Timber by EMSIEN-3 LTD
Redação Douranews

Redação Douranews

Os servidores públicos do Município de Dourados também poderão se beneficiar, a partir de agora, da modalidade de consignação em folha, um empréstimo pessoal com pagamento das parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento. Além disso, poderão ter acesso a todas as soluções financeiras oferecidas pela instituição financeira cooperativa Sicredi.

Esse foi o resultado de encontro, realizado na Prefeitura de Dourados, entre o vice-presidente da cooperativa, Edilson Lanzarini e o diretor executivo da Sicredi Centro-Sul MS, Giorgio Martins Bonato, com os secretários João Fava (Fazenda), Elaine Trota (Administração), Upiran Gonçalves (Educação), Patrícia Bulcão (Governo) e o chefe da PGM (Procuradoria Geral do Município), Sérgio Henrique Martins de Araújo.

Os diretores da Sicredi mostraram as vantagens desse sistema, orientando no sentido de que o servidor só vai precisar se associar com a cooperativa de crédito, formalizando a abertura de conta corrente [é preciso apresentar documento de identificação com foto, CPF, comprovante de residência atualizado, comprovante de renda - holerite ou declaração de imposto de renda, e, caso seja casado, a certidão de casamento ou comprovação do regime de casamento e cópias de documento de identificação e CPF do cônjuge] para, a partir daí, usufruir do programa.

Giorgio Martins Bonato disse que essa é mais uma solução que a Cooperativa oferece para ajudar os associados a tirar os planos do papel. "É uma oportunidade de terem acesso ao cooperativismo e ao crédito consignado, com taxas favoráveis e de um jeito descomplicado. Além disso, ao ser um associado, o servidor passa a ser dono da instituição financeira cooperativa e participa dos resultados gerados de forma coletiva", afirmou.

A secretária municipal de Administração está encaminhando, junto ao setor de Recursos Humanos da Prefeitura, levantamentos complementares para facilitar o acesso do servidor a essa modalidade de crédito. “A proposta é boa, com taxas estimulantes e as condições que certamente vão facilitar para o servidor”, raciocinou Elaine.

Comentário

O vereador Sergio Nogueira (PSDB) avaliou como positiva as discussões realizadas na quarta-feira (19), durante o simpósio e seminário de promoção à vida e prevenção ao suicídio, realizados no Plenário Weimar Torres da Câmara de Dourados. Os eventos fazem parte da campanha em alusão ao Setembro Amarelo.

Durante a abertura do evento, Sergio Nogueira ressaltou a relevância da discussão sobre a prevenção ao suicídio, por conta do crescente número de casos ocorridos no Brasil, principalmente em Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2017 o suicídio foi a quarta maior causa de mortes entre homens jovens.

“Nós conseguimos reunir vários profissionais da saúde, psicólogos, diretores e coordenadores escolares e até adolescentes para somar a nossa discussão. Acredito que trará resultados positivos para todos. É um passo a mais no combate ao suicídio”, comentou o vereador.

Ele ainda apontou, durante discurso, que tem esperança de que um dia as mortes ocasionadas pela depressão não sejam apenas estatísticas, onde as pessoas se sintam impotentes, mas que todos aprendam uns com os outros, com empatia, ajudando ao próximo.

“Precisamos nos unir para que estes casos não aconteçam mais, principalmente em nosso município. Queremos que o Setembro Amarelo não sirva tão somente como reflexão, mas que as ações não parem no dia 30 e que nossa preocupação continue nos outros meses do ano”, completou Sergio.

O evento contou com quatro palestras, sendo duas em cada evento. O capitão do Corpo de Bombeiros, Edilson dos Reis, falou sobre "métodos e formas de prevenção ao suicídio" e "Lei Setembro Amarelo e o plano estadual e municipal de promoção à vida e prevenção ao suicídio do MS".

A psicóloga Paola Nogueira e o acadêmico de psicologia Sandro Toledo participaram do seminário, trazendo os temas "Autolesão, ideação suicida, violação dos direitos e rede de atendimento: como proceder dentro do ambiente escolar?" e "biologia dos transtornos e a relação com o suicídio", respectivamente.

Caminhada

Dentro da programação do Setembro Amarelo, acontece no dia 29, a partir das 8 horas, a Caminhada Pela Vida, saindo da Igreja São José, localizada na Marcelino Pires, esquina com a rua Floriano Peixoto e concentração na Praça Antônio João, com a participação da Banda da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e de autoridades civis e eclesiásticas para reflexões alusivas ao mês. (Com assessoria)

Comentário

Candidato à reeleição, o senador Waldemir Moka (MDB) aparece entre os 100 melhores parlamentares do país pelo quarto ano seguido, de acordo com estudo divulgado esta semana pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). A entidade acompanha o trabalho dos 81 senadores e 513 deputados há 25 anos.

Moka ficou novamente entre “Os Cabeças do Congresso” por sua capacidade de articulação, firmeza e diálogo. Essas qualidades, por exemplo, levaram o sul-mato-grossense a ser escolhido para ocupar um dos cargos mais importantes do país, o de relator-geral do Orçamento da União de 2019.

Nesta semana, a Organização Não Governamental Ranking dos Políticos colocou Moka como o melhor entre os 11 parlamentares de Mato Grosso do Sul. Em 2016, essa mesma ONG escolheu o sul-mato-grossense como o terceiro melhor parlamentar entre os 81 senadores e 513 deputados federais.

De acordo com o Diap, para fazer parte dos “Cabeças” o parlamentar precisa se diferenciar dos demais pelo exercício de todas ou algumas das qualidades e habilidades descritas. Entre os atributos que caracterizam um protagonista do processo legislativo, a entidade destaca a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações de ideias.

Entre os 100 parlamentares mais influentes no Congresso, 65 são deputados e 35, senadores.

Colecionador

Em sete anos de mandato, o senador Moka virou um colecionador de prêmios pela atuação em Brasília. Em 2011, no primeiro ano de mandato, o sul-mato-grossense ficou em terceiro lugar entre os 81 senadores, segundo levantamento realizado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Nos três anos seguintes, ele se manteve entre os dez primeiros.

Em 2015, fez parte pela primeira vez da lista dos “Cabeças” do Congresso, elaborado pelo Diap, desempenho que se manteve nos três anos seguintes (2016, 2017 e 2018).

Em 2016, na estreia de um estudo realizado pela ONG Ranking dos Políticos, Moka foi considerado o terceiro melhor parlamentar do Brasil entre 594 senadores e deputados federais. No mês passado, mais um prêmio. O site Congresso em Foco entregou ao emedebista o prêmio “Destaque em defesa da agricultura brasileira”.

Comentário

O Imam (Instituto do Meio Ambiente) procedeu nesta sexta-feira (21) com duas atividades alusivas ao Dia da Árvore, comemorado nesta data por anteceder o início da Primavera no hemisfério sul do planeta, que, dependendo do ano, pode ocorrer entre os dias 22 e 23 de setembro.

Uma das atividades realizada pelas equipes do Imam e que segue ocorrendo até terça-feira (25) é o plantio de 80 espécies nativas às margens do córrego Rego D’Água, no Parque Primo Fioravante Vicente, fruto de parceria com a PMA (Polícia Militar Ambiental) e acadêmicos de Gestão Ambiental da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).

“Neste caso específico, o plantio visa à fixação de solo nas margens do curso d’água, impedindo o assoreamento e a erosão, e permitindo melhoria na qualidade da água. As árvores são fundamentais para o meio ambiente e para todos nós”, disse a educadora ambiental Deisy Claro Duarte.

A outra atividade aconteceu com o apoio do Supermercado Abevê. Foram doadas 50 mudas de espécies nativas e frutíferas para a comunidade do Parque do Lago.

Segundo o Imam, em oito meses já foram doadas mais de 8.500 mudas, superando as doações de todo o ano de 2017. Quem precisar de mudas deve comparecer ao Imam com documentação pessoal, e se tiver comprovação de pagamento do IPTU, pode levar até três unidades.

Comentário

O jornal Correio do Estado publica resultado de pesquisa estimulada que aponta o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) liderando a corrida eleitoral e com chances, segundo os números contratados junto ao instituto Ipems, de vencer no primeiro turno. Ele teria hoje 42,94% das intenções de voto no levantamento realizado com 1.500 eleitores, em 40 municípios de Mato Grosso do Sul.

O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) aparece em segundo lugar, com 29,35%, seguido pelo deputado estadual Junior Mochi (MDB), com 7,77%. Humberto Amaducci (PT) tem 4,76%; Marcelo Bluma (PV) aparece com 2,62%; e João Alfredo (PSOL) é o último; com 0,72%. Votos brancos, nulos, nenhum dos candidatos, indecisos ou não responderam totalizam 11,84%.

A soma total das intenções de votos dos demais candidatos é de 45,22%, contra 42,94% de Azambuja, segundo o resumo feito pelo jornal. Para vencer a disputa no primeiro turno, o governador precisa conquistar, pelo menos, mais 2 pontos porcentuais. Seria vitória apertada. Hoje, a diferença dele em relação à soma dos votos dos rivais é 2,28 pontos porcentuais, enquanto a margem de erro é de 2,53 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre o resultado total da amostragem. O grau de acerto da pesquisa é de 95%.

Conforme analisa o jornalista Adilson Trindade, autor da reportagem para o Correio, o desempenho de Azambuja nesta pesquisa do Ipems mostra ainda não ter havido estragos na imagem dele com a Operação Vostok, da Polícia Federal, que levou 14 pessoas à prisão, incluindo o filho Rodrigo, pecuaristas, o deputado estadual Zé Teixeira e o conselheiro do Tribunal de Contas, ex-deputado Márcio Monteiro.

A pesquisa foi realizada no período de 16 a 20 deste mês, com 1.500 eleitores, em 40 municípios. Ela foi registrada sob o número MS 07532/2018 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), conforme dispõe a Resolução do TSE nº 23.549/2017/Eleições 2018.

Comentário

Abertas nesta sexta-feira (21), as inscrições no concurso público para técnicos-administrativos do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) oferecem 23 vagas para cargos de nível superior e 20 para cargos de nível médio, de acordo com o edital de abertura do certame publicado pela Central de Seleção. O prazo vai até o dia 14 de outubro.

As opções para cargos de nível superior, de acordo com o edital, são: Administrador, Contador, Engenheiro Civil, Médico/Psiquiatra, Pedagogo, Técnico em Assuntos Educacionais, Tecnólogo em Gestão Pública e Tecnólogo em Gestão de Finanças. Para o nível médio, os cargos previstos no edital são: Assistente em Administração, Técnicos em Agropecuária, Contabilidade, Edificações e Tecnologia da Informação, e Técnicos de Laboratório, nas áreas de Agropecuária, Biologia, Eletrotécnica e Mecânica.

VEJA DETALHES AQUI

Como as provas serão aplicadas em períodos diferentes (manhã e tarde), os candidatos poderão optar em concorrer a um cargo de nível superior e a um de nível médio, caso atendam aos requisitos para os cargos. As taxas de inscrição são de R$ 130 (superior) e R$ 90 (médio), e poderão ser pagas até 15 de outubro, exclusivamente nas agências do Banco do Brasil.

Cargos e salários

A carga horária de trabalho é de 40 horas semanais, com exceção da vaga para Médico/Psiquiatra, que é de 20 horas por semana. A jornada de trabalho poderá ocorrer durante o turno diurno e/ou noturno, de segunda a sábado, de acordo com as especificidades do cargo e as necessidades do IFMS.

A remuneração inicial é de R$ 4.638,66 para os cargos de nível superior e de R$ 2.904,96 para os de nível médio, já incluso o valor do auxílio-alimentação. O servidor poderá ter benefícios como auxílios transporte e pré-escolar, assistência à saúde suplementar, incentivo à qualificação e outros, de acordo com a legislação vigente.

A prova, objetiva de caráter classificatório e eliminatório, composta de 50 questões de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Informática, Legislação e Conhecimentos Específicos, deverá ser aplicada no dia 20 de janeiro de 2019, exclusivamente em Campo Grande, no período da manhã para todos os cargos de nível médio, e à tarde para os de nível superior. A homologação do resultado final está prevista para março de 2019.

A escolha da unidade de lotação pelo candidato aprovado dependerá da sua classificação no concurso e da opção que fizer quando for convocado para o provimento do cargo. O IFMS possui campi nos municípios de Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

Comentário

Um homem de 37 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (20), na rodovia BR 262, que corta a cidade de Três Lagoas, na região leste do Estado, com drogas, armas e munições. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o suspeito foi abordado em uma fiscalização.

No caminhão que ele conduzia foi encontrado uma tonelada de maconha em um fundo falso. De acordo com a PRF, o homem também estava com 992 munições de calibre 9mm, uma pistola e um revólver. As armas eram de fabricação argentina.

Durante a abordagem, os militares verificaram que o suspeito já havia sido preso, por receptação, em Ponta Porã, no dia 12 deste mês e em seguida liberado. Agora, vai responder pelos crimes de tráfico de drogas e porte ilegal de arma, como reincidente.

Comentário

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) divulgou extensa carta na noite desta quinta-feira (20) direcionada aos eleitores, na qual pede serenidade e prega união entre partidos para que o futuro presidente promova os ajustes necessários para evitar uma "crise econômica ainda mais profunda".

"Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo", diz o ex-presidente na abertura da carta, referindo-se às eleições que ocorrem em outubro.

Veja a íntegra da carta que FHC divulgou no perfil social que mantém no Facebook:

Carta aos eleitores e eleitoras

Em poucas semanas escolheremos os candidatos que passarão ao segundo turno. Em minha já longa vida recordo-me de poucos momentos tão decisivos para o futuro do Brasil em que as soluções dos grandes desafios dependeram do povo. Que hoje dependam, é mérito do próprio povo e de dirigentes políticos que lutaram contra o autoritarismo nas ruas e no Congresso e criaram as condições para a promulgação, há trinta anos, da Constituição que nos rege.

Em plena vigência do estado de direito nosso primeiro compromisso há de ser com a continuidade da democracia. Ganhe quem ganhar, o povo terá decidido soberanamente o vencedor e ponto final.

A democracia para mim é um valor pétreo. Mas ela não opera no vazio. Em poucas ocasiões vi condições políticas e sociais tão desafiadoras quanto as atuais. Fui ministro de um governo fruto de outro impeachment, processo sempre traumático. Na época, a inflação beirava 1000 por cento ao ano. O presidente Itamar Franco percebeu que a coesão política era essencial para enfrentar os problemas. Formou um ministério com políticos de vários partidos, incluída a oposição ao seu governo, tal era sua angústia com o possível despedaçamento do país. Com meu apoio e de muitas outras pessoas, lançou-se a estabilizar a economia. Criara as bases políticas para tanto.

Agora, a fragmentação social e política é maior ainda. Tanto porque as economias contemporâneas criam novas ocupações, mas destroem muitas outras, gerando angústia e medo do futuro, como porque as conexões entre as pessoas se multiplicaram. Ao lado das mídias tradicionais, as “mídias sociais” permitem a cada pessoa participar diretamente da rede de informações (verdadeiras e falsas) que formam a opinião pública. Sem mídia livre não há democracia.

Mudanças bruscas de escolhas eleitorais são possíveis, para o bem ou para o mal, a depender da ação de cada um de nós.

Nas escolhas que faremos o pano de fundo é sombrio. Desatinos de política econômica, herdados pelo atual governo, levaram a uma situação na qual há cerca de treze milhões de desempregados e um déficit público acumulado, sem contar os juros, de quase R$ 400 bilhões só nos últimos quatro anos, aos quais se somarão mais de R$ 100 bilhões em 2018. Essa sequência de déficits primários levou a dívida pública do governo federal a quase R$ 4 trilhões e a dívida pública total a mais de R$ 5 trilhões, cerca de 80% do PIB este ano, a despeito da redução da taxa de juros básica nos últimos dois anos. A situação fiscal da União é precária e a de vários Estados, dramática.

Como o novo governo terá gastos obrigatórios (principalmente salários do funcionalismo e benefícios da previdência) que já consomem cerca de 80% das receitas da União, além de uma conta de juros estimada em R$ 380 bilhões em 2019, o quadro fiscal da União tende a se agravar. O agravamento colocará em perigo o controle da inflação e forçará a elevação da taxa de juros. Sem a reversão desse círculo vicioso o país, mais cedo que tarde, mergulhará em uma crise econômica ainda mais profunda.

Diante de tão dramática situação, os candidatos à Presidência deveriam se recordar do que prometeu Churchill aos ingleses na guerra: sangue, suor e lágrimas. Poucos têm coragem e condição política para isso. No geral, acenam com promessas que não se realizarão com soluções simplistas, que não resolvem as questões desafiadoras. É necessária uma clara definição de rumo, a começar pelo compromisso com o ajuste inadiável das contas públicas. São medidas que exigem explicação ao povo e tempo para que seus benefícios sejam sentidos. A primeira dessas medidas é uma lei da Previdência que elimine privilégios e assegure o equilíbrio do sistema em face do envelhecimento da população brasileira. A fixação de idades mínimas para a aposentadoria é inadiável. Ou os homens públicos em geral e os candidatos em particular dizem a verdade e mostram a insensatez das promessas enganadoras ou, ganhe quem ganhar, o pião continuará a girar sem sair do lugar, sobre um terreno que está afundando.

Ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política.

Os partidos têm responsabilidade nessa crise. Nos últimos anos, lançaram-se com voracidade crescente ao butim do Estado, enredando-se na corrupção, não apenas individual, mas institucional: nomeando agentes políticos para, em conivência com chefes de empresas, privadas e públicas, desviarem recursos para os cofres partidários e suas campanhas. É um fato a desmoralização do sistema político inteiro, mesmo que nem todos hajam participado da sanha devastadora de recursos públicos. A proliferação dos partidos (mais de 20 na Câmara Federal e muitos outros na fila para serem registrados) acelerou o “dá-cá, toma-lá” e levou de roldão o sistema eleitoral-partidário que montamos na Constituição de 1988. Ou se restabelece a confiança nos partidos e na política ou nada de duradouro será feito.

É neste quadro preocupante que se vê a radicalização dos sentimentos políticos. A gravidade de uma facada com intenções assassinas haver ferido o candidato que está à frente nas pesquisas eleitorais deveria servir como um grito de alerta: basta de pregar o ódio, tantas vezes estimulado pela própria vítima do atentado. O fato de ser este o candidato à frente das pesquisas e ter ele como principal opositor quem representa um líder preso por acusações de corrupção mostra o ponto a que chegamos.

Ainda há tempo para deter a marcha da insensatez. Como nas Diretas-já, não é o partidarismo, nem muito menos o personalismo, que devolverá rumo ao desenvolvimento social e econômico. É preciso revalorizar a virtude da tolerância à política, requisito para que a democracia funcione. Qualquer dos polos da radicalização atual que seja vencedor terá enormes dificuldades para obter a coesão nacional suficiente e necessária para adoção das medidas que levem à superação da crise. As promessas que têm sido feitas são irrealizáveis. As demandas do povo se transformarão em insatisfação ainda maior, num quadro de violência crescente e expansão do crime organizado.

Sem que haja escolha de uma liderança serena que saiba ouvir, que seja honesto, que tenha experiência e capacidade política para pacificar e governar o país; sem que a sociedade civil volte a atuar como tal e não como massa de manobra de partidos; sem que os candidatos que não apostam em soluções extremas se reúnam e decidam apoiar quem melhores condições de êxito eleitoral tiver, a crise tenderá certamente a se agravar. Os maiores interessados nesse encontro e nessa convergência devem ser os próprios candidatos que não se aliam às visões radicais que opõem “eles” contra ”nós”.

Não é de estagnação econômica, regressão política e social que o Brasil precisa. Somos todos responsáveis para evitar esse descaminho. É hora de juntar forças e escolher bem, antes que os acontecimentos nos levem para uma perigosa radicalização. Pensemos no país e não apenas nos partidos, neste ou naquele candidato. Caso contrário, será impossível mudar para melhor a vida do povo. É isto o que está em jogo: o povo e o país. A Nação é o que importa neste momento decisivo.

Comentário

O horário de verão deste ano começa no dia 4 de novembro, um domingo, depois do segundo turno das eleições. A mudança foi determinada por decreto presidencial publicado no ano passado a pedido do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, quando era presidido pelo ministro Gilmar Mendes.

O motivo é a apuração dos votos das eleições 2018. O TSE desejava reduzir a diferença entre a apuração nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e a apuração no Nordeste, parte do Norte, e ainda no Acre e sudoeste do Amazonas, onde a diferença, com o horário de verão, chega a 3 horas do horário de Brasília.

Com isso, o período do horário de verão de 2018 e 2019 vai ter 15 dias a menos, terminando no terceiro domingo de fevereiro do próximo ano. Segundo balanço do ONS, o Operador Nacional do Sistema Elétrico, entre 2013 e 2016, o valor da economia com o horário de verão caiu de 405 milhões para 147 milhões de reais, uma redução de 63% na economia de energia elétrica.

O Ministério de Minas e Energia chegou a discutir o fim do horário de verão. O argumento é que o consumo não é mais tão influenciado pela luminosidade, mas pelo calor, com o aumento do consumo nos momentos mais quentes do dia, segundo divulga a Agência Brasil.

Comentário

Base da alimentação do brasileiro, o arroz e o feijão representam 38% do montante de alimentos jogado fora no país. O dado faz parte da pesquisa sobre hábitos de consumo e desperdício de alimentos, do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Embrapa (a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) com apoio da FGV (a Fundação Getúlio Vargas).

A pesquisa ouviu 1.764 famílias de diferentes classes sociais e de todas as regiões brasileiras. O ranking dos alimentos mais desperdiçados mostra arroz (22%), carne bovina (20%), feijão (16%) e frango (15%) com os maiores percentuais relativos ao total desperdiçado. “A grande surpresa foram as carnes aparecerem com um índice tão alto de desperdício, um produto de alto valor agregado, de alto valor nutricional e que é desperdiçado. E destaco ainda o leite, que é o quinto grande grupo mais jogado fora”, disse o professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, Carlos Eduardo Lourenço.

Os dados detalhados da pesquisa foram apresentados nesta quinta-feira (20) no Seminário Internacional Perdas e Desperdício de Alimentos em Cadeias Agroalimentares: Oportunidades para Políticas Públicas, na sede da Embrapa, em Brasília. No Brasil, a média de alimentos desperdiçados por domicílio é de 353 gramas por dia. Individualmente a média é de 114 gramas por dia.

Entre os motivos do desperdício apontados pelos pesquisadores está a busca pelo sabor e a preferência pela fartura dos consumidores brasileiros. O não aproveitamento das sobras das refeições é o principal fator para o descarte de arroz e feijão. “Essa busca pelo sabor e pelo frescor do alimento acaba tendo outro impacto que é o descarte de um excesso ou quando acontece algum evento que muda o planejamento da família”, disse Lourenço, explicando, entretanto que a culinária diversa e saborosa do brasileiro deve ser valorizada.

Como exemplo desses eventos, o professor da FGV cita o caso pesquisado de uma pessoa que, após um churrasco, acabou descartando quatro quilos de carne ou ainda o caso de quem salgou demais o feijão durante o cozimento e acabou jogando a panela toda fora, em vez de tentar recuperar o alimento, conforme reproduz reportagem do portal de notícias da Agência Brasil.

Comentário

Página 5 de 1062

Brasileirão - Rodada

Classificação

  • Unimed 38
  • kikao esquenta

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014
E-mail: douranews@douranews.com.br

Telefones Úteis

Horários de Vôos | Horários de Ônibus