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Sexta, 14 Abril 2017 14:40

Goleiro Bruno é hostilizado e diz ter sido atingido por vergalhão

Escrito por GloboEsporte
Bruno mostra barra de ferro para o árbitro Bruno mostra barra de ferro para o árbitro Alair Constantino/Dono do Apito

A primeira partida de Bruno fora de casa como titular no Boa Esporte não fugiu do esperado. Na noite de quarta-feira, contra Patrocinense, em Patrocínio (MG), o goleiro foi hostilizado no empate por 0 a 0 e provocado durante todo o jogo e relatou até ter sido atingido por uma barra de ferro atirada pelos torcedores.

"Só o Bruno viu"

A agressão teria acontecido aos 18 minutos do primeiro tempo. Dois minutos antes, o goleiro havia feito uma boa defesa em cabeçada do atacante Quilder. Logo depois, durante uma discussão envolvendo Bruno e diversos jogadores, o objeto foi atirado no gramado, acertando Bruno. Segundo relatou o repórter Lucas Papel, a Federação Mineira de Futebol (FMF) requisitou que o torcedor que arremessou a barra de ferro fosse identificado e retirado imediatamente da torcida.

A partida continuou normalmente e Bruno voltou a ser provocado diversas vezes, principalmente quando aparecia com uma defesa ou uma saída confusa do gol, como aconteceu no finalzinho do primeiro tempo. Os gritos contra o goleiro se repetiram quando ele caiu no gramado e precisou de atendimento médico, já na etapa final.

Após o jogo, o goleiro não deu entrevistas. Na súmula, o árbitro da partida, Émerson de Almeida Ferreira, relatou na súmula que Bruno entregou o objeto, mas disse não ter visto se ele foi atingido ou não.

Estreia e sequência

Bruno estreou com a camisa do Boa Esporte no último sábado, na primeira partida do Hexagonal Final do Módulo 2. O goleiro cometeu um pênalti, que resultou no gol de empate em 1 a 1. Nesta quarta-feira, na segunda rodada da fase decisiva, foi mantido como titular e deve continuar na posição até o fim do Mineiro, para que esteja preparado para a Série B do Campeonato Brasileiro, segundo o técnico Julinho Camargo.

Entenda o caso

Bruno foi preso em 2010 e condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. No fim de fevereiro, foi solto por determinação de uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que o jogador poderia aguardar em liberdade o julgamento do recurso que entrou em 2013. Ele pode voltar à prisão, caso o recurso seja negado em sessão no dia 19 de abril.

Última modificação em Sexta, 14 Abril 2017 13:14

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