatais com capital aberto escaparam”, diz Walter Machado de Barros, membro do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP). “Ignoraram-se as melhores práticas de governança corporativa.” Para avaliar todos esses números negativos, a DINHEIRO ouviu duas dezenas de especialistas e apresenta nas próximas páginas um resumo didático – no formato dossiê – do quadro preocupante em que se encontram as principais estatais.

A ingerência política nas empresas chegou ao ápice em 2014, ano eleitoral, quando a presidente Dilma determinou o congelamento de tarifas de energia elétrica e de preços de gasolina para controlar a inflação, gerando um passivo bilionário no caixa das companhias. Tudo foi feito para ganhar a eleição. A intervenção excessiva do PT também emperrou os projetos de infraestrutura, simbolizados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na campanha de 2010, o presidente Lula apresentou sua candidata, Dilma Rousseff, como a “mãe do PAC”, mas o “filho” não se desenvolveu. “Na área de transportes, por exemplo, perdeu-se a característica de planejar para o médio e longo prazos”, diz Mauricio Endo, sócio da KPMG para a América Latina. “Os ministérios responsáveis por infraestrutura começaram a trabalhar em cima de agendas muito politizadas, sem o devido critério técnico, e o resultado eram iniciativas díspares, que levam do nada a lugar nenhum.”

Um exemplo foi a transposição do Rio São Francisco, um plano ambicioso e complexo, que acabou sendo realizado parcialmente. Ao diminuir de tamanho, o projeto perdeu grande parte de sua lógica e deixou de atingir os benefícios projetados. Além disso, muitas licitações acabaram sendo apressadas e realizadas sem planejamento. O resultado foram leilões esvaziados e problemas que só eram percebidos depois de iniciadas as obras. Dessa forma, as empresas pediam mais dinheiro e o governo federal decidia parar as obras.

Quando houve concessões maiores à iniciativa privada, aconteceram alguns avanços, como nos aeroportos. Porém, diante da atual crise econômica, as concessionárias estão pedindo um prazo maior para pagar a parcela da outorga deste ano. Nas concessões de rodovias feitas no governo Dilma, o cenário é parecido. Os vencedores tentam renegociar os contratos em vigor diante de um estrangulamento financeiro. Trata-se de uma situação, no mínimo, curiosa, pois o governo petista tentou ao máximo limitar os ganhos do capital privado.

A estratégia do período Lula também fracassou. Ao impor uma tarifa muito baixa ao usuário final, o governo sufocou as concessionárias de rodovias que não tinham caixa para cumprir as metas de investimentos estabelecidas nos editais. “Existia uma questão ideológica muito forte, defendendo que o setor privado não poderia ter lucro na prestação de serviços públicos, o que prejudicava muito a atração de investidores”, diz o consultor Endo, da KPMG.

Dessa forma, o governo tentava adivinhar o ponto ótimo de lucro da empresa que venceria a concessão, em vez de deixar o mercado, por meio de competição e de estudos de viabilidade econômica, chegar à melhor proposta. Com isso, poucos competidores entravam na disputa, e quem ganhava descobria depois que não tinha condição de entregar um bom serviço.

Até mesmo a forma de tentar agilizar as contratações era equivocada. O governo Dilma instituiu o Regime Diferenciado de Contratações, em 2011, que permitia contratar obras sem um projeto definitivo. Mas o que devia ser um modelo especial, adotado para alguns projetos pontuais, virou a regra em obras do PAC, da Olimpíada e da Copa do Mundo, dentre outras. Isso escancarava a falta de planejamento que permeava a administração federal.

TREM-BALA Talvez não exista símbolo melhor dessa dificuldade de planejar do que o projeto de trem-bala, que ligaria os dois principais polos produtivos e consumidores do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo, com parada final em Campinas. Obsessão de Dilma, ele jamais saiu da fase de planejamento até ser finalmente descartado, em 2015, sem nunca ter recebido um estudo detalhado que fosse referendado como realista pela iniciativa privada.

Em 2012, o governo inclusive criou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), uma estatal que tinha a missão de viabilizar o trem-bala e outros projetos ferroviários de alta velocidade. Financiada totalmente pelo Tesouro Nacional, a EPL foi fundada com 65 funcionários e chegou a 181 trabalhadores em 2014, último dado disponível. Na lista de ideias despropositadas dos governos do PT, inclui-se a recriação, em 2010, da Telebras, que remunera 257 funcionários para cuidar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – eram 126 no ano da refundação.

Primeiro ocupante do cargo, o engenheiro Rogério Santanna foi demitido após um ano pelo então ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que recentemente foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Custo Brasil. “O PNBL acabou”, afirmou Santanna, que se desfiliou do PT em 2013, após 26 anos de militância. De fato, o plano não cumpriu a meta de levar internet rápida a 40 milhões de domicílios até 2014, mas os custos da Telebras continuaram onerando os cofres públicos – é a herança da gestão pública petista.

Colaborou: Carlos Eduardo Valim

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