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Manoel Afonso

Manoel Afonso

1-REPAROS Sindicalistas e políticos do PT criticam a postura do Governo Estadual, mas ‘esquecem’ dos fatos ocorridos durante o Governo de Zeca do PT. Veja bem: em 2000 foi extinto o Previsul, transferindo o ativo, passivo patrimonial e pessoal à Secretaria de Administração, com o Governo arcando com o pagamento dos benefícios naquele ano.

2-REPAROS Em 2001 a Lei Estadual 2.346 autorizou o governo a alienar todos os bens do extinto Previsul e a assistência à saúde foi para a Cassems. Ainda em 2001 foi implantada a reforma da previdência junto com a contribuição para aposentadoria de civis e militares, elevando a alíquota de contribuição do servidor de 6% para 9%.

3-REPAROS A Lei 3.150 em vigor data de 2005, retificou, ratificou e consolidou a Lei 2.207 (de 2001), ajustou o MSPREV às regras da EC nº 41 e 47, dando condições de compensação pelos poderes e órgãos independentes de necessidades financeiras do MSPREV. Tudo isso no Governo do PT. Se o déficit em 2014 foi de R$ 800 milhões, a culpa não é da atual gestão que gastou R$ 160 milhões com assistência médica só em 2016.

O DISCURSO do PMDB nos tempos do regime militar era ancorado na volta da democracia. Aqui, a sigla também atuou neste sentido. Mas isso é passado, passou. Com o fim do período de exceção colheu dividendos, elegeu governador Wilson B. Martins, parlamentares, prefeitos, disputando o espaço com outros partidos.

PODER Com a derrota do ex-governador Pedro Pedrossian e a vitória de Zeca do PT para o Governo, a polarização passou a ser entre peemedebistas e petistas. Anote-se: a semente foi plantada em 1996 nas eleições da capital com a vitória de André Puccinelli (PMDB) contra Zeca por 411 votos de diferença.

ELEITO e reeleito prefeito de Campo Grande, André firmou-se como a maior liderança anti petista e com esse discurso associado a sua boa gestão chegou ao governo em 2006 derrotando o petista Delcídio do Amaral (senador) com mais de 61% dos votos. Em 2010 André se reelegeu também contra outro petista – Zeca do PT.

NOVA FASE Após tantos anos de poder, o PMDB ficou sem a prefeitura de Campo Grande e o Governo Estadual. Os dois poderes mais influentes ficaram em mãos de um ex-deputado (Marquinhos) que deixou o PMDB por discordar da imposição de André e de ex-aliado tucano (Reinaldo) dissidente por não ter o apoio na disputa da prefeitura em 2012. Restou ao PMDB presidir a Assembleia Legislativa e ficar na base do Governo.

QUE FASE! Como diria o locutor Galvão Bueno: “Pode isso, Arnaldo?” Além das denúncias contra a qualidade das obras (aquário & rodovias) e seus critérios de gastos pelo governador Reinaldo, André foi também atingido pela Lava Jato e acabou preso como alguns cardeais do partido: ex-deputado Eduardo Cunha, ex-ministro Geddel Vieira e o ex-governador Sergio Cabral (RJ).

QUANTO ao discurso do PMDB, com a paternidade democrática e moralista de Ulysses Guimarães, foi depredado em níveis nacional e estadual. Como defender a boa ética com as práticas duvidosas? O progresso, com obras e benefícios sociais pouco vale sem a lisura. A implosão do Estádio do Maracanã tinha a prioridade igual do aquário da nossa capital. Suspeitíssimas ‘prioridades’ peemedebistas.

QUESTÕES André seduzirá o prefeito Marquinhos (PSD) afinado com o governador Reinaldo? O ex-prefeito Nelsinho (PTB) tem motivos para ficar distante de André. Quais os reflexos da gestão de Michel Temer à época das eleições? Há riscos de desdobramentos do caso que levou André à prisão? Sem o poder de fogo da prefeitura da capital, do governo estadual e das principais cidades a situação é difícil para o PMDB.

ARREMATE Qual o discurso de André? Como derrotar a bandeira adversária da anticorrupção na campanha? Italiano, aos 70 anos de idade em 2018, André conhece o episódio do General Júlio Cesar que ousou a travessia proibida do rio Rubicão com suas tropas. “Alea jacta est?” Acho que não. O PMDB fadigou junto com André e antes da derrota tentará compor.

HONESTO Precisam ser levadas a sério as declarações do deputado Tiririca (PR), eleito e reeleito com mais de 1 milhão de votos. Acertou ao dizer que o Congresso trabalha muito e produz muito pouco. Também denunciou o jogo de bastidores e as propostas de tentadoras de dinheiro fácil em algumas votações. Enfim somos (eleitores) todos palhaços.

‘BELEZA’ “Precisamos dos profissionais da política”. Essa frase do ministro Gilmar Mendes justifica a postura do seu STF - que até agora não brindou o país com uma condenação sequer do pessoal encurralado na Lava Jato. Anel de brilhante e malas de dinheiro não sensibilizaram aquela corte. 2018 vem aí!

ALELUIA! Torço para que o sonhado acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia produza os frutos desejados, reduzindo a criminalidade na fronteira. Senti no Secretário José Carlos Barbosa, da Justiça, otimismo em relação ao evento ocorrido em Brasília, com o governador Reinaldo presente. Mas, pergunto aos meus botões: até onde o Governo boliviano é confiável? Mas, tentar é preciso.

ENTENDI... Você já notou? Os petistas pararam com o papo de ‘golpistas’ quando se referem ao pessoal do PMDB? Pois é! É que o PT tende a compor com o PMDB em alguns Estados, entre eles Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pará e Paraná. E pergunta-se: o que o eleitor brasileiro está achando de tudo isso?

‘BICUDOS’ A vice governadora Rose Modesto e o deputado Beto Pereira são os tucanos mais bem cotados para a Câmara Federal em 2018. A primeira, com base eleitoral consistente na capital tem alçado voos ao interior. Já o segundo também não perde tempo e a chance de abraços e sorrisos por onde passa. Ambos são exemplos para outros pretendentes ao clima seco de Brasília.

BOBAGEM O PDT não deve expulsar o deputado George Takimoto pela sua posição na reforma da previdência. É o parlamentar que todo partido quer ter, pois passa credibilidade. Tem luz própria e faz sua própria campanha no campo minado de Dourados onde é reconhecidamente um médico notável. Seria intriga da oposição.

CAPITAL Um ano desafiador para a administração. Dívidas, obras abandonadas, falta de credito junto aos fornecedores, contas a receber e com nome sujo junto aos órgãos federais, o que travou convênios. Mas ao seu estilo articulado, o prefeito Marquinhos conseguiu superar a pior fase e 2019 promete ser bem melhor. Passa credibilidade.

“Eu não sou Adhemar de Barros, ‘rouba mas faz’. Eu realizei” (Sergio Cabral)

Comentário

‘DAY AFTER’ Depois de tanta confusão e barulho foi aprovado o projeto da Reforma Previdenciária na Assembleia Legislativa. E pergunto: quem de fato poderá ser beneficiado politicamente com a postura contrária ao projeto? Qual será a densidade dos eleitores que poderão se vingar nas urnas? Seria suficiente para decidir o pleito?

REPRISE A Central Única dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Diretório Regional do PT, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e a Federação dos Trabalhadores em Educação de MS – com seus anúncios nos jornais – criticam o projeto. Mas, qual o peso político efetivo destas entidades? É a pergunta a ser avaliada no cenário estadual.

INDAGA-SE: O que estaria pensando o eleitor comum, que não exerce função no Governo Estadual, a respeito destas mudanças na Previdência? Aliás, esse cidadão da iniciativa privada sabe: hoje o teto de sua aposentadoria pelo INSS é de R$5.531,31. Já no serviço público estadual 25% tem proventos superiores ao citado teto. Esse pessoal pagará contribuição de 14% a partir de maio de 2018. Já os 75% restantes do funcionalismo continuarão pagando 11% de contribuição. Quanto ao Governo, aumentará sua contrapartida de 22% para 24% a partir de 2019.

NÚMEROS Estive com o secretário Carlos Alberto de Assis, da Administração e falamos sobre os números relacionados ao funcionalismo público. Após comparações com alguns Estados que não se adequaram aos novos tempos, ele lembrou que o reajuste linear de 2,94% dado pelo Governo a partir de setembro último, teve um impacto mensal de R$ 11 milhões na ‘folha’. Em 2014 o custo com os funcionários era de R$ 3,9 bilhões e em R$ 2016 pulou para R$ 5,3 bilhões.

ARREMATE O poder de mobilização do funcionalismo público é notório. Mas para o deputado Zé Teixeira (DEM) o Governo teve a coragem de tomar medidas impopulares, apesar dos riscos de desgastes eleitorais. Já o deputado Junior Mochi (PMDB) lembrou que o tempo fará justiça ao Governo em fazer sua parte dentro do projeto nacional para salvar o sistema previdenciário. O deputado foi muito bem nos debates e articulações com os representantes dos funcionários. Não perdeu a autoridade e a compostura.

A PROPÓSITO, o Brasil está envelhecendo. Em breve, neste ritmo, vai consumir mais bengalas e menos chupetas. Chegamos a 205,5 milhões de brasileiros e os ‘sessentões’ já são 14,4% do total. Nos últimos 4 anos a população cresceu 3,4%. Com isso, as regras atuais da previdência ficam inviáveis. A dúvida é se os políticos pensarão no futuro do país ou só nas eleições de 2018. Temo que a Reforma da Previdência não passe.

NO CLIMA PDT e PMDB afinando as violas para 2018. Os pedetistas elegendo nesta sexta feira o novo diretório regional já com as figuras do ex-juiz Odilon de Oliveira e do ex-deputado Antonio Carlos Biffi. Na outra ponta os peemedebistas elegendo neste sábado o novo diretório com a presidência reservada ao ex-governador André Puccinelli. Cada partido ao seu estilo e clima fazendo seu barulho. O eleitor – de olho!

CARLOS STEPHANINI Impossível não gostar dele. Antes de ser Desembargador, advogava com seu colega Claudionor Abss Duarte (hoje Desembargador no TJMS) no escritório da rua 14 de junho (Casas Bahia). Candidato a vice governador na chapa de José Elias Moreira em 1982, veio o primeiro desafio: viajar de avião. Stephanini tem pavor de avião e coube ao seu colega Claudionor dirigir um ‘valente’ Chevette por todo o Estado. A derrota não o abalou. Manteve-se agradável. Política? Só da boa vizinhança.

SÔNIA CALDART Infelizmente a nossa colega jornalista e apresentadora de TV perdeu totalmente a visão mesmo após vários anos de tratamento contra a ‘retinopatia autoimune’. Fase difícil, mas aos 60 anos de idade não perdeu o prazer pela vida, já aprende ‘braile’ e vai tentando se adaptar à nova realidade. Exemplo para os ‘chorões’ de plantão reavaliar a vida. Sônia merece nosso carinho e atenção redobrados.

É PENA! Os sucessores do ex-governador de Mato Grosso José Fragelli, falecido aos 95 anos de idade em 30/04/2010, sem intenção de cultivar sua memória. A casa – por exemplo - que serviu de residência a família, que poderia ser transformada numa Casa Cultural, foi locada a terceiros junto com os móveis. Insisto: a biografia de Fragelli, rica em conteúdo, daria um excelente livro de Memórias. Pretendo abordar o caso com o deputado Felipe Orro (PSDB) ligado a família Fragelli.

DESAFIO Essa fase de escândalos políticos que parece interminável tem dois aspectos diametralmente opostos. Se por um lado pode varrer definitivamente do cenário aquelas figuras horrorosas e malandras, poderá atrair gente limpa e preparada para a vida pública. O texto justifica a opinião do general da França Charles De Gaulle: “a política é assunto sério demais para ser deixada nas mãos dos políticos”.

‘SEM ILUSÕES’ O máximo que se viu dos políticos flagrados nos últimos escândalos foi um chorinho ‘made in Paraguai’. Nada mais! Seria ingenuidade esperar atos extremos para lavar a honra, como do croata Slodoban Praljak que tomou veneno após ouvir sentença judicial por matança de muçulmanos na Guerra da Bósnia. Já o ex-governador Sergio Cabral (PMDB) desfruta de iguarias importadas.

MEMÓRIA Nas eleições presidenciais de 1989, o ex-ministro dos transportes Afonso Camargo virou figura folclórica no horário eleitoral. Dava aula de civismo, ensinava as crianças a escovarem os dentes e marcou como o ‘candidato do vale transporte’. Candidato do PTB obteve só 379.286 votos (0,52%), em 11º lugar dentre os 22 postulantes. Antes, fora vice governador do Paraná, senador duas vezes, ministro por 3 vezes e deputado federal por 4 mandatos. Morreu em 2011 aos 81 anos de idade.

‘BELEZA’ O último programa do PMDB na televisão nem parecia o partido das lideranças que tem povoado o noticiário policial. O senador Romero Jucá (RO), por exemplo, foi hilário, não convenceu. Fotos e imagens foram utilizados na defesa do caso JBS. A velha aliança com o PT foi criticada como se o PMDB não tivesse participado da administração de Dilma Roussef. Aliás, o programa bem que poderia ter aproveitado o deputado Carlos Marum (PMDB), com estilo adequado ao evento.

SALVAÇÃO Repercutindo bem nos círculos e entidades ligados ao meio ambiente a relatoria do senador Pedro Chaves (PSC) do projeto da Lei do Pantanal e o Fundo do Pantanal na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Vão limitar a ação humana no bioma pantaneiro, garantindo o desenvolvimento sem prejuízo ao meio ambiente, além de ajudar nos investimentos para controle e fiscalização permanente. A autoria é do senador Blairo Maggi (PP).

POR TABELA Sem discutir a veracidade dos números surpreendentes de pesquisas (não divulgados na mídia) para aferir a tendência do eleitor, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), é citado como exemplo de gestor incompetente pela sua origem do serviço público onde era Procurador Federal. A intenção é atingir o pré-candidato Odilon de Oliveira (PDT) com idêntica origem de labor. Mas, em política não se chuta cachorro morto, com ou sem rabo.

ESTIGMATIZADO No artigo 3º - III - sobre os deveres, do Código de Ética do PR consta: “manter conduta ética, pessoal e profissional...”. Mas, o próprio presidente Antonio Carlos Rodrigues acabou preso por corrupção, a exemplo do ex-presidente Valdemar Costa Neto no caso do Mensalão. Lembra? O diabo é que o PR tem 38 deputados federais e 4 senadores. Aliás, o presidente Temer consultou Valdemar nas ultimas votações e nomeou o afilhado Mario Mandolfo para presidência da Valec. O partido vale quanto pesa. O resto é titica de grilo.

MEU DEDO Apenas como jornalista uma observação no julgamento do matador do Brunão, o segurança morto numa boate aqui na capital. Após a sentença condenatória a mãe do réu lamentou o critério adotado pelos jurados. Convenhamos: ela teve melhor sorte do que a mãe da vítima porque terá seu filho vivo de volta. Já para a outra mãe um resto de vida de saudades doloridas.

“Aqui também existe pena de morte. Mas só para a vítima” (Max Nunes)

Comentário

O EMBATE Está posto na Assembleia Legislativa o projeto da Reforma Previdenciária. Não se sabe como será decidido. O Governo lembra o custo mensal de R$ 83 milhões que tem para pagar os servidores inativos e aponta o fundo superavitário de R$ 400 milhões (exclusivo dos funcionários concursados após junho de 2012) como a solução de caixa. Jamais presenciei tamanha mobilização na Assembleia como agora. A pressão é grande, o governo e os deputados da base aliada sabem dos riscos de desgaste eleitoral. O episódio vai constar do cardápio das eleições de 2018.

A PROPÓSITO Se o Governo estadual está preocupado com a falta de recursos para arcar com as aposentadorias, o Governo federal também está. O ministro Meirelles (Fazenda) tem sido franco nas suas advertências. Ora, enquanto o benefício do INSS é em média R$1.862,00 - um aposentado do Congresso Nacional ganha R$ 28 mil, do Judiciário é 25.800,00, dos Militares é R$ 9.479,00 e do Executivo, R$ 7.500,00. O país não aguenta. Quebra!

NELSINHO TRAD Como caminhará nas eleições de 2018? O ex-prefeito da capital acaba sendo beneficiado com a comparação que se faz de sua gestão com a de Alcides Bernal (PP), desastrosa sob todos os pontos de vista. Ele tem se mostrado cauteloso, aparando arestas, evitando confrontos de ideias para agregar simpatias e apoios. Aqui o PTB vive mais do poder de fogo de Nelsinho na busca de vaga ao Senado. Um detalhe: conta muito ter um irmão prefeito da capital.

‘HIPERTENSÃO’ A dosagem dos medicamentos de uso diário dos implicados na trepidante ‘Lama Asfáltica’ deve ser reforçada após o anúncio de Fernando Segovia - novo diretor da Polícia Federal – de que todas operações em curso nas varas federais do país continuarão no mesmo ritmo. Nos bastidores comenta-se: novos capítulos devem ocorrer brevemente. Promessa de fortes emoções.

‘NA TRAVE’ Como diria o locutor José Geraldo de Almeida: “foi por pouco, mas por muito pouco mesmo” que o deputado Carlos Marun (PMDB) não virou ministro. Faltou só a assinatura presidencial do ato. Há controvérsias. Na alfinetada do senador Renan Calheiros (PMDB), a presença de Marun representaria a força do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) no governo. Para alguns, a decisão de Marun em aceitar a nomeação, para ficar no cargo até o final do mandato de Temer, sinalizaria que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) não deve concorrer ao Governo em 2018. Mas a novela não acabou aqui. Marun pode, sim, virar ministro.

‘RESSACA’ Embora o pessoal da sua ‘guarda pretoriana’ insista em passar uma imagem otimista do ex-governador André após o episódio de sua prisão, a realidade não é bem assim. A versão de que a sua eventual candidatura ao governo em 2018 teria o incentivo da própria família é fantasiosa. Se a prisão do seu fiel ex-secretário Edson Giroto já refletira em sua postura, imagine neste episódio traumatizante que envolveu também seu filho. André não é o super homem apregoado por ‘amigos’ que o cercam.

‘FUTURO’ erta feita escrevi que o PMDB é refém de André. A tese tem respaldo nesta sinuca de bico em que o partido se encontra. Em seus quadros não há outro nome com força suficiente para disputar o governo em 2018. A leitura pragmática da lista dos políticos peemedebistas dispensa comentários. A tendência é que lá frente o PMDB costure aliança com o PSDB, tendo Reinaldo como postulante à reeleição. O PMDB – como temos visto nos últimos tempos em Brasília, é um partido sem ideários. Um sócio perigoso, pouco confiável.

CLAMOR PÚBLICO Significa o descontentamento, indignação ou comoção no meio social pela prática de crime em circunstâncias especiais de grande repercussão. É também com base nesta premissa que a justiça tem decretado a prisão de homens públicos. Não há que se atentar só ao risco de destruir ou dificultar acesso as provas. A justiça se sente na obrigação de dar uma satisfação à sociedade como ocorreu agora no Rio de Janeiro.

E MAIS... As manifestações apoiam as prisões dos políticos que roubam e ostentam o patrimônio que humilha o eleitor que mora após o último ponto (sem cobertura) da linha de ônibus. Precisamos aprender com essa tragédia moral que atinge o carioca. Figuras como Sergio Cabral (PMDB) e Garotinho (PR) não são exclusividades do Rio de Janeiro. São como aquelas pragas de jardim. Nascem em todos os lugares.

ACABA? O Congresso Nacional discute o fim do Foro Especial previsto na Constituição Federal. Aberração que beneficia 55 mil pessoas que exercem cargos públicos. Aqui funciona como uma blindagem e não como uma proteção pelos crimes e irregularidades cometidos exclusivamente no exercício da função, como funciona em outros países. Já o STF decidiu reduzir os benefícios do Foro Privilegiado apenas para os políticos. Mas a novela não acabará aqui. Haverá mais uma disputa entre o Judiciário e o Legislativo.

‘LAVA JATO’ Como consequência do fim do foro privilegiado todos os processos envolvendo a Lava Jato poderão ser remetidos as instâncias inferiores. Dois aspectos: no primeiro haveria o esvaziamento de feitos processuais no STF; segundo - proporcionaria maior agilidade nos processos evitando inclusive os benefícios da prescrição das penalidades aos políticos denunciados como tem ocorrido até agora. Esse é o grande medo do político que responde a procedimento penal no STF.

2 EXEMPLOS Em 1993 o então governador Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) tentou matar com 3 tiros Tarcísio Buriti (ex-governador). Ele morreu em 2012 sem que o STF o julgasse. Em 2007, antes de ser julgado renunciou ao cargo de deputado para que o feito retornasse à primeira instância. Na carta alegou: “renuncio ao mandato representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui”. Outro caso foi do ex-presidente Lula (PT); aceitou a nomeação para o cargo de ministro da Casa Civil do Governo Dilma Roussef (PT) para escapar de ser julgado pelo juiz Sergio Moro. É assim que funciona no Brasil.

DESABAFO do jornalista Rodrigo Constantino (carioca da gema) sobre o caos do Rio de Janeiro: “Se o PMDB é ruim no país, no Rio é ainda pior. Se o PT é podre em todo lugar, o carioca é mais assustador ainda, à exceção do Rio Grande do Sul, nosso maior concorrente. Foi no Rio que Dilma ganhou com mais folga. Foi no Rio que Heloisa Helena teve mais voto. São do Rio os deputados Jean Wyllys, Chico Alencar e Glauber Braga, do PSOL, defensor do regime venezuelano. É do Rio Marcelo Freixo, da mesma seita”.

‘PERDIDOS NO AR’ Quando a gente pensa já ter visto tudo, aparece mais uma. Agora a Polícia Federal deflagrou a Operação Turbulência para investigar o esquema que facilita a concessão de habilitação para pilotos de aviões e helicóptero junto a Agencia Nacional de Aviação Civil. Eu fico imaginando os passageiros em pleno voo questionando entre si: “será que o piloto comprou ou não comprou a habilitação?”

MELHOR ASSIM? Vereadores da capital acabaram aprovando o Projeto de Lei do Executivo que deu ao contribuinte a opção de escolha da forma de pagamento da taxa de lixo. Ele poderá realiza-la tanto nas contas de água, luz e telefone como na continuidade do IPTU. Na conversa com os jornalistas, o presidente da Câmara, vereador João Rocha (PSDB), explicou que não há uma nova taxa, mas apenas novas formas de cobrança. Mas o caso deve render novos questionamentos.

O CONCURSO para preencher o quadro de funcionários da Câmara Municipal da capital mostra a luta por um emprego. Para as 70 vagas disponíveis foram deferidas 18.022 inscrições e mais 5.470 inscrições indeferidas por falta de documentos. Para cada uma das 15 vagas do cargo de Assistente Administrativo há 651 candidatos. As provas serão no dia 17 de dezembro.

“Na política até a raiva é combinada” (Ulysses Guimarães)

Comentário

Sexta, 17 Novembro 2017 09:36

Amplavisão - Falta honra, sobra esperteza

‘HONRA’ Vem do latim ‘honor’, sinaliza a própria dignidade de uma pessoa que pauta seu modo de vida nos ditames da moral. Para o jurista italiano Adriano de Cupis “é a dignidade pessoal refletida na consideração dos outros e no sentimento da própria pessoa”. Dignidade lembra nobreza, respeitabilidade e autoridade moral.

A FRASE “Pode haver honra entre ladrões, mas não entre políticos” – atribuída a Thomas E. Lawrence, diplomata inglês, agente secreto, arqueólogo e militar conhecido no filme “Lawrence da Arábia”, estrelado por Peter O’Toole (1962) se encaixa como uma luva no Brasil atual que respira delações dos homens públicos e coligados (operadores & laranjas).

‘COINCIDÊNCIAS’ que se encaixam num efeito cascata. Primeiro foi o doleiro Lúcio Funaro que abriu o bico para salvar a própria pele em delação homologada no STF pelo ministro Fachini. Contou coisas do arco da velha. Uma delas é que o ‘nosso’ Ivanildo Cunha Miranda intercedeu para a concessão do empréstimo de R$ 350 milhões pela Caixa Econômica Federal ao Marfrig e levou R$ 9 milhões de propina divididos para ele, Geddel Vieira, Funaro e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves.

AGORA, para escapar da cadeia, Ivanildo confirmou a revelação de Funaro em delação premiada que está tirando o sono de muita gente por aqui. Aliás, tirou mais que o sono. Tirou gente de casa direto para a cadeia. É o caso do ex-governador André Puccinelli que experimentou o vexame da desonra pessoal de acabar atrás das grandes no desconforto de uma cela para 20 meliantes. Pior ainda a experiência de ter ao seu lado – também preso - o filho advogado André Puccinelli Jr., alvo de graves acusações. Foram libertos e justificam o velho refrão: “O que dizer em casa?”

HILÁRIA A opinião pública ironiza a situação do advogado André Puccinelli Jr. devido a ‘fantástica’ venda de livros de sua autoria. Pelo visto ele não teria sido aluno presente às aulas de Ética, não assimilando os conselhos dos mestres Sócrates e Demóstenes. Agora, ao lado dos outros dois sócios que acabaram presos, corre o risco de passar pelo crivo do Conselho de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil. O que seus alunos acadêmicos estarão pensando de tudo isso? Boa pergunta.

INVENÇÃO? Para a Polícia Federal, Receita Federal e Controladoria Geral da União o ex-governador André seria chefe de um grande esquema de propina há mais de 10 anos com R$ 235 milhões comprovados até agora. Quem diz isso é o delegado Cléo Mazzotti, da Polícia Federal. Mais uma vez, as mesmas figuras envolvidas: os empresários João Amorim, João Baird (estão em todas), Mirched Jafar (Gráfica Alvorada), Antonio Cortez, João Maurício Cance e André Luiz Cance. Figuras influentes na administração de André como constam de várias denúncias.

HORROROSO o cenário em nosso Estado, que lembra o Rio de Janeiro inclusive neste aspecto. O cidadão consciente e desapegado de ‘interesses pessoais’ está revoltado com tamanha desfaçatez. Eleito e reeleito ao Governo Estadual, André está devendo uma entrevista coletiva à imprensa para se defender e prestar contas à população. Mas aquele político sem meias palavras, ativo, está acuado e fragilizado. Pode estar apenas adiando o anúncio de que jogou a toalha na empreitada de disputar o Governo, optando por alternativa que lhe garanta os benefícios do foro privilegiado indispensável – custe o que custar. A prioridade é a liberdade.

OS ÓRFÃOS políticos já são vistos na tentativa de reconduzi-lo ao comando do PMDB e assim tentar o Governo em 2018. Cada qual com seu discurso, mas com os mesmos objetivos pessoais. Tentam minimizar a situação penal-jurídica de André, desqualificam as acusações contra ele e preferem se reportar as suas administrações marcadas por obras físicas. Mas por insensibilidade ocasional ‘esquecem’ as sequelas na vida sócio-familiar do ex-governador. Agora são filhos e netos também traumatizados pelo episódio que começou com policiais à porta da residência. A frase “você está preso!” é devastadora. Existem dois ‘Andrés’ – um antes da prisão, outro após a prisão.

SEM ILUSÕES A opinião pública que assiste aos noticiários sobre o escândalos ironizam as justificativas ou defesas dos políticos acusados e envolvidos. Todas seguem a mesma linha. Parecem ter saído de um manual de formulários: “O fulano de tal reafirma que não está envolvido no caso, reservando-se ao direito de se defender para provar sua inocência”. Aquela ladainha de sempre. O interessante é que todos esses políticos fogem da imprensa, como está acontecendo também aqui.

“CHATEADO?” O deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) assim se expressou após visitar André: “ele está chateado”. Data vênia, o deputado precisa aferir também a quantas anda a indignação da população após essas revelações. A manifestação recente de um motoqueiro contra o deputado Carlos Marum (PMDB) mostra isso. Seriam meras conjecturas, invencionices das autoridades num processo de 156 páginas? Ora! Para a investigação a Gráfica Alvorada, a Proteco Construções, Mil Tec Tecnologia e o Instituto Ícone (do André Jr), emitiram documentos frios para ‘legalizar’ propinas beneficiando André.

‘ROUBA MAS FAZ’ São Paulo está pagando até hoje aquela conta salgada deixada pelo então prefeito Paulo Maluf. Depois de tantos anos de investigação conseguiu-se provar os desvios de dinheiro das propinas. Por analogia, o caso de Mato Grosso do Sul caminha para o mesmo cenário. Já imaginou quanto essa tropa de ‘empresários’ ajudou a tirar dos cofres públicos? Quantos leitos hospitalares ficamos defasados por causa disso? Quantos aparelhos hospitalares e remédios a menos? Quantas escolas, viaturas e ações sociais perdemos? Eles não teria feito isso sozinhos. Tiveram parceria. Essa é a conta, o raciocínio objetivo que a população precisa ter.

CORRUPÇÃO Duas ações oportuníssimas contra anti-corrupção. A primeira delas é do prefeito Marcos Trad (PSD) instituindo 16 de novembro como Dia Municipal de Combate a Corrupção conforme projeto do edil André Salineiro (PSDB). A segunda é do governador Reinaldo (PSDB) propondo via projeto a criação do Fundo Estadual de
Combate a Corrupção com recursos provenientes de multas administrativas e doações. Vamos acompanhar as duas iniciativas esperando resultados positivos.

DR. ODILON Tirou o passaporte para sua primeira viagem política. É o primeiro nome diferente disposto a ingressar no cenário político. Ouço opiniões diversas sobre suas chances e eventuais alianças e apoiamentos. Longe de fazer comparações, mas a política é incrivelmente dinâmica e a fila anda. Inegável que há um clima de indignação no ar e Odilon tem ao seu lado o ex- conselheiro João Leite Schimidt. Pode fazer a diferença nos bastidores.

FOGUETES Em que pese o cenário nacional nebuloso a economia do Estado vai se firmando. O governador Reinaldo (PSDB) não esconde sua confiança e projeta números positivos para 2018. Lembra que o corte dos juros é indispensável e que a pecuária tem salvado o Produto Interno Bruto. Sem alarde vai fazendo uma administração eficiente e atende todos os segmentos sociais e econômicos. Ao seu estilo reitera: não estou pensando em eleições. ‘Acredito’.

DE VALOR! A chegada do Enelvo Felini (PSDB) à Assembleia Legislativa é saudável. Ex-prefeito de Sidrolâdia, um dos responsáveis – como prefeito – pela transformação social e econômica daquele município. Enelvo é dinâmico, tem uma visão moderna da administração pública. A população de Sidrolândia, que tem seu primeiro deputado, precisa ter juízo, se unir, para reelegê-lo. Cabe a Enelvo se articular entre as forças políticas locais. Difícil, mas não impossível.

“Pode haver honra entre ladrões, mas não entre políticos” (Lawrence da Arábia)

Comentário

RICARDO AYACHE Descendente de libaneses de boa cepa, o presidente da Cassems segue a filosofia ‘tudo a seu tempo’. Mesmo assediado por lideranças partidárias, vai mantendo o equilíbrio na postura e conservando a boa imagem. Evidente - há também os políticos, por motivos óbvios, torcendo para que ele não adentre a sedutora arena política. Um concorrente a menos. Ricardo tem razões de sobra para pensar profundamente sobre o desafio. Menos emoção e mais razão.

JUNTOS ou separados? Separados – mas previamente combinados entre si? A referência é sobre o caminho ou caminhos dos irmãos Nelson Trad, Fábio Trad e Marcos Trad em 2018. Perguntas frequentes que tento responder no dia a dia. Tudo irá depender das pesquisas, do quadro e dos projetos de cada um deles. Na política a consanguinidade nem sempre prevalece. Homem é como o passarinho, cada qual com seu voo.

ELEVADOR Lembra a política: sobe e desce com direito a pegadinhas de arrepiar. Juvêncio Cesar da Fonseca (PMDB) foi vereador, secretário estadual da educação no Governo de Marcelo Miranda, prefeito da capital duas vezes e senador eleito em 1998 com 384.264 votos contra 239.050 votos de Carmelino Resende (PPS) e 102.560 votos de Saulo Queiroz ( PFL). Mas em 2006, aos 71 anos de idade, concorreu a Assembleia Legislativa e ficou no humilhante 44º lugar com apenas 8.267 votos. Errou o passo e foi atropelado pelo tempo.

FADIGA é igual gripe. Todo político corre o risco. Já naquela eleição ao Senado, apesar do seu currículo e da imensa estrutura partidária, os sinais da fadiga eram visíveis. Juvêncio foi atropelado na reta final e certamente seria batido com mais 15 dias de campanha. E lá no Senado, sendo apenas coadjuvante, o cidadão simplesmente desaparece. Foi o que aconteceu com ele.

OS POLÍTICOS não se reinventam porque acham que o estilo adotado que deu certo ontem não pode ser mudado. Medo e comodismo. Eu fico perguntando - por exemplo: será que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) tomou a vacina contra a fadiga? A fila anda. Já a ex-senadora e ex-conselheira Marisa Serrano sutilmente olhou para o relógio e saiu da vida pública sem desgastes. A imagem que teremos dela: feliz!

CACIQUISMO Aos 87 anos de idade, o ex-presidente Sarney continua sendo o ícone do PMDB influente no Palácio do Planalto. O episódio da nomeação do delegado Fernando Segóvia para o cargo de diretor geral da Polícia Federal mostrou isso. Aí os políticos com culpa no cartório - temendo a Lava Jato - sonham em respirar melhor.

CORUMBÁ Papo agradável com o prefeito Marcelo Iunes (PTB) no saguão da Assembleia Legislativa. A experiência política é a sua arma nesta fase; é da terrinha e tem bom trânsito no governo estadual e outras lideranças. Vereador, ex-presidente da Câmara Municipal, obteve 13.124 votos para deputado estadual em 2014 pelo PDT.O seu futuro tende a ser o PSDB.

‘LAVA JATO’ Em alguns pontos da rodovia Camapuã-Figueirão (MS 436) o asfalto esfarela. Quem passa por lá fica horrorizado com o desperdício do dinheiro público. Aliás, a obra está no rol da ‘Lama Asfaltica’; o Ministério Público Federal requereu perícia técnica, impedindo a restauração para preservar as causas dos defeitos. Imagens fortes que devem aparecer no horário eleitoral de 2018.

ORGANIZADO A tecnologia é arma importante para a vida do político. Contra ou a favor. No caso do vereador Delegado Welington (PSDB), monitora com precisão todas suas indicações, requerimentos e projetos. Em seu celular tem o mapa da nossa capital com o zoneamento demonstrativo das ações desenvolvidas bairro por bairro. Pensa alto de olho na Assembleia Legislativa.

A PROPÓSITO A bancada tucana na Câmara Municipal de Campo Grande é de um bom nível e poderá ser de grande importância nas eleições de 2018. Evidente que ainda falta-lhe maior experiência no jogo político em certas situações – o que é natural. Mas, não custa lembrar, o vereador João Rocha (PSDB) dispõe de um canhão no comando daquela Casa de Leis. Basta saber acionar o gatilho.

A GUERRA De um lado o Governo do Estado tentando diminuir o atual déficit mensal de R$ 83,7 milhões para R$ 48,6 milhões da previdência. De outro lado os sindicalistas e representantes das categorias dos funcionários públicos com seus argumentos. Apesar da maioria governista, o embate promete sacudir a Assembleia Legislativa nas próximas sessões.

ALERTA Os exemplos negativos dos gaúchos, mineiros e cariocas (duas folhas de recolhimento atrasadas) servem de argumentos para o Governo repensar a previdência com aumento de 11% a 14% na contribuição dos servidores e de 22% a 28% ao recolhimento patronal. Claro que o episódio terá consequências políticas; ninguém quer ser sacrificado.

ESPERANÇA O motorista João Pedro da Silva Miranda que causou a morte de Caroline Machado na capital (Av. Afonso Pena) no último dia 2, poderá sim ser levado ao Tribunal do Juri. Em recente decisão no STF, o ministro Gilmar Mendes mandou que o ex-deputado do Paraná, Luiz de Carli, causador de idêntico acidente automobilístico, seja levado ao Tribunal do Júri após 8 anos e meio de pendenga judicial.

QUE PENA! Aqui trocam-se preciosas vidas humanas por cestas básicas de alimentos, às vezes, até vencidos. Direitos humanos só para os causadores das desgraças em nossas famílias. Ficamos com as perdas, lágrimas e as dores eternas. País de inversões de valores; armas só para os bandidos; matar uma pessoa é menos risco de prisão do que matar uma capivara. Esse o país que vamos passar aos nossos filhos? Estão fritos!

“NO BRASIL a complacência com as elites e seus jovens é vergonhosa. Aqui na capital os exemplos mostrados na mídia são inúmeros. Os chamados ‘mauricinhos transviados’ - como esse que matou na Av. Afonso Pena - aprontam na certeza da impunidade e no poder de escudo dos país que compensam a ausência com bens materiais. Um dia eles pagarão, nem que seja na insônia do travesseiro.

CONSEQUÊNCIAS Não é por acaso que o brasileiro está indignado com as situações inusitadas da justiça. Só um exemplo: como fazer o brasileiro aceitar que a jovem Suzane Von Richthofen que ajudou a matar seus pais em 2002, condenada a 33 anos de prisão, fosse autorizada a deixar a prisão justamente no Dia dos País? Como se diz: tá com dó: Então leva pra sua casa!

O CENÁRIO que se vê é de arrepiar. Nas prisões de Curitiba e de Benfica (RJ) está a seleta representação dos corruptos. Partilharam tudo, meteram a mão com a mesma intensidade. Adotaram a máxima do ‘rouba mas faz’, não importa o preço que a nação pague ao final. A ousadia do ex-governador Sergio Cabral (PMDB) em Benfica é o retrato do que temos em matéria de justiça.Só falta apertar o botão da descarga.

A TESE ‘rouba mas faz’ deve ser tema dos debates daqui para frente. Sobre o assunto vale reportar o que disse a ex-candidata ao Planalto Marina Silva (Rede) recentemente: “Antes a gente tinha essa ideia do rouba, mas faz. Mas agora isso virou uma profusão de nomenclatura. Tem gente que diz rouba, mas é amigo. Rouba, mas é de esquerda. Rouba, mas está fazendo as reformas. Isso não pode acontecer.”

EU SABIA... Após ouvir do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (gordas aposentadorias) que leva seu próprio vinho ao restaurantes para economizar - e que os tucanos vão desembarcar do ‘navio do Planalto’, chego a conclusão de que os tucanos gostam só de levar vantagens. “Oportunistas e sem sexo” – como dizia o saudoso Orestes Quercia (PMDB). Às favas com as teorias dos mestres Max Weber e Karl Marx que tanto influenciaram o nosso sociólogo charmoso e mão de vaca.

DOIS ASSUNTOS interessantes da Câmara de Vereadores da capital. A primeira diz respeito ao número de emendas ao orçamento de 2018. Nada menos que 296, com 117 no Setor de Urbanismo e 71 no Setor de Transporte. A segunda refere-se à bronca do vereador Vinicius Siqueira (DEM) após ver ignorado seus pedidos de informações junto ao Executivo Municipal. Ironizou Vinicius: “Será que falo libras?”.

Na internet: Bolsonaro anuncia Willian Waack para Ministro da Integração Racial

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Comentário

ESSE PAÍS... Na infância plantei café, colhi algodão, engraxei sapatos, vendi frutas e velas em cemitério. Experiências positivas. Lendo a notícia de que autoridades foram aos cemitérios da capital para autuar garotos que trabalhavam na limpeza de túmulos no Dia de Finados questiono: em plena crise, é melhor eles labutarem honestamente sem coação num ambiente sadio, ou partirem para o mundo do crime? Brincadeira; sobram leis, falta sensibilidade!

DESASTRE Faltam melhor divulgação e estratégia à campanha do cadastramento biométrico do TRE na capital. Até agora o número de eleitores que compareceram é pequeno. Além da burocracia que toma tempo dos interessados, ela está restrita a poucos postos de atendimento, quando o correto seria ir ao encontro dos eleitores. O uso da carreta do TJMS em pontos estratégicos dos bairros seria uma boa alternativa. Neste ritmo muita gente vai ficar sem votar em 2018.

REPETINDO : “Pesquisa eleitoral é igual biquíni – mostra o principal, mas esconde o essencial. Sem questionar a metodologia e aspectos envolvendo a pesquisa do IPEMS divulgada, fica a impressão de que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) caminha para reeditar a performance do ex-governador Pedrossian no pleito de 1998.

1-FADIGA Quase 20 anos se passaram após aquela desastrosa campanha ‘pedrista’. O país é outro: internet, celular, sites independentes, escândalos, prisões, economia em recessão e a disputa acirrada no mercado de trabalho. O cenário é bem mais complexo. Os currais eleitorais diminuíram e aumentou o contingente de exigentes e esclarecidos.

2-FADIGA Em 2012, sem estrutura e lideranças de peso, o candidato Alcides Bernal (PP) goleou o candidato Edson Giroto (PR) e 15 partidos (250 candidatos a vereador), apesar do apoio do ex-governador André, ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e outras lideranças de peso. O recado direto: o povo não aceitou mais aquele modelo impositivo. Pena - o vitorioso era pífio.

MEMÓRIA Em 2014 o candidato Delcídio do Amaral (ex-PT) era o favorito para o Governo do Estado - já no 1º turno. Seu adversário Reinaldo Azambuja (PSDB) partiu com força e depredou a sua imagem – antes intocável - imputando-lhe envolvimento em corrupção. Nem o apoio do Planalto e de André reverteram o desastre nas urnas.

A PERGUNTA que repito: os vereadores e prefeitos do interior tem prestígio bastante para reverter os efeitos negativos do que rola nas redes sociais contra os políticos? Na conversa com eles (interioranos ) sinto dúvidas no desafio de transferir seus votos para o candidato ao Governo. Quantos prefeitos vão bem? Já os vereadores, desgastados pelo salário, verbas indenizatórias e mordomias. O povo é malandro - mas enxerga!

CELULAR Quem não tem um? Só se for muito pobre, velho ou ignorante demais. Pouco a pouco todos vão aprendendo a manuseá-lo e acabam vendo as mensagens, notícias, charges e filmetes de toda espécie. Cada um tem potencial técnico para se transformar em repórter, flagrando fatos com consequências políticas danosas.

‘OUTSIDERS’ são os estranhos, aqueles que não se enquadram na sociedade, vivem às margens das convenções sociais e tem seu próprio estilo de vida com suas crenças e valores. Na França elegeram o novato Emmanuel Macron e nos ‘States’ Donald Trump. Esses estranhos, pela última pesquisa do Ibope, chegam a 56% e são aqueles integrantes da parcela de indecisos, do voto em branco e do voto nulo.

‘CASCATA’ Esse tipo de efeito das eleições presidenciais para as estaduais – pelas informações e cenário de insatisfação – tende a ocorrer em 2018. Se 56% dos eleitores não querem Lula e nem Bolsonaro, é sinal de que eles não querem gente de partidos tradicionais e que respondem a investigações ou processos por corrupção. A biografia manchada dificilmente será tolerada.

CASOS LOCAIS O deputado federal Zeca do PT está inelegível pela condenação no Tribunal de Justiça (MS) no caso ‘Farra da Publicidade’. O ex-governador André com os bens bloqueados em processo (‘Lama Asfáltica’) na 3ª. Vara Federal desta capital. O ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB) e o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) respondem a processo no ‘caso Giza’. O deputado estadual João Grandão (PT) condenado a 11 anos e 10 meses de prisão no TRF-1 no caso ‘Sanguessuga’. Deputado Vander Loubet (PT) responde a vários processos no STF por corrupção.

O CLIMA nas ruas é de repulsa. Fruto da corrupção sistêmica das lideranças e partidos tradicionais desfrutando do poder. Sinto isso nas filas do dia a dia na capital, onde não encontro os políticos. Como eu digo: eleitos, os políticos são tomados por um ‘incrível sentimento de pressa’ na relação com o eleitor. Temem cobranças de desempenho ou uma ‘mordida’.

DÚVIDAS Como ficará o cenário político? Quem serão os grandes beneficiados politicamente com a perda do ex-prefeito de Corumbá, Ruiter de Oliveira Cunha que era do PSDB? Quem seria seu herdeiro político no seu grupo ou partido? Qual será a postura política do novo prefeito Marcelo Yunes (PTB) e como serão suas relações políticas com o Governo Estadual?

MANOBRA Para tentar escapar da Lava Jato muitos políticos investigados pela Polícia Federal, inclusive aqui, já optam por candidatura mais segura, trocando o Governo e o Senado por vaga na Câmara Federal. É a busca do foro privilegiado no STF, o paraíso da impunidade, onde demorou mais de 100 anos para um político ser condenado.

EXPLICO: Se o juiz federal Sérgio Moro demora, em média, apenas uma semana para aceitar uma denúncia do Ministério Público Federal, o glorioso STF precisa de 581 dias. Enquanto a tramitação penal no foro federal do Paraná leva apenas alguns meses, no STF a média é de 1377 dias, ou seja quase 4 anos. Convenhamos, muita diferença!

COMPARAÇÃO: O juiz Moro condenou o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) a mais de 15 anos de prisão depois de apenas 5 meses de sua prisão... Já o senador Fernando Collor de Mello (PRN), citado na Lava Jato em 2014, leva vantagem no STF onde corre seu processo; só no último mês de agosto ele se tornou réu. Vai empurrar com a barriga e o crime prescreverá se tiver mandato protetor.

DUAS OPINIÕES na mídia nacional. A primeira é do secretário José Carlos Barbosa (Sejusp) dizendo que o Governo Federal tem sido omisso e irresponsável no combate ao narcotráfico nas fronteiras do nosso Estado. A segunda, do ex-Juiz Federal Odilon de Oliveira, advertindo de que sem medidas efetivas o narcotráfico estará incontrolável em poucos anos. Falta presença efetiva da Polícia Federal na fronteira e mais homens e estrutura na PRF. E quanto mesmo o Brasil gastou com as Olimpíadas, Copa e ajuda ao Haiti? Inverteram as prioridades.

A PROPÓSITO Tem, sim, razões de sobra o governador Reinaldo (PSDB) quando pede ao Governo Federal atenção especial ao nosso Estado no item segurança. Indiretamente - lembra o governador - o Mato Grosso do Sul acaba assumindo a gestão de responsabilidade da União e nem por isso é recompensado financeiramente. Um absurdo.

UTOPIA Cem anos após a Revolução Comunista na Rússia não se tem notícia de outra matança igual. Mais de 100 milhões de pessoas mortas pela fome e execuções sumárias. Nem nas duas Guerras Mundiais a matança foi tamanha. Pena que essa página ficou escondida por muito tempo da opinião pública. Mas os nossos comunistas estão por aí, vendendo ilusões aos idiotas e ingênuos.

APLICATIVOS Qual a força política dos taxistas para merecerem tamanha proteção política? Seriam eles eficientes cabos eleitorais? E os familiares dos motoristas dos chamados aplicativos, não merecem a mesma atenção nestes tempos de crise? O Brasil vai ficar na contramão como quer o PT? Basta de nichos de privilegiados. Vale a concorrência em benefício da população. O mundo mudou! Parabéns ao senador Pedro Chaves.

“Saudade é a presença da ausência” (Alceu Amoroso Lima)

Comentário

DEFINIÇÕES de história. : “A história é uma puta. Sempre fica bem quem paga melhor” (Gal Juan D. Peron). “A história é um conjunto de mentiras sobre as quais se chegou a um acordo”. (Napoleão Bonaparte) “É a soma de relatos, quase todos falsos, de eventos quase todos menores, provocados por políticos quase todos velhacos e executados por soldados quase todos patetas.” (Ambrose Bierce)

CONCLUSÃO: Não leve muito a sério o que escrevem sobre determinados fatos históricos e seus personagens. A observação de Juan Peron leva em conta a postura da imprensa movida a interesses financeiros. Sobre as guerras, por exemplo, são contadas pela ótica dos vencedores. A propósito, a fatídica Guerra do Paraguai contada pelos brasileiros é uma série de inverdades sem tamanho.

HERÓIS? Na conversa que tivermos com o ex-senador Levy Dias falamos sobre o episódio da tal ‘Tríplice Aliança’, onde nos juntamos ao Uruguai e Argentina para massacrar e dizimar a população adulta do Paraguai. Vangloriamos de ter poupado só os velhos, crianças e mulheres. Como nas outras guerras, essa foi contada pelos vitoriosos e ponto final.

ELOGIOS Recomenda-se cautela com eles pelo seu caráter de encomenda, embora massageiam o ego dos destinatários que não diferenciam a verdade da mentira. Quem realmente merece, aceita os elogios como mera gentileza sem segundas intenções. E indago: será que políticos e autoridades, têm consciência de que são apenas personagens temporais deste festival medíocre de elogios que há na mídia?

HOMENAGENS A opinião pública tem seu conceito próprio. Medalhas, títulos, placas e denominações de locais públicos nem sempre tem a ver com os homenageados. Ao passar pelo viaduto na Avenida Afonso Pena com a rua Ceará deparo com a placa ‘Viaduto Senador Italívio Coelho’- fico em dúvida: seria ele engenheiro, arquiteto ou pecuarista? Outro caso bizarro é do engenheiro e ex-governador Harry Amorim que virou nome de presídio em Dourados. Logo ele, de alma gentil! Pode?

CONCORDA? Quando os políticos tomam a iniciativa de homenagear alguém – na maioria das vezes – estão simplesmente fazendo um empréstimo que renderá juros (votos) no futuro. Penso que as casas legislativas excedem nas outorgas de homenagens, o que poderá ofuscar o brilho no caso de merecedores das honrarias. Tudo que é em excesso fica banalizado, corre inclusive risco de virar coisa comum.

BASTIDORES É possível que a deputada federal Tereza Cristina embarque no PMDB caso o ex-governador André opte pela Câmara Federal em busca do foro privilegiado. Ela também estaria aguardando a definição de uma eventual ida do deputado Carlos Marun (PMDB) para o Tribunal de Contas da União. Sem os esquemas do PMDB ela dificilmente se elegeria.

ELEIÇÕES Motivam os debates e hipóteses sobre os nomes. Nesta semana no saguão da Assembleia Legislativa ouvi opiniões de assessores, vereadores e prefeitos do interior sobre o quadro em 2018. No centro das opiniões o nome do ex-juiz Odilon de Oliveira que aparece como a maior novidade até aqui para postular a governadoria ou uma cadeira no Senado.

CORPORATIVISMO O argumento comum a algumas opiniões é que o ex-Juiz - embora elogiado pela sua conduta reconhecida nacionalmente, não é do ramo, novato na política, sem traquejo e sem equipe que possa auxiliá-lo no exercício do cargo. Enfim, notei uma defesa em prol do político profissional – a quem caberia a exclusividade para exercer o mandato representativo abençoados pelo lema “rouba mas faz”.

OS POLÍTICOS profissionais presentes no noticiário policial: ex-ministros Geddel Vieira Lima (PMDB, 5 mandatos) e Antonio Palloci (PT, 6 mandatos), os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB, 4 mandatos), Henrique Alves (PMDB, 11 mandatos), deputado Paulo Maluf (PP, 7 mandatos), ex-governadores Sergio Cabral (PMDB, 6 mandatos), André Puccinelli (PMDB, 6 mandatos), ex-senador Delcídio do Amaral (PT)...

QUANDO o general francês Charles De Gaulle disse que “a política é assunto sério demais para ser deixado com os políticos”, ele tinha uma visão bem realista do que estava acontecendo em seu país. Aliás, gosto da frase franca deste grande estadista: “Prefiro trair o eleitorado do que trair o meu país”. A frase traduz sua grande preocupação com os destinos da nação. Claro, os políticos não gostavam dele por ser avesso a roubalheiras. O povo o respeitava, não comungando com a filosofia do ‘rouba mas faz’ - aliás muito comum no Brasil.

DR. ODILON Sua eventual participação no processo político é saudável, é bem vinda sob todos os aspectos, mesmo porque a democracia tem que ter esse viés participativo sem exclusividade de classes e atividades profissionais. Os políticos profissionais não podem se sentir incomodados com esse ‘estranho no ninho’. Esse nicho é só deles? Ora! Quanto mais opções o eleitor tiver, melhor será.

‘PEITINHOS DUROS’ Primeiro foi o ex-deputado estadual Sergio Assis (PSB, e sumido das missas) condenado por envolvimento sexual com menores de idade num rumoroso caso que envolveu o ex-vereador Alceu Bueno (sem partido) que acabou morto. Aliás, fala-se em outros políticos na berlinda. Agora foi a vez do empresário Zeca Lopes, condenado a 19 anos de prisão pelos mesmos crimes. Esse pessoal do poder e do dinheiro acha que pode tudo. A opinião pública está antenada no desfecho do caso no Tribunal de Justiça.

ZÉ TEIXEIRA Em conversa com o cronista, o deputado reconheceu e elogiou a ação de seu colega Jr. Mochi (PMDB) – que saiu fortalecido do episódio. Elogios do Zé Teixeira (DEM) tem enorme peso pela sua credibilidade. Valeu aí – além do conhecimento jurídico do deputado Jr. Mochi, sua visão para pegar o atalho da praticidade e conseguir viabilizar o acordo já divulgado na mídia.

SACANAGEM Para boicotar o transporte de passageiros através de aplicativos, a Câmara Federal aprovou projeto que cria enormes dificuldades burocráticas para inviabilizar o sistema que congrega hoje 17 milhões de motoristas. O senador Pedro Chaves (PSC) alerta para a tragédia caso o Senado aprove o projeto sem emendas. O senador defende seu projeto substitutivo – fruto de 6 meses de estudos e audiências inclusive que concilia interesses dos taxistas e dos demais motoristas.

SÓ NO BRASIL... Aqui foi um ‘Deus nos acuda’ para quebrar o monopólio da telefonia. Se dependesse do PT, por exemplo, não teríamos celular até hoje. Esse caso dos taxistas é apenas mais um que beneficia determinadas classes sociais por ingerência política. Aproveito para lembrar a Câmara de Vereadores da capital que a opinião pública espera um final positivo da CPI que investiga a máfia do taxi em Campo Grande, onde aliás a tarifa é vergonhosamente cara.

VALENTE Aprecio a autenticidade e a coragem da deputada Mara Caseiro (PSDB). Uma dentista que derrotou os políticos profissionais de Eldorado e região. Agora ela segura a bandeira do movimento ‘Escola sem Partido’ visando evitar a contaminação político-ideológica das escolas através de militantes travestidos de professores. Pena que esse pessoal inviabilizou a realização da audiência pública que a deputada deveria presidir na Câmara Municipal. Uma orquestração petista, sem dúvida.

SUCESSÃO Certíssimo o governador Reinaldo (PSDB) na postura de cuidar exclusivamente dos desafios da sua gestão até o carnaval de 2018. Há uma série de implicações nacionais de ordem política e econômica que não podem ser ignoradas. Quem tem conversado com o governador ressalta sua serenidade nas palavras e atitudes. Quanto a eventual composição com o PMDB, ele não comenta as declarações de parlamentares peemedebistas neste sentido. Sabe o que faz.

RIDÍCULOS Em 2012 a deputada federal Ângela Guadagmin (PT-SP) encenou a ‘dança da pizza’, comemorando a absolvição de um colega do PT, Hilária a cena. Lembra? Agora o desengonçado deputado Carlos Marum ( PMDB) – de olho nos holofotes - imitou o cantor Benito de Paula com ‘Tudo está em seu lugar’ para ironizar a derrota da oposição na Câmara. Como calouro, Marun só vai para o trono com Michel Temer e Eduardo Cunha no júri.

APLAUSOS Por fatores ‘estranhos’ na época, Campo Grande não conseguiu atrair uma só fábrica de cerveja. Tudo ficava nos discursos e ‘adeus viola’. Agora o gerente de uma rede de supermercado na capital que vende 80 mil caixas da cerveja Bamboa por mês lembra que a fabrica gera emprego e renda. O Governo Estadual e a Prefeitura Municipal tem seus méritos neste sucesso.

ÁGUA & VOTOS Evidente que o decreto prefeitural acabando com a taxa mínima do consumo de água em Campo Grande tem o lado social. Mas tem também o viés político. São 127 mil casas beneficiadas. Se em cada uma delas residir duas pessoas serão mais de 250 mil cidadãos satisfeitos e que podem retribuir nas urnas. Marquinhos sabido!

“Criticar o Governo é tão gostoso que não deveria ser monopólio da oposição” (Milton Campos)

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A VISÃO que se tem hoje da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa contra a JBS é que os efeitos podem ser muito mais danosos do que os eventuais benefícios. Já se compara o episódio ao caçador que na ânsia natural de matar o passarinho inadvertidamente destruiu toda a floresta. Futuras medidas judiciais podem não ser eficazes a curto prazo.

PREOCUPANTE o quadro: a matança paralisada nos frigoríficos, empregados desesperados com medo de perder o emprego, queda na arrecadação estadual e lá na ponta o pecuarista temendo ficar sem comprador para o único produto que tem para oferecer. “Time is money”. Seria o caso de se perguntar: “E agora, José?”

A QUESTÃO da JBS no Estado precisa sim ser questionada pelos deputados da CPI também quanto às administrações estaduais de Zeca do PT e de André Puccinelli (PMDB). Até agora não houve esse direcionamento. Seria pela presença na CPI de parlamentares ligados aos ex-dois governadores ? Ficamos no aguardo.

DE LEVE... Como diz Galvão Bueno: “pode isso, Arnaldo?” Em termos credibilidade junto a população os políticos (só com 11%) perdem de goleada até para os jogadores de futebol (44%). Os bombeiros (98%), carteiros (92%), os professores e médicos (87%) e as Forças Armadas (84%) desfrutam do melhor conceito.

A PROPÓSITO Os resultados das pesquisas divulgados nesta semana tem sim algo em comum com a relação tormentosa da opinião pública com os políticos. Diferentes argumentos desqualificam os números para tentar minimizar seus efeitos. Concordo com tudo e todos, mas insisto: o eleitor está amadurecendo - mas afia a faca!

DIFERENÇA Contra os discursos milagrosos, o novo eleitor até pode não decidir, mas influenciará na família e grupo social. Embora não seja rico, tem acesso ao ensino, ao consumo e navega na internet com o smartphone pago a prestações. Decide com maior reflexão, pouco espera dos políticos, sente-se responsável pelo que realiza independente das benesses do Estado.

CENÁRIO No descanso das obras, dos garis da limpeza, nos pátios dos colégios e faculdades, nos ônibus, metrôs e nas ruas, há milhares conectados. Notícias, vídeos indignação, risos sobre fatos e personagens do dia a dia. Influenciam na formação da consciência e postura política, criando asas e se libertando da família e patrão.

BOA AVALIAÇÃO Sem surpresa os números recentes da ‘Ranking Pesquisas’ sobre a atuação da Câmara Municipal de Campo Grande. Nada menos que 35,83% avaliaram como ótima e boa – enquanto 41% dos entrevistados a classificaram como regular, só 14,03% como ruim/péssimo – enquanto 8,24% não souberam e não responderam.

MS 40 ANOS No saguão da Assembleia Legislativa falei com o ex-senador Ruben Figueiró (PSDB) sobre a divisão de Mato Grosso. Admite: a classe política falhou em vários pontos e nos estudos preliminares da comissão da divisão estava previsto que Rondonópolis ficaria conosco (área de 33 mil hectares). Figueiró admite: a soberba das lideranças, a nomeação de Harry Amorim e a guerra pelos espaços nos prejudicou.

EMBORA cauteloso nas declarações, Figueiró admitiu que o governador Wilson Martins errou ao asfaltar dois trechos da BR 262 (Aquidauana-Corumbá, Água Clara-Três Lagoas) com dinheiro emprestado. Dívida impagável até hoje. Para amenizar a conversa com o senador, um assessor legislativo ironizou: “perdemos muito, mas para compensar ficamos com o Almir Sater, Michel Teló e o Luan Santana”.

COMPARE: Mato Grosso tinha 93 municípios quando da divisão. O Sul com 55 deles e população de 900 mil habitantes; o Norte com 36 e 600 mil habitantes. Hoje temos 79 cidades com 2 milhões e630 mil habitantes e os matogrossenses chegaram a 141 municípios com 3 milhões e 350 mil habitantes. Se o Estado fosse uno teríamos 220 cidades e 6 milhões de habitantes, uma potência econômica invejável. Já ouvi: “Ah se os nossos políticos tivessem a sabedoria dos cuiabanos”.

CAFÉ AMIGO Momentos agradáveis com o ex-senador Levy Dias. Falamos de fatos, personagens e tiramos boas lembranças do baú. Saudável e disposto, ele mantém na iniciativa privada o estilo dinâmico adotado na vida pública. Sua empresa voltada para a suinocultura é modelo - fornece mil porcos gordos ao abate por semana. O plantel passa de 30 mil cabeças. Aliás, seus olhos brilham ao falar do empreendimento.

O EX-SENADOR é outro remanescente da divisão do Mato Grosso. Entende que a disputa política na fase inicial do Estado era natural. Falou das boas relações que tinha como prefeito de Campo Grande com Harry Amorim, então diretor do DNOS e com o engenheiro Carlos Voges, com os quais também conviveu enquanto eles aqui estiveram. Não fez críticas ou restrições a ninguém.

SEM MÁGOAS, Levy admite que teria sido governador se tivesse vencido Zé Elias na convenção do PDS para o pleito de 1982. Ele perdeu pelos votos dos deputados Daladier Agi e Valdomiro Gonçalves, fieis a Pedrossian. Reconhece a liderança do ex-governador Pedrossian, a quem é grato pela sua trajetória. Levy gostou da sugestão de escrever um livro de memórias. Conteúdo não faltará, com certeza.

LEVY DIAS Em 1982 ele poderia ter sido o adversário de Wilson Barbosa Martins (PMDB) – no lugar de José Elias Moreira (PDS). Apesar do discurso fraco, falta de carisma e da discriminação por ser de Dourados, Zé perdeu só por 21.040 votos. Wilson Fadul (PDT) pontuou 5.414 votos e Antonio Carlos de Oliveira (PT) 4.541 votos.

1-LAVA JATO Não pode passar despercebida a parte da entrevista do Juiz Sergio Moro na Globonews onde aborda a prisão após decisão em Segunda Instância. Lembrou que os recursos só visam empurrar de barriga os processos até alcançar a prescrição inclusive. E mais: Nos Estados Unidos e França – incomparáveis ao Brasil – o réu começa a cumprir pena já na decisão de Primeira Instância.

2-LAVA JATO Moro ainda rebateu suposta exclusividade para tratar da Lava Jato. Lembrou que ela se espalhou por São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Campo Grande. Aliás, na 3ª. Vara Federal da capital estão os autos de apimentado conteúdo do Aquário, Lama Asfaltica e das propinas da JBS. O cemitério dos sonhos de políticos envolvidos?

VERDADE? Fala-se em eventual delação premiada de Ivanildo da Cunha Mirada – operador de propinas, (7 anos) segundo documentos na denúncia da Procuradoria Geral da República na Lava Jato. Ele antecedeu ao operador João Baird e foi sucedido por André Luiz Cance, ex-secretário adjunto do Governo Estadual – gestão de André Puccinelli. Pelas delações de Joesley Batista e Wesley Batista as propinas chegaram a 110 milhões de reais.

METEÓRO Quem conheceu Ivanildo da Cunha Miranda antes de se tornar figura importante nos bastidores do poder, não titubeia em dizer que ele mudou muito. Seu padrão de vida foi lá em cima, com hábitos antes impensáveis. O que se perguntava nesta quarta feira no saguão da Assembleia Legislativa – é se ele teria estrutura psicológica para segurar a bronca sozinho. Pessoas próximas lembram: “ele sumiu”.

‘INTERESSANTE’ Vários políticos ligados ao ex-governador André Puccinelli (PMDB) sustentam as condições legais dele competir no pleito de 2018. Lembram as leis e brechas permitindo recursos, como tantos senadores, ministros e deputados - beneficiários do foro especial que deságua na prescrição (pela metade) deles políticos no STF.

“PÉROLAS” Não cola mais o marketing de austeridade do STF. Lá atrás a ministra Carmem Lúcia, empolgada disse: “Quero avisar que o crime não vencerá a justiça”. Lembrei na hora da frase do ex-ministro Zé Dirceu (PT): “O PT acabou com a corrupção no Governo”. O voto dela que prendeu o deputado federal Natan Donadon (RO) serviu de base ao ministro Teori Zavascki para decretar a prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (ex-PT). Já no caso de seu conterrâneo senador Aécio Neves (PSDB) ela decidiu contra sua própria decisão. Sujou a toga.

“Espelho, espelho meu, pode me dizer o que é meu e o que é teu?” (Oberdan Rossetin)

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BALANÇO Não perdemos para Cuiabá de Julio Campos e cia, mas pela incompetência de nossos políticos. Focados na luta pelo poder, não investiram na boa relação com o Planalto para termos condições especiais ao nosso desenvolvimento (como fizeram os cuiabanos). Nossos primeiros senadores e deputados federais disputavam espaços no Governo local, cada qual cuidando do próprio umbigo. E agora? Bem, são outros quinhentos! Somos o que temos! O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não tem a varinha mágica. Faz o possível.

AVISOS: Pesquisa eleitoral é igual biquíni: mostra o principal, mas esconde o essencial. Eleição não se ganha por antecipação com base nos números das pesquisas – manipuladas, estranhas ou ainda subjetivas, que nem sempre revelam os contrastes e as complexidades do cenário. Na política – como aprendemos desde menino – não há favas contadas.

EXEMPLOS de surpresas. Além dos casos locais conhecidos, dois são marcantes: de Fortaleza em 1988, onde Maria Luíza Fonttenele com 17% nas pesquisas 10 dias antes do pleito bateu o cacique Paes de Andrade (PMDB) com 54% das intenções de voto. No mesmo ano, Luiza Erundina (PT) venceu Paulo Maluf (PDS) para a prefeitura de São Paulo com 270 mil votos de diferença em turno único. Foi favorecida pelo excesso de candidaturas (13) e a desistência de Airton Soares (7 dias antes do pleito) com seu nome constando da cédula de votação.

CUIDADO É preciso consultar o eleitor quando o assunto é composição com grupo adversário pensando em facilitar a vitória e acomodar interesses. Os exemplos mostram que o tiro costuma sair pela culatra nestes ‘casamentos’ espúrios aos olhos da opinião pública. Além do mais, está em curso a formação de uma terceira via liderada pelo PDT para disputar as eleições de 2018.

MUDANÇAS Se os tempos são outros – onde homem casa com homem e mulher casa com mulher – não se pode esperar que o eleitor continue pensando e agindo como no século passado, como se fosse aquela múmia egípcia enfaixada que nada via e ouvia. As pessoas tem pressa, querem mudanças e não se conformam com o velho discurso saudosista do ‘rouba mas faz’.

OS INVISÍVEIS Em todas as pesquisas vem aparecendo um contingente assustador de eleitores que simplesmente preferem não se manifestar ou ainda tendem a votar em branco ou nulo. É possível que boa parte de meus leitores pertença a esse time, que critica, ironiza ao longo da campanha e só resolve decidir na última hora, contrariando os especialistas e as próprias pesquisas.

CLASSE MÉDIA É dela que sai a maioria dos integrantes do ‘eleitorado invisível’. É o cara que tem formação superior, sem entusiasmo com os políticos, discute futebol e política só no churrasco, chama os políticos de ‘cachorrada’ - mas de vez em quando dá uma ‘zapeada’ nas notícias para saber dos últimos escândalos. Esse eleitor reclama do custo da mensalidade escolar, supermercado, plano de saúde, juros do cartão de crédito e por aí afora.

‘PANELINHA’ Como explicar ao eleitor esse fundo de quase dois bilhões de reais para o pleito de 2018 quando falta tudo na saúde? O eleitor da classe média com quem converso muito tem uma concepção muito ruim dos políticos. Acha que eles são mais iguais do que diferentes e que - independentemente de partido – se servem da mesma ‘panelinha’, de mordomias, vantagens diversas resultantes do poder.

INFELIZMENTE o político não se preocupa em saber quais assuntos interessam de fato ao eleitor. Há uma falta de sintonia, diferente do que acontece nos Estados Unidos, onde 97 a 98% dos congressistas são reeleitos. Lá, antes de apresentar qualquer projeto, eles consultam todas as pesquisas existentes sobre o assunto para saber o que pensa o eleitor.

IGNORAR o que pensa o eleitor não é exclusividade dos legisladores em todas as instâncias. Também os detentores de mandatos executivos agem assim, por vantagens diversas e falta de oposição competente. O presidente Michel Temer (PMDB) dará aposentadoria integral e imoral aos ex-congressistas afrontando a população. Sorte dos vampiros de todos os partidos.

EXEMPLOS locais: a iniciativa do ex-governador André Puccinelli (PMDB) em privatizar o serviço de água e esgoto da capital e eleger como prioridade na capital a construção do aquário, caríssimo e de utilidade duvidosa. Acertou com a Assembleia Legislativa e deu banana pra todos nós. Assim, desde à época dos megalomaníacos Imperadores de Roma – onde um cavalo foi nomeado senador – pouca coisa mudou.

OUTRO CASO A generosa prorrogação por mais 30 anos e 10 meses (até 2060) do contrato de concessão do serviço de águas e esgoto da prefeitura da capital – pelo então prefeito Nelson Trad Filho (PTB) para a empresa Águas Guariroba. Na época, a Câmara Municipal silenciou-se, mas o vereador Marcos Alex (PT) fez denúncia ao Tribunal de Contas que agora decidiu pela anulação das clausulas irregulares. Todos os cidadãos – pobres e ricos – precisam saber destas ‘pérolas’ administrativas.

MAIS OUTRO... Como esquecer o caso do Porto de Murtinho que ‘milagrosamente’ acabou caindo no colo dos familiares do ex-governador Zeca do PT? Sem alongar no campo jurídico pastoso, há de se destacar a decisão judicial que após tantos anos decidiu pela ilegalidade da negociação. Parafraseando o velho ditado: “Não basta o dirigente público ser honesto, tem que parecer honesto”. Pergunto: o que o meu fiel leitor pensa disso?

‘VAMPIROS’ A ministra Carmem Lúcia (STF) menosprezou a inteligência do povo brasileiro ao dizer: “Se o brasileiro soubesse do que eu sei não dormiria”. Ora! Ora! O cidadão brasileiro tem uma leitura razoável das patifarias e negociatas – onde vale absolutamente tudo – que ocorrem no andar superior do país. O brasileiro só é covarde, mas sabe da zorra brasiliense.

DESMORALIZAÇÃO Silêncio total sobre a reportagem da ‘Veja’ mostrando a venda de sentenças no STF. A ‘grande’ OAB ignorou. Para piorar a imagem da justiça, assistimos nesta quinta feira ao triste espetáculo de conciliação do STF com o Senado para resguardar os interesses comuns. Enfim, o STF fez jogo de cena sem perder a compostura e o Senado preservou o lobo Aécio da sua alcateia. Portanto, a festa continua na ‘Ilha da Fantasia’.

FOLCLORE Conselho do velho coronel nordestino ao filho sucessor: “Se queres ser bem sucedido na política, cultive duas verdades: a sinceridade e a sagacidade”. O rapaz questionou: “ O que é sinceridade, meu pai?” – Respondeu o patriarca: “É manter empenhada a palavra, custe o que custar”. Repicou o filho: “E o que é sagacidade?” Finalizou o velho: “É nunca empenhar a palavra, custe o que custar”.

‘UM SANTO’ O deputado Bonifácio Andrade (PSDB-MG) é da 5ª. geração da família do‘Patriarca da Independência’ e que há 195anos mama no poder. São 15 mandatos: vereador em Barbacena (MG), deputado estadual e deputado federal (10 mandatos seguidos). A tinhosa cabeça mineira fez dele um São Jorge às avessas como relator do caso do senador Aécio Neves (PSDB). Em vez de salvar a mocinha, acabou casando com o dragão.

A PERGUNTA que não se cala: acabou a ‘temporada 2017’ das prisões de políticos e gente do poder por aqui? A última ‘leva’ foi no caso do Detran, com direito inclusive ao constrangimento da nudez no exame de corpo de delito. A expectativa agora fica por conta do processo “Maquinas de Lama’ na Justiça Federal por conta de desvio de R$ 150 milhões em obras na administração estadual, com o ex-governdor André Puccinelli (PMDB) obrigado ao uso da tornozeleira eletrônica inclusive.

A PROPÓSITO “Você está preso”. “Sua mãe morreu”. Para um ex-policial já aposentado, essas duas notícias contém os maiores efeitos devastadores aos protagonistas. A primeira delas provoca desmaio, dor de barriga, queda de pressão e até vômito. A segunda é emocional, arranca lágrimas e desespero dependendo das circunstâncias da morte anunciada. O leitor, inteligente, tem a própria leitura destas situações que marcam muito. Ambas terríveis.

‘VICIADOS’ Incrível a dificuldade de readaptação de ex-políticos ao mundo dos mortais comuns. Não vivem sem o ‘osso’. Acostumados com as benesses, alguns deles ainda sonham com a volta, não importa como. Seria o caso de gente que anda frequentando o escritório político do ex-governador André Puccinelli (PMDB), ignorando o calendário e o relógio implacáveis.

“O preço do voto do eleitor mentiroso é sempre mais caro” (mineiro Augusto Zenun)

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CESARE BATTISTI O presidente Michel Temer (PMDB) ganhará pontos se extraditar o terrorista italiano que o ex-presidente Lula (PT) afagou com refúgio político no último dia de governo, contra o STF. Lula ignorou as provas dos 4 assassinatos e as dores das famílias das vítimas inocentes. O mundo civilizado condenou a decisão petista. Os petistas sairão às ruas protestando contra a prisão deste assassino?

PENSANDO BEM... A grana do ‘Fundo Partidário’ é pouca se comparada com os números da corrupção envolvendo os eleitos que negociam em causa própria. Mas os R$ 1,7 bilhão não é teto, é piso, com chances reais de ser majorado. Esse dinheirinho do ‘Fundão’ daria para comprar 20.269 ambulâncias, 33.160 viaturas policiais ou 34 mil casas populares. É o preço da democracia, convivendo com sérios problemas.

E AGORA? Vão encontrar uma saída honrosa para o caso do senador Aécio Neves? (PSDB) Os ministros do STF estão se agredindo verbalmente de forma vergonhosa. Já o Senado percebeu que abriu a porta para a interferência do Supremo quando votou pela continuidade da prisão do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT). Deprimente o caso, mas ainda não é o fundo do poço. Vem mais coisa por aí.

NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa não faltam opiniões sobre personagens e fatos políticos. ‘Condena-se ou absolve-se’. Em análise recente da equipe do Governo Estadual, o Secretário Carlos Alberto de Assis – da Administração – foi alvo de elogios diversos pela desenvoltura no cargo, levou nota 10. Competente, agradável nas relações com o contribuinte e funcionários - fatura politicamente. Aliás, por onde passou, Assis deu conta do recado.

DECISIVO Para um ex-deputado estadual que passou pelo saguão na 4ª. feira, a postura do prefeito Marcos Trad (PSD) decidirá a sucessão em 2018. O argumento: “a evolução visível de sua gestão vem atingindo todas as regiões e classes sociais da capital e além de ter rejeição mínima nas pesquisas, tem os predicados de um bom cabo eleitoral”.

MARQUINHOS Seu crescimento deu-se no rompimento com o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e a saída do partido. Sobreviveu ao propalado massacre político e chegou à prefeitura da capital em grupo independente. Marquinhos enfraqueceu ainda mais o ‘mito’ André que já dava sinais de fadiga em 2.012 na derrota de Edson Giroto (PR).

FADIGA A vitória de Alcides Bernal (PP) mostrou que o eleitorado da capital não concordava com o continuísmo. Nos Estados Unidos, Donald Trump representou os descontentes com o cenário e os personagens envolvidos no poder. Aqui vale lembrar Heráclito – (540 a C) com a observação “Nada existe de permanente, a não ser a mudança”.

O ELEITOR brasileiro sai às ruas, mas reprova a falta de representatividade dos partidos tradicionais, a irresponsabilidade da classe política e os aumento dos gastos públicos com mordomias e muita corrupção. O pior: está empobrecendo ao patamar de 2010 e com previsões de recuperação somente após 2023.

‘DATA VENIA’ Não tem como o eleitor deixar de questionar a relação de postura dos homens que hoje cercam o presidente Temer, os líderes do Senado e Câmara, com a elite da nossa classe política. Como separar em nosso imaginário por exemplo – as imagens do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), do senador Romero Jucá (PMDB –RO), senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ex-ministro Geddel Viera Lima (PMDB) das lideranças do mesmo partido aqui no Estado. A defesa de Eduardo Cunha feita pelo deputado Carlos Marun (PMDB) também enseja esse raciocínio.

MANOBRAS Mesmo dentro do PMDB local são visíveis os sinais de preocupação com o rumo do partido. O discurso pela redemocratização esvaiu-se. Grande parte do eleitorado não tem conhecimento dos fatos da época, Os jovens vivem outra realidade. Eu sempre digo, o PMDB cobrou caro a fatura mamando no Governo.

PUCCINELLI Tenho sérias dúvidas sobre a propalada notícia de que ele teria obtido o ‘alvará’ da mulher e dos filhos para tentar voltar ao Governo. Acredito sim que existe à sua volta muita gente interessada na própria sobrevivência no poder. André seria o piloto do barco e sem ele o naufrágio é inevitável. E até as eleições há um longo caminho com ‘pegadinhas’ inclusive.

AS OPINIÕES divergem, mas concordo com os sensatos que aconselham o ex-governador ao merecido descanso que o ciclo da vida impõe. Médico e de boa cultura humanística, sabe que é erro grave contrariar princípios que norteiam a vida. Sobre a dinâmica do tempo, recomendaria a releitura de conhecido texto do poeta Mario Quintana.

QUESTÃO delicada: aumento do preço das tarifas dos ônibus na capital em plena crise. Notei na Câmara o clima de questionamento com os vereadores cobrando a execução de obras prometidas pelo Consórcio Guaicurús em troca de benefícios fiscais. Os abrigos e as reformas dos terminais, por exemplo, ainda deixam a desejar. Para o presidente da Câmara João Rocha ( PSDB) o descontentamento na Casa é justificável.

DR.ODILON Aposentado na Magistratura Federal nesta quinta feira, deverá aceitar o desafio da vida pública partidária. É tida como certa sua imediata filiação partidária para não incorrer em eventuais problemas com a legislação. Seus movimentos até aqui indicam a filiação ao PDT para disputar o Senado, embora apareça bem nas pesquisas ao Governo, inclusive.

INTERROGAÇÃO Evidente que tudo pode mudar quanto se trata de depender da vontade popular. Num país em crise tudo é possível. Todos os dias o noticiário acaba influenciando a opinião pública e diretamente afeta esse ou aquele partido ou político. No caso do dr. Odilon é que se questionar: seu cacife eleitoral irá aumentar ou diminuir com a aposentadoria.

QUESTÕES Sem tradição na política, ele construirá um entorno que lhe dê suporte necessário para competir em igualdade de condições? Sua representação pessoal, sua trajetória com repercussão e visibilidade nacional e internacional, até onde ajudarão em seu projeto? Terá o reconhecimento contínuo do eleitorado – um tanto quanto estranho e às vezes incoerente até?

EM TESE o ex juiz Odilon representaria a grande novidade política desde a criação do Estado. De origem humilde, nordestino, sem tradição, pode ser o modelo sonhado pela população. É cedo para uma avaliação definitiva, mas sua determinação em participar do processo eleitoral é muito interessante e positiva sob todos os ângulos. Evidente, seu discurso poderá até cair no agrado e ele se transformar num fenômeno. Eleição? A gente só sabe como começa.

AGORA posso falar. Lauredi Sandin – diretor do IPEMS – confessou-me de que o dr. Odilon aparece em primeiro lugar nas suas pesquisas, inclusive para governador. Mas na maioria das vezes só isso não basta, é claro. Mas não se pode esquecer o desempenho de Alcides Bernal – contra tudo e contra todos – quebrando paradigmas, inclusive.

REAÇÃO Os políticos tradicionais concorrentes tem procurado explorar pontos que possam minimizar o potencial do ex-juiz. Faz parte do velho jogo. Questionam a inexperiência dele, seu futuro partido e até fazem previsões catastróficas para o decorrer da campanha. Mas é o povo que decidirá o que efetivamente quer. E quando ele decide, não tem jeito. É como o estouro da boiada. Sem volta!

DEMOCRACIA: “É um erro estatístico, porque nela decide a maioria e ela é formada de imbecis”. (Jorge Luis Borges). “É apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes”. (George Shaw). “É a forma de governo em que o povo imagina estar no poder”. (Carlos Drumond de Andrade). “Quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo”. (Oscar Wilde)

A SAÍDA Governo Federal, Governo Estadual e a prefeitura da capital parecem ter combinado na busca da solução que minimize os danos motivados pela grave crise econômica. O noticiário repleto de informações sobre o ‘REFIS’ deve funcionar como uma espécie de injeção para quem precisa ou pretenda regularizar a situação fiscal. Qualquer dinheiro que entrar nos cofres será bem vindo.

“O Brasil tem que parar de tratar esses bandidos com perfume francês” (Dr. Odilon de Oliveira)

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  • kikao natal

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