Timber by EMSIEN-3 LTD

Artigos (88)

Quinta, 13 Fevereiro 2020 13:15

A fúria da natureza

Escrito por

Não é para assustar. Mas, a crise ambiental que vivemos é muito grave. Catástrofes climáticas estão espalhadas no mundo, causando estragos materiais, econômicos e na vida da biodiversidade, inclusive em perdas humanas.

Não tenham dúvidas, o aquecimento global é o iminente colapso climático, que já dá sinais, em terríveis vendavais, secas intermináveis e enchentes avassaladoras, como ocorre no Brasil e incêndios incontroláveis, como na Austrália.

"Infelizmente, veremos muitos eventos climáticos extremos em 2020 e nas próximas décadas, alimentados por níveis recordes de gases de efeito estufa", disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM/ONU), Petteri Taalas. Desde 1980, cada década foi mais quente que a anterior, com tendência de continuar em eventos extremos. A década de 2010 a 2019 foi a mais quente. Segundo a OMM, em 2019, a temperatura superou em 1,1°C a média pré-industrial (1850-1900). "Na trajetória atual das emissões de CO2e, nos dirigimos ao aumento de 3 a 5oC até o final do século", advertiu Taalas.

Nessas condições, poderá faltar água para beber e oxigênio para respirar, porque sem florestas e mortas as algas, cessam as fontes naturais. A temperatura, com 4oC acima do normal, elimina a maioria das espécies da biodiversidade, bagunçando o equilíbrio ambiental e o homem precisará de climatização para viver e trabalhar. Haverá uma demanda de energia, de difícil atendimento.

As chuvaradas em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro demonstram a fúria da natureza com os agressores, na vingança que tarda mas não falha. As chuvas estão descontroladas, na razão da degradação ambiental. Nas últimas décadas, as chuvas violentas são mais frequentes e se revezam nas regiões Sul e Sudeste, onde os “rios voadores”, vindos da Amazônia, se encontram com correntes do mar e despejam a carga pesada, levando o que tiver pela frente.

O saber da natureza é distribuir e infiltrar a água no solo para formar aquíferos e manter nascentes e rios, ecossistemas e a biodiversidade. O homem não respeita isso. Faz cidades não planejadas para infiltrar a água da chuva e, por isso, as enxurradas. O campo ainda precisa aprender a ganhar dinheiro, retendo a água da chuva para evitar erosão e obter mais produtividades.

Mas, o que fazer? Zerar o desmatamento e as queimadas, para ajudar metas do Acordo de Paris e segurar o efeito estufa em até 2oC, acima do normal, até 2030.

Para isso, as cidades precisam rever o Plano Diretor e destinar 30% dos terrenos para infiltração da água, mediante plantio de árvores. Também, reservar água da chuva para uso sanitário doméstico. A agricultura, reservar água da chuva para que infiltre no solo e irrigue os cultivos e mantenha ecossistemas vivos. A estimativa é que em solo desflorestado só 20% da água que cai, infiltre e o resto forma erosão.

Desejam catástrofes climáticas? Não. Então, precisamos de atitudes na prevenção, porque é mais barato prevenir do que gastar no socorro às vítimas e recuperar o destruído. É hora de repensar nosso erros e apreender com eles. O Covid – 19 é mais um aviso do desequilíbrio.

* O autor é Engenheiro Agrônomo, consultor.

 

Quarta, 12 Fevereiro 2020 08:41

Ataques à Verdade aceleram o Juízo Final?

Escrito por

Para bilhões de pessoas em todo o mundo, 23 de janeiro foi um dia como outro qualquer. No entanto, para um grupo seleto de cientistas, especialistas em políticas públicas e ex-políticos, o fim do mundo estava um pouco mais próximo da realidade. Naquele dia, o Boletim dos Cientistas Atômicos adiantou o Relógio do Dia do Juízo Final para 100 segundos antes da meia-noite.

Para aqueles que não estão familiarizados com o relógio apocalíptico, o Relógio do Dia do Juízo Final (Doomsday Clock) é uma metáfora do holocausto nuclear ou algum outro evento de fim do mundo que coincide com o bater da meia-noite. Desde a sua criação em 1947, o relógio nunca esteve tão perto dessa hora de bruxaria.

O motivo dessa aceleração terrível não é uma nova guerra armamentista ou uma crise diplomática. Em vez disso, a mudança é apressada pelos crescentes ataques à verdade. O grupo por trás do Relógio do Dia do Juízo Final emitiu um aviso de que as campanhas de desinformação minaram a fé pública de forma a impossibilitar o atendimento das demandas globais urgentes.

De fato, os ataques à verdade cresceram em escopo e em complexidade. O exemplo mais destacado é o debate sobre a interferência russa nas eleições presidenciais dos EUA em 2016. Mas, esse é apenas um exemplo em um cenário da informação. Um ex-funcionário da Casa Branca e da Agência de Segurança Nacional ofereceu uma perspectiva geral em seus comentários para um artigo do Washington Post.

"A cyber guerra de informações é uma ameaça enorme, devido à sua capacidade de minar a confiabilidade das informações para a tomada de decisões racionais em quase todos os domínios", disse Melanie Teplinsky, professora adjunta da Universidade de Direito de Washington.

A desinformação pode assumir diversas formas, incluindo campanhas em mídias sociais, contas de "fake news" e vídeos e fotos adulteradas, todos habilitados pela Internet e por outras ferramentas que tornam mais fácil e barata a comunicação com milhões (possivelmente bilhões) de pessoas.

Esse aviso deve causar uma preocupação especial aos auditores internos. Independência e objetividade é a base da profissão, e nosso valor para as organizações que servimos. Tudo isso está enraizado na prestação de contas e na transparência. Um ingrediente essencial na prestação de contas e na transparência é a verdade.

A auditoria interna deve permanecer como um importante farol da verdade para as organizações e começa com a maneira como realizamos o nosso trabalho. Escrevi muitas vezes sobre os traços de grandes líderes de auditoria interna, e um compromisso inabalável com a verdade é um desses traços. De fato, a palavra verdade aparece em todo o meu livro, Trusted Advisors: Key Attributes of Outstanding Internal Auditors.

• Um compromisso inabalável com a verdade é essencial para a honestidade, integridade e comportamento ético.
• Falar a verdade é essencial para exercitar a coragem de nossas convicções.
• Um compromisso com a verdade é essencial para se aprofundar na causa raiz das falhas de controle ou outras ameaças ao gerenciamento eficaz de riscos.
• Confiar nos fatos e dizer a verdade é essencial para gerenciar efetivamente as políticas organizacionais.

Além disso, descobrir a verdade é essencial para fornecer informações úteis, insights e previsões às organizações que servimos. Os conselhos e a gerência executiva tomam decisões estratégicas e operacionais de curto e longo prazo com base nas melhores informações disponíveis. Parte de nosso trabalho como auditores internos deve ser romper o ruído e garantir que nossas organizações estejam recebendo e agindo com informações confiáveis.

Outro aspecto da desinformação é como ela pode prejudicar uma organização. É fácil imaginar como um concorrente de negócios pode aproveitar a desinformação para obter uma vantagem. Algo tão simples quanto uma campanha ilícita de mídia social promovendo descontos falsos ou mau atendimento ao cliente pode atrapalhar as operações.

A estabilidade financeira de uma organização, a vulnerabilidade às aquisições hostis ou até a saúde de seu CEO podem ser insumos para as campanhas de desinformação. Alguns podem dizer que esses "truques sujos" existem há tanto tempo quanto as empresas competem, mas propagar essas desinformações nunca foi tão fácil. Dessa forma, os auditores internos devem tratar a desinformação como um risco emergente.

A luta pela verdade não é nova para os auditores internos, mas o campo de batalha está se tornando muito mais complicado e perigoso. Enquanto muitos de nós podem discordar que a desinformação se tornou uma ameaça existencial, seria imprudente acreditar que não é um risco crescente e real.

* O autor é presidente e CEO The IIA - The Institute of Internal Auditors

Sábado, 01 Fevereiro 2020 13:26

Histórias do Quem Sabe e do Talvez

Escrito por

Vivemos um tempo fantástico. É o tempo da engenharia da manipulação genética, que constrói novas vidas; da engenharia cyborg, que fabrica artefatos para serem acoplados ao corpo humano; e também da engenharia da vida inorgânica que transfere nossos pensamentos e sentimentos para artefatos inorgânicos inteligentes, o que poderá levar o homem à eternidade.

A propósito vou contar algumas histórias inocentes. Não se tratam de previsões, sim de possibilidades, coisas do quem sabe e do talvez.

Primeira história. Dois amigos de faculdade se divertiam muito com jogos eletrônicos. Passaram-se os anos, e um deles apareceu no aniversário do outro, este já casado e com filhos. Levou-lhe de presente, o último lançamento de games de lutas virtuais, onde os jogadores sentiam estar vivendo dentro da história. Os adversários nos games eram uma heroína loira e um lutador oriental. Depois de algum tempo, “rolou um clima” entre os lutadores, que descobriram que era melhor fazer amor do que fazer a guerra. Viciaram-se nesse prazer. Surgiu então a crise de identidade sexual, entre dois amigos reais. O presenteado perdeu a esposa e filhos e viveu o resto da vida viciado no jogo sexual com o amigo.

Segunda história. Buscar a alma gêmea sempre foi um desafio para as pessoas. Surgiu então uma maneira para resolver esse problema. As pessoas se matriculavam em um “programa”, e passavam a viver dentro de um imenso parque com moradias isoladas. O “Sistema” montava um sequencia de encontros românticos entre os participantes. Através de monitoramento eram medidas todas as emoções dos pares. Programados todos os rodízios, a inteligência artificial ia armazenando informações, até que todos os pares fossem mapeados em algoritmos. Grave problema acontece quando um par já se sentiu contemplado com a primeira relação e não consegue fugir do jogo maluco.

Terceira história. O diagnóstico médico apresenta dificuldades quando o doente não consegue transmitir, exatamente, suas sensações. Um grande especialista conseguiu então ser escolhido para um implante que captava todas as sensações reais dos doentes. Passou a ser um sucesso que lhe rendeu muito prestígio e dinheiro. Com o passar do tempo, o médico viciou-se em sentir as dores dos pacientes. Tornou-se então um torturador e assassino cruel para alimentar o seu vício.

Quarta história. Ele era um adolescente normal que foi filmado pela câmara do seu computador quando se comprometia diante de um site pornô. Passou então a ser chantageado, por ameaças anônimas, de divulgação da cena. O adolescente começou, então, a seguir ordens, formando uma quadrilha, juntos com várias pessoas que também se encontravam em situações idênticas. Foi orientado então, para que assaltasse um banco, durante o qual foi preso pela polícia. Afinal de contas se sentiu aliviado, pois foi protegido da sua vergonha.

Quinta história. É cada vez maior o numero de curtidas – likes - feitas pelas pessoas. Surgiu então um software que facilitava esse mister. As pessoas começaram a passar, o tempo todo, pontuando o seu julgamento sobre outras pessoas. O “Sistema” acumulava o score de cada uma das pessoas que passaram, então, a serem julgadas e tinham seus direitos e deveres condicionados pela sua pontuação. Surgiu assim uma nova divisão da sociedade em castas de likes.

Estas pequenas histórias de ficção exploram um futuro próximo, onde a natureza humana e a tecnologia podem entrar em perigosos conflitos. O inevitável avanço da tecnologia pode ser acompanhado de uma série de efeitos colaterais para uma sociedade, cada vez mais, dependente dos “espelhos negros” das telas das televisões, computadores, tabletes e smartphones.

As historietas aqui contadas inspiram-se na série Black Mirow. O título do artigo usa palavras do discurso do ex-deputado Alencar Furtado, a respeito de viúvas e órfãos dos desaparecidos políticos, durante o Governo Geisel, que lhe valeu a cassação do mandato.

* O autor é Engenheiro civil e professor aposentado da UFMS

O Brasil é um país sui generis.

Um país com altíssimas taxas de desemprego, mas que os trabalhadores preferem ter direitos trabalhistas ao próprio emprego — porque, afinal, cada vez menos empreendedores conseguem gerar empregos com tantos encargos.

O Brasil também é um país sui generis porque aqui relegamos o ensino básico ao sucateamento, mas investimos dinheiro público para formar graduados superiores em faculdades estatais.

Sui generis porque a Corte Suprema se vê obrigada a legislar e o parlamento, mesmo num país presidencialista, governa.

Sui generis porque as estradas, os carros e o combustível são piores que nos EUA, mas custam bem mais caro devido aos tributos.

Sui generis porque aqui não permitimos que um empresário, que sequer tenha contrato com o poder público, possa apoiar financeiramente uma campanha eleitoral, mas que o erário (dinheiro do povo) banque 3 bilhões de reais para os chefes de partidos distribuírem ao seu bel-prazer, criando as estatais partidárias.

Transformamos os partidos em empresas e, pior... públicas! Agora, no Brasil, os partidos políticos são empresas públicas com seus “CEOs” políticos gerindo polpudos orçamentos e investindo em fábricas de laranjas e sabe-se lá em que outras frutas e hortifrútis. Nada impede que um partido invista sua “receita” na bolsa de valores, por exemplo. Ainda terão dividendos.

Quando o Congresso assim legislou, estava legislando pelos caciques políticos, não pelos políticos dos rincões, dos distritos, das áreas urbanas das pequenas cidades, legítimos representantes-raiz do cidadão na ponta da necessidade real.

Candidatos a prefeito e vereador de cidades médias e pequenas agora percebem que não haverá irrigação até os fundamentos das raízes destas grandes árvores partidárias, e eles serão presas fáceis de financiadores interessados em tirar vantagem do erário.

Tenho dito nas minhas palestras para os políticos do interior que não cedam e pensem mais em sua carreira política do que na próxima eleição, porque é como está no meu 2º livro: “Há políticos que têm um comportamento de página, não de livro”.

Trabalho com comunicação de prefeituras e campanhas eleitorais no interior há mais de 30 anos, pasmem, desde quando o caixa 2 das empresas jogados nas campanhas não tinha qualquer correlação com obras públicas. Empresários ajudavam para serem bajulados pelos poderosos de turno e se contentavam com convites para jantares e eventos oficiais, comendas, zumbaias e babaréus.

Depois, vieram os tempos da institucionalização do “financiamento interessado” e todos os políticos se enlamearam. Com o PT, tudo foi ficando mais organizado (no modo sindical) e começou a escandalizar muitos entre os comunicólogos da velha guarda. Tenho amigos que, como eu, se afastaram da nossa nobre profissão de consultoria política — atividade reconhecida mundialmente —, tamanho o banho de promiscuidade que se entornou sobre a política brasileira.

Não há dúvida de que algo precisava ter mudado. Mas fazer lei sob a fervura de escândalos nunca foi prudente. A solução encontrada para a farra das empreiteiras e dos políticos foi tão radical que piorou o processo.

De há muito advogo que bastaria manter o financiamento das empresas em campanhas, “desde que essa empresa não pudesse ser contratada por qualquer entidade pública ou de economia mista”. Simples! Muito simples!

Mas, não nos esqueçamos, o Brasil é um país sui generis demais para ser simples e, então, agora todos teremos de conviver com a aberração dos 3 bilhões de verba pública que sequer chegam aos candidatos na ponta. E, vejam, aqui não se trata de uma jaboticaba (fruto que, diz-se, tem origem no Brasil). Trata-se, verdadeiramente, de um tatu no alto de um poste. E, sim, alguém botou esse tatu lá!

Lamentável! Já estamos começando muito mal as eleições de 2020.

* O autor é publicitário e estrategista de marketing político eleitoral de governos e partidos

Sábado, 18 Janeiro 2020 09:05

Solene isolamento

Escrito por

Esta semana o mundo olha para Davos. É a cidade mais alta da Europa, com 1560 metros de altitude e 11 mil habitantes. Nessa comuna suíça do Cantão Grisões, reúnem-se lideranças empresariais e políticas, pioneiros digitais e personalidades públicas, todas preocupadas com os problemas globais. São esperadas grandes decisões que podem afetar a vida de todos. Já se disse que o Fórum Econômico Mundial "é onde os bilionários dizem aos milionários o que a classe média sente" (Jamie Dimon, do banco JPMorgan).

Mas não é a apenas isso. Cerca de um terço dos participantes é da sociedade civil - grupos que fazem campanha sobre pobreza e desigualdade, meio ambiente e direitos humanos, além da academia e da mídia.

Tudo começou após o fim da Guerra Fria, em 1971, quando um engenheiro e economista Klaus Schwab teve uma idéia não convencional. Era a “teoria das partes interessadas” segundo a qual uma empresa deve atender a todas as partes interessadas, não apenas a seus acionistas, mas também seus funcionários, fornecedores e a comunidade da qual faz parte. A visão para esse “capitalismo de partes interessadas”, socialmente responsável, se tornou o princípio norteador do Fórum Econômico Mundial.

Entre os grandes temas do encontro de 2020, constam: futuros saudáveis, como salvar o planeta, tecnologia para o bem, sociedade e futuro do trabalho e economias mais justas. Eis um rol de questões globais que nenhum país pode resolver sozinho e demandam instâncias e acordos multilaterais.

Também anualmente, de maneira simétrica a Davos, os movimentos sociais realizam, em Porto Alegre, o Fórum Social Mundial que acontecerá neste mês de janeiro, também com pautas globais.

Todos os últimos presidentes brasileiros buscaram a vitrine de Davos: Fernando Henrique, Luís Inácio, Dilma e Temer. Lula compareceu três vezes. Bolsonaro compareceu em 2019, acompanhado dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em 2020, a representação será terceirizada apenas para Paulo Guedes. O chanceler Araújo deixará de comparecer, para prestigiar a Conferência Hemisférica Antiterrorismo, em Bogotá, na Colômbia, travando a sua guerra fria particular. Mas, pelo menos dois pré-candidatos presidenciais de oposição, marcarão presença: Luciano Huck e João Dória.

Não sei quais razões tem o presidente Bolsonaro para não estar presente, mas provavelmente devem estar ligadas, ao seu desgaste internacional em questões críticas como meio ambiente, direitos humanos e cultura, bem como pela sua constrangedora subserviência ao presidente Trump. Seguramente, não é uma personalidade bem vista internacionalmente.

Na sua estréia mundial, no fórum de 2019, sob grande curiosidade, Bolsonaro fez a abertura do evento. Em um pronunciamento tímido de menos de 10 minutos, quando tinha disponível 45 minutos, o presidente afirmou à elite econômica mundial que seu Governo não teria viés ideológico, falou ainda que o Brasil iria incentivar os negócios levando em conta o meio ambiente. Em um ano de governo, a verdade se impôs.

Revelou-se isolacionista, imitando Trump. Mostrou-se negacionista, não aceitando que as ações predatórias dos homens sejam responsáveis pela destruição do planeta. Dá constantes sinais de simpatia pelo autoritarismo. Enfrentou a inteligência da comunidade científica menosprezando seus ensinamentos. Sintetizando, optou pela contramão da história e da civilização.

É possível, também, que queira evitar um incomodo e provável encontro com a “pirralha” Greta, o “incendiário” Leonardo de Caprio e o “idiota, cretino e mal casado” Macron, todos brilhando no palco iluminado.

* O autor é Engenheiro e professor aposentado da UFMS

What do you want to do ?
New mail
Sexta, 17 Janeiro 2020 08:53

Corrupção, poesia e justiça

Escrito por

No momento em que, no Congresso Nacional, são debatidos temas relacionados à corrupção e a outros crimes, recordo-me que há exatos 26 anos acontecia o que se denominou “CPI do Orçamento”. Nessa comissão especial eram analisados 84 disquetes, então apreendidos na construtora Norberto Odebrecht, quando se encontrou uma crônica dedicada a quem não tem namorado, redigida em um estilo muito peculiar, sem identificação da autoria.

Em meio à complexa realidade envolvendo políticos supostamente corruptos, surgiu o texto poético de inquestionável qualidade. O poder paralelo, que já àquela época causava danos ao País, mostrava um lado cultural inesperado. Mesmo sob o risco de ser punido por vazar informações confidenciais, o técnico da Prodasen que descobriu o misterioso e indecifrável texto em meio à apuração dos fatos, emocionado pela beleza e sabedoria contidas na obra, tirou cópias e as distribuiu no Congresso.

Entretanto, à luz dos objetivos da CPI, seria alguma mensagem em código cifrado? Revelaria novos envolvidos nos crimes investigados? Como um possível corruptor poderia escrever com tanta sensibilidade e perfeição? Ninguém se interessou em saber as respostas. Todos buscavam os valores das propinas e os nomes dos parlamentares que as teriam recebido. Literatura não era o foco.

Até porque, observando o conteúdo, se tratava de um romântico ensinamento. O texto mostrava que não ter namorado era “tirar férias do melhor de si”, e a conclusão final recomendava uma dose de insanidade para evitar a solidão: “Enlou-cresça”. Só não considerava o extremo em apelar para a condição de mal acompanhado, como no caso dos investigados e suas relações com a empresa apontada como corruptora.

Entre inúmeros desvios de recursos públicos feitos pelos deputados e senadores que ficaram conhecidos como os “Anões do Orçamento”, surgia algo metafórico e que, por ser atípico, gerou piadas entre os parlamentares. O senador gaúcho José Paulo Bisol (PT), ironizou: “É... Os brutos também amam”. Já o deputado baiano Benito Gama (PFL), arriscou a rima: “A CPI do Orçamento mais parece um tormento. Tem de tudo um pouco, e o pior é ouvir lamento”.

O deputado Gedel Vieira Lima (PMDB-BA), um dos envolvidos nas denúncias, era dos que mais reclamava da acusação junto aos membros da CPI. E isso, no espírito do texto encontrado, gerava mais versos. A ele atribui-se a frase dita a um dos investigadores: “Se você é vidente, verá que sou inocente!”. Pelo visto, não era. Em um apartamento que lhe foi emprestado por um amigo, na cidade de Salvador (BA), 24 anos depois, a Polícia Federal encontrou nove malas e sete caixas de papelão que somavam 51 milhões de reais e 2,688 milhões de dólares.

O que se descobriu, afinal, além de que há quase três décadas já havia corrupção endêmica envolvendo empreiteiras de obras públicas, parlamentares e gestores públicos? Que isso poderia ter sido evitado desde então, sem causar tanto prejuízo ao Brasil? Não, o problema seguiu acontecendo e se agravando. A novidade ficou por conta do texto poético ser apenas trabalho universitário da filha de um dos diretores da Odebrecht que, por acaso, misturou-se com os demais disquetes do que se revelou ser o Setor de Operações Estruturadas (entenda-se “Propinoduto”) da construtora.

Outra descoberta foi que a imaginada mensagem codificada que identificaria mais um possível envolvido na roubalheira, era uma crônica de Carlos Drummond de Andrade, “Namorado: ter ou não, é uma questão”. O poeta maior da literatura brasileira, morto em 1987, não viu seu texto arrolado no contexto da CPI. Mas, com certeza, como todos nós, teria ficado sem entender o porquê da demora para que as pessoas envolvidas começassem a ser denunciadas, investigadas, processadas, condenadas e, finalmente, punidas. Resta a máxima popular: “Antes tarde do que nunca”, como lembraria o próprio Drummond, sempre tão sensível ao que vive e sofre a sociedade.

* O autor é jornalista e escritor, e autor, dentre outros livros, de “A vila que descobriu o Brasil”, “Doces beijos amargos” e “Justiça seja feita”

What do you want to do ?
New mail

Se você é jovem e está em busca de uma oportunidade de trabalho o início deste artigo pode parecer desanimador. Digo isso porque, de acordo com pesquisa recente do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) o índice de recém-formados que não conseguem emprego passou de 8,2% em 2014 para 13,8% em 2018. De fato, o cenário brasileiro está longe do ideal. No entanto, mesmo com as estatísticas desfavoráveis, posso garantir diante da minha experiência de mercado: sua hora vai chegar e, quando isso acontecer, você precisa estar preparado.

No último mês tive a oportunidade de tratar desse tema em uma conversa com jovens do Instituto Techmail, uma instituição sem fins lucrativos localizada em São Paulo focada na formação e capacitação de jovens aprendizes para o mercado securitário. No encontro, a preocupação sobre as perspectivas de futuro era evidente. Isso porque atualmente ingressar e se manter no mercado de trabalho é bem mais complexo devido às diversas transformações que freneticamente ocorrem no mundo e influenciam a todos nós que vão desde mudanças tecnológicas quanto políticas, sociais e até mesmo climáticas.

Com isso fica bastante claro que o conhecimento adquirido através da formação universitária já não garante a colocação de um profissional, pois, a cada dia, milhares de jovens são lançados no mercado com o diploma debaixo dos braços e enfrentam dificuldades em obter sua primeira oportunidade.

A globalização e a concorrência acirrada tornaram as empresas mais exigentes, por isso, para se inserir no mercado de trabalho é preciso não apenas ter diferenciais, mas também demonstrar um brilho nos olhos e atitude. É este o pacote que encantará tanto os responsáveis que selecionam os candidatos para trabalhar nas empresas quanto às pessoas que trabalharão a seu lado.

Em toda minha trajetória profissional sempre fiz questão de acolher àqueles jovens que se aproximam de mim ávidos por conhecimento os encorajando a perguntarem o que quiserem, e também os incentivando a dominar um assunto fundamental dentro do ambiente corporativo - que, ironicamente, é bastante subestimado por muitos de nós: nós mesmos.

O valor do autoconhecimento é inestimável em todos os setores da vida, porque então no trabalho seria diferente, não é mesmo? Ele abrange conhecimento, responsabilidade, aceitação, realização e, finalmente, a busca constante de qualquer ser humano durante toda a vida: a felicidade.

Claro, no contexto do local de trabalho, felicidade pode ser tão subjetiva quanto na vida: pode ser a sensação de ser reconhecido pelo gestor, de receber um generoso aumento compatível com sua produtividade, de vivenciar a conclusão de um projeto pelo qual se dedicou tanto a ponto de fazer diferença na vida de outras pessoas, ou ainda: simplesmente trabalhar com aquilo que se ama com motivação, eficiência e engajamento.

Você é cara de pau?

Nas empresas pelas quais passei conheci vários jovens de grande potencial no início de suas carreiras e pude perceber uma característica em comum compartilhada por todos: a cara de pau. Mas não pense que isso é algo negativo dentro desse contexto, muito pelo contrário. Aqui, a cara de pau que recomendo enormemente significa entusiasmo, interesse, senso de urgência, e, especialmente, agarrar uma chance para perguntar tudo o que quer aprender seja onde for.

E isso deve continuar ao longo de toda a carreira. O mercado de tecnologia, por exemplo, exige esse tipo de comportamento para acompanhar as constantes inovações. Aqui no Chama encorajo a minha equipe e estar sempre de ouvido em pé, atenta ao que acontece em volta e a “se meter” na conversa alheia. Muitas iniciativas e projetos podem ser enriquecidos com uma outra visão e colaboração de áreas diferentes. Além disso, a nossa cultura é de “erro e acerto”, o que permite que todos tragam ideias diferentes e se integrem a projetos que não são, necessariamente, os de sua área.

Não tem tempo ruim para um profissional com fome de oportunidade: perdi as contas de quantas vezes eu estava aguardando o elevador quando chegava alguém pedindo licença para perguntar algo; distraída na hora do cafezinho quando aparecia alguém para tirar uma dúvida sobre algo que gostaria de saber mais; lavando as mãos no banheiro e surgia uma jovem curiosa pedindo mil desculpas, mas precisava aproveitar aqueles segundos para dar um ponto de vista diferente sobre algo que havíamos falado duas semanas antes e que tinha pesquisado bastante desde então. Eis o brilho nos olhos. E como é fascinante!

Portanto, na próxima vez que surgir uma oportunidade de trabalho, não se esqueça de, além do currículo, levar também para a entrevista esses atributos. Eles poderão garantir a você a tão sonhada oportunidade e, com isso, a chance de construir uma carreira sólida e de destaque no mercado.

* A autora é Diretora Geral no Brasil do aplicativo Chama, marketplace que conecta revendedores de botijões de gás a clientes

What do you want to do ?
New mail
Sexta, 03 Janeiro 2020 12:47

“Tudo por Dourados”

Escrito por

Este grupo político se reuniu várias vezes no ano de 2015, formado por três ex-prefeitos, vice-prefeitos, ex-secretários, todos da velha guarda, para ouvir o que as lideranças de nosso município pensavam sobre o presente e o que queriam no futuro tendo em vista as eleições de 2016, quando elegeriam o novo prefeito e novos vereadores.

As coisas não saíram como todos queriam, foi eleita uma prefeita com a adesão de dois ex-prefeitos que foram adversários na eleição de 88, um deles se elegeu vereador e o outro é secretário de planejamento. Aquela eleição foi decidida por uma diferença de 40 votos, houve disputa no judiciário. Eles diziam que tinham muita experiência e vontade de continuar com nosso município e passaram a ser aliados nas demais eleições e por coincidência são dois mineiros.

Este ano será uma eleição diferente sobre novas regras e como Dourados tem 19 vagas para a Câmara, cada partido poderá lançar 150% das vagas atuais, sendo 30% composta de mulheres. Não poderá mais haver coligação na chapa de vereadores com outros partidos, então será uma chapa pura e como há muitos partidos, poderá ter inúmeros candidatos e candidatas.

Muitos nomes já foram lançados como pré-candidatos nas tais enquetes e ex-governadores apresentaram nomes para o executivo, mas os tempos mudaram e os ex e nem o atual conseguiram emplacar os preferidos. Sinal que perderam o prestígio na transferência de votos e em Dourados poderá acontecer surpresa tanto no executivo como no legislativo.

Hoje há muito descrédito com a classe política para reunir as pessoas, assim muitos utilizarão as redes sociais. Alguns vereadores deverão ainda retornar, outros que foram eleitos por legenda nas coligações terão dificuldades.

Muitos que foram aliados há quatro anos, aparecerão como adversários pregando que o executivo não cumpriu com as promessas e vão pedir o mea culpa, outros que foram adversários e aderiram ao executivo por espaço na administração terão outra justificativa. Assim em cada eleição há um motivo de apoio, surgirão muitos candidatos que atualmente são presidentes de associação, afinal confiam nos seus bairros para se chegar ao Palácio Jaguaribe.

Será que a maioria dos pré-candidatos sabem quem foi Jaguaribe o patrono da Câmara de Vereadores de Dourados que é denominado Palácio Jaguaribe? Além do político existe o nome de rio localizado no Estado do Ceará.

Quem tiver dúvida, consulte o site da Câmara de Vereadores de Dourados e encontrará um trabalho feito por mim que poderá ajudar, porque alguém já até trocou o nome num discurso na Câmara de Jaguaribe para Capibaribe, um rio que passa no Estado de Pernambuco.

* O autor é advogado e produtor rural, filiado ao PSD

 
What do you want to do ?
New mail
 
What do you want to do ?
New mail

Imagine a situação: na hora do julgamento, uma das partes afirma não ter condições econômicas de aumentar, ou mesmo pagar, a pensão alimentícia. Já nas redes sociais, essa mesma pessoa posta fotos que contradizem o que disse em frente ao juiz: passeios em locais caros, viagens para o exterior, celular de última geração…

Se você não passou por isso, pode ser que conheça alguém que já tenha vivido esta situação. Pois saiba que é possível utilizar o estilo de vida "ostentação" do ex-parceiro, ou da ex-parceira, como evidência também na Justiça, especialmente nos casos de pensão.

Segundo a lei, o valor da pensão alimentícia deve ser estabelecido de acordo com a necessidade de quem recebe e com as possibilidades de quem paga. Mas, em casos em que há dúvida sobre as reais condições de quem deve pagar ou se quem pleiteia realmente faz jus ao pensionamento realmente, os posts das redes sociais dos envolvidos podem ser um importante elemento de convicção do juiz.

“As redes sociais se tornaram uma importante ferramenta, pois as pessoas as utilizam em seu dia a dia naturalmente, já é parte da rotina. E aqueles que ostentam naturalmente colocam suas imagens por lá, como aconteceu comigo", afirma G, de 32 anos, que, como afirma, sofreu na pele a situação.

Até 2018, o ex-marido se recusava a aumentar a pensão alimentícia da filha, alegando que não teria condições financeiras por ser freelancer. "Porém, nas redes sociais ele costumava colocar fotos em frequentes viagens para o exterior, além de trocar de carro todos os anos, para modelos sempre mais caros", afirma G. "Era uma situação em que eu já arcava com a maior parte das despesas da minha filha, pois ela morava comigo, então, as contas, o dia a dia, a rotina, tudo caia no meu colo. Ele, obviamente, estava pagando menos do que poderia, então, acionamos a justiça. Como ele não tinha emprego fixo, provar que ele recebia mais do que dizia era um problema, mas conseguimos. Juntamos fotos, diálogos, não só os posts nas redes, embora acho que a ostentação dele tenha sido fundamental", conta.

Agora, também graças a uma quebra no sigilo financeiro, o pai paga quase o triplo do valor anterior. Situações como de G são muito frequentes: o principal motivo que leva ex-casais à Justiça é a questão da pensão alimentícia. Em casos como da carioca, em que o pai não possui emprego fixo, delimitar o valor desse recurso é um desafio. Em geral, juízes tem como modus operandi fixar entre 10% e 30% dos ganhos, mas em casos de não ter emprego fixo, determinar um número se torna um desafio. Que, em muitos casos, pode falhar.

As redes sociais têm sido usadas como provas em processos judiciais de forma cada vez mais frequente. Normalmente a finalidade é evidenciar a contradição entre a alegação de dificuldades financeiras feitas por uma parte e, de outro, o padrão de vida ostentado pela própria pessoa em suas redes sociais. É possível a utilização das publicações para colocar em cheque qualquer alegação em juízo que não seja verdadeira.

Já o fizemos em diversas situações como em uma oportunidade em que a ex-esposa pleiteou o aumento da pensão do filho supostamente por não estar trabalhando por razões médicas, mas publicou fotos de diversas reuniões de trabalho no mesmo período e quando uma parte solicitou justiça gratuita, apesar de ter recentemente publicado fotos dirigindo seu carro importado e passeando em seu barco - ambos registrados em nome de terceiros.

* A autora integra o escritório que trata das questões sociais e afetivas ligadas ao Direito de Família e Sucessões

What do you want to do ?
New mail
Quinta, 26 Dezembro 2019 16:05

Habitação: Um olhar para o futuro

Escrito por

Na última década o Brasil enfrentou a maior crise financeira da sua história, com recorrentes resultados negativos no PIB e sérias consequências nos mais variados setores da economia.

E é nesse ambiente que o crédito imobiliário brasileiro salta aos olhos como uma das melhores âncoras que se pôde construir em termos de bons resultados.

Os alcances foram invejáveis em um País continental, com diversidades que poderiam ser consideradas obstáculos, mas que foram transformadas em oportunidades.

Essas oportunidades foram responsáveis por indicadores históricos como:
- [ ] Produção de mais de 10 milhões de Unidades habitacionais
- [ ] Participação no PIB brasileiro de 1,8% para 9,5%
- [ ] Elevação da participação no crédito total do país de 5% para 20,2%
- [ ] O total de financiamento representou mais que o dobro da segunda melhor década e mais de 50% de todas as Unidades financiadas no SFH desde a sua criação em 1.964.

A Caixa Econômica Federal, responsável por quase 70% do crédito imobiliário brasileiro, merece todo respeito da nossa sociedade, pois com competência única, forjada na união e no ímpeto de realizar dos seus profissionais, desenvolveu uma inteligência inédita para criar, distribuir e consolidar uma nova habitação social nesse País continental chamado Brasil.

Essa inédita inteligência contribuiu de forma decisiva para a realização de mais de 10 milhões de financiamentos imobiliários, que abrigaram mais de 40 milhões de brasileiros.

Viabilizar o sonho da casa própria para uma nação de mais 40 milhões de brasileiros merece muito mais que aplauso, merece o reconhecimento a todas as Instituições do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, que na última década passou por transformações extremamente significativas, possibilitando maior conforto e segurança jurídica, como por exemplo através da consolidação dos instrumentos como a Alienação Fiduciária e o Patrimônio de Afetação.

A história registra crises Imobiliárias que afetam toda economia, nos países onde ela se instala.

Na crise de 2008, onde mais de 380 bancos fecharam as portas nos EUA, os termos como bolha imobiliária, arranjos financeiros, sub prime, retomadas em massa dos imóveis, desvalorizações e abandonos dos imóveis, passaram a fazer parte do dia a dia das famílias americanas e de muitos outros países afetados.

No Brasil, mesmo no auge da crise financeira, não vivenciamos esses fatos e os indicadores demonstram que as conquistas foram maiores que os percalços.

Sobre percalços, vale a pena desmistificar alguns deles, sempre de forma propositiva, evitando “jogar a criança fora junto com a água do banho”.

Um jeito novo de fazer habitação popular está em plena gestação pelos quatro cantos desse nosso País continental, fruto do aprendizado que essa última década oportunizou aos bons agentes públicos.

O novo sempre vence, pois tem a capacidade de se colocar no exato tempo onde se encontra, compreendendo o quanto já foi realizado e com muita inteligência o como realmente tudo foi realizado.

O caminho até aqui trilhado, pode significar o atalho necessário para realizar mais e muito melhor.

Nesse sentido, o jeito novo de fazer habitação social em nosso país precisa ser melhor compreendido, reconhecendo seus méritos e sobretudo contribuindo para sua implantação com sucesso.

As soluções locais possuem valores que os recursos financeiros centralizados não conseguem construir, pelo longo caminho que percorre e também pela miopia mercantilista consequente.

Compreender com profundidade para realizar com simplicidade.

Essa dinâmica faz parte do dia a dia de quem precisa e sabe realmente como fazer.

Polinizar as boas práticas realizadas pelo país, centralizando inteligência e não apenas recursos e poder decisório.

Essa é a habitação que olha para o futuro e pede passagem em nosso País.

* O autor é diretor da Caixa Econômica Federal

Página 1 de 7

O Tempo Agora

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014

WhatsApp 9 9913 8196

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus