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Segunda, 07 Agosto 2017 11:17

Militares da Venezuela exigem a formação imediata de um governo de transição no país

Escrito por G1
Grupo de militares da Venezuela aparece em vídeo em que anuncia rebelião contra 'tirania assassina' de Maduro Grupo de militares da Venezuela aparece em vídeo em que anuncia rebelião contra 'tirania assassina' de Maduro Operation David Carabobo/Handout via REUTERS

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse no domingo (6) que o ataque a uma base militar perto da cidade de Valência foi cometido por um grupo de cerca de 20 "mercenários", e que dois deles foram mortos pelas forças militares.

O presidente também garantiu que os combatentes anti-governo vão ser condenados à "pena máxima", sem especificar do que se trata. Dos 20 combatentes, dois foram mortos, um ferido, sete capturados e 10 escaparam. "Nós sabemos para onde eles estão indo, e todos os nossos militares e forças policiais estão deslocados", comentou.

Ainda segundo o relato do presidente, os 20 homens entraram na base e conseguiram acesssar o depósito de armas, mas em seguida um alarme alertou para a invasão. Durante a fuga, algumas armas foram roubadas.

Um homem que se identificou como Juan Carlos Caguaripano, ex-capitão da Guarda Nacional, anunciou a rebelião em um vídeo, na manhã de domingo: "Exigimos a formação imediata de um governo de transição". Ele estava rodeado por uma dúzia de homens com uniformes militares.

"Isso não é um golpe de Estado", afirmou o homem. "Esta é uma ação cívica e militar para restabelecer a ordem constitucional".

Uma testemunha na área de uma base militar na cidade de Naguanagua informou ter ouvido tiros antes do amanhecer, mas autoridades venezuelanas afirmaram ter controlado a situação.

Dezenas de pessoas se manifestaram em apoio ao grupo de militares que se rebelou. O ato começou após a notícia da invasão do quartel. Os primeiros manifestantes começaram a pedir a pedestres que passavam pelas imediações da base para que se unissem a eles. Os participantes foram dispersados pelas forças de segurança enquanto cantavam o hino nacional e gritavam palavras de apoio aos militares insurgentes.

Repercussão Internacional

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou que "ações urgentes" devem ser tomadas na Venezuela, para impedir que a situação política no país se deteriore ainda mais. Por meio do seu porta-voz, a líder britânica pediu que o país sul-americano respeite a democracia e os direitos humanos.

Cerca de 120 pessoas foram mortas durante quatro meses de protestos contra o governo. "É uma tragédia que tantas pessoas tenham perdido suas vidas nos protestos da Venezuela. Estamos certos de que medidas urgentes devem ser tomadas, para impedir que a situação fique ainda pior".

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