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Sexta, 21 Fevereiro 2020 11:46

Dourados prepara atividades para comemorar conquista do voto feminino Destaque

Escrito por
Coordenadora de Políticas Públicas da Mulher, Sônia Pimentel, organiza 'rodas de conversa' Coordenadora de Políticas Públicas da Mulher, Sônia Pimentel, organiza 'rodas de conversa' Divulgação/Assessoria

O dia 24 de fevereiro é comemorado como Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil. Há 88 anos foi publicada a primeira legislação eleitoral brasileira que reconhecia o voto feminino e incluía o voto secreto (Decreto 21.076). Para estimular o engajamento das mulheres na vida política, a Coordenadoria de Políticas para Mulheres de Dourados vai desenvolver, no mês de março, a campanha ‘A Importância da Participação da Mulher na Política’.

Essa é, segundo a coordenadora local Sônia Maria Rodrigues Pimentel, a forma de tratar junto à comunidade sobre a importância desta conquista feminina e fundamental trabalhar com as mulheres a conscientização que também podem e devem ocupar lugares de destaque nos diversos eixos da sociedade. “Em 2020, por ser um ano eleitoral, temos que conscientizar e despertar nessas mulheres uma busca mais efetiva na política do município. É muito importante a participação da mulher no sentido de decidir, opinar e participar mais politicamente. De ter expressão dentro do nosso cenário político”, destaca.

O objetivo da campanha é discutir o que a mulher candidata pode conseguir em termos de representatividade nas prefeituras e câmaras municipais, analisar a conjuntura brasileira sobre o tema e debater a apresentação de propostas para tentar alterar esse quadro. As ‘rodas de conversa’ serão realizadas nos Cras da Vila Cachoeirinha (dia 3) Jóquei Clube (5) e nos distritos de Macaúba (9) e Vila Vargas (dias 10 e 12).

A data

O dia 24 de fevereiro foi um marco na história da mulher brasileira. No código eleitoral provisório (Decreto 21.076), de 24 de fevereiro de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. No Brasil, o movimento feminista em defesa do voto se fortaleceu com a liderança da bióloga e também ativista Maria Julia Lutz (1894-1976), que criou e participou de movimentos, a exemplo da Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. Maria Júlia também foi representante do Brasil na Liga das Mulheres Eleitoras.

O primeiro direito de voto feminino foi garantido, entretanto, cinco anos antes, quando a professora Celina Guimarães Viana adquiriu o registro para votar, que a coloca, historicamente, como a primeira eleitora do Brasil. Nordestina nascida no Rio Grande do Norte, Celina solicitou a inclusão de seu nome na lista de eleitores da cidade de Mossoró (RN), em 1927, ano em que o município permitiu que a lei eleitoral determinasse, por meio do artigo 17, que no Estado poderiam “votar e serem votados, sem distinção de sexos”, todos os cidadãos que reunissem as condições exigidas pela lei.

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