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Manoel Afonso

Manoel Afonso

INTERESSANTE Num país onde a classe política está desacreditada mesmo com 35 partidos regularizados, as eleições prometem em nosso Estado um clima de acirramento por motivos diversos. Salvo mudanças de última hora teremos 357 candidatos à Assembleia Legislativa (quase 15 por cada vaga) e 137 postulantes à Câmara Federal (mais de 17 por cada uma das 8 vagas).

CENÁRIO político em movimento até 15 de agosto (prazo final do registro das candidaturas). Sabe-se: o candidato Reinaldo Azambuja (PSDB) disporá de 4 minutos e 22 segundos no horário eleitoral no rádio e TV. Já Simone Tebet (MDB) terá 2 minutos e 38 segundos – contra 1 minuto e 23 segundos de Humberto Amaducci (PT); 1 minuto de Odilon de Oliveira (PDT); 27 segundos para Marcelo Bluma (PV) e apenas 7 segundos para o candidato João Alfredo (PSOL).

COSTURAS Elas viabilizam a formação de chapas e candidaturas tentando melhorar o potencial em eleições de qualquer nível. Tanto é que o PSDB montou uma chapa para a Câmara Federal e 3 para a Assembleia Legislativa, unindo-se ao DEM, PTB, PPS, PP, PSD, PROS,PSB, PMD, PSL, PMN, Solidariedade, Patriota e Avante.

PRONTA O MDB por sua vez conseguiu agregar nada menos que 7 agremiações partidárias em seu projeto eleitoral. São elas: PR, PTC, PRP, PSC, PHS, PRTB e PSDC. Até aqui estão definidas 27 candidatos a deputado estadual e 14 postulantes para deputado federal. Eventualmente poderemos ter desistências e substituição de nomes.

MUDANÇAS Ao contrário de antes, hoje também a escolha dos nomes dos dois suplentes ao Senado passam por um processo de avaliação para definir ganhos reais nas candidaturas. Não é por acaso, o candidato Zeca do PT escolheu o ex-prefeito de Dourados Laerte Tetila (PT) para seu 1º suplente e a advogada da capital Giselle Marques (PT) para a 2ª. suplente.

OUTROS Candidato a reeleição, o senador Moka (MDB) buscou no interior, o ex-prefeito de Sonora Zelir A. Maggioni (MDB) para seu 1º suplente e a ex-vereadora da capital Maria Emília Sulzer para a 2ª. suplência. Já o senador Pedro Chaves (PRB) buscou o ex-vereador da capital Gilmar da Cruz (PRB) para seu 1º suplente e o vereador de São Gabriel do Oeste Angelo Magno P. Mendes (PRB) para 2º suplente.

DESTAQUE também para os nomes do empresário de Naviraí José Chagas (DEM) e a professora Terezinha Bazé (DEM) de Três lagoas – respectivamente 1º e 2º suplente do candidato ao senado Nelson Trad (PTB). Já o candidato ao senado Marcelo Miglioli (PSDB) optou pelo pastor Antonio Dionísio (PSB) para 1º suplente e a vereadora de Dourados Daniella Hall (PSD) para a 2ª. suplência.

LEMBRANDO Os casos de cassação de mandato, renúncia, licença e morte de senadores tem demonstrado a necessidade de escolher suplentes com o devido critério que o desempenho do cargo exige. Recentemente tivemos dois casos de suplentes com desempenho louvável: do ex-senador Ruben Figueiró (PSDB) e do atual senador Pedro Chaves (PRB). Figueiró era o 2º suplente da senadora Marisa Serrano (PSDB) que renunciou ao mandato para assumir vaga no Tribunal de Contas, tendo assumido o 1º suplente Antonio Russo (PSDB) que deixou o cargo por motivo de doença. Já Chaves, assumiu em decorrência da cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (PTC).

NOVIDADE A escolha do Procurador de Justiça Sergio Harfouche (PTC) como companheiro de chapa da emedebista Simone Tebet causou surpresa nos meios políticos. Inicialmente era do PSC e pré-candidato ao Senado, depois ingressou no PTC e anunciou sua candidatura ao Governo no final do mês passado. Uma trajetória cheia de mudanças.

PERFIL Com 26 anos no MPE, Harfouche se notabilizou com suas campanhas e pregações envolvendo a educação. Pregou a moralidade, dizendo que o eleitor tinha acordado para o valor de seu voto, para acabar com essa onda inaceitável de corrupção, desvios, da discussão ‘se prende ou não prende’. Longe de ser o Messias, Harfouche construía a imagem diferenciada, com discurso forte entremeando religião e moral. Mas sua candidatura pode morrer no nascedouro pelo entendimento do STF que exige a exoneração do cargo de procurador para disputar eleições partidárias. E agora?

NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa observadores questionaram a sinuosa trajetória de Harfouche, preterindo a candidatura diferenciada por uma outra aliada ao MDB, sigla estigmatizada pelo envolvimento de lideranças suas em denúncias de corrupção, desvios e prisões como dos casos dos ex-governadores Sergio Cabral (MDB-RJ) e Puccinelli (MDB-MS), esse último que articulou ou abençoou essa escolha. Como explicar isso ao eleitor que o próprio Harfouche classificou de ‘cansado’ nas entrevistas?

É O FIM O deputado federal Luiz H. Mandetta (DEM) antecipou o fim sua trajetória política, descontente com a aliança de seu partido com o PSDB. Nunca é demais lembrar que ele não conseguiu articular e impor sua candidatura a prefeito naquelas eleições municipais da capital vencidas por Alcides Bernal (PP). Seria um nome mais competitivo do que o ex-deputado Edson Giroto (PR). Mas faltou-lhe tutano para se impor ao ex-governador Puccinelli (MDB) – padrinho do candidato do PR derrotado. Agora, sem volta.

ZECA DO PT Prevalece nos círculos jurídicos o entendimento de que o parlamentar reverterá a decisão que o tornou ilegível. Falei com seu advogado Newley Amarilha que explicou: primeiro o deputado terá que fazer o registro de sua candidatura até o dia 15, esperar a publicação do edital para eventuais impugnações - certamente do Ministério Público. Aí sim o defensor buscará os remédios cabíveis. “Fora disso não se pode reiventar a roda” – lembrou Amarilha.

ISSO CONTA! Em apenas 9 meses de mandato, o deputado federal Fabio Trad (PSD) é o parlamentar de MS que mais apresentou projetos de lei protocolados. Foram 17 nas várias áreas de interesse; da questão tributária à defesa da mulher. Ainda: o deputado atingiu a menor média de gastos com verbas públicas dentre todos os nossos representantes, gastando mensalmente R$ 104.206,00 em média.

CONSTRANGIMENTO Foi o que senti no contato com parlamentares afinados com a liderança de Puccinelli. A deputada Maria Antonieta Amorim (MDB) continua abatida e sem rumo desde a prisão do seu irmão empresário João Amorim. Já o deputado Paulo Siuffi (MDB) foi sincero ao colunista quanto ao seu futuro político. Disse que se depender da vontade de seus familiares deixará a política para dedicar-se a sua bem sucedida carreira médica. Ele mesmo desabafa emocionado: “a morte de meu filho mudou minha vida”.

CANDIDATURAS já confirmadas pelo PDT à Câmara Federal: Wellington Ricardo de Jesús (vereador em Três Lagoas), Dagoberto Nogueira Filho, Ritva Cecília Vieira, Hedyl Marcos Benzi Filho (disputou a prefeitura de Anastácio em 2016), Maria Alves Meleiro candidata a vice prefeito em Anastácio em 2016), Odilon de Oliveira Jr e Tiago Henrique Vargas ( policial – ex-candidato a vereador na capital em 2016). Em relação aos pretendentes à Assembleia Legislativa não há ainda confirmação dos nomes.

MARUN Após atrair a ira da maioria da opinião pública com suas exposições ridículas na mídia e com sua postura fiel ao Governo Temer, conseguirá desempenhar o papel de defensor do MDB e do ex-governador Puccinelli nesta campanha? Missão difícil para o ministro Carlos Marun (MDB) da Secretaria de Governo - que já revelou a intenção de deixar a política. Pela sua fidelidade será mesmo premiado com uma cadeira no TCU?

REALIDADE O setor privado abriga a maioria dos alunos de baixa renda. Mas os mais ricos estudam nas escolas públicas ao longo da educação básica e vão para o ensino superior público graças a melhor formação de base. Daí que o senador Pedro Chaves (PRB) é autor de projeto criando o Fundo de Incentivo à Formação Superior para alunos de baixa renda e com nota superior a 400 no Enem. Chaves entende que o Prouni chegou ao limite. Seu projeto seria uma alternativa interessante.

A GRANA Nunca é demais lembrar o dinheiro que será dado aos partidos nestas eleições. Eis a lista dos 11 primeiros partidos felizardos: MDB – R$ 234.232.915,58; PT - R$ 212.244.045,58; PSDB - R$ 285.868.511,77; PP – R$131.026.927,86; PSB – R$ 118.783.048,51; PR – R$ 113.165.144,99; PSD – R$112.013.278,78; DEM – R$89.108.890,77; PRB – R$ 66.260.585,97; PTB – R$62.260.585,97; PDT – R$61.475.696,42.

DUAS SACANAGENS A primeira delas vem do TSE que resolveu dar uma mão aos políticos na hora de declarar seus bens. Agora será impossível saber a participação deles em empresas e em quais bancos tem investimentos. A segunda é do STF que ignora a crise e reajusta seus próprios salários – de R$ 33,8 mil para R$ 39,3 mil - ao custo anual de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. Fora casa, carro, motorista e outros penduricalhos. Assim é fácil passar temporada em hotéis de luxo em Lisboa ignorando a cotação do Euro. Não é?

“O mais estranho no Brasil é que ninguém estranha mais nada” (Fraga)

Comentário

EMBORA as negociações políticas ainda estejam em curso nos bastidores, mesmo a distância não é difícil perceber que até aqui o grupo político ancorado no PSDB vem levando vantagem sobre os concorrentes. Só a aliança com o cobiçado PSD do prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) representa pelo menos em tese a garantia de votos na capital, onde o PSDB tinha dificuldades, segundo pesquisas.

MARQUINHOS jogou o jogo como devia jogar para inclusive começar a pavimentar o caminho rumo ao Parque dos Poderes. Essa aliança com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja era previsível desde o início quando as relações entre eles começaram bem. Vale recordar que Marquinhos e Reinaldo tem algo em comum: ambos tiveram coragem de romper com a tutela do ex-governador Puccinelli (MDB) e conseguiram caminhar com as próprias pernas. E sobreviveram, vitoriosos, inclusive.

O COLUNISTA advertiu que o MDB havia ficado refém do ex-governador André Puccinelli. Aliás, ele retomou o comando da sigla temendo que o então presidente Jr. Mochi (MDB) avançasse nas relações com o Governo Estadual, quando especulou-se que ele poderia viabilizar sua candidatura a vice governador na chapa tucana. Na época falou-se também sobre a ida de Jr. Mochi para o Tribunal de Contas para facilitar o entendimento entre MDB e PSDB.

IMAGINO daqui de Portugal o diálogo havido na cadeia entre Puccinelli e a senadora Simone Tebet, quando ele teria conseguido sensibilizá-la para aceitar a candidatura ao Governo. Afinal, Puccinelli foi o grande responsável pela eleição da senadora, quando lembrava que tinha sido o ex-senador Ramez Tebet (MDB) o responsável pelo seu ingresso na política.

SIMONE deve ter ficado de saia justa diante da situação degradante de seu padrinho político confinado numa prisão e bombardeado pela mídia que não tem dado trégua a corrupção e aos políticos nela envolvidos. Mesmo com seu projeto original voltado aos grandes debates de interesse nacional em Brasília, ela acabou cedendo ao apelo de Puccinelli.

TROCAR a tranquilidade do Senado, longe das picuinhas paroquiais, pelos desafios de uma campanha que promete ser pedreira, não é fácil. Hoje a situação é o anverso daquele pleito que a elegeu senadora, onde a presença o apelo de Puccinelli era certeza de mais votos e consequentemente da vitória. Pelo que tem ocorrido com Puccinelli, a presença dele ao lado de Simone pode sim ser mais nociva do que benéfica à candidatura dela.

E MAIS,,, O envolvimento de velhas lideranças nacionais do MDB (alguns presos) em denúncias de corrupção também devem intimidar o discurso do partido aqui no Estado. E não se pode esquecer que a senadora Simone sempre se pautou pelo discurso ético desde a época em que era deputada estadual – seguindo aliás os passos de seu progenitor. Antevejo uma candidata tímida, de saia justa, pouco à vontade. Concorda?

RECADO O deputado federal Zeca do PT já enviou sinais de como a candidatura de Simone será tratada pelo seu partido. O parlamentar lembra das contas bloqueadas da senadora por conta da denúncia de supostas irregularidades em sua gestão na Prefeitura de Três Lagoas. Zeca também recorda do alinhamento dela ao Planalto em várias situações em vários episódios, votando inclusive a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves (PSDB). Como sempre palanque eleitoral é implacável. Vale tudo.

O ABSURDO Os políticos andam perdendo a noção ou os parâmetros do bom senso, para não dizer outra coisa. Ainda recentemente o governador Luiz Fernando Pezão (MDB), do Rio de Janeiro, teve a coragem de dizer que os políticos estão sendo injustiçados e que está havendo fiscalização em excesso por parte das autoridades fiscalizadoras. Cá entre nós: fiscalizando eles aprontam, imagine sem essa vigilância.

REPETINDO Toda essa situação reinante na política – em todos os níveis – traz uma angustiante indecisão para o eleitor. Apesar de suas declarações as vezes intempestivas e contraditórias, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) vai conseguindo congregar aqueles que são contra o PT e todo tipo de corrupção. Se ele terá sucesso lá frente não se sabe, mas hoje é o único com um discurso de indignação.

SONHO Na minha última semana aqui um olhar para a imigração de brasileiros e de outros trabalhadores de países da América Latina no velho continente. No hotel onde hospedei em Madri a camareira boliviana ganha 120 euros por dia – o equivalente a R$ 570,00 aproximadamente. É autônoma, diarista, sem seguro social.

NO ESTÁDIO Santiago Bernabeu (Real Madrid) uma segurança, imigrante do Equador, ganha 900 euros mensais. No Aeroporto de Orly (Paris) um funcionário imigrante português feliz com o salário de 1.600 euros. Em Lisboa uma brasileira ganha no Metrô 1.200 euros. Na cidade do Porto um ex-caminhoneiro virou churrasqueiro e fatura 900 euros; após 2 anos trouxe a mulher e o filho e sonha com o próprio negócio.

A QUESTÃO A primeira vista parece que é bom porque a moeda Euro é forte: quase 5 por 1 - mas não se pode esquecer que os gastos também são feitos na mesma moeda e não em Real. O brasileiro que mora no Brasil acha que o imigrante fatura uma nota preta nos países europeus esquecendo-se dessa particularidade. Aferi num açougue do Porto: um quilo da ponta de costela minguinha custa o equivalente a R$ 30,00 e a carne de primeira chega ao equivalente a R$ 110,00. O açougueiro diz preferir carne do gado local, mas num restaurante serviram carne vinda da Polônia. Achei esquisito.

EM LISBOA uma brasileira que mora em Miami confessou que não se faz patrimônio financeiro e que a questão do plano de saúde do Governo seria uma grande enganação. Em Cáceres na Espanha, perto de Portugal - fundada 26 AC, vários brasileiros na luta pela sobrevivência e com ares de frustração. Em Évora (capital do Algarve), um professor está se aposentando com 1.700 euros apenas após 35 anos de trabalho.

OBSERVAÇÕES Minhas origens rurais permitem avaliar a realidade em trechos por onde passei. Muita terra ruim, de pedras, montanhas e areia na região da Extremadura na Espanha e no Algarve em Portugal. Vi gado solto no pasto só 3 vezes em mais de 200 km. Conta também a seca crescente nos últimos 40 anos, segundo os moradores. Pontes enormes mas sem água no leito. Usam irrigação com poços artesianos utilizando o líquido precioso em pequenas pastagens ou lavouras de milho. Será que compensa? Nessa hora não há como não lembrar do potencial do agronegócio brasileiro.

A EUROPA envelhecida, mas oxigenada com o dinheiro injetado pela Comunidade Europeia. Obras fantásticas implementadas em Nice (França) e em Madri que estão mudando o perfil delas. Mas é inegável: a população envelheceu e motiva intenso debate sobre os caminhos a seguir. Previdência é hoje um debate mundial. Em Portugal existem 1.500.000 aposentados ganhando salário mínimo.

EM PORTUGAL com salário mínimo de 580 euros (o menor da Europa) os aposentados conseguiram agora um aumento de 5 euros após muita luta. Enfim, a Europa não é só Mônaco como imaginam alguns. Tudo é relativo. Aqui na cidade do Porto são 8 meses de muito frio e vento, o que praticamente amordaça algumas atividades econômicas. As pessoas não usam o metrô por diletantismo e sim por necessidade. No comércio tudo é contado milimetricamente. Sem colher de chá.

MUITO DIFÍCIL Como sobreviver bem ganhando 580 euros e pagando 200 euros só com o aluguel do apartamento com 40 m2 de um quarto? Um barbeiro brasileiro que já morou na Inglaterra, partilha a ideia que viver na Europa é uma grande ilusão. Cobrando 7 euros por um corte de cabelo, diz que pretende voltar quando a situação melhorar no Brasil. Pelo jeito apenas os japoneses, dentro do rígido sistema de planejamento, conseguem economizar preparando o regresso ao Brasil.

INVERSO Aqui no Porto há um restaurante famoso chamado ‘Mengos’. A enorme bandeira tradicional do Flamengo chama a atenção de todos os turistas e a explicação é bem interessante. O proprietário morou no Rio de Janeiro onde deu duro danado por 27 anos, aí voltou para a ‘terrinha’ e abriu seu próprio negócio. Um dos atendentes é brasileiro e se diz feliz aqui. Detalhe: o delicioso café servido é da Colômbia. E vale dizer que o pessoal do Porto nos trata bem e dizem que ‘nossa fala é doce”.

COMPARAÇÃO. O passe do jogador Neymar foi vendido por 220 milhões de euros. Pois e! Nestas andanças pela Europa estive na Freixenet – fundada em 1861 - a maior fabricante de vinhos espumantes da Espanha (entre Barcelona e Saragoza) que emprega 600 funcionários em época normal e mais de 1000 na safra – engarrafando 140 milhões de unidades por ano. Agora a parte interessante da nota. O grupo alemão de bebidas Oetker, a Henrel Co, segundo o jornal ‘La Vanguardia - adquiriu 50,67 das ações desta empresa pela mesma quantia paga pelo Paris Saint Germain ao nosso craque, os 220 milhões de euros

INVERSÃO de valores. Comparar a trajetória meteórica de Neymar com a história de vida dos fundadores e sucessores desta empresa sobrevivente a duas guerras mundiais, Revolução Espanhola e outras crises econômicas europeias nestes 157 anos, é inadmissível. Isto ajuda-nos a duvidar da realidade do mundo futebolístico com transações/salários milionários. A história de vida destes pioneiros e empresários sonhadores documentada e mostrada aos visitantes inclusive – vale muito mais que todos os feitos do atleta. A Freixenet produz 140 milhões de garrafas anuais, exporta para 109 países, com subsidiárias em 19 países.

“Pagar imposto no Brasil é como comprar o ingresso depois que o circo já foi embora” (José Pires)

Comentário

SEMÁFORO Será que nossos políticos sabem o significado de seus sinais? Fico observando as suas manobras e planos antes da campanha começar e vem à cabeça a tese simples, verdadeira, do ex-boxeador Mike Tysson: “Todo mundo tem um plano até levar um soco na boca”. As lições do passado mostram o eleitor reticente, faca nos dentes, indignado calçando suas luvas. Aí o nocaute pode ocorrer bem antes.

CORRUPÇÃO Não respeita fronteiras, culturas, ideologias e religiões. Aqui na Europa ouvi relatos interessantes envolvendo a construção da auto estrada que corta as montanhas ao longo da Costa Italiana e da Riviera Francesa – num custo altíssimo por conta da topografia que exigiu a abertura de mais de 200 tuneis e pontes altíssimas com pilares portentosos.

O PROJETO foi pensado ainda pelo ditador italiano Benito Mussolini e a sua concretização muitos anos depois beneficiou políticos dos dois países. Pela grandiosidade da obra não é difícil avaliar as relações das empreiteiras com os governantes. ‘Alegria geral’, como no Mato Grosso do Sul e no resto do país. Não é?

FATURA O pedágio também aqui varia de acordo com o porte do veículo. Um ônibus paga o equivalente a R$ 1.300 só para atravessar o túnel de 12 kms que corta o Mont Blanc que divide França e Itália. Antes da travessia a temperatura do motor do veículo passa por aferição e se estiver além do limite ele é desligado até atingir o nível exigido. Tudo por conta da explosão do motor de um caminhão que incendiou 25 veículos no interior do túnel e matou 39 pessoas em 1999. Só foi reaberto após reforma que levou mais de dois anos, contou-me o nosso guia turístico.

GARRA Infelizmente não herdamos essa qualidade de nossos ancestrais que saíram daqui do velho continente. Fraquejamos com facilidade. Aqui as adversidades para sobreviver e superar os desafios diversos são muito maiores do que temos no Brasil. Numa feira livre em Rapallo – Itália - o feirante relatou-me das dificuldades para produzir, quer pelas temperaturas ou mesmo pelo terreno montanhoso transformado em tabuleiros como se faz na China e Nepal. Tal como na minha primeira viagem à Europa eles pouco sabem do Brasil.

CRÍTICAS Nesta viagem tenho convivido com mexicanos, colombianos, bolivianos angolanos, argentinos, peruanos e chilenos. Depois do futebol, a situação do ex-presidente Lula (PT) é o assunto mais abordado. Todos perguntam se efetivamente ele concorrerá às eleições presidenciais mesmo estando condenado e preso. Um engenheiro do Peru sabia com detalhes como funcionava o esquema de corrupção das empreiteiras e lembrou que a Odebrecht aplicou a mesma receita em seu país como mostrou a imprensa e que resultou na prisão de alguns envolvidos. Enfim, eles se mostravam decepcionados com o desmascaramento da quadrilha do PT no governo do Brasil.

RETALHOS Tenho encontrado alguns brasileiros. Nenhum deles de terno e gravata ao estilo executivo, Todos trabalhando em atividades que não exigem grande qualificação profissional. Eles tentam passar a imagem de que estão gostando ou que vale a pena essa experiência. Um deles trabalhando como vendedor de roupa numa feira em Firenze disse-me que chega a faturar o equivalente a R$ 5.000. Um pouco mais do salário mínimo na Itália. Enfim, cada qual com suas escolhas. Cada um se virando como pode e precisa. Se vale ou não a pena ser imigrante só o tempo dirá. Cada caso é um caso. Que sejam felizes.

IMAGEM RUIM Até um turista do Nepal em Florença criticou os excessos do jogador Neymar na Copa da Rússia. Os gestos e expressões faciais dele indicavam artifício buscando holofotes. Aliás, nas lojas da Europa poucas camisas do craque à venda. Um vendedor disse-me que as camisas deles – embora falsificadas e baratas – deixaram de ser procuradas.

EM FLORENÇA lembrei-me do saudoso Sócrates que saiu do Corinthians para a Fiorentina e não correspondeu às expectativas. De fato, pensando bem, a distância entre a Toscana e Ribeirão Preto não se mede apenas pelos 10 mil km. Há algo mais (cultura) que se deve ser levado em conta. Não podia se adaptar neste ambiente. Azar dele. Perdeu a grande chance de morar no Primeiro Mundo.

MANIFESTANDO Opresidente da OAB-MS Mansur Karmouche ligou-me sobre meu comentário e a postura da entidade neste episódio da prisão de dois advogados junto com o ex-governador Puccinelli. Ouvi seus argumentos e li as publicações feitas pela OAB. Contudo reafirmei que a entidade, nas matérias publicadas, deu maior ênfase a questão das prerrogativas profissionais do que aos seus deveres e do dever da própria OAB em exigir de seus inscritos comportamento que não deixe dúvidas em termos de probidade e quando for o caso punir como prevê o Código de Ética. A opinião pública de olho na entidade que se posta como a sentinela do direito e da moral da sociedade. Portanto - ela deve fazer também o dever de casa. Fiscalizar e punir, indiferentemente do status do profissional nela inscrito.

BARCELONA O seu povo – catalão – parece ligado a uma tomada elétrica de 220 volts. Sempre ‘elétrico’, ativo. O porto, a proximidade com a África, suas indústrias fantásticas. Preserva seu passado com obras de artes e arquitetura convivendo com a modernidade, apesar das intervenções físicas na sua paisagem urbana para as Olimpíadas de 1992 que sediou com sucesso. Andei no seu metrô com 13 linhas - inaugurado ainda em 1924. Lembro: o metrô de Madri inaugurado em 1919, de São Paulo em 1974 e de Buenos Aires em 1913. Nós, atrasados.

NAS JANELAS de Barcelona as bandeiras com as cores da Catalunha e cartazes pela independência. A grande Barcelona enlaça mais de 4 milhões de habitantes, orgulhosos do passado e confiantes no futuro. Faz justiça a fama. E ao contrário do Rio de Janeiro nas Olimpíadas; com obras superfaturadas e abandonadas, Barcelona após as Olimpíadas de 1992 ficou com o legado de todos os parques esportivos conservados e usados pela população. Estive no estádio olímpico que sediou a abertura memorável com apresentação do cantor Freddie Mercury. Impecável. Como eu digo: precisamos fazer mais, honestamente e bem feito. O ‘rouba mas faz’, do ex-governador Paulo Maluf (PP) e de outros precisa acabar!!!!!!!

FLORENÇA Firenze em italiano. Nenhuma outra cidade do mundo teve tantos personagens que influenciaram a humanidade como ela. Capital da região da Toscana às margens do rio Arno, é um museu a céu aberto com seus 380 mil habitantes. Terra de personagens notáveis como Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Boccacio, Nicolau Maquiavel (com discípulos no mundo), Michelângelo, Américo Vespuccio, dentre tantos outros gênios. Seu cenário cultural e artístico arranca suspiro até dos turistas coreanos e chineses.

PRA PENSAR: “Bolsonaro representa um risco? Sim, há risco em toda eleição presidencial. Viver sob esse modelo político é como rodar em estrada esburacada – anda-se devagar e aos solavancos. Pneus estouram. Há candidatos de risco e candidatos sabidamente catastróficos. Quem confia no centrão ou no Ciro “tarja preta” Gomes não deve atravessar a rua desacompanhado...”.

CONTINUANDO... “...Em política, muito do que se resulta é definido pelo que se combate. Reitero ser ainda cedo para opções eleitorais definitivas. Na minha planilha chegou a hora de marcar quem combate quem e o que combate. Isso tem seu lado divertido e seu lado desolador. É divertido observar o descaramento das negociações que distribuem terrenos na lua do poder. E desolador o confinamento da maioria do eleitorado”. (Percival Puggina)

VERDADES “A Rede Globo inventou uma pesquisa para saber o que o brasileiro quer para o futuro em seu país. Combate a corrupção é o tema mais apontado. Talvez não seja muito grande o número de pessoas que sabem exatamente quem foram ou são os responsáveis pelos altos índices de corrupção em nosso país.”

CONTINUANDO... “O Brasil chegou a figurar entre os 15 mais corruptos e a Petrobras esteve no pódio dos maiores escândalos de corrupção da história. Alguns dos responsáveis estão presos, outros estão na fila – e muito dos presos esperando uma chance para ganhar a rua e continuar...” (Mané Galo)

"A política é a arte de enfiar a mão na m...." (Otto Lara Resende)

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Comentário

NA EUROPA Dos países por onde tenho passado, algumas observações. Em Paris os supermercados vão implantando caixas sem funcionários graças ao uso do cartão de crédito e do sistema de código de barras. Nos postos de cobrança de pedágio nas rodovias também não há qualquer funcionário onde o motorista paga com cartão de crédito ou outro especial sem sair do carro. Nos postos de combustíveis o mesmo sistema com o motorista fazendo o abastecimento após concluída a operação com seu cartão de crédito.

EM ROMA o motorista programa no parquímetro do quarteirão o tempo de uso da vaga, ao contrário da nossa capital. Na hora lembrei do nosso criticado sistema. Um amigo engenheiro francês, conhecedor da nossa realidade, observou: “acabei de ir ao médico que cobrou o equivalente a R$ 120. O médico não tem secretaria na recepção. Por economia, é claro – diferente do cenário chic e caro dos consultórios de médicos no Brasil..

ENFIM... a economia nas mais diferentes atividades tende a incluir a dispensa da mão de obra para evidentemente baixar os custos, Ao ver essa realidade sem volta lembrei da Revolução Industrial na Inglaterra quando seus críticos diziam que a mão de obra seria dizimada. Lembrei também do Partido dos Trabalhadores e sindicatos defensores da manutenção dos cobradores de ônibus em Campo Grande. Evidente – estão na contramão das realidade.

BONS EXEMPLOS Lyon na França e a italiana Milão mostram porque encantam. A primeira – com menos de 400 mil habitantes – tem metrô subterrâneo e garagens também subterrâneas para desafogar o trânsito. Quanto a capital da moda, tem ciclovias, metrô subterrâneo e o moderno trem de superfície movido a energia elétrica. A convivência entre os diferentes sistemas – pelo que percebi – é tranquila.

PROBLEMAS Mesmo na Suíça percebi que a questão dos imigrantes é delicada. Conversei com gente do Senegal, Bangladesch, Camarões, Nigéria e Índia. Senti pena deles; excluídos, humilhados. Na quinta feira assisti na televisão da Itália um debate sobre o problema, O que fazer? Eles fazem bicos, topam serviços pesados e vendem produtos aos turistas em Veneza, Vaticano, Paris, Genebra, Roma, dormindo nas praças e debaixo das pontes. Sem renda e melhores condições só lhes restam o passaporte para o mundo do crime. O Estado Islâmico de olho neles para cooptá-los.

PROBLEMÃO Uma amiga de infância residindo em Paris desde 1979 acompanha de perto o crescimento do espaço social e econômico da comunidade muçulmana formada por imigrantes de países árabes, alguns são ex-colônias. Disse-me: os muçulmanos conseguiram que o Governo cortasse a carne de porco da merenda escolar sob o argumento de que as crianças muçulmanos seriam prejudicadas devido a proibição do consumo desta carne pela religião. O jeito foi optar por mais frango e peixe no cardápio.

PREÇOS “Quem converte o Real para o Euro não se diverte”. Essa máxima que vigora na política do turismo é verdadeira, mas também perigosa com o advento do cartão de crédito. Só para o leitor sentir o drama do brasileiro na Europa. Em Genebra um café custa R$ 28, em Paris uma garrafa pequena de água até R$ 10, em Roma uma bola de sorvete varia entre R$ 13 a R$ 17, uma refeição sem vinho varia entre R$ 150 a R$ 250 e um copo duplo de suco de laranja, R$20.

OS OLHOS dos jornalistas são diferentes. Neste domingo fomos ao supermercado em Roma. Nenhum produto brasileiro. Nem a tal cachaça que insistimos endeusar. O coco não é da Bahia e sim da Tailândia. O abacaxi de Costa Rica, o tomate da Holanda, a laranja da Espanha, o limão da Argentina, a gengibre do Peru, a banana do Equador. Senti que estamos aquém das exigências do Mercado Comum Europeu. Nosso custo de produção é maior que dos concorrentes citados. Ou não?

INVASORES Antes foram os Mouros, os Bárbaros e outros povos inimigos, Agora são os chineses que não poupam a Europa. Se não bastassem seus produtos nas lojas populares numa concorrência sem precedentes, eles comparecem nas filas dos museus, nas cidades e locais turísticos. Impossível não vê-los, em todos os cantos da Europa. Com a sua economia em alta eles lotam os aeroportos, lojas e restaurantes caríssimos gastando sem pestanejar. O poder de fogo dos chineses é tal que os avisos nos principais pontos de turismo também são dados no idioma Mandarim. Como o ex-chanceler norte americano Henry Kissinger previa – o gigante acordou..

A EXPRESSÃO lapidar do personagem Riobaldo “Eu quase de nada sei. Mas eu desconfio de muita coisa” - no livro Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa – pode ser a guia ou referência pela grande maioria da população do nosso Estado neste episódio das prisões do ex-governador Puccinelli (MDB) e dos advogados André Puccinelli Junior e João Paulo Alves Novas prisões a mando da Justiça Federal que ganhou admiração crescente da opinião pública desde que a Operação Lava Jato desnudou ex-ministros, políticos poderosos e o ex-presidente Lula (PT) inclusive por crimes de corrupção - muitos deles na cadeia.

REPITO: Puccinelli será transformado em vítima mesmo não tendo sequer explicado os motivos ainda daquela primeira prisão? O cidadão comum acreditará na tese de que ele seria uma pobre vítima mesmo no MDB, que em nível nacional também está desgastado por envolvimento em corrupção. Na internet, as ironias: Puccinelli, o ex-deputado Edson Giroto (PR) e o empresário João Amorim planejando o futuro governo. Amorim é irmão da deputada estadual Antonieta Amorim – também do MDB e da linha de frente do ex-governador.

DETALHE Nenhum companheiro de Puccinelli ousou debater o mérito das razões que embasaram as investigações e as duas prisões. Eles se limitam a referências a atuação dele como gestor público e nada mais. Do senador Waldemir Moka (MDB) e da senadora e advogada Simone Tebet (MDB) também nem uma fala convincente. O MDB está sem rumo – Puccinelli ficou com o GPS do partido. Os seus companheiros estão órfãos, desnorteados. Puccinelli – nosso Sergio Cabral (ex-governador carioca)?

DE LONGE na terra de Puccinelli – lembrei-me dele ao ver pontes romanas centenárias ainda intactas. Mas não vou falar das pontes de papel do André que ruíram. Ele poderia fazer o estou fazendo – comemorando a chegada dos 70 anos em sua terra natal com a família. O mínimo nesta altura da vida. Quanta humilhação nesta exposição pública que atinge violentamente sua honra e de seus familiares inclusive? Faltou-lhe humildade ou bom senso para admitir que seu tempo já passou, como tudo na vida.

PERGUNTA-SE: E precisava disso aos 70 anos? Que presente macabro pelo seu aniversário recente. Não há sentença judicial que apague da memória o trauma da prisão. Não há como excluir esses episódios de sua biografia já manchada. Para piorar, ele acabou arrastando pelo mesmo caminho seu filho, seu companheiro de cela pela vez segunda. Lamentável esse quadro! Se vivo ainda, o que seu pai diria disso?

HONRA É um patrimônio, um princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores inarredáveis como honestidade, dignidade, ética e outras características consideradas socialmente virtuosas. Recuperar a honra é uma tarefa hercúlea, quase impossível, segundo os pensadores e teólogos das mais diferentes correntes filosóficas. E pergunto – uma suposta volta ao poder limparia essa nódoa na imagem de Puccinelli até aqui desonrada? Eis a questão.

OAB-MS A opinião pública acompanha a sua luta em questões referentes a postura dos agentes públicos. Ainda recentemente tivemos o caso da campanha pelas eleições limpas, sem corrupção. E como esse episódio envolve – mais uma vez – o advogado André Puccinelli Junior, seria de bom alvitre questionar a posição da entidade através de seu Conselho de Ética sobre o caso dele e seu colega João Paulo Alves.

AFINAL...Já que também em nível nacional a entidade se posta como defensora intransigente dos direitos democráticos e dos mais pobres – aqui já deveria ter se postado publicamente para evitar dúvidas neste ano eleitoral daquela entidade. Afinal são dois profissionais aparentemente em conduta incompatível com a própria profissão. Eu disse aparentemente. Esse silêncio preocupa. Com a palavra o presidente da OAB-MS.

DELCÍDIO-1 Ainda que recupere todos os seus direitos para voltar a vida pública partidária conseguirá viabilizar sua candidatura em 2018? O que pesa não é apenas a questão jurídica. É que ficaram no imaginário popular aquelas imagens fortes de sua prisão e todas aquelas notícias colocando-o como homem forte do PT e seu governo. Desassociá-lo de tudo isso é muito complicado. Ele tem consciência disso.

DELCÍDIO-2 O ex-senador Delcídio do Amaral (PTC) sabe bem que perdeu o espaço para voltar ao Senado. A saída seria a eventual candidatura a Câmara Federal ou mesmo à Assembleia Legislativa para se aproveitar dos votos ainda indecisos (que são muitos). Embora tenha saído do PT - será complicado se livrar do estigma de corrupção reinante no governo de Dilma Roussef (PT). Mas qual seria seu candidato ao governo? É a pergunta ainda sem resposta.

PONTO FINAL Embora essa prisão de Puccinelli fosse prevista, ainda outros fatos graves devem ocorrer até as eleições. Com a competência da Polícia Federal para investigar, as eventuais influências do MDB acabaram. Aliás o próprio presidente Michel Temer (MDB) também de saia justa. O que percebo é que os órfãos de Puccinelli querem se salvar nesta tempestade. Vamos ficar atentos ao próximo capítulo. Sigo a viagem rumo a Florença, Nice, Barcelona e Madri. A vida é bela. Até.

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Comentário

MEREÇO Após 14 anos escrevendo a coluna semanal sem interrupção, viajarei para a Europa.Um retorno também de cunho sentimental ao Velho Continente, pois pretendo visitar a região do Minho (Tangil) no norte de Portugal – terra dos meus ancestrais. A vida passa como num assopro e devemos aproveitá-la da melhor forma. Até.

A MEIO PAU Como bradar a bandeira da ética e moralidade no Senado com vários ‘notáveis’ do seu partido envolvidos em escândalos e até presos? Esse o dilema que a senadora Simone Tebet (MDB) enfrenta até aqui. Para piorar, o padrinho da sua candidatura ao senado, o ex-governador Puccinelli (MDB) também caiu em desgraça – por conta de denúncias de corrupção no exercício do cargo.

PERGUNTAS que ouço: qual o papel da senadora Simone nesta eventual candidatura de Puccinelli ao governo? Manteria uma distância estratégica, sem grande exposição, com atuação restrita ao interior para evitar respingos inclusive a sua imagem? Sua prioridade seria reeleger o marido Eduardo Rocha (MDB) à Assembleia Legislativa? Aliás, em Três Lagoas, o MDB no canto do ringue - reduzido a apenas um vereador na Câmara. Novos tempos.

FADIGA A devassa eleitoral que se avizinha é fruto exatamente deste fenômeno que acontece de tempos em tempos. Qualquer observador percebe o envelhecimento do grupo político liderado por Puccinelli. Basta olhar a sua volta nas últimas fotos. A exemplo do Partido dos Trabalhadores, o MDB não se renovou. Para piorar, a imagem do partido em nível nacional associada a corrupção sem tamanho há muitos anos.

OBSERVADOR plantonista no saguão da Assembleia Legislativa questionando se os minutos no horário eleitoral gratuito do Partido da República (PR) (‘pobre república!’) que serão utilizados pelo candidato do MDB ao governo proporcionarão mais prejuízos do que dividendos eleitorais. Após a debandada geral dos deputados, a imagem que fica do PR é do ex-deputado federal Edson Giroto, preso.

PREPAREM-SE! Gosto de repetir o aviso para que os deputados não se fiem no prestígio de seu candidato a governador. Aquele fenômeno do passado – quando muitos candidatos foram beneficiados pela proximidade (ou luz) do candidato ao Executivo, não deve se repetir. Tenho dois exemplos clássicos de políticos que foram usados pelos seus filhotes candidatos? Wilson B. Martins (MDB) e Pedro Pedrossian (PTB).

INCONGRUÊNCIA – se quiserem, incoerência – a eleição para o Senado. É majoritária, elege o mais votado. O mandato é de oito anos, um absurdo; nos EUA copiado por Rui Barbosa, é de seis. Três senadores por Estado. Outro absurdo; nos EUA, idem, são dois, haja vista tamanho dos dois países e eleitorado dos diversos Estados brasileiros. As eleições ocorrem de quatro em quatro anos, para escolha de 1 e 2/3 dos senadores, ou seja, elegemos um e dois a cada eleição. (Rogério Distéfano)

A ELEIÇÃO, repito, é majoritária. Mas só no papel, porque na de 1/3 os candidatos disputam entre si; na de 2/3 não disputam, apenas seus nomes são postos em disputa. Não há disputa entre currículos. “Currículo” na política brasileira significa o dito ‘recall’, o grau de impacto da história do candidato em eleições anteriores. Ou sua fama na vida privada: o eleitor acha que o famoso faz milagres. Desinformado, vale o que o eleitor pensa que conhece do candidato; no geral nada que interessa. (Rogério Distéfano)

EM BAIXA Todas as pesquisas apontam o desgaste do PT no Estado, levando a crer que o seu candidato Humberto Amaducci apenas repita o desastre do postulante Alex do PT nas últimas eleições da capital. Eu sempre digo que o Partido dos Trabalhadores perdeu com a corrupção escabrosa de seus governantes, o seu maior patrimônio eleitoral representado pelo discurso da ética. Caíram a máscara e a fantasia, ‘o rei Lula’ ficou nu.

DELFIM NETO: “(...) Houve a separação entre política e economia, tornando o Brasil inadministrável. Antes da Constituição, segurança, saúde, transporte e educação era dever do Estado. Após a Constituição isso é colocado como direito do cidadão. Quando faz essa mudança altera o sistema porque o Ministério Público passa a ser o senhor do processo e o efeito é a judicialização da política e que agora está no ápice com processo totalmente maluco em que o STF legisla”.

MEMÓRIA Prefeito de São Paulo, Jânio Quadros preferiu o réveillon de Londres do que passar o cargo para a sucessora Luiza Erundina. Para demonstrar o desinteresse pela política pendurou uma chuteira no gabinete; aplicou multas de trânsito pessoalmente, fechou 8 cinemas que exibiriam ‘A Última Tentação de Cristo’; mandou expulsar alunos gays do Teatro Municipal e posou com a camisa do Corinthians. Ele foi mais um populista eleito pelos brasileiros.

NA MOSCA Em sua palestra nesta semana na capital, o jornalista Carlos A. Sardenberg (Globo-CBN) respondeu a indagação deste colunista sobre o Governo Temer. Disse que a equipe econômica é de primeira linha pelos números atuais, mas que o problema é de ordem política pelos fatos expostos na mídia, o que, inclusive, inviabilizou a proposta da sonhada reforma da Previdência. Para Sardenberg, sem esse reforço o país não se viabiliza, não anda.

“NUM PASSADO recente, nós saímos das mãos de nove dedos para entrar no mundo encantado de Dilma Rousseff, aquela que certa vez “saudou a mandioca” e que disse haver a espécie “mulher sapiens”. Era grotesco ouvir uma presidente de um país improvisar seus discursos. Mas o que dizer de Temer, que depois de chamar russos de soviéticos, colocou o rei da Suécia para reinar na Noruega e na reunião do G20 disse que seu governo está empenhado em ‘fazer voltar o desemprego”? (Lúcio Big, ativista digital)

A GUERRA eleitoral no celular já começou com exibição de fotografias. Duas delas fazem sucesso atualmente. Na primeira o ex-governador André aparece numa viatura da Polícia Federal quando de sua prisão. Na segunda o ex-juiz Odilon aparece ao lado de personagens que seriam ligados ao jogo do bicho. Evidente que novas batalhas virão e as ‘vísceras’ dos candidatos ficarão cada vez mais expostas. Não é difícil avaliar a reação do eleitor observando o cenário com aquele inconfundível ‘rabo de olho’.

A PROPÓSITO (...) Vivemos na era dos humores ofendidos. E aqui, também, há quem ponha a culpa nas mídias sociais, que trouxeram para perto da superfície da comunicação toda uma gama de pessoas que viviam no silêncio, na irrelevância e na invisibilidade. Na hora em que esse “contrato de exclusão social da invisibilidade” foi rompido, o ressentimento, o rancor e o ódio mostram sua face antes escondida...” (Luiz Felipe Pondé)

ENFIM... Apesar da tipificação criminosa e da vigilância das autoridades, a guerra digital não perdoará demagogos, corruptos, estreantes e veteranos carimbados. Vão vasculhar atrás das cortinas e até debaixo da cama dos políticos na tentativa de achar algo comprometedor. Hoje a investigação contra os candidatos é muito mais abrangente que antes, quando um cheque sem fundos ou um filho fora do casamento eram vistos como uma coisa do outro mundo. Esperem pra ver! É só o começo!

DISCURSOS A comparação é inevitável na plateia. Quando o bom orador fala em primeiro lugar leva vantagem e ofusca quem discursa em seguida. Num evento de prefeitos em Brasília o deputado Henrique Mandetta (DEM) levou azar ao ser escalado para discursar após a fala do deputado Fábio Trad (PDS) que esgotou brilhantemente o assunto sob aplausos. Mandetta sentiu o golpe – quase nada a ponderar. Depois reclamou ao protocolo. Ficou a lição.

EROM BRUM “Há uma relação promíscua entre o Executivo e o Legislativo. Os nossos partidos estão grudados nos executivos. No âmbito municipal quem libera as verbas? É o Executivo, o prefeito. Os vereadores, o legislativo, precisa negociar muito. E a sociedade? E as minorias? Como fica o segundo e mais importante segmento da democracia, nós os representados (o outro segmento seria dos representantes)? Nós continuamos observando esta relação espúria. Nós sempre fomos omissos, a sociedade brasileira sempre foi assim. Ela acordava de vez em quando e adormecia novamente. Não temos essa tradição cidadã). O autor é cientista político em MS

COMPETENTE Deputado federal não pode ser mero ‘despachante’ junto aos órgãos públicos em Brasília. Há que ganhar espaço pelo conjunto de postura. Fábio Trad (PSD) acaba de ser eleito o 3º deputado federal mais importante do país pela assiduidade, nível e importância de projetos, participação em debates, além de gastos moderados e comportamento compatível ao cargo. A indicação é do ‘Ranking Políticos’ – site que acompanha a atuação dos parlamentares. Em 55ª. Posição, a deputada Tereza Cristina (DEM) é a parlamentar de MS mais próxima de Fábio na classificação.

ADVOGADOS Em novembro eles vão escolher a nova diretoria da subseção estadual da OAB-MS e até aqui 3 chapas estão se articulando. A propósito, a entidade em nível nacional desgastada aos olhos da opinião pública. Em tempos de democracia, os interesses ‘são outros’, principalmente de suas lideranças acopladas ao poder, partidos com políticos corruptos sob investigação. Advogados adotam a ‘Lei de Gerson’ e só olhando o próprio umbigo. Direito é uma coisa, justiça é outra.

Na política é difícil distinguir os homens capazes dos homens capazes de tudo (Henri Béraud)

Comentário

BELEZA! Em apenas 2 anos de mandato o senador Pedro Chaves (PRTB) destinou nada menos que R$ 102.192.237,09 para nosso Estado, assim distribuídos: Bolsão R$ 14.492.840,00 – Campo Grande R$ 8.141.085,00 – Cone Sul R$ 10.170.000,00 – Grande Dourados R$ 20.924.500,00 – Leste – R$ 6.602.500,00 – Norte R$ 9.362.500,00 – Pantanal R$ 14.000.201,00 –Sudoeste R$ 11.198.750,00 e região Sul Fronteira R$ 7.299.861,00.

PERFIL Com os 70 anos completados neste 2 de julho o ex-governador Puccinelli (MDB) foge do ostracismo ao tentar buscar o poder reunindo velhos companheiros como os ex-deputados Akira Otsubo (MDB) (1983/87), Antônio Carlos Arroyo (PR) (1995/99), Antonio Braga (1999/2003), ex-vereadores Vanderley Cabeludo MDB) e Maria Emília Sulzer (MDB). O seu alto índice de rejeição pelo eleitor jovem mostra o que ele pensa deste quadro sob a moldura da ‘experiência’.

ENROSCO O chamado ‘fator Marun’, antes positivo ao atendimento de reivindicações do PMDB (nomeações e liberação de recursos), após esse escândalo no Ministério do Trabalho passa a ser desgastante. Apesar dos argumentos do ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun, o assunto promete render novos capítulos e a presença dele nos palanques em nosso Estado deve ser avaliada nestes tempos de ojeriza anti-Temer.

CONVENHAMOS! Não é de hoje que o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) faz e acontece no Ministério do Trabalho graças ao grupo liderado pelo controvertido Roberto Jefferson que tentou emplacar a própria filha – deputada Cristiane Brasil (PTB) naquela pasta. Por conta dos votos da bancada petebista o Governo Temer ficou refém e ao mesmo tempo tentaria tirar proveito político. Daí a notícia envolvendo Marun.

NO SAGUÃO do legislativo estadual questionamentos não faltam: teremos uma campanha sem respostas, sem explicações para fatos notórios que atingem o universo político? A prisão, por exemplo, do ex-deputado Edson Giroto (PR) - braço direito de Puccinelli - acusado de corrupção dentro de sua administração passará em brancas nuvens na campanha? E o que falar dos conchavos com o empresário João Amorim, irmão da deputada Antonieta Amorim MDB) – também preso? Pura invencionice?

NA BALANÇA Para o eleitor arisco agora também pesam na escolha: transparência, honestidade, passado limpo, objetividade, vida pessoal respeitosa e propostas claras e compatíveis com a realidade, além da boa comunicação e simpatia nas relações. Lembro: teremos só 35 dias de campanha no rádio e TV no 1º turno e 15 dias no 2º turno.

‘CAIXA PRETA’ Esse mau humor que o eleitor exala nas pesquisas não é um dado absoluto, mas é um indício preocupante do que os candidatos enfrentarão nesta campanha. Como sair às ruas como faziam antes – naqueles chamados ‘arrastões’ no comércio e bairros ‘casa a casa’? Haverá riscos de vaias e manifestações agressivas até.

CABOS ELEITORAIS Não há certeza se eles votarão no candidato patrão. Confiar no trabalho e no voto deles é como jogar na bolsa de valores a curto prazo. O candidato precisa admitir que o eleitor – empobrecido - pode ficar revoltado vendo tantos cabos eleitorais acenando bandeiras nas ruas – pagos com dinheiro do contribuinte via Fundo Partidário, principalmente. Ao invés de ajudar - atrapalha!

IRÔNICOS Nas conversas com os eleitores jovens - o que não falta é ironia nas respostas e colocações sobre o comportamento da classe política e gestores públicos. Usam linguagem, expressões na manifestação do desalento pelo futuro. Muitos deles se comparam aos imigrantes sofredores na Europa e Estados Unidos. Estudar pra que? E depois - trabalhar onde?

ENGANAR o eleitor será muito difícil com tantas sacanagens dos políticos. A cada escândalo na mídia aumenta a vontade de puxar a descarga sem dó. Na impossibilidade de punir juridicamente o político corrupto graças as firulas do Judiciário (STF), o eleitor terá a grande chance de punição ao ‘cortar o barato’ do candidato, mandando-o de volta para casa.

O CASTIGO da volta pra casa e sem holofotes é de uma tristeza sem tamanho para o político. O político não gosta de sua própria casa. Tem horror a rotina da convivência familiar, praticada pelos mortais que se apegam a família, cachorros, passarinhos e gatos. O político nunca tem tempo para curtir sua casa. Nem conhece as flores do jardim e jamais cortou o gramado. Perde a intimidade com o cachorro. Enfim, uma visita ilustre.

O LEMA é: ‘os compromissos em primeiro lugar’. Refeições tranquilas com todos na mesa – nem pensar! O político sempre chega depois e sem desgrudar do celular. Como consequência a família vai desagregando e perdendo a harmonia original desejada. O relato não é invencionice – fruto de observações. E uma notícia cruel para eles: não levarão nada deste mundo, como lembrava aquele imperador.

SAUDADES Ele conseguiu suavizar o universo do judiciário com seu estilo leve. Foi assim desde que o conheci em 1980 em Cassilândia. Por onde passou deixou rastro de amigos e boas lembranças. Para homenagear o desembargador Romero Osme Dias Lopes ninguém melhor que outro mineiro – Guimarães Rosa: “O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. E ele atravessou a vida sorrindo apesar das dores finais. Valeu! Até!

IGUAIS? Não se discute suas habilidades, mas a postura dotada onde desrespeita o adversário e as regras. Daí o craque Neymar Jr é comparável a boa parte da classe política que adota ‘aquele jeitinho’ para atingir seus objetivos. Torcedores que perdoam os excessos do craque, são do pelotão de eleitores que perdoam certos políticos em troca de vantagem pessoal. Depois não venham com chorumelas! Não encontrarão remédios e médicos no Aquário do Pantanal por exemplo.

DOIS MINEIROS? O ex-presidente do Atlético Mineiro – ‘brimo’ Alexandre Kalil – prefeito de Belo Horizonte - do nanico PHS - foi questionado sobre sua posição nas eleições de 2018. Fingindo de morto disparou: “Não posso perder tempo com bobagem de eleição para governador”. Já me perguntaram no saguão da Assembleia Legislativa: “seria o prefeito da nossa capital Marcos Trad (PSD) partidário da postura do colega ‘brimo’ mineiro?” Sei não...

DOR DE CABEÇA É o que se espera após o anúncio do INCRA definindo como quilombo a área urbana de 21,5 hectares no Jardim Seminário, na Comunidade Tia Eva. Gerou muita expectativa. Mas sem grandes ilusões: a questão indenizatória deverá provocar recursos judiciais e arrastar o processo por muitos anos. A demanda não é fácil como se imagina. E pergunto: como a Igreja Católica vai se posicionar como ocupante de parte (10,13 has) da área? Entregará de mão beijada? Uma novela. Vai longe...

DESMAMA Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical muitos sindicatos vão fechar as portas e os ‘abnegados diretores’ enfrentarão a nova realidade. Um exemplo vem da CUT (Central Única dos Trabalhadores) que negocia a venda de sua sede para a Igreja Mundial do pastor Valdemiro Santiago pela bagatela de R$ 40 milhões. Não me pergunte para onde vai toda essa grana. Aqui, mesmo com os preços em baixa, muitos sindicatos não darão conta de pagar o aluguel. Vão tarde. Aleluia.

INTERROGAÇÃO A economia vai se arrastando sem exceções em todas as regiões do Brasil. Qualquer um observa as portas fechadas no comércio, as placas de aluga-se e vende-se e muita gente perdendo o emprego. Esse segundo semestre não deve melhorar em nada o quadro. Já em 2019 – ganhe quem ganhar – não terá a varinha mágica para reorganizar o país em menos de um ano. Portanto, a ordem é não avançar o sinal na hora de cuidar do próprio bolso.

CAFÉ AMIGO com o deputado Fabio Trad (PSD). Falamos da política e de seu mandato voltado também para a população de 70 mil indígenas (maior do país). Fabio pede mais recursos para a prevenção de suicídios (2ª. nacional) atingindo inclusive os jovens por motivos diversos. Um tema sensível que exige habilidade e coragem para enfrentá-lo.

ROBERTO BRANT “(...) Somos um país rico com a maioria de população pobre. O Estado sempre foi para a maioria, ou a única esperança. Quando essa esperança se perde, o risco da desordem é muito grande. O movimento dos caminhoneiros é uma manifestação de desespero, que deixou a descoberto a fragilidade da nossa ordem pública. A ordem nas grandes sociedades só pode ser mantida por meio dos laços da confiança e do respeito, que estão infelizmente se perdendo. Mas, enquanto nos debatemos em meio a tantos perigos e aflições, tribunais e políticos parecem dançar alegremente à beira do abismo”.

“Bolsonaro é o mito. Alckmin, o mico...” (Rogério Distéfano)

Comentário

CONTROVÉRSIAS A falta de um código eleitoral atualizado gera polêmicas. A questão das candidaturas e eventuais prisões de candidatos é um nó a desatar. O entendimento de que o candidato não poderá ser preso ( salvo em flagrante) após o registro da candidatura fomenta o sentimento de impunidade. A candidatura passa a ser o salvo conduto para quem tem problemas com a justiça. É obvio, a candidatura do ex-governador Puccinelli ( MDB), por exemplo, visaria também livrá-lo de eventual prisão pela Justiça Federal.

MORREU Alarico Reis D’Ávila, ex-deputado estadual (PTB). Saiu de cena sem alarde, em paz, recolheu-se ao lar curtindo seu jardim e ouvindo os pássaros - cena bucólica que testemunhei repetidamente. Homem de seu tempo, de outros valores! A última aparição pública foi na homenagem que a Santa Casa prestou-lhe como ex-dirigente. Vicente Vuolo, Edson Brito, Edyl Ferraz, Lourival Fontes, Fauze Scaff - alguns dos ex-colegas de parlamento em Cuiabá. “O passado não é aquilo que passa, mas o que fica do que passou” (Tristão de Athayde).

‘FAKE NEWS’ Quando Donald Trump disse “you’re fake news’ ao jornalista da CNN, plantou algo novo no cenário político. ‘Fake news’ motiva debates. Com a tecnologia atual, a guerra de imagens e notícias manipuladas ocorrerão. Os políticos terão que ter boa equipe para combater as notícias falsas na justiça, que pode não ter a mesma agilidade de seus postadores. Em quem o eleitor vai acreditar? Boa pergunta.

DESMENTIR as notícias e imagens podem não ser suficiente em alguns casos. Exige-se algo mais sob pena de estragos irreversíveis. É bom lembrar: os recursos tecnológicos permitem montagens imperceptíveis de fotos e documentos oficiais. A afirmativa do ministro Luiz Fux (STF), de que eleições poderão ser anuladas devido as notícias falsas, dão a dimensão de como o caso está sendo tratado pela justiça.

OUTROS TEMPOS O envolvimento de policiais militares com o crime organizado mereceram comentários do deputado cabo Almi (PT) ao colunista. Diz que o cenário é diferente da época (1983) de seu ingresso na corporação. Os soldos de hoje são muito melhores proporcionalmente. Admite: tudo isso prejudica a imagem da polícia junto a população. A polícia virando caso de polícia.

‘WANTED’ Procurar o candidato perfeito seria como sonhar com uma noiva ideal que tivesse uma família sem problemas por exemplo. Não existe. Na escolha do candidato adota-se o sistema natural de exclusão e então acaba sendo escolhido o menos pior ou algo parecido. Quando converso com o eleitor na faixa entre 30 e 60 anos, percebo isso. Com 41% do eleitorado desalentado e raivoso sem candidato, a sucessão presidencial continua aberta.

LAMENTÁVEL Pelo ‘Datafolha’, 62% dos jovens, ( 20 milhões de 16 a 24 anos), querendo dar o fora, tentar a sorte no exterior. Não são desertores, mas não querem virar Uber ou vender brigadeiros. Querem emprego, um futuro melhor. Será que os políticos estão preocupados com esses dados alarmantes? Afinal, a cambada que aí está não é eterna. E a situação lá fora não é boa para os imigrantes: Humilhações e riscos.

ALGEMAS As cenas dos jovens algemados nos pés e mãos no caso da imigração (USA) mostram a pratica diferente da nossa Só porque o ex-governador Sergio Cabral (MDB-RJ) foi algemado criou-se a polêmica, como se ele não causara tantos males ‘via corrupção’. ‘Direitos Humanos’. A OAB fez sua parte - à serviço dos clientes ricos, ignorando quem morreu nos hospitais sem assistência devido a grana roubada por sua ‘excelência’.

NO ESPELHO Ruim a imagem da justiça: perde de goleada para os bombeiros. O índice do ‘Data Folha’ em 2017 piorou com as últimas decisões do STF beneficiando políticos e poderosos – notadamente na ‘Lava Jato’. A política entranhou-se na mais alta corte do país e até o impossível virou possível. Não será surpresa por exemplo se o ex-deputado Edson Giroto (PR) ( e cia) ganhar a liberdade em breve.

DESAFIOS A indignação do eleitorado de Tocantins (quase 52% de ‘não votos’) é a amostra grátis do que virá nestas eleições. Os otimistas insistem: era uma eleição atípica ‘meia boca’, mas ignoram as pesquisas confiáveis. Fisgar o eleitor esclarecido será bem difícil. Já quanto ao eleitor de ocasião ($$$$$$$$$) exigirá muita ‘$aliva. Se não é o Brasil que queremos, é o país que temos. A escolha dos candidatos nada mais é que o reflexo do caráter do eleitor. Mas é hora de puxar a ‘descarga’ nas urnas.

PARAFRASEANDO o poeta Fernando Pessoa: “No Brasil vale a pena roubar, desde que a quantia não seja pequena”. Surrupiar sabonete na farmácia, bolacha no rmercado não pode. É ferro! Quanto aos roubos gigantes travestidos de desvios de verbas, superfaturamento e comissões em emendas parlamentares, são vistos sob outra ótica pela justiça. Além do mais, pela anomalia do foro privilegiado a prescrição tem sido um santo remédio que salva a maioria dos políticos ladrões. E segue a santa procissão.

MAIS UM... Será que o apresentador de TV José Luiz Datena (DEM) fez a análise correta dos riscos e consequência de disputar o Senado em São Paulo? O olhar crítico de quem está fora da política é diferente de quem vive no meio dela, onde a vontade individual se perde nos interesses obscuros do Congresso. Acho que ele mais perde do que ganha ao ficar sem o canhão da TV. onde tem a boa imagem consolidada. Quem trocou a mídia pela política partidária não correspondeu ou se frustrou. Os exemplos vocês conhecem inclusive em nosso Estado.

ENQUANTO está no exercício da função, o apresentador – de alguma forma – só não deve contrariar os interesses da empresa onde trabalha. Até aí tudo bem. Mas eleito, estará sob o jugo de seu partido e dos interesses diversos de seus dirigentes, sob o risco inclusive de perda do mandato. Isso sem contar que o universo político é uma teia de aranha que engole os inocentes e inexperientes.

‘NOSSO JEITO’ Em Sidrolândia (MS) a Câmara teria gasto R$2.700,00 para lavar 6 caixas de água (Cr$450,00 cada), embora o preço dela na loja seja de apenas R$350,00. Já a ‘higienização’ do telhado (telhas de barro) da Câmara foi de R$5.700,00, embora o preço cobrado na cidade gire em torno de R$1.000,00. Oportuno citar os R$245.516,00 gastos pela Câmara da nossa capital em 18 meses na confecção de medalhas, estatuetas e placas para homenagens diversas. Segue a galopeira.
AGUENTA! A Agência Nacional de Saúde Suplementar continua defendendo as empresas dos planos de saúde quando deveria defender os seus associados. Quem contratar plano novo terá que pagar até 40% dos custos da consulta e de todos os atendimentos. Para a maioria dos pretendentes o jeito será continuar no SUS e seja o que Deus quiser. O que os políticos, com planos de saúde garantidos, acham disso?

PRIORIDADES Após aprovado seu projeto instituindo a Guavira como fruta símbolo de nosso Estado, o deputado Renato Câmara (MDB) quer criar o Dia do Contador de Histórias. Na mesma esteira das prioridades dos legisladores a iniciativa do deputado Amarildo Cruz (PT) instituindo o ‘Dia do Orgulho do Cabelo Crespo’. Enfim, nas eleições de outubro teremos mais gente nos barrancos dos rios do que nas filas de votação. De leve...

DOURADOS Tenho sérias dúvidas de que Murilo Zauth (DEM) aceite tentar repetir a experiência de candidato a vice governador de Puccinelli (PMDB). Sua passagem pelo poder não lhe causa boas recordações – levado-se em conta que foi pouco prestigiado. Murilo não apareceu nas fotografias emblemáticas e nem era consultado ainda que ‘pro forme’ nas questões governamentais. Indaga-se: nesta altura da vida ele precisa disso?

MORDIDA & LEÃO Deputado federal Fabio Trad (PSD) é o relator da Comissão da Câmara que aprovou o projeto de lei isentando do Imposto de Renda aposentadoria e a pensão até o limite mensal de R$3,8 mil do contribuinte com mais de 70 anos. Hoje a isenção atinge só quem recebe até R$1.566,61, o dobro do teto assegurado a todos os contribuintes. Valeu!

DELÍRIO ou ressurreição? Ao longo dos anos acompanhando a política não há como deixar de registrar a falta de autocrítica. Continuo ouvindo noticias sobre a pretensão de ex-políticos de tentar voltar ao cenário, ignorando assim o pensamento do eleitor. Pintar o cabelo e renovar o guarda roupa não resolve. Esse pessoal precisa assumir os netos para evitar a depressão após o vexame nas urnas.

DESLEAL? A praticidade, segurança, a diversidade e os preços menores dos produtos comprados pela internet estão abalando o comercio tradicional, inclusive os shoppings. Nas conversas com o pessoal do Correios fica evidente o crescimento deste tipo de comércio, com nicho forte localizado entre os jovens e os profissionais liberais. O IBGE mostra: só em 2016 cerca de 46.322 empresas fecharam no Brasil.

“Este é o país com a maior chance de se criar um mundo novo. Caos não falta” ( Millôr Fernandes)

Comentário

SIGA LA PELOTA Com ou sem vodka os eleitores curtem a Copa da FIFA na Rússia. Já os políticos candidatos continuam agindo com viagens ou pelo econômico ‘WhatsApp’. O vazio é notório no saguão e sessões da Assembleia Legislativa, como sempre ocorre em ano de eleições. Deputados cuidam de acordos, alianças e detalhes que dispensam público. Antigamente os candidatos distribuíam a tabela dos jogos, mas nesta Copa esqueceram disso.

A LEITURA que se faz: o eventual fracasso do time do Brasil influenciará no ‘desânimo’ do eleitor já indignado - com a tendência de aumentar o percentual de abstenção, nulos e brancos. Já no caso de vitória a autoestima subirá e esses percentuais negativos diminuirão. É psicológico esse fenômeno popular repetitivo.

CARONA Se o Brasil vencer, o MDB do presidente Michel Temer será beneficiado? Não há clima para isso! Incomparável o quadro brasileiro com o ocorrido em outras Copas, onde os governantes usaram deste esporte em benefício próprio. Foi assim com Alemanha nazista e também após a reunificação, a Itália com o fascismo, o Brasil da Ditadura em 1970 e 1994 com Fernando H. Cardoso (Plano Real) – além da Argentina em 1978 com os militares no poder. Agora é o presidente russo Putin tirando proveito.

A PROPÓSITO As torcidas organizadas de times de futebol protestam contra os maus resultados e gestão ruim da diretoria. E por que os eleitores filiados a partidos políticos envolvidos em escândalos não repetem a postura os torcedores de futebol? Mas fazem pior: sentam em cima do próprio rabo e culpam os partidos políticos adversários. O torcedor de futebol é mais coerente: vaia o time nos estádios ou está nas passeatas pedindo mudanças no clube. O torcedor paga o ingresso e só quer a vantagem da satisfação, do prazer.

A CORRIDA O quadro mostra 6 pré-candidatos em condições de chegar ao 2º turno: Álvaro Dias ( Podemos), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e o “candidato do ex-presidente Lula (PT)”. É difícil, mas não impossível, que um deles ganhe as eleições já no 1º turno, dependendo do que ocorrer no país durante a campanha: um escândalo nacional, agravamento da crise econômica ou tropeços irrecuperáveis de candidatos. Eleição - você só sabe como começa.

NA ANÁLISE do potencial deles, apenas Alckmin e o ‘candidato do PT’, tem força própria. O candidato tucano se posta ao centro e em tese apenas Álvaro Dias poderia ameaçá-lo - pois está à vontade para defender as ações da Lava Jato e enveredar-se pelo discurso anticorrupção. Maior tempo no horário eleitoral seria fundamental. Já o “candidato do PT” tem expectativa da transferência de votos de Lula, além de bom tempo na TV. Compondo com o PSB e outras siglas ampliaria a base no Nordeste principalmente como mostram as pesquisas.

OS DEMAIS Ciro sobrevive como ‘contorcionista’ na sala de espera pelo apoio de Lula. Já flertou com várias siglas sem sucesso. Seu sonho atrair eleitores do centro, herdar o patrimônio do PT ou parte do eleitorado. Já Marina (Melancia Clorofila) trabalha com a possibilidade de atrair o eleitor da direita que não apoia Bolsonaro rumo ao 2º turno. Também torce pelo insucesso de Álvaro e Alckmin e que Bolsonaro fique estável. Depender do erro dos adversários é arriscado. Quanto a Bolsonaro, passa energia da indignação, está perto do 2º turno, mas carece de habilidade para não ser alvo do voto útil e se inviabilizar.

‘TROLOLÓ’ Nesta semana o ex-governador André Puccinelli (MDB) continuou centrando suas entrevistas em críticas aos critérios de gastos da atual gestão estadual. Na Rádio Cultura da capital arrematou: “...é que está se gastando demasiadamente em coisas talvez desnecessárias”. Mas é de se questioná-lo o critério que priorizou a obra do aquário do pantanal. Perguntar não ofende.

THEODORE ROOSEVELT: “A exposição e a punição da corrupção pública são uma honra para uma nação, não uma desgraça. A vergonha reside na tolerância, não na correção. Se nós falharmos em dar tudo o que temos para expulsar a corrupção, nós não poderemos escapar de nossa parcela de responsabilidade pela culpa”. (...) Se nós falharmos em dar tudo o que temos para expulsar a corrupção, nós não podemos escapar da responsabilidade pela culpa....” (discurso do presidente dos EUA em 7/12/1903 citado pelo juiz federal Sergio Moro na sentença que condenou o ex-senador Gim Argello (PTB) por corrupção.

SOFRÊNCIA O horário eleitoral deverá ser o depositário de armas poderosas dos envolvidos na sucessão estadual. A exibição de imagens permitidas pela legislação poderão influenciar na postura do eleitor. Duas delas estão sendo devidamente cuidadas pela concorrência: da prisão do ex-governador Puccinelli (MDB) e do seu ex-Secretário de Obras Edson Giroto. Quem viver verá!

AGRADOS & VOTOS É como cacoete, não muda. Como sempre foi principalmente em ano de eleições, os parlamentos promovem eventos diversos para registrar fatos e homenagear personalidades e entidades. A exemplo das Câmaras Municipais, a nossa Assembleia Legislativa segue a risca o manual em busca de votos com os deputados procurando marcar presença junto a vários segmentos sociais. Como se diz: um agrado sempre cai bem ao eleitor.

‘COCORICÓ’ Independentemente de raça as galinhas manifestam por esse anúncio após mais um ovo no ninho, despertando a atenção da vizinhança. Na vida pública o ‘cocoricó’ também é importante. A comparação é oportuna devido a divulgação tímida das obras do Governo Estadual em todas as cidades. “Não é demagogia ou algo parecido, mas o legítimo direito de mostrar o que está fazendo”, como lembrou um dirigente do PSDB. Em ano de eleições pesa muito.

O EMBATE do Ministério Público Estadual, a Prefeitura e a vereança da capital continua na pauta. Gostei da postura de João Rocha (PSDB) presidente da edilidade: não se vergou a imposição ou ameaça velada do MPE sob a forma de ‘recomendação’. Foi claro: o Plano Diretor está voltado ao bem estar da população – ouvida antes em mais de 60 audiências públicas. O projeto continua em tramitação, novos ‘rounds’ virão.

DÚVIDAS Será que o MDB local abraçará mesmo a candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles? O partido é uma espécie de federação de interesses regionais. E só. Esteve em todos os Governos após 1988 sem jamais eleger um presidente. Na sua última visita a Campo Grande – tendo o ministro Carlos Marun (MDB) como cicerone Meirelles passou despercebido no evento do MDB no ‘Nipo Brasileiro’. Se depender da fidelidade do emedebistas locais já foi para o brejo.

PERFIL Meirelles nasceu em Anápolis (GO) e chegou a presidência do Banco de Boston. Aposentou-se rico e fundou o Banco Original para os irmãos Batista e se elegeu deputado federal (PSDB) por Goiás com 186 mil votos. Renunciou ao mandato e assumiu o Banco Central no Governo Lula. Pragmático filiou-se ao MDB sem remorsos Seu avô foi prefeito de Anápolis 3 vezes, o pai secretário de Estado e um tio governador. Enfim não se trata de nenhum neófito. Quer mais poder.

MAMATA O plano de saúde vitalício sem restrições dos senadores e ex-senadores pago pela Casa e que atende até aos familiares de suplentes ocupantes do cargo por no mínimo 6 meses. Afronta portanto os artigos 5º e 37 da Carta Magna. É o que tem mais privilégios entre os 3 Poderes. Convenhamos: os políticos nos custam muito caro e produzem muito pouco proporcionalmente.

REGISTRO Falando certa vez a universitários nos EUA, o senador Cristovam Buarque (PPS) foi questionado sobre a internacionalização da Amazônia. Respondeu sugerindo igual medida em relação as reservas petrolíferas, aos arsenais nucleares dos ‘States’ e até o Museu do Louvre em Paris - que também são de interesse da humanidade. A plateia silenciou concordando.

NÉVOAS No cenário pré eleitoral recomenda-se ouvidos e olhos atentos para aferir todos os fatos, pois nem tudo que parece é. Essa manifestação do deputado federal Fabio Trad (PSD) sobre eventual candidatura sua ao Governo tem objetivos colaterais para chamar a atenção do eleitorado sobre a postura de pretendentes na eleição majoritária principalmente. Fábio é corajoso, mas ajuizado igualmente.

METRALHADORA O candidato Jair Bolsonaro (PSL) vai em frente atirando nos esquerdopatas e enfraquecendo os concorrentes mais ao centro. Aliás, vale lembrar a declaração do senador Magno Malta (PR): “Um dia Bolsonaro foi de direita. Hoje é de extrema direita. Somos fundamentalistas. Se ser extrema direita e fundamentalista é não roubar dinheiro público, é elogio”.

MICROFONE Estamos participando como comentarista do programa noticioso da FM Cidade de Campo Grande, que começa as 12 horas, sob o comando do Rodrigão (o mesmo do Cidade Alerta da TV Record MS). Nesta fase inicial participaremos na segunda feira, terça feira e sexta feira.No segundo semestre, após o retorno das férias vamos participar de todas edições do programa.

“Eu não saí do PT. Foi o PT que saiu de mim” (Senador Cristovam Buarque-PPS)

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Comentário

FIO DESENCAPADO no passado de candidato é coisa séria. Prejudica o desempenho e provoca até a desistência. Busca-se provas de pratica de ato ilegal ou imoral no currículo do candidato para denegri-lo. Caso marcante: em 2002 a senadora Roseana Sarney (PFL) liderava as pesquisas para o Planalto, mas a denúncia de corrupção do caso ‘Lanus’ envolvendo seu marido Jorge Murad obrigando-a a desistir. Perdeu a vez. Imagine em tempos de internet e alta tecnologia. Um Deus nos acuda!

ALTA TENSÃO Crescem os rumores sobre eventual delação no caso ‘Fazendas de Lama’. O frio, o desconforto da cela, a última derrota judicial e problemas familiares influenciando. O botão do pânico já teria sido acionado e até o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB) acionado para ‘acalmar os ânimos’. Ora, se o ministro Marun visitou o ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB) na cadeia, é possível que visite outro amigo – ex-deputado federal Edson Giroto (PR). Porque não?

NO ALVO O Juiz Odilon de Oliveira – pré-candidato ao governo pelo PDT, fez algumas comparações ao falar do Aquário do Pantanal. Lembrou que o dinheiro gasto daria para construir salas de aulas para 27 mil alunos (MS tem 575.200 alunos do 1º e 2º grau) ou 800 leitos de internação hospitalar – ou ainda 4.422 residências de 64 metros quadrados cada. Questão de ‘prioridade$’.

CONTRAMÃO No passado construíram o distante bairro Moreninhas, desprezando áreas vazias perto do centro. Ora, bairro longe implica em gastos com infra-estrutura inclusive, onerando o poder público, abrigando menos gente por metro quadrado. Agora vejo a notícia de que o Ministério Público Estadual é contra a verticalização de Campo grande. Aí é demais!

O RECADO do eleitor em Tocantins é uma prévia do pleito de outubro: 30,14% de abstenção, 17,13% nulos e 2,06 brancos. O povo revoltado! O fiasco foi a senadora Kátia Abreu (PDT): pagou caro pelo estigma de amiga da ex-presidente Dilma Roussef (PT) – ficando em 4º lugar. Ficou o aviso: quem usar o discurso pró PT deve levar chumbo grosso nas urnas.

‘PÉROLA’ O empresário tem mais um motivo para ficar pê da vida com os políticos. A Câmara Federal acaba de aprovar a licença paternidade dos avós por 5 dias. Sempre é assim: a cada novo direito criado muitos empregos desaparecem. Os deputados parecem legislar numa Dinamarca qualquer – ignorando as agruras dos empresários. Só direitos? Assim ninguém aguenta!

SINAL DOS TEMPOS Será o presidente Michel Temer (MDB) um bom cabo eleitoral para os candidatos de seu partido ? A julgar pela sua popularidade horrível e pelos escândalos de corrupção envolvendo figuras do alto escalão de seu governo - e sem esquecer do próprio ‘chefe da nação’ – acho que será um tiro no pé. Olhando a foto do ministro Carlos Marun discursando sob o olhar lânguido de Temer e tendo ao lado o ex-governador André Puccinelli (MDB) e prefeitos do nosso interior, fica a imagem que o Governo está como aquela loja fazendo liquidação de estoque para fechar.

BARBARIDADE! O conceito de que o brasileiro é alegre/gentil é falso. Os 553 mil assassinatos de 2006 a 2016 mostram um país violento, com 324.967 jovens (entre 15 e 29 anos) mortos estupidamente. Parte dessa realidade poderia ser evitada se os políticos fizessem as coisas certas proporcionando educação e geração de trabalho. As políticas públicas de prevenção não são prioridades da classe política. Alguém duvida disso?

OPORTUNO citar o deputado federal Fabio Trad (PSD) sobre o caso: “...Sim, estamos falando de quase um milhão de brasileiros assassinados à bala em 36 anos, estatística constrangedora de uma guerra civil continuada. Número que, por si só, pela sangrenta brutalidade que encerra, deveria calar os que se postam contra o Estatuto do Desarmamento”.

REPERCUTIU o ofício do Juiz Federal Marcelo Bretas (RJ) ao ministro Gilmar Mendes do STF – lamentando a soltura de 19 acusados na Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Disse Bretas: “Casos de corrupção e delitos relacionados não podem ser tratados como crimes menores...os casos que envolvem corrupção de agentes públicos têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas”. No caso, o dinheiro desviado poderia ter sido usado em escolas e na saúde, diminuindo riscos de delinquência juvenil e de mortes.

GILMAR MENDES Deveriam indicar o ministro do STF ao prêmio ‘Oscar’ do cinema por suas ‘interpretações’ nos casos de acusados poderosos. Outra sugestão seria outorgar-lhe a premiação do ‘Nobel’ por suas incríveis ‘invencionices’ – conseguindo atrair a ira da opinião pública.

CÂMARA LENTA O leitor Arieis Santana foi a Justiça contra a cobrança ilegal do ponto adicional na TV a cabo. Pasmem! Na 11ª. Vara do Juizado do Consumidor e no 2º Juizado especial da nossa capital o caso demorou 8 anos até ser julgado procedente, amparado na Resolução 488/2007 e Súmula 09/2010 da Anatel. Mostra a lentidão da justiça e até desanima as vítimas do golpe das empresas de TV em procurar o Procon.

NA RELEITURA de ‘Inveja – Mal Secreto’, de Zuenir Ventura os números do Ibope: 73% admitem esse pecado. O sucesso pessoal (34%) lidera os motivos da inveja. Por aí tem gente que seca pimenteira e leite de vaca holandesa. Mas a inveja é útil – controla a vaidade/orgulho e estimula a inovação, evita a acomodação. Diz Elias Canetti: “os mortos partem cheios de inveja dos que ficaram”, justificando a prática antiga de se colocar moedas em cima dos olhos dos mortos para não lançarem olhares invejosos contra os vivos.

ASTROLOGIA lembra pesquisa eleitoral: ambas atraem a atenção até dos mais céticos. Publico aqui os números da Pesquisa Eleitoral efetuada pela ‘Ranking Pesquisas’ na capital e em 29 cidades do Estado – entre os dias 30/05/2018 e 05/06/2018 – com os registros MS 04644/2018 e BR 02574/2018 (TSE) como manda a lei vigente. Cabe agora ao leitor – é claro – a livre avaliação.

PRESIDENTE (Estimulada) Jair Bolsonaro 33,58% - Lula da Silva 23,79% – Marina Silva 6,33 % – Ciro Gomes 5,75% - Álvaro Dias 5,00% - Geraldo Alckmin 3,41% - Rodrigo Maia 0,58% - Valéria Monteiro 0,50% - Fernando Collor 0,33% - Henrique Meirelles 0,16. Não sabem e não responderam 2º,57%.

REJEIÇÃO (Estimulada) Lula da Silva 31,33% - Jair Bolsonaro 12,16% - Fernando Collor 11,66% - Geraldo Alckmin 5,33% - Marina Silva 4,00% - Ciro Gomes 3,16% - Rodrigo Maia 2,16 – Henrique Meirelles 1,33% - Valéria Monteiro 1,08% - Álvaro Dias 0,7%. Não sabem e não responderam 27,04%.

GOVERNADOR (Estimulada) Odilon de Oliveira 28,08% - André Puccinelli 23,41% - Reinaldo Azambuja 22,33% - Coronel Davi 4,16%, - Murilo Zauith 2,83 – Amaducci 2,83% - Meire Xavier 0,91% - João Alfredo 0,50%. Não sabem e não responderam 16,12%.

REJEIÇÃO (Estimulada) André Puccinelli 28,58% - Reinaldo Azambuja 17,16% - Odilon de Oliveira 5,08% - coronel David 3,41% - Amaducci 3,33% - Murilo Zauith 2,83% - João Alfredo 2,66 – Meire Xavier 1,58%. Não sabem e não responderam 35,37%.

SENADOR (1º voto) Estimulada - Nelsinho Trad 21,58% - Zeca do PT 17,16% -Waldemir Moka 6,00% - Sergio Harfouche 3,41% - Pedro Chaves 3,00% - Chico Maia 1,66% - Murilo Zauith 1,66% - Dorival Bettini 0,58%. Não sabem e não responderam 44,95%.

SENADOR (2º voto) Estimulada – Nelsinho Trad 14,83% - Zeca do PT 5,83% - Waldemir Moka 5,58% - Pedro Chaves 3,83% - Chico Maia 2,66% - Murilo Zauith 2,16% - Dorival Bettini 1,91% - Sergio Harfouche 1,33% . Não sabem e não responderam 61,87%.

DEPUTADO FEDERAL Espontânea (os 13 primeiros): Fabio Trad 2,08% - Rose Modesto 1,83% - Geraldo Resende 1,83% - Alcides Bernal 1,58% - Beto Pereira 1,41% - Zeca do PT 1,33% - Vander Loubet 1,25% - Elizeu Dionísio 1,16% - Dagoberto Nogueira 1,08% - Roberto Hashioka 1,00% - Carlos Marun 0,91% - Wilton Acosta 0,83% - Antonio cruz 0,75%.

DEPUTADO ESTADUAL Espontânea (os 27 primeiros) Felipe Orro 1,823% - Paulo Duarte 1,75% - cabo Almi 1,75% - Zé Teixeira 1,66% - Marcio Fernandes 1,58% – Jamilson Name 1,50% - Leo Matos 1,50% - Lídio Lopes 1,41% - Gerson Claro 1,33% - Onevan de Matos 1,33% - Barbosinha 1,25% - Lucas de Lima 1,25% - Marçal Filho 1,25% - Jr. Mochi 1,16% - Dione Hashioka 1,16% - Neno Razuk 1,08% - Paulo Correa 1.08% - Antônio João 1,00% - Graziela Machado 1,00% - Chiquinho Teles 0,91% - Picarelli 0,91% - Pedro Kemp 0,83% - Mara Caseiro 0,83% - Rinaldo Modesto 0,75% - Paulo Siufi 0,75%, Willian Macksoud 0,60% – Renato Câmara 0,60%.


“Vote em quem conhece bem a política e os políticos deste país: Presidente – Emílio Odebrecht – Vice Léo Pinheiro” (Sponholz)

Comentário

INCONVENIENTES É passado o tempo em que os políticos apareciam em locais públicos e eram bem vistos – atraindo a atenção e alvos de manifestações de afago dos presentes. Com o clima de indignação reinante, dependendo do local ou ambiente, os ‘ilustres’ agentes públicos correm o risco de simplesmente serem ignorados, tratados com indiferença ou até ironizados com palavras e gestos.

SEGUNDO dados coletados em pesquisas da empresa Ibrape de Campo Grande, a presença dos políticos é reprovada/rejeitada no Mercado Municipal e nas feiras livres dos nossos bairros por 88% dos seus frequentadores. No comércio a rejeição é de 68%. Já nas igrejas o quadro é ainda pior e a desaprovação da presença deles bate na marca dos 90% dos fiéis presentes. Números que justificam a manchete da coluna.

ENFIM... Esse clima de tolerância zero é reflexo do Brasil em que vivemos, fruto das mazelas dos nossos administradores, da classe política e também da estrutura utópica edificada na complexa e absurda Constituição, onde o povo paga conta. Aqui se tece louvores a democracia - sem atentar ao sistema viciado que reina nos 3 poderes.

EXTREMO A relação do povo com a classe política é tamanha que a desconfiança passou a ser a marca quanto a discutível competência sua. Ao ver uma obra concluída pelo poder público, por exemplo, o cidadão não questiona a utilidade dela - mas sim a vantagem financeira ( propina) em prol do gestor. Essa postura do povo é extensiva em todos os níveis da administração pública.

IMPOSSÍVEL esconder. O sistema atual permite gastos monstruosos do Executivo, Legislativo e Judiciário que revoltam a população. Os salários, a estrutura funcional, as mordomias, aposentadorias e as brechas para vantagens - é um acinte para os demais brasileiros e ao aposentado miserável. Esse é o regime democrático ideal? Caviar aos privilegiados e migalhas aos demais?

A PROPÓSITO: Não vejo em nenhum dos pretensos candidatos ao Planalto o discurso de mudanças de verdade do sistema. Evidente que se ousarem neste ponto não terão apoio partidário e dos políticos. São portanto pré-candidaturas comprometidas. Aí voltaremos na velha tese de que ‘as coisas mudam para ficar como estão’.

DIREITOS Quando se questiona tudo isso, as respostas dos privilegiados vem embasadas no argumento de que ‘tem direito por lei, enfim – que é legal’. Mas a explicação é simples: as leis aprovadas no Congresso, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais são em proveito próprio, divorciadas dos interesses do povo. Veja o custo mensal do vereador, deputado e senador. E qual é o benefício pra você?

REFORMAS? Pra que? O pessoal dos 3 Poderes adota aquela postura do personagem Justo Veríssimo (“Eu quero é me arrumar!”) e não quer sair da zona do conforto. Se a tímida reforma da Previdência foi um parto, imagine as outras necessárias! Em breve o país trabalhará para pagar aposentadorias e custear o funcionalismo. E esse é o Brasil que queremos?

RUBEM ALVES: “A presença de ratos na vida pública brasileira é evidência que o nosso povo não soube pensar, não sabe identificar os ratos. E não sabendo, o povo inocentemente abre os buracos pelos quais os ratos entrarão. Uma sociedade democrática entre lobos é possível porque existe equilíbrio de poder entre os lobos. Mas não é possível a sociedade democrática onde haja lobos e cordeiros. Os lobos sempre vão devorar os cordeiros...” Pelo visto, neste episódio da greve, os caminhoneiros acabaram virando os cordeiros.

‘A CAMINHO DO BREJO’ “...Um país vai para o brejo aos poucos, construindo sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inercia e pela audácia dos canalhas...” ( trecho do texto de Cora Ronai, de 2016)

“O BRASILEIRO quer um país diferente desde que não envolva sacrifícios pessoais. Quer mais Estado e menos impostos. Não é genial? Quer que as coisas mudem, que a corrupção acabe, mas sem mudar o próprio comportamento. A gente se acha malandro tirando onda de gringo otário. Quem são mesmo os otários?” ( do texto ‘O pior do Brasil é o brasileiro’ - de Mariliz Pereira Jorge)

O BRASIL mudou após a greve dos motoristas, convictos da sua força. Mostrou o apelo aos militares, o país vulnerável e refém do petróleo e rodovias que só beneficiam empreiteiras e a indústria automobilística. Mostrou um Governo dúbio, representado pelo ministro da Secretaria da Presidência da República Carlos Marun (MDB) ao estilo ‘Pit bull’ famoso na defesa do ex- deputado Eduardo Cunha (MDB) e do presidente Michel Temer (MDB). Quebrou a cara.

A LIÇÃO: Quem leu sabe: Gandhi conduziu a população da Índia para se libertar do Império Britânico sem dar um tiro, optando pela inação - fenômeno conhecido como “aimsha”, ou seja – a passividade com ordem. Imagine os caminhoneiros com um líder que pensasse mais distante, o Governo teria caído e o país arruinado. A próxima greve pode ser fatal, pois os militares não matarão os peões da estrada. É o aviso.

CHAMINÉS DA FÉ A recessão não é ampla, geral e irrestrita em Campo Grande. As igrejas evangélicas já somam 75 nomenclaturas – apenas aquelas com CNPJ e legalmente constituídas, isentas de tributos diversos. As Pentecostais lideram seguidas pelas Neo-Pentencostais. Na capital em 4 anos os evangélicos saltaram de 26% para 33% da população. Uma força eleitoral expressiva.

SUCESSÃO Comentários no saguão da Assembleia Legislativa: Cícero de Souza (PR) – ex-deputado estadual – seria o companheiro de chapa de Puccinelli (MDB). Mas seria o remédio para reverter a grande rejeição nas pesquisas? Fala-se também: aumentaram as chances de haver delação premiada de um dos presos da ‘Lama Asfáltica’. Se ocorrer o quadro eleitoral vira de cabeça pro ar e a cela ficará pequena.

CONCLUSÃO Ganha força a tese de que a sucessão estadual passaria pelo crivo da justiça federal especificamente. As sentenças condenatórias contra cardeais do alto escalão nacional – confirmadas em instâncias superiores – sinalizam que as exceções da impunidade tendem a diminuir graças inclusive ao forte clamor popular anti-corrupção.

VAPT-VUPT Na conversa com o presidente Júnior Mochi (MDB) ficou clara a disposição dele em pautar e viabilizar na Assembleia Legislativa - a aprovação do projeto do Governo Estadual que baixa o ICMS do óleo diesel. A medida do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é corajosa, ousada até em tempos de vacas magras da economia.

LAMENTÁVEL O ex-deputado estadual Roberto Moaccar Orro (PSDB) que completa 80 anos de idade em julho próximo – convivendo com a perda progressiva da visão. Segundo seu filho, deputado estadual Felipe Orro (PSDB), apesar do tratamento nos Estados Unidos, seu pai conta hoje com apenas 10% da visão. A vida como ela é...

"Queremos um Brasil diferente, mas se virem, não ousem me deixar sem mamão formosa” (Mariliz Pereira Jorge)

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