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Sábado, 14 Setembro 2019 09:49

No mês do Educador Físico, com a palavra o professor Amauri Tetila Destaque

Escrito por Especial Douranews
Década de 80, Jogos Interclasses na quadra 'pedregosa' do Reis Veloso: epopéias de Amauri Tetila Década de 80, Jogos Interclasses na quadra 'pedregosa' do Reis Veloso: epopéias de Amauri Tetila Arquivo pessoal

Reconhecido com o Mérito Profissional em sessão solene da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, realizada no primeiro dia do mês dedicado aos trabalhadores da área, o professor Amauri Tetila, formado pela Escola de Educação Física de Presidente Prudente (SP) em 1975, depois pós-graduado e especializado em Administração e Organização Esportiva, é o destaque da área. Desde 1976 em Dourados, Amauri atuou como professor efetivo da Escola Estadual Reis Veloso até o ano de 1993.

Praticamente ‘fundador’ do Reis Veloso [a escola iniciou atividades em Dourados em 1973], Amauri Tetila foi treinador dos vários esportes, e também promoveu, em conjunto com o Centro Cívico, os Jogos Interclasses, amistosos com outras escolas, as Manhãs Domingueiras de Lazer, além de articular a preparação do Campo do Velosão, espaço em frente ao prédio da escola e que foi palco de inesquecíveis encontros dos peladeiros e dos times da várzea da cidade.

amauri tetila

Recebendo homeagem do ex-aluno do Reis Veloso, deputado Marçal Filho, em sessão da Assembleia

“Trabalhava com muitas dificuldades, pois a quadra era de cimento rústico, muito áspero, onde volta e meia um aluno deixava um corinho do joelho ou do dedão. Material esportivo para Educação Física, do governo, não existia, os professores faziam rifas e também coordenavam Festas Juninas, para adquirir bolas e outros materiais básicos para as aulas”, relembra. Além disso, o professor ainda era obrigado a ter equipes em treinamento e participar de todos os jogos organizados pela Prefeitura ou o Estado, “sem nenhuma remuneração para isso”.

Em 1977, convidado pela professora Lori Alice Gressler, então secretária de Educação, assumiu a Diretoria de Esportes do Município, com a incumbência de estruturar o lazer da cidade. Teve o privilégio de trabalhar com uma excelente equipe de professores, citando Gélio, Lázaro e Neli, posteriormente Ferigollo e Rubens Minaguti (o Bim), entre outros. “A cidade não possuía nenhuma praça esportiva, tinha somente a quadra da AABB e da Igreja do Relógio [a Presbiteriana central], ambas particulares, o que nos levou a idealizar vários projetos nesse sentido”.

Amauri ReisVeloso

Comandando a Seleção do Reis Veloso nos eventos oficiais organizados no extinto Ginásio do CAD

A partir do empenho de Amauri Tetila, e a nova mentalidade introduzida nas práticas esportivas da cidade, surgiram os projetos do CEPER (os Centros Poliesportivo e Recreativo), implantados nos quatro BNHs de Dourados; das quadras esportivas nos distritos; o Projeto Esportivo e Recreativo nos Parques Ambientais ‘Arnulpho Fioravante’ (da Rodoviária) e ‘Antenor Martins’ (do Parque do Lago) e ainda, já fora da administração pública, idealizou os projetos do Complexo Esportivo ‘Jorge Antônio Salomão’ (o Jorjão) e da Vila Olímpica Indígena, na aldeia Jaguapiru, a primeira do Brasil.

Vanguardista e dedicado, o homenageado do mês ainda influenciou e participou, diretamente, no desenvolvimento e realização dos Jogos Escolares em todas as categorias: Jogos da Primavera, Jogos Abertos, Campeonato Inter-Vilas de futebol, Colônias de Férias e da Maratona do Fogo, entre outras competições que projetaram Dourados. “Éramos poucos professores, mas todos com muita disposição para lecionar, treinar equipes, participar de jogos e ainda criar projetos, pensando na cidade a médio e longo prazo”.

43 anos depois

E hoje, depois de deixar as digitais em todas as boas iniciativas que marcaram a história do bom momento esportivo douradense, como Amauri Tetila encara a realidade esportiva?

- Apesar das duas Faculdades de Educação Física na cidade, e um número imenso de profissionais, vejo poucos fazendo algum trabalho de destaque nas escolas. Os jogos escolares estão ridículos, não causam nenhuma emoção, tem modalidade que não acontece por falta de equipes.

Isso tem justificativa?

- Talvez esse fato se dá devido à informatização. As crianças estão conectadas com o mundo virtual e não com o real, passam muito tempo nos celulares com uma infinidade de informações vazias e o tempo que havia disponível para o lazer vai se perdendo, não aprendem a socialização. Usávamos o lema ‘Vamos tirar as crianças da rua’, encaminhá-las para as atividades dirigidas. Hoje, nesse mundo virtual, dá para afirmar, sem medo de errar, que ‘precisamos, urgente, por as crianças pra rua’.

Oportunidades para isso existem. “Com o advento da internet, globalização, mundo virtual, surgiu um novo mercado muito promissor para a área do Educador Físico, como Personal Trainer, voltada para a reabilitação e fortalecimento físico. Devido ao sedentarismo, a obesidade está marcante em nossa sociedade. Muitas academias surgiram com os mais sofisticados métodos e equipamentos, procurando pessoal qualificado e tendo dificuldade de encontrá-los. Nossos jovens Educadores Físicos estão com a vida muito acelerada, estão vivendo o imediatismo, poucos estão plantando para colher mais à frente”, adverte.

Pra não deixar nada pra traz (mas ainda vai ficar, com certeza), Amauri Tetila também foi Membro Voluntário do Programa ‘Esporte para Todos’, do Governo Federal, presidente da ADS (Associação Douradense de Salonismo) por sete anos e diretor Esportivo e Cultural do SESI no Município.

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