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Quarta, 10 Julho 2019 18:17

Matador de bioquímico em sala de cinema é transferido para presídio da Capital Destaque

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Dijavan Batista vai para o Presídio Militar em Campo Grande depois de matar o bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho Dijavan Batista vai para o Presídio Militar em Campo Grande depois de matar o bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho Reprodução/WhatsApp

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva, da 3ª Vara Criminal, negou pedido da defesa e mandou transferir o policial militar Dijavan Batista dos Santos, de 37 anos, para o Presídio Militar em Campo Grande. Dijavan foi preso em flagrante na tarde de segunda-feira (8) depois de matar o bioquímico Julio Cesar Cerveira Filho, de 43 anos, dentro do cinema do shopping Avenida Center, em Dourados.

Na audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (10), a defesa do policial militar, representada pelos advogados Leonardo Francisco Arosi, Paulo Rogério da Mota, Thalita Rafaela Gonçalves Peixoto e Victor Jorge Matos, pediu que Dijavan continuasse recolhido no quartel da Polícia Militar Ambiental, onde servia e está desde o dia do crime.

“Indefiro o requerimento de manutenção do autuado no Comando de Polícia Militar Ambiental, tendo em vista que a unidade penal própria para custódia de presos militares, ainda que provisórios, é o Presídio Militar estadual”, decidiu o juiz, conforme repercutiu o site Campo Grande News.

O crime

Dijavan nega a culpa pela morte do bioquímico, ocorrida após desentendimento das famílias de ambos, supostamente por causa de uma poltrona ocupada pelo filho do PM, de 14 anos de idade, e que se destinaria à filha adolescente de Julio. Estima-se que, pelo menos, 150 pessoas, a maioria crianças, estava na matiné do cinema na hora do assassinato.

O juiz Eguiliell Ricardo da Silva já tinha transformado, na terça-feira (9), o flagrante do policial em prisão preventiva, “para resguardar a ordem pública e para conveniência da instrução penal”. Para o juiz douradense, “o delito teria sido perpetrado dentro de uma sala de cinema lotada de pessoas, no período vespertino, em uma sessão de filme destinado ao público jovem e em período de férias escolares, causando enorme tumulto, correria e clamor social, o que evidencia a gravidade concreta da conduta imputada, na medida em que a ação pode ter colocado em risco a vida de várias pessoas”.

Já o promotor Luiz Eduardo Sant’anna Pinheiro chamou a atenção para o fato de que o policial militar não estava no exercício de suas funções e ainda com uma arma ilegal. “O crime foi praticado na presença de todos os ocupantes da sala de cinema, muitos deles, crianças de tenra idade, colocando em risco a população ali existente e gerando pânico a todos, que estavam em um ambiente escuro, sem visibilidade. A vítima estava desarmada. A arma de fogo que o representado portava – uso restrito – não possuía registro, portanto, ilegal”, afirmou o promotor.

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