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Quarta, 17 Abril 2019 11:21

Projeto Teko Arandu já formou mais de 250 professores indígenas na UFGD

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A UFGD já formou mais de 250 professores indígenas desde que foi criada em 2006. Essa situação gerou, inclusive, a criação da Faind (a Faculdade Intercultural Indígena) que mantém o curso de Licenciatura Intercultural Indígena "Teko Arandu", com professores das etnias Guarani e Kaiowá habilitados em quatro áreas: Ciências Humanas, Linguagens, Matemática e Ciências da Natureza.

Atualmente, o curso possui 220 estudantes. A graduação é oferecida na modalidade de ensino da pedagogia de alternância, ou seja, atividades de ensino na Universidade e também nas aldeias do Conesul de Mato Grosso do Sul e escolas indígenas. Essa licenciatura vem de encontro à missão da Universidade, de uma educação inclusiva e que promove a troca de saberes e experiências.

A implementação do "Teko Arandu" veio a partir da conjugação de esforços institucionais que envolveu a UFGD, a UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), o Movimento de Professores Indígenas, o Governo do Estado de MS, o Ministério da Educação, a Funai (Fundação Nacional do Índio) e cerca de 20 prefeituras municipais do sul de MS, além de outras entidades, por iniciativa do então coordenador desse projeto, professor Renato Nogueira, falecido em acidente automobilístico quando retornava de uma dessas agendas, de Campo Grande.

Os indígenas que ingressam na UFGD para o curso "Teko Arandu" passam por um vestibular específico, o chamado Processo Seletivo da Licenciatura Intercultural Indígena (PSLIN), reconhecido internacionalmente pela forma e o respeito às especificidades desses povos.

Em todos os cursos

Os acadêmicos indígenas também estão nos cursos de Direito, Relações Internacionais, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação, Engenharia de Energia, Engenharia de Aquicultura, Engenharia Mecânica, Nutrição, Psicologia, Ciência Sociais, História, Geografia, Letras, Educação Física, Pedagogia, Ciências Biológicas, Química, Matemática entre outros.

Para as outras graduações da UFGD, a Instituição adotou a política de reserva para indígenas no último Vestibular voltada a todos os cursos presenciais. Houve vagas a indígenas, inclusive, no curso de Medicina. Na Pós-graduação estudam atualmente aproximadamente 30 indígenas em cursos como Mestrado em História, Entomologia e Biodiversidade, Antropologia, Geografia, Letras, Territorialidade e Educação, e também no Doutorado de História e Geografia. Indígenas egressos da UFGD já se formaram mestres e doutores pelo Museu Nacional, pela Universidade de Brasilia entre outras importantes instituições brasileiras.

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