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Manoel Afonso

Manoel Afonso

INCOERÊNCIA A questão indígena foi abordada pelos deputados do PT na Assembleia Legislativa. Mas nos 3 mandatos petistas no Planalto nada foi feito para resolver o conflito local das terras com os brancos em nosso Estado. Priorizou-se a Copa do Mundo e Olimpíadas, onde o esquema das empreiteiras dava lucro ao PT e aos ‘nobres companheiros’.

AS VISITAS do ministro da Justiça Eduardo Cardoso eram encenação. Só com parte do dinheiro gasto na arena de futebol de Manaus, por exemplo, compraria todas as terras reivindicadas pelos índios e estaria resolvida a questão. Mas, sabe como é: o jogo teria que ser limpo, sem propinas. Aí não deu mesmo.

ORA BOLAS Ao PT é mais rentável politicamente não resolver a demarcação dos territórios indígenas. Se resolvida, a nação indígena conquistaria sua carta de alforria e teria vida própria. Como está, os índios ficam reféns e continuam usados pelo PT nas campanhas eleitorais. Os índios precisam acordar.

‘MUY AMIGA’ A pretensão da CCR em parar a duplicação da BR 163 e mantendo a cobrança de pedágio, recebida com indignação pela classe política. Na Assembleia Legislativa o deputado Marcio Fernandes (PSDB) já se manifestou pedindo esclarecimentos. Já o senador Pedro Chaves (PSC) promete reunir a bancada federal para questionar o caso na presidência da Agência Nacional de Transportes Terrestres. É o caminho.

SEM SURPRESA Em sintonia com o Planalto, a PEC que limita os gastos públicos do nosso Estado por 10 anos foi aprovada na Assembleia Legislativa. A oposição alegou ser ‘camisa de força’, Mas, é a arma que o Governo dispõe neste quadro ruim e não há clima para delírios. Afinal, o PT quebrou o país.

CONVENHAMOS! Pelas declarações do ministro Meirelles, da Fazenda, a economia irá melhorar lentamente – como mostram os indicativos econômicos. Não há espaço para demagogia, greves e atos por melhoria salarial. O governador Reinaldo não tem a varinha mágica e lembra o ex-prefeito Lúdio Coelho: não se gasta além do ganho.

‘RECUERDOS’ Faz falta ao país a grana que o BNDES emprestou a juros baixos para os países amigos do Lula. Resolvemos o problema do Metrô de Caracas – por exemplo - e nossa BR 163 continua matando. Prevaleceu o esquema da propina onde os petistas levaram por fora.

INDICATIVO Quando se especula o futuro quadro eleitoral, especialmente quanto a posição do PMDB em relação ao PSDB, fato recente chama a atenção. O advogado Youssif Domingos, ex-deputado do PMDB, foi reconduzido ao comando da Agepan sob as bênçãos do governador Reinaldo (PSDB). Entenda como quiser.

LÍDIO LOPES O deputado do PTN foi à tribuna para reclamar do Ministério Público Estadual que pediu a indisponibilidade de bens seus por conta de denúncia contra uma funcionária de seu gabinete. Explicou o caso e lembrou de seu zelo como funcionário do Tribunal de Contas do Estado. E arrematou: um abuso de autoridade buscando os holofotes.

MUTRETA Para Fausto Matto Grosso, já vigora o sistema de votação pelas listas partidárias. É que o eleitor ao escolher os 2 dígitos iniciais do seu candidato a deputado automaticamente define o partido. Apenas os números seguintes revelam a preferência individual. Daí que o mandato não é um direito pessoal, pois pertence ao partido.

FAUSTO lembra; no pleito de 2014 só o deputado federal Zeca do PT elegeu-se com seus próprios votos. Os demais foram beneficiados com os votos obtidos pelos outros postulantes da lista do partido. Em resumo: foram puxados como ocorreu com os companheiros de partido do candidato a deputado federal Tiririca. Lembrou?

PERFIL Bacharel em Direito e policial federal, o vereador André Salineiro (PSDB) chega a Câmara da capital com 8.776 votos. Consciente que o fato de ser o mais votado aumenta sua responsabilidade, está se dedicando de corpo e alma ao mandato. Tem boa inserção e credibilidade na sociedade. Vai indo bem. Tem projeto político.

A PROPÓSITO Finalmente descobre-se a importância da zona rural de Campo Grande, que constitui mais de 95% da área de seu município. Executivo e Legislativo unidos com o Sindicato Rural e a Acrissul para implementar políticas de ações voltadas ao campo. Essas parcerias devem funcionar bem.

ESSA É BOA! A Previdência fica pegando no pé dos pequenos contribuintes, vítimas do sistema cruel, e ‘esquece’ os outros devedores gigantes como JBS, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Mendes Jr., Banco do Brasil e Lojas Americanas. O critério de cobrança passa pelo apadrinhamento político infelizmente. Esse é o nosso país!

O DEBOCHE de Emílio Odebrecht causa indignação. Mostrou como o Brasil vem sendo assaltado e fatiado pelas empreiteiras e políticos desde ao anos 70. Mas só o juiz Sergio Moro não dará conta de melhorar o país. É preciso que o eleitor não vote nos candidatos acusados que vão se esconder nas listas fechadas do partidos.

MEMÓRIA Deputados Federais eleitos em 1962 no Mato Grosso: João Ponce de Arruda (PSD), Wilson Fadul (PTB), Wilson Barbosa Martins (UDN), Rachid Saldanha Derzi (UDN), Itrio Correa da Costa (UDN), Filadelfo Garcia (PSD), Rachid Mamed (PSD) e Edson de Brito (UDN). Eleitos para o Senado: Filinto Muller (PSD) 86.098 votos e Vicente Bezerra Neto (PTB) 69.396 votos. Derrotados: João Villas Boas (UDN) 67.3123 votos e Júlio Castro Pinto (UDN) 63.998 votos.
CALMA! Devagar com o andor. As eleições de 2018 passam pela Lava Jato em todos os Estados. Aqui já começamos a sentir os efeitos. Ainda não é possível avaliar os estragos eleitorais. Novas investigações podem atingir muita gente por tabela. É igual aos estilhaços de copo quebrado.

LISTA dos personagens locais citados nas delações da Odebrecht: ex-senador Delcídio do Amaral, ex-governador André Puccinelli, ex-deputado federal Edson Giroto, João Amorim (empresário), deputado federal Zeca do PT, deputado federal Vander Loubet (PT), fiscal tributário José Miguel Milet de Freitas, fiscal de rendas Fadel Tajher Iunes Jr e Aurélio Cance Jr.

NO RETROVISOR Acusado de falcatruas, preso inclusive, o deputado federal Paulo Maluf foi aprovado nas urnas. O eleitor chancelou o estílo ‘rouba mas faz’. Em 2018, pela Justiça lenta na análise dos denunciados na Lava Jato e pelo sistema de listas partidárias que se pretende adotar, é possível que muitos deles sejam reeleitos.

DIFERENTE? Pela cultura da acomodação, da conivência e devido a boa situação do país, o brasileiro agiu assim. Mas agora o quadro é outro; os roubos escancarados na mídia e o cidadão empobrecido sentindo na pele a desonestidade dos governantes.

MANOEL DE BARROS Amei a sua escultura pelo nosso artista Ique. Mas temo que se repitam aqui as ações de vândalos como na estátua de Carlos Drummond de Andrade no Rio de Janeiro. O lugar mais seguro para ela seria na Praça Rui Barbosa, fechada no período noturno. Já na Avenida Afonso Pena seria presa fácil. É a sugestão.

DO LEITOR “Que se faça justiça. Acompanhamos o caso do policial rodoviário federal Ricardo Moon, assassino do jovem Adriano aqui na capital. A sanha de matador é evidente, pelas circunstâncias, número de disparos e sua postura após a barbárie. O Juiz que preside o processo sabe: os olhos da população, amigos e pais da vítima o acompanham”.

SUBINDO... Com 86.267 fãs, o prefeito Marcos Trad (PSD) é o terceiro prefeito do país que mais conquistou simpatizantes no facebook em 100 dias de gestão. Segundo a amostra publicada na revista Exame, o campeão é João Dória (PSDB) de São Paulo, com 2 milhões de fãs. O segundo colocado é dr. Hildo, prefeito de Porto Velho, pelo PSDB, com 156 mil fãs.

“Nunca ganhei um centavo durante o governo dos militares” (Emílio Odebrecht)

Comentário

LEITOR alerta sobre o perigo de aparecer aventureiros concorrendo nas eleições de 2018 em decorrência das barbaridades mostradas na Lava Jato. Como todo respeito ao assíduo cidadão que acompanha nosso trabalho pergunto: mas o que seriam então esses parlamentares denunciados? Todos com direito a beatificação?

ALERTA O eleitor está pedindo respeito por parte da classe política. A divulgação da lista do ministro Fachin reforça o imaginário popular sobre as práticas inescrupulosas em nome do poder. Dinheiro que saiu pelo ralo e que hoje faz falta na vida do brasileiro.

PACTO? Como se diz: os políticos – em todos os níveis - precisam combinar com o eleitorado quando se propõem a rever posições e conceitos para se manterem no poder. As eleições serão em 2018, mas até lá o noticiário estará recheado de graves revelações com as investigações e operações da Polícia Federal. O odor estará insuportável.

ZECA-VANDER Depois do ex-senador Delcídio do Amaral (PT) é a vez dos dois parlamentares caírem em desgraça. Independentemente da decisão final, já estão condenados pela opinião pública, transformando o PT em pó. É a perda definitiva da áurea da ética e da honestidade do partido também por aqui.

JOÃO DÓRIA Hoje é o grande beneficiado neste cenário, levando-se em conta que o governador Geraldo Alckmin foi atingido pelo fato de seu cunhado constar nesta lista. O PSDB precisa agir rápido escolhendo-o como o nome a disputar o Palácio do Planalto em 2018. Quanto a Aécio Neves saiu definitivamente da disputa. Um abraço.

REMÉDIO Falei com os deputados Lídio Lopes (PEN), Mara Caseiro (PSDB) e Marcio Fernandes (PSDB) sobre o cenário político desgastante. Eles admitem que o clima preocupa, mas que as ações e postura junto as bases eleitorais principalmente mostram que existem aqueles que efetivamente prestam serviços através da política. Concordo.

PERFIL O delegado Wellington é uma das boas novidades na Câmara Municipal de Campo Grande. Paulista de Campinas, eleito aos 45 anos de idade com 3.549 votos pelo PSDB, mostra-se receptivo e bastante vigilante nas proposições em debate. Com esse perfil em defesa da família e da sociedade, pode abrir novos horizontes na política.

NO SAGUÃO Ela ia passando sutilmente de óculos escuros, calça jeans, tênis e cabelo ‘rabo de cavalo’. Eu a reconheci dizendo “venha cá, Marilú Guimarães”. A nossa ex-deputada (estadual e federal) havia ido à Assembleia Legislativa resolver pendências. Como se diz: ela curte outra fase da vida, longe dos holofotes e das urnas.

MARILÚ fez carreira meteórica, aproveitou o cenário e seu próprio mérito, é claro. Só não se elegeu prefeita da capital em 1992 pelas circunstâncias no 2º turno. Perdeu para Juvêncio Cesar da Fonseca. O placar: 115.432 votos dele a 100.123 votos dela.

LEMBRA o ex-deputado Youssif Domingues (vice de Loester): “Foi uma eleição dura; 5 candidatos no 1º turno – Juvêncio (PMDB) 73 mil votos, Marilu (PFL) 54 mil votos, Zeca do PT 42 mil votos, Alberto Rondon (PST) 23 mil votos, Loester Nunes (PDT) 18 mil votos e Carlos Leite (PV) 2.283 votos.

FOLCLORE Após o 1º turno o ex-governador Pedrossian teria sido consultado pelos companheiros sobre qual candidatura apoiar. O argumento dele teria sido interessante: “Sabe como é, o Juvêncio conhecemos bem. Já a Marilú é solteira, amanhã se casa e a gente não sabe como o marido pensará politicamente”. E deu no que deu.

VEREADORES eleitos na capital pela ordem de votação em 1992: Guy Marques, Nelsinho Trad, Antônio Cruz, Sergio Martins, Luizinho da Farmácia, Ben Hur Junqueira, Miltinho Viana, João P. da Silva, Mario Arruda, Willian Maksoud, Abadio Resende, João Samper, Waldemir Poppi, Renato Gomes, Valdir Gomes, Marcio Matozinhos, Pedro Teruel e Haguemo Tomonaga. Deles, Antonio Cruz e Valdir Gomes voltaram agora à Câmara.

GENTE BOA Estive com Alarico Ávila, ex-deputado estadual em 1958 pelo PTB, contemporâneo de Wilson Fadul, prefeito de Campo Grande, deputado federal por duas vezes e ministro da Saúde do Governo João Goulart. De memória invejável aos 88 anos de idade, fala com propriedade de fatos passados, do cenário político atual e seus personagens.

ALARICO lembra que hoje há razões de sobra para o eleitor ficar de mau humor com a classe política em geral. Sobre os partidos políticos lamentou os interesses que tem incentivado a proliferação dos mesmos, proporcionando negociatas de todo tipo, antes impensáveis.
CIRO GOMES À respeito dele, Alarico – um dos fundadores do PDT no Estado, fez críticas a trajetória do ex-governador cearense chamando-o de oportunista e adepto do discurso demagógico. Para Alarico, a crise moral que se abateu sobre os nossos políticos é avassaladora, mas que após o ‘limpa’, poderá produzir uma safra melhor.

‘REPRESENTANTES DE QUEM?’ É o título do livro do cientista político Jairo Nicolau, que esclarece, informa e colabora para termos cidadãos mais conscientes e uma política mais responsável. O autor faz um balanço das discussões importantes e faz sugestões viáveis para aperfeiçoar a legislação eleitoral e partidária.

QUESTÕES: Por que a reforma política nunca ocorre de fato? Por que as coligações produzem resultados desastrosos e adulteram o seu voto? Como deputados são eleitos com menos votos do que outros concorrentes? Você sabe o que acontece com o seu voto depois que você sai da cabine eleitoral? Pena, as pessoas preferem a leitura de obras sobre a autoestima por exemplo e ignoram livros sobre política.

MOACIR KOHL De bem com os negócios e família (5 netos) e com 62 anos (‘nat’ neste domingo de Páscoa), o ex-vice governador não esconde a satisfação ao receber visitas de políticos da capital, mas lembra: não se pode ignorar o ‘mau humor’ do eleitor após a Lava Jato. Daí que sua volta à política é dificílima.

RECOMEÇO? Ex-deputado estadual Semy Ferraz e ex titular da Secretaria de Infraestrutura e Habitação de Campo Grande por 166 dias nos governos Bernal/Olarte, pode ser nomeado para o cargo de secretário de Planejamento de Selvíria. A pasta ainda em fase de criação, seu nome escolhido pelo prefeito sofre resistências na Câmara Municipal. Semy reside em Paranaíba.

MEMÓRIA: Deputados estaduais eleitos em 1958 no antigo Mato Grosso: PSD – Sebastião Nunes da Cunha, Edil Ferraz, Ranulfo Leal, João Franchi, Fauze Gattaz, Salvador Roncisvale, Mario Bosch, Clovis Hugney, Licínio Monteiro, Vicente Vuolo. UDN – Augusto Vieira, Edson Brito Garcia, Ermiro Leal Garcia, Edward Reis Costa, Oliva Enciso, Ladislau Cortes, Manoel Arruda, Wilson Loureiro, Alexandrino Marques, Manoel Oliveira Lima, Antonio Morais dos Santos, Hélio Correa da Costa. PTB – Pedro Luiz de Souza, Francisco de Barros Por Deus, Alarido D’Avila, Lourival Fontes, Carlos de Souza Medeiros. PSP – Edmir Moreira Rodrigues e Waldir Santos Pereira.

“Nem vento bate nas costas de político sem mandato” (jornalista Joel Silva)

Comentário

DUAS PONTAS Tenho conversado com os personagens dos dois extremos; a população de classes sociais diversas e os políticos de vários níveis, principalmente prefeitos e vereadores das cidades em visita a Assembleia Legislativa e ao Governo.

A DESILUSÃO pode ser medida pela ironia dos jovens opinando sobre o cenário político social e econômico do país. Não se trata de alienação ou ignorância política, mas sim uma revolta sutil - quase silenciosa sem pedradas e violências de ruas.

O JOVEM sabe das tretas do Fundo Partidário, dos custos dos senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores, caixa 2, manobras por impostos, firulas da Reforma Previdência que preservam a elite do poder e ferram profundamente o povo.

OS POLÍTICOS reconhecem o cenário ruim em suas cidades. Prefeitos e vereadores admitem, será tarefa difícil convencer o eleitor a votar (gratuitamente). A corrupção e o empobrecimento do eleitor são os dois fatores que estão pesando hoje nesta postura.

O EX-PREFEITO de Iguatemi Darci Tielli (PMDB) madeireiro de profissão e que há mais de 30 anos vive a política, relata esse quadro que inclusive espanta pessoas com potencial. Ele admite: “se pudesse voltar no tempo não teria entrado para a política”.

PERGUNTA-SE: Como ignorar a Lama Asfáltica, a prisão do ex-deputado Edson Giroto (PR), a fidelidade do deputado federal Carlos Marum (PMDB) ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), o caso do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT), a busca da Polícia Federal ao apartamento do ex-governador André Puccinelli (PMDB), a denúncia contra o deputado Vander Loubet (PT) no STF, o bloqueio de bens de vários políticos, a inelegibilidade do ex-governador Zeca do PT decretada pela Justiça e outras tantas malandragens administrativas?

LEMBRANDO: Para 2018 estão reservadas surpresas. As redes sociais implodirão muitas candidaturas. Lembra? O candidato Giroto começou a perder as eleições para a prefeitura da capital na gravação de celular mostrando o papo de Puccinelli com funcionários públicos. O modelo atual pode estar exaurindo. Concorda?

QUESTIONO: Empobrecido e vendo os privilegiados na fartura e sem sinais de que pretendem repartir o filé, o eleitor continuará bonzinho? Se o eleitor já despachou os petistas, pode repetir a dose com os tucanos, peemedebistas e aliados nas tetas do poder.

ARREPIO a cada notícia de que a inflação caiu. Tenho medo da estagnação e da tal deflação. Pena, não vejo políticos nos supermercados. Seriam eles ETs? A exceção é o vereador Loester (PMDB) que empurra o carrinho comparando preços e produtos.

ESQUEÇAM aquela ladainha de que “o PMDB, PT e PSDB lutaram contra o regime militar”. Isso é passado. Aliás estão cobrando até hoje essa fatura às custas da nação. Ora! as delações da Lava Jato mostram: os partidos gostam mesmo é de vantagens.

INDIGNAÇÃO Se não bastasse isso, o quadro nacional é horroroso. Se não bastasse a prisão de medalhões, vários líderes de grandes partidos atolados em irregularidades, tentando desqualificar as provas judiciais contra eles. No centro do poder um presidente frágil e comprometido. Quem escapará?

ENFIM... O cerco está se fechando e as delações da Lava Jato trazem nitroglicerina pura. Com tantos companheiros fiéis (até quando?) engaiolados, Lula está perdendo o sono e os cabelos. Seus gritos de desespero não encontram eco na opinião pública, pois seu público cativo é de apenas sindicalizados.

LULA Eventual sentença condenatória do juiz Sergio Moro será confirmada pelo TRF da 4ª. Região ( RS). Suas ofensas contra o Moro visam justificar um pedido de suspeição contra o magistrado. Mas o juiz espertamente não tem respondido, ignora ‘o canto do cisne’ do petista rumo ao cadafalso cada vez mais perto.

CORONÉIS Ficariam com o espaço garantido na reforma política. Com o fim do coeficiente eleitoral, cada partido escolhe seus preferidos, sem espaço para novatos. Os coronéis garantiriam o foro privilegiado, livres das garras da Lava Jato inclusive.

SACANAGEM Também presente no financiamento da campanha, com 70% vindo de recursos públicos (nosso dinheiro) e 30% dos ‘eleitores’. O interessante é que o famoso caixa 2 deixou de ser tipificado numa tentativa de questionar a proibição já existente.

‘OUTRAS JOIAS’ : Fim das coligações das candidaturas proporcionais e manutenção das candidaturas majoritárias. Permite-se a coligação de partidos nas candidaturas, com uso do tempo do horário eleitoral e dos recursos do fundo partidário de cada um, mas sem obrigatoriedade de manter a coligação no exercício do mandato.

ALERTA Dos grandes jornais impressos, o gaúcho ‘Zero Hora’ é o único a aumentar a tiragem. O pior, vários tradicionais sucumbiram ou migraram para o digital. O próximo será a ‘Gazeta do Povo’ de Curitiba. Já em Campo Grande o quadro preocupa. Ai ai.

PERFIL Aos 32 anos de idade Jr. Longo correspondeu a aposta feita pelo PSDB e com 4.022 votos se elegeu vereador em Campo Grande, onde atua numa rede de restaurantes da família, tendo o frango assado como carro chefe. Curso superior completo e tranquilo, tem procurado não atravessar o sinal neste início de mandato. Sinal verde.

FAMA atiça o ego, mas é preciso conviver com o dia seguinte. Fala-se que o Ilmar Fonseca, o ‘Mamão’ do ‘Big Brother’, aproveitará a visibilidade para sair candidato em 2018. Mas só isso basta nestes tempos de eleitor escaldado? Qual é o seu currículo?

ENTENDI Cada vez mais estou convencido de que a candidatura de Aécio Neves foi para o vinagre. Perguntei ao deputado Rinaldo Modesto (PSDB), líder do Governo na Assembleia Legislativa: “Será que o Aécio aguenta?” Ele retrucou sorrindo: “É Doria!”

MARQUINHOS Equilibrista. Leve, evita colisões ao estilo de quem quer acertar. Aproveita bem o crédito que desfruta junto ao eleitorado, grupos e lideranças partidárias. Afinal, o momento não é bom para embates políticos. Não se sabe o que vem pela frente. Todo mundo tomando caldo de galinha.

“Se você não fica rico ao lidar com políticos, há algo de errado com você” (Donald Trump)

Comentário

GUINADA “Esse é o governo da organização” – assim o deputado estadual Beto Pereira (PSDB) define a administração do tucano Reinaldo Azambuja. Assim como ocorreram gestões marcadas pela construção, o parlamentar entende que é preciso preparar o governo para um período que exige prudência e muito planejamento.

DESGASTES O deputado Beto compartilha com a tese de que eles possam atingir a imagem do governo e do governador, mas lembra que o estilo franco e transparente da atual gestão acabará capitalizando credibilidade da população. Beto diz que não há ambiente para demagogias que possam levar o Estado à ingovernabilidade.

EXEMPLO é o desafio de fazer a reforma da previdência com aumento da taxa de contribuição dos servidores estaduais. Será uma discussão amarga e desgastante, mas inevitável. A reação de Reinaldo contra a decisão do Palácio do Planalto em jogar no colo dos Estados a reforma da Previdência mostra a franqueza do nosso governador.

TRÊS LAGOAS empolgada com o projeto de transformar a Universidade Estadual em Universidade Federal com o apoio do senador Pedro Chaves (PSC). A UEMS tem 2.370 acadêmicos, 13 cursos de graduação e condições de repetir o projeto de Dourados que criou a UFGD. O reitor Marcelo Turine diz que até junho o projeto será levado ao MEC, prevendo também a implantação do curso de engenharia. Bom.

ABERRAÇÃO O foro privilegiado beneficia 22 mil brasileiros detentores de cargos públicos e mandatos, o refúgio seguro contra a justiça. Pior, garante a proteção mesmo contra os crimes comuns sem relação com o cargo que eles ocupam. A lentidão política do Supremo Tribunal Federal quase sempre tem deixado os acusados sem castigo.

O LEITOR precisa entender: o mecanismo tem impedido o juiz federal Sergio Moro de tomar qualquer decisão contra parlamentares sem autorização do STF. Veja: entre 1988 e 2015, só 16 de mais de 500 políticos processados no STF foram condenados. Na outra ponta Moro sozinho já condenou dezenas de denunciados. Essa é a diferença.

DUVIDO que o Senado aprove a PEC que limita a abrangência dos benefícios do foro privilegiado. Em benefício próprio irá imperar o espírito corporativista da casa, onde dezenas de seus integrantes respondem a investigações que sairão pelo ralo da prescrição. Ora. O STF não julga, é mais uma casa onde se discute teses. Nada mais.

AFRONTA A libertação da ex-primeira dama carioca Adriana Anselmo pelo STF é mais uma prova de que nossas leis são de encomenda, para os ricos é claro. Andou bem a ministra Luislinda Valois (Direitos Humanos) pedindo a extensão do benefício à todas as mães sob prisão preventiva. Quem tal batizar nova lei de ‘Lei Adriana Anselmo’?

PERFIL Com 4.152 votos Epaminondas Vicente Silva Neto (SD) se elegeu vereador em Campo Grande. Conhecido por todos como Papi, integrou a coligação SD- PSL- PRB. Casado, com curso médio completo, exerceu a função de coordenador da Funtrab. Essa foi sua primeira candidatura e diz que é possível trabalhar para o bem. Sucesso.

NOVO TEMPO? O brasileiro está acreditando. As prisões deixam os políticos de saia justa, mais cautelosos nas mutretas. À imprensa cabe o papel fundamental de denunciar as mazelas da corrupção, sobrepondo-se a postura de nossos tribunais em geral. Repito Millôr Fernandes: “a imprensa faz oposição, o resto é apenas secos e molhados’.

NELSINHO TRAD Como ele caminhará no pleito de 2018? Cresce a tese de que ele incentiva a terceira via oferecendo espaço para os ‘excluídos’ do PMDB e PSDB. A postura do ex-prefeito do PTB lembra o famoso bordão “Vem comigo’ do saudoso apresentador de televisão Gourlart de Andrade falecido em agosto de 2016.

SEM RUMO A cassação do mandato do ex-senador Delcídio do Amaral, a condenação do deputado João Grandão no TRF de São Paulo, a denúncia contra o deputado Vander Loubet no STF (Lava Jato) e a decisão do TJMS condenando o deputado federal Zeca do PT a perda dos direitos políticos por 8 anos coloca o PT em situação muito difícil.

DESMAMA Desnudo pela prisão de várias lideranças nacionais e a perda do Palácio do Planalto, o PT ‘guaicuru’ sofre também com a defecção no interior, onde não elegeu um só prefeito em 2016. O desastre se repetiu na capital - elegendo um vereador apenas e seu candidato a prefeito obtendo só 8.482 votos - 1,99% dos votos válidos.

AMPULHETA Como o PT se fechou para preservar o mando de suas lideranças, hoje sofre as consequências. A grande promessa era o médico Ricardo Ayache que deixou o PT ingressando no PSB onde vislumbra maiores chances de seu projeto eleitoral. Há quem diz que o partido estaria à espera de um milagre. Convenhamos - uma utopia.

AMAMBAI Estive com o prefeito, dr. Bandeira (PSDB) que sepultou o sonho do PT de reconquistar a cidade com o candidato Prego, que obteve 20,93% dos votos contra 40,11% do vencedor. Lá o PT não elegeu um só vereador. Para o prefeito, os tempos são outros, o PT não empolga nem os 7 mil índios do município. Lenda pura.

NOTA 10 O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) é competente, faz o contraponto a posição de seus colegas do PT quanto a invasão de terras e depredação de prédios por gente do MST, financiada pela CUT com dinheiro do Imposto Sindical. Aliás, a postura do PT repete o velho discurso comunista. ‘Câmbio – Stalin chamando – câmbio’.

E AGORA? O deputado estadual Pedro Kemp (PT) critica as decisões do Juiz federal Sérgio Moro, por perseguir os petistas e aliviar gente do PMDB e PSDB. Questionou se Moro teria coragem de prender o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB). Agora com a condenação de Cunha gostaria de ouvir Kemp sobre o caso. Fico no aguardo.

EDUARDO CUNHA Sua condenação vem provar que o desmonte da ‘Lava Jato’ é cada vez mais difícil e deixa seus críticos sem discurso. Vai além: deixa de saia justa aqueles que se mostravam até então solidários a Cunha, inclusive o nosso deputado federal do PMDB Carlos Marun. Quem viver verá os novos capítulos. Aguarde.

QUEBRADO R$ 4 bilhões de prejuízos nos últimos 2 anos e precisando demitir até 25 mil funcionários. Depois da Petrobras, agora a vez dos Correios graças ao dedo do PT, PMDB e PSD. Pena, não aprendemos com os ‘States’, onde os Correios dão lucro. É a 3º empresa que mais emprega com 785 mil funcionários e possui 260 mil veículos.

O LEITOR questiona: por que no Brasil tudo que depende do poder público funciona em marcha lenta, pela má vontade dos funcionários e a burocracia? Enquanto isso a iniciativa privada consegue ser competitiva apesar das amarras e dos impostos. Continuamos reféns dos carimbos ainda do tempo do Brasil Colonial. Pode?

“O Brasil não tem povo, tem espectadores" (Lima Barreto)

Comentário

‘FACADAS’ Após o encontro entre Sergio Longen (presidente da Fiems) e Jr. Mochi (presidente do Legislativo estadual) decidiu-se: a questão dos valores cobrados pelos cartórios no MS será apreciada pelos deputados. Já o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva enviou email ao colunista comunicando que as denúncias não passarão em branco no Tribunal de Justiça. Acreditar é preciso; só acredito vendo!

CALMA! O juiz federal Odilon de Oliveira só mandou contar o tempo de serviço. Há várias questões que leva em conta para pedir a aposentadoria, inclusive a segurança pessoal. Quanto a eventual candidatura, pela Lei Complementar 64 de 1990, ele pode se filiar até 6 meses antes das eleições.

O MESMO prazo vale para a desincompatibilização do cargo de juiz, a exemplo de ministros, comandantes das Forças Armadas e membros dos Tribunais de Contas, por exemplo. O pleito eleitoral de 2018 (1º turno) será dia 2 de outubro e assim a desincompatibilização e a filiação partidária podem ocorrer até 1 de abril de 2018.

DESEJOS O Senado seria o maior do juiz Odilon. Mas, a turbulência atual pode desgastar a classe política e assim ensejar o sentimento de renovação como na capital paulista com João Dória Jr. Aliás, dados recentes da ‘Ranking Comunicação e Pesquisa’ mostram: 25,26% dos consultados em 17 cidades do MS não votariam no governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e 28,40% não votariam em André Puccinelli ( PMDB), e outros 23,04 não sabem/não responderam.

EXEMPLO Cuiabá tem tradição política, mas em 2010 o Procurador Federal Pedro Taques (PDT) deixou o cargo e chegou ao Senado batendo políticos tradicionais. Já em 2014 venceu em 122 cidades das 141 cidades do Mato Grosso, elegendo-se governador, empunhando a bandeira da moralidade administrativa e o combate ao crime organizado.

ARREMATE Qualquer leitura enxergará um cenário político e social ruim após a revelação dos nomes da lista do Procurador Rodrigo Janot. As discussões sobre as reformas e a recessão econômica aumentarão o ceticismo da população.Figuras apolíticas poderão ocupar espaços. Claro, os inevitáveis ‘Salvadores da Pátria’ não serão bem-vindos.

INTERESSANTES os números da amostra da ‘Ranking Comunicação e Pesquisa’ (estimulada) para o Senado, em 17 cidade, entre 1 e 10 deste mês. Nelsinho, 12,83%; Zeca do PT, 11,16%; Pedro Chaves, 9,53%; Moka, 5,20%; Ayache, 4,63%; Bernal, 2,70%; 46,82% não sabem/não responderam. Há um grande oceano de votos a conquistar.

ANÁLISE Levando-se em conta as duas vagas para o Senado em 2018 , pode-se dizer que a eleição está em aberto neste momento. Evidente, vários fatores vão influenciar: desde o peso da chapa majoritária até o cenário econômico-social do Estado e do país.

MOLEZA Líderes sindicais não precisam trabalhar. Aí podem esticar as greves e acampar por meses protestando. Imagine quem paga essa conta? Ora! Enquanto o Brasil já tem 18 mil sindicatos, a Inglaterra tem 168, a Dinamarca 164 e a Argentina 91. É preciso sim acabar com a teta da contribuição sindical.

VERGONHA Devido a lei de inspiração fascista de Getúlio Vargas, montou-se uma estrutura da justiça trabalhista sem igual no mundo. Custa os olhos da cara e inibe a geração de empregos. Esse fator aliado aos altos impostos, está gerando empregos no vizinho Paraguai. Onde chegamos!

DR. LÍVIO Do papo que tivemos conclui que esse médico cearense, vereador (PSDB) na capital, tem a visão equilibrada da postura do homem público. Não se deixa levar pela sanha do poder e não disputará o pleito de 2018. Acha que a Câmara Municipal é um cenário ideal para se praticar a boa política. Gostei.

PARCEIROS Para todos os vereadores com quem conversei nesta semana, a relação entre o Legislativo e o Executivo da capital pede juízo e equilíbrio. Eles destacam a notória situação complicada da prefeitura e a postura aberta do prefeito para tentar reverter o quadro. Que essa lua de mel seja longa.

VEREADORES tem compromissos com seus eleitores e até pretensões de disputar as eleições de 2018. É natural, faz parte do jogo. Mas lembro; ainda há muito tempo para ocupar espaços e marcar presença sem o velho e conhecido radicalismo demagógico.

PREOCUPAÇÃO Como ficará a situação do Mato Grosso do Sul após o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles dizer que só terão ajuda os Estados que privatizarem suas empresas de energia e saneamento, além de elevarem a contribuição previdenciária do funcionalismo? Aliás, isso está sendo feito pelo Rio de Janeiro.

DÚVIDAS O deputado Amarildo Cruz (PT) desabafa ao colunista sobre os transtornos com o fechamento das Agenfas. Perde-se a referência e assim prejudica-se o pequeno contribuinte sem condições, que terá que se socorrer de um contador para a emissão de uma simples nota. Amarildo é do quadro fazendário, conhece a realidade.

JR. MOCHI A habilidade do deputado do PMDB em pautar e conduzir a apreciação de matérias delicadas tem arrancado elogios de seus pares, sem distinção partidária. Até o ex-governador André Puccinelli elogia em tom de ironia: “o Jr. Mochi tem se saído melhor do que a encomenda: peemedebista de confiança do governador”.

O PREÇO Denunciado pelo STF, o deputado federal Vander Loubet (PT) esperneia. A opinião pública diz que ele exagerou na dose, atravessou o sinal. Outro caso é do seu colega Carlos Marum (PMDB). Caminha para o desgaste devido a Reforma da Previdência, mas com maiores chances de sobrevivência.

FRANCAMENTE...Que decepção! O nosso sociólogo defendendo a tese de que o dinheiro do Caixa 2 – tomado e destinado sem vantagem pessoal - não seja visto como corrupção. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) mancha a biografia e iguala-se aos Jucás da vida e outras figuras criticadas pela opinião pública e nas redes sociais.

POLIVALÊNCIA É o diferencial exigido do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta fase delicadíssima da administração. Na prática, os 134 milhões de reais que economizará com a reforma administrativa solucionará os problemas e redirecionará a nau neste mar tão revolto? Essa a pergunta.

PREOCUPA? Sim. Pelas conversas nos gabinetes e corredores da Assembleia Legislativa não há como separar a grave crise política nacional (Lista do Janot ), nem as medidas econômicas do Planalto às chances de sermos socorridos financeiramente e assim viabilizar a contento a administração estadual. Reverter o quadro é um desafio.

“Essa é a grande novidade da Reforma da Previdência: aposentadoria póstuma” (José ‘Macaco’ Simão)

Comentário

PASTEL Nas eleições municipais de 2016, o ex-governador André Puccineli e o atual deputado Paulo Siufi (ambos do PMDB) apostaram: se a vitória fosse de Marcos Trad (PSD) Siufi pagaria um pastel à André, mas, se Rose Modesto (PSDB) vencesse, André presentearia o deputado com um terno de livre escolha.

PASTELADA Segundo o deputado, só agora ambos puderam celebrar a aposta numa pastelaria do Mercadão. Mas ele não esperava tal repercussão e especulações sobre o atropelamento da campanha das eleições de 2018 envolvendo o nome do ex-governador.

EMBLEMÁTICA a foto na pastelaria. Remete-nos as imagens dos políticos em campanha levados aos balcões dos cafés. Assim, aquela cena temperada de afagos e sorrisos merece ser analisada pelos políticos. Afinal, na política, ‘especular é preciso’.

IMPEDIMENTO Sobre eventual inelegibilidade de Puccinelli, o jornalista Guilherme Filho diz que a situação dele seria igual do governador Reinaldo Azambuja (PSDB); ambos beneficiados com verbas doadas por empreiteiras aos diretórios nacionais dos seus partidos.

ARGUMENTO Guilherme Filho lembra que o caso é diferente do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que virou réu no STF pelo entendimento de que recebera propina como doação legal, amparado na delação de Paulo Roberto Costa - da Petrobras.

‘LAVA JATO’ Se especular é preciso, o exercício da imaginação também vincula eventuais efeitos desta operação ao ex-governador Puccinelli. Neste ponto, Guilherme Filho é categórico: não há qualquer relação das empreiteiras denunciadas com o Governo Estadual.

CONVENHAMOS: Há assuntos mais importantes a serem tratados pelos políticos e governantes do que eleições. Aliás, a mídia retrata bem esses problemas - pela queda na arrecadação e reivindicações de setores do funcionalismo por reajuste salarial.

A REFORMA administrativa aprovada. Agora cabe ao Governo fazer sua parte e optar pela administração contemplando aliados, deixando a opção exclusiva pelos amigos.A reforma administrativa vem em boa hora, mas aumenta a responsabilidade de gestão.

TANCREDO NEVES dizia: “na política a promessa existe para não ser cumprida”. O deputado Lídio Lopes (PEN) deve demorar algum tempo para digerir a derrota para o colega Beto Pereira (PSDB) na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. O tempo ensina.

PEDRO KEMP O deputado petista parece ter amadurecido e hoje tem uma leitura diferente do movimento sindical que prega greve nacional a partir do dia 15. Diz que o momento não comporta greve que traria prejuízos de toda ordem à sociedade brasileira.

COMPARAÇÃO Assisti a fala machista do presidente Temer (PMDB) sobre o papel da mulher. Pífio. Já o discurso do senador Pedro Chaves (PSC) é oxigenado. Ele vive nosso tempo, confessa ser um entusiasta do protagonismo da mulher moderna que libertou-se das amarras da sociedade patriarcal.

PREVISÃO Se o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) defender a Reforma da Previdência com igual intolerância que defendeu seu guru, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), corre risco de desgaste político e até de infarto. Aliás, minha empregada doméstica que sonhava com a aposentadoria próxima, não quer vê-lo nem pintado.

A LEITURA do cidadão comum, sem conhecimentos específicos sobre a matéria, traz a indignação pertinente. Não se conforma com o tratamento diferenciado dado a determinadas categorias do serviço público e que por tabela beneficia a classe política. Pior: a pretendida reforma continua parcial e falha neste sentido.

LEGAIS...mas imorais. Assim podem ser taxadas as aposentadorias que aglutinam direitos e vantagens escondidos em leis de regimentos. Sem inveja, mas é um absurdo marajás recebendo aposentadorias incompatíveis com nossa realidade econômica.

OLHO VIVO no ‘glorioso’ Tribunal Regional Eleitoral. Após a absolvição da candidata a prefeita de Fátima do Sul Ilda Machado (PR) no episódio famoso mostrado num vídeo na internet, como a corte decidirá o processo que pede a anulação das eleições prefeiturais em Nova Andradina? Rir ou chorar.

EXPECTATIVA O assunto é delicado, envolve interesse de muita gente e a intenção é não cometer injustiças. No próximo dia 23 na Câmara Municipal ocorrerá a audiência pública para se debater e definir as regras norteadoras da concessão do transporte de taxi e carros de vários aplicativos.

POLÊMICA Ouvi opiniões diversas na Câmara, inclusive do presidente João Rocha (PSDB), do secretário Carlão (PSB). A tese dominante: é preciso objetividade, sem afogadilho, sob pena da virar novela. A chance de CPI acenada pelo vereador Vinicius Siqueira (DEM) parece mais distante.

E AGORA? A cada ato do ministro da Fazenda Henrique Meireles o governo perde pontos. Para se ter uma ideia, pesquisa (estimulada) recente da ‘Ranking’- Comunicação e Pesquisa em 18 cidades do MS mostra Lula liderando a corrida presidencial com 19,56%, Bolsonaro com 13,70%, Alckmim tem 11,70%, Marina fica com 9,46%, Ciro aparece com 5,33%, Temer tem 4,53% e Caiado, 3,23%. Não sabem, não responderam – 32,49%.

É VERDADE que nas mesmas pesquisas estimuladas Lula tem 15,06% de rejeição, perdendo apenas para Dilma com 20,06%. Temer tem 9,36% e Alckmin apenas 4,03%. Mas se há insatisfação com o Planalto aqui em nosso insignificante Estado, o clima se repete no resto do país. E aumentar impostos é tiro no pé.

AS PERGUNTAS ainda sem respostas: O Governo colocará o país nos trilhos até quando? A reforma da previdência melhora as chances do candidato oficial à sucessão presidencial? Se no Congresso não há nome com potencial, quem seria o candidato? O correto e prudente seria esperar a divulgação dos implicados na lista da Odebrecht?

NO BALAIO Após o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso dizer que a ‘corrupção é muito pior do que caixa 2’, perde-se o parâmetro de moral e ética. Afinal, existe bandido bonzinho? Não é por acaso que peemedebistas, petistas e tucanos lutam pela anistia do caixa 2. Cambada de dissimulados.

O brasileiro, que não é nada, precisa de mania de grandeza (Nelson Rodrigues)

Comentário

‘MOLEZA’ Mesmo para os neófitos o exercício da vereança está sendo facilitada. Além de cursos e palestras nas Câmaras e associações de vereadores, estão à venda livros e publicações diversas na internet. Um mercado efervescente onde os estreantes, principalmente, querem mostrar serviço.

SEDUTOR Ex-vereador do interior paulista anuncia um kit com modelos de 450 projetos ao custo total de R$ 295,00 em 10 vezes. O autor lembra que os projetos podem tornar o mandato bem sucedido, pois deram certo em outras cidades. Um argumento que atinge o alvo.

DERRAPÕES A exemplo das Assembleias estaduais, eles ocorrem nas Câmaras com maior incidência. Bem intencionados, afoitos e preocupados em não decepcionar, estreantes às vezes atravessam o sinal com projetos mal formatados e proposições de mérito duvidoso ou inconstitucional.

O CARDÁPIO sofre poucas variações ao longo dos anos. Vai do voto de repúdio a denominação de ruas ou praças – passando por pedido de informações e reclamações por melhorias diversas. Comparando as cidades, todas elas basicamente apresentam os mesmos desafios.

NA CAPITAL os vereadores debutantes já meteram a mão na massa literalmente. Pelo conteúdo das proposições, percebe-se, atendem seus segmentos sociais e bairros com os quais tem compromissos. Pouco a pouco pegarão o jeito nas intervenções na tribuna e assim cristalizarão de vez o mandato.

BOM PERFIL Uma das caras novas da Câmara da capital é o advogado Willian Maksould Filho, 26 anos de idade, eleito pelo PMN com 2.641 votos. Na conversa que tivemos senti seu potencial e visão dos problemas sociais e econômicos de Campo Grande. Sinal verde.

CASO UBER Campo Grande não pode continuar refém de esquema dominante do serviço de táxi. Acertou o governador Reinaldo (PSDB) em vetar em 2015 o projeto do deputado petista João Grandão proibindo o Uber no MS. Acertou o prefeito Marcos Trad (PSD) ao regulamentar o serviço na capital.

‘COMEU BRONHA’ Pelos artigos 22, incisos IX e XI, e 30, I da Carta Magna, a competência de legislar sobre o trânsito urbano é municipal e não do Estado. Mas, o projeto foi aprovado por unanimidade tanto na Comissão de Constituição e Justiça como em plenário. Voto de compadrio. Baita furada.

‘BRINCADEIRA’ Como ficar de fora da nova realidade mundial em matéria de transportes urbanos? Canso de ouvir reclamações de visitantes sobre a qualidade e preço do nosso táxi. No aeroporto internacional o espanto inicial! Pelo fim do monopólio ou cartel intocável pelos ex-prefeitos.

LUCIDEZ Para o presidente da Câmara João Rocha (PSDB) as audiências públicas reunirão todos os interessados. A informação de que só uma pessoa seria detentora de 28 alvarás de táxi gerou inconformismo entre os vereadores. Como diz o colega Dante Filho: “se puxar uma pena sai uma galinha”.

“GERAÇÕES” Eduardo Suplicy (PT) (75 anos) voltou à Câmara paulistana com 301.466 votos, de onde saiu em 1988 para se eleger senador. Fernando Holiday (DEM) (20 anos), negro, homossexual assumido, líder do Movimento Brasil Livre, contra a pauta LGBT e cotas raciais nas faculdades.

BALANÇO No pleito de 2016 o PT caiu de 5.185 vereadores para o total de 2.808. Até Marcos Lula da Silva (PT) não se reelegeu em São Bernardo do Campo. O PSTU e PCO não elegeram um só vereador no país. O PMDB elegeu 7.571 vereadores e o PSDB, 5.371. E como isso pesará em 2018?

‘NO BAÚ’ O Partido da Reconstrução Nacional (PRN), foi o partido de Fernando Collor na sua eleição presidencial de l989. Foi do PDS e PMDB e abrigou-se numa agremiação nanica fugindo do estigma conservador. Pelo seu carisma e discurso agregador, a estratégia deu certo.

O EXEMPLO de Collor serve de subsídio para o exercício da imaginação visando as eleições casadas de 2018, onde o cenário estadual influencia na disputa presidencial. Mas os partidos que elegeram mais vereadores em 2016, se manterão em alta, elegendo deputados, senadores e o presidente da República?

RESPOSTA difícil. As revelações ocorridas e as previstas na Operação Lava Jato podem ter força suficiente para destruir conceitos e paradigmas da política brasileira, jogando lideranças e partidos na vala comum da descrença. As lideranças de partidos diversos vivem no fio da navalha.

O BRASIL indaga: quem escapará da Lava Jato? Muita gente ‘cortando agulha’. Ora! Quem imaginaria que tantos poderosos um dia seriam presos? Assim, não existem privilegiados ou intocáveis. Portanto, as eleições de 2018 passam sim pela Lava Jato. Como se diz, sem choro e sem vela.

HECATOMBE Analistas dizem que o país não será o mesmo, com os caciques varridos da vida pública, inclusive Lula. Sustentam a tese de que poderá haver forte tendência pela renovação, com o prefeito paulistano João Dória (PSDB) sendo visto como o nome em ascensão no cenário.

O PARTO Esses entraves que estão ocorrendo antes mesmo dos deputados estaduais analisarem a reforma administrativa passam um clima de indecisão muito ruim. O fio de interlocução do Executivo com o Legislativo parece sofrer de curtos-circuitos. A bancada tucana fora do compasso.

SINAIS O Governo precisa correr contra o tempo. Aumentam os rumores sobre a greve em alguns setores. Professores querem a reposição dos salários. Se você juntar esses descontentamentos setoriais e colocá-los numa ‘travessa’, a salada ficará salgada. O momento é complicado. Se é!

GASTANÇA Deputados estaduais, vereadores da capital e segmentos representativos da sociedade criticando os gastos da Procuradoria Geral do Ministério Público, quase R$ 70 mil na construção de apenas um banheiro e aquisição de dois veículos por quase R$ 500 mil. Como pedir compreensão à população, se esse pessoal parece viver noutro mundo? Cuidado no trato do dinheiro público só vale para os outros poderes? É preciso dar exemplo fazendo o dever de casa em termos de economia. Falta desconfiômetro.

Comentário

‘CRIME E CASTIGO’ O livro do russo Fiódor Dostoiévski é o mais lido na prisão que abriga o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), com benefício a remição da pena. Mas o deputado federal Carlos Marun (PMDB) na visita ao seu ex- guru presenteou-o com ‘Ditadura Acabada’, do jornalista Élio Gaspari. Cunha terá tempo para outras leituras.

MARUN é hoje o deputado de Mato Grosso do Sul mais conhecido na Câmara Federal, mas ao mesmo tempo colhe os desgastes pela sua proximidade e relações pessoais com o ex-deputado Eduardo Cunha. Aliás, nos telejornais o fato é sempre realçado, o que poderá influenciar negativamente no eleitorado mais consciente.

DR. LOESTER Em 2012 não se elegeu e volta à Câmara da capital com 5.552 votos (PMDB). Ao colunista justificou: “não é de hoje que atendo no consultório e na Santa Casa, além de encarar os plantões”. Estreou na Câmara em 1989 na eleição de Lúdio Coelho e foi deputado estadual por 3 mandatos. Discreto e sabido.

ANTONIO CRUZ Outro medico, volta à Câmara da capital onde iniciou em 1989 e foi deputado federal 3 vezes. Obteve 3.380 votos. Em 2012 perdeu com 4.912 votos. Foi do PFL, PTB, PR, PMDB e está no PSDB. Junto com os vereadores médicos Wilson Sami (PMDB), Lívio (PSDB), Loester e os enfermeiros Fritz (PSD) e Cida Amaral (PTN) atuarão no bloco da saúde.

VALDIR GOMES Lembra? Elegeu-se vereador pela primeira vez em 1989 junto com Lúdio Coelho e foi reeleito. Há 27anos, portanto. Indagado se o fato de integrar o PP irá pesar na sua postura, arrematou: “O meu compromisso é com o futuro. O passado é passado”. Sinal de inteligência e independência.

ALEGRIA, ALEGRIA São 18 estreantes na Câmara da capital e o clima de ansiedade pontuará as primeiras sessões. Natural a sedução pela tribuna; massageia o ego. Depois cada qual adotará o estilo e ritmo. Hoje não há clima para oposição ao Executivo.

INÉDITO e justificável. Nunca se viu um prefeito iniciar diante de tantos problemas e em situação financeira tão ruim. Aí vale o bom senso de cada vereador para entender o quadro e não se precipitar com críticas. Não é hora disso. Devagar com o andor.

OS DISCURSOS na sessão de abertura caracterizaram-se na maioria pelo equilíbrio e convite à união dos esforços. Notei isso nas falas do prefeito Marcos Trad (PSD), da vice governadora Rose Modesto (PSDB), do presidente João Rocha (PSDB) e do líder do Executivo Chiquinho Teles (PSD). Discursos da construção.

PREVISÃO Pelo bate boca inoportuno registrado naquela sessão, entre os vereadores Ayrton Araújo (PT) e Vinicius Siqueira (DEM) é possível antever que a rivalidade deve se cristalizar ao longo do período. O democrata é mais articulado, fala bem e joga duro contra o PT. Será interessante.

O ESTILO Políticos mudam, tiram a máscara, chegando ao poder, evitam o público ‘apressados’. Observei o prefeito Marcos Trad na Câmara Municipal: sua postura continua a mesma, afável e paciente com todos que o cercam, não fugindo ao abraço. Neste ritmo o rapaz vai longe.

AVALIAÇÃO É preciso ter critérios para aferir os candidatos nas eleições. Merecem respeito, indistintamente. O enfermeiro Fritz (SD) por exemplo, se elegeu vereador na capital com 2.591 votos. Se um ônibus acomoda 50 pessoas sentadas, a votação daria para lotar quase 52 ônibus. A comparação é a melhor, subsidia nossa imaginação.

‘SONHOS’ Nas eleições municipais, principalmente, ouço declarações de pretensos candidatos à vereança, sob o argumento de que têm muitos amigos e parentes. Ledo engano: amigos e parentes não chegam a 100 na maioria dos casos. E onde buscar mais votos? Daí minha admiração pelos heróis anônimos que se lançam nesta aventura.

‘BRINCADEIRA MEU!’ Quando nosso futebol engatinha, o Ministério Público Estadual atrapalha proibindo a venda de cerveja nos estádios. Acertou o vereador Carlão (PSB) ao criticar essa postura do órgão em busca de holofotes. Ora! Há coisas mais sérias para se cuidar e a cerveja foi liberada na Copa. Ficamos reféns do MPE?

EM ALTA Lá na Casa Civil perguntei a um assessor sobre o prestígio do deputado Junior Mochi (PMDB) junto ao Governo. Sorrindo, disse que é bom, apontando para um calendário do deputado (em cima da mesa), com a foto do citado parlamentar e a frase: “a presença que faz a diferença – juntos, temos força e alegria para ir cada vez mais longe.”

O FACÃO Se o presidente John Kennedy (USA) pregava que o “Governo não pode ter medo de tomar medidas impopulares”, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não pode desviar deste caminho. Aliás, ele não esquece os conselhos de seu ‘guru’ Lúdio Coelho (PSDB) que defendia: ‘não gastar mais do que arrecada’.

RESPONSABILIDADE O caso do Rio de Janeiro: a arrecadação prevista para 2017 dará pagar só 7 meses de salário. Não haverá dinheiro para mais nenhum outro setor do governo. Fruto da corrupção e gastos excessivos com funcionários, inclusive. Outro exemplo é o Rio Grande do Sul. Aqui o pessoal do contra precisa ter juízo.

COMPLICADO Se o déficit anual de nosso Estado já atinge R$ 900 milhões, não há mais como protelar medidas drásticas, esperando talvez um milagre dos céus. Seria uma grande irresponsabilidade. Evidente que o Governo deve fazer sua parte dando bom exemplo de economia e gerenciamento nas reformas prestes a acontecer.

PEDRO CHAVES A atuação do senador (PSC) na relatoria que tratou da Reforma do Ensino Médio garantiu-lhe espaço positivo na mídia e melhorou seu cacife eleitoral para 2018. Seu desempenho arrancou elogios de personalidades que conhecem a área do ensino, como o senador Cristovam Buarque. Pelo visto, Chaves não está apenas de passagem pelo Senado. A concorrência que se cuide pelas duas vagas disponíveis.

“O passado é passado. O meu compromisso é com o futuro” (vereador Valdir Gomes)

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PAULO SIUFI Articulado, o deputado estadual (PMDB) dará tempero aos debates. E não perdeu tempo ao abordar com sutileza e precisão o episódio do julgamento precipitado sobre a autoria do vazamento dos exames da ex-primeira dama Maria Letícia na internet.

A PROPÓSITO O médico Antonio Perez (capital) postou texto na internet sobre o caso, do qual selecionei esse trecho: “...E agora querem achar um culpado! Pois bem, decidiram que são dois, a ‘operação Lava jato’ e uma jovem médica, Dra. Gabriela Munhoz...O hospital exagerou na dose, talvez para justificar aos nobres clientes brasilienses, que pagam em tabelas altíssimas e muito provavelmente com recursos do tesouro nacional.”

DESAFIO Uma reforma da previdência com mais tempo de contribuição e menos benefícios é bom ao país e ruim ao trabalhador. Relator da Comissão da matéria na Câmara Federal, deputado Carlos Marun (PMDB) no fio da navalha, sujeito a desgastes ou a consagração. É esperar.

SACANAGEM! Reforma da previdência só para nós, pobres mortais? E onde ficam os militares, funcionários públicos e gente do Judiciário, Ministério Público e outras castas privilegiadas como a classe política? A conta nunca vai fechar se não for adotado o sistema igualitário. Concorda?

TERCEIRA VIA Aqui ela só se viabilizou com a candidatura e vitória de Zeca do PT ao Governo graças a soberba dos dois adversários no 1º turno. É fruto de vários fatores que causam a fadiga pela repetição dos nomes dominadores do cenário político local.

QUESTÕES Como viabilizar uma terceira força, principalmente no interior, onde tradicionalmente dois grupos são antagônicos nas eleições municipais e estaduais? Haveria espaço para germinar a ideia com um terceiro nome às vezes em desvantagem?

VEJA! PMDB e PSDB foram sócios do poder por muito tempo e a convivência nunca foi traumática. No fundo, entre as duas siglas há menos diferenças que identidade em todos os níveis. Aliás, a presença atual tucana no Planalto prova essa sociedade.

A SOCIEDADE entre tucanos e peemedebistas realmente chegou ao fim aqui? Não haveria clima para reconciliação? Seus dois líderes maiores não estariam só fazendo jogo de cena? Afinal, com duas vagas ao Senado haveria espaço para acomodar todos.

POSTO ISSO ganha força a tese de um grupo alternativo para disputar as eleições de 2018, tendo como referência o prefeito Marcos Trad (PSD), PTB, PT e outras siglas disponíveis futuramente convidadas. É um projeto ainda no nascedouro, mas no mínimo interessante ou inédito.

OS DEPUTADOS petistas Amarildo Cruz e Pedro Kemp foram unânimes ao colunista quanto a necessidade e disposição de integrar e fortalecer o projeto para combater o monopólio do poder tucano E admitem; uma minoria no Diretório do PT já é contra.

ENFIM... a estrada é longa. Acomodar projetos e egos não é tarefa fácil, mas não impossível. Dependerá do desempenho do Governo Temer, da administração estadual e do governo da capital, além do quadro econômico social do país ao longo do período.

IGUAIS? Tanto os petistas, como os irmãos Trad sem chances de crescimento no atual cenário dominado pelo PMDB e PSDB. A eles juntariam descontentes e personagens dando novos rumos a concretização desta nova utopia. Afinal, na política sonhar é preciso.

AVALIAÇÃO A crise murchou a bola dos governadores eleitos num cenário otimista. O conceito de eficiência resumiu-se em cortar gastos, pagar funcionários, fornecedores e tocar obras com a ajuda do Planalto. A penúria de outros Estados confirma a realidade.

VANTAGEM Os adversários admitem: não há corrupção na administração estadual. O fato fortalece o discurso do governador Reinaldo (PSDB), mas convenhamos que isso não basta para satisfazer a cultura política brasileira, onde importa mais fazer, construir.

LEMBRA o deputado Amarildo Cruz (PT) - por exemplo – que o PSDB participa do Governo Federal e que isso deveria ser melhor aproveitado pelo atual governador para conseguir verbas e ajuda como ocorreu com o Rio de Janeiro recentemente – finalizou.

GERALDO RESENDE O deputado federal (PSDB) pode reivindicar a candidatura ao Senado representando a Grande Dourados. Faria assim frente a possível pretensão do ex-prefeito Murilo (PSB). Mas, como no Brasil atual qualquer projeto pode desabar, ele permanece no compasso de espera.

ALERTA Após o procurador federal Deltan Dallagnol dizer que os acordos de delação premiada da Odebrecht revelarão casos de corrupção em vários Estados ligados a políticos de diversos partidos, haverá desdobramento da Lava Jato com ‘filhotes’ da operação em todo o país. A lista é longa, de ‘tapar o nariz’ como diz o jornalista Ruy Castro.

CRISE O alerta chegou ao Governo como mostram as notícias. O Secretário da Administração Carlos Alberto de Assis é exemplo de quem virou especialista na área: quer revisar os contratos de energia elétrica e água junto as empresas fornecedoras. Fazer a lição de casa nestas horas conta muito.

CIDA AMARAL Estive com a enfermeira e vereadora (PTN) eleita da capital. A simplicidade dela encanta, tal qual sua história de vida. Antenada com os problemas da área em que vive, quer fazer um bom trabalho. Não chegou à Câmara por acaso. Merece ser prestigiada. Votos de sucesso.

‘Em Brasília, a união faz a farsa’ (jornalista Josias de Souza)

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‘PATINHAS’ Deputado federal Carlos Marun (PMDB) voltou à mídia ao gastar R$1.242,00 da Câmara Federal na sua festejada ida a Curitiba. Ora! Desgaste por pouca grana, levando-se em conta que no final de 2.016 ele teria comprado uma casa num condomínio chic da capital por mais de R$ 1.100.000,00, à vista.

LÚDIO COELHO Político com sabedoria popular. De vez em quando ouço ‘causos’ dele. Perguntado se já tinha visto os ‘extraterrestres da região de Corguinho’, retrucou: “É aquela gente esquisita de corpo estranho, nariz e orelhas grandes?, já vi sim - mas não acredito neles não!”

MANCADA Quando é que o empresário Eike Bastista iria imaginar a falta que lhe faria o diploma de uma faculdade, mesmo do tipo ‘pagou passou’ ou ‘ciências ocultas e letras apagadas’? Já o ex-governador Garotinho (PP) do Rio de Janeiro se precaveu e fez curso fajuto à distância de teologia. Sabe como é...

‘DONA MARISA’ Os petistas vitimizam Lula e culpam a Lava Jato pela morte da ex Primeira Dama do país. ‘Esquecem’ o seu histórico; fumo e sedentarismo. Nem ao supermercado ia. E farão política demagógica na doação de seus órgãos. Os petistas se agarram ao que sobrou. É, o poder não produz eternidade.

É PRECISO separar a mulher que bordou a primeira bandeira do PT, da ex primeira dama do país por 8 anos. Ela não promoveu ações inerentes ao posto. Não visitou uma creche e nem promoveu uma rifa beneficente. Querem canonizá-la agora? Menos.

CONVENHAMOS Qual o legado que a ex primeira dama Marisa Letícia deixa ao país? A intenção não e compará-la a ex-primeira dama Ruth Cardoso, pois seria uma imensa covardia pela diferença de estatura social e cultura entre ambas. Paramos aqui.

UTOPIA Decisão recente da 1ª. Câmara Cível do TJMS determina que um cinema de Dourados exiba todos os dias da semana e em horários diferentes, filmes com legenda e áudio para as pessoas surdas, sob pena de multa diária de R$ 12.215,00 (500 UFERMS). A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual que recorreu da decisão de 1ª. instância.

‘BELEZA’ Às vezes, o pessoal do Judiciário e Ministério Público passa a impressão de que vive noutro país. Se não for reformada a decisão, há inclusive o risco de Dourados e todas as cidades de MS ficarem sem cinemas dada a inviabilidade econômica do negócio. Assim ficaríamos sem lazer e cultura.

O BRASIL é conhecido por leis estapafúrdias, absurdas, incompatíveis com a realidade econômica e social. Protege-se o sapinho da lagoa, a coruja em sua toca, mas questões primárias como saúde, educação e segurança são ignoradas. Não é por acaso que as instituições estão cada vez mais desacreditadas.

PRIORIDADES A Reforma do Ensino Médio (com implantação ainda em 2017), a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista são os 3 desafios da Câmara Federal e Senado neste ano. Relator da Medida Provisória 746 (Ensino Médio), o senador Pedro Chaves (PSC) está entusiasmado com o mandato e as chances da aprovação destas matérias para recolocar o país nos trilhos da competitividade mundial.

ENCRUZILHADA Sobre a reforma administrativa do Governo Estadual, o presidente Sergio Longen (FIEMS) e o deputado estadual Jr. Mochi já sinalizaram discordar das eventuais mudanças de leis de incentivos fiscais às empresas aqui instaladas.

O GOVERNADOR pisa em cristais ao revelar necessidade de melhorar o caixa. A opinião pública aplaude quando se foca no corte de funcionários e despesas, mas tem um chilique só de pensar em aumento de impostos que indiretamente terá que pagar.

AS COSTURAS do Executivo Estadual com a Assembleia Legislativa, vão exigir muita habilidade. Afinal já estamos em 2017, ano pré eleitoral que acaba influenciado pelos boatos, fofocas e manifestações deste ou daquele político pretendente em 2018.

DELAÇÕES Para um ex-assessor local do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) não há um só candidato eleito nas ultimas duas eleições para o Senado, Câmara Federal e Governo de Mato Grosso do Sul que não tenha recebido dinheiro das empreiteiras.

LEMBRA o assessor: Em 2010 e 2014 Delcídio cuidadosamente tratou de ‘carimbar’ companheiros e adversários com doações destas empresas hoje enroladas na Lava Jato. Se aplicado critério da culpabilidade, todos os políticos estarão no mesmo barco.

PORTANTO Não há políticos livres das garras da Lava Jato. Políticos vistos como graúdos aqui, são miudinhos comparados aos tubarões que caíram nas malhas da justiça. É preciso se conscientizar; as eleições de 2018 também passam pela Lava Jato e Cia.

DESMONTE Marcus Garcia – o Marquinhos – ex-presidente do PT no Estado confidenciou ao cronista - é grande a debandada de petistas rumo a outros partidos e novos projetos políticos. Já que a ‘fonte secou’, o tal idealismo partidário se exauriu.

LUZ PRÓPRIA Ele tem o maior orgulho do pai Juiz Federal. O vereador eleito da capital Odilon de Oliveira Jr (PDT) está consciente das futuras cobranças, não só pelo nome, bem como pelos 6.825 votos obtidos, o 2º melhor votado. Está preparando-se.

BASTIDORES Na política o imprevisível às vezes surpreende, dependendo de fatores diversos. No saguão da Assembleia Legislativa alguém apregoava a hipótese de chapa alternativa para 2018. Ricardo Ayache (PSB) para governador, com Murilo Zauith (PSB) e Pedro Chaves (PSC) ao Senado.

TODOS IGUAIS Quase todos os integrantes da nova mesa do Senado implicados em escândalos que vieram a tona na Lava Jato, Zelotes e outras investigações em curso. Só o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) é citado em 3 delações da Lava Jato. Aí pergunto: há esperança de melhora do país com esse time lá em cima?

“O Supremo (Tribunal Federal) está acovardado” (ex-presidente Lula)

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