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Redação Douranews

Redação Douranews

Um homem de 22 anos foi preso na quarta-feira (20) suspeito de chantagear a ex-namorada, uma adolescente de 15anos, ameaçando divulgar fotos íntimas da garota, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. No computador do detido foram encontradas imagens de outras menores. A polícia ainda investiga se outras mulheres foram chantageadas.

A Polícia Civil conseguiu chegar até o suspeito depois de uma denúncia feita pela ex-namorada. Na época do relacionamento, a vítima tinha 13 anos. As investigações mostraram que ela enviava fotos pornográficas para o homem e que, depois do fim do relacionamento, ele começou a ameaçava divulgar as imagens na internet e redes sociais caso ela não mantivesse relações sexuais com ele.

Durante as investigações, a polícia teve acesso a conversas que o suspeito mantinha com mulheres por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais. O delegado busca saber agora se outras garotas também foram chantageadas.

“Ele pedia as fotografias, as meninas enviavam e, a partir de então, ele passava a chantagear. E se for como a gente apurou, forem fotos de crianças e adolescentes em cena de sexo explícito ou pornográfico, é crime do mesmo jeito”, explicou o delegado responsável pelo caso, Marcos Brenner.

Ele deve ser indiciado por estupro de vulneráveis, por manter relação sexual com menor de 14 anos, e armazenamento e divulgação de material pornográfico ou de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes. Se condenado, o suspeito pode ficar preso por até 23 anos.

Comentário

Com a venda proibida após a suspensão de uma lei que autorizava o uso, a fosfoetanolamina sintética, a chamada "pílula do câncer", é oferecida clandestinamente no Rio Grande do Sul. A reportagem do RBS Notícias flagrou a comercialização de cápsulas que seriam da droga por uma vendedora de Lajeado, no Vale do Taquari (veja no vídeo acima).

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina, alardeada como cura para diversos tipos de câncer, não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio.
A reportagem chegou até um gerente de vendas que disse que queria comprar a droga para um amigo. Por telefone, uma vendedora deu detalhes do produto. "Ela disse que buscava no Paraguai. Disse que sabia que era irregular, que corria risco, mas que não ganhava nada em cima disso. O valor que ela cobrava era o mesmo valor que ela vendia."

O preço inicial seria R$ 1,2 mil, mas o executivo pediu um desconto e o valor baixou para R$ 600. Ele não fechou negócio porque o amigo morreu. O repórter da RBS TV Giovani Grizzoti se passou por sobrinho de uma paciente com câncer e conversou com a vendedora de Lajeado, no Vale do Taquari.

Na negociação, ela detalha que a remessa inclui 60 cápsulas, a um custo de R$ 600. Em seguida, é combinado o ponto de entrega do produto, na frente de um shopping, em Lajeado. Quem leva o suposto medicamento se apresenta como filho da vendedora. "É a primeira vez que ela vai tomar?", questiona o homem. Após a confirmação, ele explica que é preciso tomar três pílulas nos três primeiros dias. "Três por dia. E aí, depois, dois por dia."

O suposto medicamento é entregue em uma embalagem sem rótulo, bula ou qualquer informação sobre a procedência.

Questionada sobre o risco de a cápsula não conter a fosfoetanolamina, a vendedora admite não saber e demonstra irritação durante as perguntas, possivelmente por temer que a ligação tivesse sido grampeada. "Queres complicar a vida de todo mundo?"

O repórter, ainda se passando por um sobrinho de uma mulher com câncer, diz estar com "medo" por comprar um produto sem procedência. A vendedora rebate: "E eu, então? Isso é proibido, entendeste? Eu não quero que você fique ligando no meu telefone, não faça mais isso (...) Queres detonar com a nossa vida? Queres acabar conosco?"

Proibição aumentou procura, diz deputado

No dia 19 de maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender uma lei, válida desde abril deste ano, que autorizou pacientes com câncer a usar a fosfoetanolamina sintética, a chamada "pílula do câncer". Foram seis votos a quatro. No mesmo julgamento, os ministros mantiveram suspensas decisões judiciais que obrigavam o governo a fornecer a substância.

O deputado estadual Marlon Santos, que defende o uso da droga, diz que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo o uso da "pílula do câncer" aumentou a procura no mercado negro. Segundo ele, até sites da China estão vendendo, pelo correio. E com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como mostra um selo.

"Quando chega pelo correio no Brasil, a Anvisa abre, olha, vê que é fosfoetanolamina. Em tese, carimba, assina, libera a entrada. Anvisa liberado."

A delegada da Polícia Federal Maria Lúcia Wunderlich dos Santos reforça que a venda é crime. "Punido com reclusão de 10 a 15 anos, que é comercializar produtos sem registro na Anvisa, medicamento sem registro no órgão competente."

O médico oncologista Carlos Eugênio Escovar diz que o consumo do medicamento contrabandeado pode trazer riscos aos pacientes. "Não se sabe o que existe dentro desse comprimido. Qual a substância que tem ali. Pode ser desde uma substância inócua, então tem farinha, mas podem ter outras substâncias, inclusive, carcinogênicas, substâncias que gerem outros cânceres."

Comentário

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, passou de 0,4% em junho para 0,54% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21).

Essa alta foi puxada, principalmente pelos preços dos alimentos, que ficaram 1,45% mais caros de um mês para o outro, atingindo a maior taxa para os meses de julho desde 2008, quando chegou a 1,75%. Os consumidores que mais sentiram os preços subindo foram os de Goiânia, Curitiba e São Paulo.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,19%, abaixo dos 6,9% registrados no mesmo período de 2015. Em 12 meses, o índice ficou em 8,93%, perto dos 8,98% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Dentro do grupo de alimentos, o feijão carioca foi, mais uma vez, o vilão do aumento de preços. O grão ficou, em média, 58% mais caro. Em Goiânia, por exemplo, o quilo do produto subiu mais de 80%.

A alta expressiva nos preços não partiu só do feijão. O consumidor também teve de desembolsar mais pelo arroz. O aumento médio foi de 3,36%. Em Belém, passou de 8%.

Tão consumido quanto o arroz e o feijão, o leite também ficou bem mais caro de junho para julho: 15,54% em média. Em Curitiba, a alta de preço foi de 27,46%.

O que segurou o avanço da inflação em julho foram os preços dos outros grupos de despesas que entram no cálculo da prévia e que mostraram desaceleração. Os preços relativos à habitação, por exemplo, recuaram de 1,13% para 0,04%; a artigos de residência, de 0,57% para 0,27%; a vestuário, de 0,42% para -0,08%; a saúde, de 1,03% para 0,56%; a despesas pessoais, de 0,89% para 0,532%; a e comunicação, de 0,01% para 0%.

Por outro lado, avançaram os preços de transportes, que depois de recuarem -0,69%, subiram 0,17%, em julho, e os de educação, que passaram de 0,06% para 0,10%.

Veja os itens que influenciaram o IPCA-15:
Ônibus interestadual: 3,69%
Pedágio: 1,98%
Etanol: 1,22%
Conserto de automóvel: 0,85%
Emplacamento e licença: 0,77%
Alimentos para animais: 2,38%
Serviço bancário: 2,24%
Taxa de água e esgoto: 1,30%
Plano de saúde: 1,08%
Artigos de limpeza: 1,02%
Empregado doméstico: 0,87%
Mão de obra para pequenos reparos: 0,86%

O que preveem os analistas
A previsão dos analistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano - é de uma alta de 7,26%, segundo o boletim Focus mais recente. Deste modo, a estimativa permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Comentário

A Receita Federal prepara uma operação de fiscalização sobre os contribuintes que remeteram dinheiro ilegalmente para o exterior e não aderirem ao programa de repatriação de recursos. O órgão diz já ter em mãos uma ampla base de dados sobre o patrimônio de brasileiros no exterior formado com recursos enviados irregularmente por pessoas físicas e empresas. Estão em processamento pela área de Fiscalização da Receita cerca de 8 mil transações suspeitas.

A ideia é iniciar a operação de fiscalização logo após o fim do prazo de adesão dos contribuintes ao programa de repatriação, marcado para 31 de outubro. A arrecadação de recursos com o programa, que dá anistia penal aos contribuintes, está estagnada principalmente porque muitos contribuintes esperam por mudanças nas regras, como vem sendo especulado tanto dentro quanto fora do governo. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário da Receita, Jorge Rachid, no entanto, consideram que não há necessidades de mudanças.

Segundo uma fonte do Ministério da Fazenda, a base de dados sobre o patrimônio dos contribuintes está sendo incrementada com trocas de dados de países com os quais o Brasil tem acordos bilaterais. Há casos até de contribuintes que enviaram recursos ilegalmente e criaram fundos de investimento no exterior para fazer aplicações no Brasil, que tem taxas de juros mais elevadas como se fossem estrangeiros, fugindo do Imposto de Renda.

A troca de informações ficou mais ágil depois que os países desenvolvidos, entre eles os Estados Unidos, passaram a exigir informações do bancos, criando um ambiente de hipervigilância tributária. Já está em vigor o acordo do Brasil com os Estados Unidos, o Fatca, que obriga os bancos a repassarem informações bancárias referentes a saldos em contas, rendimento anual, além de receitas de juros e dividendos.

Segundo o professor de direito da Universidade de São Paulo, Heleno Torres, que trabalhou na elaboração da lei, a troca de informações é mais rápida porque as informações estão uniformizadas. "Hoje, tem um padrão internacional, seguido pelos bancos, que agiliza o serviço entre os fiscos", disse. Para ele, o contribuinte tem de levar a sério o programa e declarar todo o patrimônio no exterior.

A partir de 2018, a Receita terá informações de movimentações bancárias de 96 países e contará com força maior para a fiscalização dos casos de evasão fiscal por conta de convenção internacional que entrou em vigor este ano.

Pressa

A Receita tem pressa nas fiscalizações por causa do prazo de cinco anos para cobrar os impostos devidos que não foram declarados pelos contribuintes. O prazo começa a contar no ano subsequente ao fato gerador. A lei dá anistia para o patrimônio existente até 31 dezembro de 2014, o que permite na prática os auditores cobrarem o imposto que não foi declarado a partir de 2012. Já o crime de evasão de divisas prescreve em 16 anos e, de lavagem de dinheiro, em 12 anos.

"Se o contribuinte não aderir, não terá anistia penal", alertou uma fonte da Receita, que acredita que o Ministério Publico poderá agilizar os processos penais com base nas informações trocadas pelos países.

 

A Receita tem pressa nas fiscalizações por causa do prazo de cinco anos para cobrar os impostos devidos que não foram declarados pelos contribuintes

Fonte: Economia - iG @ http://economia.ig.com.br/2016-07-21/receita-prepara-fiscalizacao-sobre-contribuinte-que-nao-repatriar-recursos.html

A Receita tem pressa nas fiscalizações por causa do prazo de cinco anos para cobrar os impostos devidos que não foram declarados pelos contribuintes

Fonte: Economia - iG @ http://economia.ig.com.br/2016-07-21/receita-prepara-fiscalizacao-sobre-contribuinte-que-nao-repatriar-recursos.html

Comentário

"Lamento essa decisão", declarou o ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, acusado de liderar o esquema de doping.

A Rússia está definitivamente fora das provas do atletismo dos Jogos Olímpicos no Rio. Nesta quinta-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) negou o recurso apresentado por 68 atletas russos que se diziam "injustiçados" pela suspensão à toda a delegação imposta pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). Com a decisão, atletas como Yelena Isinbayeva ficam impedidas de competir no Brasil sob a bandeira do país.

A decisão também reforça a possibilidade de o Comitê Olímpico Internacional (COI) se inclinar a banir toda a delegação russa em todos os esportes. Uma decisão é aguardada para a partir de domingo. Mas o governo de Moscou já admite que a sentença desta quinta-feira abre um precedente para o fim dos sonhos russos no Brasil.

"Lamento essa decisão", declarou o ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, acusado de liderar o esquema de doping. "Infelizmente, um certo precedente foi estabelecido para uma responsabilidade coletiva", disse. Segundo ele, Moscou vai agora avaliar a situação. Mas, em um tom de ameaça, alertou que a situação "não poderia continuar como está".

Vladimir Putin, presidente russo, já havia alertado que uma suspensão ameaçaria criar um "racha" no movimento olímpico. Já Isinbayeva classificou a decisão como "um funeral para o atletismo". Há um mês, a Agência Mundial Antidoping (Wada) havia publicado um informe em que revelava como treinadores e dirigentes russos organizaram um programa de doping no atletismo com o conhecimento e coordenação do Ministério dos Esportes.

Como punição, a IAAF anunciou o afastamento dos russos de todas as competições internacionais, inclusive o Rio-2016. Apenas uma brecha foi deixada para que atletas pudessem solicitar que seus casos fossem individualmente avaliados. Para que um esportista fosse aceito, ele teria de provar que se preparou em outro país e esteve sujeito aos controles de doping de fora da Rússia.

Das dezenas de pedidos de revisão, a IAAF aceitou, até agora, apenas dois casos. Um deles, porém, era de Yuliya Stepanova, que revelou o escândalo de doping e que se mudou para a Alemanha. Ainda assim, ela irá competir sob "bandeira neutra". Inconformados, os atletas escolhidos para os Jogos entraram com um recurso na CAS, liderados por Isinbayeva. Nesta quinta-feira, porém, a corte manteve a suspensão. A decisão foi tomada de forma unânime pelos juízes Luigi Fumagalli, Jeffrey G. Benz e James Robert Reid.

"O tribunal confirmou que atletas russos estão impedidos de ser nomeados para o evento", indicou a corte. A decisão foi aplaudida pela IAAF. "A corte apoiou nossa posição contra o doping", disse a entidade. Mas seu presidente, Sebastian Coe, admitiu o gosto amargo em expulsar uma das principais potências olímpicas da competição.

"Esse não é um dia para declarações triunfantes. Não vim a esse esporte para impedir atletas em competições", disse. "Para além do Rio, vamos trabalhar para criar um ambiente seguro para os atletas para que possam voltar às competições internacionais", declarou Coe.

PRECEDENTE

Se a decisão já seria um golpe duro contra os russos, analistas apontam que o veredicto da corte pode abrir caminho para uma suspensão ainda maior. A Wada pediu que o COI impeça que todos os atletas russos estejam no Rio, depois que um informe nesta semana revelou que mais de 20 modalidades esportivas foram afetadas por um esquema doping com a participação direta do governo de Moscou.

Pressionado, o COI anunciou que iria avaliar a questão. Mas que primeiro iria aguardar para ver qual seria a decisão da CAS relativa ao atletismo. O temor da entidade era de que uma suspensão generalizada fosse considerada ilegal, tendo de reverter depois a decisão.

Com o sinal verde da corte, a pressão cresce para que o COI siga a mesma posição em todos os demais esportes. Na quarta-feira pela noite, o presidente do COI, Thomas Bach, recebeu uma carta assinada por 14 potências olímpicas pedindo que a Rússia fosse excluída do Rio. Uma decisão final sairá a partir de domingo.

Escândalo de doping chega ao futebol e pressiona Fifa

O escândalo de doping organizado pelo governo da Rússia chega até o futebol, coloca sérias dúvidas sobre os organizadores da Copa do Mundo de 2018 e joga por terra o discurso da Fifa de que o doping no esporte mais popular do mundo não é relevante.

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S.Paulo e que foram usados no relatório da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) apontam que, entre 2011 e 2016, pelo menos 13 jogadores pegos em testes de doping na Rússia foram protegidos e seus exames foram trocados por testes limpos.

De acordo com os documentos, o esquema no futebol foi coordenado pelo próprio ministro dos Esportes, Vitaly Mutko, que é um dos membros do Conselho da Fifa, além de acumular a função de organizador da Copa do Mundo de 2018 e de presidente da Federação Russa de Futebol.

A revelação coloca pressão sobre a Fifa. A entidade garante que irá examinar a situação, mas, até que os documentos da Wada sejam transmitidos, nenhum processo será aberto.

A Fifa afirmou que não seria direcionada a ela uma ordem do Comitê Olímpico Internacional (COI) para que todas as federações esportivas retirem a Rússia de torneios internacionais. Em 2017, o país será a sede da Copa das Confederações e, em 2018, a Copa do Mundo.

Em mais de 100 páginas do documento da Wada, Vitaly Mutko é citado em mais de 20 vezes. Mas, para o presidente Vladimir Putin, não há motivo para suspendê-lo. “Mutko não é mencionado como autor”, disse o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov. Velho aliado de Putin, Mutko ajudou o atual presidente a organizar o primeiro evento internacional (Jogos da Boa Vontade) após o fim da União Soviética, em 1994.

Comentário

No início da noite de ontem (19), na BR 467, equipes da PRF abordaram um ônibus de uma banda de música com sede na cidade de Medianeira/PR.

Com o auxílio de dois cães farejadores da PRF, foram localizados no fundo do ônibus, embaixo dos equipamentos da banda, diversos fardos de maconha totalizando 1498 Kg.

A banda realizou um um show na cidade de Maracaju e estava retornando para Medianeira. Porém é provável que o destino final da droga seria Santa Catarina, já que a banda teria shows marcados naquele Estado.

Os seis integrantes da banda foram presos. O motorista do ônibus é o dono da banda, segundo a Polícia Civil.

Comentário

Moxie Marlinspike explica que só o destinatário pode acessar conteúdo da mensagem

Moxie Marlinspike é um sujeito sui generis. Na adolescência, era um ávido programador mais interessado em descobrir falhas em códigos que em criar softwares. Hoje, é reconhecido como um dos maiores nomes do mercado de segurança cibernética. Fundou sua primeira companhia, a Whisper Systems, em 2009, adquirida pelo Twitter dois anos depois. Deixou a plataforma de microblogging em 2013 para fundar a Open Whisper Systems, parceira do WhatsApp na implantação da criptografia ponta a ponta para um bilhão de usuários em todo o mundo.

Misterioso, Marlinspike revela pouco sobre sua vida pessoal. Seu nome de nascimento, aliás, não é esse. Sua idade também é um segredo. Tamanho cuidado é importante para o criador de uma ferramenta de segurança tão odiada por agências de segurança e tribunais de vários países. A criptografia ponta a ponta já foi alvo de críticas do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e do presidente americano, Barack Obama. Esta semana, esteve no meio do controverso bloqueio do WhatsApp no Brasil.

Misto de empreendedor com ativista, Marlinspike afirma que sua empresa “não é para ganhar dinheiro”. A start-up criou o aplicativo de mensagens Signal, recomendado por Edward Snowden, mas ofereceu o seu diferencial para o WhatsApp. “Não é um competidor, é um parceiro em potencial”, diz o especialista em segurança.

Em entrevista ao GLOBO, Marlinspike explica que o protocolo criptográfico implantado no WhatsApp faz com que apenas o destinatário pretendido tenha capacidade de ler o conteúdo das mensagens: “Nem o WhatsApp, nem hackers, nem governos, nem as operadoras de telefonia”. Ele reconhece que sua criação pode ter enfurecido agentes da lei, mas ressalta que não era essa a intenção.

— Eu não acredito que companhias como Apple e WhatsApp estejam implementando a criptografia para frustar governos. Elas o fazem para proteger os dados dos usuários — diz Marlinspike. — Parece que, no Brasil, o juiz e os agentes da lei apenas não entendem como isso funciona e não há nada que o WhatsApp possa fazer. Eles podem bloquear o WhatsApp pelo tempo que quiserem, que o WhatsApp não vai poder fornecer informações que eles não têm.

Como funcionou a parceria entre a Open Whisper Systems e o WhatsApp?

Nós os ajudamos a implementar o protocolo de criptografia ponta a ponta que nós desenvolvemos para o nosso aplicativo, o Signal.

Como esse protocolo funciona?

Ele faz com que mensagens enviadas pelo WhatsApp somente possam ser lidas pelo destinatário pretendido.

Nem mesmo o WhatsApp tem acesso a essas mensagens?

Nem o WhatsApp, nem um hacker que ataque o WhatsApp, nem governos, nem operadoras de telefonia. Ninguém tem a capacidade de ler o conteúdo das mensagens além do destinatário. Isso é necessário para proteger as informações, garantindo que mesmo com um ataque hacker ou algum problema no tráfego dos dados, o conteúdo das mensagens esteja seguro.

Esse é o método mais seguro para os aplicativos de mensagem?

Sim. Existem duas formas de pensar a segurança. Uma é com foco no computador, que de alguma forma vamos conseguir garantir a segurança dos computadores, algo que as pessoas estão tentando há 30 anos. Se você tiver informações armazenadas em um computador, de alguma forma ela será comprometida. A outra forma é a segurança da informação, a que realmente funciona. Você não precisa focar tanto na segurança do computador, porque eles não possuem informações, apenas dados criptografados.

O que acontece se algum hacker conseguir interceptar a mensagem durante o tráfego dos dados?

Ele só terá acesso a um monte bytes sem sentido. Literalmente, ele não pode fazer nada. A única pessoa que pode descriptografar é o destinatário.

E se alguém hackear o telefone?

Aí, sim. Se alguém hackear o seu telefone e as mensagens estiverem salvas nele, ele poderá ter acesso a essa informação.

Qual a sua opinião sobre a disputa entre governos e agências de segurança contra empresas de tecnologia por causa da criptografia?

Eu não sei. O que eu sei é que essa é a única coisa que as companhias podem fazer para manter os dados dos usuários em segurança. Não apenas do governo, mas de todos os hackers. E eu acho bom que as companhias estejam decidindo fazer isso para alcançar a necessidade dos usuários.

Eu não acredito que companhias como Apple e WhatsApp estejam implementando a criptografia para frustar governos. Elas o fazem para proteger os dados dos usuários. Eu acredito que ninguém gostaria de ver todas as suas mensagens trocadas no WhatsApp tornadas públicas. E a criptografia é a única forma de prevenir que isso aconteça.

Outros aplicativos de mensagem que não têm criptografia ponta a ponta, muitas vezes armazenam todo o histórico de mensagens em um servidor que está conectado com a internet. É inevitável que esse servidor possa ser hackeado ou comprometido. Se isso acontecer, existe a chance de que todas as mensagens trocadas por todos os usuários se tornem públicas. Então, companhias como Apple e WhatsApp querem evitar esse cenário.

O WhatsApp não armazena as mensagens em servidores?

Não.

Nem mesmo os metadados?

Eles têm a possibilidade de acessar esses dados. Não existe nada na criptografia que previna o WhatsApp de saber que você mandou uma mensagem para mim, ela apenas previne que eles saibam qual era o conteúdo da mensagem. Mas eu acho que as politicas de privacidade também dizem que eles não armazenam os metadados.

Nos EUA, existem críticas às ferramentas de segurança como a criptografia, mas, de certa forma, parcelas do governo apoiam para o uso em outros países, não é?

Muitas pessoas no governo americano reconhecem que essas ferramentas de segurança são, em última análise, benéficas para a segurança nacional. É por causa delas que funcionários dentro do governo podem se comunicar sem que ninguém seja capaz de monitorá-los. Parece que, no Brasil, o juiz e os agentes da lei apenas não entendem como isso funciona e não há nada que o WhatsApp possa fazer.

Eles podem bloquear o WhatsApp pelo tempo que quiserem, que o WhatsApp não vai poder fornecer informações que eles não têm.

Sobre o Signal, é verdade que o aplicativo é usado pelo Edward Snowden?

Sim (risos). Eu conheci o Snowden em dezembro e ele realmente usa o Signal.

Você criou um Signal, um aplicativo de mensagens similar ao WhatsApp, mas mais seguro. Depois implementou essa tecnologia segura no WhatsApp, perdendo uma vantagem competitiva. Por que?

Eu não diria que sou um ativista, mas a Open Whisper Systems não é um negócio para ganhar dinheiro, o que nós queremos é tornar a criptografia ponta a ponta mais acessível possível. Nós não vemos o WhatsApp ou outro aplicativo de mensagens como competidor, nós os vemos como parceiros em potencial. Eu não estou tentando vencer. O nosso objetivo não é ter um aplicativo de mensagem popular, é propagar ao máximo a tecnologia. Por ajudar na implantação da tecnologia no WhatsApp, um bilhão de usuários ativos mensais estão usando a criptografia ponta a ponta.

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Imóveis, veículos e valores depositados em contas bancárias, tudo que pertence ao ex-governador André Puccinelli (PMDB) está bloqueado pela Justiça Federal. Hoje a defesa dele teve acesso aos detalhes da decisão do processo que corre na 3ª Vara da Justiça Federal e estuda quais medidas serão tomadas.

Responsável pela defesa de Puccinelli, o advogado René Siufi disse ao Portal Correio do Estado que a ação é sigilosa e por isso nenhum detalhe pode ser repassado à imprensa, no entanto, o defensor confirmou que tudo que está em nome do ex-governador foi bloqueado.

O bloqueio é consequência de investigação da Polícia Federal que apura envolvimento de André em lavagem de dinheiro. A suspeita é que seja a mesma investigação que culminou na Operação Lama Asfáltica e em outras fases, entre elas a Fazendas de Lama, em maio passado, quando o ex-governador prestou depoimento à polícia.

A reportagem apurou que Puccinelli não está em Campo Grande, ele viajou na manhã de hoje para São Paulo.

INVESTIGAÇÃO

A segunda fase da Operação Lama Asfáltica, desencadeada no dia 9 de maio, cumpriu 15 mandados de prisão temporária, 28 de busca e apreensão e 24 de sequestros de bens de pessoas investigadas em Campo Grande e Rio Negro, e ainda, nos estados do Paraná e São Paulo.

A ação policial contou com 201 policiais federais, 25 da Controladoria Geral da União e 44 da Receita Federal. Além de Mato Grosso do Sul, outros alvos da operação são as cidades Curitiba e Maringá (PR) e Presidente Prudente e Tanabi (SP).

Na primeira a fase da Operação Lama Asfáltica, cujas investigações se iniciaram em 2013, foi constatada a existência de grupo que, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros, superfaturam obras contratadas com a administração pública, mediante a prática de corrupção de servidores públicos e fraudes a licitações, ocasionando desvios de recursos públicos.

A organização criminosa atua no ramo de pavimentação de rodovias, construções e prestações de serviços nas áreas de informática e gráfica. Os contratos sob investigação envolvem mais de R$ 2 bilhões.

Comentário

A 3ª Vara da Justiça Federal bloqueou bens do ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).

A informação foi confirmada ontem (19) pelo advogado René Siufi, que defende André. Investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro teria motivado o bloqueio, segundo o advogado.

Siufi já pediu cópia do pedido de bloqueio para a 3ª Vara Federal, a mesma em que tramita toda a Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal e sua segunda fase, a Fazendas de Lama. “Vou me inteirar melhor sobre esta decisão nesta quarta-feira”, informou ontem o advogado de Puccinelli.

Foi nesta última operação, desencadeada no 10 de maio deste ano, que André Puccinelli teve de prestar depoimento à Polícia Federal.

*Leia reportagem, de Eduardo Miranda e Milena Crestani, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

Comentário

Segundo a magistrada, o Facebook, dono do app, não forneceu informações solicitadas pela justiça sobre conversas de pessoas sob investigação. No entanto, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, acolheu um recurso do PPS para que a suspensão do serviço fosse revogada.

De acordo com o Partido Popular Socialista, as decisões que bloqueiam o WhatsApp são desproporcionais, já que afetam o direito de comunicação dos consumidores. O Facebook alegava que não podia entregar dados sobre mensagens porque elas são criptografadas.

Essa foi a terceira suspensão imposta ao aplicativo no Brasil pelo mesmo motivo. A primeira ocorreu em dezembro de 2015, por decisão da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo (SP). Já a segunda foi em maio de 2016, após determinação de um juiz da Vara Criminal de Lagarto (SE).

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