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A Polícia Federal prendeu hoje (4) um dos principais traficantes de animais silvestres do país. Além dele, outros 13 envolvidos tiveram a prisão preventiva decretada por retirar da natureza, manter em cativeiro, comercializar e falsificar cartas de regularidade de animas; além de cometer crime contra a saúde, já que algumas das espécies são vetoras de zoonoses (doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos, ocasionando inclusive a morte). 

“Esse traficante já atuava, comprovadamente, há 38 anos e já estava passando a função para o filho. Há também envolvimento de outros familiares com o tráfico de drogas, quando o tráfico de animais silvestres não está bem por conta do calendário de nascimento das espécies. A esposa foi presa em flagrante transportando drogas no Mato Grosso do Sul. [A operação] serviu para identificarmos essa simbiose de ilícitos”, explicou o delegado chefe da Delegacia de Repressão de Crimes contra o meio ambiente da Polícia Federal, Sebastião Pujol. 

Segundo Pujol, no curso das investigações foram apreendidos, pelo menos, 500 animais silvestres e, somente hoje, 200, sendo a maioria aves. 

Os integrantes comercializavam, por meio de redes sociais, entre outros, as aves Arara-canindé, Arara-azul, Arara-vermelha, Ararajuba, Jabuti-piranga, Jacaré, Macaco-prego, Sagui de tufos brancos, Saíra-pintor e Tucano-toco, todas protegidas de extinção. “O tráfico de animais é um dos maiores danos ao meio ambiente, porque gera perda de biodiversidade, porque além dos mau-tratos, os animais chegam à morte”, disse o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim.

São Paulo/SP – A PF deflagra na manhã desta sexta-feira (04.12.20) a operação URUTAU 2, no combate ao tráfico de animais silvestres, mediante ação conjunta com o Ministério Público Federal, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo, PoSão Paulo/SP – A PF deflagra na manhã desta sexta-feira (04.12.20) a operação URUTAU 2, no combate ao tráfico de animais silvestres, mediante ação conjunta com o Ministério Público Federal, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo, Po
PF deflagra Operação Urutau 2 de combate ao tráfico de animais silvestres, em ação conjunta com o Ministério Público Federal, Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo e Polícia Ambiental de São Paulo - Polícia Federal/divulgação

A Operação Urutau 2 cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de sequestro e apreensão de veículos nas cidades de Diadema, São Paulo, Jacareí e Mongaguá, no estado de São Paulo; Ivinhema e Novo Horizonte do Sul, no Mato Grosso do Sul; além de Aparecida de Goiânia (GO), Curitiba e Alagoinha (PE). 

“O objetivo é também conscientizar as pessoas para que não comprem esses animais, não só pelo seu sofrimento como pelo risco de contágio das doenças”, disse o delegado regional de investigação e combate ao crime organizado da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Marcelo de Carvalho.

A ação é feita em conjunto com o Ministério Público Federal, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São Paulo, a Polícia Militar Ambiental do São Paulo, a Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul e o IBAMA e foi originada a partir da análise de provas colhidas na Operação Urutau, ocorrida em maio do ano passado. Na ocasião foram identificados outros grupos de venda ilegal de animais silvestres, que resultaram na Operação Urutau 2.

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A abertura de capital da subsidiária de mineração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) obrigou Benjamin Steinbruch, presidente da empresa, a falar sobre sua sucessão. Aos 67 anos, o empresário comanda com pulso firme há quase duas décadas uma das maiores siderúrgicas do País, controlada pela família. O assunto surgiu à mesa em conversas com potenciais investidores, que tinham dúvidas sobre o planejamento sucessório, que pode interferir no futuro da CSN Mineração. A subsidiária está prestes a ser listada em uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), prevista para o início do ano que vem, que pode levantar R$ 8 bilhões. A transação faz parte da missão da CSN de reduzir seu endividamento, após anos de cobrança do mercado. A sucessão, afirmam fontes próximas à companhia, é esperada para ocorrer em três anos, após Steinbruch completar 70. Sua filha mais velha, Victoria, hoje com 28 anos, é apontada como a próxima executiva a assumir o posto mais alto da CSN. A passagem de bastão de pai para filha é vista internamente como natural, embora Steinbruch não pareça alguém que esteja perto de uma aposentadoria. Sempre lembrado como aquele que não foge de uma briga e como um "exímio negociador", característica apontada como o principal motor de seu sucesso empresarial, Steinbruch participa ativamente das reuniões com investidores no processo de preparação para levar a CSN Mineração à Bolsa. Victoria também está sempre presente nos encontros e já mostrou, segundo fontes que participaram das conversas, que conhece o negócio. Preparação. Apesar da pouca idade, Victoria está envolvida há muitos anos no dia a dia da empresa. O executivo já a levava, desde menina, para importantes reuniões. Desde conversas com bancos a encontros para tomada de decisão da empresa - hábito que, muitas vezes, deixou relutante os executivos presentes, afirmam fontes. Depois das reuniões, era comum o pai perguntar à filha os pontos mais importantes do encontro. Hoje, Victoria ocupa o cargo de assessora da presidência, ao lado de mais outros dois executivos, Pedro Oliva e Alberto Sena dos Santos. "Victoria sempre esteve ao lado Benjamin a vida toda, é muito competente. Conhece tudo da empresa", diz uma fonte que está acompanhando o processo de abertura de capital da unidade, em condição de anonimato. Steinbruch tem quatro filhos. Além da primogênita, outros dois também trabalham na CSN, Alessandra e Felipe - o último comanda o braço de inovação da empresa, a CSN Inova. O caçula, Mendel, é o único que ainda não atua na companhia controlada pela família. 'Olho do dono' Em um dos encontros que antecedem o roadshow (período de reunião com investidores) do IPO da subsidiária de mineração, Steinbruch disse que a meta para os cargos de presidente (CEO) e para o responsável pelas finanças da empresa (CFO) é ter sempre alguém com "olho de dono", afirmam fontes. O estatuto social da CSN não prevê uma idade máxima para ocupar o cargo, algo que começa a ser mais utilizado pelas empresas de capital aberto, como forma de dar mais previsibilidade ao processo de sucessão. De acordo com uma fonte próxima à companhia, Steinbruch falou de sua sucessão publicamente pela primeira vez há dois anos, em reunião com investidores em Nova York. E, já na época, já apontou Victoria como sua sucessora. Para fontes de mercado, pela idade de sua filha mais velha, Steinbruch poderia escolher um executivo para assumir a posição por um período de transição. No entanto, quem acompanha a empresa de perto não acredita que a sucessão se dará dessa forma. Aprendizado Em 2010, quando sua filha completou 18 anos, o empresário transcreveu em um artigo na imprensa trechos de um texto escrito por ela. "Por ter sempre me levado com ele, mesmo quando eu não entendia uma palavra, meu pai sempre me estimulou a pensar mais, a querer mais. Ele me deu a chave para um mundo que, apesar da minha idade, comecei a compreender. E agora, nessa nova fase, em que levo meu futuro em minhas próprias mãos, pretendo criar meus planos para a minha próxima etapa, aquela em que meu pai vai se orgulhar de ser pai de sua filha." Se de fato assumir o comando da CSN no lugar de seu pai, Victoria Steinbruch comandará uma das maiores empresas do País, com um faturamento anual na casa de R$ 25 bilhões, conforme os números fechados do ano passado, em um setor ainda predominantemente masculino. Procurada, a CSN não comentou sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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O comércio eletrônico paulista faturou 23,8% a mais no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. No intervalo analisado, o setor faturou R$ 6,87 bilhões, R$ 1,3 bilhão acima do resultado de 2019. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizada em parceria com EbitNielsen. Para a Fecomércio, os números devem permanecer positivos com as compras de Natal e o balanço da Black Friday, ocorrida na última semana. No entanto, o resultado registrado é menor do que o do segundo semestre, quando o setor cresceu 54,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando apenas o acumulado de 2020, o crescimento no faturamento real do e-commerce no Estado de São Paulo é de 30,9%, em comparação a 2019 - um aumento de R$ 19,9 bilhões. Para a entidade, "os dados reforçam o entendimento de que o comércio eletrônico foi fundamental para gerar renda e garantir a sobrevivência dos negócios que tiveram de fechar as portas em meio à pandemia. Além disso, aponta para a importância de promover uma digitalização dos negócios, como abrir uma comunicação mais fluida com os clientes via redes sociais, aplicativos e marketplaces". No terceiro trimestre, a Fecomércio aponta que o aumento foi encabeçado principalmente pelo desempenho de bens duráveis, que representaram um faturamento de R$ 4,9 bilhões no período - 36,5% a mais do que no terceiro trimestre de 2019. O movimento se explica pela necessidade de as pessoas, em quarentena, ajustarem os itens domésticos, tanto para o trabalho como para a educação a distância. A Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) é realizada trimestralmente pela FecomercioSP a partir de informações fornecidas pela EbitNielsen.

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O Ministério da Infraestrutura aprovou como prioritário, para fins de emissão de debêntures incentivadas, projeto de investimento em infraestrutura portuária proposto pela empresa Terminal Químico de Aratu (Tequimar). De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 4, trata-se da terceira fase do projeto de ampliação da capacidade de armazenamento e expedição de granéis líquidos, no Porto de Itaqui (MA), que contempla obras como construção de um novo dique, com sete novos tanques de armazenagem.

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A balança comercial dos Estados Unidos apresentou déficit de US$ 63,1 bilhões em outubro, acima dos US$ 62,1 bilhões registrados em setembro, informou o Departamento de Comércio americano nesta sexta-feira, 4. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam déficit maior, de US$ 64,8 bilhões. As importações cresceram US$ 5 bilhões no período, a US$ 245,1 bilhões, enquanto as exportações subiram US$ 4 bilhões no mesmo intervalo, a US$ 182,0 bilhões. O déficit registrado na balança comercial de setembro foi revisado de US$ 63,86 bilhões para US$ 62,1 bilhões.

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Em um julgamento histórico, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram na madrugada desta sexta-feira, 4, para permitir uma eventual reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O entendimento foi acompanhado pelo ministro Ricardo Lewandowski no período da manhã. Na prática, os votos abrem caminho para que Maia e Alcolumbre concorram à reeleição em fevereiro de 2021, quando está marcada a eleição da cúpula do Congresso. Maia nega ser candidato a disputar mais dois anos à frente da Casa. Relator da ação do PTB que discute a controvérsia, Gilmar Mendes escreveu um longo voto de 64 páginas, em que entende que os membros do Congresso podem até discutir o tema e deliberar sobre o assunto internamente, desde que observado em qualquer caso, o limite de uma única reeleição ou recondução sucessiva ao mesmo cargo. No entanto, para Gilmar Mendes a regra de permitir apenas uma reeleição deve valer apenas a partir de agora, por conta do princípio da "anualidade" - para o ministro, não se pode mudar as regras do jogo faltando menos de um ano para o pleito. Dessa forma, o voto do relator permite que Maia (que já está no terceiro mandato consecutivo à frente da Câmara) dispute mais dois anos no comando da Casa. "O tema foi posto, e cabe ao Tribunal decidir. Decidiremos, entretanto, acerca da constitucionalidade de dispositivos regimentais que tratam sobre a composição da mesa das Casas do Congresso Nacional. Não decidiremos acerca de quem vai compor a próxima mesa: para tanto é preciso de votos no Parlamento, e não no plenário deste Supremo Tribunal Federal. Na eleição de Mesa do Poder Legislativo, é a maioria parlamentar que define quem 'fala pela Casa', não um acórdão", escreveu Gilmar Mendes. O Supremo iniciou nesta sexta-feira o julgamento sobre a controvérsia no plenário virtual da Corte, uma ferramenta que permite a análise de casos pelos magistrados longe dos holofotes da TV Justiça - e dos olhos da opinião pública. Na plataforma, os ministros apenas depositam seus votos no sistema eletrônico, sem discussões ou troca de ideias entre si. Terceiro ministro a votar em plena madrugada, Nunes Marques votou contra uma eventual candidatura de Maia à reeleição. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo, o ministro novato concordou com Toffoli, Alexandre e Gilmar no sentido de que só pode ser permitida uma única recondução, mas concluiu que esse entendimento deve valer já agora. Ou seja, o voto de Nunes Marques proíbe que Maia comande a Câmara por mais dois anos - mas autoriza a campanha à reeleição de Alcolumbre, já que o senador ainda está no primeiro mandato. "Se o presidente da República pode ser reeleito uma única vez - corolário do princípio democrático e republicano - por simetria e dever de integridade, este mesmo limite deve ser aplicado aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal", escreveu Nunes Marques em seu voto. Transparência O julgamento está previsto para acabar no dia 14 de dezembro, mas pode ser interrompido a qualquer momento caso algum integrante da Corte peça vista (mais tempo para análise) ou destaque. Ainda faltam ser computados oito votos. No caso de destaque, o julgamento não apenas seria interrompido, como acabaria retirado do plenário virtual - e teria de retornar no plenário "físico", nas tradicionais sessões plenárias do STF, agora realizadas por videoconferência. É isso o que pediram o PTB (autor da ação) e outros três partidos: PP, Podemos e Rede Sustentabilidade. PP, Podemos e Rede querem que a ação seja julgada no plenário "físico", "com a maior transparência, publicidade, participação social e escrutínio público possíveis". Na avaliação de integrantes da Corte ouvidos pela reportagem, as maiores chances de o Supremo abrir caminho para uma eventual candidatura à reeleição de Maia e Alcolumbre estão no plenário virtual, e não no plenário físico. Isso porque, nas sessões transmitidas ao vivo, os magistrados poderiam mudar o voto sob pressão da opinião pública. Ofensiva Na última terça-feira, líderes do Centrão lançaram numa ofensiva para barrar a possibilidade de o Supremo abrir caminho para uma eventual reeleição de Maia e Alcolumbre. Intitulado "Carta à Nação Brasileira e ao Supremo Tribunal Federal", o documento foi preparado pelo Progressistas do deputado federal Arthur Lira (AL), um dos pré-candidatos à eleição na Câmara. Principal adversário do grupo comandado por Maia, Lira é o chefe do Centrão e tem hoje o apoio do presidente Jair Bolsonaro para a sucessão na Câmara. `Rachadinha' Conforme informou o jornal O Estado de S. Paulo na quinta-feira, 3, Lira esteve à frente de um esquema milionário de "rachadinha" quando integrou a Assembleia Legislativa de Alagoas, segundo acusação do Ministério Público Federal. Documentos até então sigilosos obtidos pela reportagem indicam desvio, entre 2001 e 2007, de R$ 254 milhões dos cofres públicos. Somente o líder do Centrão movimentou R$ 9,5 milhões em sua conta. As informações estão em uma ação penal que Lira ainda responde na Justiça estadual. Ele já foi condenado pelo caso na esfera cível. Alerta Um dos temores dentro do STF com a sucessão na Câmara e no Senado é o de que nomes mais imprevisíveis e automaticamente alinhados a Jair Bolsonaro assumam o comando das duas Casas, o que poderia resultar em retaliações contra o Poder Judiciário, como a abertura da CPI da Lava Toga e até mesmo a votação de pedidos de impeachment de ministros do tribunal. Até agora, Alcolumbre tem resistido à pressão de senadores da ala "lavajatista". Integrantes do Supremo também avaliam que deixar com os próprios parlamentares a palavra final sobre a reeleição na Câmara e no Senado pouparia a Corte do desgaste político de interferir numa questão interna, com potencial de criar novo desgaste na já tumultuada relação entre Judiciário e Legislativo. O próprio discurso do presidente do STF, ministro Luiz Fux, ao assumir o comando do tribunal, no dia 10 de setembro, deixou nas entrelinhas sua disposição de não intervir no assunto. "Alguns grupos de poder que não desejam arcar com as consequências de suas próprias decisões acabam por permitir a transferência voluntária e prematura de conflitos de natureza política para o Poder Judiciário, instando os juízes a plasmarem provimentos judiciais sobre temas que demandam debate em outras arenas", observou Fux na ocasião

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, negou nesta sexta-feira, 4, que o governo atue para travar a reforma tributária o Congresso. A proposta de mudança do sistema tributário brasileiro está sendo usada como instrumento de medição de forças para a eleição na presidência da Câmara, como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Não julgo que o governo esteja travando a reforma tributária", respondeu a jornalistas quando questionado se o governo estaria impedindo o avanço da reforma para minar a possível reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Casa. A ala política do governo apoia a candidatura de Arthur Lira (PP-AL) e avalia que Maia blefou quando disse que tinha votos suficientes para aprovar a reforma tributária na Câmara até o final do ano. A eleição para a presidência da Casa ocorre no início de fevereiro. Para Mourão, a reforma não caminha por dois fatores: a pandemia do novo coronavírus e a disputa interna no Congresso pela sucessão na Câmara. "O Congresso praticamente deixou de se reunir. Sem se reunir, temas polêmicos não avançam. Segundo lugar, a disputa pela sucessão nas duas Casas foi deflagrada, a partir daí é um jogo lá dentro", declarou. Mourão avaliou ainda ser "complicado" aprovar a mudança no sistema tributária ainda este ano. "Não há consenso sobre qual é a melhor reforma", acrescentou. O vice-presidente também comentou sobre a possibilidade de uma reforma ministerial no governo. "A expressão política não passa por mim. Talvez o presidente seja obrigado a trocar algumas peças, mas isso é decisão dele", concluiu.

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A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumprem hoje (4) 14 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra uma quadrilha especializada em roubar combustível de dutos da Petrobras e da Transpetro. A ação faz parte das segundas e terceiras etapas da Operação Sete Capitães, e ocorre na região norte do estado do Rio.

A primeira etapa da operação ocorreu em novembro de 2019 e cumpriu oito mandados de prisão. Na ocasião, foram identificados os líderes, executores e seguranças da quadrilha, que tinha um policial militar da ativa. 

Integrantes do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRJ, conseguiram identificar receptadores do combustível roubado nas cidades de Rolândia, no Paraná, e Vila Velha, no Espírito Santo. E também nos municípios paulistas de Ourinhos e Iracemápolis.

Os denunciados vão responder por crimes de organização criminosa, furto, receptação, uso de documento falso e comunicação falsa de crime.

Além do Gaeco/RJ, participam da operação a Coordenadoria de Segurança e Inteligência, Polícia Civil do Rio de Janeiro e as Gaecos do São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo.

 

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O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1 - de novembro, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), registrou alta de 0,95%. Com isso, ficou 0,24 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro, quando atingiu taxa de 0,71%. O indicador que mede a inflação para as famílias que ganham até 2,5 salários-mínimos por mês acumula elevação de 4,85% no ano e de 5,82% nos últimos 12 meses.

Em novembro o IPC-BR, que mede a inflação das famílias com renda mensal de 1 a 33 salários, variou 0,94%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,86%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1.

Despesas em alta

De outubro para novembro, seis das oito classes de despesa componentes do índice tiveram elevação nas taxas de variação. O setor de transportes passou de 0,29% para 0,90%, educação, leitura e recreação de 1,33% para 2,56%, saúde e cuidados pessoais de 0,05% para 0,23%, habitação de 0,28% para 0,39%, alimentação de 2,08% para 2,18% e despesas diversas com queda de 0,01% para alta de 0,11%.

Os destaques ficaram para gasolina, que subiu de 0,31% para 2,36%, passagem aérea de 15,63% para 27,16%), medicamentos com queda de 0,17% para alta de 0,34%, tarifa de eletricidade residencial, que tinha recuo de 0,19% e passou para elevação de 0,20%), hortaliças e legumes de 3,91% para 12,15% e cigarros, em queda menor de 0,59% para 0,30%.

Em queda

A favor das famílias dois grupos apresentaram recuo em suas taxas de variação: vestuário (0,24% para -0,04%) e comunicação (0,14% para 0,12%). Roupas tiveram redução de 0,20% para 0,02% e o item tarifa de telefone residencial diminuiu de 1,65% para 0,29%.

O IPC-C1 é calculado com base em preços coletados em sete capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife e Salvador. A próxima divulgação do indicador será no dia 7 de janeiro de 2021.

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A Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, venceu, sob representação do CityGroup, o leilão de privatização da Companhia Energética de Brasília S.A (CEB Distribuição), realizado na manhã desta sexta-feira (4), na sede da B3, em São Paulo. O valor de arremate foi de R$ 2,515 bilhões, um ágio de 76,63%.

De acordo com as regras estipuladas para o certame, o lance mínimo deveria ser de R$ 1,423 bilhão. Com duração aproximada de duas horas, a disputa foi bastante acirrada entre a Bahia Geração de Energia e a CPFL Comercialização de Energia Cone Sul, representada pela BTG Pactual.

A CPFL terminou o leilão oferecendo R$ 2,508 bilhões, um ágio de 76,14%. A terceira concorrente, a Equatorial Participações e Investimentos, representada pela corretora XP, apresentou uma proposta de R$ 1,485 bilhão, um ágio de 4,29%.

O processo de privatização da empresa foi desenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente da instituição, Gustavo Montezano, afirmou que a CEB "drenava" recursos públicos que poderiam ser destinados a outras áreas, como educação, saúde, infraestrutura da unidade federativa. Segundo ele, a previsão é de que a concessão atraia R$ 5 bilhões de investimento para a região.

O presidente da CEB, Edison Garcia, reconheceu que a privatização da companhia foi alvo de "muita oposição", mas argumentou que seguiu princípios técnicos e que deve melhorar o serviço. "Chegamos em um prazo recorde, histórico, de privatizações no Brasil, com uma privatização com o maior ágio, o maior número nominal de venda e o maior tempo possível", disse, destacando que o processo todo demorou 11 meses para ser concluído.

Presente no leilão, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou que deve privatizar, ainda, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Ele disse que também pretende passar a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô DF) para as mãos do setor privado, durante a sua gestão.

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