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Segunda, 22 Novembro 2010 06:45

Paul McCartney agita 64 mil no show em São Paulo Destaque

Escrito por Redação Douranews, com Terra

Uma espera de dezessete anos terminou quando sir Paul McCartney subiu ao enorme palco montado no Estádio do Morumbi, em São Paulo, às 21h35 deste domingo (21). Os fãs paulistanos do ex-Beatle e quem veio à cidade para o show aguardavam ansiosos desde 1993, após a primeira passagem de Paul por São Paulo, quando ele tocou no Estádio do Pacaembu. A recepção ao músico não poderia ser mais calorosa. As canções do britânico foram cantadas em coro. "Eu queria que vocês cantassem essa música, mas você cantam todas de qualquer jeito", brincou antes de Ob-La-Di, Ob-La-Da em um dos vários momentos em que sua a voz e a do público soaram em uníssono.

Aos 67 anos, mas com a energia do garoto que fundou os Beatles com o amigo de infância John Lennon há cinquenta anos, Paul começou quebrando tudo com o rock pesado das músicas Venus and Mars/Rock Show e Jet, da sua carreira solo. E os gritos aumentaram quando anunciou a terceira música, e a primeira dos Beatles, All My Loving, cantada em uníssono pelo público. Ele emendou em outro clássico da ex-banda, Drive My Car, que provocou a catarse dos fãs de todas as idades que lotaram o Morumbi.

"Boa noite" Obrigado, paulistas!", disse ao público, em português, provocando mais gritos dignos do auge da "beatlemania" nos anos 60. Ao cantar My Love, dedicada ao grande amor Linda, que morreu em 1998, ele "gastou" o português. "Eu escrevi essa música para minha gatinha linda. Mas esta noite ela é para todos os namorados".

Neste primeiro bloco, o sorridente britânico optou por dar uma "segurada" nos hits óbvios dos Beatles e desfilou canções do Wings, que também tiveram sucesso em sua missão. A primeira sequência que já abalaria os fãs de Beatles veio com I've Just Seen a Face, And I Love Her - dançada por alguns casais na pista - e Blackbird, esta última tocada de forma simples, orgânica e bela pelo compositor. Por outro lado, os três telões gigantes e o sistema de iluminação posicionado ao redor de todas as arquibancadas mostravam a complexidade técnica envolvendo um espetáculo desse porte.

"É ótimo estar de volta ao Brasil, terra de música linda", falou no português tradicionalmente carregado. Paul foi prontamente respondido com mais um coro: "she loves you yeah yeah yeah". Sem perder tempo, respondeu: "I love you yeah yeah yeah", apontando para a plateia em êxtase.

A leve esfriada de Here Today (que foi dedicada a John Lennon), Dance Tonight e Mrs Vanderbilt rapidamente foi quebrada com Eleanor Rigby. Depois foi a vez de homenagear George Harrison, morto em 2001, com a canção Something, que ganhou uma introdução diferenciada, mas teve todos seus riffs marcantes lembrados com dignidade.

Após relembrar Band of the Run (do Wings), Back in the USSR e I've Got Feeling, tudo indicava que Paul já estava "cercado" por seus hits marcantes e que a apresentação se encaminha para a reta final.

A sequência infalível de Paperback Writer e A Day in the Life foi finalizada com Give Peace a Chance, cantada em coro e com uma bonita homenagem que encheu o Morumbi de bexigas brancas.

Sentado ao piano, a progressão de acordes de Let It Be também já foi suficente para emocionar muitos. Quem não se arrepiou nesse momento levou um susto na música seguinte. Em Live and Let Die, colunas de fogo, fumaça e muitos fogos de artifício atrás do palco "incendiaram" a apresentação com um final épico. Paul aproveitou para brincar que estava surdo com quantidade de explosões.

Após esse final apoteótico, o Morumbi viu o maior coro da noite: Hey Jude. O refrão, um dos mais conhecidos dos Beatles, foi cantado a plenos pulmões e estampou sorrisos pra lá de satisfeitos. "Agora vocês vão embora? Vocês precisam dormir", brincou o baixista, que recebeu um sonoro "não" do público.

Com o primeiro bis foramdo por Day Tripper, Lady Madonna e Get Back, McCartney deixou o palco por poucos segundos, mas retornou rapidamente com uma de suas composições mais conhecidas: Yesterday. Assim como Blackbird, a canção mostra sua força na simplicidade de sua melodia e execução sem cerimônias de seu criador.

Fechando com Helter Skelter e Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band/The End, Paul McCartney encerrou sua apresentação com o mesmo setlist de Porto Alegre com quase três horas de duração.

Escorregão

Após uma apresentação impecável, Paul McCartney provou aos seus fãs que ainda é um ser humano. Depois de se despedir, jogar palhetas no público e acenar bastante, acabou escorregando na saída do palco e levou um tombo. O músico levantou-se rapidamente e gesticulou com um "ok". No público, a preocupação se resumiu em frases como "tadinho, ele é velhinho".

Teve de tudo

São raros os shows em que há uma integração entre um repertório completo e bem montado, efeitos visuais, execução ao vivo e claro, carisma. Vale lembrar que tudo isso sem uma resposta positiva do público não vale nada. Neste domingo, o público paulista não fez feio e correspondeu ao espetáculo.

 

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