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Segunda, 04 Dezembro 2017 09:53

Chapecoense se classifica para a Libertadores um ano após tragédia que matou 71 pessoas

Escrito por Correio do Estado
A Chapecoense venceu o Coritiba por 2 a 1 A Chapecoense venceu o Coritiba por 2 a 1 Divulgação

Um ano depois do acidente que matou 71 pessoas, entre seus membros da comissão técnica, dirigentes, atletas e outros, a Chapecoense venceu o Coritiba por 2 a 1, na Arena Índio Condá, neste domingo (3) e conseguiu, na última rodada do Brasileiro (38ª) a vaga para o pré-classificatório da Copa Libertadores no ano que vem.

O time de Santa Catarina ainda terminou na oitava posição da tabela, com a melhor campanha do returno.
A partida, que contou com homenagens às vítimas da tragédia, teve contornos dramáticos, com direito a um gol nos acréscimos, e o rebaixamento do time do Paraná. O Coritiba chegou a sair na frente, mas sofreu a virada e caiu para a Série B com a derrota -encerrou o torneio na 17ª posição, estacionado com 43 pontos.

Apesar de a Chapecoense iniciar a partida criando mais chances, foi o Coritiba que abriu o placar com um belo gol do atacante Kléber, o Gladiador. Ele acertou um forte chute da entrada da área adversária e colocou a bola no ângulo, sem chance de defesa para Jandrei. A partir daí, time do Paraná procurou manter a posse da bola, para manter a vantagem, trocando passes no campo de ataque.

A Chape respondeu ao revés no placar com outro golaço -dessa vez, porém, "não intencional". Elicarlos tentou alçar a bola na grande área e, fortuitamente, encobriu o goleiro Wilson, fazendo uma verdadeira pintura. Na comemoração, ele correu para abraçar o treinador Gilson Kleina e admitiu: "Foi sem querer." E ainda complementou na saída para o intervalo: "Fui cruzar na área, e graças a deus que aconteceu de a bola ir pro gol."

No segundo tempo, o Coritiba ainda teve com a atuação segura de Wilson, mesmo ele tendo sofrido dois gols. O jogador fez boas defesas e ajudou a conter a pressão do time da casa. O arqueiro chegou a dizer, durante o intervalo da partida, que "hoje é o jogo da nossa vida". Apesar do bom desempenho, não deu.

Um ano da tragédia

Jogadores e dirigentes da Chapecoense entraram em campo vestindo camisas com o nome das pessoas ligadas ao time que morreram no acidente aéreo, antes da final da Copa Sul-Americana, em Medellín, em 28 de novembro do ano passado. O voo LaMia 2933, que levava uma comissão de dirigentes e jogadores da equipe catarinense, além da tripulação e jornalistas, teve uma pane seca e caiu, deixando mortos e feridos.

Na apresentação do jogo neste domingo (3), crianças que acompanharam os atletas das duas equipes eram filhos dos que morreram na tragédia. Nas arquibancadas, a torcida também fez sua homenagem. Ergueu cartazes com o nome das vítimas e estendeu bandeiras da Colômbia pelo estádio, em agradecimento ao apoio dado após o ocorrido pelas autoridades do país e pela equipe do Atlético Nacional, que seria o adversário da Chapecoense na ocasião.

(Correio do Estado com informações da Folha Press)

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