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José Vasconcellos

José Vasconcellos

Sexta, 09 Novembro 2018 05:31

A lágrima do soldado

Ao soldado, em combate, não é permitido chorar. As agruras, as privações, as lembranças – tudo! – é encoberto pela explosão das granadas, da artilharia, ou pelo zumbido dos projéteis das metralhadoras, que matracam sem parar.

Dentro da trincheira sente, durante todo o tempo, que está com o corpo sujo, as unhas enegrecidas pelo manuseio do seu armamento e as roupas em frangalhos. Pela falta de banho por vários dias, sem data e sem esperança de conseguí-lo, o soldado sente o fedor do próprio corpo, concorrendo com o cheiro do diesel usado nos engenhos da guerra, somado ao odor das fezes dos combatentes e dos cadáveres insepultos, deteriorando a céu aberto, bem ali, ao seu lado. As mãos sujas e as unhas negras, tomadas pela sujeira da guerra, faz com que tenha nojo delas, até quando precisa coçar-se, onde as parasitas sugam seu sangue.

Na guerra, engolido pelo fragor do combate, o homem civilizado e racional que virou soldado, transmuda-se para uma outra criatura, subordinada agora a um novo condicionamento mental: o INSTINTO (“Instinto: impulso interior, de caráter irracional, que determina no indivíduo grande parte dos seus atos e sentimentos. Faculdade de pressentir, intuição; atos que se ligam à necessidade de sobrevivência”). Importa-lhe tão só sobreviver em meio ao caos que o envolve. Sente-se sozinho e perdido, no meio do nada, por dias e dias dentro de um buraco, alimentando-se com ração enlatada racionada, ouvindo o ronco dos canhões, o martelar das metralhadoras e os gritos dos feridos. Vez por outra, os berros nervosos do comando. Nada acontece para aliviar a tensão.

A única esperança -- já duvidando que possa existir alguma -- é safar-se com vida do monstruoso e irracional evento, que amealhou milhares e milhares de seres humanos comuns e normais e os transformou em soldados, novas criaturas induzidas a matar um semelhante, agasalhados sob um pano, a que chamam de bandeira, a Mãe da Pátria!
Solidariedade, é premissa inarredável em qualquer ajuntamento humano, é princípio fundamental e irrevogável, que norteia e orienta o modus vivendi da raça humana civilizada. Com ela reconhece-se uma criatura similar, à qual deve-se ajuda e encaminhamento. À luz da razão, nada se encontra que justifique, explique ou enseje o homem civilizado, a ter motivos ou razões plausíveis, do ponto de vista lógico, que lhe dê sustento para tal animosidade e ferocidade, na disputa de irmãos contra irmãos -- todos criaturas de Deus!

A megalomania (“super-estimação mórbida das próprias capacidades físicas ou intelectuais; mania de grandeza”) que gera no indivíduo uma ambição desmedida, que lhe apossa do corpo e da alma e gera um modus operandi que extrapola a razão do homo sapiens comum, nociva e funesta, leva-nos a concluir que a megalomania é uma doença, um desarranjo mental, que nasce no seio da política e vai desaguar nos governos de exceção, catalogados como ditadores, indivíduos que estabelecem sistemas de governo (ditaduras) que não admitem oposição.

“A ditadura “não cura nem corrige os vícios que ela denuncia: elimina o mal eliminando a vida. Não substitui a discórdia pela harmonia, mas pelo silêncio, não aperfeiçoa nem educa o indivíduo para o uso delicado da liberdade, comprime-o para o anonimato das massas... A ditadura não é um regime de autoridade, e sim de facilidade; e, ao contrário do que pretendem os ditadores, não se baseia numa qualidade e sim num defeito da criatura humana - Burdeau”. (apud: Teoria Geral do Estado, Darcy Azambuja/1969).

A megalomania leva os ditadores a querer tomar o lugar do Criador. Intitulam-se senhores da guerra e da paz. Embalados pela ambição desenfreada, não vislumbram nenhum limite para a sua nefasta ação contra a sociedade humana civilizada. Induzidos pelo distorcido pensamento de que tudo é possível, não observam os exemplos e as conseqüências registradas nos anais da História Universal, onde se explica que a ambição irracional e desmedida gera as GUERRAS, e para essas guerras, pessoas simples são convocadas e morrem, como soldados. No epílogo, invariavelmente, o DITADOR é enforcado ou fuzilado!

O soldado é um ser humano civilizado e educado, obrigado a tornar-se um animal irracional, um combatente num campo minado e arrasado, onde a regra é matar ou morrer. Dele cobra-se bravura e não se lhe permite chorar. Lágrima de soldado no campo de guerra é quimera, produto da imaginação dos covardes!

O soldado só chora e deve chorar, quando, finalmente, volta para casa e reencontra-se com a família!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Sexta, 12 Outubro 2018 06:03

"Alea Jacta Est" ou "Alea Jacta Esto"

“A sorte está lançada”, teria dito Julius Caesar (100-44 a.C.), ao atravessar o Rubicão. Ao contrário da tradução do latim “Alea jacta est” (A sorte está lançada) o original grego não exprime nenhuma decisão, mas antes a disposição para uma façanha (“O dardo deve ser lançado’).

Temos que entender — pelo que nos revela a História — que “Alea jacta est” foi decisão para a realização de uma aventura belicosa, com possíveis conseqüências; enquanto que “Alea jacta esto” seria tão só a disposição para realizar uma façanha. Façanha marcante!!!

Considerado o fato de que nenhum general romano poderia introduzir um exército em solo italiano — conforme nos revela a História — o ato de César cruzar o Rubicão com a tropa, quando (proclamou “Alea jacta est!” foi tido como um ataque bélico e desencadeou uma guerra civil...”, apud Dic. Christa Pöppelmann).

O original grego não exprime nenhum ato que possa gerar conseqüência, mas antes, uma disposição para uma façanha. Assim a versão latina correta, haveria de ser: “Alea jacta esto” (O dardo deve ser lançado), como registra o texto grego: exprime apenas disposição para a realização de uma façanha, sem conseqüências, o que não aconteceu com a travessia do Rubicão com a tropa, decidida por Julius Caesar, precedida com a exclamação: “Alea jacta est”, que resultou numa guerra civil.

O caso, ou acontecimento ora em análise, tem como suporte mais lógico, a expressão original grega, porque exprime uma FAÇANHA. Uma FAÇANHA sui generis, porque “motu própria” difundiu-se veloz, irradiou-se por todo País e empolgou os brasileiros de todos os recantos, que reunidos em praças públicas e avenidas, cantou e gritou e assim continua gritando: “Mito! Mito! Mito!” E o mito, todos sabemos: é o capitão JAIR MESSIAS BOLSONARO, seguramente o futuro Presidente da República Federativa do Brasil.

No dia das eleições, 7 de outubro de 2018, contudo, a expressão em latim lembrada não foi “Alea jacta esto”, mas: “ET TU, SIBIPIRUNA ?” (Até tu, Sibipiruna?), ou, abusando de um latinório mais castiço: “Et tu, Diplotropis Incenxis? E o por quê dessa lembrança? Porque, no dia das eleições, as calçadas das ruas amanheceram cobertas com flores AMARELAS das Sibipirunas que caíram durante a noite; a mesma cor da camiseta que BOLSONARO usava em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, onde sofreu covarde e ousado atentado, quando realizava a façanha de reunir uma multidão que, espontaneamente e empolgada, o conduzia nos braços.

Ilustrativamente, era como se conduzido pela margem direita do Rubicão por eleitores justos e honestos; trajando sua camiseta AMARELA, enquanto que na margem esquerda, separados pelas águas profundas da virtude, a turba revolta escarafunchava a lama da mentira, do populismo, da corrupção, e do desperdício dos recursos públicos. Todos trajando camisetas VERMELHAS.

JAIR BOLSONARO, candidato à Presidência da República, fez duas coisas simultâneas à margem do Rubicão: galvanizou sua FAÇANHA, mostrando que, com seu procedimento correto na função pública, embora desprovido de recursos e tempo na TV, contou com o concurso da sua qualificação, para empolgar e promover o chamamento democrático dos patriotas para a reconstrução do Brasil. Provado ficou que os brasileiros querem o melhor para o Brasil e respeito à Nação, sob a condução de um líder acreditado e credenciado para a missão.

Os brasileiros aguardam a realização do segundo turno, certos da vitória de JAIR BOLSONARO que no primeiro turno recebeu a mais expressiva votação, bem maior que aquela dos que usavam camisetas vermelhas, na margem ESQUERDA da História Universal.

A FAÇANHA do primeiro turno, todos esperam que seja consagrada no segundo, para felicidade geral da Nação e a recuperação do Brasil, berço de um povo espoliado nos seus direitos democráticos, onde a necessidade do cidadão é negada e seus direitos vilipendiados nos três Poderes da República — no Congresso, no Executivo, e no Judiciário — decisões do Congresso não são cumpridas pelo Judiciário, que negou a IMPRESSÃO DO VOTO; e ao mesmo tempo prolata decisões esdrúxulas, privilegiando condenados com a liberdade, ao arrepio das leis. Nem a Constituição foi respeitada quando do julgamento do “impeachment” da ex-presidente Dilma Roussef, que teve seus direitos políticos preservados e só agora extintos, pelo repúdio popular à sua candidatura ao Senado.

ALEA JACTA ESTO, incontestável a FAÇANHA! Os brasileiros aguardam o segundo turno, no dia 28-10-2018, para o restabelecimento pleno da Democracia no Brasil, com a vitoriosa consagração de BOLSONARO. Cada minuto que passa é contado, todos anseiam pela sua posse como Presidente da República Federativa do Brasil!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Sexta, 05 Outubro 2018 13:08

O encontro que não foi combinado

O homem, carregando uma valise, caminhava ligeiro naquela madrugada, pela rua de um bairro na periferia da cidade, não muito distante do cemitério. Tinha em mente pegar a circular três quadras adiante e seguir para a rodoviária, onde embarcaria para a cidade onde morava, em outro Estado.

Encontrava-se ali porque viera visitar um irmão, o caçula da família, que não estava bem de saúde, e agora retornava para casa, onde sua família — esposa e filhos — o esperavam. Pouco sabia do lugar por onde caminhava, a rua deserta e escura sem iluminação pública, o silêncio que o envolvia, despertava-lhe um pressentimento, uma cisma, que o incomodava.

Caminhava pelo meio da rua, porque as calçadas eram irregulares e tomadas por galhos e lixo acumulado. Alguns cachorros latiam à sua passagem, o que obrigava-o caminhar rápido.

Com o pensamento voltado para sua família que o esperava e a lembrança do irmão enfermo que viera visitar e não estava bem; mergulhado na penumbra daquela madrugada e incomodado com os latidos persistentes dos cachorros, de repente viu alguma coisa volumosa no meio da rua. Uma visão extraordinária, que provocou-lhe o arrepio de todos os cabelos do corpo. Seu olhar pareceu-lhe projetar-se até aquela “coisa” e depois, aterrorizado, voltou e escondeu-se nas suas órbitas. Foi tomado por uma tremedeira incontrolável! Imóvel balbuciou o nome de Deus, perguntando-se: — O que poderia ser aquilo?

A valise que trazia caiu no chão, quando um arrepio medonho fez endurecer seu corpo, paralisando seus movimentos e sugando suas forças. Sua mente sincronizada com a visão que se lhe apresentava, confusa e embotada, não conseguia traduzir-lhe o que, realmente enxergava, tomada que estava pelo medo e pelo pavor!

Mas afinal, o que teria surgido diante da visão daquele viandante madrugador, que tão só queria chegar à rodoviária, poucas quadras adiante, para embarcar num ônibus que o levaria de volta para casa. Explicar o inexplicável é difícil para não dizer impossível, porque o que se vê, muitas vezes, são coisas sem nexo, estranhas e inexplicáveis, que fogem à lógica e, racionalmente, falando, não poderiam acontecer! Elas — essas coisas extraordinárias — afloram da escuridão do tempo e mostram-se para serem vistas; para aterrorizar e confundir o ser humano, impingindo-lhe medo, terror e incontrolável tremedeira, o que parece ser a única finalidade desses fenômenos. Eles não são tocáveis e tampouco tocam aqueles que os vêem. Surgem, cumprindo o que parece ser um fadário contra um filho de Deus, e desaparece tão estranhamente como apareceu.

Aterrorizado, imobilizado e trêmulo com os cabelos arrepiados, o viandante madrugador tentou gritar mais de uma vez — não conseguiu! — nenhum som aflorou da sua garganta. Até os cachorros que latiam, silenciaram-se. O homem apavorado e com os nervos à flor da pele, sentiu-se como se estivesse num buraco, envolvido numa capa acústica, que impedia a entrada ou a saída de qualquer som.

A despeito do seu estado de pavor e imobilidade, com a mente confusa e a visão turva, em meio à penumbra da madrugada, agora mais intensa pela chegada de uma neblina intensa, o homem conseguiu distinguir algo que se aproximava, que chegava e chegava cada vez mais próximo. Tentou, com todas as forças afastar-se, novamente gritar, não conseguiu! Não conseguiu emitir nenhum som! Aquela coisa estava mais próxima, muito próxima! Mentalmente perguntou-se: — O que é essa “coisa” que me cerca e atropela-me ? Acuda-me Deus!

Quando parecia que a “coisa” ia, finalmente, tocar-lhe, o que na realidade seria impossível, pelo princípio da lógica, que trata dos objetos concretos e abstratos, um veículo passando nas proximidades iluminou o local, tomado pelas forças do além, tétricas e aterradoras, que torturavam um homem simples, que apenas queria voltar para casa e reencontrar-se com a família. A iluminação do local pelos faróis do veículo, baniu aquela visão extraordinária e tudo voltou ao normal.

A escuridão da madrugada agravada pela neblina, foi-se, dissolveu-se, e o dia, finalmente, nasceu banhando de claridade aquele local, que servira para a aparição tétrica de um ente do outro mundo, que poderia ser mortal, tivesse o evento o concurso de um colapso, provocado pelo medo.

Liberto, o homem pegou sua valise que se encontrava no chão e regressou esbaforido para a casa do seu irmão, onde pretendia contar-lhe o acontecido. Não conseguiu! Sua cunhada aos prantos comunicou-lhe o falecimento do marido vitimado por infarto fulminante! Antes de morrer, ele teria gritado: “—Meu irmão está em perigo! Ajudem-no!”

Existem muitos mistérios, alguns deles revelam-se como prenúncios para algum acontecimento iminente. O evento, irreal e inexplicável quando ocorre, surpreende e aterroriza o cristão abstraído, que caminha solitário. A revelação poderia ser uma ameaça?

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras
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Quinta, 20 Setembro 2018 11:49

Acontecimentos passados explicam o presente

AYN RAND, uma judia fugitiva da revolução russa (1917), chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920. Ela explicou o conjunto de motivos que a fez abandonar sua pátria, a Rússia, confira:

“Quando você perceber que, para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; Quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade converte-se em auto sacrifício; Então poderá afirmar — sem temor de errar — que sua sociedade está condenada!”

O que escreveu AYN RAND em 1920, já passados quase CEM ANOS, não tem o que por ou tirar da atual situação do Brasil, lembrando-se, evidentemente, que tanto lá na Rússia, a partir de 1917 e aqui no Brasil a partir de 2003, a desgraça social foi arquitetada e implantada por ratos comunistas, com o concurso de escroques oportunistas — verdadeiros parasitas — que desde então vêm sugando o sangue do povo, roendo o país, despojando e envergonhando a Nação.

Oportuno também é lembrar o que disse o general Mourão Filho, falecido em 1972 sem conhecer o Lula, o ícone petista do desmonte da economia brasileira, que hoje enquanto descansa na cadeia, goza do crédito de ter produzido TREZE MILHÕES de desempregados; quebrado as grandes empresas públicas, endividado o País e fomentado a sonegação fiscal, mediante o ajuste das propinas que elevou a corrupção para níveis assombrosos e insuportáveis, sepultando a saúde, a educação e a segurança que hoje teme o poder de fogo dos bandidos, melhor armados.

Disse o general MOURÃO FILHO: “Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".

A bajulação da militância, incompetente e sem compromisso com qualquer ocupação racional que interesse ao País, usufruindo das benesses do governo esquerdista, cascudo, agressivo e mau intencionado que lhes garante conforto sem trabalho e condições ilimitadas para as manifestações, inclusive o pão, a mortadela e o transporte, providências que galvanizam a megalomania do “grande líder”. Mesmo encerrado numa jaula, escorado em milhões de dólares americanos escamoteados, pagando uma legião de advogados, dá-se o luxo de pensar que está no céu, dividindo com Deus a proteção do Brasil.

Nessa conjuntura, examinados os Fatos e a História recente, aproximam-se as eleições para a Presidência da República, um dos candidatos à função, aquele QUE SE TEM REVELADO O MAIS CONTUNDENTE CONTRA A CORRUPÇÃO, e que vinha incomodando mais os sanguessugas, foi atacado a faca numa via pública, em meio à multidão que o apóia e pede o fim da mansa e insuportável corrupção, que corrói o País e empobrece a Nação. O fim próximo, de um tempo de tetas fartas, tem enlouquecido a militância esquerdista, temerosa dos novos tempos prometido aos brasileiros que, acuados e abandonados, desejam com veemência o fim da hipócrita ladroagem.

Há prenúncios de novos tempos, Deus é brasileiro, afiançam muitos cristãos e ele vai nos ajudar: temos certeza! Vai também ajudar a reabilitar a saúde do paladino da reconstrução nacional, que promete recolocar o Brasil nos eixos, proteger os interesses do povo e reabilitar os bons costumes e a honestidade, que devem orientar os serviços públicos no seio da administração da República Federativa do Brasil.

É de todo interessante examinar os acontecimentos passados, que nos relata a História Universal, para que melhor entendamos o presente e não repitamos erros que até aqui redundaram em prejuízos ao povo, mais precisamente àquelas parcelas dos irmãos mais desprovidos, que vivem das migalhas, sem dignidade e sem trabalho.

Rogamos a Deus para que oriente os brasileiros, a fim de que votem em proveito próprio, elegendo bons políticos nas eleições que se aproximam.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

 

O homem nasce e torna-se adulto. Como adulto, primeiramente, é classificado como JOVEM, que é o período da idade quando desfruta dos folguedos da juventude, despreocupado, sem nenhum compromisso, vivendo às custas do pais.

Mas, como não há bem que sempre dure e tampouco mal que não se acabe, a idade avança, o jovem amadurece e a vida cobra-lhe algumas decisões que precisa implementar, porque o tempo dita o ritmo natural de como a vida deve fluir, com todas implicações que regem a existência do ser humano, no seio de uma sociedade civilizada, que cobra o desempenho de cada um, conforme os costumes.

Essa imposição natural que cobra a moral e o desempenho de cada um, como criatura civilizada, é a argamassa que agrega a sociedade, mantém a solidariedade, favorece a manutenção dos bons costumes e protege a família, como célula social.

Consolidada uma profissão, decorrente dos estudos que realizou, no período da formação educacional, usando o que aprendeu, busca realizar-se com o casamento! Constituída a família, nascem os filhos. Os filhos crescem e a idade daquele que um dia foi jovem, avoluma-se!

Casado, com filhos crescidos, o homem entra na categoria de COROA, aí pelos trinta anos de idade e como tal caminha pela vida até os sessenta, quando é classificado como IDOSO, critério social que o leva até os oitenta anos, quando recebe nova classificação: a de ANTIGO.

Em cada uma das suas faixas etárias vividas, o homem revela manias, costumes, modos variados de reação diante dos eventos que a vida apresenta-lhe, assim como trata seu compromisso com o casamento de forma variada, cumprindo ou deixando de cumprir seu juramento religioso.

Todavia, de uma maneira geral, cada faixa etária revela uma personalidade do homem. Adulto, tem sorte quando encontra um trabalho que combina com sua capacidade profissional e, por conseqüência, evolui materialmente ganhando o suficiente para sustentar a família e amealhar bens, que vão formar seu patrimônio, consolidar sua situação no seio social e garantir-lhe futuro tranqüilo.

Analisadas as etapas da vida do JOVEM, do ADULTO e do COROA, vamos adiante, para analisar aqueles que já emplacaram uma considerável etapa na fluência do tempo, neste caso os IDOSOS e os ANTIGOS. Estas duas últimas classificações existem pelas bênçãos de Deus, preservados que foram, enquanto muitos outros mais jovens tombaram antes de atingir a plenitude da idade, prevista para o homem.

A partir dos sessenta anos, tem-se o IDOSO como criatura protegida por lei, tal e qual a capivara e o jacaré. Infringir um direito conquistado pelo IDOSO é desafiar a lei que o protege e prescreve, ao infrator, pesadas penas (!!!)

A princípio distingue-se o IDOSO do ANTIGO, observando-se de que maneira contam a mesma estória. Um IDOSO quando a conta, diz: “— Cachorro picado por cobra, tem medo de lingüiça!” Já um ANTIGO, contará a mesma estória de maneira diferente: “— No meu tempo, sempre amarrei cachorro com lingüiça!”. A lingüiça entra nas duas estórias mas registra épocas diferentes bem delineadas pelo procedimento em relação ao cachorro, o melhor amigo do homem em todos os tempos.

Outra forma de reconhecê-los será observar, como cada um deles, ao contar uma estória, como iniciam o relato: o IDOSO: “— No meu tempo...!”; e o ANTIGO: “— Naquele tempo!...”

Registra-se, também, que tanto o IDOSO quanto o ANTIGO têm sido presas fáceis de estelionatários etiquetados como evangélicos, que lhes arrebatam, como pagamento de uma irrealizável indulgência, a pensão que recebem para manterem-se, prometendo uma garantida vaga no céu. Esses estelionatários têm a pachorra de se intitularem bispos, profetas e até apóstolos. Já chegaram a vender terrenos no céu! E o pior: encontraram compradores !!!

Hipocritamente, os estelionatários da fé praticam a heresia de tirar proveito dos crédulos e simplórios, já no epílogo da existência, usando o nome de Deus em vão. Sustentam a safadeza com uma Bíblia na mão, atentos ao que podem tirar daqueles cristãos, que já no fim da vida procuram acercar-se de Deus. Não se preocupam, os escroques, de como os despojados — inclusive da miserável pensão que recebem — poderão viver.

Multiplicam-se as seitas atrás do dízimo e de todas outras vantagens, com nomes exóticos garimpados na Bíblia. O único objetivo: explorar a ignorância dos crédulos e deles tirar todas as vantagens possíveis.
Até falsos “milagres” são encenados! Aleluiah! Aleluiah! Aleluiah!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras
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Quinta, 16 Agosto 2018 16:57

O filho que não queriam

Houve um tempo em que o cinema francês apresentou uma série de filmes, todos tendo como personagem principal um padre, envergando uma batina preta, com o nome de Dom Camilo.

Nas suas andanças, Dom Camilo inteirava-se dos problemas sociais dos seus paroquianos e a eles recomendava, com suporte nos ensinamentos da Igreja e nas parábolas que inventava, a melhor e mais racional solução para eles.

Lembro-me de um desses filmes, onde Dom Camilo, informado da revolta de um pai que, tendo conhecimento da gravidez da filha, queria expulsá-la de casa, incontinenti, dirigiu-se à casa do seu paroquiano para contornar a situação vexatória em que se encontrava a pobre e desamparada moça.

Diante daquele pai furioso, Dom Camilo, calmamente, contestou a impropriedade daquela revolta, e o fez ouvir a seguinte parábola: “Se sua cachorra volta para casa prenhe, você arruma um lugarzinho para ela procriar; se um pardal faz o ninho sob o beiral da sua casa, você o deixa chocar seus filhotes; mas quando sua filha, sangue do seu sangue, noticia que vai ter um filho – seu neto – você quer jogá-la na rua!”

As palavras de Dom Camilo, calmamente pronunciadas, cobraram a razão daquele homem inconsolável, que quedou-se aos argumentos do padre e perdoou a malsinada filha.

Observe, a intervenção de Dom Camilo não era em defesa da licenciosidade, que fomenta a irresponsabilidade, indutora a que muitas mocinhas, despreocupadas com as conseqüências do erro, aviem-se desprezando os valores morais, que devem orientar suas existências.

A conduta da humanidade civilizada, sempre, há de nortear-se com as vistas voltadas à preservação dos melhores costumes, para enfrentar as vicissitudes da vida, sem o que, fica comprometido seu próprio futuro.

Muitas vezes, entretanto, a inexperiente e indefesa mocinha é vitimada pela lábia de um reles vagabundo que, descoberta a prenhez daquela que jurou amar e proteger, revelando uma incrível covardia: nega qualquer responsabilidade no evento. Nesse momento, é que a pobre moça, tardiamente, constata a falta de caráter daquele sujeito a quem se entregou, surda – em muitos casos – aos conselhos da mãe.

Confusa e aterrorizada com a possível reação do pai, pensa pedir a compreensão e o apoio da mãe, mas quer preservá-la da acusação de que ela fora cúmplice, para que aquela gravidez acontecesse e o envergonhasse.

Resta-lhe o aborto. Não o conseguindo e nem de outra forma livrar-se do feto, apenas um pingo de gente, mas que se afigura um gigante como problema, sente-se perdida, falta-lhe chão para que se mantenha de pé.

Seus temores e aflições, somados aos efeitos do estado puerperal, que desequilibra, confunde e afeta, suas emoções, sem que ninguém a desperte e lhe ofereça a mão, ela estará a um passo, da decisão de descartar o nascituro numa lata de lixo.

E isso vem acontecendo, cada vez com mais freqüência.

Analisadas todas as implicações da gravidez indesejada, presentes os valores morais que devem orientar o homem, conforme os ensinamentos de Cristo, com nobreza de espírito impõe-se-lhe que ampare a futura mãe, dispensando-lhe os cuidados necessários durante a gestação, até que o filho venha ao mundo, como criatura de Deus.

Acompanhei, como advogado, alguns casos e testemunhei a revolta e o desconforto dos pais que, ao constatarem a gravidez da filha solteira, argumentaram que sempre cuidaram daquela menina com todo amor, que nunca lhe faltou nada! Como pôde trocar seus sonhos de moça, pela vergonha dos pais? Jogou fora seu futuro! Estragou sua vida!

Outro, embora surpreso, mas verdadeiramente cristão, pediu apenas que colocassem na menina o nome de “Perola”. — É uma jóia que achamos!”, disse com humildade e resignação.

Como interveniente conselheiro, assinei como testemunha algumas certidões de nascimento. Posso jurar hoje, que pelo menos três avós que conheço de perto, não abrem mão dos seus netos. Eles são seus inseparáveis companheiros! Seus amigos, de todas as horas.

Dom Camilo tinha razão: coloque a compreensão da natureza e o amor à frente, e o mundo será sempre mais cristão, mais justo e mais feliz!

Então se sua filha aparecer em casa grávida, entenda que o evento não é o fim do mundo, é apenas um teste que Deus faz, para aferir se você é, verdadeiramente, Seu filho!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras

“Decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 07 de agosto de 2006, com o objetivo de proteger as mulheres da violência física e verbal. A lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) tornou mais rigorosa a punição para agressões contra a mulher quando ocorrida no âmbito doméstico e familiar”. (Google)

No seu art. 80, dispõe: “A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, tendo por diretrizes...” “altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências”. (Google)

A Lei Maria da Penha, nascida da coragem de uma mulher - da própria Maria da Penha — seria a redenção, a liberdade, o fim da truculência doméstica contra as mulheres, especificamente, esposas que apanhavam e continuam apanhando dos maridos. O efeito mais marcante da referida Lei Maria da Penha, pelo que se observa prima facie foi o aumento incontrolado dos homicídios contra as mulheres e a queixa das que sobreviveram, de que fizeram vários “Boletins de Ocorrência” na Polícia e só colheram ameaças de morte do cônjuge denunciado.

Explica-se o aumento dos assassinatos, o fato de que as mulheres acreditaram nos efeitos da Lei Maria da Penha, e aquelas esposas ou companheiras que sofriam violência física em casa e mantinham-se caladas, animadas então, pela promessa de proteção estabelecida na “Lei Maria da Penha”e acreditando na ação da Polícia e no amparo da Justiça, puseram a boca no mundo, denunciando a violência que sofriam.

Multiplicaram-se os Boletins da Ocorrência na Polícia, órgão que tinha e têm, por dever de ofício, protegê-las — faltou-lhes, contudo, a prometida proteção — e, concomitantemente, a denúncia enraiveceu ainda mais o degenerado marido, que intensificou a truculência, investindo contra aquela frágil mulher, que ele jurando amor eterno, tirou da casa dos pais, prometendo-lhe proteção na saúde e na doença, até que a morte os separasse.

Sabe-se que a desavença no lar não é de fácil solução. Posto o marido para fora do lar e proibido de aproximar-se da mulher, a família fica desprovida de recursos para a sua manutenção básica, constituída do aluguel e da alimentação; os alimentos devidos pelo marido depende de ação judicial, que vai demandar tempo. Este desamparo é que tem pesado na decisão da mulher em denunciar as agressões que sofre do companheiro. Apanha, mas não denuncia, pensando, de como vai manter a família. Denunciando, fica sem a manutenção da família e sujeita ao humor do seu carrasco que se mantém a pouca distância mostrando a língua e prometendo que vai matá-la e não raras vezes ele cumpre o que promete.

Veja a manchete do jornal “O Progresso”, edição de 19.07.2018, verbis: “CARMEM LÚCIA QUER CHEGAR A 1000 JÚRIS DE FEMINICÍDIO” — e no corpo da matéria: “A ministra destacou dados do estudo. O Poder Judiciário na Aplicação da Lei Maria da Penha — 2018. O trabalho indicou que juízes baixaram 18% mais ações em 2017, ante o ano anterior. No mesmo período CRESCEU em 12% o total de processos de violência contra a mulher. (...) Nas edições anteriores, desde 2015, a campanha Justiça pela Paz em Casa realizou 995 júris de FEMINICÍDIO.”

O que se constata é que a Lei Maria da Penha animou as desvalidas mulheres que apanhavam em casa — chegando ao ponto de um marido amputar as duas mãos da esposa, conforme mostrou a TV — a denunciar as agressões, o que muitas não fazem pelo receio consubstanciados em dois motivos: o primeiro, é que a mulher evita denunciar porque teme ficar inteiramente desamparada junto com a prole, pelo afastamento do marido; a segunda, é que denunciando não conta com proteção capaz de evitar seu assassinato, como vem ocorrendo em todo território nacional, conforme a estatística acima declinada, publicada no referido jornal “O Progresso”.

Hoje as mulheres brasileiras que sofrem os humores da má formação moral e da patente ignorância dos seus companheiros, sabem — com ou sem a Lei Maria da Penha — “Ficando o marido sevicia; correndo o marido mata!

Recorrer à Polícia ou ao Judiciário, na realidade, não tem afastado o famigerado sujeito, que tem a esposa ou a companheira como sua propriedade particular, e que dela pode fazer “gato e sapato” para provar para si mesmo de que ele não passa de um punhado de esterco de cachorro!

A LEI! Ora a Lei! Já dizia Getúlio Vargas, durante seu reinado de quinze anos.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Disciplina, substantivo feminino, que o dicionário nos traduz como sendo: “Obediência ao regulamento e aos superiores.” Um país que nos dá um incontestável exemplo de disciplina é o Japão com seu povo ordeiro, ativo e disciplinado. Cada um cuida da sua obrigação: a criança japonesa, estando na idade escolar — sem exceção — estará freqüentando uma escola; o adultos, cada um na sua função, trabalhando e produzindo; os idosos não constituem um estorvo, mas um patrimônio familiar, nunca são abandonados num Asilo. Os japoneses cuidam como obrigação normal dos seus genitores e cultuam, com elevado respeito, seus ancestrais, que os considera como parte da história; a história dos nipônicos.

Os japoneses têm consciência de que os idosos, incansáveis, dedicaram toda suas vidas à prole, com competência, disciplina, muito amor e resignação. Sempre fizeram tudo o que podiam, para que suas proles tivessem a chance de vencer.

No Japão, não há crianças vadiando sem rumo, porque o governo e os genitores dessas crianças sabem o que devem fazer e FAZEM, mantendo-as nas escolas, com o objetivo de formar cidadãos honestos, de boa índole, e úteis ao País. As crianças forjadas desde a primeira infância, em escolas — de verdade —, com aulas ministradas por professores — de verdade —, crescem entendendo, perfeitamente, sua função no seio social e já compromissadas com os interesses da Nação e do País.

O trabalho de cada uma dessas crianças, quando adultas — somados — enobrecem a Nação e engrandecem o País, tendo como primordial a disciplina. Mantém-se, os japoneses, longe dos desvios e dos maus costumes dos povos de má formação, que desprovidos dos recursos elementares da educação e sem qualificação para o trabalho honesto, embrenham-se em ações equivocadas para sobreviver. Envergonham a Nação a que pertencem e rebaixam o conceito do País que lhes serviu de berço, obrigando os governantes a construírem, cada vez mais, penitenciárias para compensar as Escolas que não edificaram e os professores que não receberam a devida atenção..

Uma pessoa que palmilha as trilhas da vida, subordinada aos parâmetros da disciplina, será sempre um bom exemplo de cidadão: operoso, honesto em todos os sentidos. Solidário com seus pares e, sobretudo, útil à Nação e ao País a que pertence, ao qual reconhece que deve sua formação e tudo faz para recompensá-lo com seu trabalho e lisura no desempenho da sua função, no seio social.

Onde não há disciplina, a despeito do preço que o indivíduo custa à sociedade para tornar-se um profissional útil, há os que seguem a malfadada trilha da corrupção, da hipocrisia e do vício — tríduo funesto que forja a insegurança social de quem trabalha honestamente. Nenhuma Nação do Mundo está livre desses filhos renegados, todavia a rigorosa disciplina, tradicionalmente imposta aos japoneses, desde tenra idade, quase que elimina os desvios dos seus cidadãos, e o resultado: um País feliz, desenvolvido, aquinhoado com todos os avanços tecnológicos, com um número reduzido de escroques e de penitenciárias.

Enquanto a disciplina e a responsabilidade norteiam os japoneses, verifica-se que mais acentuadamente entre os povos latinos, os desvios de conduta e o atraso que essas ações criminosas causam, principalmente, ao nosso desacreditado e saqueado Brasil, onde homens públicos com visões vesgas e canhotas, mansos e reincidentes, saqueiam sem remorsos o dinheiro público, destinado à SAUDE, à EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA, produzindo um atraso social que corrói o País, empobrece a Nação e despoja a pobreza.

Alheios à função, nossos Congressistas amontoam-se diante das Mesas Diretoras, surdos aos pronunciamentos dos seus pares. Tratam com acinte no plenário do colegiado, os “acertos e ajustes” propiciados pela CORRUPÇÃO, mansa e reiterada, beneficiados que estão pela benevolência de leis obsoletas, que desarmam o Judiciário. Sugam os recursos do País com hipocrisia e isenção de remorso, afetando a SAÚDE, a EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA. Pela falta de atendimento hospitalar e por inanição, morrem muitos brasileiros de todas as idades.

Nos países do segundo e terceiro mundo, tudo é diferente do que se vê no JAPÃO, nesses países cresce o número de pessoas abandonadas pela saúde pública; aumentam os analfabetos pela carência ou má qualidade do ensino e, no que tange à segurança — é cada um por si —, e juntos, todos ficam encerrados em suas casas acuados e apavorados, com a audácia e a ousadia dos bandidos.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras
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Terça, 03 Julho 2018 12:46

O sonho de Josafah (The Josafah's Dream)

Josafah, que também acudia por Jósa, acordou com o sol nos olhos, coçou a cabeça, pensou e pensou; ele tinha um sonho e já estava — concluiu — pronto para realizá-lo. Aproveitaria até o ponto e a vírgula da receita que lhe passou uma cigana, para fazer uma MOQUECA DE BUCHADA DE BODE.

Decidido a materializar seu sonho, pulou da rede, comeu munguzá, encilhou o jegue e partiu para a casa do Quinca Cabriteiro, que ficava a meia légua da sua, numa clareira em meio às touceiras de Jurema. Não disse onde ia à sua Maínha e muito menos ao seu Paínho, que ficaram areados vendo o Jósa partir arretado, no lombo do “Lambido”, nome que a Maínha deu ao jegue de estimação, que vivia na peia para atender qualquer precisão.

O encontro com o Quinca Cabriteiro foi uma festa, mesmo porque o Quinca queria empurrar ao Jósa sua filha como esposa. Assustado, Jósa, sempre escorregadio, esquivava-se da proposta. Explicando a que veio, Jósa disse ao Quinca que precisava comprar um BODE, queria um animal de pouca idade, que nunca tenha fumado e nem bebido, para fazer uma receita que lhe passou uma cigana, enquanto revelava-lhe o futuro, que não era lá essas coisas.

A receita revelada pela cigana dizia: “Tome um bode jovem, que nunca fumou e nem bebeu. Antes de abatê-lo, converse com ele, para que o bicho morra sem trauma. Explique que ele, o BODE, tem futuro brilhante, será lembrado e festejado com o passar dos anos, porque cedendo o bucho para uma moqueca, que atenderá o refinado paladar de pessoas ilustres, entrará certamente, para a história, como o “BODE DA MOQUECA do Josafah!”

Jósa voltou para sua casa com o Bode, um caprino branco, porque achou que bode preto lembra coisas ruins, daquelas que só o Padre entende e exorciza, quando a “coisa” pega!

Surpreendidos — o Paínho e a Maínha — com a volta do Jósa com aquele bode branco, queriam saber o que era “tudo aquilo!”. Pacientemente Jósa explicou que ia fazer uma MOQUECA DE BUCHADA DE BODE, conforme receita que lhe dera uma cigana de nome Krem-Milda, quando a encontrou no mercado, em Fortaleza.

E foi assim que Maínha, Paínho e seus nove irmãos e irmãs depois de ouvirem as explicações, permaneceram em silêncio, assuntando para assistirem a morte do BODE!

Jósa afiou a faca, passou a mão pelo pescoço do bode, conversou com ele, explicou isso e mais aquilo, lembrou-lhe coisas do presente e do passado; da primeira Guerra Mundial e também da Segunda, aquela em que o Hitler quase dizimou os ciganos. Afiançou ao humilde e atento BODE, que nem tudo que reluz é ouro e tampouco não é qualquer Moqueca que aspire ser a “Moqueca de Buchada de BODE”, deliciosa, enigmática e sui generis, claro! — iguaria preparada para deixar abestados os experts e areados os tabaréus.

Desfiando o rosário das benesses que o BODE desfrutaria, fornecendo o seu bucho para a moqueca, dentre elas, a mais importante: o reconhecimento publico de que ele deu sua vida, para que fosse realizada uma receita estrangeira, que aflorava de antiga tradição, transmitida boca-a-boca entre os ciganos, etnia nômade com tronco na Índia, congenitamente premonitória, que chegou ao Brasil e nele alcançou o Ceará, para descortinar o futuro dos nordestinos e a eles ensinar “coisas”.

Os esbanjamentos verbais, para induzir o BODE de que sua morte seria por uma causa nobre, soberba e interessante ao desenvolvimento da ciência culinária regional, que com o tempo alcançaria todo território nacional, empolgando os paladares mais exigentes, e claro, com mais alguns ajustes e aperfeiçoamentos, seria, incontestavelmente, um prato internacional.

O sonho de Josafah — nascido em meio às juremas e os facheiros na caatinga nordestina — que um dia emergiu dos seus pensamentos à sombra de um Juazeiro, do qual lembrava-se apenas dos bandos de arribançans que cruzavam os céus, indicando que o tempo estava mudando. Naquele dia, sentiu que poderia ser famoso, prestigiado e cortejado pela alta sociedade do seu Ceará. Como opção para ser famoso, teria de fazer um prato preparado com buchada — que os nordestinos adoram — mas que fosse de uma maneira inédita, diferente, e isso ele tinha encontrado na receita que lhe dera Krem-Milda, cigana vidente, despachada e arretada, que alcançou o Brasil, onde veio para “ver a sorte” e ensinar como se faz uma moqueca. Uma moqueca de buchada de bode!

Contudo e apesar de tudo, o sentimento nordestino falou mais alto, Josafah apiedou-se do bicho, acovardou-se — NÃO MATOU O BODE e, conseqüentemente, NÃO FEZ a projetada e noticiada moqueca de buchada. Abandonado o sonho, acossado pelo Quinca Cabriteiro que o queria para marido da sua filha, fugiu para S. Paulo, como retirante.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Domingo passado (10/06), quando passava pela rua José Roberto Teixeira, no Jardim Clímax, observei duas crianças indígenas, com idades entre oito/dez anos, escarafunchando num latão de lixo postado diante de uma residência, a procura de comida.

O que poderia nos dizer a FUNAI (Fundação Nacional do Índio — órgão público de direito privado, criado em 1967 para tutelar os povos indígenas, subordinada ao Ministério da Justiça) com representação ricamente estabelecida na Avenida Marcelino Pires, local onde sempre pode-se contar uma dezena de veículos estacionados, que imaginamos pertencer aos funcionários que pagamos com nossos impostos, diante do flagelo da fome que assola os nativos ainda no estágio primário de integração, no caso Guaranis e Kaiwas, senhores incontestáveis da Reserva “Jaguá Piru”, localizada nas bordas do lado Norte, da cidade de Dourados, Estado de Mato Grosso do Sul, que não têm o que comer, precisando recorrer ao lixo doméstico para mitigar a fome? O que poderiam dizer?

As notícias que vemos nos jornais dão-nos conta de inúmeros assassinatos na “Reserva”, onde também acontecem estupros, tráfico de entorpecentes e a patente invasão de uma multiplicidade de pessoas, inteiramente estranhas às etnias declinadas, senhores legítimos da área que lhes foi reservada.

Embora pessoas ignorantes, desinformadas e irresponsáveis não cansem de referir-se a uma tal “Aldeia Bororo”, que faria parte da Reserva “Jaguá Piru”, mais uma vez lembramos que ali não existe essa “Aldeia” e tampouco nenhum indígena dessa etnia, a qual, na realidade, localiza-se no Leste do Estado de Mato Grosso, em Rondonópolis. Os Bororos falam a língua do tronco “Macro-jê”, muito diferente da língua dos índios Guarani-Kaiwa, que habitam a Reserva “Jaguá Piru” (Cachorro Magro).

No tempo do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) que durou até a criação da FUNAI, em 1967, havia na “Reserva” boa integração entre os índios ali residentes — Guaranis e Kaiwas — onde viviam harmonicamente em paz, produzindo o que comiam e vendendo na cidade, com suas carroças, o excedente constituído de milho verde, abóboras, mandioca e outros itens peculiares aos roçados que faziam.

Necessário é registrar que indígenas da etnia Terena, então funcionários do SPI que vieram para trabalhar na Reserva “Jaguá Piru”, com o tempo (conforme informou pessoa ligada à Missão Evangélica Caiuas), trouxeram outros, que foram engrossando a população dessa etnia alienígena, na Reserva. Os Terenas falam a língua “Aruaque” e tem seu território à margem esquerda do alto rio Paraguai (MT) e a leste do rio Miranda (MS). No passado constituíam um subgrupo dos Guanás. Portanto, na realidade são invasores na área dos Guaranis-Kaiwas, que levou ao empobrecimento destas etnias, (às quais alude-se o saudoso ex-governador Wilson Barbosa Martins, no seu livro “Memória, Janela da História”...“...os índios representavam perigo efetivo. Habitantes esparsos, mas vivendo desde tempos remotos no continente, eram ferozes e dificultavam a ação dos povoadores...” “Havia também o Guató, os Kadiwéu, Terena, KAIWÁ, GUARANI e Xaraé” “(...) O índio atormentava as posses, roubava o gado, matava os peões...”

O tempo passou, apaziguaram-se os índios, criaram-se reservas para acomodar as diversas etnias, cada uma delas na sua região de origem, criou-se o Serviço de Proteção ao Índio (SPI); depois a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e então, como testemunhamos hoje, algumas etnias — as menos espertas ficaram sem espaço, empobreceram ao ponto de ver suas crianças morrerem de fome ou de endemias — à míngua de qualquer assistência do Poder Público, embora onipresentes os órgãos destinados à assistência dos indígenas, instalados em majestosos edifícios, com uma única finalidade — amparar e assistir os indígenas — o que não acontece!

Enquanto os índios (índios) vivem confinados nas suas reservas, como os judeus nos Campos de Concentração dos Nazistas, sem voz para reclamar, os políticos encastelados no poder, que vai do Prefeito até o Presidente da Republica, passando por todos parlamentos e milhões de funcionários públicos, todos escorados nos salários cobertos com os impostos que a sociedade paga, fazem-se de cegos para os problemas que comprimem os nativos, despojados e mudos, que lhes retira até as migalhas de que precisam para não morrer de fome!

Até quando, estupefatos, vamos ter de assistir o deprimente espetáculo, encenado por crianças indígenas magérrimas e molambentas, procurando comida nos lixos domésticos, enquanto políticos corruptos roubam-lhes a comida, crime hediondo que se estende indefensável, também contra os brasileiros pobres desempregados, que pouco ou nada têm para comer!

Acordem! Aprendam a votar!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

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