Timber by EMSIEN-3 LTD

José Vasconcellos (27)

Sexta, 13 Julho 2018 09:26

Disciplina, a mãe de todas as virtudes

Escrito por

Disciplina, substantivo feminino, que o dicionário nos traduz como sendo: “Obediência ao regulamento e aos superiores.” Um país que nos dá um incontestável exemplo de disciplina é o Japão com seu povo ordeiro, ativo e disciplinado. Cada um cuida da sua obrigação: a criança japonesa, estando na idade escolar — sem exceção — estará freqüentando uma escola; o adultos, cada um na sua função, trabalhando e produzindo; os idosos não constituem um estorvo, mas um patrimônio familiar, nunca são abandonados num Asilo. Os japoneses cuidam como obrigação normal dos seus genitores e cultuam, com elevado respeito, seus ancestrais, que os considera como parte da história; a história dos nipônicos.

Os japoneses têm consciência de que os idosos, incansáveis, dedicaram toda suas vidas à prole, com competência, disciplina, muito amor e resignação. Sempre fizeram tudo o que podiam, para que suas proles tivessem a chance de vencer.

No Japão, não há crianças vadiando sem rumo, porque o governo e os genitores dessas crianças sabem o que devem fazer e FAZEM, mantendo-as nas escolas, com o objetivo de formar cidadãos honestos, de boa índole, e úteis ao País. As crianças forjadas desde a primeira infância, em escolas — de verdade —, com aulas ministradas por professores — de verdade —, crescem entendendo, perfeitamente, sua função no seio social e já compromissadas com os interesses da Nação e do País.

O trabalho de cada uma dessas crianças, quando adultas — somados — enobrecem a Nação e engrandecem o País, tendo como primordial a disciplina. Mantém-se, os japoneses, longe dos desvios e dos maus costumes dos povos de má formação, que desprovidos dos recursos elementares da educação e sem qualificação para o trabalho honesto, embrenham-se em ações equivocadas para sobreviver. Envergonham a Nação a que pertencem e rebaixam o conceito do País que lhes serviu de berço, obrigando os governantes a construírem, cada vez mais, penitenciárias para compensar as Escolas que não edificaram e os professores que não receberam a devida atenção..

Uma pessoa que palmilha as trilhas da vida, subordinada aos parâmetros da disciplina, será sempre um bom exemplo de cidadão: operoso, honesto em todos os sentidos. Solidário com seus pares e, sobretudo, útil à Nação e ao País a que pertence, ao qual reconhece que deve sua formação e tudo faz para recompensá-lo com seu trabalho e lisura no desempenho da sua função, no seio social.

Onde não há disciplina, a despeito do preço que o indivíduo custa à sociedade para tornar-se um profissional útil, há os que seguem a malfadada trilha da corrupção, da hipocrisia e do vício — tríduo funesto que forja a insegurança social de quem trabalha honestamente. Nenhuma Nação do Mundo está livre desses filhos renegados, todavia a rigorosa disciplina, tradicionalmente imposta aos japoneses, desde tenra idade, quase que elimina os desvios dos seus cidadãos, e o resultado: um País feliz, desenvolvido, aquinhoado com todos os avanços tecnológicos, com um número reduzido de escroques e de penitenciárias.

Enquanto a disciplina e a responsabilidade norteiam os japoneses, verifica-se que mais acentuadamente entre os povos latinos, os desvios de conduta e o atraso que essas ações criminosas causam, principalmente, ao nosso desacreditado e saqueado Brasil, onde homens públicos com visões vesgas e canhotas, mansos e reincidentes, saqueiam sem remorsos o dinheiro público, destinado à SAUDE, à EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA, produzindo um atraso social que corrói o País, empobrece a Nação e despoja a pobreza.

Alheios à função, nossos Congressistas amontoam-se diante das Mesas Diretoras, surdos aos pronunciamentos dos seus pares. Tratam com acinte no plenário do colegiado, os “acertos e ajustes” propiciados pela CORRUPÇÃO, mansa e reiterada, beneficiados que estão pela benevolência de leis obsoletas, que desarmam o Judiciário. Sugam os recursos do País com hipocrisia e isenção de remorso, afetando a SAÚDE, a EDUCAÇÃO e a SEGURANÇA. Pela falta de atendimento hospitalar e por inanição, morrem muitos brasileiros de todas as idades.

Nos países do segundo e terceiro mundo, tudo é diferente do que se vê no JAPÃO, nesses países cresce o número de pessoas abandonadas pela saúde pública; aumentam os analfabetos pela carência ou má qualidade do ensino e, no que tange à segurança — é cada um por si —, e juntos, todos ficam encerrados em suas casas acuados e apavorados, com a audácia e a ousadia dos bandidos.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras
(Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Terça, 03 Julho 2018 16:46

O sonho de Josafah (The Josafah's Dream)

Escrito por

Josafah, que também acudia por Jósa, acordou com o sol nos olhos, coçou a cabeça, pensou e pensou; ele tinha um sonho e já estava — concluiu — pronto para realizá-lo. Aproveitaria até o ponto e a vírgula da receita que lhe passou uma cigana, para fazer uma MOQUECA DE BUCHADA DE BODE.

Decidido a materializar seu sonho, pulou da rede, comeu munguzá, encilhou o jegue e partiu para a casa do Quinca Cabriteiro, que ficava a meia légua da sua, numa clareira em meio às touceiras de Jurema. Não disse onde ia à sua Maínha e muito menos ao seu Paínho, que ficaram areados vendo o Jósa partir arretado, no lombo do “Lambido”, nome que a Maínha deu ao jegue de estimação, que vivia na peia para atender qualquer precisão.

O encontro com o Quinca Cabriteiro foi uma festa, mesmo porque o Quinca queria empurrar ao Jósa sua filha como esposa. Assustado, Jósa, sempre escorregadio, esquivava-se da proposta. Explicando a que veio, Jósa disse ao Quinca que precisava comprar um BODE, queria um animal de pouca idade, que nunca tenha fumado e nem bebido, para fazer uma receita que lhe passou uma cigana, enquanto revelava-lhe o futuro, que não era lá essas coisas.

A receita revelada pela cigana dizia: “Tome um bode jovem, que nunca fumou e nem bebeu. Antes de abatê-lo, converse com ele, para que o bicho morra sem trauma. Explique que ele, o BODE, tem futuro brilhante, será lembrado e festejado com o passar dos anos, porque cedendo o bucho para uma moqueca, que atenderá o refinado paladar de pessoas ilustres, entrará certamente, para a história, como o “BODE DA MOQUECA do Josafah!”

Jósa voltou para sua casa com o Bode, um caprino branco, porque achou que bode preto lembra coisas ruins, daquelas que só o Padre entende e exorciza, quando a “coisa” pega!

Surpreendidos — o Paínho e a Maínha — com a volta do Jósa com aquele bode branco, queriam saber o que era “tudo aquilo!”. Pacientemente Jósa explicou que ia fazer uma MOQUECA DE BUCHADA DE BODE, conforme receita que lhe dera uma cigana de nome Krem-Milda, quando a encontrou no mercado, em Fortaleza.

E foi assim que Maínha, Paínho e seus nove irmãos e irmãs depois de ouvirem as explicações, permaneceram em silêncio, assuntando para assistirem a morte do BODE!

Jósa afiou a faca, passou a mão pelo pescoço do bode, conversou com ele, explicou isso e mais aquilo, lembrou-lhe coisas do presente e do passado; da primeira Guerra Mundial e também da Segunda, aquela em que o Hitler quase dizimou os ciganos. Afiançou ao humilde e atento BODE, que nem tudo que reluz é ouro e tampouco não é qualquer Moqueca que aspire ser a “Moqueca de Buchada de BODE”, deliciosa, enigmática e sui generis, claro! — iguaria preparada para deixar abestados os experts e areados os tabaréus.

Desfiando o rosário das benesses que o BODE desfrutaria, fornecendo o seu bucho para a moqueca, dentre elas, a mais importante: o reconhecimento publico de que ele deu sua vida, para que fosse realizada uma receita estrangeira, que aflorava de antiga tradição, transmitida boca-a-boca entre os ciganos, etnia nômade com tronco na Índia, congenitamente premonitória, que chegou ao Brasil e nele alcançou o Ceará, para descortinar o futuro dos nordestinos e a eles ensinar “coisas”.

Os esbanjamentos verbais, para induzir o BODE de que sua morte seria por uma causa nobre, soberba e interessante ao desenvolvimento da ciência culinária regional, que com o tempo alcançaria todo território nacional, empolgando os paladares mais exigentes, e claro, com mais alguns ajustes e aperfeiçoamentos, seria, incontestavelmente, um prato internacional.

O sonho de Josafah — nascido em meio às juremas e os facheiros na caatinga nordestina — que um dia emergiu dos seus pensamentos à sombra de um Juazeiro, do qual lembrava-se apenas dos bandos de arribançans que cruzavam os céus, indicando que o tempo estava mudando. Naquele dia, sentiu que poderia ser famoso, prestigiado e cortejado pela alta sociedade do seu Ceará. Como opção para ser famoso, teria de fazer um prato preparado com buchada — que os nordestinos adoram — mas que fosse de uma maneira inédita, diferente, e isso ele tinha encontrado na receita que lhe dera Krem-Milda, cigana vidente, despachada e arretada, que alcançou o Brasil, onde veio para “ver a sorte” e ensinar como se faz uma moqueca. Uma moqueca de buchada de bode!

Contudo e apesar de tudo, o sentimento nordestino falou mais alto, Josafah apiedou-se do bicho, acovardou-se — NÃO MATOU O BODE e, conseqüentemente, NÃO FEZ a projetada e noticiada moqueca de buchada. Abandonado o sonho, acossado pelo Quinca Cabriteiro que o queria para marido da sua filha, fugiu para S. Paulo, como retirante.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
(Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quinta, 14 Junho 2018 18:00

Inexplicável, constrangedor e deprimente

Escrito por

Domingo passado (10/06), quando passava pela rua José Roberto Teixeira, no Jardim Clímax, observei duas crianças indígenas, com idades entre oito/dez anos, escarafunchando num latão de lixo postado diante de uma residência, a procura de comida.

O que poderia nos dizer a FUNAI (Fundação Nacional do Índio — órgão público de direito privado, criado em 1967 para tutelar os povos indígenas, subordinada ao Ministério da Justiça) com representação ricamente estabelecida na Avenida Marcelino Pires, local onde sempre pode-se contar uma dezena de veículos estacionados, que imaginamos pertencer aos funcionários que pagamos com nossos impostos, diante do flagelo da fome que assola os nativos ainda no estágio primário de integração, no caso Guaranis e Kaiwas, senhores incontestáveis da Reserva “Jaguá Piru”, localizada nas bordas do lado Norte, da cidade de Dourados, Estado de Mato Grosso do Sul, que não têm o que comer, precisando recorrer ao lixo doméstico para mitigar a fome? O que poderiam dizer?

As notícias que vemos nos jornais dão-nos conta de inúmeros assassinatos na “Reserva”, onde também acontecem estupros, tráfico de entorpecentes e a patente invasão de uma multiplicidade de pessoas, inteiramente estranhas às etnias declinadas, senhores legítimos da área que lhes foi reservada.

Embora pessoas ignorantes, desinformadas e irresponsáveis não cansem de referir-se a uma tal “Aldeia Bororo”, que faria parte da Reserva “Jaguá Piru”, mais uma vez lembramos que ali não existe essa “Aldeia” e tampouco nenhum indígena dessa etnia, a qual, na realidade, localiza-se no Leste do Estado de Mato Grosso, em Rondonópolis. Os Bororos falam a língua do tronco “Macro-jê”, muito diferente da língua dos índios Guarani-Kaiwa, que habitam a Reserva “Jaguá Piru” (Cachorro Magro).

No tempo do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) que durou até a criação da FUNAI, em 1967, havia na “Reserva” boa integração entre os índios ali residentes — Guaranis e Kaiwas — onde viviam harmonicamente em paz, produzindo o que comiam e vendendo na cidade, com suas carroças, o excedente constituído de milho verde, abóboras, mandioca e outros itens peculiares aos roçados que faziam.

Necessário é registrar que indígenas da etnia Terena, então funcionários do SPI que vieram para trabalhar na Reserva “Jaguá Piru”, com o tempo (conforme informou pessoa ligada à Missão Evangélica Caiuas), trouxeram outros, que foram engrossando a população dessa etnia alienígena, na Reserva. Os Terenas falam a língua “Aruaque” e tem seu território à margem esquerda do alto rio Paraguai (MT) e a leste do rio Miranda (MS). No passado constituíam um subgrupo dos Guanás. Portanto, na realidade são invasores na área dos Guaranis-Kaiwas, que levou ao empobrecimento destas etnias, (às quais alude-se o saudoso ex-governador Wilson Barbosa Martins, no seu livro “Memória, Janela da História”...“...os índios representavam perigo efetivo. Habitantes esparsos, mas vivendo desde tempos remotos no continente, eram ferozes e dificultavam a ação dos povoadores...” “Havia também o Guató, os Kadiwéu, Terena, KAIWÁ, GUARANI e Xaraé” “(...) O índio atormentava as posses, roubava o gado, matava os peões...”

O tempo passou, apaziguaram-se os índios, criaram-se reservas para acomodar as diversas etnias, cada uma delas na sua região de origem, criou-se o Serviço de Proteção ao Índio (SPI); depois a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e então, como testemunhamos hoje, algumas etnias — as menos espertas ficaram sem espaço, empobreceram ao ponto de ver suas crianças morrerem de fome ou de endemias — à míngua de qualquer assistência do Poder Público, embora onipresentes os órgãos destinados à assistência dos indígenas, instalados em majestosos edifícios, com uma única finalidade — amparar e assistir os indígenas — o que não acontece!

Enquanto os índios (índios) vivem confinados nas suas reservas, como os judeus nos Campos de Concentração dos Nazistas, sem voz para reclamar, os políticos encastelados no poder, que vai do Prefeito até o Presidente da Republica, passando por todos parlamentos e milhões de funcionários públicos, todos escorados nos salários cobertos com os impostos que a sociedade paga, fazem-se de cegos para os problemas que comprimem os nativos, despojados e mudos, que lhes retira até as migalhas de que precisam para não morrer de fome!

Até quando, estupefatos, vamos ter de assistir o deprimente espetáculo, encenado por crianças indígenas magérrimas e molambentas, procurando comida nos lixos domésticos, enquanto políticos corruptos roubam-lhes a comida, crime hediondo que se estende indefensável, também contra os brasileiros pobres desempregados, que pouco ou nada têm para comer!

Acordem! Aprendam a votar!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

As notícias veiculadas nas TVs, nos jornais, nas revistas e em qualquer outro órgão informativo, envolvem o mesmo assunto, apresentam a mesma redação com os mesmos parágrafos. Abordam, incansavelmente e repetidamente, o mesmo assunto, num “repeteco” que consolida um descarado escárnio à sociedade, que omissa, impotente e submissa paga com seus impostos um serviço de primeira e não recebe nada em troca.

O contribuinte brasileiro conta com um sistema administrativo do “faz-de-conta”, tipo “engana trouxa” (em que o sujeito, passivamente, deixa-se enganar) como na estória do Jeca Tatu, onde ele, o Jeca, afiança ter capturado um Lobisomem. Todo santo dia, o dia todo, o noticiário informa que o ladrão, o assassino, o vigarista, o pedófilo, o estuprador e qualquer outro escroque detido pela polícia — todos eles! — JÁ TINHAM PASSAGEM PELA POLÍCIA! Eram conhecidos!!!

Tratamos aqui da escória miúda, agressiva como o escorpião, irracional e sanguinária, que se tem revelado assombrosamente nociva e funesta à sociedade, onde assassina pessoas de qualquer idade e de qualquer posição social, para furtar qualquer bem da vítima, que vai dos chinelos aos grampos de cabelo. Matam mães e pais de família desarticulando a célula familiar; médicos e outros profissionais de difícil formação profissional, necessários e indispensáveis ao País.

Os bandidos — a maioria jovens — aleijam pessoas, implantam o terror, deixam mães chorando pela morte dos filhos ou dos maridos. Lesam o País, transtornam a Nação e enlutam as famílias. Tudo isso parece não demover os responsáveis pela segurança pública — a polícia e o judiciário — da incontestável imobilidade em que se encontram, atrelados à absoluta falta de interesse em dimensionar o insustentável momento de terror, que atinge toda sociedade e movimentarem-se — fazendo jus aos proventos que recebem — para minorar o medo daqueles que ainda conseguiram safar-se da violência ou o sofrimento daqueles que ESPERAM POR JUSTIÇA, pelo assassinato de membros de suas famílias, abatidos a tiros como cachorros danados! Por seu lado, o Ministério Público, parte integrante do jogo, tem mostrado um ataque pífio frente à esquadra dos bandidos, que está prestes a ganhar o campeonato.

NADA ACONTECE! Nada! O que se ouve é que o bandido foi OUVIDO e LIBERADO! No judiciário, há um benevolente tratamento ao bandido que o libera de plano e quando já preso, goza do direito de sair por “uns dias”, para comemorar o “Dia das mães”, o “Natal” e outras datas, em companhia dos familiares. Um vez devolvido à rua, não perde tempo para reiniciar sua faina criminosa. Até o presidente da República, sem maiores indagações, comutou, em data recente, a pena de milhares de irrecuperáveis criminosos, assustando a Nação encurralada e atemorizada.

Ocorrido um evento danoso ao patrimônio ou um assassinato, detido o bandido, a notícia que flui da delegacia é que o elemento foi ouvido e liberado, mesmo no caso de homicídio, porque a detenção não foi em flagrante delito. (?) Confira o que prescreve o Art. 312 do Código de Processo Penal, verbis: “Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indicio suficiente de autoria”. Nos artigos 311 a 316 do Código de Processo Penal, os requisitos legais para a prisão.

O sentimento social é que um considerável número de delegados de polícia, na execução da sua obrigação de ofício, esquivam-se de instaurar o inquérito policial, trabalhoso e — muitas vezes, depois de todo trabalho — o serviço é baldado por um juiz, com pouco interesse na administração da justiça e na tranqüilidade social. Assim a polícia, de um lado, procura economizar trabalho, que mais adiante seria jogado no lixo, procedimentos que fomentam a ação dos bandidos no mundo do “faz-de-conta”, onde as pessoas rezam para não serem assassinadas, assaltadas, seqüestradas ou estupradas, enquanto o tempo corre frouxo, ônibus são incendiados e os políticos praticam corrupção, que consideram prioridade.

No Brasil todos conhecem os bandidos, entre eles os políticos ladrões, mas todos gozam de tratamento paternalista, por que as leis: “Ora, as leis?” Como dizia Getúlio Vargas: “As leis representam um incômodo superável!”

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
(Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

Bastou que um ex-militar sobressaísse como candidato à Presidência da República, para começar fluir notícias oriundas da Central de Inteligência Americana — CIA — “informando” o povo brasileiro de que os generais que governaram o Brasil, no caso Médici e depois Geisel, autorizaram a prática de torturas e execuções de terroristas da esquerda, combatidos numa contra-revolução, intitulada “Deus, Pátria e Família”, que a sociedade pediu. Vitoriosa a contra-revolução de 1964, por um largo período garantiu a paz e a segurança aos brasileiros e implantou grandes obras no País.

Esse suspeito interesse da CIA em imiscuir-se nos assuntos da nossa República, ela poderia e deveria informar aos próprios americanos, o tratamento que os EUA têm dado e vem dando aos prisioneiros mantidos em GUANTÂNAMO, lugar estrategicamente e convenientemente distante da CASA BRANCA, encravado na ILHA DE CUBA e protegido por uma cortina marítima, separando o bem social do mal terrorista, princípio consagrado na “Doutrina denominada Maniqueísmo, fundada na Pérsia por Manes, no séc. III, d.C. que professa uma dualismo estrito, em que o universo é dominado por dois princípios que se combatem, o Bem absoluto e o Mal absoluto”. (Dic. Enc.VejaLarousse).

Aqui no Brasil, a partir de 2003, tomou posse como presidente da República Federativa do Brasil, um político oriundo de um sindicado, o dos Metalúrgicos e nada mais fez que empregar os “cumpanhêros” e franquear o País à CORRUPÇÃO, esvaziando as conquistas sociais conseguidas com o Plano Real. Esse governo “sindicalista”, na realidade nunca deixou o Sindicato, revelou-se durante todo tempo em que seu partido esteve no poder, um protetor dos “torturados”, assim, tratou de indenizar, aposentar e amparar, todos aqueles subversivos combatidos de frente, em 1964, na contra-revolução que correu com os comunistas que queriam, já naquela época, que o Brasil fosse a Venezuela de hoje.

Sem perder de vista a História Universal, registra-se que a Polônia livrou-se do seu “sindicalista” presidente Lech Walessa, enquanto aqui no Brasil, o “líder do Sindicato dos Metalúrgicos” embora presidente da República, continuou “presidente” do tal Sindicato, clamando ao Mundo ser a salvação dos pobres com o “Fome Zero”. Sentindo-se o Pai-da-pátria, qualificou-se como a “Alma mais pura do Universo”. Essas reveladas “virtudes”, atreladas a corrupção afundou o País, que foi definhando enquanto o desemprego agigantava-se, chegando hoje aos treze milhões.

Condenado a doze anos de reclusão por corrupção ativa e passiva, encontra-se encerrado numa jaula em Curitiba (PR), ao redor da qual a militância desmamada choramingas a perda da teta, em que mamavam.
Agora, já próximas as eleições presidenciais de outubro, um órgão alienígena nos encharca com notícias encomendadas, objetivando fazer crer ao eleitorado que candidato que tem afinidade com as Forças Armadas, não é bom para governar o País, porque governos militares torturam e deram sumiço nalguns subversidos. Esse argumento — todos sabermos — é pelo temor de que, se eleito o já temido candidato que vem marcando boa posição nas pesquisas, ele vai acabar com a podridão que alimenta a deslavada e mansa corrupção em todos setores da administração pública, que devora o País, promovendo o desemprego e o empobrecendo a Nação.

Lembremos, como sul-mato-grossenses, que foram os governos militares que nos trouxeram energia elétrica com a construção da Usina Hidroelétrica de Itaipu, e nos redimiu da escuridão; rodovias que demandam outros Estados foram asfaltadas; a ponte do Porto XV foi terminada; telefonia, e ainda tivemos segurança patrimonial e individual para todos. Grandes obras foram implantadas, como a Ponte Rio-Niterói, sempre sonhada pelos cariocas.

Por seu lado, o que fizeram “os torturados” pacientes da CIA: quebram a Petrobras; compraram a Refinaria de Pasadena, construíram e inauguraram obras no exterior, como o Metrô de Caracas, na Venezuela; o Porto de Mariel, em Cuba; Linha de Alta Tensão entre Itaipu e Assunção, no Paraguai; premiou a Bolívia com uma Refinaria! Aqui no Brasil, a militância tentou implantar a transposição do Rio São Francisco, que já consumiu o dobro do orçamento inicial, em quase cinco bilhões, mas a obra encontra-se enroscada (?). No elenco das obras prometidas, só promessas e o desfalque nos Cofres Públicos.

A CIA não sabe é que a militância fez migrar o “Bolsa Educação”, do governo anterior, para o “Bolsa Família”, sepultando a educação e perpetuando o aliciamento de eleitores. Sabendo pouco sobre o Brasil, a CIA deve cuidar de assuntos do seu próprio País, principalmente os relacionados com Guantânamo.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
(Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Como prioridade inescusável, cabe ao vereador representar o contribuinte municipal ouvindo suas reivindicações, e também, com absoluta preferência, atendê-los, porque é com os impostos que ele (o munícipe) paga, que a “Maquina municipal” funciona ou pelo menos finge!

Vejamos: as calçadas de Dourados é uma vergonha: decoradas com lixo, galhos, restos de construção, mato, desníveis, obstáculos, buracos e outras barbaridades inconcebíveis. Esses pavimentos destinados aos pedestres, exigem-lhes que andem com os olhos pregados no chão, para não levar um tombo.

O desarranjo, o abandono, o descalabro, a ausência de qualquer preocupação em reparar e limpar as calçadas, em Dourados, ganha qualquer concurso. O DESCALABRO começa no centro — na zona nobre da cidade — e irradia-se como os raios do sol, para que todos vejam, avaliem, sintam na pele o desconforto e cuidem-se para não tropicar ou cair num buraco.

A pavimentação das ruas, por seu lado, apresenta-se razoável nalguns trechos e tenebrosas em outros, onde os buracos marcam maciça presença e acomodados, sem pressa, aguardam as providências da Prefeitura. O Governo do Estado, onipresente em vários pontos da cidade, entestado por vistosas placas, vem recuperando alguns trechos da malha viária, mas suas placas, pelo conteúdo informativo, parecem dizer que o Governador está fazendo o serviço com seu próprio dinheiro, quando sabemos que apenas cumpre sua função, com os impostos cobrados.

O vereador, individualmente, tem o inarredável dever de ofício de ouvir o munícipe. Sendo plausível e exeqüível a sugestão ou o pedido que lhe faz, sem sofisma ou lero-leros, justificando sua função remunerada, deve atendê-lo levando a reivindicação ao plenário para apreciação, se necessário, ou diretamente a quem responde pelo setor. E mais importante: verificar se o atendimento à pretensão do contribuinte foi feito. Não adianta apenas encenar; precisa efetivar o serviço.

Quanto as concessionárias, ganha o Oscar a SANESUL! Para atender um garapeiro, cavou uma valeta na pavimentação da rua, bem defronte à Delegacia Regional de Polícia, na rua João Cândido da Câmara. O passeio ela já remendou com massa 10 x 1; a valeta que toma toda a largura da rua, foi remendada sem pressa. Esses remendos sempre são demorados e sofríveis, como de costume. Confira na rua Antonio Emílio de Figueiredo, na confluência com a rua João Cândido da Câmara, onde deixaram um rebaixamento no remendo feito no meio da rua, que divide as águas com a sarjeta.

Diante dessa “gloriosa providência” da SANESUL, é plausível e lógico perguntar: — É razoável danificar a pavimentação urbana, que o proprietário do imóvel fronteiro pagou como Contribuição de Melhoria, para favorecer um garapeiro com sua “fita” edificada no canteiro central, livre de qualquer ônus?

E mais: — Quem autorizou a “obra”? Acredita-se que a Prefeitura não foi, porque ela não tem dado nem conta dos buracos que se multiplicam, por que autorizaria mais um, para favorecer uma invasão numa área pública de uso comum, quando metade dos imóveis da cidade estão enfeitados com uma placa “ALUGA-SE” e muitos deles, próprios para a instalação de garapeiros.

A concessionária danificou uma via pública de trânsito intenso, sem qualquer cerimônia, em benefício de um “pedido particular”. O que a SANESUL poderia argüir para justificar o “serviço”?

Comenta-se, também, o desempenho das concessionárias dos serviços FUNERÁRIOS. O abandono do cemitério municipal, tomado pelo mato e com sepulturas abertas, exibindo restos de ossadas humanas, num deprimente e acintoso desrespeito àquele irmão ali sepultado.

Assim expostos os problemas, entende-se que os Vereadores devem conscientizarem-se da função pública que exercem, e ouvir o que a comunidade deseja. Exemplificando: deseja que a circular chegue até a Estação de Embarque do Aeroporto, para atender os passageiros; deseja que os canteiros centrais sejam utilizados para estacionamentos.

Caminhamos por “calçadas” abaixo da critica, embora o custo para a Prefeitura é só a exigência legal. Olhe-se no espelho e diga o que está vendo: seria um idiota sorrindo?

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
(Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quinta, 29 Março 2018 10:35

A ganância é hospedeira da pouca-vergonha

Escrito por

Temos visto na TV, reportagens que abordam e mostram os residenciais programados do tipo “Minha casa minha vida”, licitados e financiados pelo Governo federal, através da Caixa Econômica.

Nessas edificações, em pouco tempo, começaram os vazamentos de água do piso superior, umidade, rachaduras do piso e outros incômodos em quase todos apartamentos: são forros caindo aos pedaços, paredes com fissuras que assombram e tiram o sono do modesto e outrora feliz morador, que um dia viu seu sonho de possuir uma moradia, ter um endereço certo e ali criar seus filhos, com segurança. Sonho modesto sem maiores pretensões, afinal também é filho de Deus e acreditou que o Governo tinha, pelo menos, um pouco de respeito por ele.

Programada a construção do residencial, no primeiro momento, a corrupção política prontamente se fez presente. A construtora foi escolhida a dedo, no arsenal da pouca-vergonha, onde a ganância vive amancebada com o desejo de roubar — pela impressionante facilidade — o Tesouro Nacional, consubstanciado nos fundos da Caixa Econômica Federal. No segundo momento, os tratamentos criminosos para enganar o pobre brasileiro, para quem destinava-se a moradia, que, inocentemente, ainda acreditando em Papai Noel, via seu antigo sonho realizar-se. Sonho antigo, modesto. A boa nova alegrou toda a família, que via acontecer o que sempre esperaram: possuir uma casa, um teto, para acomodar a família embaixo!

A insaciável ganância, aliada à incompetência apresentaram-se de braços dados com a corrupção, e juntas, ao invés de edificar um conjunto de moradias dentro das normas de segurança e com acabamento aceitável, assessoradas pela incompetência técnica de profissionais desonestos, abusaram da dissimulação e de materiais ordinários, fora de qualquer especificação e assim edificaram “o antigo sonho do brasileiro” sobre a areia.

A quadrilha, sem nenhum percalço, favorecida pelo órgão publico financiador (a Caixa Econômica), que tinha por obrigação primária fiscalizar a obra, mas manteve-se, suspeitamente, inerte, dando segurança e tranqüilidade para os escroques consolidarem a armação arquitetada, objetivando lesarem a própria Caixa Econômica e o pobre chefe de família que, de roldão leva junto sua família, quando descobre que a morada dos seus sonhos, ameaça desabar pondo em risco a vida de todos.

Sem exceção, pelo que se tem notícia pela imprensa, todos os conjuntos habitacionais — térreos ou edifícios fracionados em apartamentos, — vêm apresentado problemas gerais que envolvem toda a construção. São problemas primários, gerados pela vontade incontrolável de um conjunto de interessados em levar vantagem sobre qualquer coisa que seja possível. É o império da pouca-vergonha aliada à criminosa desonestidade, não reprimida tempestivamente pela Justiça morosa e desarmada de uma legislação moderna, eficiente e rápida!

Os escroques que operam no território nacional perderam o medo e desdenham do trabalho da polícia, pela inoperância da Justiça, onde os réus — quase todos — gozam de foro privilegiado e estão municiados com recursos inesgotáveis, desfrutando, ainda, da suspeita simpatia de alguns Julgadores de alto coturno, que envergonham o Judiciário Nacional e provocam asco à Nação, que se sente acintosamente defraudada, constrangida e impotente

O “animus rem sibi habendi” (a intenção de ter a coisa para si), não se restringe a habitação popular, o peculato campeia com impressionante velocidade e intenção em todos os setores da administração pública, saqueando os recursos da saúde, do ensino e da segurança, provocando irrecuperáveis prejuízos ao País e à Nação, que amarga um atraso homérico, quando comparada com o desenvolvimento intelectual de outros países.

Para o larápio do dinheiro público — o peculatário — ninguém, por mais miserável que seja, não precisa de assistência médica, de escola, de segurança e, sobretudo, de comida. Ele precisa de tudo. De tudo para si, é o “animus rem sibi habendi” (o desejo de ter a coisa para si) e o resto que se “sbore” (arrebente-se) como dizia minha avó, no seu dialeto vêneto.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..)

Sexta, 09 Março 2018 17:41

A Mosca Azul e a Febre Amarela

Escrito por

Febre amarela – doença infecciosa transmitida ao homem por mosquitos, que ocorre em regiões tropicais e subtropicais da África e da América. É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovirus (vírus transmitido por atropodes) que pode levar a morte em cerca de uma semana, se não tratada rapidamente.

Os casos de FEBRE AMARELA no Brasil são classificados como FEBRE AMARELA SILVESTRE ou FEBRE AMARELA URBANA, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na SILVESTRE, os mosquitos são do gênero “Haemagogus e Sabethes”; na URBANA, o vírus é transmitido pelos mosquitos “Aedes aegypti”. (Google, Portal do Governo).

Recentemente, surgiu, na zona urbana, uma terceira cepa da FEBRE AMARELA, esta transmitida pela MOSCA AZUL. Não é infecciosa e tampouco febril, provoca, não obstante, males piores porque envolve a sobrevivência de muitas pessoas. Essa “febre” vem personalizada com euforia na ganância, mandando às favas todas as convenções sociais que regem a moral entre pessoas civilizadas. Essa “febre” também é conhecida por CARTEL, atividade escusa que se movimenta como serpente, sorrateira, empenhada em eliminar a concorrência, mostrar os dentes e estabelecer seus preços.

Para essa “febre” provocada pela MOSCA AZUL não há vacina, a cura é feita com a segregação do paciente numa jaula. Esclarece o Google à pergunta: “Qual a lei que define o Cartel como crime econômico?” A resposta: “Cartel – TJDFT - Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – 27 de nov., 2015 - Além de crime o cartel também possui proibição administrativa, a lei nº 12.529/11, que trata da estrutura do Sistema Brasileiro da Concorrência e dispõe sobre a prevenção, repressão às infrações contra a ordem econômica e descreve em seu texto todos os atos que implicam na formação de...”

A picada da MOSCA AZUL provoca no “paciente” pouco conhecido no local onde atua: cegueira e surdez, dirimentes utilizados pela mente doentia, para encobrir o remorso pelos estragos que causa. Evita que “o coisa” ouça os lamentos daqueles que ficaram sem o pão que ele, por puro egoísmo, arrebatou-lhes.

A Febre Amarela resultante da picada da MOSCA AZUL, que modifica o caráter do sujeito, não é tida como infecciosa febril aguda, para ela não há vacina. O remédio recomendado para a cura do “paciente” é o cárcere, com o reforço das multas, para que tenha repouso mental, ou morra pela frustação. Essa febre que a mosca provoca, transforma uma pessoa normal numa “coisa” soberba, insaciável, egoísta e agressiva; inteiramente alterada com seu procedimento esdrúxulo. Apenas a jaula cura os sintomas da Febre Amarela, resultante da picada da mosca, a MOSCA AZUL! É o que atesta a benzedeira, dona Maroca, que também atende por dona Preta.

O AMARELO (a cor) irradia-se e propaga-se em cada esquina, em cada rua, ofuscante e onipresente. Em qualquer direção, o olhar defronta-se com o amarelo! O amarelo agressivo, incontrolado e faminto, que vem devorando a concorrência modesta, frágil, inibida e desarmada, que oprimida, debanda silenciosa. Órfã dos direitos que, tempestivamente, não invocou em sua defesa e tampouco foi socorrida “sponte sua” por aqueles que, por dever de ofício, são obrigados a combater os ânimos da ilegalidade, sofre as conseqüências funestas da sua imobilidade.

Em nome da sofrida e gloriosa história da nossa gente douradense, não se pode perder aqui a oportunidade de mandar um saudoso e reconhecido abraço, para os pioneiros que se levantavam nas madrugadas com uma lamparina, para atender algum cavaleiro desesperado, que precisava de ajuda para sua esposa, parturiente, que o esperava em casa, lá longe, no meio do nada, sob as estrelas do céu!

Para esses homens que ajudaram a construir nossa cidade, num tempo em que a solidariedade falava mais alto que o dinheiro, vai o nosso saudoso e fraternal abraço, com muito carinho, para os inesquecíveis cidadãos Arnulpho Fioravanti, Caramuru de Souza Mota, Milton Rocha, Dr. Wolfgang Herzog e o “seo” Nhonhô Rocha, aquele da Popular, inaugurada há quase 70 anos. Certamente há alguns outros aqui não lembrados: para esses, ainda temos muitos abraços e congratulações em estoque.

Lembremos do que o presidente Abrahan Lincoln (1809-1865), disse: “Você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo”.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quarta, 14 Fevereiro 2018 18:44

Quando rir é melhor do que impressionar!

Escrito por

Madrugada, o repórter parecia não ter ainda acordado por inteiro, para apresentar o primeiro jornal do dia na TV. Demonstrando desinteresse e alheamento no que dizia, ameaçado por um bocejo, informa com voz cansada e fanhosa: “— Que fulano de tal (omitiu, deliberadamente, o nome do finado, em respeito à sua família), importante industrial brasileiro, investidor em grandes obras e político de muitos mandatos na Câmara federal, encontrado morto no quarto de um luxuoso hotel, na capital federal.

Informadas, as autoridades policiais do evento descoberto pelo mordomo do parlamentar, o Carlinhos, compareceram no luxuoso apartamento do hotel, onde o político e empresário dormiu sua última noite, antes de partir para o além. Investigadores, médicos legistas, peritos criminais e por fim, a polícia militar que também chegou, para isolar a área e importunar os demais hóspedes, ainda vivos, arranchados no hotel.

Os agentes públicos munidos de equipamentos, tais como lupas e outras bugigangas correlatas, assessorados por policiais fortemente armados, acompanhados por cães treinados para farejar coisas mal feitas, todos prontos para encetar os mais completos exames no cadáver e no local, na busca de pistas ou algum indício de algo, que pudesse ter concorrido para a morte do ilustre e popular político, que deixa esposa, filhos, netos e até bisnetos e ainda, milhares e milhares de eleitores, que o acompanharam durante anos e anos, reelegendo-o cegamente, sem receber nada em troca pelo apoio decidido e sem compromisso, que deram ao “querido, respeitado e já saudoso político!”.

É da índole do eleitor pobre e cultura rudimentar nunca sonhar, pela elementar incapacidade de pensar e, por conseqüência, não conseguem escalar os valores sociais, para ter uma vida melhor. O mal mais marcante no seio da pobreza, é votar por votar, induzidos por promessas de escroques cretinos e hipócritas, sempre candidatos a novos mandatos, sem nunca explicar o que fizeram nos mandatos anteriores.

O desvalido eleitor nunca cobra um compromisso do político, como a reciprocidade: vai o voto e vem saúde, educação e segurança. Nunca volta nada, além das notícias de que elegeram um corrupto. Eleito, o político apenas exerce a corrupção, para alimentar a própria ganância. Os simplórios alienadamente e indevidamente votam naqueles que os mantém e sempre os manteve, no estado miserabilidade trágico e funesto para si e sua família. Trava o desenvolvimento dos setores sociais e impede que o País avance para redimir, definitivamente, a pobreza.

Chega a ambulância, os médicos, os peritos e os investigadores liberam a remoção do corpo do velho e conhecido político. Os médicos acompanham o corpo até o IML, para autópsia, que deverá ser executada com cuidados especiais, porque o “presunto” — também especial — pode transformar-se numa bomba!

A notícia do falecimento do deputado chega ao plenário da Câmara e interrompe a sessão. Os mais afoitos tomam a palavra e rememoram: “os grandes feitos” do finado, agora já lembrado como saudoso e incomparável homem público!”. Alguns vertem lágrimas; outros regozijam, pela abertura do espaço para um novo candidato.

Peritos e investigadores continuam no apartamento do hotel, atrás de pistas. Depois de escarafunchar aqui e acolá, encontraram uma boa quantidade de pó branco, parecido com bicarbonato. O investigador policial e o perito criminal entreolham-se, coçam o queixo e vão embora. Enquanto isso, um médico novato, desavisado e inocente, que presta serviço no IML onde já está o corpo, olha o cadáver do político e observa que as fossas nasais do finado estão tomadas por um pó branco e comenta: “— Caramba! Esse cara está com o focinho entupido de cocaína. Morreu por OVER DOSE!”

Ao comentar o que observou, o médico novato é prontamente repreendido pelos colegas calejados, encarregados da autópsia, que acabavam de chegar: “ — Nenhum pio sobre o que viu neste cadáver! Entendido?”

No dia seguinte, o mesmo repórter, na TV, atentado pelo incontrolável bocejo matinal, tropicando nas palavras, informa: “— Ontem noticiamos o falecimento do deputado “Fulano dos Anzóis”. O cadáver não apresentava nenhuma lesão e sua morte é um mistério! O laudo do IML sai em trinta dias! A polícia continua investigando...”

Agora, a preocupação do Parlamento é tão só colocar o nome do finado, montado numa mirabolante estória, numa rua ou numa praça. Aquele ilustre homem público, não pode ficar esquecido!

Arre égua!

* O autor é membro da Academia Dopuradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quarta, 07 Fevereiro 2018 09:23

Lembre-se: Sem os dois lados, nada acontece!

Escrito por

Todos os dias, todas as horas, ouve-se notícias sobre o tráfico de entorpecentes. São toneladas de maconha, de cocaína e outras porcarias, nativas ou alienígenas, apreendidas pela polícia. Sucedem-se os tiroteios entre os traficantes e a polícia, que busca reprimir o tráfico; e entre os próprios traficantes, que disputam o espaço para comercializar suas porcarias. No meio do conflito, como mortadela em sanduíche de pobre, os moradores são acossados por balas “perdidas” que vêm dos dois lados.

À sombra dos acontecimentos, a sociedade acusa os traficantes, como se eles fossem os únicos culpados, os únicos bandidos nesse comércio sujo, truculento e funesto. Na esteira desse amaldiçoado comércio, muitas desgraças acontecem: bandidos executam bandidos. Bandidos executam policiais que, como os demais membros da sociedade, são chefes de família. Pessoas que dão ou deram a vida, durante anos e anos, para proteger a sociedade, em troca de salários aviltantes.

No dia a dia, caminhando ao lado desses acontecimentos, o noticiário refere-se tão só aos traficantes, nunca sobre os consumidores das toneladas de cocaína e outras porcarias de custo elevado, que uma parcela privilegiada da sociedade consome. Esses graúdos só viram notícia, quando partem ao encontro das estrelas, montados numa OVER DOSE.

No esgoto dos grandes negócios do tráfico, bancados pelos usuários abastados, são defecados nas ruas, sem constrangimento, toneladas de “Crack” (droga degenerativa de baixo preço), para o consumo de milhares de viciados, que vivem nas ruas. Essa escória de usuários, morando nas calçadas, assaltam, roubam e furtam até as bolsas das velhinhas que vão à missa, para comprar a droga. A origem e os fornecedores das porcarias, sempre, são os mesmos: no atacado e no varejo!

Entenda, que se há uma grande produção de alucinógenos, é porque há uma multidão de consumidores. A atividade que movimenta elevadas somas, representa negócio vantajoso, que enriquece rapidamente quem dele participa. Observe, mais, que esse negócio (o tráfico) é mantido por quem possui capacidade financeira e logística para movimentar o espúrio comércio. Esses escroques traficantes, são competentes no que fazem. Enrustidos no seio da alta classe social, fornecem o que ela pede. Que testemunhem os “Escadinhas”, os “Marcolas” e os “Beira-Mar” da vida, para confirmar o que rola pelos túneis da pouca vergonha e da hipocrisia, que vai desaguar nos lares, aliciando os jovens, para levá-los para as ruas como escravos do vício e a serviço do crime.

Outro assunto que também freqüenta os noticiários, é o roubo de cargas, os assaltos, que ocorrem nas rodovias. O número desses assaltos orquestrados por organizações criminosas é assombroso. Empresas que possuem condições estão despachando suas mercadorias por avião, para safarem-se das quadrilhas que infernizam as rodovias brasileiras. Quando a polícia desbarata uma quadrilha, duas outras surgem. E qual é a mecânica que catapulta esses assaltos? Claro! É a RECEPTAÇÃO praticada por comerciantes desonestos, que se beneficiam com o crime.

Tal e qual no caso dos alucinógenos, a imprensa detém-se no assaltante do caminhão, esquecendo-se que sem o receptador -- muitos deles graúdos -- não haveria interesse em roubar a carga, já que não teriam para quem vendê-la.

Nesses dois casos: O TRÁFICO DE ENTORPECENTES e o ROUBO DE CARGAS DOS CAMINHÕES, sem a participação dos viciados (no caso dos entorpecentes) e dos receptadores (no caso das cargas dos caminhões) não haveria a prática dos crimes, por absoluta falta de interesse: o negócio não atrairia quem quer ganhar dinheiro fácil!

Com suporte na lógica, seria de todo interessante que a imprensa passasse também a interessar-se pelos graúdos, que sustentam o tráfico das drogas na alta sociedade; assim como atacar e denunciar os receptadores das cargas roubadas, já que sem eles não haveria o crime.

O mundo gira em cima de interesses. Há pessoas que vendem, há pessoas que compram e há pessoas que permutam; há também gente que se vende, envolvendo no negócio os interesses e o bem estar de outras pessoas, movidos pela ganância e pela corrupção.

O tráfico de alucinógenos e o roubo de cargas, movidos pela hipocrisia e a corrupção, andam de mãos dadas, mas a imprensa tem enxergado tão somente a face do traficante e do ladrão das cargas.

Mas... e o resto? Né, não!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Página 1 de 2
  • mistura

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014
E-mail: douranews@douranews.com.br

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus