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Manoel Afonso

Manoel Afonso

Manoel-Afonso Até aqui o Governo Dilma leva nota zero em matéria de articulação política e seus desencontros batem de frente com o próprio PT inclusive. A prisão do senador Delcídio, líder do Planalto no Senado, engrossou esse caldo apimentado.

Se Dilma for afastada por 180 dias ela voltará? Mas se sair vitoriosa neste processo o Governo vai articular com quem? Como ficarão suas relações com o vice-presidente Michel Temer - dependendo da conduta dele ao longo deste episódio?

Qualquer observador percebe que será marcante a influência da Lava Jato no desenrolar do impeachment. Novas prisões de lideranças de partidos diversos – inclusive do PMDB e aliados do Planalto – poderão ter reflexos imediatos na opinião pública, desembocando na pressão das ruas.

Para piorar, o agravamento da crise econômica – com queda da produção industrial e o aumento do desemprego – será mais um fator determinante para que a elite empresarial seja mais participativa no evento. Aliás, as previsões apontam que esse quadro deve piorar em muito a partir de março.

Assim, o afastamento de Dilma passaria a ser visto como uma alternativa em termos de solução para a crise. Psicologicamente seria positiva, abrindo perspectivas independentemente da capacidade gerencial de Temer. Seria como trocar o técnico da seleção de futebol.

Encurralado no canto do ringue, o governo joga com as cartas que tem. As primeiras ações de barrar a instalação do Impeachment no STF não deram certo e repercutiram pessimamente no imaginário popular. Eu diria, mais uma trapalhada. Depois, o Planalto quer apressar o processo, aproveitando o desvio da atenção da população devido às festas de final de ano. A oposição já percebeu e reage de forma inteligente.

Finalmente, há que se analisar a postura do STF caso a questão se resolva judicialmente. Lembro: comparando o nível desta corte com aquela do impeachment de Collor veremos que seu nível é mais fraco. Com a maioria de seus integrantes indicada pelo Planalto, há dúvidas como eles se comportarão. Partidarizarão o processo?

Na falta – por exemplo - de ministros lúcidos e influentes como Paulo Brossard e Neri da Silveira, a esperança é que a voz das ruas possa de alguma forma influenciar a mais alta corte a decidir corretamente.

Afinal, o Brasil precisa voltar a caminhar.

De leve...

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Sexta, 04 Dezembro 2015 15:43

Amplavisão: Impeachment, o prato do dia

Manoel-Afonso BELEZA  Enquanto os ruralistas mortais dão um duro danado para sobrevivem, o clã dos Bumlai não tem do que reclamar. Os ventos tem sido favoráveis desde que o PT chegou ao poder e Bumlai virou conselheiro de Lula. A fatura é altíssima.

‘ILUMINADOS’   Segundo a Receita Federal Marcelo Bumlai tinha o capital de R$ 3,86 milhões em 2004, em 2012 chegou a R$ 273,80 milhões. Seu mano Fernando também é fera: de 3,28 milhões em 2004, saltou para R$ 59,22 milhões em 2012.

POSUDO  Bumlai não teve coragem e argumentos para falar na CPI do BNDES; prova de culpa no cartório. Mas ao final arrotou grosso, dizendo que não tinha cor partidária. Ora! Para quem estava rezando na cadeia de rosário na mão, foi arrogante demais.

TRANQUILA  A deputada Antonieta Amorim diz que não teme desgaste político pela prisão de seu irmão na ‘Lama Asfáltica’. Lembrou; “a prisão antes da sentença final não é sinônimo de culpa e vou continuar exercendo o mandato de cabeça erguida”.

AMARELOU A OAB fez o jogo de cena e adiou a decisão pelo impeachment de Dilma. Perdeu a credibilidade, virou defensora do PT e do Governo. O presidente Marcos Vinicius sonha com a indicação ao STF e usa a entidade. Pode isso?

PÉROLA  Quando criou-se o título ‘Visitante Ilustre’, imaginava-se que os vereadores da capital teriam bom senso para não avacalhar a comenda. A outorga da homenagem à vice miss Bumbum Andressa Urach, é o que pode se chamar de esculhambação.

URGENTE!  Avisem os deputados estaduais do PT:  precisam sair por aí para ouvir o que o povo pensa sobre o Governo Dilma e o impeachment. O deputado Amarildo só criticou Eduardo Cunha e não deu um pio sobre a calamidade em que vivemos.

OS PETISTAS  vivem outra realidade, diferente da nossa. Não sentem no bolso o custo dos impostos, a inflação galopante, não reclamam da péssima saúde e muito menos da corrupção que mandou para a cadeia seus líderes, tratados como ‘guerreiros do povo’.

MEMÓRIA  Os petistas lotaram as ruas pelo impeachment de Collor. Lembra? A fala do Lula e do Zé Dirceu era de críticas indignadas. Pois bem. O pedido de impeachment de Dilma é tão consistente quanto aquele. Juridicamente perfeito, sem retoques.

MOTIVOS As pedaladas (manobras contábeis com dinheiro de bancos federais) e a omissão presidencial sobre a corrupção na Petrobras. Dilma não poderia alegar desconhecimento e nem deixar de mandar apurar e punir. É conivente sim senhor!

DILMA  usou na sua fala após o pedido de impeachment, o mesmo discurso feito para desqualificar Marina Silva. Coisa do marqueteiro João Santana – com certeza. Se posta como boa moça, bem intencionada, que no fundo é teleguiada pelo Lula e Cia.

COBIÇADA  Com Delcídio fora do páreo em 2018, sua vaga no senado já motiva  especulação. Reinaldo teria interesse pessoal ou apoiaria Eduardo Ridel que já tem bom trânsito no agronegócio? André indicaria Murilo Zauith ou Zé Teixeira?

A VOLTA Zeca volta a reinar absoluto no PT e dará as cartas para 2016. O partido está desmilinguido e a sua fragilização aumentará a medida das apurações de corrupção envolvendo os seus figurões. O pior: a velha militância engordou e foi para casa.

CORAGEM  Foi um auê quando a deputada Mara propôs a CPI do CIMI. Utopia, até mesmo suicídio político da parlamentar – vaticinaram. Mas os fatos vem comprovando que ela vai bem nesta trilha investigativa num assunto que era visto como tabu.

EXPLICO  Alguém tinha que se encorajar para enfrentar o poderoso braço marxista que se instalou na Igreja Católica e que atua deslavadamente contra os proprietários rurais, sob a desculpa de defender a volta dos povos indígenas às suas terras.

NAS AUDIÊNCIAS  e pelos documentos colhidos, percebe-se: o caso é muito mais grave do que se previa. Há inclusive manipulação de dinheiro oriundo de várias fontes. Aliás, o deputado Paulo Correa se diz estupefato com o que está sendo descoberto.

O MELHOR   A iniciativa da CPI em MS está servindo de modelo e inspiração para outros Estados que vivem problema semelhante.  É preciso sim desmistificar a imagem de que os índios são defendidos por entidades apolíticas sem outros interesses.

ARREMATE  Repito: defender índios é bom negócio. Para alguns petistas dá votos e para intelectuais comunistas e outros infiltrados acaba sendo bom negócio. Enquanto isso a União faz o jogo através do ministro da justiça que só promete e nada faz.

TENEBROSO  Assim pode ser chamado 2016 não só para a sociedade brasileira, bem como para os administradores municipais.  Os prefeitos que já vinham amargando corte de verbas já foram avisados de que não esperem dinheiro de Brasília. A fonte secou.

O PREÇO  Já se fala, muitos parlamentares vão tentar negociar o voto no processo de impeachment em troca da liberação de verbas. No saguão da Assembleia Legislativa ouvi: “só que o dinheiro do Planalto terá que vir antes da sessão decisiva”.

DELCÍDIO Fritado e abandonado, fará exatamente o que? Especula-se sobre sua intenção – ou não – de delatar. Mas ele teria que expor fatos inéditos e graves para ganhar a aprovação da proposta de delação premiada. Aguentará até quando?

ENFIM... a República está esfarelada, o quadro gravíssimo. Não há inclusive clima de Natal. As pessoas estão tristes, indignadas. Não seria o caso de contratar os préstimos do inteligente Lulinha para apresentar projeto acabando com a crise? De leve...

“Qualquer deputado pode pedir à mesa da Câmara abertura de processo de impeachment... Dizer que isso é golpe é falta de assunto”. (Zé Dirceu, em 1999)

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Segunda, 30 Novembro 2015 09:55

De leve - O País pede: Delata, Delcidio!

Manoel-Afonso Se abrir o bico e contar o que sabe do ‘Reino do Planalto’, o senador pode até passar da condição de vilão a herói nacional. Como se diz: perdido por um, perdido por mil.

Longe de avalizar a postura do senador neste nebuloso episódio e sem  questionar os argumentos do STF que embasaram sua prisão, pode-se dizer que ele é hoje a figura mais importante do contexto político do país.

Há razões de sobra para tal afirmação. O material exposto na mídia mostra exatamente isso. O Planalto finge ignorar o caso e sua condição de ex-líder no Senado; Lula ironiza o senador com agressões verbais; o PT promoveu o seu linchamento através da nota do diretório nacional.

A situação remete-nos aos filmes de heróis do cinema, onde a cena do tic tac da  bomba relógio deixa os telespectadores com o coração na mão.  Hoje, são todos os brasileiros sob tensão diante do que pode acontecer nos próximos dias.

Experientes observadores da política não escondem: estamos diante do que pode ser comparada a ‘ponta do iceberg’, que pode levar o país a uma situação sem precedentes do ponto de vista político, econômico e institucional inclusive.

Um homem do porte do senador na cadeia, abandonado e humilhado pelos companheiros, sem grandes perspectivas de reverter sua situação prisional, não pode ser visto como um ‘cachorro morto’, imprestável e descartado. ‘Não é bem assim’, diriam alguns.

A mídia vem mostrando a importância da trajetória de Delcídio, sem deixar inclusive de destacar seu estilo pessoal que lhe garantiu bom trânsito em Brasília. Aliás, as declarações do senador tucano Aluysio Nunes na sessão histórica, comprovaram a estima que ele desfruta também na bancada da oposição. 

Enfim, se em nosso imaginário popular ainda há boas lembranças do senador pela sua atuação na CPI dos Correios, que culminou com a prisão de Zé Dirceu e outras lideranças do PT, há chances que ele possa – mais uma vez – prestar um grande serviço ao país através do instituto da delação premiada.

A bola está na marca da cal. Se Delcídio marcar, vamos até esquecer o vexame dos 7 a 1 contra os alemães. O gol de Delcídio pode ser o mais importante para todos nós.

Portanto - coragem Delcídio! Bata firme, sem dó e sem medo.

De leve...

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Manoel-Afonso ‘DAY AFTER’ Para a opinião pública as prisões de Bumlai e Delcídio não encerram o ciclo de prisões da Lava Jato. Ao contrário; envolverão outros empresários e políticos citados ou não no processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro.

CERVERÓ: Bomba relógio que pode inclusive atingir Dilma no caso da Refinaria Passadena. Ela era presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Ele, corre risco de vida e já foi transferido para a cela da Polícia Federal de Curitiba.

LEMBRANDO... Dilma diz que autorizou a compra da refinaria baseando-se num relatório técnico falho. Mas onde estavam seus assessores técnicos? Detalhe: o ex-poderoso Antonio Pallocci era um dos ilustres conselheiros da Petrobras.

CLARO! Cerveró sabe de coisa do ‘arco da velha’, de negociatas para beneficiar gente do PT. Só uma: Em 2006 a Petrobrás pagou a Angola U$ 300 milhões perfurando poços secos e o governo africano devolveu U$ 50 milhões para a  campanha de Lula.

LULA  Chutou Delcídio chamando-o de imbecil. Porque furou o esquema? Mas terá saco de esculhambar o Cerveró, o Bumlai, o Barusco, o Eloi Pinheiro e o Odebrecht? Eles não são cachorros mortos, pois sabem de muita coisa podre.

BUMLAI 72 anos, pressão alta, é uma caixa preta prestes a explodir. Tem histórias incríveis na busca do lucro fácil que dariam um livro. Não é a fortaleza que aparenta; vaidoso, ambicioso e frágil. Aguentará a cadeia de bico calado até quando?

POLIVALENTE Onde Bumlai toca brota grana. Vendeu terras superfaturadas ao INCRA, meteu-se no escândalo da Sanasa em Campinas, intermediou aluguel de sondas de Petróleo, montou (e faliu) usina em Dourados e virou conselheiro do Lula. É mole?

CONVENHAMOS!  Quem é amigo do Lula neste país não passa aperto. A imprensa já mostrou os empréstimos a toque de caixa que o BNDES concedeu ao Bumlai e filhos. Se é preciso passar o Brasil a limpo, não se pode esquecer deste banco.  

DETALHE A TV mostrou, nem todos notaram. A rua onde mora Bumlai e filhos foi batizada de “Beatriz de Barros Bumlai”; homenagem à sua ex-mulher. Prova de seu dedo político no poder municipal, onde inclusive ajudou a eleger Thais Helena.      

 DELCÍDIO Sem chances de reverter sua situação vai aguentar ser xingado por Lula e outros caciques do PT até quando? Pode sim fazer a delação premiada entregando muita gente e contando episódios ‘saborosos’ que nós pobres mortais não sabemos.

O PRESTÍGIO de Delcídio garantiu a aprovação de projetos do Planalto no Congresso. Palavras dos adversários. Mas num passe de mágica o partido e o Governo lhe dão as costas, tratando-o como leproso político. Ingratidão e deslealdade.

COERENTES  foram os diretórios petistas da capital e do Estado. Mas nas entrevistas os deputados estaduais minimizaram a postura do diretório nacional. Ora! O Rui Falcão não falou em seu nome. Claro, consultou o Lula para redigir aquela nota. 

CURIOSO o critério de avaliação de safadeza do presidente Rui Falcão. Para proveito do PT - como nos casos do Delúbio, Zé Dirceu e Vaccari, pode. Mas quando é feita em proveito próprio é imoral, não pode, foge do tal idealismo partidário.

A PROPÓSITO, os petistas – paladinos da moralidade e da democracia – acima do bem e do mal, denominam seus críticos de fascistas. Acham que acreditamos em suas histórias fantasiosas, como essa do enriquecimento do Lulinha. ‘Menos, please’.

NA FILA Citado na Lava Jato, o deputado Vander Loubet preservará seu mandato até quando? Condenado a 11 anos e 10 meses pelo TRF – 3ª. Região, em regime inicialmente fechado, o deputado João Grandão se livrará da longa pena?  

CÁ ENTRE NÓS... Delcídio sempre foi discriminado pelos petistas históricos locais e nacionais. No fundo, essa gente achou ótimo o fim do Delcídio, abrindo janelas, como o Zeca que pretender agora concorrer ao senado em 2018. Segue a vida.

A HISTÓRIA mostra: Sem espaço no PSDB, Delcídio entrou no PT naquela eleição do Zeca e sempre foi visto como um ‘petista tucano’. Sua escolha para líder do Governo ocorreu porque o Planalto não tinha outro com tamanho prestígio e trânsito.

A QUEDA de Delcídio prejudica os planos do Governo Estadual em recompor a dívida de MS. A mídia tem mostrado também a atuação dele para trazer recursos em diversas áreas da administração. Seu bom trânsito no Planalto ajudava em muito. Pena.

PLANOS’ Não faltam ao PT. Na sucessão da capital, sem nome emblemático livre de desgastes, o apoio será dado a Ricardo Ayache, do PSB, mas com profundas raízes e ligações com o PT. E Ayache se livrará da pecha de ex-petista? A conferir.  

PEDRO CHAVES Só será senador (PSC) após o julgamento de Delcídio pela quebra de decoro parlamentar. Até lá terá que esperar. O PSC é presidido pelo pastor Everaldo, famoso por soltar um pum durante entrevista ao Jornal Nacional. Uma figura!

LEMBRETE: O STF fez sua parte neste episódio de Delcídio e cia. Saiu fortalecido. E a população da capital insiste na pergunta junto ao Poder Judiciário Estadual: Bernal continuará até quando à frente da prefeitura? É preciso sim ouvir o clamor popular.

A LIÇÃO: Últimas vontades do grande general De Gaulle: “Eu não quero exéquias nacionais. Nem presidente e ministros. Nenhum discurso e oração fúnebre no parlamento. Recuso de antemão toda distinção ou condecoração.”  

“A nota do PT sobre o episódio, além de intempestiva, é oportunista e covarde”. (Renan Calheiros)

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Manoel-Afonso O que intriga e encanta na política é essa diversidade de hipóteses na busca de resultados que levem ao poder. Não há um só cientista político que consiga detectar com precisão os reais motivos que interferem no imaginário do eleitorado, às vezes rebelde, às vezes assentado.

O que estamos vendo hoje em Campo Grande, e as pesquisas vem apontando isso num ritmo crescente, é a tendência de conscientização de se rever valores e conceitos em matéria de administração municipal. A comparação inevitável é do quadro atual com o mais recente, ou seja, o anterior. Aliás, sempre é assim.

É certo que Nelsinho chegou à prefeitura sob as bênçãos de André, ganhando inclusive de Giroto nas pesquisas internas do partido. Inegável também que foi beneficiado pela estrutura técnica montada pelo ex-governador, aproveitando-se dos projetos aprovados em Brasília.  Daí para o sucesso administrativo, foi um pulo.

Em que pese essas circunstâncias e fatores favoráveis a Nelsinho, não se pode negar a sua sensibilidade política e capacidade de bom trânsito político. Mas isso não impediu as suas frequentes colisões com André, que foram ficando cada vez mais evidentes e frequentes nos dois últimos anos de mandato.

Aí o PMDB ficou pequeno para a convivência de ambos e após a sua derrota ao Governo em 2014, Nelsinho aproveitou para ingressar no PTB e aproximando-se cada vez mais do PSDB de Reinaldo. Essa sua capacidade de evitar embates diretos e desgastantes, recolocou-o no cenário eleitoral de 2016.

Não é por acaso que nas conversas entre lideranças, o ex-prefeito é tido como a melhor opção para agregar vários partidos, além de atrair as bênçãos de Reinaldo, inclusive. Nelsinho continua falando pouco, mas vai costurando apoios para viabilizar seu projeto.

E não se pode esquecer. Nelsinho foi feliz ao escolher o PTB – um partido de passado glorioso – sem estigmas e sem arestas com os caciques dos partidos que integram o cenário. Isso vai ajudá-lo a cooptar adesões. Quem viver verá.

Eleições não se ganha na véspera, evidente! Mas um trabalho planejado, com gente competente, pode sim aplainar o caminho rumo à prefeitura municipal. Que o Nelsinho não mude seu estilo; sem destilar mágoas e despido de espírito revanchista.

O jogo está sendo jogado. Façam suas apostas.

De leve...

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Manoel-Afonso EM ALTA Ao trazer o ministro André Figueiredo, das Comunicações, o deputado Dagoberto proporcionou aos empresários de rádio a chance de discutir aspectos que envolvem a migração das rádios AM para FM. Foi um encontro produtivo.

BOLA CHEIA O governador Reinaldo presidiu a reunião e mostrou-se sensível às reivindicações destes empresários que lutam com dificuldades. Ele prontificou-se a estudar a concessão de benefícios fiscais na aquisição dos equipamentos.

FOI  PENA!  Que bom se a presença de FHC na capital tivesse sido aproveitada de forma mais abrangente. Imaginei ele proferindo palestra para empresários, autoridades e universitários. Teria sido agradável e politicamente um gol de placa do Governo.

BASTIDORES  O deputado Flavio Kayatt pode ser alçado ao TCE antes do que se imagine no lugar de José Ricardo Cabral. Movimento sem resistências vem ganhando força. Posteriormente, Marcio Monteiro ocuparia a vaga da conselheira Marisa.

IGNORADOS Será que os jovens conhecem bem a história de nosso Estado? Fatos e personagens marcantes são esquecidos. Vespasiano Martins é um deles. É a falta de cultura  patriótica que tende a aumentar.  Hoje, as prioridades dos jovens são outras.

ESTRANHO  Não ouvi protestos de petistas pelas prisões do Vaccari, Zé Dirceu e Genoino.  Para o vereador Ayrton Araújo, o PT está de luto pela perda do mandato da vereadora Thais Helena. Mas ele esquece a causa e chora as consequências.

PERÓLA Questionado sobre sua permanência no cargo, o secretário Pedra assim classificou sua relação com Bernal: “somos como irmãos”. É como se estivessem sempre no mesmo barco. Pois é, pelo poder, as pessoas às vezes perdem a noção.

ÓRFÃO Pedra era o único aliado de Bernal com boa inserção na sociedade. Aliás, Pedra só perdeu ao se aliar com Bernal, com quem não tem qualquer identidade. Faltou ao amigo Pedra um bom orientador ao longo de sua vida pública. Agora, é tarde!

CHORANDO O TCE pegando o pessoal de calças curtas. Dois casos emblemáticos de cidades pequenas. A prefeita Carla, de Terenos, terá que devolver R$ 135 mil; o ex-presidente Botelho, da Câmara de Ladário, devolverá R$ 209 mil. Guenta!

PREOCUPANTE Visando estabelecer novas regras para sacar o FGTS, o Governo passou a considerar também como natural o desastre oriundo de rompimento ou colapso de barragens que ocasione movimento de massa com danos a residências.

O DECRETO 5.113, de 13/11/2015, em tese, visa resolver a situação dos moradores que perderam suas casas na tragédia de Mariana. Mas os juristas estão enxergando o outro lado desta iniciativa que poderá beneficiar a mineradora no futuro.

VEJAMOS: O decreto não estaria equiparando um crime ambiental a um desastre natural para efeitos de responsabilidade civil e penal, sem levar em conta a negligência da mineradora? No mínimo é uma situação duvidosa que arderá nos tribunais.

E MAIS... O decreto penaliza o trabalhador sob a desculpa de agilizar o saque do seu FGTS. Mas ele ficará sem o dinheiro do fundo na velhice gastando para reformar sua casa, que é de responsabilidade da mineradora. Dilma ferrou os trabalhadores.  

ALÔ PROMOTORES: No MS a fiscalização das barragens com resíduos nas usinas de álcool, açúcar e indústria de celulose de papel é seria ou ‘nas coxas’? E essas usinas (PCH) de pequeno porte nos rios não prejudicam a subida dos peixes para desova?  

PERGUNTO: Quantos amigos seu ainda tem o telefone fixo residencial? O avanço tecnológico vem barateando custo do uso do celular. Os operários de manutenção das linhas físicas (via postes) das telefônicas na onda crescente de desemprego. 

‘DULCE VIDA’ Dos 62 deputados petistas, 53 compareceram e 41 votaram com Dilma vetando o aumento de aposentadorias para quem ganha mais de um salário Enquanto isso no paraíso, os políticos ‘bebem champagne na banheira’.

VOTO IMPRESSO Com sua volta, repelida pelo PT, sob a desculpa de custo alto, acabaremos com as suspeitas cruéis das urnas eletrônicas ‘made in Venezuela’ nas últimas eleições. Importar tecnologia da terra do Chaves é sacanagem, meu!

LULA  Fala uma coisa e faz outra. A entrevista ao Roberto D’ávila mostrou isso.  Mas ele não justifica a riqueza do filho Lulinha e não explica a generosidade da empreiteira OAS pagando a reforma de R$ 700 mil de seu apartamento triplex.

A PROPÓSITO Em artigo na Folha, Rui Castro fala das mudanças de Lula, inclusive de amigos. Trocou as relações com artistas, padres, intelectuais e juristas, por doleiros, banqueiros e empresários que lhe cedem de jatinhos e patrocinam palestras.

BOA IMAGEM Na conversa com prefeitos e vereadores no saguão da Assembleia,  ouvi elogios de ‘boca cheia’ sobre a atuação do senador Moka. Esse pessoal do interior  acompanha a política e quando vai à Brasília confere de perto o panorama.

A BARGANHA Então ficou mais ou menos assim: PT e PMDB seguram a onda e garantem o Eduardo Cunha no cargo, que por sua vez não coloca na pauta o pedido de impeachment da presidente Dilma. E eu pergunto: esse país tem jeito? De leve...

NA CAPITAL  A tendência é que Bernal seja apeado do cargo tão logo se resolva essa confusão na Câmara. Teríamos aqui a repetição do episódio de Dourados, com a Justiça indicando um magistrado para ocupar a prefeitura. As fontes, silenciosas e seguras.

“A corrupção não tem cores partidárias”. (Juiz Federal Sergio Moro)

 

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Manoel-Afonso GIROTO Sem mandato eletivo e cargo partidário, conseguirá reverter essa situação desfavorável? O noticiário e as fortes imagens policiais causam estragos. Os exemplos mostram que nestes casos é muito difícil conseguir a reabilitação eleitoral.

QUESTÕES: As investigações continuarão a ponto de atingir outras lideranças ligadas a Giroto? Até aqui o ex-governador André posiciona-se como mero observador, em que pese suas relações com o poderoso ex-secretário de sua administração.

TORCIDA  A oposição está acompanhando o caso e torce para que revelações futuras tragam desgaste político a André, ao PMDB e aliados. O PT, enfraquecido pelos seus escândalos nacionais, está vendo neste episódio uma espécie de compensação.

NELSINHO Sem mandato, ficou ainda mais leve. A ida para o PTB facilitou seu trânsito também no PSDB. A administração horrível de Bernal estimula a comparação entre ambos e as pesquisas mostram o quanto Nelsinho está em alta.

MARQUINHOS  O PMDB deu-lhe a ‘carta de alforria’, mas eu pergunto: ir para onde e com quem? Os 2 partidos que podem acolhê-lo não tem estrutura para influenciar no pleito de 2016. Se tiver juízo pode se poupar e esperar a roleta girar de novo.

MÍNIMAS  as chances de vitória da candidatura do PT na capital. O discurso de Zeca fatigou e perdeu o viés da indignação por motivos óbvios..A saída seria se alinhar a Ayache e tirar proveito do provável discurso da renovação, do ‘novo’.    

ENFIM... Não faltam ingredientes para fermentar o ceticismo. Mensalão, Petrolão, pedaladas da Dilma, Eduardo Cunha, prisões de empresários/políticos, Bernal, Olarte, Lama Asfáltica e Giroto. Com quais olhos o eleitor está vendo os políticos?

CARONA Além dos buracos nas ruas, Bernal não tinha nada para dizer de seu governo no programa do PP no último dia 12. Aí falou do passe livre de ônibus para 100% dos estudantes. Mas esse benefício foi criado muito antes dele chegar à prefeitura.

OPINIÃO Teria sido menos traumático se o Governo Estadual tivesse comparado melhor a situação financeira de antes e agora. Mas o projeto ficou menos agressivo com as duas emendas: 90 dias para entrar em vigor e validade até final de 2019.

MARCAS? Todo episódio por mais impostos é antipático e hoje é visto como obsceno. Mas foi um alerta ao Governo, que na campanha pregara a importância de ‘conversar com as pessoas’. Outro fato: os empresários redescobriram o endereço da AL.

ASPECTO  a ser ressaltado. Como o eleitor desassocia seu voto ao desempenho do deputado que votou, essa foi uma boa oportunidade para se aferir a musculatura do escolhido. Contabilizei manifestações de elogios e decepções dos visitantes.  

DIÁLOGO  entre Chico Maia (ex-Acrissul) e o deputado Zé Teixeira: O primeiro usou de fina ironia sobre o projeto dos impostos - o segundo retrucou: “você  sabe, já foi vereador;  como é a pressão aqui  dentro. Vem pra cá”, disse, sorrindo.  

CICATRIZAÇÃO Também na política o tempo cura o queijo. Reinaldo e Delcídio juntos na Secretaria do Tesouro Nacional para tentar renegociar a dívida de MS junto ao Banco Mundial. Fala-se; Aécio teria sido o responsável pela ponte entre ambos.

JUNTOS Aécio pedala com Dilma; ajudou a manter os vetos, aprovará o resto do pacote fiscal e fará o jogo do PT contra Eduardo Cunha.  Até o senador Aloysio Nunes ‘ex-terrorista’ cedeu ao ‘direito de resposta’ na Lei da Imprensa. Aval ao retrocesso.

RETROCESSO SIM! Com a mudança da Lei da Imprensa acabou a livre manifestação do pensamento, informação e a opinião desfavorável da crítica, salvo com a intenção de injuriar e caluniar. Até o Fernandinho Beira Mar poderá usar direito de resposta.  

MEMÓRIA A Lei de Imprensa nasceu do acordo entre militares e o sindicato de jornalistas para preservar a livre manifestação da opinião crítica. Agora, PT, PMDB e PSDB apoiam o fim de um direito dos quais foram beneficiados. Pode?

O SONHO petista é revelado pela filósofa Marilena Chaui ao dizer que a imprensa brasileira lembra a Santa Inquisição, acusando e destruindo sem provas. A estratégia petista é chamar de fascistas seus críticos. É a cartilha do Maduro e Cia.  

DO LEITOR: “Vendo na internet as fotos e notícias das manifestações de ruas contra a corrupção e pelo impeachment de Dilma, não vi um só cartaz ou faixa representando a OAB. Essa omissão tem cara de conivência, contra o que pensa o povo brasileiro”.

O DISCURSO  da OAB como defensora da cidadania acabou fragilizado diante de sua postura omissa nos últimos escândalos do país. A Maçonaria por exemplo, cresceu junto a opinião pública, mostrou a cara da indignação da sociedade brasileira.

JARAGUARI  Pequena e generosa. Cada vereador ganha R$ 4 mil por mês, rendimento mensal de uma fatia pequena de sua população. São apenas 4 sessões mensais. O ganho equivalente a renda de aluguel de 4 apartamentos no valor de R$ 250 mil cada.  

CREFISA  Só tem a agradecer ao Lula pelo aumento dos endividados. Se hoje ela faz propaganda em horário nobre da Globo e nas camisas do Palmeiras, é sinal que está faturando alto às custas de quem acreditou no discurso consumista do Lula.

BUMLAI... Dizem; ele teme passar o pior Natal de sua vida. A convocação para depor na CPI do BNDES da Câmara seria a maçaneta de outras portas indesejáveis. Se nas horas difíceis é que se conhece o amigo, ouvirá de Lula a frase “Tamo junto?”

“De tanto o PT lavar dinheiro o Brasil ficou sem água”.  (na internet)

 

 

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Manoel-Afonso É a mesma ladainha a cada pleito da Ordem dos Advogados do Brasil em nosso Estado, e em todo o país. O assunto ocupa espaço na mídia onde cada candidato vende seu peixe e apresenta sua plataforma a toda sociedade.

É como se os destinos da entidade e sua forma de gerenciamento estivessem ligados diretamente à vida e ao dia a dia de todos os cidadãos. A dimensão dada a escolha dos dirigentes transcende aos seus limites da lógica.

Oportuno lembrar que entidades classistas que congregam e representam médicos, engenheiros, dentistas e outros profissionais realizam suas eleições para escolha de seus dirigentes. E em nenhuma delas há a tentativa de envolvimento da sociedade no processo.

Apenas a título de comparação. Argumentam os advogados que a entidade deles seria a paladina da democracia, da defesa do Estado de Direito e da cidadania. Mas o que  dizer então dos médicos, que cuidam da nossa saúde e das nossas vidas?  Mesmo assim, nas eleições do Conselho Regional de Medicina, não há esse estardalhaço – nem longe – como fazem os advogados.

Como advogado e ex-conselheiro da OAB-MS podemos dizer que os interesses pelo comando da entidade vão muito além do simples exercício da representatividade. Vários outros aspectos não são divulgados ao longo da campanha por razões óbvias. Presidir essa entidade garante status, visibilidade política e bom trânsito junto aos poderes constituídos.

Mas insisto: ouvindo as entrevistas dos candidatos e lendo suas propostas, não me convenço de que essa tentativa de envolvimento da sociedade no pleito seja sensata. As pessoas comuns não tem intimidade com a forma e os dispositivos legais que regem a administração da OAB. Daí que a essa discussão de valores deveria ser restrita apenas aos advogados, os únicos eleitores habilitados ao pleito.

Mas como o advogado – em tese – seria um agente político de bom potencial, aproveita-se a ocasião para aumentar a musculatura e até preparar terreno visando alçar outros voos. Afinal, a OAB tem sido trampolim de projetos políticos como mostram os exemplos de personagens locais e nacionais.

Penso eu, também nestas eleições o eleitor será usado e não sabe. É o velho filme!

De leve...

Comentário

Manoel-Afonso DESGASTE? Para alguns esse episódio do aumento dos impostos será esquecido com o tempo, como ocorreu no governo de André. Para outros manchou o governo. Como se diz: na política não existe mal totalmente irreparável. O futuro é outro dia.

CONTROVÉRSIAS  Ouvi opiniões diferentes na Assembleia Legislativa. Uma delas: Reinaldo ignorou as lições de Maquiavel sobre as maldades e bondades. As primeiras devem ser feitas de uma vez só, já as segundas, devem ser feitas aos poucos.

EVIDENTE Faltou diálogo com o núcleo pensante da Assembleia Legislativa. É certo que os ônus financeiros do projeto não chegariam ao eleitor da periferia, mas o tema (alta de impostos) exposto na mídia, atrai a ira e desgasta junto a opinião pública.

DESASTRE Faltou ao líder do Governo, deputado Rinaldo, uma melhor exposição do projeto na tribuna. Não conseguiu se recompor das vaias e ajudou na piora do clima no plenário. Ora! Um líder precisa ter capacidade de superação nestas horas.

ZÉ TEIXEIRA Ao seu estilo mostrou prestígio junto aos segmentos produtivos. As lideranças que compareceram faziam questão do afago do deputado, que embora ligado ao Governo, não abriu mão de suas convicções sobre o delicado projeto.

ENFIM... O episódio mostrou a dinâmica da política no plenário. Pedro Kemp ganhou aplausos dos produtores rurais e André foi lembrado num cartaz na galeria. Ao Governo resta também melhorar sua comunicação. O autismo é incompatível com a política.  

MAQUIAVEL Todos os políticos seguem sua cartilha. Ao assumir o Governo, André promoveu medidas  que atingiriam entidades filantrópicas inclusive. Com o tempo foi se recompondo; as maldades esquecidas pelas bondades continuadas. É assim, mano!

EM PAUTA  Deputado Marcio Fernandes otimista com seu Projeto de Lei concedendo 20% de desconto na tarifa de energia elétrica aos deficientes visuais. Claro, a matéria é interessante e justa do ponto de vista social. Acompanharemos a sua tramitação.

ALERTA A foto do José Maria Marin chegando aos ‘States’ mostra os estragos que a cadeia fez nele. Aos 83 anos de idade precisava passar por essa humilhação?  Lembra o Zé Dirceu. A propósito: Zé ganhará presentes ou mesmo visitas neste Natal?

ENCOLHIDOS  Pesquiso na mídia; não há petistas defendendo Zé Dirceu. E mais: se antes eles faziam questão de se exibir em fotos ao lado dele porque dava status, hoje se sentem constrangidos quando elas são publicadas, inclusive aqui no MS.

‘O ILUMINADO’ O ex-deputado Biffi atribui a crise atual às notícias tendenciosas da mídia nacional. Mas não deu um pio sobre o Mensalão, a Lava Jato e as prisões de Zé Dirceu, André Vargas e Vacari. Sem mandato, Biffi ‘vive noutro país.’   

O EX-DEPUTADO que continua com bom salário público, ignora as placas de ‘vende-se ou aluga’, as taxas de juro, a queda do PIB, a inflação crescente, o desemprego e o aumento da carga tributária. E isso não é invenção da mídia.

‘SACANAGEM’ Nenhuma liderança petista daqui dignou-se a fazer a defesa do companheiro Bumlai, fiel escudeiro e anfitrião de Lula, com direito a livre ingresso no Palácio do Planalto.  Resistirá a acareação na Lava Jato do Juiz Sergio Moro?

AMARILDO Muito bom o projeto do deputado sobre o uso do sal no comércio e em nosso dia a dia. Oportunizará maior conscientização dos malefícios do produto. Matéria simpática de saúde pública, transcendendo naturalmente as questões partidárias.

SÓ FERRO!  Se o pessoal do serviço público continua intocável, as novas regras para a aposentadoria dos ‘mortais’ ficaram muito aquém do esperado. O brasileiro morrerá sem usufruir dos benefícios da pobre aposentadoria, cada vez mais distante.  

SÓ FALSIDADE! A ‘Constituição Cidadã’ é puro engodo. Oba oba na mídia e pouca praticidade. No fundo, preservou distorções e benefícios em prol de privilegiados como funcionários públicos, políticos e militares. Ao povo, restaram as migalhas.

A PROPÓSITO  O que se vê hoje lá em Brasília é bem isso. Fazem acordo, livram a cara do filho do Lula, Palocci, e empurram com a barriga o caso do Eduardo Cunha. Na hora ‘agá’, os políticos se unem para sobreviverem. Diga-me com quem andas...

TERMÔMETRO  A gravidade do quadro econômico do país pode ser medida pela situação do camelódromo aqui da capital. Se antes, os ‘pontos’ eram disputadíssimos, hoje 12 lojas já fecharam as portas. Pior: as previsões para 2016 são sombrias.

DÓLAR CRUEL  Se buscar mercadorias no Paraguai e Bolívia não compensa mais, a opção de se comprar roupas em Goiânia e outros centros também é ruim. Porque? Os tecidos usados nas confecções são ‘made in China’, jogando o preço nas nuvens.

ZERADO Ao entrar nas lojas percebe-se o baixo estoque de mercadorias para seduzir o cliente. O glorioso governo esgoelou essa galinha de ovos de ouro. Impossível suportar tantas mordidas: Aluguel, impostos, encargos trabalhistas etc. Só no Brasil.

A PROPÓSITO Quantas empresas nascidas aqui, de capital local, sobreviveram ao longo dos últimos 30 anos? Da para contar nos dedos. Claro, a invasão das grandes redes nacionais ajudou, mas a insaciabilidade fiscal foi a causa principal.

QUE SITUAÇÃO! O povo da capital anda com saudades do André e Nelsinho. A opção pela renovação deu nisso! É lamentável, um prefeito com suas contas bancárias bloqueadas pela Justiça Federal. Salvadores da Pátria – um perigo!

“Os aposentados são vagabundos e os brasileiros, caipiras”. (FHC)

 

Comentário

Manoel-Afonso “Em Brasília não há inocentes. Todos são cúmplices”. “No teatro do poder, todos são formados em artes cênicas". As frases de Nelson Rodrigues sintetizam a imagem dos políticos, avocando o título do texto pinçado daquele conhecido filme.

Cada qual ao seu estilo, os políticos demonstram facilidade admirável no aprendizado da arte do ganho financeiro. Se aquele vereador da pequena cidade interiorana faz das diárias de viagens uma fonte paralela de renda, o pessoal do alto escalão tem outros mecanismos - amparados em lei - para levar uma série de vantagens.

O noticiário mostra denúncias do Ministério Público contra as praticas indecorosas de vereadores, prefeitos, deputados, secretários e ocupantes de cargos de confiança da administração pública. Mas eles se aproveitam do direito ao contraditório para tentar justificar o injustificável e na maioria das vezes procrastinam o processo ao máximo, tirando-o do foco de atenção da opinião pública.

A cumplicidade de todos os políticos é mais que evidente como mostra a imprensa. Os capítulos recentes da ‘Lava Jato’ tem produzido material formidável para se avaliar comprovadamente o submundo do poder, não diferenciando partidos ou tendências que poderíamos chamar – em outras épocas – ideológicas.

O próprio Governo Federal, que em tese deveria ocupar a linha de frente da indignação, encolhe-se, dissimula, muda o discurso e insiste em outras prioridades na tentativa de  minorar os prejuízos, numa espécie de auto absolvição descabida. Aliás, as medidas anunciadas com estardalhaço, não resolvem a raiz do problema da corrupção e o que é pior: vão pesar ainda mais no bolso do contribuinte.

Se o verão de 2014 já não foi bom, porque as eleições eram ‘página virada’ com a reeleição presidencial garantida, o próximo será um terror. Dois fatores serão responsáveis: a perda de autoridade moral do Governo Federal e a situação econômica financeira da população como mostram os indicadores diários.

A exemplo do filme (1997) do diretor Jim Gillespie, sobre o drama de 4 adolescentes que supostamente mataram um ciclista por atropelamento, aqui todos nós brasileiros também sofremos com a paranoia do desemprego, inflação e um futuro tenebroso.

E o nosso filme de terror, tem sim a ver com os verões passados de nossos políticos.  

De leve...

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