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A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas confirmou na segunda-feira (17) a primeira morte por dengue em 2011. A paciente morreu no dia 13 de janeiro por dengue grave acompanhada de choque hipovolêmico (redução do volume sanguíneo), segundo a secretaria. Dos 28 municípios do interior do Amazonas com registro de transmissão de dengue em 2010, sete --Humaitá, Codajás, Coari, Itacoatiara, Tefé, Barcelos e Lábrea-- entraram ontem para o grupo de alto risco de epidemia da doença, de acordo com a secretaria. Em 2010, o Estado registrou 4.182 casos de dengue --2.585 em cidades do interior e 1.597 em Manaus. TIPO 4 No começo do mês, o Estado registrou o primeiro caso de dengue tipo 4. O vírus desse tipo de dengue havia desaparecido por 28 anos até retornar em agosto do ano passado, em Roraima. Um adolescente de 13 anos que reside em Manaus foi infectado pelo vírus, passou por tratamento médico e não tem mais a doença. Exames feitos pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), confirmaram se tratar do sorotipo 4. Segundo a secretaria, a transmissão ocorreu em Manaus, onde o garoto mora, já que ele não se deslocou para áreas de circulação desse sorotipo da dengue. A pasta informou também que unidades de saúde estão alertas para identificar outros pacientes com sintoma da doença e que intensificará o combate ao mosquito transmissor da dengue. O tipo 4 não é mais perigoso que os outros três sorotipos, mas a transmissão é preocupante porque a população brasileira não tem imunidade contra esse vírus e parte dela já foi infectada por outros sorotipos. Por isso, há risco de epidemia caso a dengue tipo 4 se espalhe para outros Estados. Os sintomas dos quatro sorotipos de dengue são os mesmos: dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, dor atrás dos olhos e diarreia.

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Quarta, 19 Janeiro 2011 08:41

Aluno paga US$ 14 mil em notas de US$ 1

Em protesto contra os aumentos nos custos do estudo superior nos Estados Unidos, o estudante americano Nic Ramos pagou a sua anuidade de US$ 14 mil (equivalente a cerca de R$ 23,5 mil) na universidade do Colorado em notas de um dólar. Com a sua mala de dinheiro, o universitário quis chamar a atenção do país para a dificuldade cada vez maior enfrentada por estudantes para pagar a sua educação. Ele afirmou que ao entregar a mala de dinheiro, todos os funcionários ficaram 'boquiabertos' e 'não acreditavam no que viam'. 'Não ficaram exatamente zangados, mas nada satisfeitos (com a perspectiva de ter que contar a pilha de dólares).' A universidade culpa o governo estadual pelos aumentos. O representante da instituição Michael Carrigan diz que o orçamento da universidade não sobe há três anos e que, nos últimos anos, foram cortados US$ 50 milhões. Para ele, o governo deveria aumentar o financiamento para educação, já que o Colorado é o penúltimo Estado americano no ranking de investimentos em educação superior.

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O crescimento da demanda por combustíveis deve desacelerar este ano no Brasil, avalia a Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório divulgado hoje. Após avançar 5,6% em 2010 ante o ano anterior, a perspectiva é a de que o consumo cresça 4,1% em 2011, para 2,822 milhões de barris de petróleo por dia. A tendência de desaceleração já foi percebida no quarto trimestre do ano passado, segundo a AIE, principalmente em relação à procura por gasolina. O consumo do derivado registrou queda de 1,9% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2009. Na comparação com o mês anterior, houve alta de 2,9%, abaixo do aumento de 9,6% registrado em setembro. Somente a demanda por combustível de aviação continuou avançando rapidamente em outubro (alta de 12,9%). A AIE avalia que a alta dos preços do petróleo vai encorajar o aumento dos investimentos no setor em todo o mundo e sustentar o crescimento da oferta. Relatório divulgado pelo Barclays Capital no mês passado mostra que os investimentos em exploração e produção devem subir 11% em 2011, para cerca de US$ 500 bilhões. O Brasil será uma das principais fontes de avanço da oferta, prevê a entidade, com a inclusão de mais 160 mil barris por dia no mercado neste ano. A principal contribuição virá da China, com 185 mil barris por dia.

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Agricultura foi único setor com desempenho negativo em 2010, diz Lupi O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, salientou nesta terça-feira, 18, que no acumulado do ano o único setor a apresentar um volume de desligamentos superior às contratações foi a Agricultura. Em 2010, as demissões ficaram 2,580 mil maiores do que as contratações do mesmo período. Lupi atribuiu o desempenho negativo a dois fatores. O primeiro é o da sazonalidade, pois no final do ano as demissões costumam se ampliar, segundo ele, porque algumas culturas estão em um estágio que não necessitam de mão de obra. Outro ponto, conforme o ministro, é o aumento da mecanização da lavoura, que tem se ampliado em algumas atividades e gera menor necessidade de trabalhadores. No acumulado do ano passado, Serviços foram o setor que mais contratou, um total de 1.009.595 postos, já descontadas as demissões do período. "Olhem a força de Serviços, é quase o dobro do segundo colocado", comparou Lupi. O comércio registrou contratações líquidas de 601.846 pessoas, enquanto a indústria de transformação acumulou 536.070 postos com carteira assinada e a construção civil, 329.195 postos.

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Uma polêmica lei na Califórnia que pune internautas por criar perfil falso na internet, e que entrou em vigor no dia 1º de janeiro, levantou novamente discussão entre advogados criminalistas brasileiros sobre a necessidade de castigar autores desse tipo de conduta. Para especialistas ouvidos pela Agência Estado, o Brasil deve seguir o exemplo do Estado norte-americano - mesmo que o teor da lei seja diferente do texto californiano - e atualizar o Código Penal para contemplar certas ações que hoje não estão previstas. São raros os processos relativos à identidade falsa na internet terminar em cadeia para o infrator atualmente no País. "Direito penal é o meio de controle social mais gravoso que o Estado possui. Só se pode penalizar alguém desde que aquela conduta previamente exista. Às vezes, há certas particularidades que o Código Penal não prevê", afirma o advogado David Rechulski, especialista em Direito Penal Empresarial. "Acho importante uma releitura no Código Penal e contemplar com as condutas de crimes praticados por meios eletrônicos". Grande parte dos maus comportamentos na web podem ser enquadrados no atual Código Penal, que é de 1940. Quem faz perfil falso na internet para causar dano a outra pessoa ou obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, pode hoje responder pelo artigo 307. Mas dificilmente um caso desse vai resultar em cadeia para o infrator, limitando-se a ser punido na esfera civil - multa e indenização. Vítima É o caso da publicitária Priscila Sobral, de 34 anos, vítima de difamações por parte da namorada do ex-marido. Segundo Priscila, um perfil falso no site de relacionamentos Orkut foi criado para ofendê-la. Se passando pela publicitária, postou mensagens de que vazava informações sigilosas da empresa que a vítima trabalhava. Além disso, cadastrou Priscila em sites pornográficos e colocou o e-mail profissional dela para os homens visitantes da página entrarem em contato. "Hoje só uso a internet para trabalho. Não estou em sites de relacionamento nem quero que meus filhos estejam. Peguei aversão", diz. Depois de dois anos de batalha judicial, a infratora foi condenada a um ano de serviços prestados à comunidade. Na esfera civil, ela ainda aguarda uma indenização. Conforme Rechulski, para certos casos nem sempre a esfera civil é suficiente para reparar o dano, tendo em vista o caráter dinâmico da internet. "As máculas para a vida e reputação das vítimas que advenham de tais práticas muito dificilmente encontrarão compensação tão somente na reparação civil, merecendo um tratamento mais gravoso, próprio do Direito Penal". O criminalista Maurício Silva Leite vai na mesma linha de Rechulski. Ele defende a criação de uma figura agravada para internet, por causa do poder de disseminação da rede mundial. "Essa injúria fica acessível a muito mais gente. Dependendo do tempo que isso fica no ar, aquela difamação pode ser tirada após uma semana, mas seu dano é irreversível, porque outras pessoas podem armazenar as ofensas no desktop e depois enviar por e-mail", explica. Desequilíbrio No entanto, em uma eventual revisão da legislação, Silva Leite fala em escolha criteriosa dos comportamentos que podem ser tipificados como crime. O receio dele é a "criação desenfreada de condutas penais", englobando inclusive "infrações de menor potencial ofensivo". Ele teme que a punição para uma certa conduta na internet tipificada como crime seja igual ou até maior do que crimes de maior gravidade, causando distorções na legislação brasileira. "Meu receio é criar leis de crime na internet com pena de 1 a 3 anos, por exemplo. Então vemos que existe a mesma pena para lesão corporal no Código Penal, que é uma infração muito mais grave. Isso desequilibra o sistema", exemplifica. De acordo com o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo e MBA em direito eletrônico Renato Opice Blum, muitas das ocorrências são apenas resultantes de brincadeiras de conhecidos das vítimas. Porém, uma lei específica, como tem agora a Califórnia - que prevê multa de até US$ 1 mil ou um ano de prisão -, pode sim inibir novos casos, que, segundo ele, têm crescido no País. Denúncias formuladas em delegacias, à Polícia Federal (PF) por email específico (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), ao Comitê Gestor da Internet no Brasil e a sites de denúncias já somavam 1 milhão em 2008. "Uma lei específica ajudaria a enquadrar, no Brasil, essa conduta num crime único", afirma Opice Blum. Atualmente, dependendo do caso, o autor do perfil falso pode ser enquadrado em crimes como calúnia, difamação e falsidade ideológica. Para Opice Blum, a lei californiana também é polêmica porque confronta com a Emenda número 1 da Constituição dos Estados Unidos, que garante liberdade de expressão. Mas ele diz acreditar que esse direito tem que ter certos limites. "Não há prejuízo à liberdade de expressão. A lei fica limitada à garantia da honra da pessoa", diz.

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Quarta, 19 Janeiro 2011 08:30

O estado do Chico (Anysio)

“O estado do Chico (Anysio) é grave”, afirma mulher do humorista Mais uma vez, Chico Anysio luta contra uma pneumonia. Internado desde 02 de dezembro de 2010 no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, o humorista está com uma infecção no pulmão direito. Mas, desta vez, Malga di Paula, mulher de Chico, diz que a situação é complicada. “O estado do Chico é bastante grave. A pneumonia, desta vez, esta sendo muito cruel com ele”, afirmou a empresária através de seu twitter. Malga, que tem sofrido de insônia, pediu ainda boas vibrações para o marido e afirmou que as últimas 24 horas foram bastante difíceis para ele.

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Terça, 18 Janeiro 2011 22:23

Um setor de ganhos limpos e perfumados

SÃO PAULO - Com crise ou sem crise, xampu, desodorante, perfume e outros produtos de higiene, perfumaria e cosméticos não saem da lista de compra dos brasileiros. Somado a esse quadro, mudanças ocorridas nos últimos anos aumentaram as oportunidades de negócios no setor de beleza e higiene. Entre elas estão o aumento da participação das mulheres no mercado, a estabilidade dos preços, o bom desempenho da economia no ano passado, o crescimento do poder de compra das classes C e D e o envelhecimento da população em um momento no qual o culto à juventude é cada vez maior. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição no mercado mundial de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, movimentando R$ 28,4 bilhões por ano segundo pesquisa Euromonitor 2009, divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Há 14 anos o setor cresce dois dígitos por ano, uma média de 10,5%, contra 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e 2,3% da indústria em geral. "O mercado está favorável e o empreendedor vai conseguir um resultado satisfatório. Há oportunidades não só para venda direta ao consumidor como também para fornecer produto para grandes empresas", diz o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de São Paulo, Reinaldo Messias. De acordo com a Abihpec, existem 1.659 indústrias do setor no Brasil, das quais apenas 14 são de grande porte. No entanto, as grandes são responsáveis por 73% do faturamento total. Além da indústria, segmentos relacionados, como o de venda direta, salões de beleza e franquias, também estão aquecidos. Para conseguir espaço nas prateleiras e concorrer com as grandes marcas é preciso atender a três requisitos: qualidade, boa apresentação e preço compatível com o público alvo. "O maquinário para abrir uma empresa é simples, o mais complicado é o conhecimento técnico", diz Messias. O presidente da Abihpec, João Carlos Basílio, acrescenta que o segredo para conquistar o consumidor é a eficiência do produto. "A pessoa vai comprar ao menos uma vez. Se comprovado o benefício e a faixa de preço estiver adequada, o cliente vai pagar pelo produto e divulgá-lo no boca a boca", diz. Cerca de 30% do faturamento anual do setor é oriundo de lançamentos. Outra forma de conquistar clientes é pela venda porta a porta. Foi o que fez Márcia Carvalho, fundadora da marca de perfumes e loções corporais Fator 5. "Sou apaixonada por esse tipo de venda, porque você leva a loja até o cliente. É uma forma pró ativa de entrar no mercado", diz. Pele boa De porta em porta a empresa cresceu e alcançou uma equipe de 2,5 mil distribuidores e 150 mil revendedores em todo o território nacional. "Vale a pena empreender nessa área, porque todo mundo quer ter a pele boa e usar um bom perfume. O difícil é fazer o nome da marca, o que exige um modelo de negócio excelente", diz. O grande vilão da venda porta a porta é a inadimplência. Yasmin Mourad, que fundou há 23 anos a marca de cosméticos Polla Rennon, viu sua empresa à beira de um colapso por conta dos constantes calotes. Para resolver o problema, trocou os quase mil vendedores por uma equipe de 15 representantes de venda e investiu pesado nos treinamentos. "Os representantes têm uma carteira maior de clientes e trazem resultados melhores", diz. Ela também descobriu que poderia turbinar seu faturamento se investisse em linhas profissionais para seus produtos, tendo como alvo as esteticistas. "Esse mercado estava crescendo e nós investimos. Com isso, o profissional indica nossa linha para o consumidor usar em casa", diz. A estratégia ajudou a marca a avançar no principal quesito para uma empresa do ramo se manter no mercado: a qualidade. "Os profissionais nos dão feedback para obter melhores resultados dos produtos", diz Yasmin, que afirma nunca ter visto o setor passar por alguma crise.

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O ex-ditador haitiano Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, foi indiciado nesta terça-feira, 18, por corrupção e desvio de dinheiro público. Baby Doc, que retornou inesperadamente ao país após um exílio de 25 anos na França, foi detido à tarde no hotel em que está hospedado e levado para um tribunal de Porto Príncipe. Ele foi ouvido pelo o promotor-geral de Porto Príncipe, Aristidas Auguste, Baby e pelo juiz Carves Jean, que deve decidir se existem provas suficientes para enviar o ex-ditador a julgamento. Segundo o advogado de defesa do ex-ditador, Gervais Charles Baby Doc deixou o tribunal com sua esposa após ter sido interrogado e voltou para o Hotel Karibe, onde está hospedado. É grande a pressão no Haiti para que o ex-ditador, que presidiu o país caribenho entre 1971 e 1986, seja processado por acusações de tortura e assassinato de milhares de pessoas durante seu governo. Ele também é acusado de desviar milhões de dólares. O porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Rupert Colville, disse nesta terça que o retorno de Baby Doc ao Haiti aumenta as chances de o ex-ditador ser julgado pelos crimes. Colville, porém, levantou dúvidas a respeito da capacidade do frágil sistema judiciário do Haiti em conduzir o caso. Baby Doc não se pronunciou desde que chegou ao Haiti. Ele disse poucas palavras ao desembarcar em Porto Príncipe, e apenas disse que "chegou para ajudar". Seu retorno ocorre em um período de indefinição política no país caribenho, que ainda se recupera de um terremoto que devastou o país há um ano e luta contra uma epidemia de cólera que matou mais de 3.500 pessoas até agora. O Haiti aguarda a definição e o agendamento do segundo turno das eleições presidenciais de novembro. A oposição alega que houve fraudes por parte do candidato governista e não se sabe quais postulantes disputarão a presidência nem quando o pleito será realizado. Com Efe e AP estadão.com.br

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Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que a ação imediata das autoridades é essencial para evitar que as pessoas afetadas pelas enchentes e deslizamentos na Região Serrana do Rio sofram de transtorno de estresse pós-traumático. A condição pode se manifestar em pessoas expostas a eventos traumáticos, como desastres naturais ou episódios provocados pelo homem, como guerras, ataques violentos ou sequestros. Na opinião do psicólogo Chris Brewin, que trabalhou com vítimas do furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans em 2005, a prioridade dos governos federal e estadual uma semana após a tragédia deve ser "reconhecer a dor das pessoas e tentar reconstruir a comunidade o mais rapidamente possível". "No Katrina, o governo demorou demais para entrar com ajuda. As pessoas se sentiram abandonadas", avalia Brewin, membro da Divisão de Psicologia e Ciências Linguísticas da University College of London (UCL). Irwin Redlener, diretor do National Center for Disaster Preparedness (Centro Nacional de Preparação para Desastres) da Columbia University, em Nova York, que também trabalhou com vítimas do Katrina, afirma que os governos têm a responsabilidade de oferecer apoio psicológico às vítimas. "Em desastres naturais como o que está acontecendo no Brasil é certo que as pessoas vão necessitar de apoio psicológico, se não ao longo dos próximos anos, pelo menos nos próximos meses", afirma. "O governo deveria oferecer apoio psicológico. Todas as famílias afetadas devem ter pelo menos uma avaliação preliminar por uma equipe de psicólogos", diz. Ele afirma ainda que, como as pessoas comuns são geralmente as primeiras a responder a desastres, é importante que sejam mais bem orientadas para saber o que fazer nessas situações. O centro que ele comanda na Columbia University foi criado após os ataques de 11 de setembro, com o objetivo de melhorar a capacidade do país de preparação, resposta e recuperação de desastres. Reações O psicólogo Michael Reddy, da British Psychological Society, explica que vários tipos de reações emocionais podem ser esperados das vítimas nestes dias que se seguem ao desastre na serra fluminense. Segundo ele, muitos podem estar revivendo a situação o tempo todo, "sentindo medo e pavor novamente". Outros podem estar evitando a todo custo pensar ou falar sobre o que passaram, e há ainda os que podem estar "sobressaltados, levando sustos facilmente e tendo pesadelos". Ele ressalta, no entanto, que essas reações são normais e, num primeiro momento, não devem ser identificadas como transtorno de estresse pós-traumático. "O diagnóstico só pode ser feito após um mês de sintomas ininterruptos. Antes disso não podem ser chamados de transtorno", esclarece Reddy. Ele explica que as pessoas com mais chances de desenvolver a condição são as que tiveram suas vidas ameaçadas e viram parentes morrer. Em seguida, vêm os que não correram risco de morte, mas perderam familiares e conhecidos. Em último, estão as pessoas que não sofreram perdas diretamente, mas estão "horrorizadas" com o episódio. Personalidade Para Irwin Redlener, a reação ao desastre depende da personalidade de cada pessoa. "Alguns são mais resistentes e não terão efeitos no longo prazo. Outros vão carregar o impacto psicológico por um longo período, vão sofrer de transtorno de estresse pós-traumático. Os que participaram da resposta inicial têm uma possibilidade muito grande de sofrer traumas de longo prazo", afirma Redlener. Segundo o especialista americano, a primeira resposta das pessoas em casos com os das enchentes no Rio é tentar garantir a sobrevivência, e elas apenas reagem aos acontecimentos, sem tempo de processar as informações. "Quando o perigo inicial passou, a pessoa já ajudou quem podia, ela para, respira e começa a ver a extensão do que aconteceu. É um período de confusão e desorientação. Um período de choque, quando percebem que tanta coisa mudou", diz. Redlener afirma que isso ocorre não apenas com familiares de vítimas e testemunhas, mas também com profissionais que trabalham nas equipes de resgate. Ele lembra que muitos bombeiros que atuaram no resgate e ajuda às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, sofreram de transtorno de estresse pós-traumático por longos períodos. "Todos estão sujeitos, inclusive profissionais que atuam no resgate e no auxílio às vítimas", diz. Comunidade De acordo com os especialistas ouvidos pela BBC Brasil, cerca de 60% das vítimas de desastres se recuperam do trauma sozinhos, sem precisar de apoio psicológico. Para os 40% que desenvolvem o transtorno, a ação da comunidade, com o apoio do governo, é extremamente importante. "Em desastres de larga escala como esse, terapias de grupo organizadas pela comunidade funcionam bem porque incentivam as pessoas a se abrir, dividir experiências. Verbalizando os sentimentos lidamos mais facilmente com eles", explica Michael Reddy. Reddy conta ter coordenado um grupo de especialistas que ajudou vítimas do terremoto que matou 18 mil pessoas na Turquia, em 1999, e que se surpreendeu como o "valor da comunidade" foi imprescindível para a recuperação de milhares de pessoas que perderam tudo. "Pelo que conheço do Brasil, imagino que seja uma situação semelhante, em que as famílias e os amigos são muito unidos." James Thompson, psicólogo do University College London, concorda. E, na sua avaliação, uma forma de superar traumas causados por desastres pode passar pela arte. "Uma das técnicas é retratar o evento em forma de desenhos , peças teatrais ou pinturas, porque são meios aceitáveis de lidar com a dor", sugere Thompson. No caso do Brasil, segue ele, "isso pode passar pela música, dança, ou até uma novela". "O brasileiro tem a seu favor o entusiasmo, o espírito festeiro e a alegria. Em uma tragédia como essa, isso pode fazer a diferença e ajudar a comunidade a se reerguer", diz. Ainda segundo os especialistas, cerca de 15% dos pacientes não conseguem superar o transtorno de estresse pós-traumático, apresentando sintomas como ansiedade e depressão até três anos após o evento. Nesses casos, terapias individuais são o tratamento mais recomendado. "O passo mais importante agora é garantir abrigo, comida, água e o mínimo de conforto possível. Em seguida, dar início à reconstrução das casas, mandar as crianças para a escola, voltar ao trabalho. Isso pode influenciar muito na maneira como essas pessoas vão lidar com as perdas de pessoas queridas e bens materiais", detalha Chris Brewin. Ainda segundo Brewin, a experiência com o Katrina ensinou que em situações como essa o governo deve evitar enviar as pessoas para longe da área do desastre para não quebrar o "laço social" que une a comunidade afetada. "Muitas pessoas foram forçadas e se mudar para outros Estados do sul dos Estados Unidos e nunca se recuperaram emocionalmente, porque queriam ter refeito suas vidas onde moravam antes", afirma. Abandono De acordo com Irwin Redlener, a sensação de abandono é agravada pelo fato de as pessoas esperarem que a ajuda oficial esteja a postos em uma situação desse tipo, o que nem sempre é possível. "Geralmente há uma grande decepção. As pessoas estão acostumadas com o dia-a-dia, quando chamam o serviço de emergência e ele chega. Mas quanto maior a extensão do desastre, mais desorganizada será a resposta do governo", diz. "Acabam tendo de tomar por conta própria medidas como procurar por comida, por abrigo, porque a ajuda oficial não está lá. Sentem-se isoladas, abandonadas e assustadas." Segundo Redlener, que também é pediatra e especialista em saúde pública, as crianças geralmente sofrem mais o impacto psicológico de um evento como as enchentes no Rio. "As crianças são particularmente vulneráveis. Podem ficar muito quietas, não falar sobre o assunto. É preciso garantir que sejam protegidas", diz. Ele afirma que vários meses após a passagem do furacão Katrina, estudos mostravam que as crianças ainda sofriam um forte impacto da tragédia. Tanto para crianças como para adultos, o tratamento deve incluir aconselhamento psicológico de longo prazo, diz o especialista. Além dos ataques de 11 de setembro e do furacão Katrina, Redlener já acompanhou os esforços de resposta a desastres como o terremoto na Guatemala, que deixou 23 mil mortos em 1976, a fome de 1984 e 1985 na Etiópia, que matou 1 milhão de pessoas, e as enchentes no Paquistão no ano passado. "Alguns desastres geram efeitos mais prolongados que outros. Alguns destroem casas. Outros destroem casas e toda uma comunidade", diz. Redlener diz que também há uma diferença entre desastres sobre os quais há algum tipo de aviso prévio, como furacões, nos quais as pessoas podem se preparar, e aqueles que vêm sem aviso, como enchentes e terremotos. "Mas em comum todos têm a falta de preparo das pessoas para reagir a um desastre. E dos governos também." BBC

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Terça, 18 Janeiro 2011 22:08

Forte terremoto atinge o Paquistão

Um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o sudoeste do Paquistão nesta terça-feira (18), informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Técnicos do centro reavaliaram a magnitude do tremor, inicialmente de 7,4. Segundo o centro, o tremor ocorreu à 1h23 da quarta-feira no horário local (17h23 no horário de Brasília). O epicentro do tremor, a 84 km de profundidade, está localizado a 45 km a oeste de Dalbandin e a 1.035 km de Islamabad. O Centro de Monitoramento de Tsunamis do Pacífico não emitiu até o momento alerta de tsunami no Oceano Índico. Não há relatos imediatos de danos causados pelo sismo. Por meio do VC no G1, leitores contaram ter sentido o tremor no Qatar e nos Emirados Árabes. "Aquei no Qatar, exatamente às 23h25, a terra tremeu no Qatar também. Foi durante uns 5 segundos e a sensação de que a cama estava mexendo foi bem pequena, mas outras pessoas daqui sentiram também", relatou Rosangella da Cunha de Abrantes. "Estou numa pequena cidade dos Emirados Árabes, e durante alguns segundos minha cama começou a balançar, pensei que tivesse passado um grande caminhão em minha rua, mas quando vi meu lustre balaçando vi que foi um pequeno abalo sísmico. Ao descer vi alguns vizinhos e comerciantes um pouco assustados. Enfim,agora esta tudo bem mas foi uma experiência preocupante", disse Angelo Cruz Raposo.

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