Quinta, 27 Maio 2021 09:18

Marketing político na internet: pense fora da caixa! Destaque

Escrito por VALÉRIA ARAÚJO
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As eleições estão próximas e o candidato que deixar para se comunicar com o eleitor apenas no período eleitoral terá grandes chances de fracassar, principalmente se tiver como adversário alguém preparado.

Mesmo estando em muitos planejamentos de campanha, as estratégias de marketing político e eleitoral nas mídias sociais ainda são incompreendidas por candidatos e suas equipes. É por isso que ainda se vê alguns políticos restringindo seu conteúdo ao “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” além dos tradicionais posts de datas comemorativas e aniversários.

Na busca por gerar empatia ainda tem muito político pagando o maior "mico" tentando humanizar sua imagem, principalmente quando ele tenta fazer isso de forma forçada, ou seja, contrariando a narrativa que foi contada até o momento sobre quem ele é de verdade.

A forma de se comunicar mudou faz tempo e nas redes sociais o que vale é se relacionar.Apesar disso, boa parte dos candidatos, nas últimas eleições, utilizou nas plataformas digitais as peças do marketing político convencional como principal conteúdo. Os péssimos resultados de engajamento, que se refletiram nas urnas, mostraram que esse não é o caminho.

Até pouco tempo, a campanha política se resumia ao dinheiro. Pareciam grandes produções cinematográficas de programas de televisão, super artistas, marqueteiros tidos como deuses, equipes de especialistas e contratação de inúmeros cabos eleitorais. A fórmula "mágica" para se vencer estava na repetição da mensagem por meio da televisão, por meio da estratégia de comunicação de massa.

A reforma eleitoral tomou uma série de medidas que cortaram os gastos da campanha, como a proibição do financiamento de campanhas por empresários. Apesar do fundo partidário, ainda que polpudo, não é capaz de sustentar toda ostentação que se via antes.

Além disso, o avanço das mídias sociais e a utilização de estratégias bem-sucedidas no marketing político em todo o mundo, fez com que candidatos vissem nas plataformas digitais uma possibilidade de se relacionar com os eleitores a custos muito inferiores. Em muitos casos, quando bem utilizadas, as redes sociais ajudaram até mesmo na arrecadação de dinheiro para as campanhas por meio das crowdfunding.

Um dos principais erros cometidos na hora de planejar um conteúdo é tentar fazer comunicação em massa em detrimento da segmentada. O professor Marcelo Vitorino define bem essa questão no livro “Coisas que todo profissional de Marketing Político deve saber”. Segundo ele, “não dá para falar de educação ou segurança pública com jovens, profissionais e idosos da mesma, o que sempre foi prático na televisão (...)”

O conteúdo é “rei” nas redes sociais e para que você acerte em cheio é preciso tomar algumas providências antes de qualquer ação. Entre elas está descobrir quem é o seu eleitor em potencial. Afinal, se deseja conquistá-lo, primeiro é necessário saber quais são os seus principais problemas e dificuldades para, então, propor soluções, por exemplo. O Facebook Insigths pode ajudar a definir as personas para que se crie estratégias específicas para cada público. Entenda que a cada post sem interação, os filtros das plataformas digitais como o Facebook consideram que o conteúdo daquela página não tem relevância e diminuem o alcance.

Outro importante objetivo a ser alcançado é a condução de eleitores ao nível de multiplicadores. Eleitores engajados e motivados levam para a comunidade informações do candidato e dependendo do nível do engajamento, passam de fãs a militantes digitais, ajudando na divulgação de ações e na defesa de ataques sofridos durante a campanha.

Faça um planejamento que atraia eleitores, promova acessos, que gere relacionamento, que transforme o fã em eleitor e posteriormente em um militante. Saia do convencional e mude sua forma de se comunicar nas mídias sociais, antes que seja tarde!

*É Jornalista, especialista em marketing, novas mídias e redes sociais

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