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Terça, 17 Março 2020 08:43

Reinaldo ameaça usar poder de polícia para conter abusos durante combate ao coronavírus Destaque

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Governador Reinaldo Azambuja e secretário de Saúde, Geraldo Resende, em Coletiva de Imprensa Governador Reinaldo Azambuja e secretário de Saúde, Geraldo Resende, em Coletiva de Imprensa Assessoria/Chico Ribeiro

Bombeiros militares e servidores da área de saúde estadual, como médicos e enfermeiros, estão proibidos de tirar férias durante o período de pandemia do Covid-19 (o novo coronavírus). Essa é uma das medidas que constam no decreto que deve ser publicado ainda nesta terça-feira (17) pelo governador Reinaldo Azambuja.

O Governo também decidiu limitar as visitas a presos, para reduzir a circulação de pessoas; criar normativas internas para a quarentena de funcionários que vierem de regiões de muita incidência do vírus e suspender os eventos da administração estadual com grande número de pessoas como inaugurações e lançamentos de obras.

Sugeridas pelo Centro de Operações Especiais contra o Coronavírus (Coe-MS), as medidas foram anunciadas pelo governador Reinaldo Azambuja em entrevista coletiva. “Todos os passos que estamos dando, estamos dando seguindo as determinações do Centro de Operações Especiais”, disse.

A Secretaria de Saúde acompanha desde dezembro de 2019 a epidemia, sendo que em 30 de janeiro foi criado o Centro de Operações Especiais de Combate ao Coronavírus. O decreto também traz recomendação ao setor privado para evitar a realização de eventos com aglomeração de pessoas. Quase 2 milhões de panfletos serão produzidos e distribuídos para informar sobre sintomas e modos de prevenção da doença.

Já as aulas da Rede Estadual de Ensino estão mantidas, por enquanto. Com dois casos confirmados em Mato Grosso do Sul, os técnicos acreditam que o epicentro da doença no Estado será em abril. “Nós entendemos que chegará um momento que teremos que parar as aulas em algumas localidades. Pode ser na Capital ou no interior”, explicou Reinaldo Azambuja.

Poder de polícia

O governador afirmou ainda não descartar a possibilidade de usar o poder de polícia para confiscar materiais em caso de especulação por parte de gananciosos que estejam usando a epidemia para proveito próprio. “Isso é inaceitável. Se precisar, vamos usar o poder de polícia para confiscar bens, nós temos os meios”, avisou, em alusão à exploração mercadológica de produtos requisitados como prevenção em situações de risco. 

Entre as medidas já adotada pelo Governo do Estado para o enfrentamento do Covid-19 e também da dengue estão a ativação de mais 104 leitos em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande. Eles serão usados para internação clínica de casos de dengue e também para casos suspeitos de coronavírus, que venham a necessitar de isolamento.

Além dos dois casos confirmados, o Estado conta com quatro suspeitos: dois deles em Dourados, um em Campo Grande e outro em São Gabriel do Oeste.

Os principais sintomas da doença são febre acima de 38ºC, tosse e dificuldade para respirar. As medidas de prevenção estão ligadas a hábitos de higiene como evitar tocar os olhos, nariz e boca sem higienizar as mãos, cobrir o rosto ao tossir e evitar compartilhar objetivos pessoais, além de aglomerações.

Última modificação em Terça, 17 Março 2020 08:55
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