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Segunda, 02 Setembro 2019 07:40

Dividir para reinar, e Dourados se consolidando como ‘cidade do interior’ Destaque

Escrito por Especial Douranews
Pra onde vão Marçal Filho e Neno Razuk, com tantos interesses envolvidos no processo 2020? Pra onde vão Marçal Filho e Neno Razuk, com tantos interesses envolvidos no processo 2020? Douranews/Arquivo

A prefeita Delia Razuk, até agora sem partido, foi citada ao longo da semana que passou como candidata a um novo mandato nas eleições do ano que vem, eventualmente, pelo PSDB do governador Reinaldo Azambuja e o pré-candidato do Governo, deputado Barbosinha (DEM), ‘lançado’ candidato a prefeito pela cidade de Corumbá. Esses dois fatos, mais assemelhados ao estilo fakenews, na verdade integram parte da ‘costura política’ que contorna os bastidores do Poder. O pano de fundo? Fortalecer eventuais lideranças que apostam na divisão para continuar reinando, ao melhor estilo maquiavélico.

Os dois fatos, ‘plantados’ pelos corredores da Assembleia Legislativa, por onde circulam os mais difusos interesses políticos interioranos, enquanto a Capital se fortalece, acabam conquistando adeptos entre os próprios políticos de Dourados. Mesmo já próxima dos 84 anos de existência e contabilizando cerca de 220 mil habitantes, Dourados ainda não consegue se livrar do estigma de ‘cidade do interior’ e, talvez por isso mesmo, os políticos se dividem entre interesses pequenos e localizados, cada qual procurando satisfazer os próprios interesses.

“A política de cuidar do próprio umbigo”, como muitos dos próprios líderes políticos locais já definiram essa situação, favorece, obviamente, os chamados ‘paraquedistas’ [candidatos de outras regiões que aportam nesse expressivo colégio eleitoral e abocanham grandes fatias], os mesmos que ‘ajudaram’ o Município a ficar sem nenhum deputado federal nas eleições de 2018 e que até hoje não permitiram à cidade habilitar-se à cobiçada vaga do Senado.

Em 2016, mais uma vez, a política divisionista ‘uniu’ André Puccinelli e Reinaldo Azambuja em projetos isolados, o primeiro em favor da candidatura do deputado Renato Câmara e o outro, de Geraldo Resende, até então favoritíssimo à vaga que o atual vice-governador Murilo Zauith ocupou pelos seis anos anteriores – depois de ‘limpar’ a cidade dos estragos de ingerência externa – e deu Délia Razuk, alicerçada em curta experiência de 120 dias pós-Artuzi.

Agora, algumas lideranças que acompanham a administração ‘apiedam-se’ das dificuldades enfrentadas por Délia, e, de resto, outros mais de 5.000 prefeitos pelo País afora, e começam a avaliar eventual segundo mandato para a prefeita, à custa, inclusive, de ‘exportar’ Barbosinha para Corumbá, diga-se de passagem, um projeto que dificilmente os pantaneiros iriam acolher. “Sinal de que o projeto de um dia ser prefeito de Dourados do Barbosa já incomoda”, avaliam seguidores do deputado.

Reconhecidamente técnico, e preparado pelas experiências adquiridas ainda jovem, como prefeito de Angélica, depois gabaritado operador do Direito, Barbosinha chegou a presidente da Sanesul com André, recuperando a empresa da situação de quase falência e elevando o capital a R$ 1 bilhão em investimentos, o que o fez deputado estadual e em seguida, recrutado por Reinaldo Azambuja, deu novos rumos à Segurança Pública, conquistou novo mandato de deputado e agora é o principal porta-voz do Governo na Assembleia.

Como abril é o mês das ‘janelas’, quando políticos descontentes aqui e acolá poderão tomar novos rumos partidários, só a partir de então é que será possível começar a decifrar os enigmas da sucessão, e posicionar as peças do tabuleiro para 2020.

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