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Waldir Guerra

Waldir Guerra

Segunda, 27 Novembro 2017 08:07

Todo político sabe o que precisa ser feito

A semana vai começar com a imprensa toda centrada sobre a Reforma da Previdência, mas minha atenção está também muito voltada na questão viária e especialmente na infraestrutura para o transporte de cargas; isso porque observo que as estradas estão entupidas e nada de novo está acontecendo com elas.

Uma pequena amostra dessa grave situação com as estradas entupidas tive na semana passada quando precisei ir a Florianópolis e escolhi o melhor horário de entrar na cidade, as 14:30. Um horário que deveria estar com um bom trânsito, segundo os entendidos. Ledo engano. Foram necessárias quase duas horas, num tráfego com sol escaldante, para fazer os últimos cinco quilômetros antes de chegar à ponte que dá acesso à cidade.

Isso que ainda estamos fora da temporada e os turistas nem começaram a chegar em Santa Catarina – fico imaginando como será entrar em Floripa neste verão. E a capital do Estado nem chega a ser uma metrópole, pois tem apenas 500 mil habitantes e seu entorno passa um pouco de 1 milhão de pessoas, mesmo com esse total, ela seria a 21ª cidade brasileira em tamanho.

Imaginar o sufoco com o trânsito urbano nas demais grandes cidades brasileiras, especialmente nas horas do pico, quando os empregados vão e voltam dos seus trabalhos é sofrer por imaginação; mas preciso lembrar disso. Preciso lembrar do trânsito da cidade de São Paulo as 8 da manhã e também as 18 horas e sei que é sofrer debalde pelos outros, mas é necessário dizer aqui, no público, que outras questões, além da mais importante (Reforma da Previdência) estão à mingua; como é o caso da infraestrutura nos transportes gerais.

Nada está sendo feito porque o Governo está travado pela sua própria burocracia. Esta burocracia que também atrapalha para simplesmente autorizar que outros façam. Os governos, do federal aos municipais, não conseguem usar integralmente o dinheiro orçado e liberado por conta dessa maldita burocracia. Hoje mais de 70% das estradas brasileiras são consideradas entre regular e péssimo seu estado.

Acompanho carinhosamente o pleito e a luta das empresas privadas que pretendem abrir uma nova estrada de ferro de 933 quilômetros para transportar os grãos de soja e milho de Sinop (MT) a Miritituba (PA). O Estado de Mato Grosso é hoje o maior produtor de soja do Brasil, com 31 milhões de toneladas; também é o maior produtor de milho, com 28 milhões de toneladas.

As cinco maiores empresas que operam na comercialização e também na exportação de grãos no país são ADM, Amaggi, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus e elas se associaram para bancar esse empreendimento, mas como é de hábito aqui neste país, agora enfrentam o que todos nós conhecemos, a burocracia nacional – essa burocracia que sempre vem junto à sua hospedeira natural: a corrupção. Acompanho e torço para que dê certo esse empreendimento, assim como torço para que dê certo a Lava Jato.

Quanto a Reforma da Previdência, assunto que estará na pauta de toda imprensa nesta semana, ela é sim fundamental para a recuperação do Brasil. Mas acontece que a luta do governo Temer contra o lobby do funcionalismo público é muito desigual e nesse jogo, hoje, o governo sofreria mais um 7x1. Melhor, então, é esperar as eleições do ano que vem.

Assim, tomara os eleitores brasileiros tenham juízo e elejam em 2018 um bom presidente e bons congressistas; pessoas com capacidade e coragem porque todo político sabe o que precisa ser feito para endireitar o país, basta elegermos as pessoas certas.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, Secretário do Estado e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Domingo, 12 Novembro 2017 16:51

Já preocupado com a futura eleição

Ainda é muito cedo para comentar sobre um possível bom candidato à Presidência da República, mas minha ansiedade é grande demais para ficar pensando nisso sozinho, por isso deixe-me dividir contigo caro leitor esta preocupação.

E sabes por que ando preocupado? Porque o que tenho visto por aí não tem me agradado muito. Considerando as pesquisas de intenção de votos dos atuais pretendentes ao cargo máximo do país, de cima para baixo, começo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula estará fora e por duas razões: A primeira por conta da Justiça que deverá colocar seu nome indisponível para qualquer cargo eletivo. A segunda, se for candidato a presidente, autorizado por alguma liminar, não se elegeria e a prova disso são as próprias pesquisas de sua rejeição se bem comparadas nas duas eleições que foi derrotado com a atual rejeição que mantém hoje. Então esquece; é bananeira que já deu cacho, aliás dois próprios (até que bons) e dois de uma filhota (Dilma), mas os dela só deram frutos ruins – e, diga-se, bem amargos para ele.

Jair Bolsonaro é o nosso Donald Trump do momento. Aparece em segundo lugar nas pesquisas, mas porque conquistou também a preferência daqueles que iriam votar no prefeito de São Paulo, João Doria – este me parece que irá tentar o governo de SP.

Bolsonaro poderá sim continuar candidato a presidente da República, mas para ganhar a eleição teria que imitar o gesto que Lula fez em sua “carta ao povo brasileiro” na eleição de 2002. Lula convenceu os eleitores mais à direita. Bolsonaro precisaria convencer os eleitores mais à esquerda. Contudo seus discursos e sua postura pessoal são de quase extrema direita e dessa maneira não agrada à grande maioria dos eleitores – e nem a mim.

Os outros candidatos que valem a pena citar só os que têm alguma possibilidade como é o caso de Marina Silva (REDE) que já apareceu bem em duas disputas e em cada uma mais de 20 milhões de brasileiros votaram nela. Além do mais, sempre teve forte ligação nas questões do Meio Ambiente – um assunto que hoje mexe com a consciência do mundo desenvolvido. Contudo, nunca mostrou capacidade para liderar uma bancada na defesa dessa matéria no Congresso Nacional. O tema dela ainda é muito empolgante, mas ela, Marina, não mais.

Álvaro Dias (PODEMOS) é um candidato à Presidência da República dos mais qualificados. Perdoe-me caro leitor, mas em minha opinião, competência é a virtude mais importante para um administrador público e ela advém da experiência e tudo isso Álvaro tem. Se o senador Álvaro Dias tivesse ocupado o cargo, por um mandato, na presidência do Senado, sem dúvida seria hoje um candidato bem mais forte.

Geraldo Alkmin (PSDB), atual governador do Estado de São Paulo, já é o candidato do seu partido. A implosão política do senador Aécio Neves, somada aos tropeços do atual prefeito dos paulistanos deixou os caminhos abertos para o candidato Geraldo Alkmin.

Aos demais candidatos declarados e também dos cogitados cito apenas Ciro Gomes que aguarda a vez de ser candidato caso Lula esteja impedido. Será bem votado no Nordeste, mas politicamente ele encarna a figura de um governante aos modos de Fernando Collor e isso não o levará para um segundo turno.

Assim, com os atuais candidatos meu voto no primeiro turno hoje estaria entre Álvaro Dias e Geraldo Alkmin, para decidir após ver suas propostas – mas reconheço que ainda vou continuar muito angustiado.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, Secretário do Estado e deputado federal (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Segunda, 30 Outubro 2017 08:11

O pior da crise passou

O pior da crise política já passou, contudo, fiquei com a sensação de começar o dia tendo um café da manhã com pão amanhecido, ou pior: que preciso comer desse pão velho por mais de um ano.

Não me iludo, governo ruim por mais um longo período, mas seria muito pior trocar este (Michel Temer) por qualquer outro da vez – ainda mais quando me ponho a pensar em toda a discussão e perda de tempo com acusações inúteis que deixaram de acontecer.

Que nossa vida não vai ser fácil nesta espera para termos um novo governo também sei, só espero que não chegue à situação dos cariocas que além dos problemas políticos ainda têm o pior: total falta de segurança. No Rio de Janeiro já são 113 policiais assassinados neste ano. Em algumas localidades, especialmente em favelas, quem comanda tudo são as gangues de bandidos.

Também acompanhei com certa ansiedade a votação que derrubou o pedido de investigação e julgamento solicitado à Câmara dos Deputados do presidente Michel Temer. Sim, ele venceu, mas saiu como “pato manco” desse julgamento. Ou seja: seu governo não tem mais condições de aprovar as reformas necessárias para recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento.

Você, caro leitor, pode ter lá uma outra razão como prioritária, mas a minha continua a mesma de sempre: a infraestrutura precisa ser melhorada. Não temos mais estradas suficientes e o setor de transporte de cargas está pior que a área da saúde neste país. Um caos – se não está, vai ficar porque a produção agrícola vai aumentar no ano que vem, assim dizem os órgãos encarregados.

Enquanto o governador Geraldo Alckmin escreve que irá implantar mais 3.500 quilômetros de duplicações e modernizações nas estradas paulistas neste próximo ano, o governo federal diz que terá um déficit de mais de 100 bilhões para o ano que vem; ou seja: não terá nenhum centavo para estradas novas – muito menos para consertar as existentes.

Todos já estão fartos de saber que o agronegócio está bancando o respeito pelo Brasil perante os demais países do mundo. Sim, não é mais o futebol e a nossa música – que na verdade fizeram sua parte na divulgação do nosso país perante os países mais desenvolvidos.

Depois de 14 anos de governos petistas no Brasil desprovidos de capacidade administrativa – inclua aqui este próprio governo peemedebista também, por favor – o agronegócio adquiriu o respeito dos demais países pela sua capacidade de produzir alimentos. Desde a gigante China até o minúsculo Mônaco consomem os milhares de produtos derivados da soja brasileira e precisam das carnes de aves e gado brasileiros.

O agronegócio brasileiro tem números impressionantes que não podem ser ignorados: somos uma importante força alimentícia já que produzimos alimentos suficientes para abastecer um terço da população mundial.

O setor do agronegócio detém vantagens em relação aos outros setores da economia pois, mesmo com toda crise, continua investindo e gerando empregos e movimentando toda economia. O agronegócio, como os outros setores, também sofrerá neste próximo ano, mas é o melhor preparado para lidar com as adversidades e, por isso, está na hora do governo federal pensar com seriedade em políticas que favoreçam o campo para que os produtores rurais tenham condições de manter a produção de forma sustentável. Para isso o governo precisa dar-lhes uma infraestrutura melhor.

O pior passou, mas se prepare caro leitor, ainda temos mais de um ano comendo desse pão dormido.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, Secretário do Governo e deputado federal (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Domingo, 15 Outubro 2017 12:02

Velho pode significar maior competência

A indicação do deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) como relator na Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, para encaminhar seu parecer na segunda acusação contra o presidente Michel Temer suscitou, de pronto, um mal-estar no seu partido e também uma surpresa nos demais pelo fato do deputado ser um dos mais velhos dentro do Congresso: 87 anos. Mas velho pode significar mais competência.

No fundo foi uma boa escolha porque o deputado Bonifácio tem larga experiência: 60 anos de vida parlamentar, o que lhe dá muita credibilidade junto aos colegas. Assim, tanto o presidente da CCJ, que o indicou, quanto o próprio Palácio do Planalto que torceu pela sua indicação. Assim, todos ficaram tranquilos com a boa condução do processo.

Pessoalmente também torço para que Michel Temer termine este mandato. Torço para que esta equipe econômica continue no trabalho de recolocar a economia nos trilhos e mantenha a inflação baixa. Também sou daqueles que acreditam que o presidente e alguns membros da sua equipe podem estar envolvidos nas acusações da Lava Jato, mas depois de completar seu mandato, que o processem e, se culpado, que pague pelos malfeitos.

Na verdade gostei da indicação do deputado Bonifácio sem mesmo conhece-lo; somente torci por conta da sua idade avançada, pela sua larga experiência política. Não gosto de políticos afoitos, principalmente se jovens e sem experiência. A experiência é que cria no político a capacidade de administrar a Coisa Pública.

Das várias decepções políticas que a falta de experiência mostrou fracassos nas coisas públicas posso citar a atual administração municipal da mais bela cidade balneária catarinense. O atual administrador, um moço que se elegeu por conta do seu jovem perfil de “papagaio de pirata” em frente ao microfone onde cada deputado pronunciava seu voto na cassação da ex-presidente Dilma Rousseff.

Sua pouca experiência administrativa permitiu que as grandes empreiteiras e construtoras continuassem dominando a cidade e hoje disputam para ver qual delas consegue construir o prédio mais alto. Já estão quase prontos os dois maiores da América Latina, prédios com 82 andares. Com 20% do seu mandato já gasto, o prefeito ainda não conseguiu fazer a coisa mais simples de uma administração: recolocar em funcionamento a cobrança do uso do espaço público das ruas para estacionar os carros.

Se experiência é importante? Também cito apenas um exemplo inconteste: Os últimos Prêmios NOBEL.

O Prêmio Nobel foi criado por Alfred Nobel em 1901 e é a premiação mais prestigiada e mais desejada no mundo. De acordo com a vontade de Alfred Nobel, o prémio deveria distinguir "a pessoa que tivesse feito a maior ou melhor ação pela fraternidade entre as nações”.

Fora o Nobel da PAZ que foi entregue neste ano de 2017 a uma Instituição, os demais:

Nobel de MEDICINA teve 3 vencedores: Jefrey C Hall com 72 anos – Michael Rosbak com 73 anos e Michael Warren com 68 anos.

Nobel de QUÍMICA também com 3 ganhadores: Jacques Dubochet com 75 anos – Joachin Frank com 77 anos e Richard Henderson com 72 anos.

Nobel de FÍSICA também com 3 ganhadores: Barry Barish com 81 anos – Kip Thorne com 77 anos e Rainer Weiss com 85 anos.

Nobel de LITERATURA: Kazuo Ishiguro, com 62 anos – o mais jovem dessa turma toda.

Nobel de ECONOMIA: Richard Thaler, com 72 anos.

Assim bem discriminadas as idades dessas onze personalidades fazem uma média geral de quase 75 anos e, com isso, se comprova que a competência tende a se externar mais em idades mais longevas.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, Secretário do Estado e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Domingo, 01 Outubro 2017 08:08

Seja curioso, leia

Toda vez que acabo de ler um bom livro penso que deveria indica-lo para ser lido aos meus amigos. Todavia, não tenho feito isso ultimamente porque os últimos que andei lendo não me deixaram tão empolgado para isso.

Nesses últimos meses minhas leituras se resumiram apenas a bons artigos em jornais e revistas feitas por bons jornalistas especialmente acerca da situação política do Brasil e, por conta disso, hoje faço questão de destacar aqui o que gostei e vou me atrever sugerir que meus leitores leiam também.

Vale a pena você ler, na última página da revista Veja, a de número 2549, o artigo de J.R.Guzzo com o título “Chegará a hora”. (http://veja.abril.com.br/revista-veja/chegara-a-hora/) Trata-se daquela palestra do General Mourão, um General da ativa, membro do Alto-Comando do Exército e ligado aos serviços de informação, uma palestra proferida numa Loja Maçônica. Fardado, o General disse que “ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”.

A análise de J.R.Guzzo é precisa e reflete o pensamento de 99% dos brasileiros, segundo ele. A análise dele preenche uma página inteira da revista Veja e depois de lê-la você vai concordar comigo que seu autor tem toda razão. Além de gostar do artigo você vai entender a posição dos militares que estão hoje no comando das Forças Armadas – com certeza vais gostar do comentário.

Outro comentário que separei e convido você, caro leitor, a ler é um artigo de Hélio Schwartsman, excelente jornalista da Folha de São Paulo, do dia 26/09/2017, pág. A2 (https://www.portalaz.com.br/blog/blog-do-murilo/403977/possivel-fraudar-as-cotas-por-helio-schwartsman ) é acerca de um assunto muito discutido hoje: As cotas para negros nas Universidades. Hélio discorre rapidamente sobre este assunto e em poucas linhas diz que “Trocando em miúdos, não sabemos dizer, com um mínimo de objetividade, quem é negro”. Por isso nos convida para contornar essa encrenca de cotas e trocar o nebuloso critério racial pela mais mensurável renda familiar. Leia, vais gostar...

Certamente você leu ou, pelo menos, acompanhou pelos noticiários a decisão do STF em que, por três votos, numa Turma de 5 membros, o Supremo destituiu do cargo de senador Aécio Neves PSDB). Além do que ainda determinou o recolhimento domiciliar noturno do mesmo. Se você é contrário a essa decisão do STF deves ler o artigo do jornalista Demétrio Magnoli (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2017/09/1923137-guerra-de-poderes-compoe-o-cenario-de-anarquia-desejado-pelos-pregadores-da-ruptura.shtml ) do dia 30/09/2017 na Folha de São Paulo.

Agora, se você é a favor da decisão do Supremo vais encontrar muitos artigos defendendo a obediência à Justiça. Os artigos quase sempre começam dizendo: - decisão da Justiça não se discute, cumpre-se... Acontece que hoje precisamos, sim, discutir porque estamos trilhando caminhos minados e não é boa hora para reconhecer que ministros do STF podem destituir um senador, ou mesmo um deputado federal. Pense bem

Para completar minhas indicações de hoje leia também o artigo de Nizan Guanaes publicado na Folha de São Paulo dia 26/09/2017 (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nizanguanaes/2017/09/1921759-intervencao-civil-ja.shtml ). Nizan não é jornalista é um grande empresário e escreve a cada duas semanas na Folha e o artigo dele é uma concitação para que façamos uma Intervenção Civil contra esse Estado velho e incompetente.

Seja curioso, leia...

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, Secretário de Governo e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Segunda, 18 Setembro 2017 07:54

Acreditando no otimismo

Alguns caros amigos, meus leitores costumeiros, me aconselharam deixar de lado o pessimismo, pois os últimos artigos, segundo eles, estariam mostrando isso e não gostaram de ver a ideia em mim.

Não é pra menos; não está nada fácil manter otimismo com todos esses escândalos sendo mostrados todo santo dia nos noticiários. Mas vamos lá...não me custa tanto de um limão fazer uma limonada. É o caso, por exemplo, daquelas enormes malas do Geddel Vieira Lima recheadas de dinheiro. Mais de 50 milhões de reais escancarados ao público, que imagino, deixou todo mundo de boca aberta.

Um escândalo extraordinário porque veio demonstrar o descaramento de um alto membro do atual governo – e de governos anteriores diga-se, pois fez parte de outros governos antes do atual. Considero esse escândalo como um dos melhores gols feitos pela Lava Jato nessa disputada entre ela e os corruptos deste país.

Duas coisas boas aconteceram na descoberta das malas do Geddel (olha meu otimismo aflorando aí): a primeira: o dinheiro já está de volta pro seu dono... e em cash! A segunda: agora fica mais difícil para políticos corruptos; corruptores intermediários e empresários gananciosos alegarem que não era propina, mas doação para campanhas.

Aquela montoeira de malas e caixas cheias de dinheiro está gravada no subconsciente das pessoas e tende a desmoralizar todos os atuais políticos, acusados ou não; infelizmente. Ou você, caro leitor, se atreveria hoje a dizer em alta voz: este não, ponho a mão no fogo por ele?

Uma boa consequência disso? A transparência nos gastos públicos começa a ficar mais clara e veio da presidência do STF através de uma determinação da ministra Cármen Lúcia para que todos os ganhos dos ministros do Supremo sejam devidamente explicitados. Certamente isso vai gerar um efeito cascata, de cima para baixo – é o que se espera – e todos os funcionários da Justiça terão seus ganhos detalhados ao público.

Outras duas consequências boas vieram da delação premiada de Antonio Palocci nessa semana passada; a primeira: liquidou de vez com a candidatura de Lula à Presidência da República e a segunda porque passou um verniz protetor no juiz Sérgio Moro fortalecendo-o muito, tanto que nenhum político irá enfrentá-lo na ofensiva. Se Lula imaginava fazer de seu depoimento no dia 13 um palanque para 2018, errou o pulo.

Como o tempo está ficando curto, nesta semana o Congresso deverá definir as normais quanto às eleições de 2018. De importante nada deve ser aprovado porque a preocupação dos atuais congressistas é com eles próprios e suas campanhas. Mas seja você também caro leitor um otimista: em pouco mais de um ano o Congresso será outro e prevejo atitudes corajosas e muito ousadas no novo Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados – a Casa do Povo.

Este crucial momento político em que o País está mergulhado será uma ótima oportunidade para expiarmos os erros e implantarmos uma nova ética na sociedade e assim todos nos beneficiaremos no futuro. Winston Churchill, homem que governou a Inglaterra, uma das maiores nações do mundo durante um período de grandes dificuldades da história moderna disse: “O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê uma oportunidade em cada dificuldade”.

Agora só nos resta acreditar no exemplo de Churchill e sermos otimistas.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Governo e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Segunda, 04 Setembro 2017 15:55

Não vivemos num país sério

Quando Charles De Gaulle era presidente da França disse que o Brasil não era um país sério. Na semana passada constatei que ele tinha razão porque acompanhei abismado alguns fatos que se contados na França, ou em qualquer outro país desenvolvido, todos iriam acreditar que realmente não vivemos num país sério.

Sim, coisas esquisitas andam acontecendo no Brasil. Na semana passada precisei me questionar algumas vezes para ver se não estaria sonhando. Li nos jornais e acompanhei pelos noticiários que um ministro do Supremo mandou soltar um sujeito que estava preso por desviar dinheiro público. Questionado por que não havia se declarado impedido já que havia sido padrinho de casamento de uma filha desse mesmo sujeito, o ministro alegou que sua esposa havia sido madrinha da noiva, não ele, ministro.

Mais: não justificou e nem explicou que sua esposa trabalha no escritório dos advogados que defendem o sujeito acusado de roubar dinheiro público.

Dois dias depois um Juiz Federal decretou novamente a prisão do mesmo e, pela segunda vez, o ministro do Supremo mandou soltá-lo novamente – agora perdoe-me, caro leitor, mas se você não acha esquisitas as decisões desse ministro, então você deve ser parente da Salomé – aquela do Chico Anísio.

Outra esquisitice neste país também na semana passada: o Presidente Michel Temer viajou para a China e, como não temos um vice, assumiu a Presidência da República o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. A Presidência da Câmara passou a ser exercida pelo segundo vice-presidente da Casa: deputado André Fufuca.

Deputado de primeiro mandato do Estado do Maranhão e que tem apenas 28 anos de idade. Não tenho nada contra seu nome (Fufuca) e muito menos contra a falta de experiencia nos seus 28 aninhos completados no domingo passado; contudo, nesta semana entram em pauta para discussão na Câmara dos Deputados as Reformas, tanto a Eleitoral, como a da Previdência que têm prazos exíguos para ser examinadas e discutidas. Perdoem-me, mas esse deputado, pela falta de experiencia, não tem condições de conduzir os trabalhos. Caso esquisito esse também e você bem sabe que é porque estamos num país que não é sério – como diria novamente o General De Gaulle.

Outro caso esquisito e que me deixou muito triste na semana passada foi saber que um dos meus netos, Marco, que passou em primeiro lugar no vestibular de uma Faculdade Particular e preferiu cursar uma Universidade Federal, onde também obteve ótima classificação. Depois de alguns meses frequentando a Federal, obrigou-se a desistir dela.

Sim, fiquei triste, mas não porque Marco saiu da Federal para uma Particular; nisso ele tomou a atitude correta porque, as aulas foram iniciadas com cinco meses de atraso. Isso porque o ano letivo anterior precisou ser prorrogado em virtude da greve dos professores no ano passado; e depois, nesses primeiros meses de aulas, segundo ele, o não comparecimento dos professores tornou-se sistemático; ora por conta de licença médica, ora porque o substituto não foi acionado.

Enfim, estou triste porque, junto com o Marco constatei que as Universidades Federais desmoronaram. Estou triste porque elas foram o desejo desde sempre de todo jovem em poder cursar uma delas e foi o desejo de meu neto também. Lamento, Marquinho, infelizmente preciso te dizer que será mais fácil recuperar o BNDES e a Petrobrás que restituir o prestigio às Universidades Federais.

Sim, preciso reconhecer que Charles De Gaulle tinha razão, este não é um país sério – pelo menos com suas administrações públicas.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras, foi vereador, Secretário do Estado e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Segunda, 07 Agosto 2017 07:12

Acusações que cansam a todos

Um fim de semana em que novamente preciso fazer um artigo e desta vez determinado a não comentar os últimos acontecimentos políticos nacionais. É uma recomendação de amigos e concordo com isso, até porque esse questionamento ao atual governo federal está se tornando cansativo pra todo mundo, inclusive para meus leitores.

Tudo bem, mas de antemão confesso que é difícil largar os assuntos políticos, afinal, sempre foi assim na maior parte da minha vida. A política partidária entrou cedo na minha vida. Aos 23 anos já estava fazendo campanha para me eleger vereador na pequena cidade de Pato Branco, Estado do Paraná e para isso tinha o incentivo e a ajuda firme de um ex-vereador, meu pai.

Eleito com uma expressiva votação, o quinto vereador mais votado do município, já na Primeira Legislatura fui eleito Secretário da Mesa Diretora. Tendo em vista que o Presidente da Câmara, João Dalpasquale, ter se licenciado exerci, então, a Presidência do Legislativo Patobranquense durante quase todo aquele período.

Naqueles tempos vereador não recebia salário e também não tinha qualquer funcionário para assessorá-lo. Nem mesmo a própria Câmara de Vereadores os tinha. Eles eram requisitados à Prefeitura que os cedia para trabalhar nos dias em que havia Sessão no Legislativo – uma ou mesmo duas sessões semanais.

A primeira impressão que transparece é de que naqueles tempos não havia tanto trabalho, mas havia sim. A diferença dos dias de hoje com aqueles de antigamente é que hoje as Câmaras de Vereadores têm uma estrutura muito grande e a maior parte dos trabalhos – e dos gastos, claro – está voltada para atender a própria Casa.

(Cruzes! Lá fui eu navegar pelo passado. Bastava dizer que a política partidária está de todas as maneiras entranhada na minha vida, como disse no começo e estaria justificado para comentar a cerca de qualquer outro assunto; e pronto. Mas já que comecei...)

Ainda preciso acrescentar que dei um tempo na questão político-partidária a partir de 1964 quando os militares tomaram conta do país. Por conta disso larguei mão das coisas políticas e mergulhei Brasil a dentro; fui abrir lavouras novas no Estado de Mato Grosso. Certamente tomei uma das decisões mais difíceis na minha vida – mas foi acertada.

Se fui infectado novamente pelo vírus da política partidária em 1986, ou teria sido uma recaída ao mesmo vício, não saberia dizer, mas lembro que fui estimulado para que isso acontecesse pelo irmão Alceni e pelo médico, George Takimoto – que acabara de se eleger Vice-Governador – para que aceitasse comandar uma Secretaria no Governo do Estado.

Quatro anos trabalhando diuturnamente sob o comando de um governador (Marcelo Miranda) dinâmico e bem intencionado. Juntos conseguimos iniciar o processo da industrialização do Estado e foi pelo bom trabalho naquela Secretaria que me levou a ser candidato à Câmara dos Deputados em 1990. Terceiro candidato a deputado federal mais votado do Estado – ainda hoje sinto muito orgulho disso.

Em 1998 lutei, como candidato a vice-governador, para eleger Pedro Pedrossian ao governo do Estado; não conseguimos. O Partido dos Trabalhadores (PT) emplacou no MS seu primeiro governador. Foi a partir daí que os governos petistas iniciaram sua maneira de administrar a coisa pública.

Neste final de semana penso que poderia, sim, ter feito um pouco mais na política partidária e não ficar apenas no voto, como foi a recomendação de meu pai – ele que teve três filhos eleitos deputados federais. Contudo, se vivo fosse certamente não recomendaria fazer parte desta atual maneira de fazer política e estaria também cansado das acusações aos atuais políticos.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Terça, 25 Julho 2017 17:42

Aumento de impostos

Você viu? O governo federal aumentou impostos e logo nos combustíveis que certamente irão influenciar os preços dos fretes e, por consequência, a economia como um todo.

Naturalmente você deve ter pensado, assim como também pensei, que tendo em vista a crise política em que o país se encontra o governo não deveria tomar esta atitude. Este governo está pedindo para levar vaias pensamos nos dois. E não deixa de ser verdade porque a FIESP já encomendou outro pato amarelo a fim de protestar contra o aumento de impostos.

Até a oposição já saiu vibrando por receber mais este motivo para continuar com o “Fora Temer”.

Mas veja bem, caro leitor, os banqueiros (nem sei o porquê, mas não gosto de banqueiros e rentistas em geral), esses caras competentes que administram as finanças do governo brasileiro e são capitaneados pelo atual Ministro da Fazenda podem não ter encontrado outra forma para fechar as contas.

Contudo, minha impressão é que eles estão apertando a corda no pescoço dos congressistas para que aprovem a Reforma da Previdência. Se a intenção foi esta, eles estão cobertos de razão, pois é aí que está a solução do problema, aprovar uma boa Reforma na Previdência. Para isso temos o exemplo do Rio de Janeiro que por incompetência administrativa – ou mesmo pela roubalheira dos políticos – hoje não consegue pagar em dia suas contas nem mesmo dos seus funcionários, que dirá, então, dos aposentados.

Na questão das aposentadorias, para exemplificar, constatei um caso de uma saudável jovem senhora de 50 anos que disse estar aposentada no Estado do Rio de Janeiro, mas trabalha desde 2003, numa loja de venda de peças de aviões em Miami. Nem me atrevi perguntar se nesses 14 anos que está trabalhando nos Estados Unidos teria continuado a pagar as devidas contribuições porque sua resposta poderia ser outra surpresa ainda maior.

Milhares de exemplos de aposentadorias precoces existem, mas com uma boa reforma na Previdência não poderão ser criadas outras e assim se acabaria com essas regalias daqui para frente, pois além de prejudicarem as finanças públicas, essas aposentadorias precoces tiram do trabalho no melhor momento da vida, em relação a sua produtividade, bons funcionários. Ou seja: funcionários se aposentam quando estão na melhor fase produtiva de suas vidas. Claro, saem para prestar serviços a particulares, ou então, para montarem um negócio próprio e aí está um grande prejuízo ao Poder Público.

Além dos escandalosos casos de aposentadorias precoces há um excesso de funcionários que multiplicam suas despesas, como mordomias de todo jeito; férias de três meses ao ano e despesas de toda ordem. Sim, a Reforma da Previdência precisa ser bem-feita não apenas para que Estados e União possam pagar suas contas, mas para que os governos voltem a ter capacidade para investir mais em bens comuns como saneamento básico, saúde pública, transporte urbano, educação e em estradas – especialmente em ferrovias.

Depois de uma boa reforma na Previdência vamos lutar para que um novo governo privatize todas as empresas públicas que, como estamos vendo através da Lava Jato, serviram bem até aqui, mas nestes últimos anos tornaram-se cabides de empregos e em roubalheiras de políticos. Se dizendo isso desagrado algum esquerdopata nem lamento porque sei que este aumento de impostos que agora você e eu teremos de arcar é por conta das más administrações de muitos deles.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Governo e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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Segunda, 10 Julho 2017 08:00

Tempestade Perfeita se formando

A denúncia apresentada pelo procurador Rodrigo Janot na semana passada contra o presidente Michel Temer acabou balançando ainda mais a sustentação do presidente no cargo. Tudo indica que está se formando uma Tempestade Perfeita no atual governo.

Digo isso porque parece que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi picado pela mosca azul e encolheu a defesa que vinha fazendo a favor de Michel Temer. Como sucessor direto que é do presidente, caso aceita a denúncia contra Michel Temer, Rodrigo Maia irá substitui-lo por seis meses e imagino que este é o desejo do atual presidente da Câmara dos Deputados.

A seu favor Michel Temer terá possivelmente ainda nesta semana a aprovação da Reforma da CLT e deverá usar essa conquista para fortalecer sua permanência no governo. Isso lhe reforçará o discurso de que somente ele seria capaz de aprovar a Reforma da Previdência – hoje extremamente necessária.

Também lhe dará mais ânimo para ter os votos necessários na CCJ, Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara dos Deputados que irá apreciar a acusação que lhe move o MPF. A vitória na CCJ não é decisiva, mas serve para influenciar a votação final que será feita no Plenário da Câmara.

Não acredito que Michel Temer seja afastado pelo plenário da Câmara dos Deputados porque são apenas 175 votos, dos 513 deputados, que ele precisa. Porém, não dá para subestimar alguns perigos que se evidenciam. O primeiro deles é a força da oposição. Afinal, ninguém desconhece a capacidade da militância do PT pela busca de um comando político; ainda mais agora que se trata de dar o troco a Michel Temer.

Que a oposição, agora representada pelo PT, PSOL e etc. prefiram Rodrigo Maia a Michel Temer governando até as próximas eleições é compreensível, pois com isso a Reforma da Previdência fica do jeito que eles preferem. Ou até nem fica e assim o país mergulha na esculhambação em que se encontra o Rio de Janeiro: sem conseguir pagar suas contas e sem condições de implementar obra alguma. Esse “quanto pior, melhor” serve apenas para manter aquele discurso demagógico, mas isso incomoda o esforço para consertar a economia.

Depois, ainda precisa considerar que dois partidos leais ao presidente Temer tendem a se afastar dele. Me refiro ao PSDB que parece vai mesmo desembarcar deste governo; pelo menos é o que sinaliza seu atual presidente, Tasso Jereissati. Outro partido, o DEM, partido do presidente da Câmara dos Deputados, se afastaria mesmo. E por que não? Afinal, parece que somente assim os democratas teriam um presidente governando o país.

Apesar de demonstrar certa insegurança até mesmo na sua postura física, o deputado federal Rodrigo Maia tem a orientá-lo o sogro, Wellington Moreira Franco que está ao lado do presidente Temer. Foi de lá que saiu a indicação de seu nome para presidir a Câmara dos Deputados. Tem mais: seu pai, Cesar Maia, ex-governador do Rio de Janeiro que de bobo não tem nada, quer ser senador e com um filho presidente do Brasil, essa luta ficaria bem mais fácil.

Pois é, apesar de Rodrigo Maia nem de longe ter a experiencia de Michel Temer para completar este pouco mais de ano para as próximas eleições, mesmo assim, parece que está se formando uma Tempestade Perfeita em seu favor. Tempestade Perfeita é quando qualquer evento em que uma situação fica drasticamente agravada em decorrência de uma combinação excepcionalmente rara de circunstancias.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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