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Quarta, 15 Setembro 2010 21:10

Marcelo Barros fala: “Cortei minha própria carne para desmascarar corrupção”

Escrito por Clóvis de Oliveira

Preso no dia 1 de setembro, juntamente com outros oito colegas de Câmara, e solto dois dias depois, o vereador Marcelo Barros, do DEM, fala pela primeira vez sobre o envolvimento com os demais acusados de participar do esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal na operação “Uragano” (furacão, em italiano). “Estou triste porque tentaram sujar meu nome, mas feliz ao mesmo tempo, porque a Justiça tem agora a oportunidade de comprovar tudo o que eu vinha denunciando desde o primeiro dia de mandato”.

Marcelo Barros recebeu o jornalista Clóvis de Oliveira, do Douranews, na casa dele e revelou que pretende retomar a candidatura de deputado estadual, porque está recebendo manifestações de apoio nesse sentido; vai acionar o secretário Eleandro Passaia judicialmente “para provar que não faço e nunca fiz parte dessa quadrilha” e espera que a população continue acreditando no trabalho dele. “Seja quem for ou venha a ser o prefeito, minha conduta de fiscalização e cobrança continuará sendo a mesma”, garante.

O vereador democrata contou que combateu, com insistência até, os desmandos cometidos pela administração do prefeito Ari Artuzi, que também foi preso no mesmo dia 1 de setembro, mas continua detido agora na cadeia pública de Campo Grande. “Teve algumas vezes que meus eleitores chegavam a pedir pra maneirar, pra deixar o homem trabalhar [repetindo um jargão repetido por assessores de Artuzi, que mandou espalhar várias faixas pela cidade], mas eu via corrupção desde o primeiro dia, sabia que essa administração não ia dar certo”, comentou Marcelo.

Sobre as imagens que foram distribuídas pela Polícia Federal, mostrando o secretário Passaia tentando entregar-lhe um maço de notas com R$ 5 mil, Marcelo Barros reafirma que “quem assistiu a fita viu muito bem que eu não peguei o dinheiro”. Prossegue o vereador: “Quando percebi a insistência dele, resolvi dar corda e armei o encontro para o dia seguinte, porque iria pegá-lo em flagrante e ele ia sair algemado”, disse Barros, que é policial civil. Mas o secretário não foi até o local combinado.

Marcelo Barros relembra algumas ações do mandato, citando as denúncias de contratação de empresas em situação no mínimo estranha, como a Ribas “quem nem endereço fixo tinha e prestava mais de 80 tipos de serviço”; o superfaturamento na contratação da empresa de transporte escolar “que hoje está até sendo revisto pelo novo prefeito enquanto todas as denúncias que fiz não tiveram resposta até agora do Ministério Público”; a falta de merenda nas creches e o aumento do IPTU que foi barrado na Justiça. Ainda em julho do ano passado, o vereador havia colaborado com a Polícia Federal [na operação “Owari”], ”com subsídios que mostravam a onda de corrupção que já tomava conta da Prefeitura”, observa.

“Quero pedir, mais uma vez, a compreensão dos meus eleitores e da população. A minha atuação de vereador com essa administração que estava aí é igual água e óleo, não tem como misturar. Cortei a própria carne para desmascarar mais um escândalo. Estou triste, sim, por ter sido envolvido nesse episódio, mas feliz porque está se comprovando tudo o que eu disse. E Dourados, a partir de agora, com certeza vai tomar um novo rumo”, concluiu.

Última modificação em Quarta, 06 Outubro 2010 07:57

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