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Manoel Afonso

Manoel Afonso

O TÍTULO da coluna anterior já advertia: o eleitor iria as urnas com a faca afiada. E não deu outra. Com os velhos discursos desconexos com suas praticas, os políticos tradicionais foram sumariamente demitidos. Prevaleceu a indignação da opinião pública ancorada no resgate dos valores morais, da família, da segurança e contra a corrupção em todos os níveis. O país mudou: as redes sociais esvaziaram a velha metodologia de se fazer campanha política.

OS NÚMEROS finais mudaram o quadro político estadual. Velhos paradigmas foram quebrados e junto com eles lideres e partidos saíram menores do que entraram. Dois casos emblemáticos: PT e PMDB – esvaziados e sem perspectivas de se renascerem das cinzas em face a nova realidade. Os políticos precisam se precaver para o pleito de 2020 que pode dar sequência ao festival de surpresas. É bom não brincar com o eleitor.

EM BAIXA, o MDB local resumiu-se agora a 3 deputados estaduais, uma senadora e prefeitos de 18 cidades de pequeno porte: Anaurilândia, Antônio João, Batayporã, Brasilândia, Costa Rica, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Juti, Laguna Caarapã, Maracajú, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Paraiso das Águas, Ribas do Rio Pardo, São Gabriel Do Oeste, Sonoro, Tacuru, Vicentina.

REFLEXOS O desgaste do MDB como sócio do PT no poder , além dos desempenhos eleitorais ruins do senador Moka (MDB) e do candidato Jr. Mochi (MDB), ficou visível nas votações de seus postulantes à Assembleia Legislativa – onde elegeu apenas 3. Renato Câmara (MDB) que em 2014 atingiu 36.903 votos – chegou agora a 33.291 (3.612 votos a menos); já Eduardo Rocha (MDB) que obteve 30.873 votos em 2014 não passou de 22.347 votos ( 8.526 votos a menos). O único que melhorou a votação foi Marcio Fernandes, pulando de 22.357 votos em 2014 para 23.296 votos ( 939 votos a mais).

MAIS DECEPÇÕES Os dois únicos vereadores do MDB na capital, Loester Nunes e Wilson Sami também não foram bem. O primeiro foi candidato a deputado estadual e chegou apenas aos 9.694 votos. Já o segundo, também médico, postulou a Câmara Federal e obteve só 7.529 votos. Ruins também as votações do ex-deputado e ex-prefeito de Corumbá – Paulo Duarte MDB) para o Legislativo Estadual - 17.343 votos e do deputado Paulo Siufi (MDB) à reeleição da Assembleia Legislativa: 8.649 votos.

‘SAYONARA’ Aos 77 anos de idade o deputado estadual George Takimoto dando adeus a política. Neste ano deixou o PDT seduzido pelas promessas do ex-governador Puccinelli e ingressou no MDB para chegar mais fácil a Câmara Federal e conquistou só 26.025 votos. Mas ele não pode reclamar da vida: foi vice prefeito de Dourados (1982), vice governador, deputado federal, e agora duas vezes deputado estadual.

DANÇOU O promotor de justiça Sergio Harfouche (PSC) fez tudo direito até o jogo começar. Deu palestras e lotou ginásios de esportes mesclando cidadania, política e religião. Mas errou feio a aceitar a candidatura a vice governador de Simone Tebet do MDB – sigla estigmatizada por acusações de corrupção e que levou o seu líder local (Puccinelli) para a cadeia. Essa incoerência, ainda que temporária decepcionou seu eleitorado. Os 292.301 votos recebidos ficaram de bom tamanho, mas ele perdeu uma boa chance. Quem sabe no futuro, desde que aceite bons conselhos. Um aprendizado.

AZAR & SORTE O quociente eleitoral fez estragos e 11 candidatos se deram bem embora tivessem menos votos para a Assembleia Legislativa. Azar da deputada Mara Caseiro (PSDB): obteve 23.813 votos – total superior a 11 concorrentes e ficou na 1ª. suplência. Sorte de João Henrique (PR): com apenas 11.010 votos garantiu a última vaga beneficiado pelas expressivas votações dos candidatos cel Davi e capitão Contar, ambos do PSL. Sorte também do candidato Lucas de Lima (Amor Sem Fim) do SD – apesar de votação inferior a 7 postulantes, foi beneficiado pelo quociente e se elegeu com 12.391 votos à Assembleia Legislativa.

EQUIVOCADO Faltou alguém para avisar Delcídio Amaral (PTC) que ele teria grandes chances de se eleger deputado federal e assim tocar em frente o seu projeto. Se tivesse sido, teria recebido mais dos que os 109.927 votos obtidos como postulante ao Senado. Havia uma espaço enorme do qual ele poderia ser beneficiado., ao contrário da eleição senatorial que estava congestionada com candidatos competitivos. O relógio não para! Qual seu futuro? Tentar a prefeitura da capital ou quem sabe de Corumbá?

MUSCULATURA Foram apenas 25.851 votos a menos do que a votação de Soraya Thronicke (PSL) e só 9.566 a menos da votação do candidato Moka (MDB). Portanto, os 347.861 votos do candidato ao senado Marcelo Miglioli (PSDB) mostraram seu excelente desempenho se levados em conta vários fatores. Mas como estreante fez bonito superando inclusive o candidato Zeca do PT em 53.802 votos. Miglioli saiu fortalecido do embate eleitoral.

ZECA DO PT Saiu mortalmente ferido desta guerra. Seu favoritismo nas pesquisas para a segunda vaga não se confirmou e amargou o 5º lugar com 294.059 votos – apenas 1.758 votos a mais do que Harfouche (292.301 votos). Embora aguerrido e pretendendo manter o comando da sigla, não se sabe qual caminho seguirá. Pode estar esperando o resultado da sucessão presidencial. Para piorar, apenas cabo Almi e Pedro Kemps se reelegeram a Assembleia Legislativa. Já Vander Loubet (PT) se reelegeu para a Câmara Federal com 59.970 votos contra 69.504 votos em 2014. Portanto 9.534 votos a menos.

SORAYA THRONICKE A grande estrela destas eleições sem nunca antes ter participado de qualquer pleito. A candidata ao Senado pelo PSL surpreendeu com 373.712 votos, contra 424.085 votos de Nelson Trad Filho (PTB). Uma diferença entre ambos de 50.373 votos. A votação aumenta a responsabilidade de Soraya no exercício do mandato. Ela precisa aproveitar esse perigo que antecede a posse para se aprofundar no conhecimento da vida política do Estado e sobre o exercício do mandato no Senado. Ela precisa descer do salto e ouvir conselhos de gente mais experiente. Certo?

NELSINHO TRAD (PTB) Estava no lugar certo e na hora certa, não teve dificuldades apesar de sua votação menor do que as projeções iniciais. Mas tem um mandato poderoso nas mãos para participar do jogo político exatamente quando algumas figuras da velha guarda do Estado estão saindo de cena por motivos diversos. Não deve deixar o partido para não ficar preso ou dependente como no passado quando que ficou subordinado a liderança do então governador Puccinelli (MDB).

FABIO TRAD Prejudicado em 2014 pelo esquema governista que priorizou as candidaturas de Carlos Marum MDB (91.816 votos) e Tereza Cristina PSDB (75.149 votos), quando obteve 67.508 votos, o deputado Fabio Trad (PSD) se reelegeu agora para a Câmara Federal com 89.385 votos, dos quais 57.020 votos na capital - onde foi o mais votado. Mesmo aqueles que não se identificam politicamente com ele reconhecem seu preparo para o exercício do mandato.

ROSE MODESTO Campeã de votos. Mais um desafio que ela enfrentou obtendo 120.901 votos. Essa vitória aumenta sua musculatura para futuros embates, colocando-a no seleto rol daqueles personagens com futuro na política local. Companheira do governador Reinaldo (PSDB) aumentou seu cacife para voos mais altos. Articulada e atenta é também cuidadosa para não atravessar o sinal. Vai se dar bem em Brasília.

BETO PEREIRA (PSDB) Foram 80.500 votos espalhados por todos os municípios e tornou possível seu sonho de integrar a cobiçada bancada federal. No café amigo que tivemos ele revelou com desenvoltura seu conhecimento sobre os desafios que considera uma espécie de incentivo para a superação. Beto quer aproveitar seu vigor físico e intelectual para mostrar serviço não só para trazer benefícios ao Estado e municípios, como também para participar ativamente dos embates em plenário. Está feliz e animado. Isso é bom!

A VOLTA No saguão da Assembleia Legislativa as chances da eleição do ex-deputado Londres Machado (PSD) sempre constaram da ‘pauta’ dos observadores de plantão. Alguns pessimistas, outros otimistas por várias razões que dispensam comentários. Mas o retorno dele, com seu senso de equilíbrio, dará uma contribuição impar ao Legislativo que ele conhece desde a criação do Estado. Foram 20.782 votos suficientes para seu retorno.

DOURADOS Desta vez ficou sem deputado federal mas tem o candidato a vice governador Murilo Zauith (DEM) e elegeu 6 deputados estaduais: Renato Câmara (MDB) 33.291 votos; Zé Teixeira (PSDB) 30.788 votos; Barbosinha (PSDB) 27.492 votos Marçal Filho (PSDB) 25.437 votos; Londres Machado (PSD) 2.782 votos e Neno Razuk (PTB) 19.472 votos. Desnecessário comentar a influência destes nomes na sucessão municipal.

NA ONDA Cerca de 20 autoridades tentaram vaga na Assembleia Legislativa: Bombeiro Mota, Bombeiro Quintana, Capitão Contar, Coronel David, Cabo Almi, cel Eziquiel, Cel Izaias Bitencourt, Cel Vilassanti, Delegado Cleverson, Delegada Sidneia, Delegado Bispo, Inspetor Sodré, Sargento Prates,, Sargento Betânia, Sargento Elmo, Sargento Edi Marco, Sub oficial Gerson, Sub Tenente Mota, Policial federal Jorge Caldas. Para a Câmara Federal tivemos Sub Oficial Mabel, Sub Oficial Maurício e Tenente Mônaco.

DE CARONA Paranaíba voltará a ter um representante na Assembleia Legislativa através dos laços afetivos que o deputado eleito João Henrique (PR) mantém com a cidade que lhe deu 4.172 votos. Por ser neto do ex-governador Marcelo Miranda, ele contou com o apoio de um tio vereador e alguns conhecidos da família. No fundo, as velhas lideranças de lá, devem ter torcido o nariz com a eleição dele que ocupa um espaço importante.

“Haddad é refém da alcateia que finge a voz da vovozinha” ( Rogério Distéfano)

Comentário

REINALDO A reeleição do governador (PSDB) pode ocorrer ainda no primeiro turno com base nas pesquisas. Mostrou as obras na capital e no interior, além de sobreviver sem perdas eleitorais ao episódio das prisões feitas pela Polícia Federal. A musculatura política dele e a força de seu grupo surpreenderam e inibiram o discurso dos adversários que se imaginava mais contundente.

JUIZ ODILON Ao longo da campanha seu desempenho ficou abaixo daquela figura maiúscula que pairava no imaginário popular pelo exercício do cargo. Não conseguiu impor um estilo forte no horário eleitoral e sua produção de estúdio deixou a desejar. Associando suas expressões faciais e gestuais ao tom do discurso repetitivo não atraiu o encanto do eleitor. Como candidato com a marca da oposição, faltou-lhe indignação e acabou desgastado pela tal denúncia de seu parente, ex-funcionário na Justiça Federal.

JR. MOCHI Dificuldades em convencer com seu discurso que lembrava o seu líder preso – ex-governador Puccinelli - também do MDB. Como pregar um novo tempo, um novo estilo, sem se referir as ações de seu partido marcado por denúncias de corrupção nas ações administrativas? A proximidade de Jr. Mochi – como presidente do Legislativo estadual – ao Governo estadual acabou prejudicando-o. Pode pagar caro com essa ousadia e fidelidade ao ‘italiano’.

SENADO Tivesse revertido sua situação bem antes, o ex-senador Delcídio do Amaral (PTC) teria grandes chances de vitória. Mas seu crescimento nas pesquisas surpreendeu, a exemplo de Soraya Thronicke (PSL) que com um discurso forte contra a corrupção superou nomes já conhecidos. Quanto à disputa da segunda vaga, está entre Zeca do PT e Moka (MDB).

E AGORA? Impetrar recurso extraordinário ao STF é um dos remédios prováveis de Alcides Bernal (PP) contra a decisão do TSE em barrar sua candidatura à Câmara Federal. Afinal ele já concorreu em duas eleições nas condições atuais e que o fato se repetiu com a ex presidente Dilma (PT) que, mesmo ‘impichada’, é candidata ao Senado Federal. Novos capítulos virão.

REGISTRO Nas eleições presidenciais desde 1989 nunca houve a ‘virada’. O segundo turno acabou tendo como vencedor quem já liderava ainda no 1º turno. E mais: Vencedores das cinco disputas de segundo turno foram previstos acertadamente logo na primeira pesquisa após as votações do 1º turno. Claro que neste ano temos um cenário atípico que pode sofrer influências diversas na reta final.

O RETROVISOR mostra lições nem sempre aprendidas. Os partidos do chamado centro se dividiram e não conseguiram encantar o eleitor. Foi o que ocorreu em 1989: o centro se dividiu nas candidaturas de Aureliano Chaves (PFL), Ulysses Guimarães (PMDB), Mario Covas (PSDB) e Afif Domingos (PL), enquanto Collor de Mello (PRN) era visto com ‘rabo de olho’ por eles e que acabou vencendo Lula (PT), candidato da esquerda.

OS CANDIDATOS Álvaro Dias (Podemos), João Amoedo (Novo), cabo Daciolo (Patriota), Henrique Meirelles (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) não encantaram o eleitor. Com isso perderam votos para Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O PT ficou dependente de Lula e assumiu a ‘exclusividade’ de representar a esquerda, perdendo votos para Ciro Gomes e Marina Silva (ex-PT) e Vera Lúcia (PSTU) expulsa do PT.

MANCADA A demonstração de desespero dos partidos alinhados ao socialismo ficou patente naquele manifesto do ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB). O sociólogo perdeu uma grande chance de ficar calado e descambou num proselitismo sem fim para tentar defender o indefensável. Praticou o nhenhénhém que combateu no poder. Ora! O Brasil precisa virar a página, colocando tanto Fernando Henrique como o ex-presidente Lula (PT) no passado, sem volta.

INÉDITO Por culpa de alguns segmentos do PT e Cia, de artistas e intelectuais que atravessaram o sinal inclusive na internet, com a discussão de temas ligados à moral, sexualidade e valores da família, a campanha eleitoral para o Planalto desviou-se do rumo das propostas sociais e econômicas. |Assim conseguiu-se unir católicos e evangélicos numa cruzada moralista, somando-se aos questionamentos relativos a corrupção nos dois governos petistas.

AS PESQUISAS tem mostrado a evolução do candidato Bolsonaro que vem atraindo antecipadamente eleitores de Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Álvaro Dias, João Amoedo, cabo Daciolo e pasmem – de eleitores que no passado votaram em Lula e Dilma. Aliás, conversando nesta semana com a senadora Katia Abreu (PDT), vice de Ciro Gomes – ela admitiu que seu partido ficou espremido entre o discurso moralista de Bolsonaro e o discurso de Haddad prometendo a volta do passado dos tempos de Lula.

DONALD TRUMP É oportuno estabelecer a comparação em alguns pontos entre a candidatura do republicano – tida antes como mero blefe contra Hilary Clinton do partido Democrata. Tal como nos ‘States’, aqui Bolsonaro não era levado a sério pela maioria dos jornalistas dos grandes veículos de comunicação, notadamente da Rede Globo e Folha de São Paulo. Os discursos equivocados dos outros postulantes e o atentado contra o candidato do PSL acabaram fortalecendo a sua candidatura, a ponto de questionar as chances dele vencer já no primeiro turno.

MÉRITOS Com todos seus defeitos e equívocos na abordagem de alguns temas, o candidato Bolsonaro leva a grande vantagem de falar exatamente o que a grande maioria do povo brasileiro quer ouvir em tempos de corrupção e crise moral. Ele não usa de metáforas e nem acaricia as palavras. Com isso representa o sentimento de indignação do cidadão, tocando o dedo nas feridas. Evidente que comete excessos, mas que não tira o seu mérito de combater o sistema podre que aí está.

PT PELADO A situação do PT parece de alguma forma com o MDB aqui no Estado que falou em defender o ‘legado o ex-governador André Puccinelli’. Progresso (obras) com corrupção? As delações mostraram o esquema nos governos Lula e Dilma Roussef (PT) num desvio fabuloso de dinheiro para o partido, dirigentes e gente próxima. A prisão dos medalhões do PT mostrou a cara verdadeira do petismo. A delação recente do ex ministro Antonio Pallocci (PT) foi o tiro de misericórdia na imagem do PT.

LAVA JATO Um dia os brasileiros irão reconhecer os benefícios que ela trouxe ao país no combate da corrupção. Ela deixará um legado positivo que servirá de alerta para os políticos com tendências a levar vantagem na administração pública. Claro que não impedirá a ação de todos os espertos, mas a prisão de gente tida antes como intocável, servirá de aviso. Aqui em Mato Grosso do Sul – por exemplo - pouca gente admitia que o ex-governador Puccinelli (MDB) acabaria em cana – e assim por diante.

RENOVAÇÃO? Difícil, a começar pelas Assembleias Legislativas onde o índice de candidaturas a reeleição passa dos 8º%. O Rio de Janeiro tem o menor índice de postulantes a reeleição; 65.52% e o Amapá com 95,83% lidera o bloco da reeleição. Outra notícia interessante é que essas novas vagas tendem a ser ocupadas por pastores evangélicos, policiais de linha dura ou aqueles parentes de políticos tradicionais.

EXPLICANDO: Os votos nulos e brancos não são contabilizados como válidos e não são incluídos no resultado final das eleições. O artigo 224 do Código Eleitoral quando fala em nova eleição refere-se no caso de fraude nas eleições, por exemplo, na eventual cassação de candidato eleito – tendo obtido mais da metade dos votos e depois condenado por compra de votos. Basta apenas um voto válido para derrotar qualquer número superior de votos brancos ou nulos.

E MAIS... os votos brancos, ao contrário do que se propaga na internet, não são direcionados ao candidato que está à frente na votação. Confunde-se com o que rezava o antigo Código Eleitoral de 1965 que mandava contabilizar os votos em brancos para efeito do quociente eleitoral. A manobra visava elevar o quociente eleitoral, dificultando assim as legendas menores de alcançar o índice.

AINDA... A questão da abstenção é uma lenda que sobrevive por ignorância do eleitor e notícias infundadas. Na verdade a abstenção na votação não provoca a realização de um novo pleito. A ausência dos eleitores é um direito que perdem assim a chance de escolher seus representantes democraticamente. No arremate lembro que a primeira opção do eleitor neste domingo será para deputado federal, depois deputado estadual, senador 1, senador 2, governador e por último presidente da República.

BAÚ FORENSE A Comarca de Dourados foi criada em pelo Decreto Lei 9.055 de 12/03/1946 e instalada em 26/08/1946. O então Distrito de Dourados pertencente ao município de Ponta Porã foi criado em 1914 e sua emancipação política administrativa veio ocorrer somente em 20/12/1935, ficando portanto subordinada aquela Comarca por mais de 11 anos. Em 6 de janeiro de 1989 a Comarca foi elevada a entrância especial.

O PT criou tanto Bolsa disso, Bolsa daquilo... que acabou criando o Bolsonaro (Na internet)

Comentário

ASSUMIDO Temendo perder votos ou mesmo ficar antipatizados junto a opinião pública, muitos candidatos procuram evitar temas espinhosos e emitir opiniões. Esse não é o caso do jornalista Antonio João (PTC) que disputa vaga na Assembleia Legislativa. Na sua propaganda ele marca posição mandando o recado direto, sem subterfúgios: “Meninos em banheiros masculinos. Meninas em banheiros femininos. Cada um no seu quadrado”.

MANIPULAÇÃO? Os últimos números da pesquisa para o Palácio do Planalto provocam debates nas redes sociais. Não faltam críticas e denúncias contra institutos de pesquisas elevando a aceitação de Haddad (PT) e minimizando o avanço de Bolsonaro (PSL). Principalmente na TV Globo, Folha de São Paulo e O Globo a tendência é notória. Esse episódio envolvendo a ex-mulher de Bolsonaro mostrou essa verdade.

GRAVAÇÃO da atriz Luana Piovani no WhatsApp: “Por coincidência estou em turnê pelo Nordeste. Passei por Fortaleza, Juazeiro e agora Salvador. O bicho tá pegando aqui. Estou impressionada com o anti petismo. O discurso de todos meus amigos é o mesmo: Bolsonaro não é o ideal. A gente aguenta ele 4 anos só pra desfazer essa máquina do PT de roubar dinheiro. Aqui no Nordeste todos estão com ojeriza do PT. Só se fala em Bolsonaro e PT. Eu estou impressionada: a força dele é grande”.

FRANCAMENTE... Porque esses artistas que hoje são contra Bolsonaro se calaram diante da corrupção praticada nas gestões do PT no Brasil? Seria simplesmente porque receberam dinheiro fácil através do Ministério da Cultura (Lei Rouanet) para fazer shows, lançar livros e produzir filmes de qualidade duvidosa? Essa visão esquerdopata é interessante. Pedem liberdade e democracia no Brasil - mas apoiam os regimes da Venezuela e Cuba?

ROUBOS A notícia recente de que a generosa Petrobras pagará R$ 3,4 bilhões para acabar com o processo de corrupção nos Estados Unidos mostra mais uma faceta do petismo. A gente fica ainda mais puto da vida quando o ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB) reaparece na mídia numa pregação pelo casamento entre o PT e o PSDB. Aí se justifica o desabafo que ouço: “finalmente o sociólogo tirou a máscara.”

MESMICE Acompanho campanhas políticas ainda de calças curtas lá no interior paulista onde UDN, PTB e PSD comandavam o processo. Tempos do Adhemar de Barros e Jânio Quadros. E desde aquela época mentiras e verdades andavam de mãos dadas nos palanques, entrevistas e nos cartazes que forravam os postes e muros. Agora com a onda do ‘Fake News’ tenta-se reinventar a roda, como se as mentiras fossem coisas recentes.

A CAMPANHA mudou nos últimos 10 anos. Nada pode! A tecnologia à serviço das comunicações tem importante espaço na fase que antecede os pleitos. Evidente que existem leis que tentam coibir ou amenizar os estragos das falsas notícias, mas a gente sabe como a justiça funciona no Brasil. Raramente as punições conseguem reparar os estragos à tempo. Quando menos se espera o fulano já está no final do mandato. Justiça tardia não vale!

PROMESSAS Mais intenções do que compromisso. O melhor produto do chamado marketing eleitoral. Se bem inseridas no contexto eleitoral funcionam porque fermentam a esperança. É bem assim: você promete a ponte no rio para quem precisa atravessá-lo e pronto. Ouvindo o candidato Jr. Mochi (MDB) prometer carteira de motorista pela metade do preço pensei com meus botões: ‘ele está certo – não custa prometer – acredite quem quiser’. Já dizia William Shakespeare: “Contrabalançar promessas com promessas é estar pesando o nada”.

MORDIDAS Ouvi relatos de casos de arrepiar no saguão da Assembleia Legislativa. Pedidos de eleitores que julgamos conscientes – acima de qualquer interesse financeiro para escolha de candidatos – surpreendem e decepcionam. Membros de comissões de universitários tentam o patrocínio dos gastos das festas da formatura, numa postura incoerente de quem se presume um dia irá dar as cartas na sociedade. Os diplomas pelo jeito, não mudarão o pensar deste pessoal. Barganhando o voto na cara dura? Vergonha!

NA TERRA A julgar pelas pesquisas que vem sendo divulgadas nos últimos dias a disputa eleitoral afunilou em dois nomes: Reinaldo (PSDB) e o Juiz Odilon (PDT). Reinaldo vem demonstrando fôlego, viajando e participando de debates e entrevistas na capital e no interior. Também suas obras realizadas estão sendo inseridas com maior destaque no horário eleitoral, fortalecendo seu discurso de administrador municipalista.

DELCÍDIO Candidato ao senado pelo PTC surpreendeu nas pesquisas onde apareceu com destaque. A novidade foi o apoio do grupo do ex-governador Puccinelli (MDB) preso desde 20 de julho. Nas suas manifestações ele não esconde nas entrelinhas sua identificação com Puccinelli. Se isso vai funcionar bem e até onde não se sabe. Mas o eleitor brasileiro é infiel por excelência e Delcídio aprendeu isso naquela derrota em 2014 para Reinaldo.

REFORMAS Qual dos candidatos ao Palácio do Planalto está insistindo com fervor neste tema? São reformas para que o Estado possa garantir serviços de qualidade. Mas para isso, é preciso sim romper com o sistema de toma lá dá cá (Mensalão) praticado pelos governantes e empresários oportunistas sedentos pelo lucro fácil. A propósito: qual candidato dos partidos que desfrutam do poder defende o fim de privilégios para os congressistas? Lembrando Honoré de Balzac: “Preferiria um debate violento a uma conformidade silenciosa”.

‘LAVA JATO’ Petistas, emedebistas, petebistas, tucanos e republicanos principalmente evitam falar da necessidade de fortalecer as investigações contra a corrupção. Todos eles de rabo preso, de saia justa diante das denúncias e condenações havidas por força de decisões de tribunais confirmando sentenças de primeira instância. Ao que parece combater a corrupção não seria prioridade desse pessoal. Temas sexuais substituindo a ética, saúde, educação e o combate a corrupção nesta campanha presidencial.

JUNTOS? Evidente que sim: PT e MDB já estariam afinando a viola para ‘garantir a governabilidade’ do futuro Governo Petista. Com aquela tradicional bancada poderosa no Congresso nacional, o MDB através de suas lideranças nordestinas - onde o senador Renan Calheiros é um dos caciques – quer preservar suas conquistas e participação com ministérios, autarquias e outros órgãos importantes da administração federal. Enfim: o 2º turno das eleições já começou.

AS PROJEÇÕES indicam Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL) protagonistas do 2º turno. Notícias apontam a existência de contatos de lideranças destes dois partidos com gente de partidos alinhados à esquerda, centro e direita. O oferecimento de cargos diversos em gestão futura tem sido a grande moeda de troca. O candidato do PDT Ciro Gomes ganharia um ministério importante numa eventual gestão petista. E há outros reflexos: o candidato ao governo paulista João Dória (PSDB) estaria alinhando-se a Bolsonaro que tem bom desempenho no Estado de São Paulo. Uma carona interessante.

REPETIÇÃO Entra eleição – sai eleição e as propagandas mudam muito pouco em relação ao potencial dos candidatos, seus projetos e a forma de se relacionar com o público. Essa mesmice de frases e bordões às vezes chega a provocar risos e irritação do eleitor mais sensato - disposto a aferir e comparar as propostas deste e daquele postulante. Com a palavra os marqueteiros – nem sempre zelosos neste item.

‘MILAGRES’ Pelas propagandas parece que os candidatos redescobrem a ‘Lâmpada de Aladim’ para apresentar soluções para os mais diferentes tipos de problemas. Como diria aquele apresentador de televisão: “Isso é incrível!” Primeiro esquecem de dizer de onde viriam os recursos financeiros para viabilizar as promessas, segundo simplesmente ignoram o aspecto jurídico – isto é – se a lei permite ou não. Enfim, o importante é prometer.

FRACA! Assim pode ser classificada a propaganda dos postulantes de oposição ao candidato do Partido dos Trabalhadores ao Palácio do Planalto. Não se fala, por exemplo, nos US$ 33 bilhões que os Governos Petistas enterraram em obras em Cuba, Venezuela, Nicarágua e Argentina. Sem contar a grana também emprestada via BNDES para o Panamá, Equador e Moçambique. Dinheiro que deveria ser investido em hospitais, escolas e obras que o Brasil precisa. Com essa estratégia tímida não se ganha eleição!

LEMBRANDO mais uma vez: eleição não é piquenique sem mosquitos, formigas ou restaurante onde o cliente come apenas o que gosta. Eleição não é baile onde você dança a música preferida com quem quiser. Eleição exige garra, disposição, tutano e gogó para ir de encontro ao eleitor para abraçá-lo e convencê-lo. Café frio e ovo cozido de bar não podem ser problemas.

BAÚ FORENSE A Comarca de Miranda foi instalada em 1878. Meses depois foi desativada e incorporada à Comarca de Corumbá, mas em 1903 a Comarca de Nioaque foi transferida para Miranda. Em 1906 perdeu o distrito de Aquidauana, elevada a município. Miranda foi o maior município do Estado abrangendo área ocupada hoje por Aquidauana, Rio Brilhante, Dourados, Ponta Porã, Nioaque, Amambai, Bela Vista, Porto Murtinho, Bonito, Paranaíba, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Três Lagoas. Em 1912 foram inaugurados o telégrafo e a estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

“A vocação do político profissional é fazer de cada solução um problema” (Woddy Allen)

Comentário

BOI VOADOR “Quem foi, quem foi/Que falou no boi voador/Manda prender esse boi/Seja esse o que for/ O boi ainda dá bode/Qual é a do boi que revoa/ Boi realmente não pode/Voar à toa/É fora, é fora/É fora da lei, é fora do ar/Segura esse/Proibido voar.” A letra de Chico Buarque e Ruy Guerra (1972) para a peça Calabar, atualíssima no cenário local. De leve...

‘EMBROMATION’ Beleza o foro privilegiado! Lá se foram 11 anos de tramitação no STF e o senador Renan Calheiros (MDB) - que responde outros 14 processos - se livrou da acusação de peculato. Daqui, o deputado federal Vander Loubet (PT) é o campeão: 4 inquéritos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica federal. Se reeleito levará de barriga até a prescrição. Depois reclamam que o presidenciável Bolsonaro (PSL) disparou.

ZÉ TEIXEIRA Aos 78 anos de idade – já na condição de bisavô como ele fez questão de frisar – o deputado estadual do DEM acabou preso pela Polícia Federal por 5 dias. Convenhamos – sem discutir o mérito da questão – irreparável sob o ponto de vista da honra para qualquer cidadão de bem. Embora tenha feito uma defesa interessante da tribuna da Assembleia Legislativa, sempre haverá questionamentos neste clima eleitoral em que vivemos. É o ônus que o homem público paga nestas circunstâncias.

SEM GRAÇA Eleições sem cartazes, comícios, faixas e barulho não passam entusiasmo ao eleitor. Já presenciei o trabalho de cabos eleitores para adesivar carros nas ruas da capital. Até fiquei com pena deles. Raramente os motoristas permitem – ainda assim exigindo um adesivo pequeno, discreto. Se o leitor prestar atenção vai verificar que os carros estão circulando sem ostentar propaganda. Sinal que os políticos estão em baixa e que pode vir vingança nas urnas.

DE NOVO Os marqueteiros copiam os modelos uns dos outros ou ainda repetem bordões e os famosos programas de governos estaduais dos mais diferentes Estados. No passado adotaram aqui aquele bordão do ‘Maluf faz!” trocando apenas o nome do candidato. Aliás, em vários Estados foi utilizada a mesma estratégia publicitária. Quanto mais promessa melhor, ainda que utópica. Tenta-se passar a ideia de planejamento. Tudo verdades de Primeiro de Abril.

JR. MOCHI Tentará eleger alguns deputados estaduais ou priorizar a salvação do senador Moka (MDB) da degola? A inquietação no palanque emedebista é visível. Pode haver briga de foice para as poucas cadeiras que restam na Assembleia Legislativa. Cada qual faz suas contas para a chegada. Pelo menos dinheiro do fundo partidário não deve estar faltando já que o partido recebe gorda fatia.

PETISTAS A candidatura de Zeca do PT ao senado ajuda um pouco os candidatos a deputado estadual, mas não consegue ter a força suficiente para garantir-lhes a eleição. Para piorar, o candidato Amaducci (PT) ao Governo continua patinando com um discurso desgastado e sem grandes atrativos. O deputado João Grandão (PT) condenado em segunda instância no episódio ‘Sanguessuga’ sonha em reverter o quadro.

NOVO PFL? O extinto PFL (Partido da Frente Liberal) já foi muito forte aqui no Estado. Gente com mandato, disputando eleições e com muitos prefeitos espalhados pelo interior. Mas as derrotas e as estratégias erradas de suas lideranças nacionais e regionais jogaram o partido no buraco. Já tem gente falando que o MDB – dependendo do resultado das urnas – pode seguir o mesmo caminho do PFL.

JUIZ ODILON As pesquisas recentes mostraram – apesar de sua pouca estrutura de campanha e do pouco tempo na televisão e rádio - o candidato pedetista logo atrás do candidato Reinaldo Azambuja (PSDB). Seus partidários apostam no seu crescimento nesta reta final de campanha em decorrência dos eventuais estragos da chamada Operação Vostok. Aliás, o candidato apresenta um desempenho melhor na telinha do que na fase inicial da propaganda. Isso conta.

TUCANOS O candidato Reinaldo (PSDB) demonstra fôlego nas andanças pelo interior, acompanhado por postulantes à Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado. Para seus assessores de campanha não há dúvida: o governador será beneficiado pela votação de seus companheiros nas eleições proporcionais. Mas ainda não se tem uma aferição exata das consequências eleitorais da Operação Vostok, embora ele tenha sido contundente e ágil na abordagem do fato junto à imprensa.

DELCÍDIO DO AMARAL A candidatura do ex-senador eleito pelo PT vai eventualmente beneficiá-lo em que? Essa fobia em recuperar o prestígio e participar destas eleições pode sim atrapalhar seus planos e até sepultar sua carreira. Perdendo agora seria Secretário de Estado do futuro Governo? De qual Governo? Como participaria das futuras eleições municipais? Como candidato a prefeito da capital?

A DINÂMICA da política tirou-lhe o espaço e Delcídio (PTC) perdeu a identidade partidária e hoje não tem inclusive grupo político. Acreditar na gratidão dos prefeitos que ajudou como senador é ingenuidade. Os prefeitos não olham para traz. Focam as benesses de quem tem maiores chances de se eleger. Quanto a sucessão na capital o quadro futuro está delineado com os personagens já escalados.

ENFIM... Delcídio acabou estigmatizado como petista fazendo a defesa do Governo Dilma Roussef (PT) e pelo episódio de sua prisão. Retirar essa impressão ou imagem do imaginário popular é difícil ou demorado. Como se diz: nem sempre uma decisão judicial limpa a honra do cidadão. Por analogia pergunto: será que os políticos presos na ‘Operação Lama Asfaltica’ serão os mesmos ao recuperarem a liberdade?

ESQUECIDO Não vejo passeatas ou faixas nas ruas da capital pedindo sua libertação. Bastaram dois meses de prisão para que o ex-governador Puccinelli (MDB) sumisse do cenário eleitoral. O mito esvaiu-se. Deputados companheiros do MDB de saia justa - evitam abordar o episódio da sua prisão. A exceção nesta semana foi o deputado Paulo Siuffi (MDB) que na Assembleia Legislativa taxou o episódio de covarde. ‘Tá bom – entendi! Palavras ao vento.

EM ALTA Além de competência é preciso ter sorte na política. Esse binômio se encaixa no ‘Clã Trad’ nestas eleições. O deputado Fabio Trad (PSD) estourando nas pesquisas e seu irmão Nelsinho (PTB) liderando a corrida ao Senado. Ambos foram prejudicados nas eleições de 2014: Fábio pela estratégia de Puccinelli em eleger Carlos Marum (MDB) e Nelsinho pelo jogo que deveria favorecer por tabela Delcídio do Amaral.

À FORRA A classe média, que paga a conta, que os lulopetistas chamam de ‘coxinha’, saiu do comodismo. Com as instituições (Judiciário via STF) desacreditadas, corrupção consentida e generalizada, resolveu dar um basta no modelo social democrata. Azar de Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Amoedo (Novo) que não representam as mudanças que a população clama. Chutar literalmente o pau da barraca e votar em Jair Bolsonaro (PSL) tem sido a opção crescente como mostram as pesquisas. Impressiona a garra, a gana em derrotar Lula e Cia.

CLAMOR PÚBLICO É o fator que vai pesar nestas eleições. Esse descontentamento, indignação por cada decisão do Supremo Tribunal Federal colocando políticos e empresários safados em liberdade, fortalece a candidatura e o discurso de Bolsonaro em prol de mudanças radicais. Portanto, neste aspecto, o ministro Gilmar Mendes (STF) tem sido um cabo eleitoral de primeira hora em prol de Bolsonaro. Por analogia, quem não aderir ao discurso da moralidade nas eleições estaduais, pode pagar caro nas urnas.

DEMOCRACIA Todos querem, mas sem a corrupção deslavada que se instalou no país nos últimos anos. Essa é a realidade sem retoques mostrada no noticiário do dia a dia. Esse discurso de que Bolsonaro quer reimplantar o regime militar não passa de prosopopeia ‘esquerdopata’. Nunca se roubou tanto dos cofres públicos como agora. Indiretamente – como fez o ex-governador Sergio Cabral (MDB) – matou muita gente por falta de socorro médico.

ALERTAS Ao longo das colunas o cronista mostrou as possíveis mudanças comportamentais do eleitor: silencioso, faca nos dentes, raivoso, incrédulo e vingativo. Neste momento em que serventes de pedreiro nas obras ou empregadas domesticas dominam o celular, quebraram os grilhões, amarras do coronelismo ou voto de cabresto. Uma charge, mensagem, denúncia ou notícia sobre políticos corruptos alimenta a cabeça para a escolha do candidato. Tchau e benção!

EVANGÉLICOS A bancada evangélica no Congresso, nas Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais – somadas as lideranças das igrejas espalhadas pelo Brasil afora, constituem hoje uma força incontestável em prol de Bolsonaro. O pastor Silas Malafaia por exemplo, está nas redes sociais fazendo pregação contra os ‘esquerdistas’ por defenderem teses contra a religião e os valores tradicionais da família. E como contesta-lo? Não é fácil. Até a ala progressista da Igreja Católica – aliada da esquerda – de saia justa.

BAÚ FORENSE: A comarca de Paranaíba foi criada na época do Império em 1873 e instalada em 1874 quando o Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso era composto por 4 desembargadores e possuía penas 5 comarcas: Cuiabá, Corumbá, Cáceres, Diamantino e Sant’Ana de Paranaíba. Sua jurisdição abrangia entre outros, os territórios atuais de Inocência, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso, Camapuã, Coxim, Aparecida do Tabuado, Três Lagoas, Selvíria, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita, Brasilândia, Bataguassu. O distrito de Paranaíba foi criado em 1838 e subordinado a Comarca de Mato Grosso com sede em Cuiabá. Em 1850 o distrito foi incorporado ao município de Corumbá e em 1857 elevado a município.

“A política ama a traição, mas abomina o traidor” (Leonel Brizola)

Comentário

POLÍTICA Ela sempre foi feita com meias verdades e mentiras inteiras. Mas com a tecnologia nas comunicações isso ficou latente. O papel do facebook, é forte para denunciar, mentir, agregar, propagar ideias irônicas e agressivas. A tal ‘margem de erro’ das pesquisas, por exemplo, ironizada numa postagem com a foto da cantora Gretchen, mas identificada como a atriz Angelina Jolie!

PESQUISAS Assunto batido mas atual. Quem está em desvantagem chia criticando critérios e incoerências nas comparações dos itens. Pergunta-se: pesquisas manipuladas decidem as eleições? Influenciam no eleitorado até então indeciso que não quer perder o voto? O pelotão de indecisos não seria muito maior nestas eleições do que nos pleitos anteriores? Mas as ‘surpresas’ havidas em outras eleições reforçam essa desconfiança.

ENFIM... É grande a possibilidade de termos um percentual recorde de votos brancos e nulos, além daqueles que simplesmente não se sentem motivados a sair de casa para votar. Claro que isso acabará favorecendo os candidatos estruturados, com mandato e que estão expostos na mídia, tendo, portanto, maior visibilidade. Essa diminuição do horário eleitoral houve só para proteger os políticos veteranos. O resto é conversa fiada.

A NOTÍCIA de que os medalhões do MDB já conversam com o pessoal do PT é uma prova da continuidade do sistema corrupto para derrotar a Lava Jato inclusive. Se você verificar a lista dos investigados e daqueles que poderão cair na malha da justiça, não terá dúvidas de que não há interesse em moralidade administrativa. Esse é o Brasil que você quer? Dane-se então!

E AGORA? É a pergunta inevitável após a operação Vostok da Polícia Federal que sacudiu o cenário eleitoral. As prisões – principalmente - do deputado Zé Teixeira (DEM), do conselheiro do Tribunal de Contas Marcio Monteiro, de Rodrigo Souza e Silva (filho do governador Reinaldo Azambuja) são as mais comentadas e fomentam especulações de toda espécie.

DESGASTES Para os observadores, após o ‘tsunami’ que invadiu a praia do MDB prendendo o ex-governador Puccinelli inclusive, o PSDB pode também sofrer efeitos devastadores se não reverter logo juridicamente a situação. O problema: a opinião pública tem a leitura pragmática dos termos que permeiam o universo ‘juridiquês’. Vai pesar também a postura do governador Reinaldo nesta prova de fogo.

COMPLICAÇÕES A primeira delas já deu as caras na Assembleia Legislativa onde foi apresentado pela candidata ao senado Soraya Thronicke (PSL) e seu suplente Danny Fabrício (PSL) – pedido de impeachment do governador Reinaldo. Evidente, o fato será explorado politicamente na tramitação, o que é próprio do legislativo. Mas o insucesso previsível do projeto não evitará os desgastes.

PREVISÕES O MDB aproveitará para endurecer o discurso ao estilo ‘Bolsonariano?’ As opiniões no saguão da Assembleia Legislativa são unânimes: não pode e nem deve fazer isso por razões políticas óbvias. MDB e PSDB são parceiros nos projetos administrativos, com os deputados emedebistas enaltecendo essa postura pela governabilidade. Aliás, ao visitar na Itália a igreja em Assis (terra de São Francisco de Assis), lembrei bem das relações políticas e de poder.

JUIZ ODILON O candidato ao Governo do PDT deve sim mudar o tom do discurso nas entrevistas e no horário eleitoral. Concorrente direto do candidato Reinaldo (PSDB) nas pesquisas – insistirá no mote do combate a corrupção para viabilizar educação, saúde e segurança. Aliás, isso já é feito de modo mais contundente pelos concorrentes Marcelo Bluma (PV) e João Alfredo (PSOL). Um filão que pode render votos.

‘ESCONDIDINHOS’ Aqui, dois partidos ‘esquecendo’ de seus respectivos candidatos a Presidente da República. A desculpa seria a regionalização do debate. Mas não é bem assim: o candidato Henrique Meirelles (MDB) pouco acrescenta ao partido no Estado e palidez do estilo de Alckmin (PSDB) não é aditivo energético de campanha. Na outra ponta o candidato Ciro Gomes (PDT) vem dando força notável à candidatura do Juiz Odilon (PDT) ao Governo. Combustível que vem de fora e que funciona bem.

LONDRES MACHADO No pleito de 2014 foi o cabo eleitoral dos 39.374 votos da filha Grazielle Machado (PSD) para a Assembleia Legislativa. Na capital foram 5.584 votos, Fátima do Sul 5.849 e Dourados 2.210. O tempo passou, mas o ‘Chinês’ – hoje no PSD – jamais perdeu o contato com suas bases onde tem bom trânsito, garantindo-lhe 12 mandatos. Ao Londres estaria reservado importante papel de articulador no futuro cenário eleitoral.

ESPERANÇOSO Estive com Dorival Betini (PMB) postulante ao Senado e que vem crescendo nas pesquisas. Aposta que possa continuar recebendo cada vez mais votos de eleitores ainda sem o 2º voto ao Senado definido ou sem identificação com seus candidatos ao Senado. Municipalista por excelência, ele transita bem em todos os segmentos da gestão pública. Sucesso.

ESTATURA O reconhecimento do fechado clube do Senado ao senador Pedro Chaves (PRB) mostra o seu preparo notadamente na área da educação. Após seu desempenho na relatoria da Reforma do Ensino Médio em 2017 e de projetos viabilizando recursos para implementação de escolas de tempo integral e elaboração do novo currículo escolar, foi guindado a presidência da Comissão de Educação. Anote: ele fará falta no Senado.

O PODER Gente poderosa nos camburões da polícia, exposição pública que denigre, a honra no lixo, a família em situação humilhante e o ressarcimento de dinheiro aos cofres públicos. Todos esses ingredientes compõem o quadro político brasileiro que mais parece um queijo tomado por ‘espertos’ sem limites, insaciáveis como mostram os casos de corrupção nos mais diferentes patamares da administração pública.

CORRUPÇAO Apesar de enraizada nos ‘negócios públicos’, só agora é vista com a grande praga a combater. Mas há fatores que favorecem a sua sobrevivência. É possível que os exemplos de punição rigorosa intimidem a sua prática, mas isso não será ‘vapt-vupt’. Exige sim a participação da população fiscalizando; do vereador que frauda as diárias de viagem à capital, ao empreiteiro da obra superfaturada ou de qualidade ruim.

RECLAMA-SE: ‘A justiça é lenta, acaba incentivando a corrupção’. Detalhe que precisa melhorar. Ainda agora tivemos o caso de Dourados, onde um episódio entre 1995 e 1997 naquela prefeitura municipal só agora foi resolvido - com os ex-prefeitos envolvidos, Braz Melo (PSC) e Humberto Teixeira (PV), condenados a ressarcir quantias consideráveis, além de pagamento de multa e perda de direitos políticos inclusive.

QUE SITUAÇÃO! Foram 23 anos com o processo se arrastando e causando aquela preocupação angustiante aos envolvidos. O desgaste emocional incomensurável e jamais recuperado mesmo se a condenação pecuniária envolvesse valor insignificante. Não é por acaso que os ex-prefeitos não escondem o temor pelas ‘pegadinhas’ que possam haver na futura apreciação das contas de suas gestões.

OUTRO CASO Só após 16 anos o TRE da 3ª. Região decidiu pela condenação do ex-prefeito Jr. Mochi (MDB) no caso da construção do aterro sanitário de Coxim (2.002), devendo pagar os valores referentes ao dinheiro da União gasto, com multa e correção. O total perto de R$ 2,5 milhões. Para observadores de plantão é estranha a decisão da corte justamente quando Mochi candidatou-se ao governo do Estado. Mero detalhe? Para pensar.

ATENTEM! O tempo em que os coronéis tocavam as prefeituras como se fossem suas propriedades é passado. A gestão pública tem suas regras que exigem conhecimento técnico. As verbas estaduais e federais oriundas de convênios por exemplo, precisam ser aplicadas com critério sob risco de incorrer em penalidades. Esse, apenas um ângulo da gestão pública, caracterizada pela burocracia, carimbos e prazos.

BAÚ FORENSE A Comarca de Sta Cruz de Corumbá, criada em 1873 e instalada em 19/02/1874, abrangendo Ladário e Albuquerque. A sua história inicia com a construção do Forte Coimbra em 1775 e a fundação do povoado de N. Senhora da Conceição de Albuquerque em 1778. Em 1862 foi elevado a Vila; em 1865 foi arrasada pelas tropas paraguaias e retomada em 1867 pelo cel Antonio M. Coelho. Em 1871 foi restaurado o município de Corumbá. O Juiz titular em 1964 era Antonio Luiz Fraga Moreira.

“A arrogância que vem do poder é a mais desagradável” (Cícero)

Comentário

NA POLE A derrota nas eleições de 2014 não causou estragos no patrimônio eleitoral do ex-prefeito Nelson Trad (PTB). Pelas sondagens e pesquisas eleitorais é o favorito a conquistar uma cadeira no Senado, apoiando a reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência da República. Como se diz: a colheita é proporcional ao plantio.

SOCORRO! Como era previsto, os políticos do MDB ‘órfãos’ do ex-governador Puccinelli (MDB) com dificuldades para a eleição da Assembleia Legislativa. Numa análise inicial, tendo por critério as pesquisas e suas respectivas bases eleitorais, teriam chances apenas Marcio Fernandes, Renato Câmara, Eduardo Rocha e Paulo Duarte. Enfim, tudo vai depender da conjugação de uma série de fatores.

SUMIDA A senadora Simone Tebet (MDB) não tem dado a ar da graça nestas eleições. Pelo menos até aqui. Tudo bem que o Senado toma-lhe muito tempo, mas neste inferno astral onde o presidente do partido e seu padrinho ao Senado – André Puccinelli – continua na cadeia, esperava-se uma participação mais efetiva dela. Mas pergunto: qual seria o discurso dela? Ela tem noção do quadro. A política como ela é.

ESTRATÉGIA Mudar o slogan de campanha, trocar as cores dos cartazes de propaganda e esconder ao máximo a figura do ex-governador Puccinelli é o eixo da campanha do candidato Jr. Mochi (MDB) até aqui. A julgar pelo que se vê e ouve junto a opinião pública, não tem produzido resultados satisfatórios, sob risco inclusive de ficar fora de eventual segundo turno. E convenhamos que a imagem do partido – como um todo (nacionalmente) - ficou horrorosa. ‘Nem com sangue de Jesus’ limpa’.

E MAIS... A situação segue igual na disputa pelas vagas na Câmara Federal. Até aqui apenas o deputado George Takimoto (MDB) teria chances (sem garantias) de vitória. Já para o Senado o candidato a reeleição Moka (MDB) vem tendo um desempenho pouco convincente nas pesquisas e pelos números atuais perderia a vaga para o candidato Zeca do PT. Evidente que o petista pode até ser condenado no julgamento do dia 16 de outubro no Tribunal de Justiça do Estado. Bem, mas isso é outra história. Como se diz: uma agonia por dia.

LAMENTOS &ARGUMENTOS Percebi: nas cidades do interior os políticos alinhados ao ex-governador Puccinelli tentam passar à opinião pública uma versão mirabolante a respeito da sua prisão, atribuindo aos adversários a culpa. Em momento algum fazem referências aos motivos divulgados na mídia. Ora! Não se pode desprezar a evolução na informática com notícias e imagens em tempo real nos celulares em todo o país. As porteiras dos currais eleitorais foram literalmente quebradas.

PESSOALIDADE Não é fácil eleger um poste, como fez o ex-presidente Lula. Prestígio pessoal é algo de pele associado à personalidade do político que tem valor e um bom currículo. Compare por exemplo o desempenho do candidato ao Senado Zeca do PT com o desempenho de seu candidato ao Governo Humberto Amaducci (PT). A distância dos números é muito grande e corrobora a tese de que a política exige luz própria. Portanto, nem sempre se consegue ir no vácuo do outro candidato.

PROJEÇÕES São os ecos de campanha que ressoam nas pesquisas eleitorais. Em 1989 o candidato Leonel Brizola (PDT) perdeu as estribeiras em Campo Grande com a saudosa jornalista Denise Abraham e o fato custou-lhe a eleição. Em 2002 foi a vez do candidato ao Planalto Ciro Gomes (PDT) que foi infeliz ao falar do papel de sua então companheira Patrícia Pilar na campanha. Disse: “Dormir comigo é um papel fundamental”. Em uma semana despencou e ficou fora do segundo turno.

OS EXEMPLOS acima são emblemáticos, ocorreram em eleições presidenciais, mas outros fatos envolvendo políticos – candidatos ou apoiadores – podem alterar as previsões otimistas em início de campanha. E hoje, onde todo o cidadão municiado de um celular é um repórter em potencial – nada escapa. Um sururu ou escândalo ocorrido numa ponta de vila qualquer ou num distrito distante acaba virando notícia e sendo explorado politicamente. Enfim, candidato não tem direito nem de reclamar do cachorro que atravessou a rua a sua frente. Sabe como é...

JUIZ ODILON Seus partidários mais próximos apostam que o candidato do PDT vai concorrer no segundo turno contra o governador Reinaldo (PSDB). Levando-se em conta o desempenho do candidato Mochi (MDB) até aqui efetivamente Odilon teria mesmo chances. A prisão do ex-governador André (MDB) de fato fortaleceu o discurso do juiz Odilon contra a corrupção, mas para ganhar uma eleição existem outros ingredientes imprescindíveis., tal qual o fermento na feitura do pão.

DESEMPENHO Em 2014 a deputada Mara Caseiro (PSDB) obteve 23.532 votos espalhados por todos os municípios. Suas maiores votações: Eldorado 2.329 votos, Campo Grande 2.327, Mundo Novo 1.857, Sete Quedas 1.436, Amambai 1.265, Itaquirai 1.185, Iguatemi 1.183, Paranhos 1.114, Bela Vista 858, Naviraí 851, Batayporã 636, Chapadão do Sul 621, Tacuru 527, Costa Rica 481, Bataguassu 396, Nova Andradina 345, Rio Brilhante 344, Corguinho 344, Bonito 299, Anaurilândia 298.

ANÁLISE O leitor menos avisado poderia questionar: como uma candidata com base eleitoral na pequena Eldorado, onde foi prefeita, pode somar votos em regiões distantes? Explica-se pelo seu trabalho cuidando dos interesses destas cidades, suas relações com vereadores, prefeitos e lideranças, além de conseguir liberação de recursos estaduais e federais. Exige muita articulação e desprendimento do agente político. É assim que funciona para a maioria dos parlamentares vindos do interior.

‘PROIBITIVOS’ Assim eram vistos alguns temas perante a opinião pública. A questão do suicídio é um destes assuntos delicados que teimamos em ignorar, apesar das pesquisas, onde a média nacional é de 8,7% contra 13,3% aqui no Estado entre 2011 e 2016, com 62.840 suicidas no país. O deputado Fábio Trad (PSDB) acaba de apresentar projeto interessante de prevenção ao suicídio e que deve receber adesão dos colegas independentemente de partido, porque a vida é superior a todas divergências.

BOLSONARO Com o ex-presidente Lula (PT) fora da disputa, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) assume outro papel neste cenário eleitoral. As projeções indicam o confronto em desvantagem com Ciro Gomes (PDT) no segundo turno. Mas não há garantias de que as projeções ocorram sem mudanças. Bolsonaro tenta capitalizar toda a indignação contra a roubalheira, a insegurança e as injustiças. Isso pesa no imaginário popular de um povo com medo e com o saco cheio. Pergunte por exemplo a opinião de um ‘frentista’ de posto de gasolina.

MARINA SILVA Lembra uma figura messiânica pregando o evangelho ou algo parecido. Faltaram apenas o bastão e o véu cobrindo a cabeça. Sua imagem, sua voz não passam energia e nem animam. A candidata da Rede não falou a que veio e não tem propostas – apenas reflexões comuns. No fundo trata-se de uma petista sem espaço no PT. Leva mais jeito para Maria Tereza de Calcutá ou Irmã Dulce.

PAULO CORREA (PSDB) chegou aos 39.540 votos em 2014 também votado em todas as cidades. Na capital foram 7.273 votos. Paranaíba 1.929, Miranda 1.802, Chapadão do Sul 1.549, Aral Moreira 1.536, Cassilândia 1.256, Bonito 1.153, Caracol 1.080, Bataguassu 1.059, São Gabriel do Oeste 1.121, Pedro Gomes 1.050, Aparecida do Taboado 1.037, Inocência 960, Ponta Porã 959, Guia Lopes da Laguna 947, Rio Brilhante 840, Ribas do Rio Pardo 800, Iguatemi 717, Bela Vista 680.

AVE MARIA! Quem diria! Depois que o presidente Michel Temer (MDB) postou nas redes sociais aquele discurso duro contra Geraldo Alckmin (PSDB) não se pode duvidar de mais nada nesta campanha que promete novos embates sensacionais. O eleitor de mediana inteligência já pode fazer uma previsão da guerra no final do primeiro turno e durante a campanha do 2º turno.

RENATO CÂMARA (MDB) totalizou 36.903 votos no pleito de 2014 e sua maior votação foi em Ivinhema onde foi prefeito. Foram 5.717 votos. Em seguida aparecem: Dourados 4.487, Nova Andradina 4.127, Campo Grande 3.328, Batayporã 1.138, Vicentina 902, Juti 888, Guia Lopes da Laguna 780, Anaurilândia 775, Angélica 747, Bela Vista714, Naviraí 678, Deodápolis 684, Bonito 681, Bodoquena 574, Coronel Sapucaia 527, Porto Murtinho 479. O deputado foi votado em todas as cidades.

INDEPENDÊNCIA Só recentemente consegui visitar o Museu do Ipiranga, realizando um sonho de criança. Mas confesso que fiquei um tanto decepcionado com o acervo que considerei pobre do ponto de vista histórico. E neste momento de cobranças devido a tragédia do Museu Nacional no Rio de Janeiro, fico perguntando aos meus botões: qual o percentual de brasileiros que visitaram o Museu do Louvre em Paris – por exemplo – também foram conhecer o nosso Museu do Ipiranga? Perguntar não ofende.

BAÚ FORENSE Criada em 1915, a comarca de Ponta Porã foi instalada em 13/06/1916, com jusrisdição em Sanga Puitã, Laguna Carapã, Antonio João e Aral Moreira. Emílio Calhau – agente fiscal – teria sido em 1891 o primeiro morador da sede do município. Elevado em 1900 a Distrito e 1912 a município. Com a criação do Território Federal de Ponta Porã a cidade foi capital do mesmo. Em 1968 o juiz titular daquela Comarca era Athayde Nery de Freitas.

Comentário

RETROSPECTIVA No 2º turno do pleito de 2014 Reinaldo Azambuja (PSDB) obteve 741.516 votos (55,34% ) para governador. Na capital obteve 289.862 votos ( 63,59%) - Dourados 67.386 votos (60,66%) e Três Lagoas 28.616 votos (55.32%). Mas foi em Cassilândia onde chegou ao melhor desempenho proporcional com 69,48%. Reinaldo não venceu em 28 cidades e a maior delas foi Corumbá obtendo apenas 11.692 votos (23,95%).

CONFIRA essas cidades: Água Clara 44,08% – Amambai 49,40% - Anastácio 45,46% - Anaurilândia 48,40% - Angélica 49,85% - Aral Moreira 39,79% - Bandeirantes 48,98% - Bataguassu 47,53% - Batayporã 45,00% - Bodoquena 47,76% - Coronel Sapucaia 45,98% - Coxim 44,56% - Dois Irmãos do Buriti 38,56% - Fátima do Sul 49,68% - Guia Lopes da Laguna 48,53% - Itaquiraí 45,59% - Japorã 33,32% - Jatei 42,97% - Juti 37,23% - Ladário 27,62% - Miranda 47,28% - Nioaque 47,93% - Nova Alvorada do Sul 43,07% - Nova Andradina 48,67% - Novo Horizonte do Sul 47,13% - Paranaíba 48,16% - Paranhos 43,02% - Pedro Gomes 48,30%.

ATENÇÃO Não custa lembrar: eleição não se ganha apenas com nome. Vale o reconhecimento de seu valor. E aí deve sair faíscas na briga pelas 24 vagas da Assembleia Legislativa, onde peixões graúdos podem literalmente dançar. O deputado José Carlos Barbosa (DEM) admitiu a concorrência até na coligação pró Reinaldo que deve eleger entre 16 a 18 parlamentares. Inevitável a renovação superior a 50%.

EXPECTATIVA Caso o ex-governador Puccinelli (MDB) tenha deferido seu pedido de ‘habeas corpus’ junto ao TRF da 3ª. Região na segunda feira (3), ele se recolherá ao aconchego familiar para se recompor ou se juntará de imediato aos companheiros do partido em campanha para o governo estadual - buscando inclusive uma vaga na Câmara Federal que lhe garanta o foro privilegiado? Seus partidários apostam na segunda hipótese.

A DÚVIDA reinante nas conversas do saguão da Assembleia Legislativa: o ex-governador Puccinelli – preso desde o dia 20 de julho – se conquistar a liberdade seria beneficiado eleitoralmente pelo fenômeno da vitimização ou – diante das denuncias pela eventual pratica de corrupção apresentadas pelo Ministério Público Federal – estaria simplesmente estigmatizado?

OBSERVADORES entendem que Puccinelli teria, sim, condições de se eleger deputado federal, mas ao mesmo tempo acham que dificilmente ele seria o elemento decisivo para reverter os números das primeiras pesquisas divulgadas e assim levar o candidato Jr. Mochi a vitória nestas eleições. Evidente: eleição é igual casamento, você só sabe como ele se inicia.

CUIDADOS Os companheiros do ex-governador Puccinelli apostam no retorno dele aos palanques, eletrônicos ou não. Ouvi pelos corredores da Assembleia Legislativa de que alguns partidários pedem respeito pela situação constrangedora dele (André) já que não se configuraria a condição de simples preso político. E mais, os efeitos psicológicos da prisão são devastadores em qualquer idade. Os estudos de especialistas mostram isso.

‘LIGHT’ Pelo teor das entrevistas e em várias manifestações, pode-se dizer que a campanha ao governo do candidato Jr. Mochi (MDB) tem sido de reflexões inteligentes sobre o passado, presente e futuro do Estado. Articulado e com boa receptividade em vários segmentos sociais, JR. Mochi parece ter a noção exata do atual cenário que lhe é desfavorável, mas nem por isso se envereda pelas agressões verbais. Não há como negar-lhe esses méritos.

RETROVISOR-1 Em 2014 o deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB) obteve 29.386 votos. Votado em todas as cidades chegou aos 17.587 votos na capital - 660 em Chapadão do Sul - Fátima do Sul 537, Dourados 516 - Paranhos 513 - Nova Alvorada. do Sul 473 - Aquidauana 463 - Bataguassu 413 - Paranaíba 391 - Três Lagoas 364 - Corumbá 345 - Deodápolis 343 - Maracaju 341 – Glória de Dourados 297 – Costa Rica 276.

COERÊNCIA Candidato ao governo estadual, João Alfredo Daniezi (PSOL) agrada pela sua visão. Ataca as falhas aproveitando-se de sua capacitação na advocacia e aponta soluções sem a varinha mágica de campanha. Sua trajetória ética em Ribas do Rio Pardo, renunciando ao cargo de vice-prefeito por discordar com eventuais desvios do prefeito mostra seu caráter. João Alfredo parece-nos mais ponderado e preparado do que o próprio Boulos, candidatos a presidência da república pelo PSOL. Penso eu.

RETROVISOR-2 O deputado estadual Pedro Kemp (PT) chegou aos 20.174 votos em 2014. Na capital foram 9.474 votos e a segunda votação em Caarapó com 1.260 votos. As maiores: Dourados 582 - Sonora 555 - Aquidauana 510 – Três Lagoas 470 - Rio Verde de Mato Grosso 465 - Ponta Porã 399 - Coronel Sapucaia 338 – Nioaque 312 – Paranaíba 283 - Coxim 261 - Itaquiraí 250 – Bonito 251 - Anastácio 248.

CRITÉRIOS Quando a imagem da TV mostra o cenário da Câmara, o telespectador menos avisado leva um susto: é gente demais – 548 parlamentares. A dúvida é unânime: será que se trabalha de fato ou não passa de mera ‘moagem’? Pela notícia de que só 41 deles comparecem todos os dias no primeiro semestre, o ideal seria a troca dos faltosos nestas eleições. Como justiça, os deputados assíduos merecem continuar. Nosso representante nesta seleta lista dos 41- Fábio Trad (PSD), além de assíduo, tem sido motivo de orgulho para seus eleitores. Ou não.

RETROVISOR-3 Foram 20.585 votos que elegeram o deputado estadual Amarildo Cruz (PT) em 2014, dos quais 5.559 só em Campo Grande e 2.181 em Bataguassu. As outras principais cidades: Rio Verde de Mato Grosso 978 – Japorã 847 – Nova Alvorada do Sul 827 – Camapuã 771 - Santa Rita do Pardo 661 – Brasilândia 627 - Porto Murtinho 367 – Sidrolândia 350 - Selvíria 322 – Bela Vista 283 – Corumbá 252.

É GUERRA Eu tenho dito que campanha eleitoral não é festa onde você ouve ou dança a música que quiser. Ingredientes apimentados, indigestos, aparecem e provocam estragos. A denúncia contra o candidato Odilon de Oliveira (PDT) a respeito de sua conduta como juiz federal, a exemplo da prisão de Puccinelli, é um artefato de alto poder explosivo. Mas tudo vai depender de como a opinião pública irá recepcionar essa notícia em plena campanha eleitoral. Portanto, é esperar.

RETROVISOR-4 Em 2014 o deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB) foi reeleito com 22.326 votos dos quais 13.399 na capital e 1.598 votos em Coxim. Outras cidades: Miranda 517 votos - Ribas do Rio Pardo 391 - Rio verde de Mato Grosso 369 - Corumbá 329 - Ladário 315 – Porto Murtinho 295 – Rio Brilhante 275 – Três Lagoas 270 - São Gabriel Do Oeste 255 – Camapuã 245 – Bonito 235 – Nioaque 224.

BOLSONARO O candidato à presidência pelo PSL está em alta após interrogatório no Jornal Nacional. Nervosos, os entrevistadores cometeram sucessivas gafes e não deram espaço para o entrevistado falar. Os episódios da cartilha infantil, da troca do ano 2018 por 2021 pelo jornalista Willian Bonner e o apoio da Globo ao Regime Militar de 1964 bombando na internet.

HOMENAGEM Fui a inauguração do Ceinf construída pela prefeitura da capital no Jardim Centenário e que leva o nome do ex-deputado Valdomiro Gonçalves. Muita emoção na primeira homenagem deste tipo prestada ao saudoso parlamentar que sempre defendeu a educação e incentivou o caminho da escola nas suas relações políticas. O prefeito Marcos Trad (PSD) consegue agregar apoio e simpatia em cada ação administrativa. Político bom é assim.

PEDRO CHAVES Impressiona a postura do senador Pedro Chaves (PRB). Apesar de ter desistido de concorrer a reeleição ele continua recebendo prefeitos, vereadores e lideranças que buscam sua intervenção em áreas diversas. Na semana passada, por exemplo, ele esteve em Paraíso das Águas na entrega de 100 casas, onde sua atuação foi decisiva para a concretização. A visão de Pedro Chaves vai muito além do cargo.

MEMÓRIA FORENSE A Comarca de Bela Vista foi instalada em 14 de junho de 1911 com jurisdição em Caracol. Finda a Guerra do Paraguai a região foi povoada à margem do rio Apa sob a liderança de José Lemes Bugre. Em 1900 foi elevado a Distrito e logo em 1908 a Município. Anote-se: de 1943 a l946, o município de Bela Vista integrou o Território Federal de Ponta Porã. Em 1967 o juiz da Comarca era o dr. Athayde Nery de Freitas.

NO QUEIJO Pelas notícias e números de algumas pesquisas o filho do apresentador Ratinho – Ratinho Jr – pode se eleger governador no Estado do Paraná. Deputado ao estilo populista, Ratinho – que começou desacreditado – simplesmente corroeu candidaturas de personagens tradicionais tidos como favoritos.

Na internet:
Nem toda ligação de presídio é golpe. Pode ser alguém pedindo o seu voto

Comentário

LAMENTÁVEL Agosto é especial para os advogados pelo dia 11 - em homenagem também a criação em 1.827 dos primeiros cursos de Direito. Aqui no Estado, os advogados estão preocupados pelo envolvimento de ‘colegas’ em crimes diversos, com alguns deles já na cadeia, criando até um clima de constrangimento e desgaste da classe aos olhos implacáveis da opinião pública.

A COMENTADA construção da ala prisional exclusiva aos advogados (na capital) mostra a realidade; é a gota d’água. Advogados não podem apenas priorizar as suas prerrogativas, ignorando os seus deveres. A OAB - além de proteger seus afiliados, deve também puni-los para não ser vista como corporativista pela sociedade - que as vezes critica sua interferência em determinados assuntos ou episódios.

DUAS CITAÇÕES para homenagear Campo Grande pelos seus 119 anos. A primeira do escritor italiano Ítalo Calvino: “A cidade é uma para quem a olha pela primeira vez; a cidade é outra para quem chega para ficar; outra ainda para quem sabe que nunca a vai deixar”. A outra pérola é do escritor argentino Jorge Luiz Borges: “um homem é seu país, sua cidade, seu bairro, sua rua, sua casa, seus vizinhos e seus amigos”.

DR. ODILON A decisão do Conselho Nacional de Justiça em retirar em parte seu direito a proteção pessoal acabou inserido na campanha do candidato do PDT ao Governo do Estado. Mas há dúvidas se o fato trará prejuízos ou benefícios à medida que o eleitor interpretar o fato. Até aqui é uma candidatura sem barulho, diferente, que por si só motiva a preocupação da concorrência nestes dias de incertezas.

PERALÁ!!! A propalada nomeação do ministro Carlos Marun da Secretaria de Governo da Presidência da República para o Tribunal de Contas da União não seria favas contadas. A indicação eventual de seu nome teria que passar pela aprovação na Câmara Federal e depois referendada pelo Senado. Neste cenário de turbulências, conchavos e outras práticas próprias do poder, o presidente Temer (MDB) poderia ter dificuldades para viabilizar o nome do atual ministro. Haveria outra saída para compensar a fidelidade de Marun ao Governo?

ALPINISTA Quem acompanha o cenário político observa: Marcos Trad (PSD) vem acertando em seus movimentos. Lá atrás saiu do MDB e escapou da vingança do ex-governador Puccinelli (MDB) ao se eleger prefeito da capital e mudou o quadro estadual com vistas ao futuro. Parceiro do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Marcos Trad fez outro gol de placa: a adesão do ex-deputado estadual Londres Machado que entrou para a sigla (PSD) para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em substituição à filha, deputada Grazielle Machado (PSD).

ALPINISMO Não se pula de paraquedas caindo bem no cume da montanha. Na política – por analogia – também! Imagino que Londres com seus 44 anos de vivência terá um papel especial como articulador junto as atuais e novas forças políticas advindas destas próximas eleições. Se o governador Reinaldo conseguir a reeleição, Londres Machado - como deputado e Marquinhos prefeito - poderão construir um projeto bem mais forte do que os concorrentes viabilizando inclusive a eleição de Marcos Trad a governador. Enfim, o jogo está sendo jogado.

ECLIPSE A situação do MDB no Estado pode ficar delicada caso o seu candidato Jr. Mochi perca as eleições para governador e o senador Moka não se reeleja. A primeira vista, sobraria apenas a senadora Simone Tebet (MDB) com representação efetiva em todo o Estado, já que o ex-governador Puccinelli (MDB) enterraria de vez suas pretensões políticas. Além do mais, no maior colégio eleitoral – Campo Grande – o MDB não está bem pelo desempenho de seus candidatos nas ultimas eleições municipais. Também não há lideranças à caminho, mesmo porque a sigla está desgastada também em nível nacional. Sem atrativo!

REUMATISMO Não há como esquecê-lo quando se olha a cúpula do governo federal reunida, a começar pelo próprio presidente Temer (MDB). Grande parte dela saiu dos quadros do MDB que se renovou apenas com a retirada do P da denominação anterior. Por extensão, nos Estados, a ‘virose’ do continuísmo com soberba sobreviveu como no Mato Grosso do Sul onde o ex-governador Puccinelli comandou a sigla. Os descontentes ao longo do caminho migraram para outros partidos.

‘RETROVISOR-1’ Vereador em Jales (SP) por dois mandatos, Onevan de Matos (MDB) mudou-se em 1975 para Naviraí e em 1978 se elegeu deputado estadual como constituinte. Ele se reelegeu em 1982 e 1986; mas eleito prefeito de Naviraí em 1988 deixou o cargo em 31/12/88 para assumir a prefeitura entre 1989-92. Ainda disputou e venceu os pleitos de 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014, estando no exercício do mandato no legislativo estadual pelo 9ª. vez com 24.822 votos recebidos no último pleito.

‘MINEIRINHO’ Nascido em Itapagipe (MG) o deputado Onevan tem espalhado sua influência em todas as regiões e no último pleito recebeu votos nos 78 municípios. Os principais: Naviraí 8.211 votos – Itaquiraí 1261 – Fátima do Sul 1146 – Campo Grande 1.108 - Sete Quedas 1094 – Deodápolis 747 – Selvíria 635 – Angélica 608 - Bela Vista 601 - Novo Horizonte do Sul 578 – Iguatemi 538 - Gloria de Dourados 535 – Ponta Porã 492 – Eldorado 448 - Aparecida do Tabuado 438 - Nova Andradina 382.

INTERESSANTE Até aqui o Governo Estadual construiu mais de 100 pontes de concreto em todas as regiões e nenhuma delas sofre investigação. A mais emblemática delas, com 80 metros de largura e custando R$ 4,2 milhões, sobre o Rio Santo Antônio (Guia Lopes da Laguna) substituiu a ponte de concreto (inaugurada em abril de 2012 na gestão anterior) que caiu como dominó nas chuvas de 2016 e virou notícia nacional com críticas e ironias até nos celulares. Dinheiro nosso levado pelas águas.

NA BANGUELA Pelo que deduzi das entrevistas dos candidatos e lideranças do MDB a única opção de discurso será o legado deixado pelo partido em suas gestões na capital e no Estado principalmente. Aí corre o risco do eleitor ligar o custo das obras as denúncias de corrupção apontadas pela justiça contra o ex-governador Puccinelli (MDB). Indaga-se: Se ele sair da cadeia a tempo de concorrer a Câmara Federal, qual será o ânimo dele? Mas há quem diga que tudo dependerá os números das primeiras pesquisas.

INDIFERENÇA Segundo as pesquisas realizadas em todas as regiões do país, o eleitor está indignado e desmotivado para votar nestas eleições. Os números variam de acordo com as regiões e o nível de escolaridade dos pesquisados. As previsões não são otimistas. Daí que esses números de preferência nas pesquisas precisam ser avaliados sempre levando em conta o contingente daqueles que tem a intenção de votar.

LÍDIO LOPES Natural de Iguatemi (MS) o deputado estadual Lídio foi eleito pelo PEN com 23.643 votos, tendo sido votado em todos os municípios, com Campo Grande sendo o principal reduto com 7.929 votos, seguido de Iguatemi com 2.369 votos. Outros municípios: Tacuru 606 votos – Paranaíba 527 – Três Lagoas 459 – Corumbá 414 – Sete Quedas 394 – Paranhos 382 – Navirái 382 - Nova Alvorada do Sul 354 - Miranda 345 - Nova Andradina 335 – Maracaju – 310.

NO TRECHO O conceituado médico Luiz Ovando tenta uma cadeira na Câmara Federal pelo PSL. Wilson Sami (MDB), vereador na capital é outro médico com o mesmo sonho. João Henrique, neto do ex-governador Marcelo Miranda, também busca uma vaga na Câmara pelo PR. Roberto Duraes, (PSL) advogado e ex-vereador na capital também postula uma cadeira na Câmara. Eleição é para todos.

BALANÇO FINAL De partido forte, o Partido da República perdeu a maioria de seus representantes. Os deputados Paulo Correia e Grazielle Machado deixaram a sigla, a exemplo do ex-deputado Londres Machado. Já o ex-deputado Antonio Carlos Arroyo (PR) desistiu de disputar a Assembleia Legislativa. Para piorar o ex-deputado Edson Giroto (PR) acabou preso. Sem outros nomes competitivos juntou-se ao MDB aumentando o tempo da coligação no rádio e TV. E só!

GUERREIRA Conheço a professora Evair Gomes Nogueira desde a emancipação de Costa Rica. Liderança respeitada, cedeu ao apelo do PSDB para disputar a Assembleia Legislativa. Defenderá a simpática bandeira em pról da cidade/região e o legítimo direito democrático de competir. Nestas horas é que se conhece a fibra e a fidelidade partidária dos políticos que marcam posição, independentemente das chances de vitória.

VAZIOS Como disse na edição anterior, abriu-se um espaço para deputado estadual no ‘Nortão’ do Estado. O deputado Marcio Fernandes (MDB) já entrou em campo para se aproveitar da nova realidade com a candidatura de Jr. Mochi (MDB) ao Governo. Carência de postulantes locais também em Aparecida do Taboado, Paranaíba, Cassilândia e Chapadão do Sul. Prefeitos, vereadores e lideranças aproveitam para estreitar laços com candidaturas baseados na identidade partidária e outras motivações.

INTERROGAÇÕES Candidaturas comentadas no saguão da Assembleia Legislativa: do deputado Zeca do PT ao Senado por força de impugnação, do ex-prefeito da capital Alcides Bernal (PP) e de Andréia Olarte (MDB), ex-primeira dama de Campo Grande. Sobre Bernal, há expectativa de sua fala no horário eleitoral e sobre sua votação nas urnas. A respeito dela, após o episódio que resultou na sua prisão, inclusive, muitos se mostram surpresos com sua volta a política. “Além de bonita, corajosa” – dizem.

AGORA VAI? Embora nas vezes anteriores tudo não tivesse passado de simples ameaça ou encenação, o jornalista Antonio João (PTC) diz que irá concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. Uma candidatura motivacional. Bom também por prometer em cartório doar os seus vencimentos às entidades de caridade. Oportunidade para aferir seu prestígio junto a comunidade. Sucesso.

DE NOVO Marido da senadora Simone Tebet (MDB), o deputado estadual Eduardo Rocha (MDB) tenta a reeleição Em 2014 obteve 30.873 votos - Três Lagoas 8.788 votos - Campo Grande 3.562 votos - Aparecida do Taboado 2.027 votos - Costa Rica 1.696 votos - Água Clara 1.427 votos - Brasilândia 1.309 votos – Paranaíba 117 votos. Votado em todos os municípios, seu desafio é repetir o feito, embora não seja essa ainda a hora de mostrar que tem luz própria.

“Toda autocrítica tem a modéstia do necrológio redigido pelo próprio defunto” (Nelson Rodrigues)

Comentário

E AGORA? Inegáveis o bom conceito e a simpática imagem do deputado estadual Jr. Mochi – no exercício do mandato, fora dele ou ainda por onde passou ao longo de sua vida. Paulista de Itápolis, de fala fácil e gestos generosos que facilitam qualquer diálogo em situações distintas, não foi escolhido e nem aceitou por acaso esse desafio em circunstâncias tão peculiares.

JEITOSO Pode até ser fácil chegar à presidência da Assembleia Legislativa, mas difícil é saber lidar com tantos interesses conflitantes no plenário e fora dele. Neste período no exercício do cargo, Jr. Mochi demonstrou a qualidade de agregar de forma harmônica, sem perder a autoridade e conservando os atributos pertinentes. Foi ele interlocutor do Legislativo com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) com quem sempre manteve relações cordiais desde a época em que eram prefeitos, de Coxim e Maracaju – respectivamente.

CORAGEM Depois que a Simone Tebet (MDB) desistiu de enfrentar a batalha, Jr. Mochi surpreendeu aceitando o desafio. O olhar dele foi mais profundo: enxergou os eleitores espalhados pelas cidades interioranas onde o partido é consistente; confiou no eventual reconhecimento da população pelas administrações do MDB e finalmente confiou na sua própria capacidade para tentar reverter o quadro desgastado do partido em face dos escândalos que levaram à prisão o ex-governador Puccinelli inclusive. Esse é o seu desafio maior.

ENFIM... essa é mais uma eleição na vida de muitos políticos, mas para Jr. Mochi pode ser até a mais importante, ou quem sabe a última. Uma coisa é certa: a presença dele como um dos concorrentes ao pleito vai colaborar enormemente para reinar um clima de democracia gentil, sem situações degradantes comuns ao evento. Jr. Mochi também é partidário do bom combate.

1-RETROVISOR Reeleito em 2014 com 34.200 votos, contra os 31.882 votos de 2010, o deputado Jr. Mochi ganhou destaque no MDB e se elegeu presidente da Assembleia Legislativa em duas eleições. Em 2010 não foi votado em Japorã, Paranhos, Selvíria e Sete Quedas. Em 2014 só não recebeu votos em Ladário, Novo Horizonte do Sul e Tacuru.

2-RETROVISOR Seus maiores redutos em 2014: Coxim 4547 votos, São Gabriel Doeste 4.342, Campo Grande 3.996, Rio Verde de Mato Grosso 2.323, Rio Brilhante 2.066, Sonora 1.653, Aparecida do Taboado 1.593, Costa Rica 1.344, Camapuã 1.261, Pedro Gomes 1.160, Laguna Carapã 697, Rochedo 641, Paraíso das Águas 610, Nioaque 598 Figueirão 596, Rio Negro 581 Chapadão do Sul 578 votos, Paranaiba 544.

CONSEQUÊNCIAS Esses redutos eleitorais onde Jr. Mochi foi votado em 2014 oferecerão espaço aos postulantes estaduais. A região Norte, onde ele manteve a hegemonia nos últimos dois pleitos, oferecerá oportunidades de votos. Evidente, o partido está atento a isso, mas o exercício do paraquedismo não está sujeito a regras partidárias. Quem for mais competente levará maior parcela destes votos ‘sem dono’, porque a maioria deles passa pela identificação do eleitor com o candidato.

A SITUAÇÃO do ex-governador Puccinelli (MDB) é grave, pois o Ministério Público Federal assim se reporta em trecho de denúncia na Justiça Federal: “Na condição de governador do Estado de Mato Grosso do Sul, entre os anos de 2007 e 2015, por pelo menos 32 vezes, livre e consciente, no comando do esquema criminoso acima descrito, aceitou receber para si e para outrem, direta e indiretamente, em razão de seu cargo público, vantagens ilícitas pagas pela JBS”.

O LEGADO de Puccinelli não pode ser visto exclusivamente pelas obras físicas que construiu, mas também pelo escândalo que culminou com sua prisão, junto com outras pessoas já identificadas pela mídia. Pena, é a primeira vez que temos um ex-governador nesta situação vexatória, indefensável até para seus companheiros nestas eleições. O MDB terá que lidar com esse fantasma que o estigmatizou pela corrupção de lideranças suas - que hoje desfrutam das ‘quentinhas’ nos presídios. Portanto será difícil colar o rótulo de vítima no ex-governador André.

SURPRESA O ex-governador André Puccinelli (MDB), segundo os bastidores, teria outra missão neste pleito: tentar uma vaga na Câmara Federal para também ajudar a eleição de outros emedebistas. A Resolução do TSE dispondo sobre o registro de candidaturas – no artigo 68 – faculta a substituição em vários casos, inclusive de renúncia de algum postulante do partido ou coligação. Além do mais o mandato é a escada rumo ao foro privilegiado que Puccinelli precisa.

CHUMBO GROSSO Sob a presidência do juiz da 3ª. Vara Criminal de Campo Grande o processo por crime de ocultação de bens envolvendo o ex-deputado federal Edson Giroto (PR), sua mulher Rachel R. Jesús P. Giroto, além do cunhado Flávio H. Garcia Scrocchio terá novos atos (oitiva de testemunhas de acusação) em setembro vindouro. Ao todo são 7 as denúncias (ações penais) do Ministério Público Federal no caso conhecido como ‘Lama Asfáltica’, onde busca-se o ressarcimento do valor de R$ 300 milhões que teriam sido desviados dos cofres públicos.

É PENA A decisão do senador Pedro Chaves (PRB) em renunciar a candidatura foi outra novidade nesta semana agitada nos meios políticos. Ao seu estilo equilibrado entendeu que esse seria o melhor caminho para evitar desgastes e preservar sua imagem respeitosa. Mas até o final de seu proveitoso mandato continuará atuante em prol do país e do Estado. Realmente a vida pública partidária é desgastante, complicada.

NA MÍDIA O candidato Odilon de Oliveira (PDT) volta a ser notícia na grande mídia. A Época traz uma matéria revelando que a campanha eleitoral do ex-magistrado será acompanhada e aproveitada no documentário ‘Odilon – réu de si mesmo’ – que será produzido pela Your Mamma e HBO, com roteiro e direção de Leandro Lima.

PROCUREI e achei no dicionário o termo para definir a figura do Procurador Sergio Harfouche. Indômito – o mesmo que indomado, alguém que não se deixa vencer ou subjugar. Após a malfadada indicação a vice-governador na chapa do MDB ele continua em pleno vigor candidato ao senado pelo seu partido PSC. Mas convenhamos: ele saiu chamuscado ao associar-se a um partido (MDB) marcado por tanta corrupção em todos os níveis. Vamos ver como ficará agora seu discurso moralista.

RICOS & REMEDIADOS Nem sempre as declarações do patrimônio de candidatos à Justiça Eleitoral correspondem à realidade devido aos ‘laranjais’, mas vale mostrar o quanto cada candidato ao governo estadual disse possuir. Reinaldo Azambuja (PSDB), R$ 38,6 milhões; João Alfredo Dainezi (PSOL), R$ 6,654 milhões; Odilon de Oliveira (PDT), R$ 1,599 milhão; Junior Mochi (MDB), R$ 1.453.722,52; Marcelo Bluma (PV), R$ 1,374 milhão; Humberto Amaducci (PT), R$ 447.423,48.

INTERNET Decisiva nas eleições. Mais de 127 milhões de usuários do Facebook e mais de 120 milhões de usuários no WatsApp. Provocações, difamações diversas, deformação de imagens e notícias falsas atingirão também o público antes excluído do debate político. Candidatos vão investir e cuidar bem deste setor da campanha. Será o fim da hegemonia da televisão.

ATENÇÃO O público sem tempo para cansar: teremos apenas 12 programas eleitorais no rádio e TV com os candidatos da chapa majoritária, além das inserções partidárias que pegam o telespectador de surpresa. Com as novas regras o pleito ficará engessado e as cidades mais limpas, com certeza. É preciso ver se todas as inovações resultem na escolha dos melhores candidatos.

A GUERRA nas ruas, embora previsível, ainda desenha-se tímida por várias razões. Mas é bom a população ir se acostumando: já é permitida a circulação de veículos com serviço de som – das 8 horas às 24 horas. Também autorizada a tradicional distribuição de santinhos nas ruas e outros materiais de campanha. E o eleitor: aceitará ou rejeitará?

TRAMPOLIM As câmaras municipais continuam sendo o primeiro passo para a política partidária. Evidente que existem outros casos no interior, mas só da capital são 13 vereadores candidatos por partidos diversos. Cada qual com seus argumentos que vão de ‘nada a perder’, ‘aprendizado’, ‘chance de divulgação do nome e imagem’, ‘contribuição ao partido’...

SÓ NO BRASIL O cidadão é processado, condenado e preso após tantas firulas jurídicas e agora quer ser candidato a presidente da república e ainda por cima participar dos debates entre os candidatos. Não foi por acaso que fui obrigado a ouvir no exterior tantas piadas e críticas sobre nosso país, suas instituições e sua gente metida a esperta. Vamos continuar no Terceiro Mundo até quando?

“Eleições é o mais avançado processo para eleger futuros processados” (Fraga)

Comentário

INTERESSANTE Num país onde a classe política está desacreditada mesmo com 35 partidos regularizados, as eleições prometem em nosso Estado um clima de acirramento por motivos diversos. Salvo mudanças de última hora teremos 357 candidatos à Assembleia Legislativa (quase 15 por cada vaga) e 137 postulantes à Câmara Federal (mais de 17 por cada uma das 8 vagas).

CENÁRIO político em movimento até 15 de agosto (prazo final do registro das candidaturas). Sabe-se: o candidato Reinaldo Azambuja (PSDB) disporá de 4 minutos e 22 segundos no horário eleitoral no rádio e TV. Já Simone Tebet (MDB) terá 2 minutos e 38 segundos – contra 1 minuto e 23 segundos de Humberto Amaducci (PT); 1 minuto de Odilon de Oliveira (PDT); 27 segundos para Marcelo Bluma (PV) e apenas 7 segundos para o candidato João Alfredo (PSOL).

COSTURAS Elas viabilizam a formação de chapas e candidaturas tentando melhorar o potencial em eleições de qualquer nível. Tanto é que o PSDB montou uma chapa para a Câmara Federal e 3 para a Assembleia Legislativa, unindo-se ao DEM, PTB, PPS, PP, PSD, PROS,PSB, PMD, PSL, PMN, Solidariedade, Patriota e Avante.

PRONTA O MDB por sua vez conseguiu agregar nada menos que 7 agremiações partidárias em seu projeto eleitoral. São elas: PR, PTC, PRP, PSC, PHS, PRTB e PSDC. Até aqui estão definidas 27 candidatos a deputado estadual e 14 postulantes para deputado federal. Eventualmente poderemos ter desistências e substituição de nomes.

MUDANÇAS Ao contrário de antes, hoje também a escolha dos nomes dos dois suplentes ao Senado passam por um processo de avaliação para definir ganhos reais nas candidaturas. Não é por acaso, o candidato Zeca do PT escolheu o ex-prefeito de Dourados Laerte Tetila (PT) para seu 1º suplente e a advogada da capital Giselle Marques (PT) para a 2ª. suplente.

OUTROS Candidato a reeleição, o senador Moka (MDB) buscou no interior, o ex-prefeito de Sonora Zelir A. Maggioni (MDB) para seu 1º suplente e a ex-vereadora da capital Maria Emília Sulzer para a 2ª. suplência. Já o senador Pedro Chaves (PRB) buscou o ex-vereador da capital Gilmar da Cruz (PRB) para seu 1º suplente e o vereador de São Gabriel do Oeste Angelo Magno P. Mendes (PRB) para 2º suplente.

DESTAQUE também para os nomes do empresário de Naviraí José Chagas (DEM) e a professora Terezinha Bazé (DEM) de Três lagoas – respectivamente 1º e 2º suplente do candidato ao senado Nelson Trad (PTB). Já o candidato ao senado Marcelo Miglioli (PSDB) optou pelo pastor Antonio Dionísio (PSB) para 1º suplente e a vereadora de Dourados Daniella Hall (PSD) para a 2ª. suplência.

LEMBRANDO Os casos de cassação de mandato, renúncia, licença e morte de senadores tem demonstrado a necessidade de escolher suplentes com o devido critério que o desempenho do cargo exige. Recentemente tivemos dois casos de suplentes com desempenho louvável: do ex-senador Ruben Figueiró (PSDB) e do atual senador Pedro Chaves (PRB). Figueiró era o 2º suplente da senadora Marisa Serrano (PSDB) que renunciou ao mandato para assumir vaga no Tribunal de Contas, tendo assumido o 1º suplente Antonio Russo (PSDB) que deixou o cargo por motivo de doença. Já Chaves, assumiu em decorrência da cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (PTC).

NOVIDADE A escolha do Procurador de Justiça Sergio Harfouche (PTC) como companheiro de chapa da emedebista Simone Tebet causou surpresa nos meios políticos. Inicialmente era do PSC e pré-candidato ao Senado, depois ingressou no PTC e anunciou sua candidatura ao Governo no final do mês passado. Uma trajetória cheia de mudanças.

PERFIL Com 26 anos no MPE, Harfouche se notabilizou com suas campanhas e pregações envolvendo a educação. Pregou a moralidade, dizendo que o eleitor tinha acordado para o valor de seu voto, para acabar com essa onda inaceitável de corrupção, desvios, da discussão ‘se prende ou não prende’. Longe de ser o Messias, Harfouche construía a imagem diferenciada, com discurso forte entremeando religião e moral. Mas sua candidatura pode morrer no nascedouro pelo entendimento do STF que exige a exoneração do cargo de procurador para disputar eleições partidárias. E agora?

NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa observadores questionaram a sinuosa trajetória de Harfouche, preterindo a candidatura diferenciada por uma outra aliada ao MDB, sigla estigmatizada pelo envolvimento de lideranças suas em denúncias de corrupção, desvios e prisões como dos casos dos ex-governadores Sergio Cabral (MDB-RJ) e Puccinelli (MDB-MS), esse último que articulou ou abençoou essa escolha. Como explicar isso ao eleitor que o próprio Harfouche classificou de ‘cansado’ nas entrevistas?

É O FIM O deputado federal Luiz H. Mandetta (DEM) antecipou o fim sua trajetória política, descontente com a aliança de seu partido com o PSDB. Nunca é demais lembrar que ele não conseguiu articular e impor sua candidatura a prefeito naquelas eleições municipais da capital vencidas por Alcides Bernal (PP). Seria um nome mais competitivo do que o ex-deputado Edson Giroto (PR). Mas faltou-lhe tutano para se impor ao ex-governador Puccinelli (MDB) – padrinho do candidato do PR derrotado. Agora, sem volta.

ZECA DO PT Prevalece nos círculos jurídicos o entendimento de que o parlamentar reverterá a decisão que o tornou ilegível. Falei com seu advogado Newley Amarilha que explicou: primeiro o deputado terá que fazer o registro de sua candidatura até o dia 15, esperar a publicação do edital para eventuais impugnações - certamente do Ministério Público. Aí sim o defensor buscará os remédios cabíveis. “Fora disso não se pode reiventar a roda” – lembrou Amarilha.

ISSO CONTA! Em apenas 9 meses de mandato, o deputado federal Fabio Trad (PSD) é o parlamentar de MS que mais apresentou projetos de lei protocolados. Foram 17 nas várias áreas de interesse; da questão tributária à defesa da mulher. Ainda: o deputado atingiu a menor média de gastos com verbas públicas dentre todos os nossos representantes, gastando mensalmente R$ 104.206,00 em média.

CONSTRANGIMENTO Foi o que senti no contato com parlamentares afinados com a liderança de Puccinelli. A deputada Maria Antonieta Amorim (MDB) continua abatida e sem rumo desde a prisão do seu irmão empresário João Amorim. Já o deputado Paulo Siuffi (MDB) foi sincero ao colunista quanto ao seu futuro político. Disse que se depender da vontade de seus familiares deixará a política para dedicar-se a sua bem sucedida carreira médica. Ele mesmo desabafa emocionado: “a morte de meu filho mudou minha vida”.

CANDIDATURAS já confirmadas pelo PDT à Câmara Federal: Wellington Ricardo de Jesús (vereador em Três Lagoas), Dagoberto Nogueira Filho, Ritva Cecília Vieira, Hedyl Marcos Benzi Filho (disputou a prefeitura de Anastácio em 2016), Maria Alves Meleiro candidata a vice prefeito em Anastácio em 2016), Odilon de Oliveira Jr e Tiago Henrique Vargas ( policial – ex-candidato a vereador na capital em 2016). Em relação aos pretendentes à Assembleia Legislativa não há ainda confirmação dos nomes.

MARUN Após atrair a ira da maioria da opinião pública com suas exposições ridículas na mídia e com sua postura fiel ao Governo Temer, conseguirá desempenhar o papel de defensor do MDB e do ex-governador Puccinelli nesta campanha? Missão difícil para o ministro Carlos Marun (MDB) da Secretaria de Governo - que já revelou a intenção de deixar a política. Pela sua fidelidade será mesmo premiado com uma cadeira no TCU?

REALIDADE O setor privado abriga a maioria dos alunos de baixa renda. Mas os mais ricos estudam nas escolas públicas ao longo da educação básica e vão para o ensino superior público graças a melhor formação de base. Daí que o senador Pedro Chaves (PRB) é autor de projeto criando o Fundo de Incentivo à Formação Superior para alunos de baixa renda e com nota superior a 400 no Enem. Chaves entende que o Prouni chegou ao limite. Seu projeto seria uma alternativa interessante.

A GRANA Nunca é demais lembrar o dinheiro que será dado aos partidos nestas eleições. Eis a lista dos 11 primeiros partidos felizardos: MDB – R$ 234.232.915,58; PT - R$ 212.244.045,58; PSDB - R$ 285.868.511,77; PP – R$131.026.927,86; PSB – R$ 118.783.048,51; PR – R$ 113.165.144,99; PSD – R$112.013.278,78; DEM – R$89.108.890,77; PRB – R$ 66.260.585,97; PTB – R$62.260.585,97; PDT – R$61.475.696,42.

DUAS SACANAGENS A primeira delas vem do TSE que resolveu dar uma mão aos políticos na hora de declarar seus bens. Agora será impossível saber a participação deles em empresas e em quais bancos tem investimentos. A segunda é do STF que ignora a crise e reajusta seus próprios salários – de R$ 33,8 mil para R$ 39,3 mil - ao custo anual de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. Fora casa, carro, motorista e outros penduricalhos. Assim é fácil passar temporada em hotéis de luxo em Lisboa ignorando a cotação do Euro. Não é?

“O mais estranho no Brasil é que ninguém estranha mais nada” (Fraga)

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