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Segunda, 26 Novembro 2018 09:01

Internas do Semiaberto de Dourados integram curso que pode dar nova profissão Destaque

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Reeducandas passam boa parte do tempo em atividades no curso de jardinagem Reeducandas passam boa parte do tempo em atividades no curso de jardinagem Assessoria

De olho em nova fonte de trabalho e renda, reeducandas que cumprem pena no Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto de Dourados estão participando do Curso de Formação Profissional para Jardineiro, oferecido por meio de parceria entre a Agepen (Agência estadual de Administração do Sistema Penitenciário, o Juizado da 3ª Vara Criminal de Dourados e o Ministério Público.

A profissionalização envolve a participação de 30 mulheres, que veem na iniciativa uma oportunidade de conquistarem o sustento por meio de ocupação lícita e rentável. Com carga horária de 345 horas/aula, a capacitação envolve conteúdos teóricos e práticos de plantio, manutenção e paisagismo, abordando conhecimento sobre estudo do PH do solo, cultivo, adubação, organização de viveiros, poda, controle de pragas e produção de plantas ornamentais.

Dados do Ibraflor (o Instituto Brasileiro de Floricultura) apontam que o mercado de plantas está em pleno crescimento e movimenta um faturamento médio de R$ 5 bilhões ao ano. Neste cenário, uma característica importante é a necessidade de mão de obra capacitada e não mecanizada, já que a elaboração de arranjos e serviços de decoração e cuidados com plantas são atividades essencialmente artesanais.

A reeducanda Andreia Cardoso, de 35 anos, é uma das participantes e garante estar muito satisfeita com a chance recebida. “Como se trata de planta, é necessário cuidado, carinho e habilidade. Acredito que futuramente posso ter como uma profissão”, afirma, destacando entre os aprendizados a produção de kokedamas, um tipo de ornamento com plantas utilizado em decorações internas.

A instrutora do curso, arquiteta paisagista Monad Clemente, destaca que o mercado profissional para as participantes será amplo, pois os segmentos de clientes vão desde pessoas físicas (residências, apartamentos) a pessoas jurídicas (empresas, condomínios, indústrias, clubes e escolas) e até o município (praças, jardins e parques).

A especialista em paisagismo também aponta que a média salarial para quem atua no ramo de jardinagem gira em torno de R$ 2 mil. “Isso depende muito da qualidade do serviço prestado e fidelização da clientela”, frisa. “Se quiser garantir sua competitividade tem de agregar conhecimento de variedades, adubação correta, época de corte e de plantio, regime de regas, nível de umidade e intensidade do sol e sombra, tipo de terreno e etc.”, pontua.

Segundo a coordenadora do curso, Mara Lima, que é designer de interiores, a idealização da qualificação partiu do juiz César de Souza Lima e do promotor Juliano Albuquerque, com o objetivo de proporcionar uma nova profissão às custodiadas, principalmente devido à escassez de profissionais qualificados na área na região de Dourados.

Segundo a diretora do presídio, Luzia Ferreira, além de profissionalizar as custodiadas, a iniciativa está refletindo diretamente na rotina do presídio. “Quando fizeram essa proposta do curso, percebemos que poderia ser muito produtivo e está sendo, pois elas realmente acreditam que serão profissionais, que terão uma nova possibilidade”, afirma. “No entendimento da nossa equipe do semiaberto é que está sendo extremamente eficaz na ressocialização dessas mulheres”.

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