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Segunda, 18 Maio 2020 09:21

De olho na cadeira de Reinaldo, Mandetta diz que Brasil chegará a 150 mil mortes pelo corona

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Ex-ministro Mandetta foi o maior propagandista do SUS enquanto ocupou a pasta da Saúde Ex-ministro Mandetta foi o maior propagandista do SUS enquanto ocupou a pasta da Saúde Arquivo

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta(DEM), estimou, em entrevista ao jornal O Globo, que a pandemia do coronavírus causará 150 mil mortes no Brasil. Além de prever mais três meses duros, ele também voltou a criticar o protocolo para uso da cloroquina contra a Covid-19, proposto pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que levou à demissão do ministro da Saúde, Nelson Teich.

Conforme repercute o blog Jacaré, na análise do ex-deputado federal e ex-secretário municipal de Saúde de Campo Grande os brasileiros ainda terão uma luta longa e triste contra a pandemia. O País contabilizava 16.118 mortes e 241.080 pessoas contaminadas até neste domingo (17) em número de infectados que coloca o Brasil no 4º maior ranking do mundo, superando a Itália e Espanha. No entanto, na análise de Mandetta, primeiro ministro da Saúde demitido por Bolsonaro durante a pandemia, o coronavírus causará muito mais mortes. Ele prevê 150 mil óbitos, conforme o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Sem falar em números, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo desta segunda-feira (18), ele insistiu na crítica que o período do sucessor, que pediu demissão na sexta-feira, foi um mês perdido no combate à pandemia. Mandetta disse que o Brasil terá mais 12 semanas duras de combate à Covid-19. Após o colapso nos sistemas de saúde e funerário de Manaus, ele prevê que Fortaleza será o novo epicentro da pandemia no Brasil.

O ex-ministro da Saúde criticou o primo, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), pelas medidas drásticas adotadas em meados de março deste ano. Na sua avaliação, ele errou por ter suspendido o transporte coletivo antes da Capital ter confirmado o primeiro caso da Covid-19. Na avalição dele, os governantes, incluindo Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, defendem a substância para incentivar a volta ao trabalho e ficar com a consciência tranquila pelo aumento no número de mortes.

Segundo o blog, apesar de ter sido cortejado pelos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e de São Paulo, João Doria (PSDB), Mandetta não pretende ocupar cargo público nos próximos meses. "Ele firmou contrato para escrever livros sobre a atuação no Ministério da Saúde e mira a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB) em Mato Grosso do Sul", diz o texto assinado pelo jornalista Edvaldo Bitencourt, adversário declarado do atual governador nas postagens.

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