Timber by EMSIEN-3 LTD

José Vasconcellos (14)

Sexta, 13 Outubro 2017 14:34

Não era briga de gatos…

Escrito por

Há muito tempo, quando eu era relativamente jovem, trabalhei numa fazenda com uma turma, tirando dormentes para a Estrada de Ferro. Naquele tempo, ainda com o cheiro do diesel e dos cadáveres que emanavam dos campos de combate da II Grande Guerra, há pouco terminada, não se encontrava trabalho em qualquer atividade; restou, como única opção tirar e lavrar os dormentes, atividade pela qual agradecíamos a Deus, por poder ganhar aquele dinheirinho para comprar alguma comida.

A turma de trabalhadores da qual eu fazia parte, era bastante unida e divertida e no meio dela havia três portugueses com suas estórias e seus indisfarçáveis sotaques lusitanos. A cada duas semanas levantávamos o acampamento montado no meio da mata e íamos para casa. Terminado o recesso de três dias, voltávamos para o acampamento para reiniciar o trabalho. E assim corriam os dias sob o barulho das machadadas e das risadas estridentes dos companheiros. Naquele tempo ainda não tinham inventado as moto-serras!

A guerra tinha queimado todo o petróleo extraído nos sete anos que durou (1939/1945) e os caminhões e qualquer outro veículo eram movidos a gasogênio (aparelho instalado nos veículos, para transformar madeira ou carvão vegetal em gás, usado como substituto da gasolina). Esses caminhões, com capacidade para pouca carga, vinham, periodicamente, buscar os dormentes.

Os motoristas desses diminutos caminhões movidos a gasogênio representavam para nós, que vivíamos a maior parte do tempo como índios, no meio do mato, figuras exóticas e interessantes, que despertavam curiosidade e uma ponta de inveja pela liberdade que eles desfrutavam. Aqueles homens trajando macacões sujos de graxa e carvão, sempre sorridentes, contando estórias de acontecimentos que diziam ter presenciado nas viagem que faziam, desfrutavam de especial atenção de todos nós.

Gostavam de conversar com a turma, no pouco tempo em que permaneciam no acampamento. Quando partiam, pareciam constrangidos em deixar aquele local tranqüilo e silencioso onde por horas contavam suas estórias, despreocupados e alegres. Para nós, contudo, parecia que estávamos perdendo algo com a partida dos caminhões, às vezes nossos espíritos, como viajantes clandestinos, embarcavam em cima dos dormentes que os caminhões levavam, e ali seguiam como as brisas das madrugadas. A imaginada viagem, fugaz e gratificante, rendia-nos novos alentos, para o trabalho.

Assim, por um largo período, foi a minha vida naquela fazenda no meio do nada, convivendo com os companheiros de trabalho. Nada de novo acontecia, além da ida para casa por três dias a cada duas semanas de trabalho e a chegada e partida dos caminhões. Numa dessas idas para casa, na volta um dos portugueses, o Joaquim, trouxe consigo uma gata preta. Era um animal bastante dócil com seu dono, mas em relação aos demais companheiros de trabalho, era arisca. Todas as tardes era comum ver a gata no colo do seu dono, com quem se dava muito bem.

Além da novidade registrada com a chegada do Joaquim com sua gata, o restante continuava tudo igual. Numa madrugada, enquanto todos dormiam, ouvi da gata um gemido, um lamento, um verdadeiro grito de dor que bateu fundo no meu peito. Passei a mão na espingarda e sai do acampamento já tendo como companhia o Joaquim, dono do animal, atrás de mim balbuciando palavras ininteligíveis.

Já fora, ainda no lusco-fusco da claridade matinal, vi uma onça jaguatirica atacando a gata, que tomada pelo pavor clamava por clemência. A onça, com um golpe, estraçalhou-lhe a barriga, por onde fluíram seus intestinos. Era um quadro aterrador, embora envolvesse apenas uma gata como vítima do ataque de outro felino, mas a gata preta era a coisa mais querida do companheiro de trabalho, o Joaquim, que ficou profundamente consternado com o que acontecia.

Cobri a onça na mira e mandei chumbo, ela deu um pinote e caiu mortinha. Corremos para a gata e tivemos que sacrificá-la, seu estado era lastimável e irreversível. O Joaquim estava transtornado e eu, verdadeiramente, encabulado. Já tinha ouvido os lamentos dos gatos antes e durante suas brigas, mas como um pedido de socorro, como aquele que a gata do Joaquim deu, nunca tinha ouvido. Confesso: fez-me arrepiar pelo gemido que ela deu, recheado de medo e pavor da onça que a ameaçava e depois atacou.

Aquele acontecimento revogou toda a alegria do Joaquim, até então conversador e contador de “causos” do seu Portugal. Ainda hoje, já passados tantos anos, parece-me ouvir no silêncio das madrugadas, aquele pedido de socorro desesperado e triste daquela gata.

O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quarta, 11 Outubro 2017 09:17

DOURADOS - MATO GROSSO DO SUL

Escrito por

A origem do termo Mato Grosso é incerta, acredita-se que seja originária da palavra guarani kaagua´zu (kaa bosque, mata e Guazu grande, volumoso), que significa, literalmente, Mato Grosso.

O povoamento: A ocupação humana do estado de Mato Grosso do Sul iniciou-se por volta de 10.000 anos A.C. através dos primeiros habitantes indígenas, ancestrais dos ameríndios contemporâneos Guaranis, Terenas, Kaiuás e Caiapós, tendo, através dos anos, novos povos estabelecidos na região, como, por exemplo, os Ofaiés.

Os primeiros europeus: A partir do descobrimento da América, iniciou-se uma corrida para esta região, após a descoberta da riqueza do Império Inca, no Peru, por Pascual de Andagoya.

Em 1510, Juan Diaz de Solis tentou alcançar o Império Inca pelo estuário do Rio da Prata. Fracassou! Em 1524 foi a vez de Aleixo Garcia, um português sobrevivente da expedição Solis. Seguindo a lenda do “Rei Branco” contada pelos índios guaranis quando acompanhavam Solis. Aleixo Garcia passou dez anos juntando homens e recursos para visitar o território. Foi o primeiro europeu a pisar no solo sul-mato-grossense, alcançando o Rio Paraguai e chegando à região onde hoje está a cidade de Corumbá. Sua missão não chegou ao fim, foi assassinado por índios no território paraguaio.

Foi Francisco Pizarro quem conquistou e destruiu o Império dos Incas que foi alcançado vindo pelo norte, não pelo estuário do Prata como tentaram Solis e Garcia. Outros que estiveram na região de onde está hoje Corumbá foram: Juan Ayolas (1537/1538), navegando o Rio Paraguai, que denominaram “Puerto de los Reys” a Lagoa Gayva. Entre 1542/1543, por ali andou Álvar Nunes Cabeza de Vaca a caminho do Peru. Outro visitante foi o governador de Assunção, Domingos Martinez de Irala.

Em 1579 foi fundada a comunidade de Xerez, nas proximidades dos rios Miranda e Aquidauana. Esse povoamento foi destruído pelos índios Guaicurus. Na década de 1610 uma missão Jesuítica já se expandia de Assunção, no Paraguai ao sul de Mato Grosso, tendo aldeado as comunidades indígenas do Itatim em território sul-mato-grossense. Essas missões foram destruídas pelos bandeirantes, com apoio de Antônio Raposo Tavares, em 1648.

Grande parte da região do atual Mato Grosso do Sul era conhecida pelo termo guarani itatim (pedra branca). No local houve duas reduções (missões) jesuíticas ligadas ao Colégio Jesuítico de Assunção (1598), com a finalidade de converter e reduzir os índios itatines, falantes da língua Guarani. As reduções foram de N. Senhora da Fé e Santiago de Caaguaçu.

A duração da missão do Itatim durou até 1631 e 1659, época em que os constantes ataques das expedições escravistas de paulistas, posteriormente chamadas de bandeiras, concentravam-se na região abaixo do rio Apa, para facilitar a defesa.

Em 1775 foi oficialmente fundado o Forte de Coimbra, para defesa da região. O capitão Caetano Pinto de Miranda Montenegro, governador da capitania de Mato Grosso, fundou em 1778 os alicerces do Presídio de N. Sa. do Carmo do Mondego, mais tarde conhecido como o Presídio de Miranda, de difícil acesso pelos meios precários de navegação pelo Rio Mondego, hoje Rio Miranda. Em 1778, a mando do capitão-general Luis de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, efetuou-se a ocupação da área onde hoje encontra-se a cidade de Corumbá.

O sudoeste sul-mato-grossense passou a fazer parte do Paraguai que declarou sua independência da Espanha em 15 de maio de 1811.

Em 1856 Brasil e Paraguai puseram termo aos desentendimentos, dilatando a questão por dois anos. Em 1858, a missão Rio Branco, de José Maria Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, foi a Assunção firmar uma convenção que liberava a navegação dos rios Paraguai e Paraná para os navios de guerra do Paraguai e do Brasil. Nessa ocasião, porém, a questão dos limites foi adiada. Estas seriam as últimas negociações entre os dois países, seis anos depois, em 1864, Francisco Solano Lopez, ditador paraguaio, executaria a invasão do território brasileiro.

Um dos primeiros atos da guerra que se convencionou chamar de Guerra da Tríplice Aliança, foi o ataque do exército paraguaio à Colônia Militar de DOURADOS, comandada pelo Tenente Antonio João Ribeiro, que ao sentir que seria chacinado bradou: “Sei que morro, mas o meu sangue e o dos meus companheiros, servirá como protesto solene contra os invasores do solo da minha Pátria!” Fluiu desse evento, o nome da nossa cidade: DOURADOS, em homenagem à Colônia Militar de Dourados.

A guerra começada pelos paraguaios com a invasão do território brasileiro, mais especificamente do Mato Grosso do Sul, trouxe pesadas baixas para os dois lados. Finalmente derrotado em 1870, o ditador Francisco Solano López foi abatido e sepultado em Cerro Corá, a pouca distância da fronteira, perto de Ponta Porã.

A Guerra do Paraguai custou caro ao Brasil em recursos financeiros e ceifou milhares de vidas, contudo revelou a bravura e o patriotismo dos brasileiros e a condução segura e decidida que o Imperador D.Pedro II dedicou ao País, durante todo tempo em que durou a contenda (1864-1870).

O governo do ditador Getúlio Vargas que assumiu o poder depois do golpe em 1930, percebeu que o oeste brasileiro era pouco habitado. O crescimento populacional em Mato Grosso do Sul tão necessário, adveio de campanhas do governo, uma vez que adotou os modelos das cidade de Bata e Hoffig que baseavam-se em populações pequenas, em torno de dez mil pessoas. Com base nessas teorias de “espaço vital”, que afloraram com a II Guerra Mundial, na década de 1940, Vargas ordenou a criação de seis territórios – cinco deles na região oeste – que seriam administrados diretamente pelo Governo Federal.

Assim, em 13.09.1943, foi criado o Território de Ponta Porã, abrangendo os municípios de DOURADOS, Porto Murtinho, Miranda, Nioaque, Bela Vista, Maracaju e Bonito, estabelecendo Ponta Porã como sua capital.

Foi governador do território, que durou três anos, até 18.09.1946, extinto por força da Constituição de 1946, o militar Ramiro Noronha.

Vargas decidiu, com o programa “Marcha para o Oeste”, povoar as áreas de menor densidade populacional do Brasil, notadamente o Oeste ocupado pelo Estado de Mato Grosso que, dividido ao tempo do presidente Ernesto Geisel, gerou o Estado de Mato Grosso do Sul.

O projeto de Vargas visava o assentamento de colonos, que se dedicariam a agricultura – mormente de subsistência – ocupando os “espaços vazios” do Brasil Central. Foi nesses moldes que, em 1943, foi criado o NÚCLEO COLONIAL DE DOURADOS – NCD. O projeto atraiu levas de imigrantes e do trabalho deles originaram as cidades de Fátima do Sul, Glória de Dourados, Deodápolis, Douradinha, Jatei e Itaporã. (Google).

O NCD (Núcleo Colonial de Dourados) contava com cerca de 30.000 lotes, com 250 metros na frente e 1.200 metros da frente aos fundos, com área de 30 hectares cada um. Nessa divisão houve áreas melhores e algumas muito ruins, onde para se obter água era necessário cavar poço com até 60 metros de profundidade, com o uso de ferramentas rudimentares. A produtividade agrícola nesses sítios era sofrível, enquanto nas áreas de terras melhores, a produtividade era boa e a água de fácil acesso.

A área da COLONIA, quase toda coberta por matas, teve de ser derrubada com o uso de machados. As dificuldades eram enormes e muitos colonos, derrotados pelas dificuldades, desistiram da empreita.

Já na década de 1960, o então sul-mato-grossense presidente Jânio Quadros, em apoio aos colonos, editou uma lei que os isentava de apresentar ao Banco do Brasil qualquer garantia para obter um empréstimo, destinado a formação das suas roças. Foi um alento e a CIDADE DE DOURADOS desfrutou do movimento comercial decorrente desse incentivo.

Quando chegamos a esta cidade de Dourados, em abril de 1962, como funcionário do Banco do Brasil, fomos lotados na Carteira Agrícola, onde chegamos ao cargo de sub-Chefe. A corrida dos colonos ao Banco era impressionante. Milhares deles socorriam-se do financiamento e as roças que faziam girava, quase todas, em torno do plantio da mandioca. Só uns poucos, cultivavam amendoim ou algodão, mas a produtividade, de um modo geral era irrisória e os atravessadores ficavam com quase toda ela a título de pagamento de adiantamentos que faziam, escorados na agiotagem. Os financiamentos tinham o prazo de dois anos para o pagamento, mas a maioria não conseguia resgatá-los. Eram tempos difíceis, chovia muito e a cidade de DOURADOS estava sempre atolada no barro vermelho e pegajoso, por onde todos tinham que caminhar.

A energia elétrica era precária, não havia um metro sequer de pavimentação nas ruas, não havia água encanada, não havia telefone, – apenas radioamadores, como o Miguel Amaral e o Dr. Joaquim Lourenço. Muito menos encontrava-se casa para alugar. O comércio era inexpressivo e os produtos caríssimos. As rodovias de acesso a Campo Grande, servida pela Estrada de Ferro ou a que demandava o Estado de São Paulo, não eram pavimentadas e devido as constantes chuvaradas, o tráfego era dificílimo e encareciam as mercadorias e os alimentos de que precisávamos. Materiais para construção não havia quem os vendessem, isto em 1962!

Então, desde os primórdios, quando se ergueram os primeiros ranchos nos prefácios do século XX, no local onde seria a cidade de DOURADOS, até a década de 1960, pouca coisa mudara, havia ainda casarões de tabocas barreadas na Av. Marcelino Pires; uma delas – a maior – estava na esquina com a rua que hoje leva o nome de Nelson de Araújo.

Com o movimento militar de 1964, que liquidou com o sonho comunista da militância, o Brasil e especialmente DOURADOS, ganharam bastante. A ponte do Porto XV no rio Paraná que se arrastava sem data para inauguração, ficou pronta em tempo recorde. A pavimentação da rodovia DOURADOS/ Estado de São Paulo foi implantada assim como a rodovia que demandava Campo Grande; tudo ainda no governo do General Castelo Branco. Tivemos em seguida energia elétrica abundante, telefone e os BNHs implantados na administração do prefeito José Elias Moreira, com a decidida ajuda do Ministro Mário Andreaza, que vieram aliviar o problema habitacional em Dourados.

A cidade, com a Contribuição de Melhoria, que o beneficiário do melhoramento pagava pela pavimentação da via pública defronte seu imóvel, já se apresentava bem melhor.

Mas foi a partir de 1969 que começaram a chegar os primeiros gaúchos. Conhecedores da agricultura mecanizada em grande escala, sabiam também que sem o calcário esta terra (sílico argilosa de alta porosidade) e roxa (vermelha, do italiano russa) não produziria nada.

Adoraram a nossa topografia, levemente ondulada, que facilitaria a mecanização para o plantio e para a colheita, possibilitando a produção de grãos em duas safras anuais. Os campos, onde antes só havia capim barba-de-bode e seriemas, passou a produzir soja e milho, e as boas colheitas enriqueceram os sulistas que aqui aportaram.

A produtividade das terras fez a cidade crescer. Fez melhorar o ensino, melhorar o amparo à saúde, onde pessoas morriam por picadas de cobras, e estabelecer outros melhoramentos próprios de uma grande cidade, porque a essa altura, DOURADOS com uma população de mais de 200 mil habitantes, conta com quatro Universidades e liderara uma região com mais de um milhão de habitantes, que dispõem de rodovias pavimentadas interligadas e de fácil acesso.

O comércio é dinâmico e atualizado. Conta com um gigantesco shopping e dois mega supermercados, além de uma dezena ou mais, de outras instituições menores, todas atendendo a população com presteza, denodo e preços razoáveis.

Além de tudo que temos e podemos contar, há a promessa da implantação de uma Estrada de Ferro que viria ligar DOURADOS e toda região, aos portos de embarque para sua produção, que cresce a cada ano e o escoamento revela-se cada vez mais difícil.

Por fim, promessa também há de melhorar nosso aeroporto, para que receba grandes aeronaves. A propósito do aeroporto, impõe-se registrar, que a Estação de Passageiros construída pelo prefeito José Elias Moreira foi batizada com o nome Manoel de Matos Pereira, enquanto o Aeroporto, de propriedade da União, tem o nome sacramentado por lei, junto ao Ministério da Aeronáutica, como sendo ARLINDO CARDOZO, desde o tempo em que funcionava na hoje Vila Industrial, conforme pesquisa e documentos examinados, reproduzidos e arquivados.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

MATO GROSSO DO SUL - QUARENTA ANOS - 1977 – 2017

Nosso País, a República Federativa do Brasil, no momento vive o apogeu da corrupção, que vem sendo combatida pela ação de alguns magistrados, com o concurso do Ministério Público e da Polícia Federal. Paulatinamente, esse conjunto, com intrepidez, vem derrubando as muralhas, da acintosa pouca vergonha de maus políticos, amancebados na malandragem, com escroques abastados, magnatas do crime, para sonegar tributos, escamotear multas e lesar o País, deixando órfã a Nação carente de saúde, educação e segurança, assistência que poderia ser atendida, com os impostos recolhidos.

Em muitos casos, os tributos são pagos com verdadeiros sacrifícios para o contribuinte, que precisa renunciar às suas próprias necessidades, para atender o insaciável fisco, sob pena de ver a cobrança acrescida de multa, juros e outras imposições coercitivas. O arrocho na cobrança dos impostos é praticado em todos os níveis: municipais, estaduais e federal e o retorno, é no mesmo percentual — baixo!

Recolhidos os impostos, o gasto desses recursos é feito empiricamente, tendo como timão… (não é o Corinthians, é o timão do navio)… tendo como timão, a corrupção, o desperdício decorrente da incapacidade administrativa, a gigantesca folha de pagamento de uma gigantesca massa de inúteis e outras “virtuosas” aplicações em obras prometidas que nunca ficam prontas e serviços que nunca são prestados. O contribuinte tem como retorno apenas conversa mole que convencem apenas os eleitores que ainda acreditam no Papai Noel.

Exceto uma parcela de executivos, de legisladores e de julgadores, com imaculada conduta, que buscam reprimir a ladroagem “democraticamente” institucionalizada, demonstrando incontestável interesse em cumprir seus deveres de ofício — os demais, a maioria —, constituída por uma multidão de relapsos ímprobos, indignos, sem brio e sem honra; e menos ainda vergonha e pudor, inteiramente desprovidos do sentimento de solidariedade humana para com seus semelhantes, apenas fazem o jogo que os beneficiam.

Diante de uma sociedade acuada e aflita pelo desemprego, pela desumana e monstruosa carência de assistência à saúde e a manutenção do ensino; sem falar da segurança, que não mais existe, ouvimos como justificativa dos recalcitrantes escroques, que esvaziam os cofres do Erário, apenas bobagens para tentar justificar o descalabro, no serviço público.

No Novo Testamento, a Bíblia, em Apocalipse, uma promessa aos escroques, verbis:
“APOCALÍPSE - 21:8 – Quanto aos covardes, infiéis, corruptos, assassinos, imorais, feiticeiros, idólatras, e todos os mentirosos, o lugar deles é o lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

O castigo para aqueles que exploram seus irmãos em benefício próprio, usando das mais repugnantes e abomináveis artimanhas, por mais que falem bonito e melhor escondam o butim, um dia comerão o pão que o Diabo amassou para o convescote no “lago ardente de fogo e enxofre”, conforme atesta a Bíblia Sagrada.

Sobre a vida, veja o que disse um sábio, assunto que seria sobremaneira interessante, para aqueles que pensam que viverão uma eternidade e que só eles, sentem fome.

Conta-se que um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, visitar um famoso sábio e dele ouviu, atentamente:
“Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual... Somos seres espirituais passando por uma experiência humana. O tempo é como um rio, você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente”. E, continuou o sábio: “— Aproveita cada minuto de sua vida e lembre-se: Nunca busque boas experiências, porque elas mudam com o tempo. Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem. Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro valor e tenha quatro amores: Deus, a vida, a família e os amigos”. “Deus, porque é o dono da vida; a vida, porque é curta; a família, porque é única; e os amigos, porque são raros”.

Infelizmente para os gatunos do erário, a vida — pensam eles — não terá fim. Gedel Vieira Lima estocou uma sala inteira com dinheiro que poderia comprar remédio para os enfermos, a merenda para as crianças e manter a escola, tão necessária, para todos. Serviria, também para mitigar a fome de muita gente. O escroque Gedel pensou só nele, imaginou um futuro cor-de-rosa, mas vai terminar seus dias junto com outros escroques na jaula; depois: — confirmada a pena prevista no Livro do Apocalípse pelo Juízo Final —, vão todos para o lago ardente de fogo e enxofre, SEM APELAÇÃO!

Os castigos, às vezes, chegam mais cedo do que se espera!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (joséEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..)

Os vereadores, até as criancinhas dos Centros de Educação Infantil (Ceims) sabem que, eles, investidos sob compromisso na função, representam o povo. Acompanham o trabalho do executivo, ouvem e apresentam sugestões administrativas, indicam a necessidade de providências em áreas críticas e serviços reclamadas pelos contribuintes; fiscalizam a arrecadação e a aplicação do dinheiro arrecadado com os impostos e os repasses do Estado e da União, consoante determinam as respectivas Constituições.

O Executivo representa a pessoa jurídica de direito público interno — o município — quando assume o cargo, jura cumprir e fazer cumprir as leis que disciplinam o funcionamento administrativo do município. O Prefeito é o responsável, civil e criminalmente, pelo patrimônio do município, constituído de imóveis, móveis e quaisquer outros bens que compõem o patrimônio público municipal e por esse patrimônio responde perante a justiça, caso haja representação movida por quaisquer dos munícipes.

O Judiciário, ouvido o Ministério Público, analisa e julga as contendas que possam surgir no curso da administração municipal, além de atender outras atribuições civil e criminal, que lhes são peculiares. Observe que o Judiciário e o Ministério Público são órgãos do Estado, independentes entre si. Claro que há, também, o Judiciário e o Ministério Público federal.

Tem-se, ainda, a Defensoria Pública, órgão também estadual, que executa a função advocatícia, em favor daqueles que não possuem recursos para contratar um advogado, que lhe defenda o direito que julga possuir.

Estabelecido esse prólogo, analisemos a situação em que se encontra o douradense: paga todas as despesas do prédio da Câmara Municipal, onde estão os gabinetes dos 19 vereadores. Paga os proventos dos 19 vereadores e dos funcionários de carreira encastelados na Câmara Municipal; paga salário para 152 (CENTO E CINQUENTA E DOIS) Assessores, sendo OITO para cada um dos Vereadores. Evidente que ainda há outras despesas: como o tradicional cafezinho e múltiplas mordomias, todas engajadas na verba repassada pelo executivo ao legislativo, o DUODÉCIMO.

O contribuinte PAGA UM SERVIÇO DE PRIMEIRA, mas não tem nem um de TERCEIRA. Funcionam as lombadas eletrônicas, a câmeras instaladas nas esquinas, a fiscalização relacionada com os estacionamentos de veículos; a fiscalização da Agetran para, junto com as outras arapucas, lançar multas a torto e a direita. Restam ainda, a pavimentação urbana toda “emperebada” ou com crateras; centenas de lombadas transversais (obra prima da administração do PT), sem pintura para surpreender o motorista; não há SEMÁFOROS PARA PEDESTRES em lugar nenhum, funcionando ou simplesmente inexistentes. Enquanto um munícipe é multado por estacionar na calçada, caminhões com carretas transportando mais de CEM TONELADAS, trafegam tranqüilamente, principalmente pela rua ANTONIO EMILIO DE FIGUEIREDO, dia e noite!

As calçadas existentes são sofríveis, ou nem há calçada, exigindo do pedestre cuidados suplementares para não cair e quebrar o pescoço. As ruas não têm emplacamento e tampouco recebem limpeza regular da SEMSUR.

Diante disso tudo, o munícipe pergunta: Para que servem os VEREADORES e o exército de ASSESSORES, que mensalmente recebem salários pagos com os impostos arrecadados?

A resposta pode ser dada sem nenhuma dificuldade: — SERVEM PARA CONSUMIR O DINHEIRO QUE FAZ FALTA, para atender os RENAIS CRÔNICOS, para melhorar o ENSINO e a merenda escolar; melhorar a segurança pública; recuperar as ruas e avenidas, que estão com a pavimentação deteriorada, vez que, as DUAS PROMESSAS DO GOVERNADOR resultou em conversa para boi dormir. Serve também, implantar ou recuperar calçadas onde houver necessidade e lançar as despesas na conta do proprietário, com a subseqüente execução da dívida, se necessária.

Junte-se a tudo isso, o desempenho de alguns SECRETÁRIOS MUNICIPAIS que nem gostam de atender as ligações telefônicas dos contribuintes. Eles apenas embaraçam o trabalho do Prefeito, ao invés de ajudá-lo!

“Ad captandum vulgos, panem et circenses”. O povo está ou deveria estar mais atento, para não ser: “Um ignorante, conquistado com pão e circo!” Seduzido e captado, com PÃO E CIRCO!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

O Jornal “O Progresso”, edição de 25.08.2017, estampa na sua primeira página, a manchete: “RENAIS CRÔNICOS ESTÃO SEM REMÉDIO HÁ MAIS DE 3 MESES. – Pacientes transplantados estão sem o medicamento Ciclosporina 100 mg. há 3 meses.” Renais crônicos são aqueles pacientes que precisam fazer hemodiálise, duas vezes por semana. Intervenção extremamente dolorida e deprimente.

Quando a administração pública anuncia que o paciente de moléstia crônica ficará sem o remédio, todos sabemos que o dinheiro destinado à compra do medicamento foi ROUBADO! O sofrimento do paciente redobra, acompanhado da frustração quando comprova que não merece, como ser humano filho de Deus, o mínimo de consideração e de solidariedade dos homens públicos.

É uma realidade, o abandono de pacientes acometidos de inúmeras doenças crônicas, dentre eles, os diagnosticados com câncer. Atrasam o tratamento, o que torna a doença irreversível e impõe ao paciente a angústia de saber que definha à mingua de qualquer ajuda; sente a vida esvair-se com o pleno conhecimento de ser vítima da corrupção, do desinteresse, da incompetência e da ausência de solidariedade humana.

Os equipamentos para o tratamento estão, via de regra, encaixotados, quebrados ou embaraçados pela negligência ou incompetência dos parasitas, encostados nas folhas de pagamento dos órgãos públicos. A saúde pública, reconhecidamente prioridade, é tratada com absoluto desinteresse pelos governos.

Hospitais novos nunca ficam prontas, a corrupção devora o dinheiro da obra; as construtoras desaparecem capitaneadas por quem as contratou; e aqueles que deveriam fiscalizar, contentam-se com a sua parte no butim.

O que acontece com a saúde repete-se na educação e também na segurança pública. A “Pátria Educadora”, conclamada pela “saudosa e abominável presidenta” Dilma, foi uma piada; desde então, até a merenda escolar foi reduzida em volume e qualidade.

No Rio de Janeiro neste ano de 2017, os bandidos já mataram 100 policiais militares, quando o normal seria a polícia matar 1.000 bandidos, em vista da quantidade que infesta a Cidade Maravilhosa.

Vivemos um transtorno democrático, conforme provam e comprovam os acontecimentos no seio dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

1 – No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com o uso do fundo financeiro do Tribunal, foram gastos R$4.812.392,51, para a instalação de uma academia de ginástica, no próprio prédio do Tribunal. Pela freqüência dos magistrados na academia, computados os dispêndios e o número de freqüentadores, durante um ano chegou-se ao montante de 37 mil reais para cada usuário do centro de ginástica. (Redes sociais).

2 – “EU NÃO TÕ NEM AÍ” - Mirko Vincenzo Giannotte, juiz da cidade matogrossense de Sinop, sobre a polêmica em torno do contracheque que recebeu de SALÁRIO EM JULHO, no valor de R$503.928,79.” (Revista ISTOÉ, Ed. 23.08.2017, pág. 24).

3 – “O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci (PT), declarou que o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor Rocha, teria recebido R$ 5 milhões de suborno para barrar a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal em 2009.” (o Progresso, Col. C, ed.28.08.2017).

4 – “O juiz que discorda do Brasil. - Em uma semana, Gilmar Mendes solta nove presos da Lava-Jato, volta-se contra a prisão em segunda instância e frustra o país que quer acabar com a tradição de corrupção e impunidade.”( rev.VEJA, capa e págs. 52 e ss., ed. 30.08.2017).

4 - “TUTTI BUONA GENTE . Um sujeito foi flagrado, no Mato Grosso do Sul, com 129 kg. de maconha, armamento de uso exclusivo do Exército e munições. Breno Borges foi preso em flagrante. (...) não fosse filho da desembargadora Tânia Borges, presidente do Tribunal Regional Eleitoral. (...) Drª Tânia Borges deu uma bela carteirada e mandou sua cria para uma clínica médica.” Bruno Borges é outro filho da desembargadora (...) foi preso por assalto a mão armada em Campo Grande (...) não ficou nenhum dia preso.” (sic) (Revista ISTOÉ, ed. 16.08.2017, pág.74, articulista: Mentor Neto).

Os impostos recolhidos, a corrupção incontrolável, perversa e insensível dos políticos devora. Notoriedade vem ganhando o Judiciário. A imprensa e as redes sociais mostram a existência de escroques togados, envolvidos em corrupção. O MPF, por influência do desempenho do juiz Sérgio Moro, vêm, ombro a ombro, com a PF, executando bom serviço. Já cadastraram impressionante número de ladrões!

À vista da noticia de que “OS RENAIS CRÔNICOS ESTÃO SEM REMÉDIO HÁ MAIS DE 3 MESES.” o juiz Mirko Vincenzo Giannotte, que recebeu R$503.92,79 como salário em julho 2017, diria despreocupado: “Eu não tô nem aí!”

* O autor é membro da ADL (Associação Douradense de Letras). Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Quinta, 24 Agosto 2017 08:21

Décadas desastrosas que abalaram a Europa

Escrito por

Apenas cinco anos após o fim da I Grande Guerra (1914/1918), em 1923, um austríaco, Adolf Hitler, que saíra dessa gigantesca contenda onde servira no Exército Alemão como estafeta, e ostentava a graduação de Cabo, tentou em Munique, um golpe de Estado. Malogrado o golpe, foi confinado no presídio militar de Landsberg. Nessa prisão, em 1º de abril de 1924, escreveu o prefácio do livro, que intitularia: “Mein Kampf.” (Minha Luta).

Nesse livro, inteiramente escrito na prisão, Hitler que seria o poderoso Führer no Terceiro Reich, foi peremptório: “Considero hoje como uma feliz determinação da sorte que Braunau no Inn tenha sido destinada para lugar do meu nascimento. Essa cidadezinha esta situada nos limites dos dois paises alemães (Alemanha e Áustria) cuja volta à unidade antiga é vista, pelo menos por nós jovens, como uma questão de vida e de morte.” (...) “O arado, nesse momento será a espada, e, regado com as lágrimas da guerra, o pão de cada dia será assegurado à posteridade.”(...) “É nos Arianos — raça que foi e é o expoente do desenvolvimento cultural da Humanidade — que se verifica tudo isso com a maior clareza”

Nesta modesta e despretensiosa crônica, o assunto que relaciona a Europa — palco principal da II Grande Guerra — aqui abordado, é singelo, mas a História desse conflito é bastante longa e aterradora, quando lembramos que no curso dessa disputa bélica, seis milhões de judeus foram assassinados nos Campos de Concentração, inclusive a jovem Anne Frank (1929-1944), que escreveu um diário: “O Diário de Anne Frank” (Ed. Record/ 2015).

Quando os europeus tomaram conhecimento das primeiras atrocidades praticadas pelos alemães (SS e Gestapo), que se definiam como arianos — raça pura — muitas famílias fugiram para outros países na América, principalmente para os Estados Unidos, Argentina e mesmo para o Brasil, para livrarem-se da gana assassina do nazismo.

Nas fugas por medo do nazismo, essas famílias viveram grandes frustrações. Foi um desterro injusto, forçado e funesto em todos os sentidos; triste e extremamente doloroso, porque pela exigüidade do tempo e dos meios de locomoção, muitas famílias foram obrigadas a deixarem para trás os mais idosos, com reduzida capacidade de mobilidade.

A lembrança dos idosos, abandonados a mercê da truculência desumana dos nazistas, acompanhou as famílias que conseguiram safar-se da bestial ação comandada por Hitler, que incorporou o próprio Demônio.

No fim, os nazistas pagaram caro: julgados e condenados pelos Aliados, em Nuremberg, faltou corda para os pescoços arianos (“Os Julgamentos de Nuremberg”, Paul Roland/M. Books do Brasil Ed. Ltda, 2013).

Em 1984, no Rio de Janeiro, encontrei um exemplar do livro escrito por Hitler: “Mein Kampt”, tradução integral e direta do alemão / Editora Moraes Ltda./S.Paulo/1983. Eu já conhecia a obra de William L. Shirer “Ascensão e Queda do Terceiro Reich.”; e encontrar um exemplar do “Minha Luta”, foi uma sorte, o livro seria útil para elucidar muitas dúvidas.

Esta crônica anteriormente iniciada, tomou impulso agora quando na rev.Veja, ed.23.08.2017, à pág.37, verbis: “A discussão que tomou conta das redes sociais depois dos eventos em Charlottesville (USA) é se o nazismo era de esquerda ou de direita.” (...) “Um grupo de jovens de direita quis provar que o nazismo é realmente de esquerda e foi até Charlottesville gritar palavras de ordem como “Viva a esquerda”. (?)

Vejamos à pág. 237, do “Mein Kampf”, o que escreveu Hitler sobre o comunismo: “... enquanto o marxismo, com uma multidão de vagabundos, desertores, pulhas partidários (...) arrebatava o poder para si, aplicando, assim, ruidosa bofetada na democracia...”(sic). Mais adiante, à mesma página 237: “O marxismo marchará com a democracia até que consiga, por via indireta, os seus criminosos fins, até obter apoio do espírito nacional por ele condenado à extirpação. (...) Então os porta-bandeiras da Internacional vermelha, em lugar de um apelo à consciência democrática, dirigiram uma incendiária proclamação às massas proletárias e a luta se transplantaria imediatamente ao ar viciado das salas das sessões dos nossos parlamentos para as fábricas e para as ruas. A democracia ficaria logo liquidada.” (sic).

Hitler abominava os comunistas, os quais definia como: “...uma multidão de vagabundos, desertores, pulhas partidários...” O triste epílogo do nazismo — em fotos — encontra-se no livro “Hitler´s Last Days” (Bill O'Reilly, Ed. Henry Holt and Company, New York, 2015).

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Conheço bem a “Linha do Potreirito”, onde tenho um sítio, o “Santa Paula”, há trinta e três anos. Conheço sobejamente a região e muito mais, a dita Estrada. Nos mais de 40 anos que escrevo para os jornais [primeiramente Folha de Dourados e Jornal O Progresso, agora também no Douranews] sempre entendi que é inarredável a obrigação de quem escreve, expondo sua opinião, DIZER A VERDADE, não se importando com o tamanho.

Pela lei municipal de Dourados nº 2.539, de 23 de dezembro de 2002, promulgada pelo então prefeito municipal JOSE LAERTE CECÍLIO TETILA, ficou assentado, por força dessa lei, que transcrevemos integralmente, a seguir: “LEI Nº 2.539, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2002. – “Dispõe sobre denominação de rua do Município” - O PREFEITO MUNICIPAL DE DOURADOS, Estado de Mato Grosso do Sul, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei Orgânica do Município, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei: - Denomina ALCIDES JOSÉ DE MACEDO, a estrada vicinal a partir da Av. Marcelino Pires, em frente a “Baggio Madeira”, até a Rua Tubarão no Jóquei Clube, nesta cidade. – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário - Dourados, 23 de dezembro de 2002.- (ass.) José Laerte Cecílio Tetila. Prefeito.” – (sic)

O saudoso homenageado ALCIDES JOSÉ DE MACEDO era padeiro, morava e tinha uma padaria na Linha do Potreirito, a pouca distância do hoje trevo da BR 163. Essa estrada, antigamente, dava acesso à Vila Brasil, hoje, Fátima do Sul.

Com o tempo, a Estrada do Potreirito com início na Avenida Marcelino Pires, passou a servir muitos moradores, com o avanço do Parque das Nações II Plano. Sempre foi muito útil aos agricultores, produtores de leite e a muitos pequenos proprietários, dentre eles muitos que pegavam soro no Laticínio Camby para seus porcos. Como prefeito, Humberto Teixeira alargou e cascalhou aquele trecho.

ALCIDES JOSÉ DE MACEDO, enquanto viveu, trabalhou na sua padaria que atendia toda aquela região. Vários membros da sua família, até hoje ainda moram lá. A família sentiu-se sobremaneira honrada, na ocasião em que a Câmara Municipal, reconhecendo o trabalho do “velho Alcides”, colocou seu nome na rua onde ele viveu e trabalhou (Lei n. 2.539, de 23-12-2002, sancionada pelo prefeito Tetila).

A “Estrada do Potreirito” sempre nasceu na Avenida Marcelino Pires, conforme nos atesta o texto da Lei 2539/02, acima transcrita. Referida via, nascendo na Av. Marcelino Pires, cruza a BR 163 e passa pelo Jardim Jóquei Clube, seguindo para Fátima do Sul.

Durante a gestão do prefeito José Laerte Cecílio Tetila, além da promulgação da Lei 2.539/02, ocorreu o ESBULHO de parte dessa via pública (a Linha do Potreirito), quando o ex-prefeito JOSE ELIAS MOREIRA apossou-se de uma parte da estrada, no trecho entre o Almoxarifado da Enersul e a Avenida Marcelino Pires.

Na oportunidade, além da comunicação feita diretamente ao prefeito Tetila, cerca de dez proprietários dirigiram-se ao Ministério Público Estadual, localizado ainda à Av. Presidente Vargas, entre a av. Joaquim T. Alves e rua Onofre Pereira e, ao Procurador Alencar (Dr. JOSE Antônio Alencar), registraram a queixa do esbulho da via pública. Um processamento foi aberto e ENGAVETADO, para nunca mais ressurgir. Posteriormente, o esbulho, com todos os detalhes, foi publicado no livro deste autor “A Testemunha da Lembrança”; livro que foi entreguei ao promotor (o sósia do Bonner, da Globo), com pedido de providências. É de acreditar-se que ele nem abriu o tal livro!

O sr. JOSE ELIAS MOREIRA, praticado o esbulho com a maior cara de pau, mantém-se tranqüilo, implantando uma vila no local. Tudo acontece, pela omissão do prefeito Tetila e seus sucessores, e a inoperância do Ministério Público Estadual, costumes que vem de um tempo em que ainda não tínhamos o exemplo que nos tem dado, o juiz federal Sérgio Moro, da Lava-Jato.

Não bastasse o ex-prefeito JOSE ELIAS esbulhar parte da via pública, denominada rua ALCIDES JOSÉ DE MACEDO, agora prevaricadores, passando por cima da LEI MUNICIPAL 2.539, DE 23-12-2002, tentam trocar o nome do homenageado, dando àquela via o nome da senhora Gelcy Maria Teixeira Marcondes, que foi casada com o também saudoso médico Coronel Marcondes, ex-componente da FEB, “cassando” a homenagem concedida, por merecimento, ao velho Alcides.

Temos de reconhecer, a propósito, o desrespeito que se faz à memória da saudosa dona Gelcy Maria Teixeira Marcondes, mãe de uma prole com formação superior, que nos deixou uma lição de vida e um legado de comportamento. Por sua formação e caráter nunca desejaria, em quaisquer circunstância, usurpar o nome de alguém em benefício próprio. A tentada usurpação é uma ofensa à sua memória. Ela sempre acreditou em Deus, acreditou nos seus mandamentos e na solidariedade humana.

Esbulharam e usurparam, e o Vereador Silas Zanatta não sabia!

* O autor é Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e membro da ADL. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)
.

Na ciência jurídica há um princípio de direito inarredável, que estabelece: “O específico derroga o genérico”. Isto quer dizer que quando uma lei, especificamente, trata de um assunto, vale essa lei contra qualquer outra que, genericamente, venha abordar matéria correlata àquele Diploma legal. Em questão análoga, pode-se dizer, para melhor compreensão do que seja “específico” e “genérico”, fazemos esta singela ilustração: um enfartado, no seio de um hospital que tem a disposição um cardiologista — profissional específico —, pretender-se acudi-lo com um clínico-geral — profissional genérico —, a toda evidência, é um contra senso, uma imprudência, na preservação da vida do paciente.

No jornal “O Progresso”, edição de 24/25-06-2017, podemos ler: “Presidente em exercício sanciona lei que libera inibidores de apetite”. E, no curso da reportagem: “Como presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ) sancionou, sem vetos, na manhã de ontem (23), a lei que libera a venda de emagrecedores e inibidores de apetite no País. (...) O projeto aprovado no último dia 20 pela Câmara susta de imediato os efeitos de uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de 2011, que proibiu a comercialização de alguns medicamentos desse tipo. A Anvisa já criticou a medida e vê perigo à saúde da população.”(sic)

“Em nota, a agência (Anvisa) afirma que a medida representaria um sério risco para a população, além de ser uma AFRONTA à competência legal da autarquia.” (sic)

Essa notícia nos informa o seguinte: que o Parlamento não foi fiel àqueles que o elegeu, porque militou, temerariamente, numa área que não lhe pertence e, prevaricando, acintosamente, revogou o princípio de que o ESPECÍFICO — no caso as atribuições da Anvisa, que tem a incontestável e absoluta competência legal, para decidir sobre a saúde pública -, foi invadida na sua restrita competência pelo Parlamento (poder GENÉRICO), com o respaldo do chefe substituto do Executivo, Rodrigo Maia, para modificar decisão tomada por aquele órgão em defesa da saúde pública. Nesta caso — invasão de competência — o presidente da República tinha obrigação de ofício de VETAR a invasão, que afrontou, acintosamente, a atribuição e a privacidade da Anvisa, estabelecida em lei, cuja função específica é proteger a saúde pública.

Testemunhamos, todos os dias e em todos horários, as TVs exibindo propagandas enaltecendo “as vantagens” de usar medicamentos para todos os males, inclusive para o emagrecimento, sem nenhuma prova da eficácia e da possível contra indicação. O comércio das drogas fabricadas à margem da lei, irresponsavelmente despreocupado com a saúde publica e já condenadas pela Anvisa, É UMA FESTA! O lucro incomensurável, passeando pelas casas dos bilhões, por gratidão, é dividido com aqueles que ajudaram a “MANTER AS PESSOAS MAGRAS”, enquanto engordam suas contas bancárias. Poder-se-ia até concluir que muitos não levam a sério a Lava-Jato do Dr. Moro.

Você, conterrâneo brasileiro, que habita este torrão varonil, onde as palmeiras tem folhas compridas como os cabelos da Iracema e verdes como o fardamento dos catarinenses, que lhes conferiu o apelido de “Barrigas verdes”, acredita que o Congresso e o poder Executivo, tenham viabilizado a fabricação e a venda dos “emagrecedores”, por puro amor à esbelteza dos brasileiros? Que teriam chutado o balde e mandado a Anvisa à favas, sem nem pensar no leite das crianças? Você acredita, ou acha mesmo que o lucro resultante da irresponsável e maciça venda dos placebos para emagrecimento, nocivos à saúde e inócuos para o fim a que a propaganda afiança, é só para beneficiar os espertinhos que fabricam e vendem as porcarias, ou há partilha com os políticos interessados em abastecer o “caixa-cemitério”?

Outrossim, caso estivessem os políticos, realmente, preocupados com o bem-estar dos seus eleitores, estariam verificando por que, num Aeroporto, um cafezinho custa R$ 13,00 (treze reais) e um Hambúrguer R$ 35,00 (trinta e cinco reais). A inoperância do Congresso, do Executivo, assim como o da Polícia, em coibir os roubos descarados e acintosos, praticados nos Aeroportos pelas lanchonetes, contra o cidadão passageiro, às vezes até desempregado e sem recursos para alimentar-se, que permanece horas e horas faminto, esperando pelo seu vôo: não seria outro tipo de ação ilegal, para fomentar o emagrecimento?

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Martinho Lutero (1483-1546), padre católico alemão, protestando contra a venda de indulgências para a construção da Basílica de São Pedro, em Roma, rompeu com a Igreja e traduziu do Latim para o Alemão, o Novo Testamento que publicou em 1521; depois, com alguns colaboradores, fez a tradução completa das Escrituras, que foi impressa em 1534.

O texto em Alemão, acessível às camadas populares, contribuiu para unificar os dialetos regionais e consolidar a língua alemã. Uma das grandes conquistas da Reforma, foi colocar a Bíblia na mão do povo, que passou a ser intérprete do texto e não mais dependente dos sacerdotes. Como conseqüência, a tradução foi um vetor para a alfabetização daqueles que desejavam um conhecimento mais completo e com liberdade, do texto bíblico.

Uma repercussão parecida teve a King James Bible, uma tradução inglesa da Bíblia em 1611, que consagrou expressões usadas no inglês contemporâneo.

No Brasil, a Nova tradução na linguagem de hoje, de 1988, foi pioneira ao verter a Bíblia para o português coloquial. Em 2003, o texto foi publicado no Brasil, pela editora católica Paulinas.

Traduções da Bíblia são tão antigas, quanto o próprio texto sagrado. A Torá, a lei judaica, foi vertida para o aramaico (a língua de Jesus) no século VI a.C., durante o exílio dos israelitas na Babilônia. No século III a. C., em Alexandria, 72 rabinos trabalharam na Septuaginta, uma tradução grega da Bíblia Hebraica (Antigo Testamento, para os cristãos) que atendesse à comunidade judaica espalhada pela costa mediterrânea e figurasse na mítica biblioteca de Alexandria.

São Jerônimo, (347-420,a.D.), concebeu a Vulgata, uma tradução das Escrituras para o latim vulgar que se tornou a Bíblia oficial da Igreja Católica. GUTENBERG (Johannes Gensfleisch), (1400-1468), imprimiu a Bíblia: a famosa Bíblia de Gutenberg (1455), da qual o Brasil possui dois exemplares. A Bíblia de Gutenberg, junto com a Reforma Protestante, que tinha como meta colocar o texto sagrado nas mãos e no idioma do povo, foi sucesso e impulsionou outras traduções, a partir do século XVI. (Rev. Época, ed. fev/2017, págs. 79/81 e Dic. Enc. Ilustr. Veja Larousse, ed. 2006).

O acesso popular ao texto traduzido da Bíblia Sagrada no vernáculo, fomentou a alfabetização, que se revelou útil em todos os sentidos, inclusive na colonização do Novo Mundo. Alemães e Ingleses alfabetizados, que colonizaram e povoaram a América do Norte e o Canadá, hoje ostentam o título de Primeiro Mundo, enquanto espanhóis e portugueses, analfabetos ou com alfabetização sofrível, passados mais de cinco séculos, patinham, tentando resolver problemas elementares, que os alfabetizados no Primeiro Mundo resolveram há muito tempo!

Em nosso País, o “trabalho” dos políticos teve e tem, como prioridade a cobrança de impostos e o subseqüente desvio dos valores arrecadados. Esse costume decorre da má formação moral, intelectual e religiosa do indivíduo, à frente dos órgãos públicos.

O costume de lesar os contribuintes e emperrar o desenvolvimento do País, têm raiz nos costumes das Nações européias de origem latina, que nos despacharam os primeiros contingentes de colonizadores: analfabetos e misturados a uma multidão de degredados, da pior espécie. Eram Católicos, Agnósticos e ignorantes, que chegaram para colonizar o Brasil. Concomitante, colonizadores protestantes alfabetizados e afeiçoados à leitura bíblica, colonizavam a América do Norte e o Canadá. Confira a diferença!

A oligarquia rural brasileira, quase toda analfabeta, escorava-se no trabalho escravo; promovida a abolição em 1888, no ano seguinte, 1889, os oligarcas proclamaram a República e extinguiram o Império, depondo o Imperador D. Pedro II, que foi, compulsoriamente, expatriado. Depois de governar o Brasil por 48 anos (1841/1889), o Imperador morreu pobre dois anos depois (1891), num quarto do modesto hotel “Bedford”, em Paris. Os republicanos que assumiram o poder, aperfeiçoaram-se para burlar as leis e saquear o Erário, o que fazem até hoje, animados pela impunidade.

Dos colonizadores contemporâneos ao descobrimento no séc. XV, temos um fóssil vivo: o ex-presidente LULA! Apedeuta, não conhece os princípios da moral apregoados na Bíblia Sagrada, intitula-se, contudo, a “Alma mais pura do Universo”.

• O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
(Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

Sábado, 10 Junho 2017 21:56

Decálogos que influenciaram a humanidade

Escrito por

ABRAHAM LINCOLN (1809-1865) – Presidente dos Estados Unidos da América, eleito em 1860 e reeleito em 1864. Foi assassinado por um fanático em 1865:

1 – Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança.
2 - Não fortalecerá os fracos se enfraqueceres os fortes.
3 – Não ajudarás o assalariado se arruinares aqueles que o pagam.
4 – Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classes.
5 – Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
6 - Não poderás criar estabilidade permanente baseada no dinheiro emprestado.
7 – Não evitarás dificuldades se gastares mais do que ganhas.
8 – Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade.
9 – Não poderás ajudar os homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si próprios.

Como faltou um “mandamento” no decálogo do Presidente Lincoln, completamos o decálogo com o que disse o Presidente John F. Kennedy, também assassinado por um fanático: “—Não pergunte o que os Estados Unidos pode fazer por você; mas pergunte-se o que você pode fazer pelos Estados Unidos.”

VLADIMIR ILITCH ULIANOV (1870-1924), o LÊNIN, comunista russo que fundou a ala Bolchevique. Em 1917, liderou a insurreição; criou o Exército Vermelho; e fundou a Internacional Comunista em 1919. Dedicou-se a fundação a U.R.S.S (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), em 1922. Eis seu decálogo, que orienta a ação do PT, sob a liderança da “alma mais pura” do Universo:

1 – Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual.
2 – Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa.
3 – Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais.
4 – Destrua a confiança do povo em seus lideres.
5 – Fale sempre em Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade assuma o Poder , sem nenhum escrúpulo.
6 – Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população.
7 – Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais ao País.
8 – Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas na as coíbam.
9 – Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas governamentais, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos deve acusar os não-comonistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for do interessa da causa.
10 – Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de foto, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

OBSERVE, que na leitura deste decálogo do comunista Lênin, você reconhece o “modus operandi” do PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), enquanto à frente do governo.

Padre CÍCERO ROMÃO BATISTA (1844 – 1934). Ordenado Padre Católico Apostólico Romano em 1870, é venerado pelos nordestinos como Santo, que fazem repetidas peregrinações a Juazeiro do Norte, no Ceará, onde ele viveu. Proibido pela Igreja para ministrar os sacramentos aos fieis, seguramente por inveja dos seus superiores, continuou seu trabalho como padre até sua morte em 1934. O Vaticano já manifestou o desejo de beatificá-lo, à vista da veneração que o povo nordestino dedica-lhe. Lira Neto, jornalista e escritor, produziu uma minuciosa e completa biografia do Padre Cícero: Ed. Cia. das Letras, 2009. Eis seus dez mandamentos:

1 – Não derrube o mato. Nem mesmo um só pé de pau.
2 - Não toque fogo no roçado. Nem na caatinga.
3 - Não cace mais. Deixe os bichos viverem em paz.
4 - Não crie o boi nem o bode soltos. Faça cercados. Deixe o pasto descansar para se refazer.
5. –Não plante na serra acima. Nem faça roçado em ladeira muito em pé. Deixe o mato protegendo a terra, para que a água não arraste sua riqueza.
6 – Faça uma cisterna no oitão da sua casa, para guardar a água da chuva.
7 – Represe os riachos, de 100 em 100 metros, ainda que seja com pedra solta.
8 – Plante cada dia pelo menos uma árvore. Um pé de caju, de sabia, ou qualquer outra. Até que o sertão seja uma mata só.
9 – Aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, tais como a maniçoba, a favela, a jurema e tantas outras. Elas podem ajudar você a conviver com a seca.
10 –Se obedecer esses preceitos, a seca vai acabando aos poucos. O gado vai melhorando e o povo terá sempre o que comer. Se não obedecer, dentro em pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só.
Esse diálogo está escrito ao pé de um monumento, no alto da Serra do Catulé, próximo a sua estátua.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

  • Unimed 38
  • unigran vest 18 menor

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014
E-mail: douranews@douranews.com.br

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus