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Quinta, 01 Março 2018 16:48

MS reabre temporada de pesca, com perspectivas animadoras ao turismo Destaque

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Beleza cênica do período de pesca liberada nas águas do rio Paraguai, no Pantanal de Corumbá Beleza cênica do período de pesca liberada nas águas do rio Paraguai, no Pantanal de Corumbá Divulgação

A abertura da temporada de pesca esportiva nos rios de Mato Grosso do Sul, a partir desta quinta-feira (1), marca um novo momento de um dos principais produtos de turismo do Estado, com a campanha do trade de Corumbá pela proibição da captura e comercialização das espécies nativas e uma forte ação da Fundtur (A Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul) em promover e qualificar o segmento.

A pesca na bacia do rio Paraguai é liberada de 1º de março a 5 de novembro, à exceção dos rios onde permanentemente é proibida, sendo permitida por pescador amador a cota de captura de dez quilos e mais um exemplar de qualquer tamanho (desde que não seja inferior à medida definida para cada espécie), e ainda cinco piranhas. Em fevereiro, foi praticado o pesque-solte no rio Paraguai.

Em apoio a um dos principais atrativos turísticos, o Governo do Estado tem desenvolvido uma programação segmentada, com a participação em grandes eventos, como a Feipesca. Este ano será lançando um vídeo promocional direcionado ao público específico. “A pesca é um turismo consolidado e estamos buscando diversificar e agregar novos produtos”, explica o diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling.
Temporada promete

Para os empresários do setor em Corumbá – um dos principais destinos de pesca do País, a temporada promete um aumento do fluxo de turistas, depois do nível elevado de satisfação dos visitantes em 2017, comprovado em pesquisas realizadas pelo próprio trade. A maioria das operadoras trabalha com pacotes fechados para os oito meses, seja em barcos-hotéis ou pesqueiros.

“O Pantanal foi eleito como o melhor destino de pesca, não só pela sua beleza natural, mas pela estrutura de barcos que dispomos, o que permite mais comodidade e tem atraído, principalmente, grupos em família”, afirma a empresária Joice Santana. “Depois de migrar para a Argentina, Paraguai e Uruguai, nossos pescadores voltaram ao Pantanal porque não tem lugar igual”, completa.

Pela cota zero

O trade de Corumbá tem desenvolvido pesquisas que apontam o desejo dos pescadores, em sua maioria, pelo não transporte do peixe fisgado nos rios pantaneiros. A cota zero passou a fazer parte de uma campanha no município e o tema está em discussão pelos empresários com o Governo do Estado. A cidade também faz movimento pela proibição da pesca do dourado por quatro anos.

“O turista não quer mais levar o peixe, apenas a emoção de fisgá-lo, e podemos ser um exemplo para o País em preservação. Estamos nos unindo ao Governo do Estado por essa causa”, diz Joice Santana.

Ambiental faz alerta

A pesca aberta na bacia pantaneira começou a zero hora desta quinta-feira, terminando, consequentemente, o período de defeso – novembro a fevereiro -, durante a Piracema, onde ocorre a reprodução da ictiofauna em todos os rios do Estado e da União. A atividade continua proibida em alguns rios e locais especiais, como distâncias definidas de cachoeiras, corredeiras e barragens de usinas.

A PMA (Polícia Militar Ambiental), que monitora e fiscaliza as bacias dos rios Paraguai e Paraná, alerta para que as pessoas que praticam a pesca cumpram as leis, ressaltando que, mesmo com a pesca liberada, várias atitudes continuam sendo crimes, como pescar com petrechos proibidos. Observar, também, o tamanho dos peixes capturados, os locais não permitidos e a pesca predatória.

O que é proibido

Em nota, a PMA informa que quem pratica algum tipo de crime durante a temporada de pesca será autuado em flagrante delito, podendo, se condenado, pegar pena de um a três anos. Na esfera administrativa, a multa varia de R$ 70,00 a R$ 100 mil, mais R$ 20,00 por quilo do pescado irregular. Ainda cabe apreensão de todo o material de pesca, petrechos, veículos, barcos e motores e suspensão da licença.

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