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Terça, 17 Novembro 2020 13:23

Caminhão roubado em SP, com motorista sequestrado, é recuperado pela PM de Ponta Porã Destaque

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Caminhão recuperado após manobras por cidades de MS provocou clima de emoção na Polícia da fronteira Caminhão recuperado após manobras por cidades de MS provocou clima de emoção na Polícia da fronteira Divulgação

Policiais do 4º Batalhão da PM (Polícia Militar) de Ponta Porã recuperaram domingo (15), em meio ao clima de disputa eleitoral, um caminhão bitrem que havia sido roubado no interior de São Paulo e o condutor feito refém e mantido em cárcere privado, supostamente para exigência de resgate, por parte dos sequestradores.

A ocorrência de roubo, sequestro e cárcere privado, comunicada a todos os organismos policiais, teve um desfecho inesperado e feliz para morador da cidade de São Vicente, no litoral paulista. A vítima teve a carreta roubada no final da tarde de quinta-feira (12) passada e foi mantida em cárcere privado por dois dias, tempo que os sequestradores julgaram suficiente para trazer o veículo ao Paraguai, onde seria carregada com droga.

Ao ser abordado, no domingo, pela equipe da PM de Ponta Porã, o condutor alegou ser motorista autônomo e que havia sido contratado por desconhecidos, por meio de um site, para levar o veículo até Três Lagoas onde seria carregado. Na cidade, ele foi informado por outro homem que a carga estaria em Campo Grande, Na Capital a história se repetiu e o destino foi mais uma vez alterado, desta vez para a cidade de Ponta Porã, onde supostamente o bitrem seria utilizado para substituir um caminhão quebrado.

Ao chegar na fronteira, o condutor foi recebido por um indivíduo numa motocicleta com placa do Paraguai, afirmando que o levaria até o local da carga. Porém, ao perceber que a motocicleta adentrou no país vizinho, o motorista da carreta mudou rapidamente de rota, quando se deparou com os policiais.

Percebendo que havia algo de errado, os policiais abordaram o condutor que não possuía nenhum registro de ocorrência e naquele momento o caminhão não possuía nenhum BO (Boletim de Ocorrência) por roubo ou furto. Indagado sobre o proprietário da carreta, não soube precisar quem era, dizendo apenas que estava com medo de entrar no território paraguaio e que iria abandonar o veículo e voltar para onde morava, de ônibus.

Baseado no depoimento do condutor, na falta de um documento e na experiência de ocorrências anteriores, os Policiais Militares decidiram remover o veículo e aguardar a apresentação do proprietário, que não apareceu. Uma hora após o recolhimento, o verdadeiro proprietário, já em liberdade do cativeiro registrou a ocorrência de roubo em São Paulo.

Os marginais abusados ainda fizeram contato com o 4º Batalhão da PM, alegando que o veículo pertencia a uma empresa, que não possuía nenhum problema de documentação e que um advogado da empresa iria até o Batalhão e ainda ameaçaram tomar medidas legais contra os policiais. Contudo, o tal advogado nunca apareceu.

Final feliz

A ocorrência teve final feliz neste domingo quando o proprietário procurou o comando da PM, acompanhado da esposa e do filho. Ele relatou que viveu momentos de verdadeiro terror nas mãos dos marginais, sendo constantemente agredido e ameaçado de morte, e ainda que os elementos diziam ser integrantes de uma organização criminosa e que utilizariam o caminhão para o transporte de entorpecentes do Paraguai até São Paulo.

A família da vítima seguiu de viatura com a equipe policial até a Delegacia de Polícia, onde encontrava-se o veículo. Ao ver que o caminhão, o proprietário não conteve as lágrimas, correu ao encontro do bitrem e, chorando, o abraçou. Segundo ele o trabalho de toda sua vida estava ali, inclusive vendeu até a casa para realizar o sonho de trabalhar com o próprio veículo.

"Para minha surpresa, o ‘Seo’ Paulo desceu do carro, correu até o caminhão e o abraçou chorando, como quem abraça uma pessoa muito querida. Foi comovente, nunca imaginei uma reação dessas. Desceu correndo do carro e abraçou o caminhão, literalmente. Abraçou mesmo, acho até que deu uns beijos. Infelizmente não consegui filmar ele abraçando o caminhão, observou a major Luciane, que também se emocionou com a cena, “que nos fortalecem e nos motivam a continuar nossa jornada com dedicação e profissionalismo” ressaltou a comandante do 4º BPM.

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