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José Vasconcellos

José Vasconcellos

O homem nasce e torna-se adulto. Como adulto, primeiramente, é classificado como JOVEM, que é o período da idade quando desfruta dos folguedos da juventude, despreocupado, sem nenhum compromisso, vivendo às custas do pais.

Mas, como não há bem que sempre dure e tampouco mal que não se acabe, a idade avança, o jovem amadurece e a vida cobra-lhe algumas decisões que precisa implementar, porque o tempo dita o ritmo natural de como a vida deve fluir, com todas implicações que regem a existência do ser humano, no seio de uma sociedade civilizada, que cobra o desempenho de cada um, conforme os costumes.

Essa imposição natural que cobra a moral e o desempenho de cada um, como criatura civilizada, é a argamassa que agrega a sociedade, mantém a solidariedade, favorece a manutenção dos bons costumes e protege a família, como célula social.

Consolidada uma profissão, decorrente dos estudos que realizou, no período da formação educacional, usando o que aprendeu, busca realizar-se com o casamento! Constituída a família, nascem os filhos. Os filhos crescem e a idade daquele que um dia foi jovem, avoluma-se!

Casado, com filhos crescidos, o homem entra na categoria de COROA, aí pelos trinta anos de idade e como tal caminha pela vida até os sessenta, quando é classificado como IDOSO, critério social que o leva até os oitenta anos, quando recebe nova classificação: a de ANTIGO.

Em cada uma das suas faixas etárias vividas, o homem revela manias, costumes, modos variados de reação diante dos eventos que a vida apresenta-lhe, assim como trata seu compromisso com o casamento de forma variada, cumprindo ou deixando de cumprir seu juramento religioso.

Todavia, de uma maneira geral, cada faixa etária revela uma personalidade do homem. Adulto, tem sorte quando encontra um trabalho que combina com sua capacidade profissional e, por conseqüência, evolui materialmente ganhando o suficiente para sustentar a família e amealhar bens, que vão formar seu patrimônio, consolidar sua situação no seio social e garantir-lhe futuro tranqüilo.

Analisadas as etapas da vida do JOVEM, do ADULTO e do COROA, vamos adiante, para analisar aqueles que já emplacaram uma considerável etapa na fluência do tempo, neste caso os IDOSOS e os ANTIGOS. Estas duas últimas classificações existem pelas bênçãos de Deus, preservados que foram, enquanto muitos outros mais jovens tombaram antes de atingir a plenitude da idade, prevista para o homem.

A partir dos sessenta anos, tem-se o IDOSO como criatura protegida por lei, tal e qual a capivara e o jacaré. Infringir um direito conquistado pelo IDOSO é desafiar a lei que o protege e prescreve, ao infrator, pesadas penas (!!!)

A princípio distingue-se o IDOSO do ANTIGO, observando-se de que maneira contam a mesma estória. Um IDOSO quando a conta, diz: “— Cachorro picado por cobra, tem medo de lingüiça!” Já um ANTIGO, contará a mesma estória de maneira diferente: “— No meu tempo, sempre amarrei cachorro com lingüiça!”. A lingüiça entra nas duas estórias mas registra épocas diferentes bem delineadas pelo procedimento em relação ao cachorro, o melhor amigo do homem em todos os tempos.

Outra forma de reconhecê-los será observar, como cada um deles, ao contar uma estória, como iniciam o relato: o IDOSO: “— No meu tempo...!”; e o ANTIGO: “— Naquele tempo!...”

Registra-se, também, que tanto o IDOSO quanto o ANTIGO têm sido presas fáceis de estelionatários etiquetados como evangélicos, que lhes arrebatam, como pagamento de uma irrealizável indulgência, a pensão que recebem para manterem-se, prometendo uma garantida vaga no céu. Esses estelionatários têm a pachorra de se intitularem bispos, profetas e até apóstolos. Já chegaram a vender terrenos no céu! E o pior: encontraram compradores !!!

Hipocritamente, os estelionatários da fé praticam a heresia de tirar proveito dos crédulos e simplórios, já no epílogo da existência, usando o nome de Deus em vão. Sustentam a safadeza com uma Bíblia na mão, atentos ao que podem tirar daqueles cristãos, que já no fim da vida procuram acercar-se de Deus. Não se preocupam, os escroques, de como os despojados — inclusive da miserável pensão que recebem — poderão viver.

Multiplicam-se as seitas atrás do dízimo e de todas outras vantagens, com nomes exóticos garimpados na Bíblia. O único objetivo: explorar a ignorância dos crédulos e deles tirar todas as vantagens possíveis.
Até falsos “milagres” são encenados! Aleluiah! Aleluiah! Aleluiah!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras
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Quinta, 16 Agosto 2018 20:57

O filho que não queriam

Houve um tempo em que o cinema francês apresentou uma série de filmes, todos tendo como personagem principal um padre, envergando uma batina preta, com o nome de Dom Camilo.

Nas suas andanças, Dom Camilo inteirava-se dos problemas sociais dos seus paroquianos e a eles recomendava, com suporte nos ensinamentos da Igreja e nas parábolas que inventava, a melhor e mais racional solução para eles.

Lembro-me de um desses filmes, onde Dom Camilo, informado da revolta de um pai que, tendo conhecimento da gravidez da filha, queria expulsá-la de casa, incontinenti, dirigiu-se à casa do seu paroquiano para contornar a situação vexatória em que se encontrava a pobre e desamparada moça.

Diante daquele pai furioso, Dom Camilo, calmamente, contestou a impropriedade daquela revolta, e o fez ouvir a seguinte parábola: “Se sua cachorra volta para casa prenhe, você arruma um lugarzinho para ela procriar; se um pardal faz o ninho sob o beiral da sua casa, você o deixa chocar seus filhotes; mas quando sua filha, sangue do seu sangue, noticia que vai ter um filho – seu neto – você quer jogá-la na rua!”

As palavras de Dom Camilo, calmamente pronunciadas, cobraram a razão daquele homem inconsolável, que quedou-se aos argumentos do padre e perdoou a malsinada filha.

Observe, a intervenção de Dom Camilo não era em defesa da licenciosidade, que fomenta a irresponsabilidade, indutora a que muitas mocinhas, despreocupadas com as conseqüências do erro, aviem-se desprezando os valores morais, que devem orientar suas existências.

A conduta da humanidade civilizada, sempre, há de nortear-se com as vistas voltadas à preservação dos melhores costumes, para enfrentar as vicissitudes da vida, sem o que, fica comprometido seu próprio futuro.

Muitas vezes, entretanto, a inexperiente e indefesa mocinha é vitimada pela lábia de um reles vagabundo que, descoberta a prenhez daquela que jurou amar e proteger, revelando uma incrível covardia: nega qualquer responsabilidade no evento. Nesse momento, é que a pobre moça, tardiamente, constata a falta de caráter daquele sujeito a quem se entregou, surda – em muitos casos – aos conselhos da mãe.

Confusa e aterrorizada com a possível reação do pai, pensa pedir a compreensão e o apoio da mãe, mas quer preservá-la da acusação de que ela fora cúmplice, para que aquela gravidez acontecesse e o envergonhasse.

Resta-lhe o aborto. Não o conseguindo e nem de outra forma livrar-se do feto, apenas um pingo de gente, mas que se afigura um gigante como problema, sente-se perdida, falta-lhe chão para que se mantenha de pé.

Seus temores e aflições, somados aos efeitos do estado puerperal, que desequilibra, confunde e afeta, suas emoções, sem que ninguém a desperte e lhe ofereça a mão, ela estará a um passo, da decisão de descartar o nascituro numa lata de lixo.

E isso vem acontecendo, cada vez com mais freqüência.

Analisadas todas as implicações da gravidez indesejada, presentes os valores morais que devem orientar o homem, conforme os ensinamentos de Cristo, com nobreza de espírito impõe-se-lhe que ampare a futura mãe, dispensando-lhe os cuidados necessários durante a gestação, até que o filho venha ao mundo, como criatura de Deus.

Acompanhei, como advogado, alguns casos e testemunhei a revolta e o desconforto dos pais que, ao constatarem a gravidez da filha solteira, argumentaram que sempre cuidaram daquela menina com todo amor, que nunca lhe faltou nada! Como pôde trocar seus sonhos de moça, pela vergonha dos pais? Jogou fora seu futuro! Estragou sua vida!

Outro, embora surpreso, mas verdadeiramente cristão, pediu apenas que colocassem na menina o nome de “Perola”. — É uma jóia que achamos!”, disse com humildade e resignação.

Como interveniente conselheiro, assinei como testemunha algumas certidões de nascimento. Posso jurar hoje, que pelo menos três avós que conheço de perto, não abrem mão dos seus netos. Eles são seus inseparáveis companheiros! Seus amigos, de todas as horas.

Dom Camilo tinha razão: coloque a compreensão da natureza e o amor à frente, e o mundo será sempre mais cristão, mais justo e mais feliz!

Então se sua filha aparecer em casa grávida, entenda que o evento não é o fim do mundo, é apenas um teste que Deus faz, para aferir se você é, verdadeiramente, Seu filho!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras

“Decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 07 de agosto de 2006, com o objetivo de proteger as mulheres da violência física e verbal. A lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) tornou mais rigorosa a punição para agressões contra a mulher quando ocorrida no âmbito doméstico e familiar”. (Google)

No seu art. 80, dispõe: “A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, tendo por diretrizes...” “altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências”. (Google)

A Lei Maria da Penha, nascida da coragem de uma mulher - da própria Maria da Penha — seria a redenção, a liberdade, o fim da truculência doméstica contra as mulheres, especificamente, esposas que apanhavam e continuam apanhando dos maridos. O efeito mais marcante da referida Lei Maria da Penha, pelo que se observa prima facie foi o aumento incontrolado dos homicídios contra as mulheres e a queixa das que sobreviveram, de que fizeram vários “Boletins de Ocorrência” na Polícia e só colheram ameaças de morte do cônjuge denunciado.

Explica-se o aumento dos assassinatos, o fato de que as mulheres acreditaram nos efeitos da Lei Maria da Penha, e aquelas esposas ou companheiras que sofriam violência física em casa e mantinham-se caladas, animadas então, pela promessa de proteção estabelecida na “Lei Maria da Penha”e acreditando na ação da Polícia e no amparo da Justiça, puseram a boca no mundo, denunciando a violência que sofriam.

Multiplicaram-se os Boletins da Ocorrência na Polícia, órgão que tinha e têm, por dever de ofício, protegê-las — faltou-lhes, contudo, a prometida proteção — e, concomitantemente, a denúncia enraiveceu ainda mais o degenerado marido, que intensificou a truculência, investindo contra aquela frágil mulher, que ele jurando amor eterno, tirou da casa dos pais, prometendo-lhe proteção na saúde e na doença, até que a morte os separasse.

Sabe-se que a desavença no lar não é de fácil solução. Posto o marido para fora do lar e proibido de aproximar-se da mulher, a família fica desprovida de recursos para a sua manutenção básica, constituída do aluguel e da alimentação; os alimentos devidos pelo marido depende de ação judicial, que vai demandar tempo. Este desamparo é que tem pesado na decisão da mulher em denunciar as agressões que sofre do companheiro. Apanha, mas não denuncia, pensando, de como vai manter a família. Denunciando, fica sem a manutenção da família e sujeita ao humor do seu carrasco que se mantém a pouca distância mostrando a língua e prometendo que vai matá-la e não raras vezes ele cumpre o que promete.

Veja a manchete do jornal “O Progresso”, edição de 19.07.2018, verbis: “CARMEM LÚCIA QUER CHEGAR A 1000 JÚRIS DE FEMINICÍDIO” — e no corpo da matéria: “A ministra destacou dados do estudo. O Poder Judiciário na Aplicação da Lei Maria da Penha — 2018. O trabalho indicou que juízes baixaram 18% mais ações em 2017, ante o ano anterior. No mesmo período CRESCEU em 12% o total de processos de violência contra a mulher. (...) Nas edições anteriores, desde 2015, a campanha Justiça pela Paz em Casa realizou 995 júris de FEMINICÍDIO.”

O que se constata é que a Lei Maria da Penha animou as desvalidas mulheres que apanhavam em casa — chegando ao ponto de um marido amputar as duas mãos da esposa, conforme mostrou a TV — a denunciar as agressões, o que muitas não fazem pelo receio consubstanciados em dois motivos: o primeiro, é que a mulher evita denunciar porque teme ficar inteiramente desamparada junto com a prole, pelo afastamento do marido; a segunda, é que denunciando não conta com proteção capaz de evitar seu assassinato, como vem ocorrendo em todo território nacional, conforme a estatística acima declinada, publicada no referido jornal “O Progresso”.

Hoje as mulheres brasileiras que sofrem os humores da má formação moral e da patente ignorância dos seus companheiros, sabem — com ou sem a Lei Maria da Penha — “Ficando o marido sevicia; correndo o marido mata!

Recorrer à Polícia ou ao Judiciário, na realidade, não tem afastado o famigerado sujeito, que tem a esposa ou a companheira como sua propriedade particular, e que dela pode fazer “gato e sapato” para provar para si mesmo de que ele não passa de um punhado de esterco de cachorro!

A LEI! Ora a Lei! Já dizia Getúlio Vargas, durante seu reinado de quinze anos.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Disciplina, substantivo feminino, que o dicionário nos traduz como sendo: “Obediência ao regulamento e aos superiores.” Um país que nos dá um incontestável exemplo de disciplina é o Japão com seu povo ordeiro, ativo e disciplinado. Cada um cuida da sua obrigação: a criança japonesa, estando na idade escolar — sem exceção — estará freqüentando uma escola; o adultos, cada um na sua função, trabalhando e produzindo; os idosos não constituem um estorvo, mas um patrimônio familiar, nunca são abandonados num Asilo. Os japoneses cuidam como obrigação normal dos seus genitores e cultuam, com elevado respeito, seus ancestrais, que os considera como parte da história; a história dos nipônicos.

Os japoneses têm consciência de que os idosos, incansáveis, dedicaram toda suas vidas à prole, com competência, disciplina, muito amor e resignação. Sempre fizeram tudo o que podiam, para que suas proles tivessem a chance de vencer.

No Japão, não há crianças vadiando sem rumo, porque o governo e os genitores dessas crianças sabem o que devem fazer e FAZEM, mantendo-as nas escolas, com o objetivo de formar cidadãos honestos, de boa índole, e úteis ao País. As crianças forjadas desde a primeira infância, em escolas — de verdade —, com aulas ministradas por professores — de verdade —, crescem entendendo, perfeitamente, sua função no seio social e já compromissadas com os interesses da Nação e do País.

O trabalho de cada uma dessas crianças, quando adultas — somados — enobrecem a Nação e engrandecem o País, tendo como primordial a disciplina. Mantém-se, os japoneses, longe dos desvios e dos maus costumes dos povos de má formação, que desprovidos dos recursos elementares da educação e sem qualificação para o trabalho honesto, embrenham-se em ações equivocadas para sobreviver. Envergonham a Nação a que pertencem e rebaixam o conceito do País que lhes serviu de berço, obrigando os governantes a construírem, cada vez mais, penitenciárias para compensar as Escolas que não edificaram e os professores que não receberam a devida atenção..

Uma pessoa que palmilha as trilhas da vida, subordinada aos parâmetros da disciplina, será sempre um bom exemplo de cidadão: operoso, honesto em todos os sentidos. Solidário com seus pares e, sobretudo, útil à Nação e ao País a que pertence, ao qual reconhece que deve sua formação e tudo faz para recompensá-lo com seu trabalho e lisura no desempenho da sua função, no seio social.

Onde não há disciplina, a despeito do preço que o indivíduo custa à sociedade para tornar-se um profissional útil, há os que seguem a malfadada trilha da corrupção, da hipocrisia e do vício — tríduo funesto que forja a insegurança social de quem trabalha honestamente. Nenhuma Nação do Mundo está livre desses filhos renegados, todavia a rigorosa disciplina, tradicionalmente imposta aos japoneses, desde tenra idade, quase que elimina os desvios dos seus cidadãos, e o resultado: um País feliz, desenvolvido, aquinhoado com todos os avanços tecnológicos, com um número reduzido de escroques e de penitenciárias.

Enquanto a disciplina e a responsabilidade norteiam os japoneses, verifica-se que mais acentuadamente entre os povos latinos, os desvios de conduta e o atraso que essas ações criminosas causam, principalmente, ao nosso desacreditado e saqueado Brasil, onde homens públicos com visões vesgas e canhotas, mansos e reincidentes, saqueiam sem remorsos o dinheiro público, destinado à SAUDE, à EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA, produzindo um atraso social que corrói o País, empobrece a Nação e despoja a pobreza.

Alheios à função, nossos Congressistas amontoam-se diante das Mesas Diretoras, surdos aos pronunciamentos dos seus pares. Tratam com acinte no plenário do colegiado, os “acertos e ajustes” propiciados pela CORRUPÇÃO, mansa e reiterada, beneficiados que estão pela benevolência de leis obsoletas, que desarmam o Judiciário. Sugam os recursos do País com hipocrisia e isenção de remorso, afetando a SAÚDE, a EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA. Pela falta de atendimento hospitalar e por inanição, morrem muitos brasileiros de todas as idades.

Nos países do segundo e terceiro mundo, tudo é diferente do que se vê no JAPÃO, nesses países cresce o número de pessoas abandonadas pela saúde pública; aumentam os analfabetos pela carência ou má qualidade do ensino e, no que tange à segurança — é cada um por si —, e juntos, todos ficam encerrados em suas casas acuados e apavorados, com a audácia e a ousadia dos bandidos.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras
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Terça, 03 Julho 2018 16:46

O sonho de Josafah (The Josafah's Dream)

Josafah, que também acudia por Jósa, acordou com o sol nos olhos, coçou a cabeça, pensou e pensou; ele tinha um sonho e já estava — concluiu — pronto para realizá-lo. Aproveitaria até o ponto e a vírgula da receita que lhe passou uma cigana, para fazer uma MOQUECA DE BUCHADA DE BODE.

Decidido a materializar seu sonho, pulou da rede, comeu munguzá, encilhou o jegue e partiu para a casa do Quinca Cabriteiro, que ficava a meia légua da sua, numa clareira em meio às touceiras de Jurema. Não disse onde ia à sua Maínha e muito menos ao seu Paínho, que ficaram areados vendo o Jósa partir arretado, no lombo do “Lambido”, nome que a Maínha deu ao jegue de estimação, que vivia na peia para atender qualquer precisão.

O encontro com o Quinca Cabriteiro foi uma festa, mesmo porque o Quinca queria empurrar ao Jósa sua filha como esposa. Assustado, Jósa, sempre escorregadio, esquivava-se da proposta. Explicando a que veio, Jósa disse ao Quinca que precisava comprar um BODE, queria um animal de pouca idade, que nunca tenha fumado e nem bebido, para fazer uma receita que lhe passou uma cigana, enquanto revelava-lhe o futuro, que não era lá essas coisas.

A receita revelada pela cigana dizia: “Tome um bode jovem, que nunca fumou e nem bebeu. Antes de abatê-lo, converse com ele, para que o bicho morra sem trauma. Explique que ele, o BODE, tem futuro brilhante, será lembrado e festejado com o passar dos anos, porque cedendo o bucho para uma moqueca, que atenderá o refinado paladar de pessoas ilustres, entrará certamente, para a história, como o “BODE DA MOQUECA do Josafah!”

Jósa voltou para sua casa com o Bode, um caprino branco, porque achou que bode preto lembra coisas ruins, daquelas que só o Padre entende e exorciza, quando a “coisa” pega!

Surpreendidos — o Paínho e a Maínha — com a volta do Jósa com aquele bode branco, queriam saber o que era “tudo aquilo!”. Pacientemente Jósa explicou que ia fazer uma MOQUECA DE BUCHADA DE BODE, conforme receita que lhe dera uma cigana de nome Krem-Milda, quando a encontrou no mercado, em Fortaleza.

E foi assim que Maínha, Paínho e seus nove irmãos e irmãs depois de ouvirem as explicações, permaneceram em silêncio, assuntando para assistirem a morte do BODE!

Jósa afiou a faca, passou a mão pelo pescoço do bode, conversou com ele, explicou isso e mais aquilo, lembrou-lhe coisas do presente e do passado; da primeira Guerra Mundial e também da Segunda, aquela em que o Hitler quase dizimou os ciganos. Afiançou ao humilde e atento BODE, que nem tudo que reluz é ouro e tampouco não é qualquer Moqueca que aspire ser a “Moqueca de Buchada de BODE”, deliciosa, enigmática e sui generis, claro! — iguaria preparada para deixar abestados os experts e areados os tabaréus.

Desfiando o rosário das benesses que o BODE desfrutaria, fornecendo o seu bucho para a moqueca, dentre elas, a mais importante: o reconhecimento publico de que ele deu sua vida, para que fosse realizada uma receita estrangeira, que aflorava de antiga tradição, transmitida boca-a-boca entre os ciganos, etnia nômade com tronco na Índia, congenitamente premonitória, que chegou ao Brasil e nele alcançou o Ceará, para descortinar o futuro dos nordestinos e a eles ensinar “coisas”.

Os esbanjamentos verbais, para induzir o BODE de que sua morte seria por uma causa nobre, soberba e interessante ao desenvolvimento da ciência culinária regional, que com o tempo alcançaria todo território nacional, empolgando os paladares mais exigentes, e claro, com mais alguns ajustes e aperfeiçoamentos, seria, incontestavelmente, um prato internacional.

O sonho de Josafah — nascido em meio às juremas e os facheiros na caatinga nordestina — que um dia emergiu dos seus pensamentos à sombra de um Juazeiro, do qual lembrava-se apenas dos bandos de arribançans que cruzavam os céus, indicando que o tempo estava mudando. Naquele dia, sentiu que poderia ser famoso, prestigiado e cortejado pela alta sociedade do seu Ceará. Como opção para ser famoso, teria de fazer um prato preparado com buchada — que os nordestinos adoram — mas que fosse de uma maneira inédita, diferente, e isso ele tinha encontrado na receita que lhe dera Krem-Milda, cigana vidente, despachada e arretada, que alcançou o Brasil, onde veio para “ver a sorte” e ensinar como se faz uma moqueca. Uma moqueca de buchada de bode!

Contudo e apesar de tudo, o sentimento nordestino falou mais alto, Josafah apiedou-se do bicho, acovardou-se — NÃO MATOU O BODE e, conseqüentemente, NÃO FEZ a projetada e noticiada moqueca de buchada. Abandonado o sonho, acossado pelo Quinca Cabriteiro que o queria para marido da sua filha, fugiu para S. Paulo, como retirante.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Domingo passado (10/06), quando passava pela rua José Roberto Teixeira, no Jardim Clímax, observei duas crianças indígenas, com idades entre oito/dez anos, escarafunchando num latão de lixo postado diante de uma residência, a procura de comida.

O que poderia nos dizer a FUNAI (Fundação Nacional do Índio — órgão público de direito privado, criado em 1967 para tutelar os povos indígenas, subordinada ao Ministério da Justiça) com representação ricamente estabelecida na Avenida Marcelino Pires, local onde sempre pode-se contar uma dezena de veículos estacionados, que imaginamos pertencer aos funcionários que pagamos com nossos impostos, diante do flagelo da fome que assola os nativos ainda no estágio primário de integração, no caso Guaranis e Kaiwas, senhores incontestáveis da Reserva “Jaguá Piru”, localizada nas bordas do lado Norte, da cidade de Dourados, Estado de Mato Grosso do Sul, que não têm o que comer, precisando recorrer ao lixo doméstico para mitigar a fome? O que poderiam dizer?

As notícias que vemos nos jornais dão-nos conta de inúmeros assassinatos na “Reserva”, onde também acontecem estupros, tráfico de entorpecentes e a patente invasão de uma multiplicidade de pessoas, inteiramente estranhas às etnias declinadas, senhores legítimos da área que lhes foi reservada.

Embora pessoas ignorantes, desinformadas e irresponsáveis não cansem de referir-se a uma tal “Aldeia Bororo”, que faria parte da Reserva “Jaguá Piru”, mais uma vez lembramos que ali não existe essa “Aldeia” e tampouco nenhum indígena dessa etnia, a qual, na realidade, localiza-se no Leste do Estado de Mato Grosso, em Rondonópolis. Os Bororos falam a língua do tronco “Macro-jê”, muito diferente da língua dos índios Guarani-Kaiwa, que habitam a Reserva “Jaguá Piru” (Cachorro Magro).

No tempo do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) que durou até a criação da FUNAI, em 1967, havia na “Reserva” boa integração entre os índios ali residentes — Guaranis e Kaiwas — onde viviam harmonicamente em paz, produzindo o que comiam e vendendo na cidade, com suas carroças, o excedente constituído de milho verde, abóboras, mandioca e outros itens peculiares aos roçados que faziam.

Necessário é registrar que indígenas da etnia Terena, então funcionários do SPI que vieram para trabalhar na Reserva “Jaguá Piru”, com o tempo (conforme informou pessoa ligada à Missão Evangélica Caiuas), trouxeram outros, que foram engrossando a população dessa etnia alienígena, na Reserva. Os Terenas falam a língua “Aruaque” e tem seu território à margem esquerda do alto rio Paraguai (MT) e a leste do rio Miranda (MS). No passado constituíam um subgrupo dos Guanás. Portanto, na realidade são invasores na área dos Guaranis-Kaiwas, que levou ao empobrecimento destas etnias, (às quais alude-se o saudoso ex-governador Wilson Barbosa Martins, no seu livro “Memória, Janela da História”...“...os índios representavam perigo efetivo. Habitantes esparsos, mas vivendo desde tempos remotos no continente, eram ferozes e dificultavam a ação dos povoadores...” “Havia também o Guató, os Kadiwéu, Terena, KAIWÁ, GUARANI e Xaraé” “(...) O índio atormentava as posses, roubava o gado, matava os peões...”

O tempo passou, apaziguaram-se os índios, criaram-se reservas para acomodar as diversas etnias, cada uma delas na sua região de origem, criou-se o Serviço de Proteção ao Índio (SPI); depois a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e então, como testemunhamos hoje, algumas etnias — as menos espertas ficaram sem espaço, empobreceram ao ponto de ver suas crianças morrerem de fome ou de endemias — à míngua de qualquer assistência do Poder Público, embora onipresentes os órgãos destinados à assistência dos indígenas, instalados em majestosos edifícios, com uma única finalidade — amparar e assistir os indígenas — o que não acontece!

Enquanto os índios (índios) vivem confinados nas suas reservas, como os judeus nos Campos de Concentração dos Nazistas, sem voz para reclamar, os políticos encastelados no poder, que vai do Prefeito até o Presidente da Republica, passando por todos parlamentos e milhões de funcionários públicos, todos escorados nos salários cobertos com os impostos que a sociedade paga, fazem-se de cegos para os problemas que comprimem os nativos, despojados e mudos, que lhes retira até as migalhas de que precisam para não morrer de fome!

Até quando, estupefatos, vamos ter de assistir o deprimente espetáculo, encenado por crianças indígenas magérrimas e molambentas, procurando comida nos lixos domésticos, enquanto políticos corruptos roubam-lhes a comida, crime hediondo que se estende indefensável, também contra os brasileiros pobres desempregados, que pouco ou nada têm para comer!

Acordem! Aprendam a votar!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

As notícias veiculadas nas TVs, nos jornais, nas revistas e em qualquer outro órgão informativo, envolvem o mesmo assunto, apresentam a mesma redação com os mesmos parágrafos. Abordam, incansavelmente e repetidamente, o mesmo assunto, num “repeteco” que consolida um descarado escárnio à sociedade, que omissa, impotente e submissa paga com seus impostos um serviço de primeira e não recebe nada em troca.

O contribuinte brasileiro conta com um sistema administrativo do “faz-de-conta”, tipo “engana trouxa” (em que o sujeito, passivamente, deixa-se enganar) como na estória do Jeca Tatu, onde ele, o Jeca, afiança ter capturado um Lobisomem. Todo santo dia, o dia todo, o noticiário informa que o ladrão, o assassino, o vigarista, o pedófilo, o estuprador e qualquer outro escroque detido pela polícia — todos eles! — JÁ TINHAM PASSAGEM PELA POLÍCIA! Eram conhecidos!!!

Tratamos aqui da escória miúda, agressiva como o escorpião, irracional e sanguinária, que se tem revelado assombrosamente nociva e funesta à sociedade, onde assassina pessoas de qualquer idade e de qualquer posição social, para furtar qualquer bem da vítima, que vai dos chinelos aos grampos de cabelo. Matam mães e pais de família desarticulando a célula familiar; médicos e outros profissionais de difícil formação profissional, necessários e indispensáveis ao País.

Os bandidos — a maioria jovens — aleijam pessoas, implantam o terror, deixam mães chorando pela morte dos filhos ou dos maridos. Lesam o País, transtornam a Nação e enlutam as famílias. Tudo isso parece não demover os responsáveis pela segurança pública — a polícia e o judiciário — da incontestável imobilidade em que se encontram, atrelados à absoluta falta de interesse em dimensionar o insustentável momento de terror, que atinge toda sociedade e movimentarem-se — fazendo jus aos proventos que recebem — para minorar o medo daqueles que ainda conseguiram safar-se da violência ou o sofrimento daqueles que ESPERAM POR JUSTIÇA, pelo assassinato de membros de suas famílias, abatidos a tiros como cachorros danados! Por seu lado, o Ministério Público, parte integrante do jogo, tem mostrado um ataque pífio frente à esquadra dos bandidos, que está prestes a ganhar o campeonato.

NADA ACONTECE! Nada! O que se ouve é que o bandido foi OUVIDO e LIBERADO! No judiciário, há um benevolente tratamento ao bandido que o libera de plano e quando já preso, goza do direito de sair por “uns dias”, para comemorar o “Dia das mães”, o “Natal” e outras datas, em companhia dos familiares. Um vez devolvido à rua, não perde tempo para reiniciar sua faina criminosa. Até o presidente da República, sem maiores indagações, comutou, em data recente, a pena de milhares de irrecuperáveis criminosos, assustando a Nação encurralada e atemorizada.

Ocorrido um evento danoso ao patrimônio ou um assassinato, detido o bandido, a notícia que flui da delegacia é que o elemento foi ouvido e liberado, mesmo no caso de homicídio, porque a detenção não foi em flagrante delito. (?) Confira o que prescreve o Art. 312 do Código de Processo Penal, verbis: “Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indicio suficiente de autoria”. Nos artigos 311 a 316 do Código de Processo Penal, os requisitos legais para a prisão.

O sentimento social é que um considerável número de delegados de polícia, na execução da sua obrigação de ofício, esquivam-se de instaurar o inquérito policial, trabalhoso e — muitas vezes, depois de todo trabalho — o serviço é baldado por um juiz, com pouco interesse na administração da justiça e na tranqüilidade social. Assim a polícia, de um lado, procura economizar trabalho, que mais adiante seria jogado no lixo, procedimentos que fomentam a ação dos bandidos no mundo do “faz-de-conta”, onde as pessoas rezam para não serem assassinadas, assaltadas, seqüestradas ou estupradas, enquanto o tempo corre frouxo, ônibus são incendiados e os políticos praticam corrupção, que consideram prioridade.

No Brasil todos conhecem os bandidos, entre eles os políticos ladrões, mas todos gozam de tratamento paternalista, por que as leis: “Ora, as leis?” Como dizia Getúlio Vargas: “As leis representam um incômodo superável!”

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Bastou que um ex-militar sobressaísse como candidato à Presidência da República, para começar fluir notícias oriundas da Central de Inteligência Americana — CIA — “informando” o povo brasileiro de que os generais que governaram o Brasil, no caso Médici e depois Geisel, autorizaram a prática de torturas e execuções de terroristas da esquerda, combatidos numa contra-revolução, intitulada “Deus, Pátria e Família”, que a sociedade pediu. Vitoriosa a contra-revolução de 1964, por um largo período garantiu a paz e a segurança aos brasileiros e implantou grandes obras no País.

Esse suspeito interesse da CIA em imiscuir-se nos assuntos da nossa República, ela poderia e deveria informar aos próprios americanos, o tratamento que os EUA têm dado e vem dando aos prisioneiros mantidos em GUANTÂNAMO, lugar estrategicamente e convenientemente distante da CASA BRANCA, encravado na ILHA DE CUBA e protegido por uma cortina marítima, separando o bem social do mal terrorista, princípio consagrado na “Doutrina denominada Maniqueísmo, fundada na Pérsia por Manes, no séc. III, d.C. que professa uma dualismo estrito, em que o universo é dominado por dois princípios que se combatem, o Bem absoluto e o Mal absoluto”. (Dic. Enc.VejaLarousse).

Aqui no Brasil, a partir de 2003, tomou posse como presidente da República Federativa do Brasil, um político oriundo de um sindicado, o dos Metalúrgicos e nada mais fez que empregar os “cumpanhêros” e franquear o País à CORRUPÇÃO, esvaziando as conquistas sociais conseguidas com o Plano Real. Esse governo “sindicalista”, na realidade nunca deixou o Sindicato, revelou-se durante todo tempo em que seu partido esteve no poder, um protetor dos “torturados”, assim, tratou de indenizar, aposentar e amparar, todos aqueles subversivos combatidos de frente, em 1964, na contra-revolução que correu com os comunistas que queriam, já naquela época, que o Brasil fosse a Venezuela de hoje.

Sem perder de vista a História Universal, registra-se que a Polônia livrou-se do seu “sindicalista” presidente Lech Walessa, enquanto aqui no Brasil, o “líder do Sindicato dos Metalúrgicos” embora presidente da República, continuou “presidente” do tal Sindicato, clamando ao Mundo ser a salvação dos pobres com o “Fome Zero”. Sentindo-se o Pai-da-pátria, qualificou-se como a “Alma mais pura do Universo”. Essas reveladas “virtudes”, atreladas a corrupção afundou o País, que foi definhando enquanto o desemprego agigantava-se, chegando hoje aos treze milhões.

Condenado a doze anos de reclusão por corrupção ativa e passiva, encontra-se encerrado numa jaula em Curitiba (PR), ao redor da qual a militância desmamada choramingas a perda da teta, em que mamavam.
Agora, já próximas as eleições presidenciais de outubro, um órgão alienígena nos encharca com notícias encomendadas, objetivando fazer crer ao eleitorado que candidato que tem afinidade com as Forças Armadas, não é bom para governar o País, porque governos militares torturam e deram sumiço nalguns subversidos. Esse argumento — todos sabermos — é pelo temor de que, se eleito o já temido candidato que vem marcando boa posição nas pesquisas, ele vai acabar com a podridão que alimenta a deslavada e mansa corrupção em todos setores da administração pública, que devora o País, promovendo o desemprego e o empobrecendo a Nação.

Lembremos, como sul-mato-grossenses, que foram os governos militares que nos trouxeram energia elétrica com a construção da Usina Hidroelétrica de Itaipu, e nos redimiu da escuridão; rodovias que demandam outros Estados foram asfaltadas; a ponte do Porto XV foi terminada; telefonia, e ainda tivemos segurança patrimonial e individual para todos. Grandes obras foram implantadas, como a Ponte Rio-Niterói, sempre sonhada pelos cariocas.

Por seu lado, o que fizeram “os torturados” pacientes da CIA: quebram a Petrobras; compraram a Refinaria de Pasadena, construíram e inauguraram obras no exterior, como o Metrô de Caracas, na Venezuela; o Porto de Mariel, em Cuba; Linha de Alta Tensão entre Itaipu e Assunção, no Paraguai; premiou a Bolívia com uma Refinaria! Aqui no Brasil, a militância tentou implantar a transposição do Rio São Francisco, que já consumiu o dobro do orçamento inicial, em quase cinco bilhões, mas a obra encontra-se enroscada (?). No elenco das obras prometidas, só promessas e o desfalque nos Cofres Públicos.

A CIA não sabe é que a militância fez migrar o “Bolsa Educação”, do governo anterior, para o “Bolsa Família”, sepultando a educação e perpetuando o aliciamento de eleitores. Sabendo pouco sobre o Brasil, a CIA deve cuidar de assuntos do seu próprio País, principalmente os relacionados com Guantânamo.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Como prioridade inescusável, cabe ao vereador representar o contribuinte municipal ouvindo suas reivindicações, e também, com absoluta preferência, atendê-los, porque é com os impostos que ele (o munícipe) paga, que a “Maquina municipal” funciona ou pelo menos finge!

Vejamos: as calçadas de Dourados é uma vergonha: decoradas com lixo, galhos, restos de construção, mato, desníveis, obstáculos, buracos e outras barbaridades inconcebíveis. Esses pavimentos destinados aos pedestres, exigem-lhes que andem com os olhos pregados no chão, para não levar um tombo.

O desarranjo, o abandono, o descalabro, a ausência de qualquer preocupação em reparar e limpar as calçadas, em Dourados, ganha qualquer concurso. O DESCALABRO começa no centro — na zona nobre da cidade — e irradia-se como os raios do sol, para que todos vejam, avaliem, sintam na pele o desconforto e cuidem-se para não tropicar ou cair num buraco.

A pavimentação das ruas, por seu lado, apresenta-se razoável nalguns trechos e tenebrosas em outros, onde os buracos marcam maciça presença e acomodados, sem pressa, aguardam as providências da Prefeitura. O Governo do Estado, onipresente em vários pontos da cidade, entestado por vistosas placas, vem recuperando alguns trechos da malha viária, mas suas placas, pelo conteúdo informativo, parecem dizer que o Governador está fazendo o serviço com seu próprio dinheiro, quando sabemos que apenas cumpre sua função, com os impostos cobrados.

O vereador, individualmente, tem o inarredável dever de ofício de ouvir o munícipe. Sendo plausível e exeqüível a sugestão ou o pedido que lhe faz, sem sofisma ou lero-leros, justificando sua função remunerada, deve atendê-lo levando a reivindicação ao plenário para apreciação, se necessário, ou diretamente a quem responde pelo setor. E mais importante: verificar se o atendimento à pretensão do contribuinte foi feito. Não adianta apenas encenar; precisa efetivar o serviço.

Quanto as concessionárias, ganha o Oscar a SANESUL! Para atender um garapeiro, cavou uma valeta na pavimentação da rua, bem defronte à Delegacia Regional de Polícia, na rua João Cândido da Câmara. O passeio ela já remendou com massa 10 x 1; a valeta que toma toda a largura da rua, foi remendada sem pressa. Esses remendos sempre são demorados e sofríveis, como de costume. Confira na rua Antonio Emílio de Figueiredo, na confluência com a rua João Cândido da Câmara, onde deixaram um rebaixamento no remendo feito no meio da rua, que divide as águas com a sarjeta.

Diante dessa “gloriosa providência” da SANESUL, é plausível e lógico perguntar: — É razoável danificar a pavimentação urbana, que o proprietário do imóvel fronteiro pagou como Contribuição de Melhoria, para favorecer um garapeiro com sua “fita” edificada no canteiro central, livre de qualquer ônus?

E mais: — Quem autorizou a “obra”? Acredita-se que a Prefeitura não foi, porque ela não tem dado nem conta dos buracos que se multiplicam, por que autorizaria mais um, para favorecer uma invasão numa área pública de uso comum, quando metade dos imóveis da cidade estão enfeitados com uma placa “ALUGA-SE” e muitos deles, próprios para a instalação de garapeiros.

A concessionária danificou uma via pública de trânsito intenso, sem qualquer cerimônia, em benefício de um “pedido particular”. O que a SANESUL poderia argüir para justificar o “serviço”?

Comenta-se, também, o desempenho das concessionárias dos serviços FUNERÁRIOS. O abandono do cemitério municipal, tomado pelo mato e com sepulturas abertas, exibindo restos de ossadas humanas, num deprimente e acintoso desrespeito àquele irmão ali sepultado.

Assim expostos os problemas, entende-se que os Vereadores devem conscientizarem-se da função pública que exercem, e ouvir o que a comunidade deseja. Exemplificando: deseja que a circular chegue até a Estação de Embarque do Aeroporto, para atender os passageiros; deseja que os canteiros centrais sejam utilizados para estacionamentos.

Caminhamos por “calçadas” abaixo da critica, embora o custo para a Prefeitura é só a exigência legal. Olhe-se no espelho e diga o que está vendo: seria um idiota sorrindo?

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Temos visto na TV, reportagens que abordam e mostram os residenciais programados do tipo “Minha casa minha vida”, licitados e financiados pelo Governo federal, através da Caixa Econômica.

Nessas edificações, em pouco tempo, começaram os vazamentos de água do piso superior, umidade, rachaduras do piso e outros incômodos em quase todos apartamentos: são forros caindo aos pedaços, paredes com fissuras que assombram e tiram o sono do modesto e outrora feliz morador, que um dia viu seu sonho de possuir uma moradia, ter um endereço certo e ali criar seus filhos, com segurança. Sonho modesto sem maiores pretensões, afinal também é filho de Deus e acreditou que o Governo tinha, pelo menos, um pouco de respeito por ele.

Programada a construção do residencial, no primeiro momento, a corrupção política prontamente se fez presente. A construtora foi escolhida a dedo, no arsenal da pouca-vergonha, onde a ganância vive amancebada com o desejo de roubar — pela impressionante facilidade — o Tesouro Nacional, consubstanciado nos fundos da Caixa Econômica Federal. No segundo momento, os tratamentos criminosos para enganar o pobre brasileiro, para quem destinava-se a moradia, que, inocentemente, ainda acreditando em Papai Noel, via seu antigo sonho realizar-se. Sonho antigo, modesto. A boa nova alegrou toda a família, que via acontecer o que sempre esperaram: possuir uma casa, um teto, para acomodar a família embaixo!

A insaciável ganância, aliada à incompetência apresentaram-se de braços dados com a corrupção, e juntas, ao invés de edificar um conjunto de moradias dentro das normas de segurança e com acabamento aceitável, assessoradas pela incompetência técnica de profissionais desonestos, abusaram da dissimulação e de materiais ordinários, fora de qualquer especificação e assim edificaram “o antigo sonho do brasileiro” sobre a areia.

A quadrilha, sem nenhum percalço, favorecida pelo órgão publico financiador (a Caixa Econômica), que tinha por obrigação primária fiscalizar a obra, mas manteve-se, suspeitamente, inerte, dando segurança e tranqüilidade para os escroques consolidarem a armação arquitetada, objetivando lesarem a própria Caixa Econômica e o pobre chefe de família que, de roldão leva junto sua família, quando descobre que a morada dos seus sonhos, ameaça desabar pondo em risco a vida de todos.

Sem exceção, pelo que se tem notícia pela imprensa, todos os conjuntos habitacionais — térreos ou edifícios fracionados em apartamentos, — vêm apresentado problemas gerais que envolvem toda a construção. São problemas primários, gerados pela vontade incontrolável de um conjunto de interessados em levar vantagem sobre qualquer coisa que seja possível. É o império da pouca-vergonha aliada à criminosa desonestidade, não reprimida tempestivamente pela Justiça morosa e desarmada de uma legislação moderna, eficiente e rápida!

Os escroques que operam no território nacional perderam o medo e desdenham do trabalho da polícia, pela inoperância da Justiça, onde os réus — quase todos — gozam de foro privilegiado e estão municiados com recursos inesgotáveis, desfrutando, ainda, da suspeita simpatia de alguns Julgadores de alto coturno, que envergonham o Judiciário Nacional e provocam asco à Nação, que se sente acintosamente defraudada, constrangida e impotente

O “animus rem sibi habendi” (a intenção de ter a coisa para si), não se restringe a habitação popular, o peculato campeia com impressionante velocidade e intenção em todos os setores da administração pública, saqueando os recursos da saúde, do ensino e da segurança, provocando irrecuperáveis prejuízos ao País e à Nação, que amarga um atraso homérico, quando comparada com o desenvolvimento intelectual de outros países.

Para o larápio do dinheiro público — o peculatário — ninguém, por mais miserável que seja, não precisa de assistência médica, de escola, de segurança e, sobretudo, de comida. Ele precisa de tudo. De tudo para si, é o “animus rem sibi habendi” (o desejo de ter a coisa para si) e o resto que se “sbore” (arrebente-se) como dizia minha avó, no seu dialeto vêneto.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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