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Política

Barbosinha cobra explicações sobre R$ 89 milhões prometidos para Segurança de MS

22 agosto 2019 - 22h39

O deputado Barbosinha (DEM) cobrou, da tribuna da Assembleia na sessão desta quinta-feira (22), o valor anunciado recentemente do Fundo Nacional de Segurança Pública a ser aplicado pelo Governo Federal em Mato Grosso do Sul. De acordo com o parlamentar, as notícias veiculadas no Estado dão conta de que R$ 89 milhões, do Ministério da Justiça, viriam para atender as demandas da segurança pública de MS.

Barbosinha disse, entretanto, ter tomado conhecimento de que apenas R$ 13 milhões desse total estariam assegurados para serem repassados ao Estado, já que o recurso orçamentário para todo o país é de pouco mais de R$ 200 milhões.

“Fiquei feliz em saber que Mato Grosso do Sul terá investimentos para combater os crimes na fronteira, sendo o segundo Estado melhor contemplado e ficando atrás somente de São Paulo, mas quero saber de onde virão estes outros R$ 76 milhões para fechar a conta. Houve contingenciamento, lá atrás, ainda no Governo do presidente Michel Temer, da ordem de R$ 1 bilhão, considerando este valor como base do cálculo”, detalhou Barbosinha.

Na opinião do deputado, o Estado merece e precisa do investimento por possuir significativa representação e atuação das forças policiais de Mato Grosso do Sul na proteção e repressão de crimes no Brasil, principalmente quanto aos de tráfico de drogas na faixa de fronteira com países vizinhos.

“Não podemos viver de falsas promessas. Uma vez que se anuncia a vinda desses recursos não podemos criar expectativas e isso não se materializar”, ponderou Barbosinha. O deputado ainda apontou outras ações da segurança pública que são executadas e que contam com investimentos federais, mas precisam receber incrementos para serem mantidos.

Citou duas que considera fundamentais para a faixa de fronteira de MS. Uma delas é o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), em fase de instalação na unidade do Exército de Dourados e o outro é quanto à manutenção de presos federais no Estado, que atualmente consome R$ 130 milhões dos cofres estaduais.

“Temos completa omissão e silêncio do Governo Federal e esta realidade não mudou ainda, permanece igual. Somos o Estado que mais prende, mais elucida crimes, homicídios, o que mais realiza procedimentos em defesa da nação e tem recebido da União atendimento e atenção ínfima. Por isso, estamos esperando e cobrando deste novo Governo, que se elegeu com foco central na segurança pública e que tem no nosso Departamento de Operações de Fronteiras, o nosso DOF, uma referência nacional em polícia de fronteira; esperamos que saia, efetivamente, do discurso para a prática e beneficie as forças de segurança pública de MS”, finalizou Barbosinha.

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