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Terça, 06 Abril 2021 13:50

Barbosinha lembra dois anos de intervenção na UFGD e apela por autonomia universitária

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Barbosinha defende, em sessão remota, legitimidade dos votos conferidos ao reitor eleito para a UFGD Barbosinha defende, em sessão remota, legitimidade dos votos conferidos ao reitor eleito para a UFGD Reprodução

O deputado Barbosinha (DEM) cobrou, na sessão remota da manhã desta terça-feira (6), da Assembleia Legislativa, o empenho dos membros da bancada federal do Estado e da ministra Tereza Cristina, deputada federal licenciada por Mato Grosso do Sul, junto ao presidente Jair Bolsonaro, no sentido de resolver o impasse que já dura mais de dois anos, com a intervenção sofrida pela UFGD, a Universidade Federal da Grande Dourados.

Professor concursado na instituição, licenciado para o exercício do mandato parlamentar, Barbosinha condenou o que chamou de “intervenção na intervenção”, após a decisão do ministro da Educação, Milton Ribeiro, de substituir a interventora Mirlene Damázio, “que até fazia um bom trabalho, mesmo não tendo sido a escolhida pela comunidade acadêmica”, por outro interventor, o professor Lino Sanabria, indicado para o lugar dela no mês de março passado.

“Enquanto isso, o reitor legitimamente escolhido, com o voto da maioria dos docentes (251), dos técnicos administrativos (186) e dos estudantes (2.386 votos) em uma eleição paritária, com o voto proporcional entre todos os participantes, professor Etienne Biasotto, e a vice-reitora eleita, professora Claudia Lima, aguardam há mais de dois anos para colocar em prática o programa de gestão traçado para essa importantíssima universidade, aprovado nas urnas pelo conjunto da instituição”.

Barbosinha considerou que “a intervenção na intervenção é um dos maiores ataques à autonomia universitária, temos agora uma eleição judicializada, e essas coisas demoram pra se resolver; por isso, invoco aqui a nossa bancada federal e a representante do Estado no Governo, nossa ministra Tereza Cristina, para que apelem ao presidente Jair Bolsonaro pelo respeito à autonomia da universidade, que devolva a estabilidade à UFGD e coloque quem foi legitimamente escolhido para conduzir a universidade”.

Em apartes, os deputados Professor Rinaldo (PSDB) e Lídio Lopes (Patriotas), reforçaram a manifestação do deputado douradense. “Sempre fui contra a lista tríplice, a vontade da maioria tem que prevalecer”, defendeu Rinaldo, ele próprio servidor da UFMS na Capital há 36 anos. Já Lídio Lopes disse que “não se compreende processo democrático com intervenções”. Barbosinha concluiu com um desabafo: “Se não é pra respeitar a democracia, que sejam abolidas as eleições nas universidades e o presidente nomeia quem quiser”.

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