Timber by EMSIEN-3 LTD
Manoel Afonso

Manoel Afonso

FACADAS Sergio Longen (Fiems), Famassul e agora a OAB-MS manifestando contra o projeto do TJ-MS na Assembleia Legislativa prevendo aumentos de taxas diversas de serviços cartoriais. Em ano eleitoral é bom que os deputados se cuidem! O mesmo lembrete vale para a OAB que ‘curiosamente’ se calou sobre o tal auxílio moradia do Poder Judiciário. Como se diz na Espanha: “valientes, pero no muy”. Ah, entendi.

DUAS VITÓRIAS do deputado Jr. Mochi (MDB). A FETEMS reconheceu o erro ao incluí-la na lista dos favoráveis a reforma da Previdência. Ora, ao presidente da Casa só o voto de minerva. E o STF, pela ministra Carmem Lúcia, referendou projeto do nosso deputado obrigando os planos de saúde a informarem o consumidor sobre os casos fora de cobertura. A ADIN da União Nacional das Instituições de autogestão em Saúde foi julgada improcedente.

WILSON MARTINS Após ex-prefeito Lúdio Coelho (PSDB) e o ex-governador Pedro Pedrossian, ele foi mais um dos políticos veteranos que nos deixa com o currículo iniciado no Mato Grosso uno. Agora a família Martins tem no engenheiro agrônomo Celso Martins - na Delegacia do Ministério da Agricultura – o seu único membro no contexto político.

PETISTAS Independentemente do que possa ocorrer com o futuro político do ex-presidente Lula, eles devem marchar unidos nas eleições estaduais. Aí pergunto: com quem ficarão num eventual 2º turno? Mais de 200 mil votos que terão peso na decisão. Aí as lideranças petistas serão cortejadas pelos outros candidatos daqui pra frente.

VEJAMOS: O deputado Zeca do PT tem boa interlocução com o Parque dos Poderes, mas não garantiria apoio total no 2º turno pelas restrições ao PSDB em nível nacional e a independência do eleitor petista que também leva em conta o fator ideológico. Se o outro finalista for o juiz Odilon (PDT), a tendência é que ele seja o receptor desse voto.

FRAQUEZA? Para um ex-deputado, as recentes declarações de Puccinelli sinalizando que pretende concretizar um ‘acordão’ com Reinaldo e Odilon é demonstração de falta de confiança em seu potencial. Sob o ponto de vista psicológico – aos olhos do eleitor – a afirmação tem procedência, sinaliza temor e é reflexo do que mostram as pesquisas.

ANDRÉ x REINALDO Na capital a rixa é menos radical do que nas cidades onde há apenas 2 grupos: do prefeito e oposição. Lá a prioridade é o poder local. O eleitor é apaixonado, passional, focado nas eleições municipais. Se o seu candidato a governador ficar fora do 2º turno, poderá votar em outro nome (3ª. via) para não fortalecer o grupo local adversário no pleito de 2020.

SIDROLÂNDIA é só mais um caso. O ex-prefeito Daltro Fiuza (MDB), suplente de deputado estadual e o ex-prefeito e deputado estadual Enelvo Felini (PSDB), rivais históricos, teriam dificuldades de subir juntos num palanque. Sobre essa hipótese, Enelvo não me escondeu a realidade interiorana, menos pragmática do que na capital.

OS DEPUTADOS Mochi (MDB), Barbosinha (PSB) e Beto Pereira (PSDB) também tem autoridade para falar sobre o tema porque são do interior, onde vivem a realidade. Todos eles, cada qual com sua visão, admitiram dificuldades de palanque em suas cidades no caso de 2º turno sem a presença do ex-governador Puccinelli (MDB).

FORTALECIDO Contrariando as previsões, o deputado Barbosinha (PSB) passou com voto de louvor pela Secretária de Justiça. Repetiu a conduta que teve à frente da Sanesul como gestor. Senti o parlamentar afinado com o governador Reinaldo. Trata-se de um político interiorano com visão abrangente, muito bem preparado. Vai longe!

NO INTERIOR a identidade política conta muito. Lá o MDB tem representação forte em todas as cidades. Mas é uma faca de dois gumes. Se o ex-governador André ficar fora do 2º turno, já se questiona: seus eleitores votariam no candidato do PSDB ou no candidato do PDT- por representar perigo menor para as eleições municipais?

TENDÊNCIA Depois das últimas pesquisas eleitorais com números próximos, sente-se na Assembleia Legislativa esse clima de cumplicidade entre os deputados da base que sustenta o Governo. Os deputados do PMDB temem ficar em desvantagem e cada qual sutilmente invoca um motivo para seu parecer favorável à união com o PSDB.

TESES não faltam. Fala-se por exemplo que o MDB poderia indicar o candidato a vice-governador (de Dourados) e dois postulantes ao Senado (André e Moka?) na chapa do governador Reinaldo. Mas o MDB poderá perder esse poder de barganha caso as novas pesquisas mostrem que André continua a perder pontos e o fôlego.

LIÇÕES: No Mato Grosso em 1994 - Dante de Oliveira (PDT) chegou ao governo graças a rejeição das bases eleitorais ao acordo entre Julio Campos e Carlos Bezerra, adversários notórios. Em Campo Grande (2012) Alcides Bernal (PP) venceu Edson Giroto (PR) imposto por Puccinelli (MDB) contra as pesquisas e a voz das ruas.

MEMÓRIA: Pedrossian, Marcelo Miranda, Puccinelli e Reinaldo vieram do interior, de onde trouxeram o estilo. Antes deles - José Fragelli – de Aquidauana – marcara presença no Mato Grosso uno. Wilson B. Martins – embora nascido em Rio Brilhante, formatou-se politicamente na capital, cosmopolita para a época.

PAREDÃO? Observadores de plantão entendem que o quadro eleitoral mostrado nas pesquisas será revertido: abertas as baterias contra o candidato Odilon (PDT) viria o desgaste dele. Pelo sim – pelo não – é preciso cuidado sob pena de colocá-lo como vítima. Menos críticas e mais propostas. A vitimização tem muita força eleitoral.

VITIMIZAÇÃO Pode acabar dando o mote do discurso ao candidato agredido. O PT por exemplo – ataca nesta frente após a condenação do ex-presidente Lula. Mas nem sempre o resultado será igual: dependerá das circunstâncias e personagens envolvidos. Entendo uma opção perigosa, um ‘boomerang’ que pode voltar contra o agressor.

UMBERTO ECO: “A internet é um mundo selvagem, perigoso. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar”.

PESQUISAS Sem elas, eleição é igual festa de aniversário sem o ‘parabéns pra voce’. Difícil não se deixar tentar pela sua leitura. Lembra o cidadão da primeira fila à espera pela retirada da última peça no espetáculo de ‘streap- tease’. Ora, a expectativa alimenta o sonho no ‘streap´ e do eleitor pelas eleições. Quanto mais pesquisas melhor; agitam o cenário e aguçam os debates.

A DENSIDADE eleitoral na capital é importante. Fiquem atentos a Rose Modesto (PSDB) e Fabio Trad (PSD), postulantes à Câmara Federal. Ela foi brilhante como candidata a vereadora: 7.536 votos em 2008 e 10.813 votos em 2012. Ele obteve o 1º lugar em Campo Grande com mais de 57 mil votos em 2010 e 41 mil votos em 2014 (2º lugar), atrás de Zeca do PT (43 mil votos).

PONTO FINAL Passada a ressaca, sem serpentinas e confetes, as lideranças políticas começam a definir os rumos das candidaturas e campanhas. É o velho jogo procurando somar – tudo pelo poder. Entre os postulantes a mesma característica do animal político que é o homem. Você perceberá a diferença até pela atenção, sorrisos que lhe serão endereçados. Faz parte. Sem política a vida seria sem graça – como dançar com a irmã.

“O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação” (Oscar Wilde)

Comentário

COMPLICADO Esse um dos termos adequados, dentre tantos, para definir a postura política do ex-prefeito Alcides Bernal (PP). E foi por esse corolário de ‘preciosidades’ que perdeu a chance. Como se diz no universo político: passou batido sem nova chance do ‘bilhete premiado’. Por isso terá dificuldades de um alinhamento nestas eleições.

SOLIDÃO na política é o isolamento por falta de capacidade de conviver também com os adversários ou diferentes. A política exige desprendimento acima de tudo. Aqueles que conviveram ou tentaram conviver com Bernal se arrependeram. Colhe o plantio. E não é por acaso que curte a solidão na multidão, a pior delas. Só - até no cafezinho.

A FRASE “Vamos disputar o governo com um bom plano de governo e uma aliança forte” – dita pelo ex-governador André Puccinelli (MDB) no evento de Costa Rica é a confissão de que seu projeto eleitoral é dependente. Mas, pelos partidos disponíveis na prateleira, exceto o PSDB, não há opções que engordem o cacife do MDB ou de André.

VEJAMOS: O PT tem suas diferenças históricas com André. O PR tem suas lideranças, alinhadas ao Governo Estadual. O PSD do prefeito Marcos Trad sem motivos para compor com o MDB e romper a boa parceria com o Governo. O PP de Bernal é incógnita. E o PTB do ex-prefeito Nelsinho Trad com problemas na justiça é outra interrogação.

EXCLUÍDAS essas alternativas expostas não restam outras. O que se vê além, são alguns personagens com direito ao sonho delirante de poder - próprio da democracia. Impossível juntá-los formando um grande exército. Pura utopia porque esses líderes não entusiasmam e não tem a capacidade de manter a unidade do grupo. Esfacelam.

A SUCESSÃO apresenta esse quadro, sem retoques e sem outros personagens que possam mudá-lo. O escandaloso quadro político com prisões, inclusive, alterou o humor do eleitorado de MS. Após a internet e o celular, acabaram os eleitores capiaus e fieis. Ricos e pobres, intelectuais e analfabetos pensam iguais. Só muda a forma de expressar.

POSSIBILIDADES Reverter o quadro atual é possível. Dependerá de fatos nacionais e locais. Ouço teorias diversas. Odilon sustentará a dianteira quando a campanha começar? Reinaldo continuará nesta fase ascendente beneficiado pela boa avaliação de seu governo? Que fato novo positivo recolocará André em posição mais confortável?

FIDELIDADE Hoje o eleitor é apenas fiel de si mesmo. Tem uma percepção incrível do que ocorre à sua volta. Faz a leitura rápida dos fatos e seus personagens. Indague a um pipoqueiro, por exemplo, se reconhece o envolvimento do ex-presidente Lula nos casos do triplex e do Sítio de Atibaia. Mesmo sem entender de Direito, dirá sim!

TEORIA DO FATO Tenho conversado com juízes, advogados e promotores sobre essa teoria que sinalizou a ‘Lava Jato’ e inovou conceitos. O desembargador Alexandre Bastos – último representante indicado pela OAB-MS, não esconde que é partidário da ‘Teoria do Fato’. Coerente nas alegações, o mais novo dos desembargadores, tem arrancado elogios também pela simplicidade de postura. Continue assim – mortal.

NO PASSADO o eleitor nascia, vivia e morria na UDN ou PSD – os dois grandes partidos que reinaram por décadas. As cidades divididas e as famílias unidas. Hoje, filho não vota no candidato do pai e nem o empregado segue o voto do patrão. Cada qual no seu quadrado, com seu próprio olhar. Outros tempos, de críticos!

CRÍTICOS e corajosos é o que não faltam no facebook. É a grande chance de todos destilarem o lado jornalístico com exageros. Essas redes sociais punem culpados e inocentes antes mesmo do julgamento. Uns vão pelo instituto justiceiro e outros pela oportunidade de manifestar suas mágoas ou compensar as suas frustrações pessoais.

PERGUNTO: Será que os nossos políticos entenderam esse novo comportamento do eleitor mesmo nas pequenas cidades (onde 90% dispõe de um celular)? Estarão esses políticos conscientes de que estão em contínuo julgamento pela opinião pública? Sabem dos riscos de exposição na mídia virtual no caso de deslizes e escândalos?

CUIDADO! A chegada dos experientes delegados Luciano Flores e Luciano Merin para o comando da Polícia Federal em nosso Estado preocupando também muitos dos nossos políticos. Ambos já atuaram na Lava Jato e, portanto, tem conhecimento dos esquemas que norteiam a corrupção no poder público. Tudo pode acontecer!

VERGONHA O mandato garante o foro privilegiado e as chances maiores de absolvição. Aí os investigados e processados são candidatos em 2018. Vários casos locais, inclusive o deputado Vander Loubet( PT), Edson Giroto (ex-deputado- PR) e o ex-governador Puccinelli (MDB). Essa absolvição do senador Jucá (MDB-RO), após 14 anos e com o ministro Gilmar Mendes retendo o processo por 5 anos, anima os políticos na alça de mira da justiça.

EM ALTA O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) já é o 2º colocado na ultima pesquisa da ‘Ranking Pesquisas’ realizada em 79 cidades entre 1 a 5 de fevereiro. Ele chegou a 18,16% contra 15,50% de Puccinelli, que na pesquisa de dezembro ocupava a vice-liderança. O juiz Odilon de Oliveira (PDT) mantém a liderança com 30,16%.

DEMAIS candidatos: cel David (Patriotas) 5,5% - Alcides Bernal (PP) 4,66% - Armando Amaducci (PT) 1.83% - Ricardo Ayache (PSB) 1,66% - Claudio Sertão (Podemos) 1,50% - Suel Ferranti (PSOL) 1,50%. 19,66% não sabem/não respondeu. Esse universo de quase 20 % de eleitores que não se manifestaram segue a média tradicional.

SENADO Nelsinho e Zeca do PT sob riscos, ou de dor de cabeça. No caso do ex-governador a situação piorou após as declarações do ministro Luiz Fux de que os envolvidos no ‘Ficha Limpa’ serão excluídos da disputa. Zeca se enquadra nesta situação. Já o ex-prefeito precisa se livrar das desgastantes investigações contra ele.

OS NÚMEROS Nelsinho (PTB) 31,16% - Zeca do PT 18,25 – Pedro Chaves (PSC) 14,75% - Moka (MDB) 10,25% - Murilo (PSB) 6,83% - Dorival Bettini (PR) 4,33% -Ridel (PSDB) 3,58% - Chico Maia (Podemos) 3,16%. Apenas 7,69% disseram não saber ou não se manifestaram. Um índice considerado baixo para o cargo.

DESTAQUE para o senador Pedro Chaves que em pouco tempo de mandato ganhou visibilidade nacional com sua boa atuação e que repercutiu nas bases. Aliás, isso mostra a importância da mídia na política. Com 14,75%, ele superou Moka- 10,25%. Sua ida para o PRB no dia 26 próximo é interessante. Chaves está motivado para a reeleição. Como eu sempre digo: político preparado é reconhecido.

BOLSONARO continua batendo Lula aqui no MS – 34% contra 22%. Marina tem 8% - Álvaro Dias 5,66% - Alckmin 5% - Ciro Gomes 3,33% - Meireles 1,16% - Caiado 1% - Collor 0,33%. Não responderam/não sabem somaram 17,86%. Conclusão: Bolsonaro consegue aglutinar todo o sentimento anti PT no Estado.

BELEZA Como diz o ex-deputado Londres Machado: Brasília exige político especialista em alguma matéria ou atividade. E assim o deputado federal Fabio Trad (PSD) participará da comissão especial que cuidará da reforma do Código de Processo Penal. Fruto de seu trabalho na comissão congênere do C.P.Civil em 2015.

AMILCAR SILVA Com atraso registro a sua morte. Figura rara como juiz de direito. Mineiro afável, amante do futebol, com capacidade incrível de fazer amigos. Por onde serviu deixou saudades. Foi assim em Guiratinga, Paranaíba, no Bolsão e na capital. “O passado não é aquilo que passa. Mas o que fica do que passou”. (Tristão de Ataíde)

“É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça” (H.L. Mencken)

Comentário

‘ESTRANHO’ Lendo a notícia de que o ex-governador André Puccinelli (MDB) percorrerá o Estado com o objetivo de apenas ouvir os reclamos dos eleitores, abstendo-se de falar, contrariando assim seu estilo, é de se questionar: não seria essa a grande chance dele explicar à população os possíveis equívocos da justiça que o levaram ao uso da tornozeleira, a prisão junto com seu filho e ainda ser denunciado pela 3ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande?

PERSEGUIÇÃO? Os advogados do ex-presidente Lula e seus líderes mais próximos tem defendido a tese de que tudo não passaria de uma ação orquestrada pelas elites visando impedi-lo de voltar ao Palácio do Planalto - tendo-se em vista sua liderança em todas as pesquisas eleitorais. Essa postura pode ser constatada diariamente pelo noticiário inserido na mídia.

POR ANALOGIA, alguns políticos da cúpula do MDB local insistem também nesta teoria de perseguição para desqualificar o mérito dessas ações judiciais e policiais que atingiram o ex-governador André. Preferem tecer loas ao desempenho dele como prefeito da capital e governador por duas vezes. Alguns deles, advogados inclusive, evitam entrar no aspecto legal da questão.

‘DATA VENIA’ é oportuno lembrar que em ambos os casos (Lula e André) as ações tiveram como autores o Ministério Público Federal. No caso do ex-governador a denúncia pela prática de peculato, fraude em licitação e corrupção passiva também atinge personagens conhecidos e bem chegados a sua administração.

CERTO? O montante não é uma mixaria qualquer. Trata-se de quantia espetacular. Sendo o político uma figura pública, está obrigado sim a dar explicações à população, como manda o manual da boa ética em tempos de democracia. Minimizar as graves acusações através de frases de efeito ou de fundo irônico não convence.

CONVENHAMOS! Todos os políticos acusados de corrupção estão sendo colocados pela opinião pública na mesma vala. É possível injustiças? Sim. Mas na atual conjuntura nacional fica difícil ao cidadão estabelecer separações na análise do rol de políticos presos ou que respondem a processos pela pratica de corrupção. O estigma de corrupto é fruto da conduta de grande parte dos políticos brasileiros nos últimos anos. É a colheita do plantio que eles fizeram.

‘INTERESSANTE’ A prisão de figuras emblemáticas do PT e de políticos de outros partidos de tendências diversas inviabiliza a arguição de perseguição política ou ideológica. Aliás, esse atual pesadelo nacional demonstra que a corrupção não é exclusiva desta ou daquela sigla. Daí, os políticos espertamente abrem suas baterias contra as autoridades, representadas pelo Judiciário Federal e Ministério Público Federal, acusando-os de desvios e excessos.

A PERGUNTA E aí é de questionar: o brasileiro acreditaria mais nestas autoridades ou nos políticos acusados atualmente? Essas autoridades estariam em conluio com quem para prejudicar esses personagens atingidos por graves acusações de corrupção? Fico imaginando, por exemplo: existe algum brasileiro que acredita na versão do ex-governador Sergio Cabral (MDB)?

A FIGURA O Ministro Carlos Marun (MDB) vai atravessando sinais na defesa do Planalto. Também no episódio da deputada Cristiane Brasil (PTB) - que escolheu um local impróprio para defender sua nomeação ao Ministério do Trabalho, o ministro mais uma vez pisou na bola. Faltou-lhe sutileza ao fazer referência irônica ao uso da burka. Ora! O próprio Roberto Jefferson, pai da deputada, acabou por censurá-la.

A PROPÓSITO Essa novela da nomeação da deputada do PTB é algo desgastante que poderia ser evitada. Bastaria que o Planalto tivesse um interlocutor hábil, negociador experiente que convencesse o PTB a rever a indicação de Cristiane e escolhendo outro nome do próprio partido para o cargo. Tudo estaria resolvido. São essas besteiras que desgastam o governo e atingem toda a classe política perante a opinião pública. Depois reclamam das críticas na mídia.

DIFÍCIL Conseguirá o Governo aprovar a reforma da previdência? Agora promete cortar em 20% os investimentos se ela não passar. Essa medida atinge os interesses dos parlamentares com suas emendas não sendo liberadas. É o calcanhar de Aquiles em ano eleitoral. Será que eles estariam realmente preocupados com a grande massa da população? Tenho minhas dúvidas.

VEJA BEM! Os políticos estão no rol dos privilegiados com aposentadorias diferenciadas. Um deputado federal, por exemplo, se aposenta com 8 anos de mandato recebendo quantia 7,5 vezes superior à média da aposentadoria paga pelo INSS. Como eles legislam em causa própria, existem segredos e fórmulas ‘formidáveis’ que os beneficiam espetacularmente. As leis parecem as letras miúdas de contrato de financiamento de carro. Hoje temos mais de 60 ex-senadores e mais de 500 ex-deputados federais com gordas aposentadorias.

GOSTEI da fala do Sergio Longen (FIEMS) e de outros dirigentes empresariais sobre a reforma. Sergio foi feliz ao advertir: “a atual lei traz a condição de insolvência a curto prazo, para quem é beneficiado. Se não fizermos nada, os nossos aposentados, e isso não é daqui 20 anos, mas num futuro próximo, poderão já não receber mais seus recursos”.

NO ARREMATE do tema há que se admitir que o eleitor não está feliz com seus representantes no legislativo e executivo. As notícias diárias só trazem decepção. A saúde doente, a segurança dominada pela violência crescente e a educação preocupante são problemas crônicos, infelizmente relegados a segundo plano. O eleitor está revoltado com o que vê em matéria de desmando e de corrupção. Será conivente como eleitor corrupto ou se vingará nas urnas? Essa é a questão.

OUVIR a população apenas durante o período eleitoral não resolve. É preciso sentir o que pensa e o quer o cidadão durante todos os dias. Daí acho interessante a iniciativa da administração de Campo Grande em montar uma estrutura com esse objetivo. Afinal, nem sempre o cidadão consegue ter acesso a um vereador para fazer sua reivindicação. Visitando as dependências da Ouvidoria Municipal, comandada pelo Toni Ueno, senti a importância e a viabilidade do órgão. É o caminho.

PEDRO CHAVES O propalado ingresso do senador (PSC) no PRB não alterou sua rotina com visitas ao interior, inclusive. De olho nas pesquisas onde vai bem, está concentrado na relatoria do novo Código Comercial que o Senado começará a discutir em junho. Profundas alterações estão previstas para baixar o ‘custo Brasil’ e o fim da burocracia. O professor Ives Gandra é um dos convidados a auxiliar o senador nesta missão. Ótima escolha.

REELEIÇÃO Claro que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) concorrerá à reeleição. A leitura do quadro político oferece essa resposta natural. Não poderia ser diferente. Ele tem um bom partido, um grupo coeso e há um conjunto de fatores para fortalecer seu projeto político. Sobre isso, se deve prestar mais atenção nas entrelinhas dos pronunciamentos do governador. Sabe jogar.

GOVERNO Quem apostou no fracasso administrativo de Reinaldo frente a grave crise nacional perdeu feio. Como se diz no interior – ‘ao seu estilo colocou a comitiva na estrada e foi em frente’. Conseguiu viabilizar ajudas do Governo Federal, foi bafejado também pelo desempenho do agronegócio e fez boas parcerias com municípios onde toca obras.

RELAÇÕES Reinaldo não é aquele governador de ir tomar café na cozinha do deputado, por exemplo, mas tem uma leitura muito pragmática de como deve ser essa relação. Em todas as ocasiões necessárias soube conversar com os integrantes da Assembleia Legislativa e de lá arrancou decisões importantes. Lembro bem de quando ele era deputado estadual, tinha como estilo a objetividade nas conversas e debates. Sem nhenhénhém.

OBSERVAÇÃO A exemplo do deputado Zeca do PT, Reinaldo também não se curvou a postura do ex-governador André. Claro que existiram outras ocasiões, mas a mais marcante postura de Reinaldo foi de não se abater pelas ‘advertências de dificuldades’ quando se discutia sua candidatura ao governo. Depois daquele episódio, acabou a soberania do mando político de André.

CORAGEM. Na política, ela conta muito, representada pela ousadia do sonho de vencer e conquistar espaço maior. No caso de Reinaldo, poderia ter se contentado com outra candidatura legislativa, mas optou pelo caminho mais difícil representado pelo então senador Delcídio do Amaral (ex-PT) - tido como imbatível nas pesquisas. Essas considerações são importantes para uma análise correta da participação e de suas chances de vitória de Reinaldo neste pleito. Como diz o caipira: “Reinaldo está com o couro grosso”.

“Velório é um defunto cercado de piadas por todos os lados” (Max Nunes)

Comentário

ESSES COMUNISTAS... Conta-me o vereador da capital João César Mattogrosso (PSDB), que recebeu um sonoro ‘não’ ao pedido de apoio que fez ao seu tio Fausto Mattogrosso, antigo dirigente comunista local, que apoiou uma candidata indígena a vereança (votação pífia). Mas o voto do tio não fez falta ao sobrinho que obteve o ‘sim’ de 3.729 eleitores. Lá atrás, o candidato à Câmara Federal Rosário Congro Neto (PMDB) também teve o apoio negado pelos comunistas, que optaram pelo candidato Plínio Barbosa Martins (PMDB) que acabou eleito.

‘DINOSSAUROS’ É assim como os comunistas são vistos pela defesa utópica de seus ideais. É o caso do corretor de imóveis Urias Fonseca da Rocha, ex-candidato (PC do B) a vereança na capital em 2016 (só 136 votos). Seu vídeo contra a Lava Jato no WhatsApp vai lhe render dores de cabeça por ameaças nos termos seguintes: ir pra rua, ir pro pau e “começar a estourar a cabeça de coxinha, de juiz, mandar golpistas pro inferno”. Queria aparecer na mídia? Terá ‘bem mais’ que os poucos segundos de fama.

PRA PENSAR... Nelsinho Trad (PTB) e o deputado federal Fábio Trad (PSD) precisam avaliar o poder de fogo pouco confiável de seus partidos. O questionamento inevitável: o prestígio pessoal será o bastante para suprir eventual falta de estrutura partidária no interior? E o eleitor já cobra: com qual candidato ao governo ficarão?

18ª. SHOWTEC Cresce no Brasil o grupo de proprietários com mais de 60 anos dando duro no campo; preocupa também a questão da sucessão familiar no campo; há entraves na comunicação para mostrar à sociedade urbana os problemas e a realidade do campo. A agropecuária ocupa 7,8% do território do país, contra 18% nos ‘States’. Extraído do discurso de Maurício Saito – presidente da Famassul – na abertura da 18ª. Showtec em Maracaju.

ALERTA... Importante conscientizar a sociedade como um todo sobre o papel econômico e social das atividades rurais aqui no Estado e seus reflexos diretos sobre nosso cotidiano urbano principalmente. Os Estados Unidos é um país industrial sim, mas tem no campo uma força gigantesca. Sem o campo a cidade não vive!

FRAGILIZADA a candidatura de André Puccinelli (MDB) após essa denúncia do MPF. Fazer campanha na condição de réu é dar discurso à oposição. Ele se arriscará a ficar sem o foro privilegiado? Essa é a grande questão na pauta política. Quanto a tratativas com o PDT, suas lideranças são francas: querem distância de André e se aproximam cada vez mais de Ricardo Ayache (PSB) da Cassems.

MARIO ELGARRESTA: (consultor político cubano-americano) “O eleitor é o sujeito que tenta ‘maximizar’ seus interesses e as eleições lhe dão a oportunidade de fazê-lo. Com poucas exceções, o eleitor é um sujeito egoísta, sempre disposto a converter a eleição num negócio pessoal. O eleitor sonha em fazer seu vizinho pagar a conta”.

PESQUISAS Nelas o senador Waldemir Moka (MDB) em situação delicada. Na capital é pior. Sua eleição em 2010 ocorreu em cenário diferente; o seu partido em alta, a exemplo de seu cabo eleitoral Puccinelli. Os tempos são outros: veio o desgaste partidário e no agronegócio pode ter mais um concorrente: o ex-vereador e ex-presidente da Acrissul Chico Maia que deixaria o PTB rumo ao ‘Podemos’.

‘PODEMOS’ Até aqui sua figura maior – senador Álvaro Dias – não consegue agregar lideranças nacionais de peso e nem encanta com a pré-candidatura à Presidência da República. Dizem, é complicado demais. Experiente e com bom discurso, Chico Maia deve levar isso em conta na decisão. Mas todo esse barulho pode ser como o bumbo: grande e vazio.

‘SÓ EMBALAGEM’ Nosso eleitor não foi acostumado a votar em partidos, mas nos indivíduos. Aí que esse festival de troca de denominações dos partidos é fruto da criatividade de nossos marqueteiros - procurando chamar a atenção com nomes mais emblemáticos ou significativos. No fundo, importa mais o nome do candidato do que o seu partido.

DETALHES Assim os partidos evitam exteriorizar a tradicional marca da ideologia no nome, preferindo termos genéricos. Isso evita constrangimento aos olhos do eleitor na junção de partidos de raízes ou propostas diferentes. Por exemplo – sem os termos ‘liberal’ ou ‘social’ na sigla, o casamento partidário que se faz antes das eleições parece mais natural e digestivo, passando praticamente despercebido.

ESPERTOS Conta o amigo Iran Coelho das Neves, corregedor do Tribunal de Contas de MS, que em seus encontros com os vereadores do interior duas perguntas tem cadeira cativa: A primeira: ‘Qual o mecanismo para legalizar as despesas deles com diárias em suas viagens”? A segunda: “Como aumentar os seus salários”?

GOLPE O que se poderia fazer pelo celular (WhatsApp) com custo mínimo, vereadores optam pelo meio mais lucrativo. A viagem à capital – na maioria das vezes – sob o pretexto de cuidar dos interesses da cidade, se resume num café na Assembleia Legislativa e um ‘alô’ no gabinete do deputado e o atestado de presença. Em tempo: a Câmara de Paranaíba é a campeã em matéria de gastos.

REGISTRO A Lei Orgânica do Tribunal de Contas prevê a aposentadoria de seus conselheiros somente após 5 anos de exercício do cargo. Até aí tudo bem. Mas a frágil saúde do ex-deputado e atual conselheiro Flávio Kayatt poderia motivar mudança na lei admitindo-se a exceção como no caso dele. Na outra ponta - o deputado estadual Jr. Mochi se encanta com a ideia de vestir a toga do TCE. De leve...

PATERNIDADE A opinião pública acompanha os novos episódios da taxa de lixo. As imagens de vereadores na sessão (ao som de uma bandinha circense) justificando a cobrança – bombaram nos celulares. E por ironia, o vereador João Rocha (PSDB) disparou na coletiva à imprensa dizendo: “Nós temos a obrigação de ‘lesar’ a população”. A imediata correção por ‘zelar’ não aliviou os risos dos repórteres. A taxa lembra a criança abandonada dentro de uma caixa numa rua qualquer.

‘HERANÇA’ A decisão de concluir o aquário do pantanal pelo Governo Estadual não absolve seu idealizador junto a opinião pública pelo seu alto custo. Dos R$ 80 milhões previstos quase triplicou desde o início em 2011. A sociedade e nem a Assembleia Legislativa foram chamados a debater o empreendimento - que não era prioridade como saúde e educação. Para piorar veio a denúncia de corrupção com dinheiro da União.

VALEU!!! O poder, as benesses, o status dos cargos que lhe renderam amigos ou parceiros de lucros de nada estão servindo ao ex-governador Sergio Cabral (MDB). A gente sabe; aqui os poderosos escapam da cadeia por artifícios diversos, inclusive a generosidade de juízes, desembargadores e ministros. Mas vale a pena curtir o fim da arrogância dele em São José dos Pinhais. Seus ternos italianos nunca mais! A Lava Jato precisa, sim, levar mais gente.

“A verdade é que ninguém chega impunemente à presidência da república” (Stanislau Ponte Preta)

Comentário

‘O BENFEITOR’ “Vou montar uma estrutura ou fundação para fazer o bem social, cuidar de crianças”. (tadinhas delas!) A promessa de André Puccinelli, ex-governador, (MDB) em 15/08/2013, na abertura do Shopping Bosque dos Ipês, não foi cumprida. Prometeu curtir os netos, praticar a assistência social. Agora, perto dos 70 anos de idade, anuncia sua candidatura. Se o ex-governador Wilson Martins estivesse lúcido, passaria um pito no seu afilhado político e o mandaria brincar com os netinhos. Enquanto pode!

‘ALIENÍGENAS’ Pintam o cabelo, usam botox e até sonham com a volta ao poder. Entediados com a rotina doméstica e o anonimato, ex-políticos sondam suas chances nas eleições de 2018. Mas esse pessoal – sem email e não inseridos no facebook, teria dificuldades em conquistar o eleitor jovem. Quanto aos seus ex-eleitores, muitos já morreram, dispersaram ou estão no bloco dos indignados.

ENCRUZILHADA Deputado Jair Bolsonaro (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB), deputado Rodrigo Maia (DEM) e o ex-presidente Lula. Em quem votar? As pesquisas e o cenário futuro apontam: Bolsonaro poderá capitalizar todas as correntes antiesquerda com seu discurso forte. Sua autodefinição de ‘candidato diferente’ faz sucesso entre os eleitores indignados. Menosprezá-lo é um grave erro político.

‘ROSE ROSA’ Impressiona a disposição da vice governadora Rose Modesto (PSDB) em viajar, conversar e ver de perto problemas atinentes à administração. Evidente que sua experiência como vereadora conta muito nestas ocasiões. Por onde ela passa – também como governadora em exercício, deixa excelente impressão. Isso é muito bom!

MANCADA Eu tenho repassado na coluna e na TV o que ouço e respiro nas ruas. Mas os políticos de um modo geral teimam em ‘ignorar’ ou minimizar a opinião pública. Para eles ‘o povo tem memória curta para escândalos, tornozeleiras eletrônicas e prisões inclusive’. Mas esse episódio da taxa de lixo no IPTU na capital mostrou a quanta anda a indignação das pessoas, ricas ou pobres.

E AGORA? Sem discutir detalhes do caso, já conhecidos do leitor, vale analisar o horizonte político do prefeito Marcos Trad (PSD) em seu projeto de poder. Num passe de mágica saiu do céu para o inferno. Não foi bem em suas primeiras justificativas. Faltou-lhe um bom conselheiro. Não abafou o fogo, admitiu falhas, mas atribuiu a culpa a sua equipe técnica, que se presume capaz e de confiança.

A NOVELA não acabará da noite pro dia. O segundo capítulo será a burocrática devolução do dinheiro ao contribuinte. Cenas hilárias previsíveis: de um lado da mesa o contribuinte impaciente/revoltado; de outro - o funcionário refém de regras do processo legalizando a saída do dinheiro do caixa. As notícias e imagens sobre isso devem compor o noticiário, desgastando a administração e o gestor.

EVIDENTE O prefeito sentiu o golpe e já cuida para evitar que as chamas do incêndio se propaguem. Uma tarefa hercúlea que exigirá habilidade política acima de tudo. Mas, do outro lado da cerca, os vereadores Vinicius Siqueira (DEM), André Salineiro (PSDB) e dr. Loester (MDB) vão tirar vantagens de suas posições contrárias ao projeto instituindo a taxa do lixo. Faz parte do jogo.

CRITICADA igualmente pela população, a Câmara Municipal da capital saiu chamuscada do episódio ao votar a matéria no final de novembro, sem atentar para vários aspectos discutíveis. Em verdade, uma Súmula Vinculante do STF reconhece essa taxa como legal, mas no caso os critérios técnicos dos cálculos foram totalmente contra o bolso do contribuinte. Aliás, vereadores já repensam candidatura em 2018.

ENFIM... Com exceção dos 3 vereadores citados, toda a classe política envolvida no cenário da capital saiu perdendo. Observadores já admitem inclusive a diminuição do poder de fogo (apoio) do prefeito Marquinhos na sucessão estadual. Um ex-deputado já vaticina que a neutralidade dele seria menos prejudicial ao seu projeto político.

NEUTRALIDADE? Acho difícil essa opção do prefeito Marquinhos. Nelsinho Trad (PTB) vai bem nas pesquisas ao senado; o deputado federal Fabio Trad é o 5º favorito. Ao todo, o clã Trad tem bom cacife eleitoral. A propósito, em 2015 quando da saída de Fábio Trad do PMDB, o deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) bradou: “O PMDB é muito maior que a família Trad”. Que ironia! Hoje em baixa, o MDB quer o apoio de Marquinhos e cia. Como diz a letra daquela canção: “sonhar é tão bom...tão bom...”.

FACADA Exemplo pessoal da taxa de lixo. Apto central com 69 mts2, avaliado em R$ 163.185,62 e, após dedução de R$ 212,00 a título de bônus pela pontualidade, teve o IPTU calculado em R$ 1.912,59 que com o desconto de 20% no pagto à vista chegou a R$ 1.700,00. A taxa de lixo com desconto de 20% foi de R$ 394,60, o equivalente a 23.21% do valor do IPTU à vista. Por mês a taxa de lixo seria de R$ 32,88.

TERRENOS Também ouvi muitas reclamações sobre a cobrança da taxa de lixo dos terrenos sem edificações, diferentemente das penalidades justas pela falta de muros, calçadas e da limpeza por exemplo. A pergunta: terreno vazio produz lixo? Enfim, o caso como um todo mostrou a força da cidadania e dos meios de comunicação. Sem violência.

PEPINOS Vários políticos locais com problemas e que podem refletir no futuro, independentemente de decisão judicial. Deputados Zeca do PT, Luiz Henrique Mandetta (DEM), ex-prefeito Nelson Trad (PTB), ex-governador André (MDB) e a senadora Simone Tebet (MDB) que teve todos seus bens bloqueados pela Justiça Federal em 2016 devido a denúncias do MPF por supostas irregularidades em obras quando era prefeita de Três Lagoas.

É PERIGOSO dizer que a decisão judicial favorável é absorvida automaticamente pela população. Casos, por exemplo, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e de implicados em casos escabrosos de corrupção. As decisões de ministro Gilmar Mendes (STF) a favor de ‘ilustres’ corruptos, como a ex-primeira dama (RJ) Adriana Ancelmo e o empresário Jacob Barata (RJ) causando revolta do povo brasileiro. Ou não?

JUSTO VERÍSSIMO O personagem de Chico Anísio criado na década de 80 continua atual diante do que se vê no país. Algumas das frases imortais: “Eu gosto de bufunfa. Eu quero é me empapuçar”, “Eu quero que pobre se exploda. Eu quero é me arrumar”, “No Brasil de hoje os cidadãos tem medo do futuro. Os políticos têm medo do passado”...

PESQUISAS Quando favoráveis, elogiadas! Se não encantam, criticadas! Para as eleições deste ano já analisei várias delas. Nelas, a situação não é boa para grupos tradicionais que se revezam no poder desde a criação do Estado. E vem aí outra rodada de pesquisas que pode reprisar o sentimento nacional de vingança na encruzilhada.

NÃO INSISTA! Nadar contra a corrente não adianta. Pressa nem pensar. Trânsito lento, escolas vazias refletem o ritmo e clima de férias na capital. Se as repartições públicas ainda em compasso letárgico, os profissionais liberais também estão fora. Férias tem que ser assim, senão não tem graça!

“O julgamento do Lula é o esquenta para o carnaval” (José ‘Macaco’ Simão)

Comentário

O CARA! Flavio Dino (PC do B) é o governador (Maranhão) melhor avaliado na comparação entre a proposta de campanha registrada no TSE e o que foi realizada até 02/01/2018. Os números da pesquisa foram publicados recentemente no site G1, onde consta o desempenho de todos os governadores no mesmo período.

LÍDER Flávio Dino, 1º lugar no concurso para Juiz Federal em 1994, largou o cargo em 2006 elegendo-se deputado federal. Em 2008 tentou a prefeitura de São Luiz, perdeu para João Castelo (MDB). Em 2010 perdeu o Governo para Roseana Sarney (MDB) e em 2014 se elegeu contra Lobão Filho (MDB). Segundo os critérios da avaliação, ele cumpriu 91,89% de suas promessas eleitorais.

O FATO merece registro pelo fato dele sair da Magistratura Federal e demonstrar competência administrativa, ao contrário da pregação crítica das lideranças no entorno do clã Sarney desde 1956. Ele arrebentou as porteiras dos velhos currais eleitorais mantidos pelo estilo do coronelismo que castigou o Maranhão com o pior IDH do país.

O FENÔMENO Flavio Dino acaba repercutindo no cenário político do MS pelas coincidências inegáveis. O candidato Odilon de Oliveira (PDT) é também ex-juiz federal e prega o fim da hegemonia dos grupos políticos que se revezam no poder desde a criação do Estado. Os críticos de Odilon que se reportam a administração de Pedro Taques (PSDB) em Mato Grosso, não devem ignorar o bom exemplo do ex- juiz Flavio Dino no Maranhão.

LISTA de avaliação dos governadores: 1º - Flávio Dino (MA), 2º - Confúcio Moura (RO), 3º - Raimundo Colombo (SC), 4º - Marconi Pirillo (GO), 5º - Camilo Santana (CE), Geraldo Alckmin ( SP), 6º - Simão Jatene (PA), 7º - Paulo Câmara (PE), 8º - Marcelo Miranda ( TO), 9º - Waldez Goes (AP), 10º - Wellington Dias (PI), 11º - Beto Richa (PR), 12º - Rui Costa (BA), 13º - Jackson Barreto (SE), 14º - Pedro Taques (MT), 15º - Ricardo Coutinho ( PB), 16º - Robson Faria ( RN), 17º - Renan Filho (AL), 18º - Fernando Pimentel (MG), 19º - Ivo Sartori (RS), 20º - Sueli Campos (RR), 21º - Paulo Hartung (ES), 22º - Rodrigo Rollemberg (DF), 23º - Reinaldo Azambuja (MS), 24º - Pezão (RJ), 25 – Tião Viana (AC). Amazonas não foi incluído pela destituição do governador José de Melo.

INSISTO: O critério desta classificação não está preso a pesquisas junto a população, que acompanha a administração. É o resultado da equiparação do que foi proposto oficialmente no TSE no registro da candidatura, com o percentual do que já foi realizado neste período. Cada caso é um caso. Se Flavio Dino resgatou 91,89% de suas propostas, Reinaldo resgatou 47,82% de seu plano de governo.

ENFIM... a candidatura do ex-juiz Odilon segue firme ancorando-se no propósito de renovar e naturalmente aproveitando-se no desgaste adversário mostrado em pesquisas. Se a candidatura do ex-governador André Puccinelli (MDB) não é levada a sério nos bastidores políticos, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) faz a política municipalista, mantém o grupo unido e deverá disputar a reeleição.

ZECA DO PT As opiniões de especialistas em direito eleitoral convergem no sentido de que ele deva ter êxito através de Ação Declaratória no STJ para suspender os efeitos da decisão condenatória no TJ-MS. Para o advogado Antonio Trindade, no caso de insucesso deste remédio judicial, restaria ainda o instrumento do agravo ao Supremo para obter uma liminar permitindo-lhe sua candidatura. Trata-se de matéria nova decorrente de condenação via Lei da Ficha Limpa, sobre a qual há teses divergentes no mundo jurídico.

MEMÓRIA Candidatos a prefeito de Paranaíba e Aparecida do Taboado – respectivamente – Daladier Agi e Djalma Furquim – foram condenados pelo TCE-MS. em função das contas rejeitadas. Conta o advogado Antonio Trindade que recorreu com sucesso ao TJ-MS onde obteve uma liminar garantido-lhes o direito de concorrer. Por analogia, tanto Zeca como o próprio Lula poderiam usar deste remédio jurídico para disputarem o pleito deste ano.

INCÓGNITA Zeca do PT foi condenado no rumoroso processo da ‘Farra da Publicidade’. Mas os juristas entendem que é preciso separar o ato criminal do fato dele (governador) ser o ordenador de despesas - do proveito material deste crime. A tese caminha exatamente no sentido de que apesar de ser administrativamente responsável pelo governo, ele não participou diretamente do ato irregular. Tudo pode acontecer.

FABIO TRAD No café amigo com o deputado federal (PSD) indaguei-lhe se a nomeação da nova ministra do trabalho mudaria seu voto na reforma da previdência. Ao seu estilo disse que não, pois tomou a decisão baseado em números e argumentos técnicos, independentemente da nomeação deste ou daquele agente político.

DUAS MANCADAS 1ª. No lugar de fazer uma vaquinha para pagar a vergonhosa dívida dos funcionários da sede do diretório regional do PT, os petistas locais vão para Porto Alegre acompanhar o julgamento de Lula. Claro, não ficarão em barraquinhas de lona. 2ª. A nomeação da deputada Tereza Brasil (PTB) para o cargo de ministra do trabalho. Logo ela que também deu péssimo exemplo não pagando os direitos trabalhistas de um ex-funcionário.

LEVY DIAS Em 2017 elogiei o ex-senador. Agora, falando dele com um notável empresário da capital, ouvi: “Quando Levy foi prefeito não havia o marketing pessoal e de gestão. Levy investiu pesado nas obras de infraestrutura. O asfalto do bairro São Francisco, por exemplo, é formidável até hoje graças a base bem feita, a compactação e materiais de primeira. Suspeitas de corrupção? Jamais”. Taí a diferença!

‘MORAL’ Além de prisão por crime eleitoral, Nelson Nahim, do PSD-RJ, carrega a pecha de integrar rede de exploração sexual de crianças/ adolescentes. Esse ‘ilustre’, irmão do ex-governador Garotinho é o sucessor na Câmara Federal de Cristiane Brasil, quando assumir o Ministério do Trabalho. E mais: devido a coligação poderia também substituir Celso Jacob (MDB-RJ), cumprindo pena por falsificação de documento público. Só gente boa.

REZAR...REZAR Não é preciso ser especialista para imaginar as indulgências que nossos ilustres políticos esperam receber da padroeira Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Evidente que não questiono e nem duvido a fé extraordinária deles, mas as proximidades das eleições ensejam um binômio antigo – ‘fé & eleições’ - que pode lograr êxito como frustração.

CAPITAL Primeiro foi o prefeito Juvêncio Cesar da Fonseca (PMDB) que deu ônibus de graça aos estudantes. Depois o passe livre para idosos, deficientes físicos e passeios grátis mensais. Agora os vereadores querem que o pessoal a partir de 60 anos seja contemplado. Pergunto: quem paga a conta? Desde quando prefeito pode praticar renuncia fiscal? Os vereadores precisam sim consultar seus assessores jurídicos.

ARREMATE Circula na internet uma piada muito boa sobre nossa gloriosa manada política. Ela reprisa o seguinte desabafo de um experiente político: “ Não posso mais compactuar com os atos ilícitos de meu partido. Corrupção, canalhices, chantagens e manipulação de verbas. Definitivamente pra mim basta. Tô fora! Amanha mesmo vou colocar meu mandato a venda. A origem da grana não interessa. Quem der mais leva!”

“A felicidade bate na porta. Mas ela não gira a maçaneta. Faça isso em 2018” (Clarice Lispector)

Comentário

PESQUISA é igual horóscopo; até os céticos curtem com críticas e a ladainha de sempre. A política é dinâmica, a pesquisa sempre oferece subsídios para avaliação e reflexão fomentando o debate. No MS o clima é de indignação com a preferência por Bolsonaro e Odilon. E repito: pesquisa eleitoral é igual ao biquíni – mostra o principal, mas esconde o essencial.

EM BAIXA Também no MS a avaliação do presidente Michel Temer não vai bem segundo os números da ‘Ranking Pesquisas’: 62,29% de ruim/péssimo, 24,13% de regular, e apenas 7,03% de ótima/boa. 6,55% não sabe/não respondeu. Dados colhidos em 17 municípios entre O4/12 de dezembro com 3.000 entrevistados.

EM ALTA O deputado Jair Bolsonaro (Patriota) lidera a corrida presidencial no MS com 25,60% - Lula (PT), 20,7º% - Marina Silva (Rede), 7,50% - Geraldo Alckmim (PSDB), 5,03% - Ciro Gomes (PDT), 3,66% - Álvaro Dias (Podemos), 2,23% - Henrique Meireles (PSD), 1,40% - Michel Temer (PMDB), 1,06%. Não responderam/não souberam, 32,82%.

REJEIÇÃO Michel Temer, 33,66% seguido de Lula com 30,70%, Bolsonaro apenas 8,60%, Ciro Gomes, 7,03%, Geraldo Alckmim, 3,50%, Marina Silva, 2,73%, Henrique Meireles, 1,60%, Álvaro Dias, 0,96% - não sabem/não responderam, apenas 11,22%.

GOVERNADOR Na estimulada com apenas os três candidatos, Odilon de Oliveira (PDT), 41,70, André Puccinelli (PMDB), 25,26%, Reinaldo Azambuja (PSDB) 21,73% e 11,31% não sabem/não responderam. Em outro cenário, Odilon teria 28,36%, André 17,06%, Reinaldo 16,13%, Ayache 3,63% (PSB), Mandeta 2,73% (DEM), Bernal 1,70% (PP), Cel David 1,13% (PSC), Suel 0,83% (PSOL), Sertão 0,43% (Podemos), Amaducci 0,23% (PT). Não sabem/não responderam, 27,77%.

REJEIÇÃO André lidera com 29,13%, seguido do governador Reinaldo com 20,40%, Bernal 17,63%, Mandeta 3,26%, Cel David 2,50%, Ayache 2,13%, Odilon 1,43%, Amaducci 1,20%, Suel 0,70%, Sertão 0,53%. Não sabem/não responderam 21,09%. Percebe-se coerência nos números, pois se Odilon lidera na aceitação do eleitor, por outro lado tem baixa rejeição.

SENADO Na pesquisa estimulada para 2018 o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) tem 30,70%, Zeca do PT 21,70%, Pedro Chaves (PSC) 12,83%, senador Moka (PMDB) 10,73%, Murilo Zauith (PSB) 7,46%, Ricardo Ayache (PSB) 5,23%, Eduardo Riedel (PSDB) 2,23% e Dorival Betini (PR) 0,43%. Não sabem ou não responderam, 8,69%.

CÂMARA Apenas na espontânea. Os 15 primeiros: Rose Modesto 2,03%, Zeca do PT 1,86%, Marun 1,73%, Elizeu Dionízio 1,73%, Fabio Trad 1,70%, Geraldo Resende 1,63%, Ricardo Ayache 1,56%, Murilo Zauith 1,53%, Biffi 1,50%, Takimoto 1,33%, Marçal Filho 1,30%, Dagoberto 1,16%, Vander 1,13%, Mandeta 1,03% e Beto Pereira 0,90%.

ASSEMBLEIA Os 30 melhores: Cabo Almi 2,26%, Lucas de Lima 1,90%, Tatá Marques 1,90%, Marcio Fernandes e Lídio Lopes 1,86%, Carlos Assis e Rinaldo Modesto 1,83%, João Grandão e Renato Câmara 1,70%, Jamilson Name e Léo Matos 1,60%, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Jr. Mochi 1,33%, Picarelli, Herculano, Grazielle e Eduardo Rocha 0,83%, Paulo Siufi, Amarildo e Salineiro 0,76%, Kemp, Cel David e Valdir Gomes 0,70%, Antonieta, Onevan, Mara e Delegado Wellington 0,66%, Antonio João, Elenilton Dutra e Barbosinha 0,63%.

EM ABERTO Nelsinho pode ter problemas na candidatura e sofrer desgastes pelas ações do Ministério Público. Quanto a Zeca do PT está inelegível. Abre-se espaço para o senador Pedro Chaves, que já superou o senador Moka nas pesquisas. As duas vagas poderão ser moedas de troca na composição das chapas majoritárias. Nada definido.

INDIGNAÇÃO A Câmara Municipal de Chapadão do Sul desmoralizada na comunidade. Ignorando a realidade, só desistiu de aumentar o número de vereadores graças ao movimento apartidário contra a medida. Pior que a pretensão desastrosa foi a justificativa para retirada do projeto em 2ª. votação. Mostra como anda o prestígio da classe política em todos os níveis.

NOTA 10 Deputado Marcio Fernandes (PMDB) comemora a sanção da lei garantindo gratuidade do exame de trombofilia das mulheres férteis para a detecção de coágulos nas artérias que ameaçam a gestação. Beneficiará as mulheres entre 10-49 anos com assistência na rede pública de saúde. Marcio pomoverá campanha de conscientização já em 2018.

SACO SEM FUNDO Se os Juízes de Direito e Promotores de Justiça podem, porque nós não podemos também usufruir do adicional de 20% (R$ 6 mil) dos vencimentos do ‘auxílio transporte? Essa a tese da Defensoria Pública para aumentar seus ganhos no projeto já aprovado pela Assembleia Legislativa. Como o bolo da arrecadação destinado à Defensoria cresce, inventa-se uma maneira de engordar o ganho de cada um. Como dizia Justo Veríssimo: “Eu quero é me arrumá! O resto que se dane!”.

PERGUNTO aos deputados estaduais se eles tem consciência da realidade que nos espera a curto e longo prazo? Neste ritmo de concessão de aumentos salariais e vantagens que se incorporam aos vencimentos dos funcionários, vai sobrar pouco do que se arrecada para investimentos na saúde, segurança e outras áreas. E mais: como pagar as aposentadorias recheadas de penduricalhos? E será que os pretendentes ao legislativo estadual tem noção desta barbárie crescente? Estamos literalmente fritos!

APLAUSOS para o delegado Ricardo Cubas Cesar, superintendente da Polícia Federal no MS. Diz que na prisão do traficante ou do ladrão de galinhas ninguém reclama – ao contrário quando se trata de um poderoso. Lembra: o poderoso dá mais prejuízo até do que um assassino que mata uma pessoa só, pois desvia verba pública matando 100, 500 ou mais. O que se roubou era para estar na saúde, nas estradas por exemplo.

FRANCAMENTE... O ambiente da eleição do ex-governador Andre na presidência do PMDB lembrou-me dos eventos da época da Arena (Aliança Renovadora Nacional). Sem vibração e aplausos exclusivos da torcida organizada. Frustrante a fala de André: não disse que é candidato e não fez referência ao episódio de sua prisão. O ex-deputado Edson Giroto (PR) era visto cumprimentando o pessoal na chegada do evento.

‘AQUELA LOUCURA’ Esse foi o termo pejorativo usado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) ao responder à pergunta se iria concluir a obra caríssima do controvertido aquário do pantanal. Aliás, essa herança da gestão anterior inspirou uma conhecida frase: “Precisando de assistência médica - procure o aquário do pantanal”.

A VIDA como ela é. O ex-deputado e ex-prefeito de Dourados Laerte Tefila (70 anos) é assessor de gabinete na Assembleia Legislativa. Usa ônibus e circula discretamente pelo saguão. Disse-me: sua aposentadoria inferior - a R$ 7 mil não dá para as despesas pessoais e o recolhimento das multas administrativas remanescente de sua gestão.

VERDADES "O problema da extrema esquerda é que ela nunca esteve preocupada em ajudar os pobres, mas apenas em prejudicar os ricos” (Júlio Bárbaro). “A esquerda não acredita num mundo em que os pobres odeiam os ricos. Os excluídos odeiam não ter as mesmas chances dos ricos. Isso é diferente da velha luta de classes” ( Thomas Friedman)

VINGANDO Eleição em Curitiba em 2012. Ratinho Jr. (PSC) e Gustavo Fruet (PDT) no 2º turno. Gleisi Hoffmann (chefe da Casa Civil) foi a TV para apoiar Fruet (família tradicional) e de nariz empinado disse: “Meu candidato tem nome e sobrenome”, numa indireta a Ratinho Jr. A fala magoou Ratinho Jr que hoje aproveita a onda antipetista firmando-se como candidato da Lava Jato. Tem chances de virar governador do Paraná.

“Os políticos de hoje são incapazes de resistir a pressão das pesquisas de opinião pública” (Garry Kasparov)

Comentário

1-REPAROS Sindicalistas e políticos do PT criticam a postura do Governo Estadual, mas ‘esquecem’ dos fatos ocorridos durante o Governo de Zeca do PT. Veja bem: em 2000 foi extinto o Previsul, transferindo o ativo, passivo patrimonial e pessoal à Secretaria de Administração, com o Governo arcando com o pagamento dos benefícios naquele ano.

2-REPAROS Em 2001 a Lei Estadual 2.346 autorizou o governo a alienar todos os bens do extinto Previsul e a assistência à saúde foi para a Cassems. Ainda em 2001 foi implantada a reforma da previdência junto com a contribuição para aposentadoria de civis e militares, elevando a alíquota de contribuição do servidor de 6% para 9%.

3-REPAROS A Lei 3.150 em vigor data de 2005, retificou, ratificou e consolidou a Lei 2.207 (de 2001), ajustou o MSPREV às regras da EC nº 41 e 47, dando condições de compensação pelos poderes e órgãos independentes de necessidades financeiras do MSPREV. Tudo isso no Governo do PT. Se o déficit em 2014 foi de R$ 800 milhões, a culpa não é da atual gestão que gastou R$ 160 milhões com assistência médica só em 2016.

O DISCURSO do PMDB nos tempos do regime militar era ancorado na volta da democracia. Aqui, a sigla também atuou neste sentido. Mas isso é passado, passou. Com o fim do período de exceção colheu dividendos, elegeu governador Wilson B. Martins, parlamentares, prefeitos, disputando o espaço com outros partidos.

PODER Com a derrota do ex-governador Pedro Pedrossian e a vitória de Zeca do PT para o Governo, a polarização passou a ser entre peemedebistas e petistas. Anote-se: a semente foi plantada em 1996 nas eleições da capital com a vitória de André Puccinelli (PMDB) contra Zeca por 411 votos de diferença.

ELEITO e reeleito prefeito de Campo Grande, André firmou-se como a maior liderança anti petista e com esse discurso associado a sua boa gestão chegou ao governo em 2006 derrotando o petista Delcídio do Amaral (senador) com mais de 61% dos votos. Em 2010 André se reelegeu também contra outro petista – Zeca do PT.

NOVA FASE Após tantos anos de poder, o PMDB ficou sem a prefeitura de Campo Grande e o Governo Estadual. Os dois poderes mais influentes ficaram em mãos de um ex-deputado (Marquinhos) que deixou o PMDB por discordar da imposição de André e de ex-aliado tucano (Reinaldo) dissidente por não ter o apoio na disputa da prefeitura em 2012. Restou ao PMDB presidir a Assembleia Legislativa e ficar na base do Governo.

QUE FASE! Como diria o locutor Galvão Bueno: “Pode isso, Arnaldo?” Além das denúncias contra a qualidade das obras (aquário & rodovias) e seus critérios de gastos pelo governador Reinaldo, André foi também atingido pela Lava Jato e acabou preso como alguns cardeais do partido: ex-deputado Eduardo Cunha, ex-ministro Geddel Vieira e o ex-governador Sergio Cabral (RJ).

QUANTO ao discurso do PMDB, com a paternidade democrática e moralista de Ulysses Guimarães, foi depredado em níveis nacional e estadual. Como defender a boa ética com as práticas duvidosas? O progresso, com obras e benefícios sociais pouco vale sem a lisura. A implosão do Estádio do Maracanã tinha a prioridade igual do aquário da nossa capital. Suspeitíssimas ‘prioridades’ peemedebistas.

QUESTÕES André seduzirá o prefeito Marquinhos (PSD) afinado com o governador Reinaldo? O ex-prefeito Nelsinho (PTB) tem motivos para ficar distante de André. Quais os reflexos da gestão de Michel Temer à época das eleições? Há riscos de desdobramentos do caso que levou André à prisão? Sem o poder de fogo da prefeitura da capital, do governo estadual e das principais cidades a situação é difícil para o PMDB.

ARREMATE Qual o discurso de André? Como derrotar a bandeira adversária da anticorrupção na campanha? Italiano, aos 70 anos de idade em 2018, André conhece o episódio do General Júlio Cesar que ousou a travessia proibida do rio Rubicão com suas tropas. “Alea jacta est?” Acho que não. O PMDB fadigou junto com André e antes da derrota tentará compor.

HONESTO Precisam ser levadas a sério as declarações do deputado Tiririca (PR), eleito e reeleito com mais de 1 milhão de votos. Acertou ao dizer que o Congresso trabalha muito e produz muito pouco. Também denunciou o jogo de bastidores e as propostas de tentadoras de dinheiro fácil em algumas votações. Enfim somos (eleitores) todos palhaços.

‘BELEZA’ “Precisamos dos profissionais da política”. Essa frase do ministro Gilmar Mendes justifica a postura do seu STF - que até agora não brindou o país com uma condenação sequer do pessoal encurralado na Lava Jato. Anel de brilhante e malas de dinheiro não sensibilizaram aquela corte. 2018 vem aí!

ALELUIA! Torço para que o sonhado acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia produza os frutos desejados, reduzindo a criminalidade na fronteira. Senti no Secretário José Carlos Barbosa, da Justiça, otimismo em relação ao evento ocorrido em Brasília, com o governador Reinaldo presente. Mas, pergunto aos meus botões: até onde o Governo boliviano é confiável? Mas, tentar é preciso.

ENTENDI... Você já notou? Os petistas pararam com o papo de ‘golpistas’ quando se referem ao pessoal do PMDB? Pois é! É que o PT tende a compor com o PMDB em alguns Estados, entre eles Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pará e Paraná. E pergunta-se: o que o eleitor brasileiro está achando de tudo isso?

‘BICUDOS’ A vice governadora Rose Modesto e o deputado Beto Pereira são os tucanos mais bem cotados para a Câmara Federal em 2018. A primeira, com base eleitoral consistente na capital tem alçado voos ao interior. Já o segundo também não perde tempo e a chance de abraços e sorrisos por onde passa. Ambos são exemplos para outros pretendentes ao clima seco de Brasília.

BOBAGEM O PDT não deve expulsar o deputado George Takimoto pela sua posição na reforma da previdência. É o parlamentar que todo partido quer ter, pois passa credibilidade. Tem luz própria e faz sua própria campanha no campo minado de Dourados onde é reconhecidamente um médico notável. Seria intriga da oposição.

CAPITAL Um ano desafiador para a administração. Dívidas, obras abandonadas, falta de credito junto aos fornecedores, contas a receber e com nome sujo junto aos órgãos federais, o que travou convênios. Mas ao seu estilo articulado, o prefeito Marquinhos conseguiu superar a pior fase e 2019 promete ser bem melhor. Passa credibilidade.

“Eu não sou Adhemar de Barros, ‘rouba mas faz’. Eu realizei” (Sergio Cabral)

Comentário

‘DAY AFTER’ Depois de tanta confusão e barulho foi aprovado o projeto da Reforma Previdenciária na Assembleia Legislativa. E pergunto: quem de fato poderá ser beneficiado politicamente com a postura contrária ao projeto? Qual será a densidade dos eleitores que poderão se vingar nas urnas? Seria suficiente para decidir o pleito?

REPRISE A Central Única dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Diretório Regional do PT, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e a Federação dos Trabalhadores em Educação de MS – com seus anúncios nos jornais – criticam o projeto. Mas, qual o peso político efetivo destas entidades? É a pergunta a ser avaliada no cenário estadual.

INDAGA-SE: O que estaria pensando o eleitor comum, que não exerce função no Governo Estadual, a respeito destas mudanças na Previdência? Aliás, esse cidadão da iniciativa privada sabe: hoje o teto de sua aposentadoria pelo INSS é de R$5.531,31. Já no serviço público estadual 25% tem proventos superiores ao citado teto. Esse pessoal pagará contribuição de 14% a partir de maio de 2018. Já os 75% restantes do funcionalismo continuarão pagando 11% de contribuição. Quanto ao Governo, aumentará sua contrapartida de 22% para 24% a partir de 2019.

NÚMEROS Estive com o secretário Carlos Alberto de Assis, da Administração e falamos sobre os números relacionados ao funcionalismo público. Após comparações com alguns Estados que não se adequaram aos novos tempos, ele lembrou que o reajuste linear de 2,94% dado pelo Governo a partir de setembro último, teve um impacto mensal de R$ 11 milhões na ‘folha’. Em 2014 o custo com os funcionários era de R$ 3,9 bilhões e em R$ 2016 pulou para R$ 5,3 bilhões.

ARREMATE O poder de mobilização do funcionalismo público é notório. Mas para o deputado Zé Teixeira (DEM) o Governo teve a coragem de tomar medidas impopulares, apesar dos riscos de desgastes eleitorais. Já o deputado Junior Mochi (PMDB) lembrou que o tempo fará justiça ao Governo em fazer sua parte dentro do projeto nacional para salvar o sistema previdenciário. O deputado foi muito bem nos debates e articulações com os representantes dos funcionários. Não perdeu a autoridade e a compostura.

A PROPÓSITO, o Brasil está envelhecendo. Em breve, neste ritmo, vai consumir mais bengalas e menos chupetas. Chegamos a 205,5 milhões de brasileiros e os ‘sessentões’ já são 14,4% do total. Nos últimos 4 anos a população cresceu 3,4%. Com isso, as regras atuais da previdência ficam inviáveis. A dúvida é se os políticos pensarão no futuro do país ou só nas eleições de 2018. Temo que a Reforma da Previdência não passe.

NO CLIMA PDT e PMDB afinando as violas para 2018. Os pedetistas elegendo nesta sexta feira o novo diretório regional já com as figuras do ex-juiz Odilon de Oliveira e do ex-deputado Antonio Carlos Biffi. Na outra ponta os peemedebistas elegendo neste sábado o novo diretório com a presidência reservada ao ex-governador André Puccinelli. Cada partido ao seu estilo e clima fazendo seu barulho. O eleitor – de olho!

CARLOS STEPHANINI Impossível não gostar dele. Antes de ser Desembargador, advogava com seu colega Claudionor Abss Duarte (hoje Desembargador no TJMS) no escritório da rua 14 de junho (Casas Bahia). Candidato a vice governador na chapa de José Elias Moreira em 1982, veio o primeiro desafio: viajar de avião. Stephanini tem pavor de avião e coube ao seu colega Claudionor dirigir um ‘valente’ Chevette por todo o Estado. A derrota não o abalou. Manteve-se agradável. Política? Só da boa vizinhança.

SÔNIA CALDART Infelizmente a nossa colega jornalista e apresentadora de TV perdeu totalmente a visão mesmo após vários anos de tratamento contra a ‘retinopatia autoimune’. Fase difícil, mas aos 60 anos de idade não perdeu o prazer pela vida, já aprende ‘braile’ e vai tentando se adaptar à nova realidade. Exemplo para os ‘chorões’ de plantão reavaliar a vida. Sônia merece nosso carinho e atenção redobrados.

É PENA! Os sucessores do ex-governador de Mato Grosso José Fragelli, falecido aos 95 anos de idade em 30/04/2010, sem intenção de cultivar sua memória. A casa – por exemplo - que serviu de residência a família, que poderia ser transformada numa Casa Cultural, foi locada a terceiros junto com os móveis. Insisto: a biografia de Fragelli, rica em conteúdo, daria um excelente livro de Memórias. Pretendo abordar o caso com o deputado Felipe Orro (PSDB) ligado a família Fragelli.

DESAFIO Essa fase de escândalos políticos que parece interminável tem dois aspectos diametralmente opostos. Se por um lado pode varrer definitivamente do cenário aquelas figuras horrorosas e malandras, poderá atrair gente limpa e preparada para a vida pública. O texto justifica a opinião do general da França Charles De Gaulle: “a política é assunto sério demais para ser deixada nas mãos dos políticos”.

‘SEM ILUSÕES’ O máximo que se viu dos políticos flagrados nos últimos escândalos foi um chorinho ‘made in Paraguai’. Nada mais! Seria ingenuidade esperar atos extremos para lavar a honra, como do croata Slodoban Praljak que tomou veneno após ouvir sentença judicial por matança de muçulmanos na Guerra da Bósnia. Já o ex-governador Sergio Cabral (PMDB) desfruta de iguarias importadas.

MEMÓRIA Nas eleições presidenciais de 1989, o ex-ministro dos transportes Afonso Camargo virou figura folclórica no horário eleitoral. Dava aula de civismo, ensinava as crianças a escovarem os dentes e marcou como o ‘candidato do vale transporte’. Candidato do PTB obteve só 379.286 votos (0,52%), em 11º lugar dentre os 22 postulantes. Antes, fora vice governador do Paraná, senador duas vezes, ministro por 3 vezes e deputado federal por 4 mandatos. Morreu em 2011 aos 81 anos de idade.

‘BELEZA’ O último programa do PMDB na televisão nem parecia o partido das lideranças que tem povoado o noticiário policial. O senador Romero Jucá (RO), por exemplo, foi hilário, não convenceu. Fotos e imagens foram utilizados na defesa do caso JBS. A velha aliança com o PT foi criticada como se o PMDB não tivesse participado da administração de Dilma Roussef. Aliás, o programa bem que poderia ter aproveitado o deputado Carlos Marum (PMDB), com estilo adequado ao evento.

SALVAÇÃO Repercutindo bem nos círculos e entidades ligados ao meio ambiente a relatoria do senador Pedro Chaves (PSC) do projeto da Lei do Pantanal e o Fundo do Pantanal na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Vão limitar a ação humana no bioma pantaneiro, garantindo o desenvolvimento sem prejuízo ao meio ambiente, além de ajudar nos investimentos para controle e fiscalização permanente. A autoria é do senador Blairo Maggi (PP).

POR TABELA Sem discutir a veracidade dos números surpreendentes de pesquisas (não divulgados na mídia) para aferir a tendência do eleitor, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), é citado como exemplo de gestor incompetente pela sua origem do serviço público onde era Procurador Federal. A intenção é atingir o pré-candidato Odilon de Oliveira (PDT) com idêntica origem de labor. Mas, em política não se chuta cachorro morto, com ou sem rabo.

ESTIGMATIZADO No artigo 3º - III - sobre os deveres, do Código de Ética do PR consta: “manter conduta ética, pessoal e profissional...”. Mas, o próprio presidente Antonio Carlos Rodrigues acabou preso por corrupção, a exemplo do ex-presidente Valdemar Costa Neto no caso do Mensalão. Lembra? O diabo é que o PR tem 38 deputados federais e 4 senadores. Aliás, o presidente Temer consultou Valdemar nas ultimas votações e nomeou o afilhado Mario Mandolfo para presidência da Valec. O partido vale quanto pesa. O resto é titica de grilo.

MEU DEDO Apenas como jornalista uma observação no julgamento do matador do Brunão, o segurança morto numa boate aqui na capital. Após a sentença condenatória a mãe do réu lamentou o critério adotado pelos jurados. Convenhamos: ela teve melhor sorte do que a mãe da vítima porque terá seu filho vivo de volta. Já para a outra mãe um resto de vida de saudades doloridas.

“Aqui também existe pena de morte. Mas só para a vítima” (Max Nunes)

Comentário

O EMBATE Está posto na Assembleia Legislativa o projeto da Reforma Previdenciária. Não se sabe como será decidido. O Governo lembra o custo mensal de R$ 83 milhões que tem para pagar os servidores inativos e aponta o fundo superavitário de R$ 400 milhões (exclusivo dos funcionários concursados após junho de 2012) como a solução de caixa. Jamais presenciei tamanha mobilização na Assembleia como agora. A pressão é grande, o governo e os deputados da base aliada sabem dos riscos de desgaste eleitoral. O episódio vai constar do cardápio das eleições de 2018.

A PROPÓSITO Se o Governo estadual está preocupado com a falta de recursos para arcar com as aposentadorias, o Governo federal também está. O ministro Meirelles (Fazenda) tem sido franco nas suas advertências. Ora, enquanto o benefício do INSS é em média R$1.862,00 - um aposentado do Congresso Nacional ganha R$ 28 mil, do Judiciário é 25.800,00, dos Militares é R$ 9.479,00 e do Executivo, R$ 7.500,00. O país não aguenta. Quebra!

NELSINHO TRAD Como caminhará nas eleições de 2018? O ex-prefeito da capital acaba sendo beneficiado com a comparação que se faz de sua gestão com a de Alcides Bernal (PP), desastrosa sob todos os pontos de vista. Ele tem se mostrado cauteloso, aparando arestas, evitando confrontos de ideias para agregar simpatias e apoios. Aqui o PTB vive mais do poder de fogo de Nelsinho na busca de vaga ao Senado. Um detalhe: conta muito ter um irmão prefeito da capital.

‘HIPERTENSÃO’ A dosagem dos medicamentos de uso diário dos implicados na trepidante ‘Lama Asfáltica’ deve ser reforçada após o anúncio de Fernando Segovia - novo diretor da Polícia Federal – de que todas operações em curso nas varas federais do país continuarão no mesmo ritmo. Nos bastidores comenta-se: novos capítulos devem ocorrer brevemente. Promessa de fortes emoções.

‘NA TRAVE’ Como diria o locutor José Geraldo de Almeida: “foi por pouco, mas por muito pouco mesmo” que o deputado Carlos Marun (PMDB) não virou ministro. Faltou só a assinatura presidencial do ato. Há controvérsias. Na alfinetada do senador Renan Calheiros (PMDB), a presença de Marun representaria a força do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) no governo. Para alguns, a decisão de Marun em aceitar a nomeação, para ficar no cargo até o final do mandato de Temer, sinalizaria que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) não deve concorrer ao Governo em 2018. Mas a novela não acabou aqui. Marun pode, sim, virar ministro.

‘RESSACA’ Embora o pessoal da sua ‘guarda pretoriana’ insista em passar uma imagem otimista do ex-governador André após o episódio de sua prisão, a realidade não é bem assim. A versão de que a sua eventual candidatura ao governo em 2018 teria o incentivo da própria família é fantasiosa. Se a prisão do seu fiel ex-secretário Edson Giroto já refletira em sua postura, imagine neste episódio traumatizante que envolveu também seu filho. André não é o super homem apregoado por ‘amigos’ que o cercam.

‘FUTURO’ erta feita escrevi que o PMDB é refém de André. A tese tem respaldo nesta sinuca de bico em que o partido se encontra. Em seus quadros não há outro nome com força suficiente para disputar o governo em 2018. A leitura pragmática da lista dos políticos peemedebistas dispensa comentários. A tendência é que lá frente o PMDB costure aliança com o PSDB, tendo Reinaldo como postulante à reeleição. O PMDB – como temos visto nos últimos tempos em Brasília, é um partido sem ideários. Um sócio perigoso, pouco confiável.

CLAMOR PÚBLICO Significa o descontentamento, indignação ou comoção no meio social pela prática de crime em circunstâncias especiais de grande repercussão. É também com base nesta premissa que a justiça tem decretado a prisão de homens públicos. Não há que se atentar só ao risco de destruir ou dificultar acesso as provas. A justiça se sente na obrigação de dar uma satisfação à sociedade como ocorreu agora no Rio de Janeiro.

E MAIS... As manifestações apoiam as prisões dos políticos que roubam e ostentam o patrimônio que humilha o eleitor que mora após o último ponto (sem cobertura) da linha de ônibus. Precisamos aprender com essa tragédia moral que atinge o carioca. Figuras como Sergio Cabral (PMDB) e Garotinho (PR) não são exclusividades do Rio de Janeiro. São como aquelas pragas de jardim. Nascem em todos os lugares.

ACABA? O Congresso Nacional discute o fim do Foro Especial previsto na Constituição Federal. Aberração que beneficia 55 mil pessoas que exercem cargos públicos. Aqui funciona como uma blindagem e não como uma proteção pelos crimes e irregularidades cometidos exclusivamente no exercício da função, como funciona em outros países. Já o STF decidiu reduzir os benefícios do Foro Privilegiado apenas para os políticos. Mas a novela não acabará aqui. Haverá mais uma disputa entre o Judiciário e o Legislativo.

‘LAVA JATO’ Como consequência do fim do foro privilegiado todos os processos envolvendo a Lava Jato poderão ser remetidos as instâncias inferiores. Dois aspectos: no primeiro haveria o esvaziamento de feitos processuais no STF; segundo - proporcionaria maior agilidade nos processos evitando inclusive os benefícios da prescrição das penalidades aos políticos denunciados como tem ocorrido até agora. Esse é o grande medo do político que responde a procedimento penal no STF.

2 EXEMPLOS Em 1993 o então governador Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) tentou matar com 3 tiros Tarcísio Buriti (ex-governador). Ele morreu em 2012 sem que o STF o julgasse. Em 2007, antes de ser julgado renunciou ao cargo de deputado para que o feito retornasse à primeira instância. Na carta alegou: “renuncio ao mandato representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui”. Outro caso foi do ex-presidente Lula (PT); aceitou a nomeação para o cargo de ministro da Casa Civil do Governo Dilma Roussef (PT) para escapar de ser julgado pelo juiz Sergio Moro. É assim que funciona no Brasil.

DESABAFO do jornalista Rodrigo Constantino (carioca da gema) sobre o caos do Rio de Janeiro: “Se o PMDB é ruim no país, no Rio é ainda pior. Se o PT é podre em todo lugar, o carioca é mais assustador ainda, à exceção do Rio Grande do Sul, nosso maior concorrente. Foi no Rio que Dilma ganhou com mais folga. Foi no Rio que Heloisa Helena teve mais voto. São do Rio os deputados Jean Wyllys, Chico Alencar e Glauber Braga, do PSOL, defensor do regime venezuelano. É do Rio Marcelo Freixo, da mesma seita”.

‘PERDIDOS NO AR’ Quando a gente pensa já ter visto tudo, aparece mais uma. Agora a Polícia Federal deflagrou a Operação Turbulência para investigar o esquema que facilita a concessão de habilitação para pilotos de aviões e helicóptero junto a Agencia Nacional de Aviação Civil. Eu fico imaginando os passageiros em pleno voo questionando entre si: “será que o piloto comprou ou não comprou a habilitação?”

MELHOR ASSIM? Vereadores da capital acabaram aprovando o Projeto de Lei do Executivo que deu ao contribuinte a opção de escolha da forma de pagamento da taxa de lixo. Ele poderá realiza-la tanto nas contas de água, luz e telefone como na continuidade do IPTU. Na conversa com os jornalistas, o presidente da Câmara, vereador João Rocha (PSDB), explicou que não há uma nova taxa, mas apenas novas formas de cobrança. Mas o caso deve render novos questionamentos.

O CONCURSO para preencher o quadro de funcionários da Câmara Municipal da capital mostra a luta por um emprego. Para as 70 vagas disponíveis foram deferidas 18.022 inscrições e mais 5.470 inscrições indeferidas por falta de documentos. Para cada uma das 15 vagas do cargo de Assistente Administrativo há 651 candidatos. As provas serão no dia 17 de dezembro.

“Na política até a raiva é combinada” (Ulysses Guimarães)

Comentário

Página 1 de 14

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014
E-mail: douranews@douranews.com.br

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus