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Quinta, 06 Dezembro 2018 04:48

Mesmo com prisões, Câmara mantém eleição da Mesa Diretora em Dourados Destaque

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Vereador Pedro Pepa chega na delegacia onde passou a noite com os colegas presos durante operação Vereador Pedro Pepa chega na delegacia onde passou a noite com os colegas presos durante operação Adilson Domingos

A presidente da Câmara de Dourados, vereadora Daniela Hasll (PSD), confirmou, no final da noite desta quarta-feira (5) a eleição para a escolha dos novos membros da Mesa diretora da casa para esta sexta (7) às 14 horas, conforme edital publicado no começo da semana. Ela disse ao Douranews que "até segunda ordem" as prisões dos colegas Idenor Machado (PSDB), Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB) não afetam o cronograma inicial. Daniela vai conceder Coletiva de Imprensa às 8 horas para falar sobre esse novo escândalo na Câmara.

Daniela, inclusive, integra a chamada 'chapa de oposição' encabeçada pelo vereador Alan Guedes (DEM), registrada na tarde desta quarta, e que tem como candidato a vice-presidente o petista Elias Ishy e como primeiro-secretário o tucano Sergio Nogueira, atual vice da Mesa. A atual presidente será segunda secretária na nova composição.

Entre os presos da operação 'Cifra Negra', desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especializado e Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual, Pedro Pepa encabeçava a chamada 'chapa da situação' (esses termos se referem ao relacionamento do Legislativo com a atual administração da Prefeitura), o líder da prefeita, Júnior Rodrigues, é o vice e Cirilo era o primeiro secretário, ou seja, 75% da chapa que agradava aos interesses da prefeita Délia Razuk (PR) está na cadeia.

Durante o cumprimento de mandados na Câmara de Vereadores de Dourados na tarde desta quarta, em Dourados, foram presos ainda o ex-vereador Dirceu Longhi, que foi primeiro secretário da Mesa no mandato de Idenor como presidente, antes de Daniela assumir o comando da Mesa e o servidor Amilton Salinas, ex-chefe da Tesouraria na Câmara e envolvido em operações anteriores do Gaeco.

Corrupção e propinas

A operação, liderada pelo promotor Ricardo Rotunno, da 16ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, que resultou na prisão de cinco pessoas em Dourados, apura esquemas de fraude à licitação e corrupção ativa e passiva, que, conforme fortes indícios, ocorrem no âmbito da Câmara de Dourados há pelo menos oito anos, segundo o Ministério Público.

Em nota, o MP disse ter apurado que, em diversos processos licitatórios, apresentavam-se como concorrentes sempre empresas “cartas marcadas”, as quais “atuavam em conluio, algumas delas, inclusive, existiam apenas no papel, com o mero intuito de simular uma concorrência leal nas licitações”, de acordo com a nota.

“Sem a devida concorrência, os valores dos contratos oriundos destes processos se faziam exorbitantes”, diz o documento, elaborado a partir das ações da 16ª. Promotoria, e conduzidas pelo promotor de Justiça Ricardo Rotunno, e o delegado Francis Flávio Tadano Araújo Freire, da 2ª Delegacia de Polícia de Dourados.

Para garantir que o esquema se perpetuasse, as empresas repassavam valores mensais, isto é, “propinas”, a servidores públicos, dentre eles os membros da Mesa Diretora da Câmara da época, diz o Ministério Público. Computa-se o total de 10 mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão expedidos nesta operação, conclui a nota do MP. Todos os presos passaram a noite na delegacia da Polícia Civil da Rua Cuiabá e devem ser transferidos ainda nesta quinta para a Penitenciária estadual,

Última modificação em Quinta, 06 Dezembro 2018 10:00

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