Timber by EMSIEN-3 LTD
Manoel Afonso

Manoel Afonso

‘AMINÉSIA’ Ao contrário da justificada memória das adolescentes cúmplices daquela propaganda do ‘primeiro sutiã a gente não esquece’ (Valisere-1987), os jovens que debutarão nas urnas podem engrossar o contingente de eleitores frustrados e com razões de sobra para esquecer os candidatos em que votaram na estreia como eleitores.

EMPOLGA? Difícil citar o candidato ao Planalto que encha os olhos dos eleitores estreantes neste cenário apodrecido pela corrupção e falta de ética. Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa (PSB), Álvaro Dias ( Podemos), Jair Bolsonaro ( PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes ( PDT): Em qual deles eles votarão sem medo?

A LISTA: Jânio quadros chegou ao Palácio do Planalto em 1960 com 48% dos votos válidos. Depositário das esperanças, frustrou com a renúncia. Em 1989 Collor de Mello (PRN) veio como furacão aos 40 anos de idade e também decepcionou. Em 2010 - Dilma Roussef (PT) com final idêntico de Collor. Todos eleitos pelo voto direto.

OPINIÃO: “O mundo atravessa momento de fadiga democrática. Os sintomas: apatia do eleitor, abstenção às urnas, hemorragia dos partidos, instabilidade eleitoral, desejo compulsivo de aparecer, impotência das administrações, estresse midiático e outras mazelas. A democracia tem problema de legitimidade quando os eleitores não dão mais importância à coisa fundamental, o voto”. (David Reybrouck, escritor belga.)

VAI BEM o senador Pedro Chaves (PRTB) nas missões que lhe foram confiadas pelo Senado Federal. Agora trata de assunto bem próximo de nós: o bioma do Pantanal. Nesta segunda feira (23) comandará como relator da Comissão do Meio Ambiente, de audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Os dois Estados se unem pela preservação do espaço pantaneiro. Bom!

VERDADE? Na Assembleia Legislativa ouvi a notícia: o ex-conselheiro Cícero de Souza teria acertado com o ex-govenador Puccinelli (MDB) para ser candidato a vice governador pelo PR, partido chefiado pelo ex-deputado federal Edson Giroto após a saída de Londres Machado, dos deputados Graziela Machado (PSD) e Paulo Corrêa (PSDB).

EDITAL no Diário de Justiça de 19/04/2018 - 5ª. Vara Cível de Dourados – na Ação de Recuperação Judicial das empresas do ‘Grupo São Fernando’ (leia-se José Carlos Bumlai) revela as vísceras do PT. O Banco do Brasil é credor de R$ 363.429.651,87, o generoso BNDES, a bagatela de R$ 390.986.321,35 e BNP – Paribas R$ 92.446.040,01, a União R$ 208.837.350,47, O Estado MS R$ 18.780.705,12 e o município de Dourados R$ 1.892,761,86.

ENFIM... O total das dívidas também para outros credores passa com folga da casa de R$ 1 bilhão e 200 milhões - com a notícia ruim para os infelizes ou incautos credores: pelo visto a garantia deve ser a própria usina, cujo valor nesta situação é infinitamente inferior. Como se diz: José Carlos Bumlai não tem do que reclamar do amigo Lula.

ALERTA “A previdência social é um problema. Não sei como conseguiremos pagar os benefícios aos tantos milhões de novos aposentados, que incluem assistência médica a longo prazo quando ficarem realmente velhos. Eu me preocupo com a geração de meus filhos e como conseguirão arcar com a dependência financeira e nossa geração, com o governo que temos hoje”.

A AFIRMAÇÃO não é de nenhum brasileiro preocupado com os rumos da nossa previdência social, mas de Donald Trump – em 2006 – no livro “Nós queremos que você fique milionário” escrito em conjunto com Robert Kiyosaki, onde questionam a capacidade da previdência em suportar os ônus pesados no futuro. Se nos ‘States’ a situação preocupa, imaginem aqui! Livro de leitura agradável. Recomendo.

REALIDADE O livro enfoca também a situação do cidadão na velhice – tecnicamente milionário graças aos seus bens imóveis valorizados – mas que não dispõe de dinheiro para arcar com os gastos médicos seus ou de familiares numa situação emergencial. Em resumo: eles são ricos em bens e pobres em dinheiro vivo”, define Donald Trump.

ETA INGRATIDÃO Os suplentes de vereadores em cidades do interior são a nova opção de ‘caça votos’ para os candidatos a deputado estadual. É que os vereadores, eleitos, na maioria com a ajuda financeira de deputados, agora pedem alto para atuar como cabos eleitorais, não retribuindo assim a ajuda que receberam. Profi$$ionai$.

SUPERADAS as lides patrióticas de Olavo Bilac e Ruy Barbosa. Para a maioria dos políticos é conveniente a ‘doutrina Justo Veríssimo’ (“Eu quero é me arrumar”). No mês passado o ex-vereador Mario Arruda (capital) apontava esse quadro de degradação como a causa de ter deixado a política. Morreu sem a contaminação pelo vírus da esperteza. Idênticas razões levaram o medico Ricardo Ayasche a desistir da política.

ESTRANHO o eleitor. Sem o ex-presidente Lula (PT) e espontaneamente na última pesquisa Datafolha, 61% dos pesquisados não separaram as pseudo-ideologias de partidos/candidatos e eventuais diferenças. Marina Silva (Rede) levou 19%, contra 11% de Ciro Gomes (PDT) e curiosamente 7% preferiram Jair Bolsonao (PSL). O mais curioso: só 3% para Jaques Wagner e Fernando Haddad (PT), sendo que 4% optaram em não apoiar nenhum outro nome.

A BATALHA: Leo Matos – ex-prefeito de Navirai – animado com as chances do PSD do prefeito Marcos Trad fazer bonito nestas eleições. Leo tentará vaga na Assembleia Legislativa juntamente com os vereadores Chiquinho Teles e enfermeiro Fritz, Jorge Martins ( Três Lagoas), Grazielle Machado e Caio Augusto (Ponta Porã) entre outros.

DO DISCURSO do Gal Villas Bôas no Dia do Exército: “A corrupção, a impunidade e a ideologização dos problemas nacionais são reais ameaças à democracia...(...)...Não podemos ficar indiferentes aos mais de 60 mil homicídios por ano, à banalização da corrupção, à impunidade, à insegurança ligada ao crescimento do crime organizado e a ideologização dos problemas nacionais”.

PLACAS & FITAS Governador Reinaldo (PSDB) percorrendo o interior para entregar obras construídas como a MS/156 (Caarapó-Amambai-74 km) com recursos próprios (R$ 53 milhões). Apesar de nova, o asfalto estava esfarelado. Ao seu estilo discreto ele segue colhendo dividendos eleitorais e assim ganhando musculatura para as eleições.

DESAFIOS para o ex-governador Puccinelli (MDB) até as eleições: Reverter os altos índices de rejeição nas pesquisas, superar o estigma criado com a sua prisão apesar da recente vitória junto ao Tribunal de Justiça e finalmente não ser alvo de eventuais operações da Polícia Federal (leia-se Lava Jato).O poder tem seu preço.

CAMPANHA Dono das Lojas Riachuelo o empresário Flávio Rocha, candidato a presidência da república pelo PRB visitando Campo Grande nesta sexta feira (20), onde à noite proferirá palestra na sede do CREA dentro da programação do movimento ‘Brasil 200’ que defende a economia liberal. Boa chance de aferir melhor as suas ideias.

ALELUIA!!! Após a prisão do ex-ministro Palloci, do deputado Paulo Maluf, do dirigente do PT Vacari Neto, do ex-presidente Lula, dos ex-deputados Geddel Vieira e Eduardo Cunha e Henrique Alves, do ex-presidente Bendine (B. do Brasil), faltam ainda os ex-ministros José Dirceu e Paulo Bernardo, o senador Aécio (PSDB) e tantos outros. Que tal o Presídio de Pedrinhas, no Maranhão?

FAZ DE CONTA Comunistas/petistas primam pela incoerência: pregam a democracia e tem Cuba como modelo. Citando o ex-embaixador Roberto Campos: “Divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel, mas adoram 3 coisas do capitalismo: bons cachês, ausência de censura e consumismo burguês. Filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola”.

“A Lava Jato traçou a linha entre o que é política e o que bandidagem” (jornalista William Waack)

Comentário

MISSÃO IMPOSSÍVEL Presidente Michel Temer (MDB) conclamou os políticos a auto-defesa pelas críticas recebidas. Aí vale lembrar a fala do senador Jeferson Peres (PDT) em 30/08/2006: “ Estamos aqui no faz-de-conta. Como disse o ministro Marco Aurélio: Este é o país do faz-de-conta. Fingimos que estamos fazendo a sessão do Senado, estamos em casa sem trabalhar.(...) A classe política apodreceu. Este Congresso que está aqui, desculpe-me a franqueza, é o pior de que já participei, a pior legislatura da qual participei. Nunca vi um Congresso tão medíocre.(...) O que se pode esperar, não sei. De minha parte, cumprirei o meu dever até o último dia de mandato, mas para cá não quero mais voltar”.

“VERDADES Figuras da estatura moral de Jeferson Peres ( falecido em 2008) fazem falta ao Congresso Nacional. O balcão de negócios continua funcionando. Além daqueles já presos, é grande o número de congressistas protegendo-se da justiça através do escudo do foro privilegiado. Os noticiários político e policial se fundem com casos e cenas de prisões, investigações e escândalos. Não é por acaso; mais de 60% dos entrevistados nas pesquisas eleitorais preferiram se omitir.

GEORGE TAKIMOTO O deputado do MDB quer encerrar a carreira política em Brasília onde reside sua família. Como deputado estadual acha que pouco pode fazer pela saúde. Quer aprovar a Loteria da Saúde com fim exclusivo de reverter o caos na rede pública. O dinheiro ficaria no município onde ocorressem as apostas e seria aplicado na reforma de equipamentos, prédios e na melhor remuneração dos médicos. Lembra: “Pode um médico ganhar só R$60,00 por uma operação de vesícula?”

PODEROSO Pelas circunstâncias, personagens envolvidos e as declarações do deputado estadual Barbosinha (DEM), tudo leva a crer que o ex-prefeito Murilo Zauith terá carta branca para decidir o rumo do partido nestas eleições. Seu cacife político é superior ao do deputado Henrique Mandeta, colega do DEM. Nas entrelinhas da fala de Murilo percebe-se que ele não quer repetir mandatos; já foi deputado estadual, deputado federal e vice governador.

CALENDÁRIO Findo o prazo da janela partidária, oficialmente teremos o reinício das atividades partidárias só após a Copa do Mundo; entre 20 de julho a 5 de agosto o período para as agremiações escolherem seus candidatos. A velha brecha para lavrar as atas, acomodar ou alterar situações deve continuar, pois os partidos e coligações terão até 15 de agosto (10 dias após) para fazer o registro das candidaturas.

DESESPERO Os partidários do ex-presidente Lula tem motivos de sobra para se preocuparem com possíveis depoimentos do ex-ministro Antonio Palloci (PT) e do empresário Marcelo Odebrecht. Nitroglicerina pura. Se não bastasse a condenação que motivou sua prisão, ainda restam mais 7 processos: 2 na Vara Federal de Curitiba e 5 na Justiça Federal de Brasília. Portanto - Lula continua lá!

‘QUERENDO’ Além dos senadores Pedro Chaves ( PRTB) e Waldemir Moka (MDB), mais sete pré-candidatos já anunciaram a disposição de concorrerem as duas vagas ao Senado. O promotor público Sergio Harfouche (PSC), o ex-superintendente do Ibama Dorival Bettini ( PMB), o ex-presidente da Acrissul Chico Maia ( Podemos), o ex-Secretário estadual Sergio Miglioli (PSDB), deputado federal Zeca do PT, ex-prefeito Nelson Trad (PTB) e o deputado federal Geraldo Resende (PSDB). As inscrições continuam abertas.

DESAFIOS Quais os critérios que o eleitor adotará para escolher nossos senadores? Afinal, qual o modelo pré concebido para ocupar o importante cargo? Quais seriam os predicados dos escolhidos? Pesariam meramente os fatores partidários ou as biografias? Integrar o Senado vai muito além dos privilégios garantidos por 8 anos a fio.

‘ENGRAÇADO’ Enquanto os flertes se sucedem entre MDB e PSDB, não faltam comparações entre a atual e administração anterior. Os tucanos lembram a crise econômica e a capacidade gerencial do governo em honrar os compromissos financeiros e realizar obras em todos os municípios. Evidente que não esquecem os fantasmas do aquário do pantanal e das pontes que desabaram, sem contar os vexames das prisões do ex-deputado Edson Giroto (PR) e do ex-governador Puccinelli.

ELEIÇÕES provocam ‘terremotos’ de efeitos secundários e aí segue-se a risca o ditado de que ‘cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém’. Posto isso a mesa da Câmara Municipal de Campo Grande costurou antecipadamente a reeleição para o próximo biênio. Com isso João Rocha (PSDB) e Carlão (PSB) continuarão no comando daquela casa. E segue a galopeira.

PROMESSAS Elas tem sustentado as candidaturas. O deputado federal Rodrigo Maia (DEM) em sua recente visita à Campo Grande não perdeu a oportunidade e prometeu tratar com carinho o pedido de perdão das dívidas dos agricultores. E como ficariam aqueles que já pagaram parcelas anuais dos débitos? Serão reembolsados? É por essas generosidades políticas que o Governo anuncia que as contas só voltarão a ficar no azul em 2022. Um festival de rombos e roubos.

E AGORA? Primeiro foi o deputado João Grandão (PT) condenado pela 3ª. Turma do TRF da 1ª. Região a pena de 11 anos e 10 meses de reclusão em regime inicialmente fechado por envolvimento no caso da ‘Máfia da Sanguessuga’. Depois o deputado federal Vander Loubet (PT) denunciado pela 2ª. Turma do STF por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. Agora o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) condenado a pagar multa superior a R$5.8 milhões por abuso no exercício do cargo de Secretário de Segurança no Governo Zeca do PT.

‘PERSEGUIÇÃO’ Com tantos casos escandalosos envolvendo a nobre classe dos políticos é de se pensar sobre essa espirituosa tese defendida pelo nosso ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun – segundo a qual – o dinheiro do pagamento da reforma da casa da filha do presidente Michel Temer (MDB) seria da mulher do ‘lendário’ coronel João Baptista Lima Filho. Como se diz em competições de programas de auditório: “ponto pra ele - Marun”.

VINGADOR ou conivente? Em qual dos papeis o eleitor se encaixará nas eleições deste ano – em que pese o farto noticiário sobre falcatruas, prisões e escândalos envolvendo a gloriosa classe política? A Lava Jato – por exemplo – seria uma grande farsa? Os políticos locais também enlameados estariam sendo vítimas de uma grande injustiça? Mas como se diz por aí: é preciso combinar com o eleitor.

REGISTRO No último dia 6, em concorrida solenidade na Assembleia Legislativa, juntamente com colegas jornalistas que militam em nossa capital, fomos agraciados com a ‘Medalha do Mérito Jornalista José Barbosa Rodrigues’ - projeto do deputado Maurício Picarelli (PSDB) para reconhecer o trabalho destes profissionais. A indicação de nosso nome para receber a honraria foi da deputada Mara Caseiro ( PSDB). Grato mesmo!

‘BOA IDEIA’ O líquido da garrafinha bebericado pelo ex-presidente Lula (PT) naquele discurso antes da prisão rendendo comentários. Alguns alegam que tem tudo a haver com a proposta de Lula em se tornar ‘uma ideia’ (ou: 51 uma boa ideia). Outros lembram o episódio do jornalista Larry Rohter, correspondente do “New York Times” quase expulso do país por dizer que o ‘habito de bebericar de Lula’ era preocupação nacional.

SOBREVIVENTES Quem serão os políticos em condições legais ou morais para disputar o Palácio do Planalto após a prisão de Lula e das investigações anunciadas contra vários personagens, inclusive o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)? O eleitor – notadamente da classe média – já faz esse exercício de imaginação e aponta Álvaro Dias ( Podemos) e em último caso o deputado Bolsonaro ( PSL) para medir força contra o candidato da esquerda. Onde chegamos!

DECEPÇÃO João Dória Jr. ( PSDB) apareceu como meteoro no cenário político e com um discurso forte convenceu o eleitorado paulistano. Mas em pouco tempo a ‘obstinação’ de colocar a capital paulista nos trilhos foi substituída pelo projeto de se tornar governador a curto prazo e renunciou ao cargo em favor do vice Bruno Covas (PSDB). O eleitor paulistano – no mínimo – se sente sacaneado.

INSULTO a nossa inteligência. O ex-presidente Sarney (MDB) lamentando a prisão do ex-presidente Lula dizendo-se ser seu amigo. Ora! Em campanha presidencial Lula foi ao Maranhão e desceu a lenha na oligarquia Sarney como mostra um vídeo na internet. Mas pensando bem - o velho MDB de guerra se parece com o PT em suas praticas delituosas. Taí preso por exemplo o ex-deputado Geddel Vieira, que serviu aos Governos do PT e do MDB.

“A população lincha o rato de praia, mas perdoa o corrupto com a desculpa: ‘ele rouba mas faz’.” (Gabriel – O Pensador)

Comentário

O JULGAMENTO Só o tempo dirá das lições ou consequências desta decisão do Supremo Tribunal Federal. Vamos rever os conceitos a respeito da nossa justiça? E os políticos mudarão de postura? Quanto ao resultado ficou dentro das previsões. Os trechos que selecionei dos votos dos ministros visam dar ao leitor uma leitura da formação jurídica dos mesmos e a postura deles neste caso onde o fator político deu-lhe tamanha importância no atual contexto.

‘DAY AFTER’ O Brasil continua no seu ritmo normal – desfazendo assim a ideia fantasiosa de que os petistas – através de seus exércitos terceirizados – colocariam fogo no país. No fundo, o brasileiro não filiado a partidos de esquerda e sem vínculo com os sindicatos classistas quer o fim da violência e da corrupção para poder tocar a sua vida. Esse discurso odioso para dividir o país não encontra eco neste tipo de cidadão.

A PREVISÃO também vale após o decreto de prisão expedido pelo juiz federal Sergio Moro contra o ex-presidente Lula para início do cumprimento da pena. Apesar das promessas de reações violentas ou resistência por parte de líderes sindicais e de movimentos populares, certamente não haverá clima para uma deflagrar revolta ou algo parecido. A soberba e arrogância de Lula na linha final.

IRRETOCÁVEL: “Essa é a realidade do sistema penal brasileiro. Ele é feito para prender menino pobre e não consegue prender essas pessoas que desviam por corrupção e outros delitos milhões de dinheiros. O desvio mata as pessoas, gente que morre na fila da saúde, gente que não recebe educação, gente que anda enlatada no transporte público. Esse não é o país que eu gostaria de deixar para os meus filhos, um paraíso de homicidas, de estupradores e corruptos”. (do voto do ministro Luiz Roberto Barroso STF)

METAMORFOSE “As prisões automáticas empoderam um estamento que já está por demais empoderado. O estamento dos delegados, dos promotores, dos juízes. Por que se essa mídia opressiva nos incomoda, estimula esse tipo de ataques, ataques de rua...(...). É preciso dizer não a isso. Se as questões forem decididas na questão do par ou impar (...) é melhor nos demitirmos e irmos para casa. Não sei o que é apreender o sentimento social. Não sei. É o sentimento da mídia?” (do voto do ministro Gilmar Mendes (STF)

SENSATEZ “A Constituição Federal, ela trata da prisão. Esse dispositivo não tem a menor vinculação com a execução provisória na segunda instância...(...) Onde está na Constituição, a impossibilidade, a interdição de execução de um acórdão que confirma a sentença condenatória, que acolhe uma denúncia antecedida de inquérito?... (...) Um homem é inocente até que a acusação comprove a sua culpa. Comprovada a sua culpa, evidentemente que essa presunção cai...(...) Portanto, uma instituição que não se respeita não pode usufruir dos destinatários de suas decisões, que é a sociedade, e o povo brasileiro.” (do ministro Luiz Fux STF)

A SÍNTESE “Ninguém é a favor da corrupção. A sociedade chegou a um ponto em que está indignada. Ela, simplesmente, se ela pudesse, lograria vísceras, sangue, construiria um paredão e com processo ou sem processo, fuzilaria todos aqueles acusados, simplesmente acusados... (...)... meu dever maior não é atender à maioria, à maioria indignada. O meu dever maior, porque somente assim se avança culturalmente, é tornar a lei das leis, a Constituição, que precisa, se é que queremos melhores dias no Brasil, ser amada um pouco mais por todos os brasileiros”. (do voto do ministro Marco Aurélio Mello)

EXPERIÊNCIA “A corrupção governamental e a avidez criminosa de empresários que fomentam em benefício próprio culminam por capturar as instituições do estado, tornando-as reféns de seus ilícitos e imorais propósitos deformando e subvertendo o próprio sentido da ideia de República...(...) Sem trânsito em julgado não há culpa! Sem trânsito em julgado não há culpa!”. (do voto do ministro Celso de Mello)

O NOVO “Em quase 30 anos, 23 anos o Supremo Tribunal Federal, inclusive atualmente há dois anos, teve um posicionamento (favorável à prisão). E durante sete anos, outro posicionamento (contra a prisão). Essa questão não quer dizer que um posicionamento seja melhor ou pior do que o outro. Esses posicionamentos ao meu ver não podem levar a uma conclusão de ilegalidade praticada por um tribunal superior (STJ) que se baseou nesse posicionamento majoritário tradicional (do STF) ...(...) Não é possível, a meu ver, nós entendermos que há ilegalidade em uma decisão que tão somente repetiu e atendeu o comando constitucional do Supremo Tribunal Federal”. (ministro Alexandre Moraes)

RESERVADA “As leis ordinárias são mais difíceis de alterar. Por essas razões, as constituições tendem a ser mais abertas e consistentes. As lacunas precisam ser superadas através da interpretação. Compreendido o tribunal, no caso o STF, a simples mudança de composição não constitui fator suficiente para legitimar a alteração da Constituição...(...) ...Vozes individuais vão cedendo em favor de uma voz constitucional, objetiva, desvinculadas das diversas interpretações jurídicas colocadas na mesa para interpretação”. (ministra Rosa Weber)

SEM SURPRESA “Com essas considerações, diante da iminente possibilidade de execução provisória da pena imposta ao paciente – uma vez exaurida a instância ordinária com o julgamento dos embargos de declarações opostos ao v. Acórdão de 2º grau que, além de confirmar sua condenação, majorou-lhe a pena – e pelos precisos fundamentos externados no voto que proferi, em 5/1/16, no julgamento da medida cautelar nas ADCs nº 43 e 44, concedo a ordem de habeas corpus para determinar que o paciente aguarde em liberdade o julgamento de eventual recurso especial ou de agravo em recurso especial, observados os parâmetros fixados neste voto” (ministro Dias Toffoli)

CONCEITUAL “É possível restituir a liberdade de alguém se houver reforma da sentença condenatória no STJ ou STF com juros e correção monetária? Não. A vida e a liberdade não se repõem jamais...(...)...A liberdade de uma pessoa não exige contracautela, mas o perdimento de um bem sim. E não pode ser devolvida. E no caso de um patrimonial pode, e deve, e será devolvido. A prisão é sempre uma exceção. E a liberdade é a regra”. (ministro Ricardo Lewandowski)

EDSON FACHIN: “Digo isso para rechaçar a pecha de que essa suprema corte, ao julgar o habeas corpus 123292, teria sucumbido aos anseios de uma criticável sociedade punitivista, comprimindo os direitos humanos num ambiente de histeria, como se alegou...(...)...mesmo sob as perspectivas dos direitos fundamentais, não verifico alteração no panorama jurídico que considere ou autorize considerar o ato coator como revelador de ilegalidade ou abuso de poder...(...)...Acrescento que o Código de Processo Civil prescreve no seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizar suas jurisprudências e mantê-las estáveis, íntegras e coerentes”. (do voto no julgamento do HC)

CÁRMEN LÚCIA: “Continuo com o mesmo entendimento que marcou meu voto desde 2009, quando o ministro Marco Aurélio salientou o voto de todos os julgados. Votei vencida naquele habeas corpus...(...)... O preceito não pode ser considerado isoladamente, mas sim em harmonia com outros dispositivos, inclusive os referentes a prisão, como o inciso 54, porque segundo então se entendeu, esses dispositivos revelam que pode prisão independente do trânsito em julgado em diversos casos e diversas ocasiões”. (ministra e presidente do STF)

A JANELA (dos infiéis) Além das possíveis mudanças partidárias já anunciadas na mídia local, outras devem ocorrer até o prazo final (dia 7). Não pode ser visto como um avanço. Pelo contrário – é um retrocesso que incentiva a barganha para viabilizar candidaturas com os mesmos vícios e deformações de antes. Acertos inusitados e filiações sem qualquer critério marcam esse balcão de negócios.

A NOVIDADE maior nesta reta final foi o ‘renascimento’ em grande estilo do Democratas que pretende ocupar o espaço central do cenário. A presença do ex-prefeito de Dourados, Murilo Zauith, é muito interessante e pode ser um grupo de peso com chances de influenciar no resultado final. Mas ao seu estilo, Murilo já emitiu sinais de que não aceita ser atropelado e que a sua decisão sobre eventual candidatura não será de afogadilho.

MARCOS TRAD De olho na sucessão em 2020 e pela boa sintonia administrativa que mantém com o Parque dos Poderes – deve apoiar a tentativa de reeleição de Reinaldo. Os observadores de plantão avaliam que – salvo acidentes de última hora – Marquinhos se apresenta como o grande cabo eleitoral do governador, além de que seu partido – o PSD – ganhou o reforço do ex-deputado Londres Machado e da deputada Grazielle Machado.

PREVISÕES Os candidatos ao governo ainda não tem o formato definido de suas chapas majoritárias e proporcionais. Percebe-se que eles estão abertos a composições, esquecendo aspectos diversos. Pode ser que o eleitor tenha dificuldades para entender e até aceitar o que vem por aí. É aquela velha história: na política nem tudo que parece é.

“Vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese” (Juiz Sergio Moro)

Comentário

A VELHA pergunta que aflora em ano eleitoral: quais os limites que devem existir entre a conduta na vida privada e a postura pública dos cidadãos quer exercem mandatos eletivos e cargos na administração pública? E é bom sempre lembrar que hoje há um confronto crescente entre os defensores da privacidade das pessoas e aqueles partidários da transparência total.

QUESTÕES Não seria a conduta na vida privada patrimônio do homem público? Não seria o passaporte para ingressar no espaço público? E quem chegou ao poder, não pode ignorar os holofotes vigilantes da sociedade. Os escândalos por aí recomendam cautela de quem cuida de interesses públicos para não cair nas tentações das benesses ou vantagens amorais, inclusive.

ALERTAS não faltam para aqueles políticos sob risco de ter a biografia e perfil manchados por deslizes na vida privada. Basta olhar para os casos locais com prisões por escândalos sexuais e corrupção, inclusive, no país e também no exterior nos últimos anos. A opinião pública de olho no retrovisor para rever a postura lá atrás dos homens públicos. E com a internet então - nada escapa!

ESTRAGOS Sem discutir o mérito do caso, vale destacar a publicidade dada por um jornal (ligado aos servidores públicos estaduais) ao processo judicial movido pela J & F Investimentos (Joesley e Welesy Batista) contra a deputada federal Tereza Cristina C. da Costa (DEM) para recebimento de dívida no suposto valor de R$ 4,5 milhões, segundo aquela publicação.

VEJA! Se fosse um caso envolvendo os dois empresários (que dispensam referências por motivos óbvios) e uma pessoa comum passaria despercebido. Mas o fato de se tratar de uma parlamentar (que não se alinha politicamente ao sindicato dos serviços públicos) e que na época do negócio com os irmãos Batista ocupava uma secretaria na administração estadual, enseja questionamentos críticos e até maldosos.

NA JUSTIÇA Suspeitos de ilicitudes na ‘Lava Jato’, principalmente, os políticos tem avocado o direito de se defender no processo. Mas isso não basta para preservar a credibilidade. Aliás, após decisões do STF, a visão da opinião pública se baseia mais na moral do que no direito. Já no caso da deputada de notória reputação ilibada, sua versão pessoal sobre o episódio evitaria exploração política. E fecho a porteira.

FLAVIO ROCHA O ingresso na política do dono das Lojas Riachuelo – assinando a filiação no Partido Republicano Brasileiro - é o fato emblemático nesta fase crítica da política nacional. Para o senador Pedro Chaves (PRB), a vinda do empresário cria condições de protagonismo ao partido - que defende a vertente liberal da economia e respeita os valores da família. Seria ele o novo nome que a população tanto sonha?

‘ MAIS UMA’ O STF lembra cachorro desdentado; late muito, mas não morde. Agora inocentou o senador Romero Jucá (MDB) que fora relator da MP cortando impostos de empresas, entre elas de Jorge Gerdau, que ‘coincidentemente’ doou R$ 1,3 milhão ao diretório do MDB de Rondônia, beneficiando o senador. O STF só jogou pesado contra o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT) e o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB).

‘OLHANDO’ Após o desastre de 2014, o ex-deputado Londres Machado (PR) adotou a ‘cidadania mineira’. Ouve muito e mede bem as palavras. Sobre o PR lembra, “como nas eleições anteriores, a decisão virá lá de cima”, mas diz que o deputado Paulo Correia já caminha com o governador Reinaldo (PSDB). E arremata: “os partidos valem muito pouco atualmente – não decidem mais”.

PESQUISAS Conferi os números como apostador cético das loterias. A última que levou a chancela ‘Vox Populi’, ouvindo só 500 pessoas em Campo Grande, tem um componente ‘esquisito’ que tira a objetividade da amostra. O ex-prefeito Nelson Trad (PTB) aparece como candidato ao Governo, quando pretende disputar o Senado. Como diria o narrador Galvão Bueno ao seu comentarista Arnaldo Cesar Coelho: “Pode isso Arnaldo?”

JANELA partidária virou balcão e movimentará o quadro eleitoral em todo o país até 7 de abril próximo. É o troca troca partidário, menos por ideologia, mais pela tentativa de sobrevivência. É muito dinheiro para os candidatos: Cr$ 888 milhões do generoso Fundo Partidário e mais R$ 1,7 bilhões do Fundo Eleitoral. Agora político parece jogador de futebol: com seu passe caro, quem der mais leva!

FUNDO PARTIDÁRIO Criado em 1965 como fonte de financiamento. Não deve ser confundido com o Fundo Eleitoral. O dinheiro vem de dotações da União, multas, doações e outros recursos legais. A liberação é mensal de igual valor. O critério da distribuição: 5% a todos os partidos registrados no TSE e 95% proporcionalmente ao número de deputados na Câmara Federal.

FUNDO ELEITORAL Criado em 2017. O dinheiro baseia-se na compensação fiscal da TV e rádio recebida pela propaganda partidária em 2016 e 2017, além de 30% do valor dos recursos das chamadas emendas impositivas (obrigatórias) dos parlamentares. Até 1º de junho do ano eleitoral os recursos estarão disponíveis em banco. 2% dos recursos vai para todos os partidos, 35% entre os partidos com pelo menos 1 deputado federal, 48% entre os partidos proporcionalmente ao número de deputados em 28/08/2017 e 15% entre os partidos pela proporção do número de senadores naquela mesma data.

VALORES: Ao MDB o Fundo Partidário destinará R$ 234,3 milhões; ao PT, R$ 212,3 milhões; ao PSDB, R$ 185,8 milhões; ao PP, R$ 134,3 milhões; ao PSB, R$ 118,8 milhões; ao PSD, R$ 112 milhões; ao PR, R$ 109,9 milhões; ao DEM, R$ 89,1 milhões. Essas as siglas mais beneficiadas pelo critério de distribuição.

DE NOVO? Tudo leva a crer que o deputado estadual Mauricío Picarelli (PSDB) deva concorrer ao seu 9º mandato. Perto dos 70 anos que completa neste abril e mesmo fora da televisão aberta onde atuou por 34 anos, ele continua interagindo com o público via internet e como pastor da Igreja Batista. É o desafio da reinvenção do artista e político.

BASTIDORES Gente do andar de cima da política insinua, mas não abre o jogo sobre os próximos capítulos da sucessão estadual. Há um clima de expectativa sobre eventuais surpresas envolvendo composições partidárias. É parte da democracia, embora não garanta sucesso nas urnas. É preciso consultar o povo – que anda ‘deconfiado, como sempre dizem os paraguaios aqui residentes.

INTERROGAÇÃO? Murilo Zauith não atendeu aos apelos do ex-governador André (MDB) e foi para o Democratas. Ao deixar o PSB, o ex-prefeito de Dourados cria assim a expectativa de um outro grupo político em condições de disputar o Governo ou o Senado. Dependerá da evolução dos entendimentos e de novas filiações, entre elas do deputado Barbosinha (PSB).

DESAFIOS Não fugirá a regra, inclusive dos conflitos internos a ser contornados. A presença do deputado Zé Teixeira se contrapõe a postura do deputado Mandetta, crítico da administração estadual. Enfim, a região da Grande Dourados verdadeiramente inserida no processo sucessório. E mais: O deputado Elizeu Dionízio sai do PSDB rumo ao PSB; os deputados George Takimoto e Paulo Duarte trocando o PDT pelo MDB e o coronel David deixando o PSC para o PSL.

DETALHES O governador Reinaldo (PSDB) com ações administrativas no interior e capital, ao mesmo tempo em que se aproxima de lideranças expressivas. Seus gestos indicam a intenção de composição, mas sem perder a condição de protagonista. Sua firmeza lembra aquela postura de não recuar (apesar dos apelos do ex-governador André - MDB) na candidatura à prefeitura da capital e depois ao próprio governo.

PONTO FINAL O PT colhe no sul do país a semente de ódio que plantou ao longo dos anos. Incoerência dos petistas que reclamam - pois o próprio ex-presidente Lula ameaçou várias vezes colocar nas ruas o exercito do companheiro João Pedro Stédile. Os petistas não se conformam com a indignação dos adversários. Qualquer semelhança com a Venezuela seria mera coincidência?

“A credibilidade do país é proporcional aos juros que os banqueiros lhe cobram” (Millôr Fernandes)

Comentário

SEM FRONTEIRAS Na falta de opções que encantem os indignados, o deputado Bolsonaro já transita bem nos bolsões antes impensáveis. O deputado Barbosinha (PSB) por exemplo - revela que seu filho de 18 anos, acadêmico de direito, não esconde o desejo (reinante em seu grupo de amigos) de eleger Bolsonaro ao Planalto. Aliás, um amigo médico compartilha a ideia, a menos que surja outro nome excepcional para confrontar com a esquerda. E convenhamos: tá difícil.

OPINIÃO Sobre o cenário nacional, a fala de Barbosinha coincide com o que pensa seu colega de parlamento Lídio Lopes (Podemos). Ambos acreditam que dificilmente a corrida ao Planalto deixará de influenciar na sucessão estadual. Entendem que teremos muitas novidades envolvendo políticos e partidos, funcionando como termômetro.

ALVARO DIAS Não pela idade (73), mas pela mesmice da fala dos moderados que não empolga. Seu currículo é bom, mas suas passagens pelo PMDB, MDB, PST, PSDB, PDT e PV mostram a priorização da própria sobrevivência política. Até aqui nenhuma atitude pessoal a merecer destaque no cenário político nacional. Conquistará apoios e inserções em outras classes sociais a melhorar suas chances? É bom esperar mais para melhor apreciação.

MAIS UM Depois do deputado Paulo Siufi (MDB), foi a vez do ex-governador André (MDB) ser excluído das investigações da ‘Coffee Break’. O caso é ‘café pequeno’ para André também investigado na Justiça Federal em dois outros casos: pela Operação Lava Jato na construção do Aquário por suspeita de desvios de verbas federais e por suspeita de irregularidades na aplicação de dinheiro da União na construção de rodovias na região norte de MS. Aí sim a porca pode torcer o rabo!

VERGONHOSA O termo mais ameno para definir a imagem do STF. O país assistiu boquiaberto ao bate boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luis R. Barroso no melhor estilo de boteco nas tardes de sábado de feijoada. Péssimo exemplo da mais alta corte. Morosa, submissa e corporativista, em 4 anos não sentenciou um só réu da Lava Jato e levou 30 anos para proclamar o Sport de Recife campeão de futebol do Brasileirão de 1987. Gilmar, como o diabo que distribui justiça, enquanto Deus apenas olha.

ESCÁRNIO A opinião pública comunga com o texto postado nas redes sociais pelo procurador federal Deltan Dallagnol onde questiona porque o Supremo não pressiona a presidente Carmem Lúcia para desengavetar a arguição de suspeição contra Gilmar Mendes nas ações sobre prisão na segunda instância. Enfim, ele acha que o STF administra mal o seu gavetão de assuntos pendentes. Nós também!!!!!

AS OPINIÕES sobre a postura do STF para evitar a prisão de Lula são em sua maioria críticas. Alguns entendem que a corte inventou o ‘habeas corpus pré-datado’. Outros acham que simplesmente o STF vacilou e deu novo fôlego ao ex-presidente. Enfim, o que acontece na estratosfera da justiça brasileira não pertence a nós mortais. Vamos esperar para ver o que tem dentro deste ovo de Páscoa só em 6 de Abril. Mas a data mais apropriada seria 1º de abril – Dia da Mentira.

FRANQUEZA O jurista Ives Gandra publicou em 2013 um texto questionando os direitos de quem não faz parte da minoria social favorecida com benefícios nos últimos anos. A síntese do texto: “Não sou:- Nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na...verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hetero...E tudo isso para quê?”

O TEXTO voltou a ser divulgado e comentado nas redes sociais por conta da situação daqueles cidadãos que não se enquadram nas chamadas minorias sociais. Muitos destes brasileiros – por incrível que pareça – se sentem discriminados em face às políticas implementadas nos últimos anos em favor destes grupos que se dizem vítimas de preconceitos e das desigualdades. O respeitado Ives Gandra foi corajoso em suas manifestações que tem gerado comentários à favor e contra. Faz parte.

EM PAUTA Mais uma missão emblemática para o senador que vem elevando o conceito do Estado no Senado. Pedro Chaves (PRTB) espera receber mil emendas ao novo Código Comercial e até 20 de junho apresentará o relatório. Até lá percorrerá o país ouvindo a sociedade, como nesta sexta feira (23) na Assembleia Legislativa por proposição do deputado Jr. Mochi (MDB). Chaves lembra que as relações comerciais mudaram desde 2002, quando entrou em vigor o Código Civil absorvendo a maior parte do texto do Código Comercial de 1850.

ALELUIA Finalmente o Hospital do Trauma ficará pronto. O custo da obra por volta de R$ 32 milhões. Se comparar o custo com os benefícios é barata, principalmente se você levar em conta o que se gasta (R$ 180 milhões) com obras faraônicas como o Aquário do Pantanal, por exemplo. Temos que tirar o chapéu para governantes e profissionais abnegados que estão oportunizando esse empreendimento de 100 leitos aqui na capital. Isso sim é prioridade.

É GUERRA! Que país é esse? De 2007 a 2016 foram 550 mil pessoas assassinadas - uma cidade média por ano - superando a população de Florianópolis (490 mil). De 2.000 a 2016 a matança cresceu 27,5%. Sergipe é o mais violento dos Estados: a cada 100 mil pessoas, 64,8% delas assassinadas. No MS são 24,9% de assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. Números que assustam e advertem sobre os perigos do dia a dia. Como dizia o poeta Vinicius de Moraes: “viver é um perigo”.

NA ESTRADA A pré candidata Rose Modesto (PSDB) disse-me que vai focar na educação e na melhoria da assistência social em geral. O deputado Beto Pereira (PSDB) confessou-me que vai priorizar as reformas política e tributária. O deputado Fábio Trad (MDB) quer dar sequência ao trabalho do mandato anterior para aproveitar seu inegável preparo jurídico. Todos eles jovens, entusiastas que estão pontuando bem nas pesquisas por aí. É a renovação com qualidade de que tanto precisamos na política.

‘SAARA’ O campo político de Dourados continua desértico, sem ‘nutrientes’ que permitam a proliferação de novos nomes engajados ou pelo menos identificados com a realidade sócio econômica. Não está fácil buscar nomes para o Senado ou para compor chapa majoritária. Já os políticos com mandato sonham mesmo é com a prefeitura douradense. Mas no frigir dos ovos a região precisa e deve ser prestigiada na composição das candidaturas em marcha.

ARTICULADO Aos 49 anos de idade o ex-prefeito de Mundo Novo Humberto Amaducci está animado com sua pré candidatura ao Governo do Estado. Tentará reunificar o PT e nesta semana esteve em Corumbá. Lembra de sua experiência e inclusive de suas relações com o ex-presidente Lula que já esteve em sua cidade por 3 vezes. Também é o caso de observar se seu desempenho melhora nas pesquisas. Até aqui desanimador.

ALERTA-1 Se o candidato petista não empolgar e chegar fraco nas eleições, o desastre atingirá diretamente a representação proporcional do partido. Observadores já vaticinam que o PT poderia eleger – neste caso – apenas o deputado Cabo Almi. Também o deputado federal Vander Loubet sofreria os reflexos. Quando o assunto é abordado noto o desconforto crescente entre os parlamentares na Assembleia Legislativa.

ALERTA-2 No último pleito o PT concorreu em 7 cidades e não elegeu um só prefeito. Na capital o desastre foi grande: Alex do PT obteve apenas 1,9% com 8.482 votos. Só um vereador eleito. “O PT não se preparou para esse novo Brasil” – disse o ex-senador Delcídio do Amaral após a derrota ao Governo. Seria o caso de se perguntar: “Em piores condições que antes, será que o PT está mais preparado do que naquela eleição?”

CONCORDATA O PT lembra a empresa em dificuldades financeiras que recorre a justiça para obter melhores condições e assim ganhar fôlego. Mas um partido atingido no peito por denúncias comprovadas de corrupção, que perdeu seu maior patrimônio (ética administrativa), além de ter várias de suas lideranças já presas e desmoralizadas, conseguirá o milagre da ressurreição.

CONCORRÊNCIA Se antes o PT era o carro chefe da esquerda brasileira, hoje tem a concorrência do PSOL que vem ganhando a preferência de ex-eleitores petistas. Pergunto: quem tem ido as ruas nestas últimas manifestações do Rio de Janeiro por exemplo? É o PSOL que ganha espaço e com moral para continuar pedindo o fim da corrupção e da impunidade. Os petistas estão recolhidos como crianças com catapora.

SOBREVIVENTE? Neste Titanic do PT Zeca tenta se articular para escapar do desastre e até topa uma aliança branca com o PSDB. Sabido – quer salvar a própria pele e para isso já vem jogando como mostram suas declarações e articulações. Já antevejo o surrealismo de sua postura eleitoral. Zeca priorizou a própria salvação. Quanto ao PT- é assunto para depois.

“O senhor (Gilmar) é a mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia” (ministro Luiz R. Barroso)

Comentário

‘SOLIDARIEDADE’ O atual ministro de Governo Carlos Marun ignorou o clamor público contra o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) ao visitá-lo na cadeia em Curitiba. Repetiu o gesto visitando o ex-governador André (MDB) na prisão. Mas, a exemplo das vezes anteriores, o ex-deputado Edson Giroto (PR) foi esquecido na cadeia pelos companheiros de política. Nem Marun e nem Puccinelli levaram uma palavra de solidariedade. Evidente - medo de desgaste!

‘CORAJOSOS’ Vendo as imagens do Juízes e Procuradores da Justiça Federal em postura de protesto na entrada do Fórum Trabalhista da nossa capital, não há como deixar de concluir: no Brasil retratado pelo personagem Justo Veríssimo, o direito não combina com bom senso. Meu pirão primeiro! Perguntar não ofende: O que será – por exemplo - que as empregadas domésticas destas autoridades pensam a respeito da ‘bagatela’ do auxílio moradia de seus patrões? Como dizia o maestro Tom Jobim: “O Brasil não é mesmo para principiantes”.

UM PERIGO! O custo da terceirização de algumas atividades - antes inerentes a própria natureza das atribuições das administrações municipais e estaduais - continua polemizando. Alguns alertam que essa opção acaba saindo muito mais cara se fosse realizada pela gestão pública, além de ser mais eficiente e de melhor qualidade. Sobre esse assunto conversei com dois prefeitos recentemente.

O PRIMEIRO foi Maurílio Ferreira Azambuja que governa Maracaju pela terceira vez. Ao seu estilo calmo citou um exemplo assustador: quando assumiu, o município gastava R$ 180 mil reais mensais só com a coleta de lixo. Tomou coragem: não renovou o contrato com a empreiteira e gasta hoje com frota e funcionários apenas R$ 75 mil por mês. Só com a economia comprou vários caminhões basculantes e equipamentos. Quando assumiu havia 10 ônibus escolares. Comprou 40 e cortou a terceirização.

O SEGUNDO prefeito com quem conversei, na Governadoria, foi Valdomiro Sobrinho, de Mundo Novo. As mudanças começaram nas pequenas atividades da garage municipal onde instalou equipamentos para reparos diversos nos veículos e maquinas. Também mapeou as estradas e investiu no transporte escolar municipal, limpeza e conservação das ruas. Valdomiro lembra que cabe sim à administração zelar diretamente pelos interesses do município, evitando delegar atribuições a terceiros que só visam o lucro. Exemplos a serem seguidos.

SEGREDOS Sobre essas posturas, o ex-prefeito de Aquidauana Felipe Orro e hoje deputado pelo PSDB, após assistir os relatos de Maurílio e Valdomiro, elogiou as iniciativas. Lembrou que como prefeito fugiu das propostas das empreiteiras dos serviços de tapa buracos e das ofertas de empréstimos de alguns bancos. Cuidou das ruas a custos incomparáveis e Aquidauana foi a única – dentre 25 cidades – que não se deixou seduzir pelas ‘tentadoras propostas’ de um banco alvo de medida punitiva do Banco Central.

AVISOS: “Existe o vácuo de representação. O eleitor não se sente representado pelos partidos e políticos. A rejeição será enfrentada por todos. Dois terços do eleitorado não tem partido de preferência. Qualquer político que apareça no horário eleitoral será visto inicialmente com desconfiança. Existe a indignação que não está nas ruas, também por conta da internet, mas, é preciso que os candidatos estejam sintonizados com isso. Quem conseguir personificar a indignação terá mais chance” ( Mauro Paulino – diretor do Datafolha)

UTOPIA Pela última pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria o brasileiro quer um candidato com perfil raro: que acredite em Deus, honesto, experiente e que tenha origem pobre, valorizando mais o conhecimento dos problemas do país, inclusive, dos assuntos econômicos. Outro delírio: o eleitor exige que o candidato não minta na campanha. Brasileiros tolinhos vivendo no mundo da lua. Adianta fazer biometria e ainda acreditar que os ovos de chocolate da Páscoa vêm dos coelhos?

CONTRADIÇÕES Em termos de exigência o nosso eleitor se posta como um cidadão norueguês, mas seu comportamento no dia a dia é aquém das recomendações éticas e patrióticas. Continua cometendo fraudes diversas, fura filas e quer levar vantagens também nas eleições. Quer fazer delas um bom negócio. Enfim, fala uma coisa e faz outra diferente. Enfim, esse pessoal não chegou ao Congresso Nacional por acaso. Afinal, jabutis não escalam postes.

CONCLUSÃO O país continuará o mesmo, do descontentamento, da desesperança. Nenhuma das candidaturas une a nação. A abstenção e os votos brancos totalizarão mais de 30%. As reformas tributária, política e previdenciária não interessam aos donos do poder. Aliás, tramam a volta do imposto sindical. Aí somos obrigados a concordar com o escritor Giuseppe T. Lampeduza: “as coisas mudam para ficar como estão”.

ENTRAVES A recente decisão judicial suspendendo os direitos políticos por 3 anos dos ex-prefeitos Nelson Trad (PTB) e Alcides Bernal (PP) pode até não ser confirmada em 2ª. instância, mas, já representa desgastes na opinião pública e fornece munição aos adversários sem problemas judiciais. Mas o desgaste mais temido e irrecuperável é o tal desgaste nas urnas. Esse, nem reza brava cura.

‘APOLÍTICA’ Papo agradável com a ex-senadora Marisa Serrano na ante-sala do gabinete do prefeito Marcos Trad (PSD). Quando perguntada sobre o cenário político – ela disfarçou, sorrindo: “política é coisa do passado”. Mas, ‘data venia’, qual seria mesmo o real motivo da visita da ilustre filha de Bela Vista ao prefeito da capital nesta época em que as costuras políticas já acontecem? Mistério.

BOLSÃO Se minha memória não falha, o último deputado federal representando essa região do Estado foi Waldomiro Gonçalves. Agora, com a desistência do deputado Eduardo Rocha (MDB) há uma disposição de convencer o ex-deputado Diogo Tita (MDB) de tentar a empreitada, um tanto quanto difícil, mas não impossível. A tendência é que a região continue o paraíso dos candidatos paraquedistas.

EXPLICO É difícil obter êxito com o discurso da unanimidade das cidades da região em prol de um candidato. Prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças diversas estão abrigados em partidos diferentes e mantém ligações com políticos e candidatos ao senado, câmara federal e assembleia legislativa. Nesta hora imperam as questões domésticas das cidades. Sem ilusões.

‘PONTE DE PAPEL’ Para a opinião pública de Jardim e região, a ponte sobre o Rio dos Velhos que ruiu fez jus ao apelido e vai influenciar o eleitor. Conversei no saguão da Assembleia Legislativa com o prefeito Guilherme Monteiro (PSDB) e o vereador Artur Miranda (PDT). Ambos reclamaram dos transtornos e prejuízos, lembrando que outras 40 pontes (da mesma empresa) estão sob suspeita. As imagens da ponte ruindo são mais fortes do que a desculpas dos responsáveis pela obra.

APOSTAS Que eleição mais esquisita! A maior aposta é que fulano, beltrano ou sicrano desista da candidatura a governador. Ora! Quanto mais opções, por mais estapafúrdias que possam parecer, maior é a chance do eleitor efetivamente fazer comparações. Esse tipo de aposta pode transparecer receio ou algo parecido.

FICHA LIMPA Indaguei ao governador Reinaldo (PSDB) sobre a importância da ‘ficha limpa’ nestas eleições. De forma clara, disse que esse tema não poderia ficar de fora das abordagens na campanha, pois o próprio eleitor junto com a análise das propostas terá a chance de verificar e comparar a biografia ou currículo de todos os candidatos. Foi o recado.

DE LEVE Será que com mais 180 novos táxis em Campo Grande o nível de prestação de serviço vai melhorar? Os motoristas – por exemplo – deixarão de fumar dentro do carro antes do passageiro embarcar? E os preços - serão competitivos aos do Uber? E os motoristas que atendem no aeroporto - continuarão apressados como se tivessem participando de uma gincana? Afinal, quantidade nem sempre garante qualidade.

NOTA 10 Também nos eventos comemorativos à Semana da Mulher, a deputada Mara Caseiro (PSDB) foi a parlamentar que mais se destacou na bancada feminina. Desde o início acompanho atuação dela que com fibra vem ganhando espaço. Presente na tribuna, nos debates, atuante nas comissões em que participa, tem a coragem, sem perder a natural delicadeza. Além do mais, ela tem uma bela história de vida de superações.

HUMOR JUDEU “O sucesso não me mudou em nada. Sempre fui insuportável”. (Fran Lebowitaz). “Quebrei uma perna esquiando na semana passada. Felizmente não era minha”. (Mel Brooks). “Ou este homem está morto, ou o meu relógio está parado”. (Groucho Marx). “Que infância eu tive... Na escola que eu frequentava pediram para um menino provar a lei da gravidade e ele jogou o professor pela janela”. (Rodney Dangerfield).

“O sujeito vai lá, tapa o nariz e vota” (João Ubaldo Ribeiro)

Comentário

RECOMEÇO do inferno astral para o empresário João Amorim, ex-deputado federal Edson Giroto (PR), ex-governador Puccinelli (MDB) e outros suspeitos ou denunciados na ‘Lama Asfáltica’? Pelo menos a decisão do STF em revogar o ‘habeas corpus’ de Amorim sinaliza isso com novos capítulos desta novela sem mocinhos. Haja camburão!

LEMBRETE As investigações da Polícia Federal continuam por conta da delação premiada (maio/2017) do empresário Ivanildo Miranda, substituído por André Luiz Cance como operador de propina junto a JBS no final do Governo de Puccinelli, segundo contou o delator Miranda. Imprevisíveis e temidos os estragos de sua fala.

CORINGA FIEL No café amigo com Carlos A. de Assis – ‘cap’ da Secretaria de Administração, a revelação que mostra sua personalidade: votará em Nelson Trad (PTB) para senador sem deixar de arregaçar as mangas na campanha de Reinaldo (PSDB). Lá atrás avisou o governador deste compromisso, aceito sem objeções. E ele segue ao seu estílo ‘portas abertas’, de olho no calendário eleitoral.

BOM NOME? Advogado, pós graduado na FGV em Gestão Empresarial e Marketing, Carlos Coimbra (42) seria um dos nomes para compor a chapa majoritária de Reinaldo (PSDB) à reeleição. Passou pelo comando do Hospital do Câncer e Hospital Regional antes de assumir a Secretaria Estadual de Saúde. Tem boa inserção social, transita bem na classe política, entidades diversas e seu desempenho como gestor é excelente.

OUTROS NOMES Difícil listá-los devido a janela partidária em vigor e eventuais composições após o ‘troca troca’ em 7 de abril. Mas neste período de políticos desacreditados é possível que o perfil técnico tenha melhor aceitação do que um nome essencialmente político. Em tempo: Carlos Coimbra é filho do ex-prefeito da capital e ex-deputado federal Albino Coimbra e da ex-deputada Marilene Coimbra. Fica o registro.

SINAL VERDE A medida que vai agregando novos apoiamentos, o senador Pedro Chaves (PRTB) vai ocupando maior espaço no cenário pré-eleitoral. Além do mais, sua atuação em Brasília mostra a crescente musculatura em atender os prantos de prefeitos e vereadores. Cauteloso, mas competente, tem o perfil da experiência inovadora.

1-TORPEDO do governador Reinaldo (PSDB) ao ex-governador Puccinelli (MDB) sobre o aquário: “Esse abacaxi não foi criado por nós, isso veio do governo anterior. Contrataram um projeto mirabolante, cheio de falhas. Tiveram que durante o projeto, readequar um monte de coisas, a obra saiu de R$ 88 milhões para R$ 200 milhões e ainda falta terminar”.

2-TORPEDO de Reinaldo sobre a ponte construída por Puccinelli e que virou notícia ao desabar em ‘efeito dominó’: “A ponte que desabou foi uma obra malfeita. Jogaram dinheiro pelo ralo, aliás, pelo rio, cujo desabamento acabou se tornando uma imagem famosa e demonstrou o descaso de quem deveria ter responsabilidade com a coisa pública”. A nova ponte custará R$ 4,4 milhões ao Estado.

NITROGLICERINA pura não deve faltar nesta campanha eleitoral. Essas duas citações demonstram isso. Com o distanciamento crescente entre Reinaldo e André, a tendência é que a temperatura suba. Nos bastidores do Parque dos Poderes e da Assembleia Legislativa corre a versão de que o Governo quer manter boas relações com os deputados do MDB, mas sem André.

CENÁRIO Até aqui não há críticas contundentes dos deputados do MDB na Assembleia Legislativa com o tom de oposição ferrenha ao Governo. No fundo, cada um deles apenas preocupado com a tentativa de reeleição. No episódio das pontes, eles não se manifestaram sobre o fato e tampouco sobre a fala do governador criticando a qualidade das obras e seus gastos. ‘Interessante’ mesmo esse ‘silêncio’.

PROJETOS O deputado Henrique Mandetta (DEM) pode ter dificuldades para se reeleger caso não convença a opinião pública sobre o caso Giza. O ex-prefeito Bernal (PP) pode ser o seu algoz no horário eleitoral. Já o deputado Eduardo Rocha (MDB), reconhecendo que sua situação eleitoral não é boa em sua base eleitoral, por conta do desgaste previsto e pela boa gestão do prefeito Guerreiro (PSDB), tentará a reeleição.

MAMATAS Desde a criação do Estado não foram poucos aqueles felizardos que se beneficiaram pelo nível de relacionamento político com os governantes para alugar imóveis para abrigar repartições públicas. Os preços, salgados ou não – mantidos em sigilo. Agora o deputado Felipe Orro (PSDB) teve a feliz iniciativa do projeto obrigando a publicação no portal de transparência dos valores de todos os imóveis de particulares locados ao governo estadual. Vou acompanhar de perto a sua tramitação.

JANELA PARTIDÁRIA O tempo de propaganda e a fatia do fundo eleitoral dependem do tamanho das bancadas do Congresso. 48% da grana do Fundo dependem do número de deputados de cada partido; é a maior fonte de financiamento de campanha seguida pelas doações de pessoais físicas e o autofinanciamento. Para participar dos debates no rádio e TV o partido precisa ter no mínimo 5 congressistas. Com 1 senador e 2 deputados, a Rede, sigla de Marina Silva, por exemplo, não participaria dos debates.

O JOGO É como em Las Vegas: não vale perder. O parlamentar pensa apenas na sua sobrevivência política ao trocar de partido. Analisa o potencial do candidato na chapa majoritária e a concorrência na eventual coligação partidária. Não adianta ser campeão de votos no partido e não ter companheiros bons de votos. ‘Morre na praia’ – como se diz. É o que pensam por exemplo os deputados Barbosinha (PSB) e Takimoto (PDT). O primeiro deve ingressar no PSDB e o segundo rejeitando o MDB, ficando onde está.

ESPERANÇA A decisão do Tribunal de Justiça no próximo dia 21 pode resultar em mudanças no cenário. Nesta data deve ser reiniciado o julgamento do recurso interposto pelo ex-governador Zeca do PT contra aquela decisão que o tornou inelegível. Dois desembargadores que já votaram - acolheram seu pedido de anular todo processo, reabrir prazos para a instrução (ouvida de testemunhas) com novo julgamento em 1ª. instância. Falei com o advogado Carlos Alberto de Jesus que vê chances de procedência do recurso.

O DESTINO Por essas ironias partidárias, o PT de Mato Grosso do Sul pode contrariar até a orientação nacional (e ainda tem?) e caminhar – ainda que informalmente – com a candidatura tucana do governador Reinaldo à reeleição. O ex-governador Zeca do PT mantém boas relações com Azambuja e tratativas neste sentido estão sendo costuradas.

DE ACORDO Conversei sobre o assunto com o deputado Zé Teixeira (DEM) que reconheceu essa possibilidade, alegando que ‘a política envolve diálogo entre todas as partes’. Também os deputados Felipe Orro (PSDB) e Pedro Kemp (PT) comungaram com o mesmo pensamento do colega democrata. Pelo visto esse entendimento não é mais segredo entre os deputados da base aliada do governo e os deputados petistas.

EXPLICO Não é segredo as desavenças entre Zeca do PT com o ex-governador Puccinelli e o ex-juiz Odilon de Oliveira. Daí a impossibilidade do seu partido coligar ou apoiar qualquer uma das duas candidaturas. A terceira via seria a candidatura de Zeca do PT ao Senado com apoio informal apenas à candidatura de Reinaldo. O obstáculo inicial seria a viabilização jurídica do direito do ex-governador petista deixar de ser inelegível. Aliás, medida neste sentido já transita em nosso Tribunal de Justiça.

DÚVIDAS Nos bastidores perguntas ainda continuam sem respostas. A liderança de Zeca representaria a parte maior ou menor dentro do partido, comparando-se as outras lideranças que bandearam para o PDT e hoje defendem a candidatura do ex-juiz Odilon de Oliveira? Como o eleitorado petista reagiria com essa espécie de coligação branca (informal) com o PSDB?

ENFIM... Somar é preciso quando se prepara para a guerra eleitoral. Os resultados podem ficar distantes das previsões, pois a tecnologia da informação está presente e faz estragos a toda hora. Imagino as imagens, boatos e notícias que vão povoar as telas dos celulares nas esquinas de todas as ruas deste país. O candidato que não tiver ‘guarda chuva’ deve se acautelar e ficar em casa cuidando dos filhos ou netos.

“...tem que descer o cacete mesmo. Tem que apanhar porque eles vão revidar e aí é a hora de apanhar” (Vereador Salineiro-PSDB)
,

Comentário

QUEIJOS & RATOS De Gaulle queixava-se da dificuldade de governar a França devido aos seus 300 tipos de queijos. Bobagem do presidente, se comparada ao Brasil de poucos queijos e muitos ratos, de 27 Estados, 32 ministérios, 513 deputados federais, 81 senadores e 35 partidos políticos. A França tem 14 partidos, Reino Unido 13, Chile 9. Rússia 4 e os ‘States’ só 2.

ANIMADO Chico Maia falou ontem em Brasília com o senador paranaense Álvaro Dias, ‘cap’ do PRO que deu-lhe total liberdade para negociar com o pré candidato Odilon de Oliveira, com quem conversará nesta sexta feira (2). Feliz com o rumo das articulações, ele acredita que até terça feira próxima sairá ‘fumaça branca da chaminé’.

CHICO MAIA Após mais de 30 anos, deixa o PTB, onde entrou com o ex-prefeito Lúdio Coelho e o ex-governador Pedrossian. Lembra: sempre teve lado, quer o seu partido PRO - coligado com o PDT do juiz Odilon para pregar o discurso da ética que a sociedade brasileira tanto clama.

ANÁLISE Aos 60 anos de idade, Chico se diz preparado para o embate e até aqui tem se mantido distante das lideranças para evitar comentários desgastantes. Pensa que se o ex-presidente Lula não viabilizar sua candidatura, a tendência é que as alternativas menos radicais ganhem espaço.

MEMÓRIA O colunista buscou no pleito de 1990 (Pedrossian x Gandi Jamil) onde Chico Maia teve excelente desempenho para a Câmara Federal, obtendo 19.899 votos e faltando-lhe apenas 3 mil votos para se eleger. Claro, outra época e cenário, mas mostra a inserção dele no eleitorado.

CICLOS Iguais no futebol e na política. O técnico Luxemburgo ganhou 5 títulos nacionais, o último pelo Santos em 2004. Desgastado e desempregado pelo estilo, não admite que esteja superado. O ex-governador Puccinelli (MDB) perdeu as eleições em 2012 na capital com Edson Giroto (PR); ao Governo do Estado em 2014 e em 2016 nem conseguiu lançar candidato a prefeito de Campo Grande. Luxemburgo e Puccinelli bem iguais e na mesma situação.

EVIDENTE que os dois personagens tem seus méritos pelos feitos em outros tempos. Luxemburgo acabou na China, seu time foi rebaixado e se deu mal no Sport de Recife. André perdeu aliados, companheiros e seu MDB enfraqueceu. Nas eleições de 2016 o MDB perdeu em Corumbá e Dourados, não conseguindo lançar candidatos em Três Lagoas e na capital, onde só elegeu 2 vereadores.

VIBRAÇÃO Notei esse clima no evento que marcou a filiação do senador Pedro Chaves ao PRB. Palco repleto de políticos de vários partidos e um público que contagiou. O discurso marcante foi do governador Reinaldo (PSDB), convidando o senador para acompanhá-lo nestas eleições. Muito interessante.

TEREZA NAME Gosto dela. A mesma garra! Estava recepcionando os convidados do senador Pedro Chaves no evento de filiação ao PRB. Manifestou preocupação com o número de drogados e desamparados nas ruas da capital clamando por comida. Ela continua com suas obras assistenciais junto a esse pessoal. Aleluia!

EX-VEREADORA,Tereza conhece toda Campo Grande como poucos. Lembra que até o fim do mandato de Nelsinho Trad na prefeitura, a capital não tinha favelas e nem apresentava esse quadro social preocupante. Ela admite a crise nacional, mas clama por maior atenção dos governantes. É o recado de quem conhece.

NELSINHO O ex prefeito da capital não perde um só evento político. Sua disposição pela vaga do senado alerta a concorrência. Na filiação de Pedro Chaves justificou sua presença: “sou amigo dele; ele foi presidente da Santa Casa pelo meu convite. Não podia faltar com quem jamais deixou de atender aos meus prantos”.

POLÊMICA José Sarney chegou ao Planalto no pleito de 1986 pela força do PMDB que elegeu todos os governadores. Mas, em 1989, Fernando Collor (PRN) com 30,47% dos votos venceu pelo seu mérito pessoal. Duas situações que vitaminam a velha discussão sobre as forças que decidem as eleições: candidato ou partido?

OS FENÔMENOS são raros, mas existem nas eleições de todos os níveis. Aproveitam a onda e injetam seus predicados. Já o partido, quando bem estruturado e sem desgastes por demérito de integrantes seus, consegue vencer. Sem regra única: vai depender de circunstâncias próprias da política - em sintonia com o cérebro ou coração do eleitor.

A LIÇÃO Em 1989, com mais de 350 congressistas, MDB e PFL tinham juntos 38 minutos no horário eleitoral: Ulysses Guimarães (MDB) 22 e Aureliano Chaves (PFL) 16 contra Collor com 10 minutos ‘caçando marajás’. Apesar de quase dois meses na telinha ‘o Senhor das Diretas’ obteve míseros 4% dos votos, 7º lugar entre os 22 candidatos. Já Aureliano foi pior: menos de 1% dos votos, em 9º lugar.

FRASES de Leite Schimidt – dirigente do PDT: “Jesus falava em pobreza e andava descalço. O político fala em pobreza e anda em carro de luxo e avião”. “O povo tá enojado da política e dos políticos, o cara faz um discurso e a prática é outra”. “O PDT vai de chapa pura para estadual e federal”. “Aliança se faz com partidos e não com candidatos”. “O André vai precisar de mais tempo no horário eleitoral, inclusive para explicar as pontes que estão caindo”.

PROPOSTA Schimidt diz que o PDT adotou no seu discurso a linha imaginária de quem é Governo e quem é contra o Governo. Se o partido aceitar gente que veio do outro lado desta linha, ou se ele mesmo atravessá-la, seu discurso acaba. Para ele não pode haver mistura. Há que se ter posição clara, definida.

FRANCAMENTE... O prefeito, governador e presidente vetam projetos aprovados pelas casas legislativas por dois motivos: pela eventual inconstitucionalidade das matérias ou por interesse próprio, conveniência daquele poder. Daí não entendo a celeuma que se repete na Assembleia Legislativa.

O VÍCIO Talvez seja dele - do corporativismo dos deputados – a culpa maior pela apresentação e aprovação de projetos às vezes inconstitucionais. Isso sem contar os projetos reapresentados ainda dentro do prazo proibido. A Comissão de Constituição e Justiça tem o poder de veto, mas aos autores das matérias cabe um olhar mais atento.

A BATALHA A exemplo do Senado, também será difícil a eleição para as 8 vagas da Câmara Federal. Só prestígio pessoal do postulante não será suficiente para garantir o mandato. Apenas 4 dos postulantes teriam hipoteticamente maiores chances, mas surpresas são possíveis.

LIMINARES sem julgamento do mérito. Uma praga que infesta o judiciário em todas as instâncias. O ‘glorioso’ STF dando maus exemplos com seus membros concedendo liminares e sentando por anos a fio em cima dos processos sem julgamento do mérito. É preciso uma norma processual estabelecendo prazo limite para o julgador apreciar o mérito do pedido atendido. Tem liminar com mais de 5 anos sem julgamento.

“Servidor público quer trabalhar pouco, ganhar bem e aposentar cedo” (ministro Dias Tófoli – STF)

Comentário

A FRASE do título desta edição, lembrada ao colunista pelo deputado Felipe Orro (PSDB) define bem a postura das lideranças políticas nas eleições. Orro é produto genuíno do cenário aguerrido antes disputado família por família, voto por voto, pelos coronéis e tem uma visão magistral da política interiorana.

ESSA VISÃO não é exclusiva dos políticos do interior. Um exemplo: em 1998, após ficar de fora do 2º turno do pleito para governador, Pedro Pedrossian (PTB) anunciou seu voto e apoio ao candidato Zeca do PT contra Ricardo Bacha (PSDB). Na sua visão, o adversário a ser derrotado era Bacha.

TRÊS LAGOAS Não é para acreditar que a perda do comando da cidade para Ângelo Guerreiro (PSDB) foi esquecida pelos seus adversários do Movimento Democrático Brasileiro. Ironizado na campanha, comparado ao ex-prefeito Ari Artuzi (PDT), de Dourados, Guerreiro vai muito bem.

‘INTERESSANTE’ aceitar a ideia de ver o prefeito Guerreiro e seus tradicionais adversários de mãos dadas nestas eleições estaduais. Numa eventual vitória de Reinaldo, a tendência é que a liderança e a gestão do prefeito fiquem mais fortes para a sua reeleição em 2020. Essa a leitura.

RELEVANTE O sonhado plano de proteção as fronteiras anunciado pelo Governo, se efetivado, terá duas consequências: o corte do fornecimento de armas e drogas para o crime organizado, e seria um fato novo favorável ao governador Reinaldo, que tem batido insistentemente nesta reivindicação.

DELÍRIO No reencontro com Antonio Carlos de Oliveira, superintendente da Sudeco, falei de sua antiga militância política. Ele desviou do assunto alegando que ‘aquilo’ era passado, dando pouco valor ao fato. Agora ele anuncia que é candidato à presidência da República. O ministro Marum (MDB) tem razão: Antonio Carlos pirou de vez.

AQUÁRIO É o bode deixado na sala do governador Reinaldo (PSDB) - que tenta ser hábil para evitar injustos respingos. Aliás, os termos ‘fiasco e tragédia’ do deputado federal Fábio Trad (PDS) para se referir à obra sinalizam como ela será abordada nas eleições. Como circula na internet: “precisando de um hospital, procure o aquário”.

PESQUISAS são favoráveis ao término da polêmica obra, que não era prioridade e com gastos muito além das previsões iniciais. Reinaldo faz a leitura exata da situação: critica a iniciativa, mas pior do que está não pode ficar. Daí seu zelo em amparar o fim da obra na lei e nos poderes fiscalizadores. Que esse bode não se transforme num elefante branco.

ESTRATÉGIA Se o MDB ou PSDB ficar fora do 2º turno se juntarão? Nos bastidores fala-se que sim. Mas Reinaldo é cauteloso na hipótese de alianças e tem até ironizado o ex-governador Puccinelli (MDB) pelas suas propostas publicadas na imprensa. Ao seu estilo de pouca conversa, Reinaldo não se verga e assim irrita André.

MARQUINHOS TRAD Não perca tempo perguntando-lhe sobre a sucessão estadual. Está focado nos desafios da capital. Vem amadurecendo com os problemas que exigem equilíbrio e coragem, transitando bem com vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores e com o governador Reinaldo. Quer virar a página do IPTU.

OTIMISTA Depois que o ministro Edson Fachin admitiu que o STF é competente para o caso, o deputado Babosinha (PSB) acredita na procedência do pedido de autoria do Governo Estadual para que o Governo Federal arque com os gastos de alimentação dos presos por tráfico e contrabando nos presídios de MS.

MUDANÇA Com1619 vereadores, 106 prefeitos, 37 deputados estaduais, 24 deputados federais, 1 senador e 1 ministro, o PRB (Partido Republicano Brasileiro) se prepara para receber a filiação do senador Pedro Chaves (PSC) nesta segunda feira, às 18 horas na sede da Associação Nipo Brasileira.

SINALIZANDO O PRB participa da administração estadual através da chefia da Funtrab – Fundação Estadual do trabalho – pelo seu presidente Wilton Acosta. O partido tem aqui na capital os vereadores Betinho e Gilmar da Cruz, além de diretórios espalhados por dezenas de cidades. Um partido com boa estrutura e votos preciosos no projeto de reeleição do senador.

ALÍVIO Foi como se o deputado Paulo Siuffi (MDB) tivesse perdido 20 quilos num passe de mágica. A decisão do Tribunal de Justiça absolvendo-o na Operação ‘Cofee Break’ devolveu-lhe o sorriso e condições de concorrer de peito aberto à reeleição. Ganhou também o mote do discurso de campanha.

JUIZ ODILON Estive na ‘coletiva’ do candidato do PDT. Vai tentando aos poucos se familiarizar com a política e evita se imiscuir em pontos polêmicos. Não sei até quando continuará se portando desta forma. Mais cedo ou mais tarde ganhará o carimbo natural do político que quer um cargo. No início de março o candidato estará na região de Jardim.

A POLÍTICA exige gestos e palavras de quem nela está integrado. Não interessa o eco ou repercussão na opinião pública. É mais ou menos como aquele curió debutando no concurso de canto: tem que cantar para ser ouvido e avaliado pelos jurados. No caso, Odilon ainda não soltou o verbo.

A LIDERANÇA de Odilon nas pesquisas poderia ser também, além do clamor público anti corrupção, o resultado desta estratégia de cautela, que aliás deve ser só temporária. Quando a campanha começar pra valer, Odilon terá que mostrar a que veio e o que tem a oferecer além da esperança. Como se diz: entrou na chuva tem que se molhar!

BLAIRO MAGGI Um vereador de Sonora informa: o senador comprou da Michelin a área com 13 mil hectares de seringueiras, às margens da BR 163 no distrito de Ouro Branco, no município de Itiquira. Mais de 5 mil hectares da área original já viraram lavoura de soja. Aliás, o senador não deve concorrer a reeleição. ‘Cansou da política’.

AGRADOS... Cada deputado federal do MDB terá R$ 1,5 milhão e cada senador R$ 2 milhões para a campanha deste ano. O senador Romero Jucá continuará na chefia do partido, lembrando que após 14 anos tramitando no glorioso STF, ele viu prescrita mais uma ação contra ele. Esse é o país que temos. E haja papel higiênico!

EXTINÇÃO Também em Campo Grande a internet faz estragos. Bancas de revistas tradicionais na zona central fechadas ou transformadas em lojinhas. Jornais cariocas e paulistanos perderam seus leitores. Os dois únicos jornais diários ainda resistem. Sorte de alguns, azar de outros.

LEMBRANDO: “ O melhor programa econômico de governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem”. De Irineu Evangelista de Sousa, o homem mais rico do Império (20% do PIB) dono do1º banco privado, da 1ª. siderúrgica, construtor da 1ª. ferrovia (Rio Petrópolis) e do 1º estaleiro, construindo 72 navios a vapor. Os políticos precisam saber disso. Favor avisá-los.

“O problema da democracia é que quando o povo toma o palácio, não sabe puxar a descarga”. (Millôr Fernandes)

Comentário

FACADAS Sergio Longen (Fiems), Famassul e agora a OAB-MS manifestando contra o projeto do TJ-MS na Assembleia Legislativa prevendo aumentos de taxas diversas de serviços cartoriais. Em ano eleitoral é bom que os deputados se cuidem! O mesmo lembrete vale para a OAB que ‘curiosamente’ se calou sobre o tal auxílio moradia do Poder Judiciário. Como se diz na Espanha: “valientes, pero no muy”. Ah, entendi.

DUAS VITÓRIAS do deputado Jr. Mochi (MDB). A FETEMS reconheceu o erro ao incluí-la na lista dos favoráveis a reforma da Previdência. Ora, ao presidente da Casa só o voto de minerva. E o STF, pela ministra Carmem Lúcia, referendou projeto do nosso deputado obrigando os planos de saúde a informarem o consumidor sobre os casos fora de cobertura. A ADIN da União Nacional das Instituições de autogestão em Saúde foi julgada improcedente.

WILSON MARTINS Após ex-prefeito Lúdio Coelho (PSDB) e o ex-governador Pedro Pedrossian, ele foi mais um dos políticos veteranos que nos deixa com o currículo iniciado no Mato Grosso uno. Agora a família Martins tem no engenheiro agrônomo Celso Martins - na Delegacia do Ministério da Agricultura – o seu único membro no contexto político.

PETISTAS Independentemente do que possa ocorrer com o futuro político do ex-presidente Lula, eles devem marchar unidos nas eleições estaduais. Aí pergunto: com quem ficarão num eventual 2º turno? Mais de 200 mil votos que terão peso na decisão. Aí as lideranças petistas serão cortejadas pelos outros candidatos daqui pra frente.

VEJAMOS: O deputado Zeca do PT tem boa interlocução com o Parque dos Poderes, mas não garantiria apoio total no 2º turno pelas restrições ao PSDB em nível nacional e a independência do eleitor petista que também leva em conta o fator ideológico. Se o outro finalista for o juiz Odilon (PDT), a tendência é que ele seja o receptor desse voto.

FRAQUEZA? Para um ex-deputado, as recentes declarações de Puccinelli sinalizando que pretende concretizar um ‘acordão’ com Reinaldo e Odilon é demonstração de falta de confiança em seu potencial. Sob o ponto de vista psicológico – aos olhos do eleitor – a afirmação tem procedência, sinaliza temor e é reflexo do que mostram as pesquisas.

ANDRÉ x REINALDO Na capital a rixa é menos radical do que nas cidades onde há apenas 2 grupos: do prefeito e oposição. Lá a prioridade é o poder local. O eleitor é apaixonado, passional, focado nas eleições municipais. Se o seu candidato a governador ficar fora do 2º turno, poderá votar em outro nome (3ª. via) para não fortalecer o grupo local adversário no pleito de 2020.

SIDROLÂNDIA é só mais um caso. O ex-prefeito Daltro Fiuza (MDB), suplente de deputado estadual e o ex-prefeito e deputado estadual Enelvo Felini (PSDB), rivais históricos, teriam dificuldades de subir juntos num palanque. Sobre essa hipótese, Enelvo não me escondeu a realidade interiorana, menos pragmática do que na capital.

OS DEPUTADOS Mochi (MDB), Barbosinha (PSB) e Beto Pereira (PSDB) também tem autoridade para falar sobre o tema porque são do interior, onde vivem a realidade. Todos eles, cada qual com sua visão, admitiram dificuldades de palanque em suas cidades no caso de 2º turno sem a presença do ex-governador Puccinelli (MDB).

FORTALECIDO Contrariando as previsões, o deputado Barbosinha (PSB) passou com voto de louvor pela Secretária de Justiça. Repetiu a conduta que teve à frente da Sanesul como gestor. Senti o parlamentar afinado com o governador Reinaldo. Trata-se de um político interiorano com visão abrangente, muito bem preparado. Vai longe!

NO INTERIOR a identidade política conta muito. Lá o MDB tem representação forte em todas as cidades. Mas é uma faca de dois gumes. Se o ex-governador André ficar fora do 2º turno, já se questiona: seus eleitores votariam no candidato do PSDB ou no candidato do PDT- por representar perigo menor para as eleições municipais?

TENDÊNCIA Depois das últimas pesquisas eleitorais com números próximos, sente-se na Assembleia Legislativa esse clima de cumplicidade entre os deputados da base que sustenta o Governo. Os deputados do PMDB temem ficar em desvantagem e cada qual sutilmente invoca um motivo para seu parecer favorável à união com o PSDB.

TESES não faltam. Fala-se por exemplo que o MDB poderia indicar o candidato a vice-governador (de Dourados) e dois postulantes ao Senado (André e Moka?) na chapa do governador Reinaldo. Mas o MDB poderá perder esse poder de barganha caso as novas pesquisas mostrem que André continua a perder pontos e o fôlego.

LIÇÕES: No Mato Grosso em 1994 - Dante de Oliveira (PDT) chegou ao governo graças a rejeição das bases eleitorais ao acordo entre Julio Campos e Carlos Bezerra, adversários notórios. Em Campo Grande (2012) Alcides Bernal (PP) venceu Edson Giroto (PR) imposto por Puccinelli (MDB) contra as pesquisas e a voz das ruas.

MEMÓRIA: Pedrossian, Marcelo Miranda, Puccinelli e Reinaldo vieram do interior, de onde trouxeram o estilo. Antes deles - José Fragelli – de Aquidauana – marcara presença no Mato Grosso uno. Wilson B. Martins – embora nascido em Rio Brilhante, formatou-se politicamente na capital, cosmopolita para a época.

PAREDÃO? Observadores de plantão entendem que o quadro eleitoral mostrado nas pesquisas será revertido: abertas as baterias contra o candidato Odilon (PDT) viria o desgaste dele. Pelo sim – pelo não – é preciso cuidado sob pena de colocá-lo como vítima. Menos críticas e mais propostas. A vitimização tem muita força eleitoral.

VITIMIZAÇÃO Pode acabar dando o mote do discurso ao candidato agredido. O PT por exemplo – ataca nesta frente após a condenação do ex-presidente Lula. Mas nem sempre o resultado será igual: dependerá das circunstâncias e personagens envolvidos. Entendo uma opção perigosa, um ‘boomerang’ que pode voltar contra o agressor.

UMBERTO ECO: “A internet é um mundo selvagem, perigoso. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar”.

PESQUISAS Sem elas, eleição é igual festa de aniversário sem o ‘parabéns pra voce’. Difícil não se deixar tentar pela sua leitura. Lembra o cidadão da primeira fila à espera pela retirada da última peça no espetáculo de ‘streap- tease’. Ora, a expectativa alimenta o sonho no ‘streap´ e do eleitor pelas eleições. Quanto mais pesquisas melhor; agitam o cenário e aguçam os debates.

A DENSIDADE eleitoral na capital é importante. Fiquem atentos a Rose Modesto (PSDB) e Fabio Trad (PSD), postulantes à Câmara Federal. Ela foi brilhante como candidata a vereadora: 7.536 votos em 2008 e 10.813 votos em 2012. Ele obteve o 1º lugar em Campo Grande com mais de 57 mil votos em 2010 e 41 mil votos em 2014 (2º lugar), atrás de Zeca do PT (43 mil votos).

PONTO FINAL Passada a ressaca, sem serpentinas e confetes, as lideranças políticas começam a definir os rumos das candidaturas e campanhas. É o velho jogo procurando somar – tudo pelo poder. Entre os postulantes a mesma característica do animal político que é o homem. Você perceberá a diferença até pela atenção, sorrisos que lhe serão endereçados. Faz parte. Sem política a vida seria sem graça – como dançar com a irmã.

“O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação” (Oscar Wilde)

Comentário

Página 1 de 15
  • mistura
  • unigran pos

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014
E-mail: douranews@douranews.com.br

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus