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Manoel Afonso

Manoel Afonso

‘VALE TUDO’ Nesta novela, de 1988, o personagem sacana vivido por Reginaldo Farias foge com a mulher e na cabine do jatinho dá uma ‘banana’ debochada. Após 29 anos a ficção vira realidade: os irmãos Batista dão no pé e enviam carta infame pedindo desculpas. Aí lembro Cazuza cantando: “Brasil – Mostra a sua cara – Quero ver quem paga pra gente ficar assim – Brasil – Qual é o seu negócio?”

‘MAGIA’ A história da Friboi é pública. Sacou dinheiro do BNDES e nos Governos Lula e Dilma cresceu 17 vezes. Aliás, essa relação promete revelações sensacionais. Mas interessa aqui os estragos que a Friboi fez na economia estadual, onde acertou com os políticos, comprou frigoríficos e imperou absoluto ditando preços e condições aos produtores. Hoje, ao contrário dos alemães na época de Bismarck, nós sabemos como as linguiças e as leis são feitas.

SEM SAÍDA Vender pra quem senão para a Friboi? Sem concorrência, a Friboi nadou de braçadas, depreciando inclusive o mercado do bezerro/garrote. Ferrou literalmente os criadores e invernistas, mas ajudou os políticos – cúmplices - que fazem vistas grossas a essa política de cartel vergonhosa.

‘MIGALHAS’ Pelo que fatura aqui, inclusive por conta dos incentivos fiscais estaduais com a ‘Celulose Eldorado’ em Três Lagoas, ‘foi pouco’ o que investiu nas eleições para o Senado e Governo em 2014 [R$ 10,5 milhões ao PSDB; R$ 5 milhões ao PMDB; R$ 400 mil ao PP e R$ 154 mil ao PT. Detalhe: só cachê de Andrea Boccelli para cantar na inauguração da Eldorado foi de R$1 milhão.

VENDO essa aliança esdrúxula dos políticos, alguns deles pecuaristas, com a JBS e Friboi – não há como deixar de citar o Nelson Rodrigues em sua genial definição: “Eu me nego a acreditar que um político, mesmo o mais doce político, tenha senso moral”. A imprensa local tem sim o dever de levar esses fatos ao conhecimento da população.

O NOVO? Evidente que o quadro nacional poderá influenciar o eleitor local na sua análise das possibilidades ou perspectivas do pleito de 2018. Ora! A sucessão nacional – pelo calendário – ocorrerá junto com a sucessão estadual. Daí - tudo poderá ocorrer dependendo dos protagonistas e do quadro à época.

O ESTIGMA que colou na classe política que ‘habita’ Brasília, contamina por analogia grande parte dos políticos regionais. Salvo as exceções, aqui a imagem da classe política por conta dos currículos e escândalos, leva o eleitor a repensar, liberto de velhas paixões, partidos e lideranças.

A RAPIDEZ dos fatos do cenário político associada à situação econômica enseja a reflexão sobre conceitos administrativos e seus líderes. Não é por acaso, por exemplo, que o prefeito paulistano João Dória Jr. ganha força, passando a ser visto como nova opção ao Planalto em 2018. Mas advirto: o Brasil ainda não chegou ao fundo do poço.

EVIDENTE que estereótipo do novo político diz mais de suas atitudes comportamentais e exemplos de vida do que sua idade. Vale sim o seu preparo, comprometimento com ideias modernas, transparentes e de acordo com as necessidades do povo. Já ouço por aí algumas reflexões neste sentido.

EXEMPLO local que ganha chances é o do senador Pedro Chaves (PSC) com disposição de ocupar o espaço da candidatura majoritária. A estrada é longa, mas há ambiente para costuras, agregando lideranças e partidos para duas vagas ao senado e a vice governador. É pra pensar, sim!

TORNOZELEIRA Com ou sem ela, o ex-governador André Puccinelli saiu ainda mais fragilizado. Como no episódio da prisão do ex-deputado Edson Giroto (PR), adotou a postura passiva – estranha a sua personalidade – não se defendendo na imprensa das graves imputações contra sua honra.

ALEGAÇÕES de abuso de autoridade de nada adiantam; os estragos são irrecuperáveis. As prisões de pessoas ligadas ao ex-governador funcionam como combustível inflamável na fogueira da imaginação popular, onde as versões populares se sobrepõem às provas processuais, inclusive. A casa caiu junto com o mito?

OS ÓRFÃOS de André fazem o que podem para minimizar os estragos. O choro é grande. Sem outro nome à altura, o caminho inicial seria o PSDB. Mas no saguão da Assembleia Legislativa ouvi a tese de que tudo dependeria da performance da atual gestão tucana e até dos reflexos de Brasília.

CIRO GOMES Aos 60 anos, o mesmo crítico com soluções para todos os males. Perguntei-lhe sobre sua derrota nas eleições de 2002 e ele confessou na lata: “perdi pelas bobagens pessoais”. Tenta postar-se como alternativa da esquerda, aposta na imprevisibilidade na política. Tá na área, tenta o gol que perdeu lá atrás.

DR. ODILON O flerte do Juiz Federal com o PDT é interessante, mas o partido dependeria da força da coligação. Poderia integrar uma coligação sendo candidato ao Senado, ao lado de Ricardo Ayache ou Murilo Zauith (ambos do PSB) junto Pedro Chaves (PSC) ao Governo.

O JUIZ FEDERAL Odilon participa na manhã deste domingo, às 9h30, do programa ‘Diálogo Aberto’ na TV Record-MS, comandado pelo colega Ogg Ibrahim, falando inclusive sobre política. Além do colunista, participa a jornalista Carmem Cestari. Convém assistir!

PURA VERDADE! “Nós erramos no julgamento do desempenho parlamentar: do vereador ao senador. Temos por parâmetro verificar quantas leis ele criou, sem levarmos em conta que elas podem ter complicado ainda mais nossa vida, com mais entraves e às vezes outros impostos”.

A OBSERVAÇÃO, de Sérgio Longen - presidente da Federação das Industrias de MS. – durante o debate havido na entidade com a presença do jornalista Ricardo Amorim (Globo News), retrata essa cultura sedenta por leis. Esse excesso de legislação encarece e inviabiliza o país, afastando os empreendedores. O país dos carimbos e certidões.

SEM MOLEZA Se depender do presidente João Rocha (PSDB) da Câmara da capital, a CCR MS Vias não terá vida fácil. Na reunião desta quinta feira com vereadores de 21 cidades servidas pela BR 163, ele mostrou as incoerências da empresa para justificar o abandono das obras e a cobrança do pedágio.

JOÃO ROCHA lembrou: só 136 km dos 845 foram duplicados – menos de 17%. O fluxo diário de 46 mil veículos garante a continuidade da obra; a empresa obteve empréstimo de R$ 2,9 bilhões junto ao BNDES. Documento foi elaborado e enviado a Agencia Nacional de Transportes Terrestres mostrando o quadro desolador. É esperar.

“O Brasil é um prato cheio para o sarcasmo e a avacalhação” (Diogo Mainardi)

Comentário

DEGRADAÇÃO Também aqui as notícias sobre as atividades dos políticos cada vez mais inseridas no contexto policial. As diferenças apenas no ‘modus operandi’ e nas classes sociais dos protagonistas. Além da Lava Jato, os escândalos locais aumentam a ojeriza do eleitor pela classe política.

CENAS horríveis. Lá atrás o ‘setentão’ José Carlos Bumlai era visto na TV pelos seus netinhos ao ser conduzido preso. “Olha lá o vovô!” Uma suposta frase de efeitos devastadores na cabeçinha deles. Depois, a vez do ex-senador Delcídio do Amaral e do ex-deputado Edson Giroto (PR) amargarem a prisão mostrada na televisão.

LEMBREI destes casos mais recentes em nosso imaginário ao deparar com a imagem do ex-governador André Puccinelli (PMDB) caminhando ao lado de vários policiais. Sem discutir a culpabilidade, fiquei imaginando a reação de seus netinhos, aos quais ele prometera presença constante fiel. Lembra?

O ELEITOR antenado! Tirou suas conclusões das declarações pró André feitas pelo deputado federal Carlos Marun, deputado estadual Eduardo Rocha e o vereador Loester Nunes, todos do PMDB. Também entendeu a opinião moderada do deputado federal Zeca do PT, já condenado pelo TJ-MS por improbidade administrativa.

UTOPIA neste instante exigir que o eleitor separe com precisão cirúrgica esses casos – daqueles praticados pelo então governador Sergio Cabral (PMDB), ex-ministro Antonio Palocci (PT) e outros implicados e presos na Lava Jato. A lógica induz a generalização, justa ou injusta. Funciona assim.

CÉREBRO humano é um computador, armazena os dados e encaixa as peças. Se você, por exemplo, analisar os depoimentos dos delatores da Odebrecht e confrontá-los com as circunstâncias, a postura dos denunciados e o conteúdo de documentos, concluirá pela procedência da acusação.

EXEMPLOS não faltam na história política. Se Fortunato Gregório era o homem de confiança do ex-presidente Getúlio Vargas, improvável que esse último não soubesse de sua conduta imprópria. Se Zé Dirceu e Palocci eram ‘carne-unha’ do ex-presidente Lula, impossível que ele não soubesse das irregularidades.

O MESMO raciocínio a opinião pública poderá ter quanto ao ex-governador André em relação as irregularidades denunciadas e que motivaram inclusive o uso da tornozeleira. Afinal, na escolha de seus auxiliares na administração, sempre pesaram os itens confiança ou lealdade.

INSISTO Essas acusações são graves. Verdadeiras ou não só tempo dirá. Enquanto isso haverá a batalha judicial dentro daquele cenário que o brasileiro conhece. Mas há de se contar o desgaste político pela continua exposição na mídia, um campo fértil da imaginação crítica.

E AGORA? André jogará a toalha? Repensará verdadeiramente as prioridades de sua vida? Deixará órfãos seus companheiros do PMDB que imploram pela sua volta? Imitará Lula adotando o ataque como defesa, insistindo nas pretensões de disputar o poder em 2018? Tem saúde e idade pra isso?

SAÚDE Volta e meia vemos políticos ‘baixando hospital’ após postergarem a ida ao médico. Aí convivem com problemas silenciosamente. Foi assim com o ex-presidente Tancredo Neves. Lembra? No caso de André, perto de completar 69 anos, precisa fazer uma releitura de suas prioridades.

PENA... Em alguma situações de luta pelo poder, os políticos ouvem primeiro os companheiros e só depois os familiares. Pela análise da sequencia comportamental de André nos últimos meses de sua gestão, a conclusão é que de fato ele curtiria os netos. Mas a decisão pelo anonimato é opção rara.

PERGUNTO: Como manter uma pré-candidatura ao Governo e ao mesmo tempo tendo que se defender de denúncias gravíssimas do ponto de vista jurídico? Uma posição delicada que municia os adversários mesmo antes da campanha. Mas cabe a André decidir se essa luta vale a pena.

O PODER é bom, massageia o ego, mas cria arestas e desgasta os protagonistas. Aí vem a chamada fadiga que já ocorreu lá atrás quando o ex-deputado Edson Giroto (PR) foi imposto candidato à prefeito da capital. Foi um recado claro do eleitorado que o ex-governador não entendeu ou ignorou.

FADIGA Tudo que é novo um dia envelhece. Pedrossian encantava Cuiabá quando governador do velho Mato Grosso. Mas o tempo passou. Ao disputar pela última vez o Governo de nosso Estado já estava fora do compasso e dos padrões exigidos. Na ânsia pelo poder ignorou os sinais da fadiga.

TAMBÉM atrás de André, como ocorrera com Pedrossian, há políticos interessados na candidatura dele. Evidente, almejam aproveitar dessa candidatura majoritária para se elegerem em sua sombra. Enfim, são vários interesses que afloram na vida partidária. Não há ingênuos e nem inocentes no cenário.

O QUADRO sem André facilitaria a união PMDB-PSDB. A relação do Governo com os deputados estaduais flui fácil. Mas a ausência de André complicaria a vida política dos peemedebistas Moka (senador) e dos deputados Carlos Marun e Eduardo Rocha devidos aos laços que os unem.

MEMÓRIA A vitória de Carlos Marun – em prejuízo ao concorrente Fábio Trad – ocorreu graças a mão forte de André na campanha. O senadorr Moka foi outro candidato beneficiado pelo empenho do então governador derrotando Dagoberto Nogueira (PDT|) por menos de 60 mil votos.

ASCENSÃO Enquanto o PMDB de André tenta se desvencilhar dos problemas, outro grupo político é forte protagonista no cenário. Trata-se da Família Trad que comanda a prefeitura da capital e com boas relações com o Parque dos Poderes. Com tamanho cacife eleitoral estará presente nas negociações.

EVIDENTE A reeleição do governador Reinaldo ficaria mais tranquilo tendo também a composição fechada com o ‘clã Trad’, já que o ex-prefeito Nelsinho traria o PTB. Há ainda a real possibilidade do senador Pedro Chaves (PSC) se juntar ao grupo em busca da sua reeleição. Política é a arte de agregar.

ALELUIA! O projeto ‘Reviva Centro’ saindo do papel com assinatura do empréstimo de R$ 175 milhões do BID à prefeitura da capital. O prefeito Marcos Trad (PSD) tem a dimensão exata da sua importância. Entusiasta pelo evento, o senador Pedro Chaves (PSC) lembra que haverá o renascimento do velho centro comercial.

INSISTO Será que o pessoal da Receita Federal dormiu durante os longos anos dos governos do PT e não viu as falcatruas desse monte de dinheiro desviado no caixa 2 mostrado na Lava Jato? Enquanto isso, o cidadão mortal é autuado para prestar contas com o Leão devido merreca de valores. Assim não dá!

Atire a primeira pedra a mulher que nunca comprou uma blusa, uma joia, um par de sapatos... um triplex no Guarujá. (na internet)

Comentário

“SUTIÃ DE ITU” Só ele para abrigar essas tetas. São 304 sindicatos de empregados no MS. – 15.007 no país. Se o parâmetro para aferir o progresso do país fosse o número de sindicatos, a Dinamarca com 164 sindicatos e o Reino Unido com 168, estariam no

ENFIM... Neste ritmo e com tantos encargos vamos nos limitar ao agronegócio e a venda de minérios, importando o que nossas fábricas não produzem mais por falta de competitividade. Pergunto: já notou quantos itens industriais de seu consumo são produzidos no país? “Olha a China aí gente!!!”

A PROPÓSITO Estou convidado para participar como debatedor no dia 16 de maio do evento promovido pela FIEMS para apreciar as questões pertinentes as Reformas Trabalhista e Previdência. Economistas, empresários, juristas e diretores de sindicatos patronais também marcarão presença.

DEFINIDO Ao colunista o vereador Carlão (PSDB) já se posicionou que apoia a decisão da direção nacional em destituir a deputada federal Tereza Cristina da presidência regional do PSB. Planejando uma eventual candidatura ao Senado, o médico Ricardo Ayache assumiria o posto.

MILLÔR FERNANDES Sua antiga frase “As leis foram criadas para burlar a justiça” serve como uma luva no episódio do Senado em aprovar a “Lei do Abuso de Autoridade”. O cidadão de mediana inteligência sabe que é uma lei de encomenda para proteger os políticos corruptos.

PERGUNTO: O PMDB de Mato Grosso do Sul sobreviverá com o ex-governador Puccinelli fora de qualquer disputa? Há duas vertentes. A primeira, o PMDB é forte no interior com prefeito e vereadores e que tiraria bom proveito da natural divisão partidária em qualquer cidade.

A SEGUNDA vertente é que sem a disputa majoritária o partido se desintegraria não só pela carência de outra figura interna de sua estatura e também pelo desgaste devido ao envolvimento do PMDB nos casos da ‘Lava Jato’. Virou partido corrupto, tal qual o PT, PP, PR e tantos outros.

DETALHE Vivemos o período de ‘caça as bruxas’ que pode contaminar ainda mais a imagem de André. Após o caso do ex-deputado Edson Giroto( PR) , veio a denuncia de cobrança de propina (por um diretor da Odebresch), envolvendo André, Giroto e João Amorim junto a uma empreiteira de rodovia.

A MÍDIA mostra os fatos em notícias diversas. O leitor vai juntando os detalhes e acaba formando sua convicção sobre a eventual culpabilidade ou inocência deste ou daquele personagem. É assim que funciona em qualquer circunstância, onde busca-se entender um fato como um todo.

A DÚVIDA é se essas notícias comprometedoras desgastarão André a ponto de inviabilizar sua candidatura. Ele se posta defensivamente fomentando a vitimização e longe de estar acuado, age nos bastidores usando seu prestígio em Brasília para nomear titulares dos cargos federais no Estado.

DESAFIOS São muitos. Além de ficar incólume ao estigma do PMDB na corrupção nacional, André não teria como força de apoio fundamental a prefeitura da capital. O prefeito Marcos Trad (PSD) descarta apoiá-lo e se juntaria ao PSDB do Governador Reinaldo e ao PTB de Nelsinho Trad.

DESASTRE... Em 1990 o PMDB optou em indicar a deputada Celina Jallad candidata a vice-governadora de Gandi Jamil. Elegeu só Valter Pereira para a Câmara Federal e André Puccinelli, Valdenir Machado, Waldemir Moka e Franklin Masruha para a Assembleia Legislativa. Um vexame.

RENOVAÇÃO Muitos acham que Wilson Barbosa Martins e Pedro Pedrossian não deveriam ter disputado as eleições de 1994 e 1998 respectivamente. O primeiro se elegeu, mas teve desempenho pífio. O segundo não se olhou no espelho, fiou-se apenas no passado e ficou em 3º lugar.

COMPARAÇÕES Ouço algumas delas ligando as trajetórias de Pedrossian e de Puccinelli. Concordo apenas na incomensurável sede pelo poder de ambos. Os tempos são outros e as exigências do eleitor são infinitamente maiores. Mas não se pode esquecer o ‘espírito latino’ de André.

PARAQUEDAS Há mais dúvida do que certeza quanto a unidade do PMDB aqui no Estado. Claro que o desgaste das lideranças nacionais pesa contra, criando uma espécie de estigma, a exemplo do PT. Cada deputado preocupa-se em se reeleger, deixando o nome da majoritária em segundo plano.

VEJA BEM: O PMDB tem só um deputado federal, Carlos Marun e seu senador Moka terá concorrentes de peso em 2018. Já na Assembleia Legislativa- Antonieta Amorim, Eduardo Rocha, Jr. Mochi, Marcio Fernandes, Paulo Siufi e Renato Câmara. E mais: o partido perdeu as últimas eleições municipais nas principais cidades. Isso pesa sim!

A POLÍTICA ensina que é preciso conviver com os adversários. Isso os deputados do PMDB vem fazendo com precisão na Assembleia Legislativa. No fundo uma mão lava a outra. O Governo atende aos pleitos dos parlamentares, inclusive com emendas, e eles são parceiros nos seus projetos.

TERCEIRA VIA É possível que devido ao cenário, a tal surpresa reapareça em 2018? Deputados não admitem a hipótese e indagam: Quem? E de onde viria o dinheiro para a campanha? Mas já tem eleitor dizendo que não votará de graça. Aí será preciso ‘combustível’ para motivá-lo.

JUNTOS? Qual a reação do eleitor de um eventual casamento PMDB-PSDB ? Haveria espaço para outra candidatura tida como ‘nova’ - tipo João Dória? As pesquisas estão aí, mas podem ficar superadas dependendo dos desdobramentos dos escândalos das empreiteiras - via Lava Jato. O eleitor é incrível; costuma ligar uma coisa a outra. Aí castiga sem só.

CANDIDATA? Fala-se na senadora Simone Tebet como alternativa para o PMDB, Ela trocaria o paraíso para a dureza de uma campanha desgastante e sem tantos recursos para gastar? E mais, seu marido – deputado Eduardo Rocha (PMDB) tem planos de tentar a Câmara Federal.

LEMBRETE do presidente do TCE-MS, conselheiro Waldir Neves: “O combate a corrupção só será possível se a sociedade participar. Desde a hora do voto, com denúncia, acompanhando no seu município. Aqui no TCE temos a ouvidoria para receber denúncias. Qualquer cidadão pode ligar para cá ou entrar no nosso site e fazer uma denúncia que pode ser anônima.”

ALMA LAVADA Estive com o deputado estadual Lídio Lopes (PEN) tão logo o Tribunal de Justiça decidiu pelo desbloqueio de seus bens na ação de improbidade do Ministério Público Estadual. Emocionado, disse que a decisão judicial é um argumento convincente de sua conduta para seus eleitores.

“Está morrendo o nosso passado e insisto: - um dia acordaremos sem passado” (Nelson Rodrigues)

Comentário

1-REFLEXÃO Mês de Abril – 10 dias de final de semana, 3 dias de feriados e 1 de greve. Total: 14 dias de pouca ou nenhuma receita. Mas no final do mês o empregador tem que arcar com o mês completo de salário. Como ter coragem de empreender neste país. Aí, brasileiros adiam os planos ou optam investir no Paraguai. Não é?

2-REFLEXÃO Por quais razões as centrais sindicais não convocam greve em protesto contra a corrupção descarada no país? Como dizia Roberto Campos: “Nossas esquerdas não gostam dos pobres. Gostam mesmo dos funcionários públicos, que gozam de estabilidade e pagam contribuição para a CUT”.

NO FUNDO é visível a marca do PT nesta greve com a finalidade de inviabilizar o Governo que administra os escombros desta massa falida originária dos 3 mandatos petistas. Quem está desempregado (são 14 milhões) ou quer mostrar serviço dentro da empresa não compactua com isso. Já vimos esse filme.

O DESAFIO é viabilizar o país para o futuro governo mesmo com a Lava Jato e a incerteza reinando na economia. Mas no Congresso Nacional ignora-se a realidade e cada qual olha o próprio umbigo. O brasileiro de um modo geral está descrente das ações políticas e dos próprios políticos.

ALELUIA O fim do imposto sindical enfezou o pessoal que mama nas tetas dos 11 mil sindicatos dos empregados. A mamata ocorre também na classe patronal. Dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura, por exemplo, levam ‘vidão’, curtindo a maior mordomia em ‘defesa da classe’.

A PROPÓSITO Os sindicatos rurais fazem parte dos 5 mil sindicatos patronais vorazes em faturar – na maioria dos casos – em cima dos pequenos proprietários rurais. Se necessário, executam as dívidas, penhorando tratores, implementos e animais. Mas essa fonte há de secar.

“SERIA bacana se a turma que rejeita ‘in limine’ a proposta do governo apresentasse um projeto alternativo que pare em pé, mas não creio que isso ocorrerá. Sua motivação é mais política do que técnica. A dificuldade da sociedade em resolver um problema que no fundo é aritmético pode soar exasperante, mas faz parte das atribulações do jogo democrático”. (Helio Schwartsman)

REGISTRO Nossos senadores Pedro Chaves (PSC), Simone Tebet (PMDB) e Waldemir Moka (PMDB) votaram contra o projeto de Abuso de Autoridade. Já na Câmara, só os deputados Dagoberto Nogueira (PDT), Vander Loubet (PT) e Zeca do PT votaram contra a Reforma Trabalhista. Contra a direção do PSB, a deputada Tereza Cristina votou a favor, o que lhe custou a perda da presidência do diretório estadual da sigla.

‘O DESENTERRADOR’ Essa denominação cai bem ao vereador Vinicius Siqueira (DEM) que investiga casos ‘cabeludos’ na prefeitura da capital. O primeiro é sobre as permissões (de compadrio ) de alvarás de taxis. Apenas o crime prescreve e o ato administrativo é sujeito a nulidade. Ora! Só 10 pessoas detém 15,5% das permissões. Com a CPI aprovada, a Câmara mostra que não quer decepcionar. Isso é bom.

O VEREADOR Vinicius lembra que seus eleitores são os indignados pela corrupção que foram as ruas protestar. Sem rabo preso, quer ir fundo em outros casos como dos super salários e das concessões de serviços públicos. A CPI do táxi presidida pelo vereador será um bom teste para sua musculatura.

RETALIAÇÃO Naquela famosa gravação o senador Romero Jucá (PMDB) pedia ao Sergio Machado (Transpetro ) “um acordo nacional para estancar a sangria”. Lembra? Aí o Senado fez sua parte para frear a Lava Jato com o projeto de Abuso de Autoridade. Mais uma vez o ‘glorioso’ Senado legislou em causa própria. E reclamar pra quem? Ao Baianinho Pipoqueiro?

EM BAIXA O PT encolheu 27% no país ao não conseguir organizar chapa de 20 filiados para compor diretórios em 1.120 cidades. Um dos casos é Uberlândia, o 2º colégio eleitoral mineiro. O seu ex-prefeito petista que não obteve 10% dos votos nas últimas eleições tem a justificativa óbvia: “O povo está odiando o PT por causa dos escândalos da Lava Jato.”

ACABOU? Após o desastre de 2016, fala-se que uma das opções do PT para tentar eleger deputados em 2018 seria coligar com PP do ex-prefeito Bernal. Quanto a situação do deputado federal Zeca do PT, condenado no Tribunal de Justiça local, caiu na Lei da Ficha Limpa. Seria a mesma situação agoniante do deputado estadual João Grandão (PT) condenado pelo TRF de São Paulo no caso ‘Sanguesssuga’.

‘PESADELOS’ Após as delações na Lava Jato tem muita gente que não consegue dormir por esse país afora. O som da sirene dos Bombeiros é confundido com o barulho das viaturas policiais. As imagens do ex-governador Sergio Cabral (PMDB) e a digna esposa, por exemplo, nas barras da justiça incomodam.

NA CADEIRA Vale esclarecer que a prefeita Hilda Machado, apesar do resultado desfavorável no Tribunal Regional Eleitoral, continua administrando Fátima do Sul. A lei permite esse direito até que o Tribunal Superior Eleitoral aprecie seu recurso cabível até 3 dias após a publicação do acórdão. Quando o TSE julgará o caso, ninguém sabe.

SURREALISTA a situação. O Ministério Público Estadual, que investiga a denúncia de ‘fraude do ponto’ de funcionários fantasmas envolvendo os deputados Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB), bateu recentemente às portas da Assembleia Legislativa em busca de benefícios para o órgão e procuradores. Essa dependência não influenciaria na postura e decisões do MPE? Eu só queria entender.

ELEIÇÕES 2018 Quais dos 8 deputados federais conseguirão conservar o mandato? Vários aspectos devem ser considerados numa avaliação inicial; desde a questão partidária até ao desempenho real dos mesmos. Dentre os possíveis postulantes o advogado Fábio Trad (PTB) já é considerado um dos favoritos. Tem currículo.

A TECLA que se bate é repetitiva, mas sempre atual. O deputado federal serviria apenas como mero despachante à serviço das cidades e Estado junto aos Ministérios e órgãos federais? Só isso bastaria? Não é por acaso que a maioria deles que passaram pela Câmara não deixaram sua marca. O argumento da grande concorrência é relativo.

ALÍVIO Mais um mês. O Governo Estadual consegue pagar em dia os salários dos servidores. Há gente frustrada que torcia pela impontualidade e o caos como ocorreu no Governo Marcelo Miranda. Sabe como é: quanto pior melhor. Esse pessoal ‘do contra’ finge ignorar a situação do Rio de Janeiro. PT. Saudações.

PELA VIDA Tenho recebido notícias do estado de saúde do ex-governador Marcelo Miranda. O quadro seria estável com ele submetendo-se as sessões de hemodiálise. Justifica-se o registro neste espaço pela figura humana dele e nossas relações desde a época do Mato Grosso uno.

“A gente sempre ficava no pé do Lula porque, no fundo, quem tinha metido a gente nesse enrosco era ele”. (Marcelo Odebrecht)

Comentário

INCOERÊNCIA A questão indígena foi abordada pelos deputados do PT na Assembleia Legislativa. Mas nos 3 mandatos petistas no Planalto nada foi feito para resolver o conflito local das terras com os brancos em nosso Estado. Priorizou-se a Copa do Mundo e Olimpíadas, onde o esquema das empreiteiras dava lucro ao PT e aos ‘nobres companheiros’.

AS VISITAS do ministro da Justiça Eduardo Cardoso eram encenação. Só com parte do dinheiro gasto na arena de futebol de Manaus, por exemplo, compraria todas as terras reivindicadas pelos índios e estaria resolvida a questão. Mas, sabe como é: o jogo teria que ser limpo, sem propinas. Aí não deu mesmo.

ORA BOLAS Ao PT é mais rentável politicamente não resolver a demarcação dos territórios indígenas. Se resolvida, a nação indígena conquistaria sua carta de alforria e teria vida própria. Como está, os índios ficam reféns e continuam usados pelo PT nas campanhas eleitorais. Os índios precisam acordar.

‘MUY AMIGA’ A pretensão da CCR em parar a duplicação da BR 163 e mantendo a cobrança de pedágio, recebida com indignação pela classe política. Na Assembleia Legislativa o deputado Marcio Fernandes (PSDB) já se manifestou pedindo esclarecimentos. Já o senador Pedro Chaves (PSC) promete reunir a bancada federal para questionar o caso na presidência da Agência Nacional de Transportes Terrestres. É o caminho.

SEM SURPRESA Em sintonia com o Planalto, a PEC que limita os gastos públicos do nosso Estado por 10 anos foi aprovada na Assembleia Legislativa. A oposição alegou ser ‘camisa de força’, Mas, é a arma que o Governo dispõe neste quadro ruim e não há clima para delírios. Afinal, o PT quebrou o país.

CONVENHAMOS! Pelas declarações do ministro Meirelles, da Fazenda, a economia irá melhorar lentamente – como mostram os indicativos econômicos. Não há espaço para demagogia, greves e atos por melhoria salarial. O governador Reinaldo não tem a varinha mágica e lembra o ex-prefeito Lúdio Coelho: não se gasta além do ganho.

‘RECUERDOS’ Faz falta ao país a grana que o BNDES emprestou a juros baixos para os países amigos do Lula. Resolvemos o problema do Metrô de Caracas – por exemplo - e nossa BR 163 continua matando. Prevaleceu o esquema da propina onde os petistas levaram por fora.

INDICATIVO Quando se especula o futuro quadro eleitoral, especialmente quanto a posição do PMDB em relação ao PSDB, fato recente chama a atenção. O advogado Youssif Domingos, ex-deputado do PMDB, foi reconduzido ao comando da Agepan sob as bênçãos do governador Reinaldo (PSDB). Entenda como quiser.

LÍDIO LOPES O deputado do PTN foi à tribuna para reclamar do Ministério Público Estadual que pediu a indisponibilidade de bens seus por conta de denúncia contra uma funcionária de seu gabinete. Explicou o caso e lembrou de seu zelo como funcionário do Tribunal de Contas do Estado. E arrematou: um abuso de autoridade buscando os holofotes.

MUTRETA Para Fausto Matto Grosso, já vigora o sistema de votação pelas listas partidárias. É que o eleitor ao escolher os 2 dígitos iniciais do seu candidato a deputado automaticamente define o partido. Apenas os números seguintes revelam a preferência individual. Daí que o mandato não é um direito pessoal, pois pertence ao partido.

FAUSTO lembra; no pleito de 2014 só o deputado federal Zeca do PT elegeu-se com seus próprios votos. Os demais foram beneficiados com os votos obtidos pelos outros postulantes da lista do partido. Em resumo: foram puxados como ocorreu com os companheiros de partido do candidato a deputado federal Tiririca. Lembrou?

PERFIL Bacharel em Direito e policial federal, o vereador André Salineiro (PSDB) chega a Câmara da capital com 8.776 votos. Consciente que o fato de ser o mais votado aumenta sua responsabilidade, está se dedicando de corpo e alma ao mandato. Tem boa inserção e credibilidade na sociedade. Vai indo bem. Tem projeto político.

A PROPÓSITO Finalmente descobre-se a importância da zona rural de Campo Grande, que constitui mais de 95% da área de seu município. Executivo e Legislativo unidos com o Sindicato Rural e a Acrissul para implementar políticas de ações voltadas ao campo. Essas parcerias devem funcionar bem.

ESSA É BOA! A Previdência fica pegando no pé dos pequenos contribuintes, vítimas do sistema cruel, e ‘esquece’ os outros devedores gigantes como JBS, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Mendes Jr., Banco do Brasil e Lojas Americanas. O critério de cobrança passa pelo apadrinhamento político infelizmente. Esse é o nosso país!

O DEBOCHE de Emílio Odebrecht causa indignação. Mostrou como o Brasil vem sendo assaltado e fatiado pelas empreiteiras e políticos desde ao anos 70. Mas só o juiz Sergio Moro não dará conta de melhorar o país. É preciso que o eleitor não vote nos candidatos acusados que vão se esconder nas listas fechadas do partidos.

MEMÓRIA Deputados Federais eleitos em 1962 no Mato Grosso: João Ponce de Arruda (PSD), Wilson Fadul (PTB), Wilson Barbosa Martins (UDN), Rachid Saldanha Derzi (UDN), Itrio Correa da Costa (UDN), Filadelfo Garcia (PSD), Rachid Mamed (PSD) e Edson de Brito (UDN). Eleitos para o Senado: Filinto Muller (PSD) 86.098 votos e Vicente Bezerra Neto (PTB) 69.396 votos. Derrotados: João Villas Boas (UDN) 67.3123 votos e Júlio Castro Pinto (UDN) 63.998 votos.
CALMA! Devagar com o andor. As eleições de 2018 passam pela Lava Jato em todos os Estados. Aqui já começamos a sentir os efeitos. Ainda não é possível avaliar os estragos eleitorais. Novas investigações podem atingir muita gente por tabela. É igual aos estilhaços de copo quebrado.

LISTA dos personagens locais citados nas delações da Odebrecht: ex-senador Delcídio do Amaral, ex-governador André Puccinelli, ex-deputado federal Edson Giroto, João Amorim (empresário), deputado federal Zeca do PT, deputado federal Vander Loubet (PT), fiscal tributário José Miguel Milet de Freitas, fiscal de rendas Fadel Tajher Iunes Jr e Aurélio Cance Jr.

NO RETROVISOR Acusado de falcatruas, preso inclusive, o deputado federal Paulo Maluf foi aprovado nas urnas. O eleitor chancelou o estílo ‘rouba mas faz’. Em 2018, pela Justiça lenta na análise dos denunciados na Lava Jato e pelo sistema de listas partidárias que se pretende adotar, é possível que muitos deles sejam reeleitos.

DIFERENTE? Pela cultura da acomodação, da conivência e devido a boa situação do país, o brasileiro agiu assim. Mas agora o quadro é outro; os roubos escancarados na mídia e o cidadão empobrecido sentindo na pele a desonestidade dos governantes.

MANOEL DE BARROS Amei a sua escultura pelo nosso artista Ique. Mas temo que se repitam aqui as ações de vândalos como na estátua de Carlos Drummond de Andrade no Rio de Janeiro. O lugar mais seguro para ela seria na Praça Rui Barbosa, fechada no período noturno. Já na Avenida Afonso Pena seria presa fácil. É a sugestão.

DO LEITOR “Que se faça justiça. Acompanhamos o caso do policial rodoviário federal Ricardo Moon, assassino do jovem Adriano aqui na capital. A sanha de matador é evidente, pelas circunstâncias, número de disparos e sua postura após a barbárie. O Juiz que preside o processo sabe: os olhos da população, amigos e pais da vítima o acompanham”.

SUBINDO... Com 86.267 fãs, o prefeito Marcos Trad (PSD) é o terceiro prefeito do país que mais conquistou simpatizantes no facebook em 100 dias de gestão. Segundo a amostra publicada na revista Exame, o campeão é João Dória (PSDB) de São Paulo, com 2 milhões de fãs. O segundo colocado é dr. Hildo, prefeito de Porto Velho, pelo PSDB, com 156 mil fãs.

“Nunca ganhei um centavo durante o governo dos militares” (Emílio Odebrecht)

Comentário

LEITOR alerta sobre o perigo de aparecer aventureiros concorrendo nas eleições de 2018 em decorrência das barbaridades mostradas na Lava Jato. Como todo respeito ao assíduo cidadão que acompanha nosso trabalho pergunto: mas o que seriam então esses parlamentares denunciados? Todos com direito a beatificação?

ALERTA O eleitor está pedindo respeito por parte da classe política. A divulgação da lista do ministro Fachin reforça o imaginário popular sobre as práticas inescrupulosas em nome do poder. Dinheiro que saiu pelo ralo e que hoje faz falta na vida do brasileiro.

PACTO? Como se diz: os políticos – em todos os níveis - precisam combinar com o eleitorado quando se propõem a rever posições e conceitos para se manterem no poder. As eleições serão em 2018, mas até lá o noticiário estará recheado de graves revelações com as investigações e operações da Polícia Federal. O odor estará insuportável.

ZECA-VANDER Depois do ex-senador Delcídio do Amaral (PT) é a vez dos dois parlamentares caírem em desgraça. Independentemente da decisão final, já estão condenados pela opinião pública, transformando o PT em pó. É a perda definitiva da áurea da ética e da honestidade do partido também por aqui.

JOÃO DÓRIA Hoje é o grande beneficiado neste cenário, levando-se em conta que o governador Geraldo Alckmin foi atingido pelo fato de seu cunhado constar nesta lista. O PSDB precisa agir rápido escolhendo-o como o nome a disputar o Palácio do Planalto em 2018. Quanto a Aécio Neves saiu definitivamente da disputa. Um abraço.

REMÉDIO Falei com os deputados Lídio Lopes (PEN), Mara Caseiro (PSDB) e Marcio Fernandes (PSDB) sobre o cenário político desgastante. Eles admitem que o clima preocupa, mas que as ações e postura junto as bases eleitorais principalmente mostram que existem aqueles que efetivamente prestam serviços através da política. Concordo.

PERFIL O delegado Wellington é uma das boas novidades na Câmara Municipal de Campo Grande. Paulista de Campinas, eleito aos 45 anos de idade com 3.549 votos pelo PSDB, mostra-se receptivo e bastante vigilante nas proposições em debate. Com esse perfil em defesa da família e da sociedade, pode abrir novos horizontes na política.

NO SAGUÃO Ela ia passando sutilmente de óculos escuros, calça jeans, tênis e cabelo ‘rabo de cavalo’. Eu a reconheci dizendo “venha cá, Marilú Guimarães”. A nossa ex-deputada (estadual e federal) havia ido à Assembleia Legislativa resolver pendências. Como se diz: ela curte outra fase da vida, longe dos holofotes e das urnas.

MARILÚ fez carreira meteórica, aproveitou o cenário e seu próprio mérito, é claro. Só não se elegeu prefeita da capital em 1992 pelas circunstâncias no 2º turno. Perdeu para Juvêncio Cesar da Fonseca. O placar: 115.432 votos dele a 100.123 votos dela.

LEMBRA o ex-deputado Youssif Domingues (vice de Loester): “Foi uma eleição dura; 5 candidatos no 1º turno – Juvêncio (PMDB) 73 mil votos, Marilu (PFL) 54 mil votos, Zeca do PT 42 mil votos, Alberto Rondon (PST) 23 mil votos, Loester Nunes (PDT) 18 mil votos e Carlos Leite (PV) 2.283 votos.

FOLCLORE Após o 1º turno o ex-governador Pedrossian teria sido consultado pelos companheiros sobre qual candidatura apoiar. O argumento dele teria sido interessante: “Sabe como é, o Juvêncio conhecemos bem. Já a Marilú é solteira, amanhã se casa e a gente não sabe como o marido pensará politicamente”. E deu no que deu.

VEREADORES eleitos na capital pela ordem de votação em 1992: Guy Marques, Nelsinho Trad, Antônio Cruz, Sergio Martins, Luizinho da Farmácia, Ben Hur Junqueira, Miltinho Viana, João P. da Silva, Mario Arruda, Willian Maksoud, Abadio Resende, João Samper, Waldemir Poppi, Renato Gomes, Valdir Gomes, Marcio Matozinhos, Pedro Teruel e Haguemo Tomonaga. Deles, Antonio Cruz e Valdir Gomes voltaram agora à Câmara.

GENTE BOA Estive com Alarico Ávila, ex-deputado estadual em 1958 pelo PTB, contemporâneo de Wilson Fadul, prefeito de Campo Grande, deputado federal por duas vezes e ministro da Saúde do Governo João Goulart. De memória invejável aos 88 anos de idade, fala com propriedade de fatos passados, do cenário político atual e seus personagens.

ALARICO lembra que hoje há razões de sobra para o eleitor ficar de mau humor com a classe política em geral. Sobre os partidos políticos lamentou os interesses que tem incentivado a proliferação dos mesmos, proporcionando negociatas de todo tipo, antes impensáveis.
CIRO GOMES À respeito dele, Alarico – um dos fundadores do PDT no Estado, fez críticas a trajetória do ex-governador cearense chamando-o de oportunista e adepto do discurso demagógico. Para Alarico, a crise moral que se abateu sobre os nossos políticos é avassaladora, mas que após o ‘limpa’, poderá produzir uma safra melhor.

‘REPRESENTANTES DE QUEM?’ É o título do livro do cientista político Jairo Nicolau, que esclarece, informa e colabora para termos cidadãos mais conscientes e uma política mais responsável. O autor faz um balanço das discussões importantes e faz sugestões viáveis para aperfeiçoar a legislação eleitoral e partidária.

QUESTÕES: Por que a reforma política nunca ocorre de fato? Por que as coligações produzem resultados desastrosos e adulteram o seu voto? Como deputados são eleitos com menos votos do que outros concorrentes? Você sabe o que acontece com o seu voto depois que você sai da cabine eleitoral? Pena, as pessoas preferem a leitura de obras sobre a autoestima por exemplo e ignoram livros sobre política.

MOACIR KOHL De bem com os negócios e família (5 netos) e com 62 anos (‘nat’ neste domingo de Páscoa), o ex-vice governador não esconde a satisfação ao receber visitas de políticos da capital, mas lembra: não se pode ignorar o ‘mau humor’ do eleitor após a Lava Jato. Daí que sua volta à política é dificílima.

RECOMEÇO? Ex-deputado estadual Semy Ferraz e ex titular da Secretaria de Infraestrutura e Habitação de Campo Grande por 166 dias nos governos Bernal/Olarte, pode ser nomeado para o cargo de secretário de Planejamento de Selvíria. A pasta ainda em fase de criação, seu nome escolhido pelo prefeito sofre resistências na Câmara Municipal. Semy reside em Paranaíba.

MEMÓRIA: Deputados estaduais eleitos em 1958 no antigo Mato Grosso: PSD – Sebastião Nunes da Cunha, Edil Ferraz, Ranulfo Leal, João Franchi, Fauze Gattaz, Salvador Roncisvale, Mario Bosch, Clovis Hugney, Licínio Monteiro, Vicente Vuolo. UDN – Augusto Vieira, Edson Brito Garcia, Ermiro Leal Garcia, Edward Reis Costa, Oliva Enciso, Ladislau Cortes, Manoel Arruda, Wilson Loureiro, Alexandrino Marques, Manoel Oliveira Lima, Antonio Morais dos Santos, Hélio Correa da Costa. PTB – Pedro Luiz de Souza, Francisco de Barros Por Deus, Alarido D’Avila, Lourival Fontes, Carlos de Souza Medeiros. PSP – Edmir Moreira Rodrigues e Waldir Santos Pereira.

“Nem vento bate nas costas de político sem mandato” (jornalista Joel Silva)

Comentário

DUAS PONTAS Tenho conversado com os personagens dos dois extremos; a população de classes sociais diversas e os políticos de vários níveis, principalmente prefeitos e vereadores das cidades em visita a Assembleia Legislativa e ao Governo.

A DESILUSÃO pode ser medida pela ironia dos jovens opinando sobre o cenário político social e econômico do país. Não se trata de alienação ou ignorância política, mas sim uma revolta sutil - quase silenciosa sem pedradas e violências de ruas.

O JOVEM sabe das tretas do Fundo Partidário, dos custos dos senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores, caixa 2, manobras por impostos, firulas da Reforma Previdência que preservam a elite do poder e ferram profundamente o povo.

OS POLÍTICOS reconhecem o cenário ruim em suas cidades. Prefeitos e vereadores admitem, será tarefa difícil convencer o eleitor a votar (gratuitamente). A corrupção e o empobrecimento do eleitor são os dois fatores que estão pesando hoje nesta postura.

O EX-PREFEITO de Iguatemi Darci Tielli (PMDB) madeireiro de profissão e que há mais de 30 anos vive a política, relata esse quadro que inclusive espanta pessoas com potencial. Ele admite: “se pudesse voltar no tempo não teria entrado para a política”.

PERGUNTA-SE: Como ignorar a Lama Asfáltica, a prisão do ex-deputado Edson Giroto (PR), a fidelidade do deputado federal Carlos Marum (PMDB) ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), o caso do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), a busca da Polícia Federal ao apartamento do ex-governador André Puccinelli (PMDB), a denúncia contra o deputado Vander Loubet (PT) no STF, o bloqueio de bens de vários políticos, a inelegibilidade do ex-governador Zeca do PT decretada pela Justiça e outras tantas malandragens administrativas?

LEMBRANDO: Para 2018 estão reservadas surpresas. As redes sociais implodirão muitas candidaturas. Lembra? O candidato Giroto começou a perder as eleições para a prefeitura da capital na gravação de celular mostrando o papo de Puccinelli com funcionários públicos. O modelo atual pode estar exaurindo. Concorda?

QUESTIONO: Empobrecido e vendo os privilegiados na fartura e sem sinais de que pretendem repartir o filé, o eleitor continuará bonzinho? Se o eleitor já despachou os petistas, pode repetir a dose com os tucanos, peemedebistas e aliados nas tetas do poder.

ARREPIO a cada notícia de que a inflação caiu. Tenho medo da estagnação e da tal deflação. Pena, não vejo políticos nos supermercados. Seriam eles ETs? A exceção é o vereador Loester (PMDB) que empurra o carrinho comparando preços e produtos.

ESQUEÇAM aquela ladainha de que “o PMDB, PT e PSDB lutaram contra o regime militar”. Isso é passado. Aliás estão cobrando até hoje essa fatura às custas da nação. Ora! as delações da Lava Jato mostram: os partidos gostam mesmo é de vantagens.

INDIGNAÇÃO Se não bastasse isso, o quadro nacional é horroroso. Se não bastasse a prisão de medalhões, vários líderes de grandes partidos atolados em irregularidades, tentando desqualificar as provas judiciais contra eles. No centro do poder um presidente frágil e comprometido. Quem escapará?

ENFIM... O cerco está se fechando e as delações da Lava Jato trazem nitroglicerina pura. Com tantos companheiros fiéis (até quando?) engaiolados, Lula está perdendo o sono e os cabelos. Seus gritos de desespero não encontram eco na opinião pública, pois seu público cativo é de apenas sindicalizados.

LULA Eventual sentença condenatória do juiz Sergio Moro será confirmada pelo TRF da 4ª. Região ( RS). Suas ofensas contra o Moro visam justificar um pedido de suspeição contra o magistrado. Mas o juiz espertamente não tem respondido, ignora ‘o canto do cisne’ do petista rumo ao cadafalso cada vez mais perto.

CORONÉIS Ficariam com o espaço garantido na reforma política. Com o fim do coeficiente eleitoral, cada partido escolhe seus preferidos, sem espaço para novatos. Os coronéis garantiriam o foro privilegiado, livres das garras da Lava Jato inclusive.

SACANAGEM Também presente no financiamento da campanha, com 70% vindo de recursos públicos (nosso dinheiro) e 30% dos ‘eleitores’. O interessante é que o famoso caixa 2 deixou de ser tipificado numa tentativa de questionar a proibição já existente.

‘OUTRAS JOIAS’ : Fim das coligações das candidaturas proporcionais e manutenção das candidaturas majoritárias. Permite-se a coligação de partidos nas candidaturas, com uso do tempo do horário eleitoral e dos recursos do fundo partidário de cada um, mas sem obrigatoriedade de manter a coligação no exercício do mandato.

ALERTA Dos grandes jornais impressos, o gaúcho ‘Zero Hora’ é o único a aumentar a tiragem. O pior, vários tradicionais sucumbiram ou migraram para o digital. O próximo será a ‘Gazeta do Povo’ de Curitiba. Já em Campo Grande o quadro preocupa. Ai ai.

PERFIL Aos 32 anos de idade Jr. Longo correspondeu a aposta feita pelo PSDB e com 4.022 votos se elegeu vereador em Campo Grande, onde atua numa rede de restaurantes da família, tendo o frango assado como carro chefe. Curso superior completo e tranquilo, tem procurado não atravessar o sinal neste início de mandato. Sinal verde.

FAMA atiça o ego, mas é preciso conviver com o dia seguinte. Fala-se que o Ilmar Fonseca, o ‘Mamão’ do ‘Big Brother’, aproveitará a visibilidade para sair candidato em 2018. Mas só isso basta nestes tempos de eleitor escaldado? Qual é o seu currículo?

ENTENDI Cada vez mais estou convencido de que a candidatura de Aécio Neves foi para o vinagre. Perguntei ao deputado Rinaldo Modesto (PSDB), líder do Governo na Assembleia Legislativa: “Será que o Aécio aguenta?” Ele retrucou sorrindo: “É Doria!”

MARQUINHOS Equilibrista. Leve, evita colisões ao estilo de quem quer acertar. Aproveita bem o crédito que desfruta junto ao eleitorado, grupos e lideranças partidárias. Afinal, o momento não é bom para embates políticos. Não se sabe o que vem pela frente. Todo mundo tomando caldo de galinha.

“Se você não fica rico ao lidar com políticos, há algo de errado com você” (Donald Trump)

Comentário

GUINADA “Esse é o governo da organização” – assim o deputado estadual Beto Pereira (PSDB) define a administração do tucano Reinaldo Azambuja. Assim como ocorreram gestões marcadas pela construção, o parlamentar entende que é preciso preparar o governo para um período que exige prudência e muito planejamento.

DESGASTES O deputado Beto compartilha com a tese de que eles possam atingir a imagem do governo e do governador, mas lembra que o estilo franco e transparente da atual gestão acabará capitalizando credibilidade da população. Beto diz que não há ambiente para demagogias que possam levar o Estado à ingovernabilidade.

EXEMPLO é o desafio de fazer a reforma da previdência com aumento da taxa de contribuição dos servidores estaduais. Será uma discussão amarga e desgastante, mas inevitável. A reação de Reinaldo contra a decisão do Palácio do Planalto em jogar no colo dos Estados a reforma da Previdência mostra a franqueza do nosso governador.

TRÊS LAGOAS empolgada com o projeto de transformar a Universidade Estadual em Universidade Federal com o apoio do senador Pedro Chaves (PSC). A UEMS tem 2.370 acadêmicos, 13 cursos de graduação e condições de repetir o projeto de Dourados que criou a UFGD. O reitor Marcelo Turine diz que até junho o projeto será levado ao MEC, prevendo também a implantação do curso de engenharia. Bom.

ABERRAÇÃO O foro privilegiado beneficia 22 mil brasileiros detentores de cargos públicos e mandatos, o refúgio seguro contra a justiça. Pior, garante a proteção mesmo contra os crimes comuns sem relação com o cargo que eles ocupam. A lentidão política do Supremo Tribunal Federal quase sempre tem deixado os acusados sem castigo.

O LEITOR precisa entender: o mecanismo tem impedido o juiz federal Sergio Moro de tomar qualquer decisão contra parlamentares sem autorização do STF. Veja: entre 1988 e 2015, só 16 de mais de 500 políticos processados no STF foram condenados. Na outra ponta Moro sozinho já condenou dezenas de denunciados. Essa é a diferença.

DUVIDO que o Senado aprove a PEC que limita a abrangência dos benefícios do foro privilegiado. Em benefício próprio irá imperar o espírito corporativista da casa, onde dezenas de seus integrantes respondem a investigações que sairão pelo ralo da prescrição. Ora. O STF não julga, é mais uma casa onde se discute teses. Nada mais.

AFRONTA A libertação da ex-primeira dama carioca Adriana Anselmo pelo STF é mais uma prova de que nossas leis são de encomenda, para os ricos é claro. Andou bem a ministra Luislinda Valois (Direitos Humanos) pedindo a extensão do benefício à todas as mães sob prisão preventiva. Quem tal batizar nova lei de ‘Lei Adriana Anselmo’?

PERFIL Com 4.152 votos Epaminondas Vicente Silva Neto (SD) se elegeu vereador em Campo Grande. Conhecido por todos como Papi, integrou a coligação SD- PSL- PRB. Casado, com curso médio completo, exerceu a função de coordenador da Funtrab. Essa foi sua primeira candidatura e diz que é possível trabalhar para o bem. Sucesso.

NOVO TEMPO? O brasileiro está acreditando. As prisões deixam os políticos de saia justa, mais cautelosos nas mutretas. À imprensa cabe o papel fundamental de denunciar as mazelas da corrupção, sobrepondo-se a postura de nossos tribunais em geral. Repito Millôr Fernandes: “a imprensa faz oposição, o resto é apenas secos e molhados’.

NELSINHO TRAD Como ele caminhará no pleito de 2018? Cresce a tese de que ele incentiva a terceira via oferecendo espaço para os ‘excluídos’ do PMDB e PSDB. A postura do ex-prefeito do PTB lembra o famoso bordão “Vem comigo’ do saudoso apresentador de televisão Gourlart de Andrade falecido em agosto de 2016.

SEM RUMO A cassação do mandato do ex-senador Delcídio do Amaral, a condenação do deputado João Grandão no TRF de São Paulo, a denúncia contra o deputado Vander Loubet no STF (Lava Jato) e a decisão do TJMS condenando o deputado federal Zeca do PT a perda dos direitos políticos por 8 anos coloca o PT em situação muito difícil.

DESMAMA Desnudo pela prisão de várias lideranças nacionais e a perda do Palácio do Planalto, o PT ‘guaicuru’ sofre também com a defecção no interior, onde não elegeu um só prefeito em 2016. O desastre se repetiu na capital - elegendo um vereador apenas e seu candidato a prefeito obtendo só 8.482 votos - 1,99% dos votos válidos.

AMPULHETA Como o PT se fechou para preservar o mando de suas lideranças, hoje sofre as consequências. A grande promessa era o médico Ricardo Ayache que deixou o PT ingressando no PSB onde vislumbra maiores chances de seu projeto eleitoral. Há quem diz que o partido estaria à espera de um milagre. Convenhamos - uma utopia.

AMAMBAI Estive com o prefeito, dr. Bandeira (PSDB) que sepultou o sonho do PT de reconquistar a cidade com o candidato Prego, que obteve 20,93% dos votos contra 40,11% do vencedor. Lá o PT não elegeu um só vereador. Para o prefeito, os tempos são outros, o PT não empolga nem os 7 mil índios do município. Lenda pura.

NOTA 10 O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) é competente, faz o contraponto a posição de seus colegas do PT quanto a invasão de terras e depredação de prédios por gente do MST, financiada pela CUT com dinheiro do Imposto Sindical. Aliás, a postura do PT repete o velho discurso comunista. ‘Câmbio – Stalin chamando – câmbio’.

E AGORA? O deputado estadual Pedro Kemp (PT) critica as decisões do Juiz federal Sérgio Moro, por perseguir os petistas e aliviar gente do PMDB e PSDB. Questionou se Moro teria coragem de prender o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). Agora com a condenação de Cunha gostaria de ouvir Kemp sobre o caso. Fico no aguardo.

EDUARDO CUNHA Sua condenação vem provar que o desmonte da ‘Lava Jato’ é cada vez mais difícil e deixa seus críticos sem discurso. Vai além: deixa de saia justa aqueles que se mostravam até então solidários a Cunha, inclusive o nosso deputado federal do PMDB Carlos Marun. Quem viver verá os novos capítulos. Aguarde.

QUEBRADO R$ 4 bilhões de prejuízos nos últimos 2 anos e precisando demitir até 25 mil funcionários. Depois da Petrobras, agora a vez dos Correios graças ao dedo do PT, PMDB e PSD. Pena, não aprendemos com os ‘States’, onde os Correios dão lucro. É a 3º empresa que mais emprega com 785 mil funcionários e possui 260 mil veículos.

O LEITOR questiona: por que no Brasil tudo que depende do poder público funciona em marcha lenta, pela má vontade dos funcionários e a burocracia? Enquanto isso a iniciativa privada consegue ser competitiva apesar das amarras e dos impostos. Continuamos reféns dos carimbos ainda do tempo do Brasil Colonial. Pode?

“O Brasil não tem povo, tem espectadores" (Lima Barreto)

Comentário

‘FACADAS’ Após o encontro entre Sergio Longen (presidente da Fiems) e Jr. Mochi (presidente do Legislativo estadual) decidiu-se: a questão dos valores cobrados pelos cartórios no MS será apreciada pelos deputados. Já o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva enviou email ao colunista comunicando que as denúncias não passarão em branco no Tribunal de Justiça. Acreditar é preciso; só acredito vendo!

CALMA! O juiz federal Odilon de Oliveira só mandou contar o tempo de serviço. Há várias questões que leva em conta para pedir a aposentadoria, inclusive a segurança pessoal. Quanto a eventual candidatura, pela Lei Complementar 64 de 1990, ele pode se filiar até 6 meses antes das eleições.

O MESMO prazo vale para a desincompatibilização do cargo de juiz, a exemplo de ministros, comandantes das Forças Armadas e membros dos Tribunais de Contas, por exemplo. O pleito eleitoral de 2018 (1º turno) será dia 2 de outubro e assim a desincompatibilização e a filiação partidária podem ocorrer até 1 de abril de 2018.

DESEJOS O Senado seria o maior do juiz Odilon. Mas, a turbulência atual pode desgastar a classe política e assim ensejar o sentimento de renovação como na capital paulista com João Dória Jr. Aliás, dados recentes da ‘Ranking Comunicação e Pesquisa’ mostram: 25,26% dos consultados em 17 cidades do MS não votariam no governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e 28,40% não votariam em André Puccinelli ( PMDB), e outros 23,04 não sabem/não responderam.

EXEMPLO Cuiabá tem tradição política, mas em 2010 o Procurador Federal Pedro Taques (PDT) deixou o cargo e chegou ao Senado batendo políticos tradicionais. Já em 2014 venceu em 122 cidades das 141 cidades do Mato Grosso, elegendo-se governador, empunhando a bandeira da moralidade administrativa e o combate ao crime organizado.

ARREMATE Qualquer leitura enxergará um cenário político e social ruim após a revelação dos nomes da lista do Procurador Rodrigo Janot. As discussões sobre as reformas e a recessão econômica aumentarão o ceticismo da população.Figuras apolíticas poderão ocupar espaços. Claro, os inevitáveis ‘Salvadores da Pátria’ não serão bem-vindos.

INTERESSANTES os números da amostra da ‘Ranking Comunicação e Pesquisa’ (estimulada) para o Senado, em 17 cidade, entre 1 e 10 deste mês. Nelsinho, 12,83%; Zeca do PT, 11,16%; Pedro Chaves, 9,53%; Moka, 5,20%; Ayache, 4,63%; Bernal, 2,70%; 46,82% não sabem/não responderam. Há um grande oceano de votos a conquistar.

ANÁLISE Levando-se em conta as duas vagas para o Senado em 2018 , pode-se dizer que a eleição está em aberto neste momento. Evidente, vários fatores vão influenciar: desde o peso da chapa majoritária até o cenário econômico-social do Estado e do país.

MOLEZA Líderes sindicais não precisam trabalhar. Aí podem esticar as greves e acampar por meses protestando. Imagine quem paga essa conta? Ora! Enquanto o Brasil já tem 18 mil sindicatos, a Inglaterra tem 168, a Dinamarca 164 e a Argentina 91. É preciso sim acabar com a teta da contribuição sindical.

VERGONHA Devido a lei de inspiração fascista de Getúlio Vargas, montou-se uma estrutura da justiça trabalhista sem igual no mundo. Custa os olhos da cara e inibe a geração de empregos. Esse fator aliado aos altos impostos, está gerando empregos no vizinho Paraguai. Onde chegamos!

DR. LÍVIO Do papo que tivemos conclui que esse médico cearense, vereador (PSDB) na capital, tem a visão equilibrada da postura do homem público. Não se deixa levar pela sanha do poder e não disputará o pleito de 2018. Acha que a Câmara Municipal é um cenário ideal para se praticar a boa política. Gostei.

PARCEIROS Para todos os vereadores com quem conversei nesta semana, a relação entre o Legislativo e o Executivo da capital pede juízo e equilíbrio. Eles destacam a notória situação complicada da prefeitura e a postura aberta do prefeito para tentar reverter o quadro. Que essa lua de mel seja longa.

VEREADORES tem compromissos com seus eleitores e até pretensões de disputar as eleições de 2018. É natural, faz parte do jogo. Mas lembro; ainda há muito tempo para ocupar espaços e marcar presença sem o velho e conhecido radicalismo demagógico.

PREOCUPAÇÃO Como ficará a situação do Mato Grosso do Sul após o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles dizer que só terão ajuda os Estados que privatizarem suas empresas de energia e saneamento, além de elevarem a contribuição previdenciária do funcionalismo? Aliás, isso está sendo feito pelo Rio de Janeiro.

DÚVIDAS O deputado Amarildo Cruz (PT) desabafa ao colunista sobre os transtornos com o fechamento das Agenfas. Perde-se a referência e assim prejudica-se o pequeno contribuinte sem condições, que terá que se socorrer de um contador para a emissão de uma simples nota. Amarildo é do quadro fazendário, conhece a realidade.

JR. MOCHI A habilidade do deputado do PMDB em pautar e conduzir a apreciação de matérias delicadas tem arrancado elogios de seus pares, sem distinção partidária. Até o ex-governador André Puccinelli elogia em tom de ironia: “o Jr. Mochi tem se saído melhor do que a encomenda: peemedebista de confiança do governador”.

O PREÇO Denunciado pelo STF, o deputado federal Vander Loubet (PT) esperneia. A opinião pública diz que ele exagerou na dose, atravessou o sinal. Outro caso é do seu colega Carlos Marum (PMDB). Caminha para o desgaste devido a Reforma da Previdência, mas com maiores chances de sobrevivência.

FRANCAMENTE...Que decepção! O nosso sociólogo defendendo a tese de que o dinheiro do Caixa 2 – tomado e destinado sem vantagem pessoal - não seja visto como corrupção. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) mancha a biografia e iguala-se aos Jucás da vida e outras figuras criticadas pela opinião pública e nas redes sociais.

POLIVALÊNCIA É o diferencial exigido do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta fase delicadíssima da administração. Na prática, os 134 milhões de reais que economizará com a reforma administrativa solucionará os problemas e redirecionará a nau neste mar tão revolto? Essa a pergunta.

PREOCUPA? Sim. Pelas conversas nos gabinetes e corredores da Assembleia Legislativa não há como separar a grave crise política nacional (Lista do Janot ), nem as medidas econômicas do Planalto às chances de sermos socorridos financeiramente e assim viabilizar a contento a administração estadual. Reverter o quadro é um desafio.

“Essa é a grande novidade da Reforma da Previdência: aposentadoria póstuma” (José ‘Macaco’ Simão)

Comentário

PASTEL Nas eleições municipais de 2016, o ex-governador André Puccineli e o atual deputado Paulo Siufi (ambos do PMDB) apostaram: se a vitória fosse de Marcos Trad (PSD) Siufi pagaria um pastel à André, mas, se Rose Modesto (PSDB) vencesse, André presentearia o deputado com um terno de livre escolha.

PASTELADA Segundo o deputado, só agora ambos puderam celebrar a aposta numa pastelaria do Mercadão. Mas ele não esperava tal repercussão e especulações sobre o atropelamento da campanha das eleições de 2018 envolvendo o nome do ex-governador.

EMBLEMÁTICA a foto na pastelaria. Remete-nos as imagens dos políticos em campanha levados aos balcões dos cafés. Assim, aquela cena temperada de afagos e sorrisos merece ser analisada pelos políticos. Afinal, na política, ‘especular é preciso’.

IMPEDIMENTO Sobre eventual inelegibilidade de Puccinelli, o jornalista Guilherme Filho diz que a situação dele seria igual do governador Reinaldo Azambuja (PSDB); ambos beneficiados com verbas doadas por empreiteiras aos diretórios nacionais dos seus partidos.

ARGUMENTO Guilherme Filho lembra que o caso é diferente do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que virou réu no STF pelo entendimento de que recebera propina como doação legal, amparado na delação de Paulo Roberto Costa - da Petrobras.

‘LAVA JATO’ Se especular é preciso, o exercício da imaginação também vincula eventuais efeitos desta operação ao ex-governador Puccinelli. Neste ponto, Guilherme Filho é categórico: não há qualquer relação das empreiteiras denunciadas com o Governo Estadual.

CONVENHAMOS: Há assuntos mais importantes a serem tratados pelos políticos e governantes do que eleições. Aliás, a mídia retrata bem esses problemas - pela queda na arrecadação e reivindicações de setores do funcionalismo por reajuste salarial.

A REFORMA administrativa aprovada. Agora cabe ao Governo fazer sua parte e optar pela administração contemplando aliados, deixando a opção exclusiva pelos amigos.A reforma administrativa vem em boa hora, mas aumenta a responsabilidade de gestão.

TANCREDO NEVES dizia: “na política a promessa existe para não ser cumprida”. O deputado Lídio Lopes (PEN) deve demorar algum tempo para digerir a derrota para o colega Beto Pereira (PSDB) na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. O tempo ensina.

PEDRO KEMP O deputado petista parece ter amadurecido e hoje tem uma leitura diferente do movimento sindical que prega greve nacional a partir do dia 15. Diz que o momento não comporta greve que traria prejuízos de toda ordem à sociedade brasileira.

COMPARAÇÃO Assisti a fala machista do presidente Temer (PMDB) sobre o papel da mulher. Pífio. Já o discurso do senador Pedro Chaves (PSC) é oxigenado. Ele vive nosso tempo, confessa ser um entusiasta do protagonismo da mulher moderna que libertou-se das amarras da sociedade patriarcal.

PREVISÃO Se o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) defender a Reforma da Previdência com igual intolerância que defendeu seu guru, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), corre risco de desgaste político e até de infarto. Aliás, minha empregada doméstica que sonhava com a aposentadoria próxima, não quer vê-lo nem pintado.

A LEITURA do cidadão comum, sem conhecimentos específicos sobre a matéria, traz a indignação pertinente. Não se conforma com o tratamento diferenciado dado a determinadas categorias do serviço público e que por tabela beneficia a classe política. Pior: a pretendida reforma continua parcial e falha neste sentido.

LEGAIS...mas imorais. Assim podem ser taxadas as aposentadorias que aglutinam direitos e vantagens escondidos em leis de regimentos. Sem inveja, mas é um absurdo marajás recebendo aposentadorias incompatíveis com nossa realidade econômica.

OLHO VIVO no ‘glorioso’ Tribunal Regional Eleitoral. Após a absolvição da candidata a prefeita de Fátima do Sul Ilda Machado (PR) no episódio famoso mostrado num vídeo na internet, como a corte decidirá o processo que pede a anulação das eleições prefeiturais em Nova Andradina? Rir ou chorar.

EXPECTATIVA O assunto é delicado, envolve interesse de muita gente e a intenção é não cometer injustiças. No próximo dia 23 na Câmara Municipal ocorrerá a audiência pública para se debater e definir as regras norteadoras da concessão do transporte de taxi e carros de vários aplicativos.

POLÊMICA Ouvi opiniões diversas na Câmara, inclusive do presidente João Rocha (PSDB), do secretário Carlão (PSB). A tese dominante: é preciso objetividade, sem afogadilho, sob pena da virar novela. A chance de CPI acenada pelo vereador Vinicius Siqueira (DEM) parece mais distante.

E AGORA? A cada ato do ministro da Fazenda Henrique Meireles o governo perde pontos. Para se ter uma ideia, pesquisa (estimulada) recente da ‘Ranking’- Comunicação e Pesquisa em 18 cidades do MS mostra Lula liderando a corrida presidencial com 19,56%, Bolsonaro com 13,70%, Alckmim tem 11,70%, Marina fica com 9,46%, Ciro aparece com 5,33%, Temer tem 4,53% e Caiado, 3,23%. Não sabem, não responderam – 32,49%.

É VERDADE que nas mesmas pesquisas estimuladas Lula tem 15,06% de rejeição, perdendo apenas para Dilma com 20,06%. Temer tem 9,36% e Alckmin apenas 4,03%. Mas se há insatisfação com o Planalto aqui em nosso insignificante Estado, o clima se repete no resto do país. E aumentar impostos é tiro no pé.

AS PERGUNTAS ainda sem respostas: O Governo colocará o país nos trilhos até quando? A reforma da previdência melhora as chances do candidato oficial à sucessão presidencial? Se no Congresso não há nome com potencial, quem seria o candidato? O correto e prudente seria esperar a divulgação dos implicados na lista da Odebrecht?

NO BALAIO Após o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso dizer que a ‘corrupção é muito pior do que caixa 2’, perde-se o parâmetro de moral e ética. Afinal, existe bandido bonzinho? Não é por acaso que peemedebistas, petistas e tucanos lutam pela anistia do caixa 2. Cambada de dissimulados.

O brasileiro, que não é nada, precisa de mania de grandeza (Nelson Rodrigues)

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