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Editais

ABUNDÂNCIA: Em cada quarteirão ou família haverá um candidato a vereador neste Brasil de meu Deus. O brasileiro tem a mania de ‘maioral’, mas a fartura de candidatos não é indicativo seguro de evolução e o fim de praticas proibitivas. Pesquisas mostram que dentre as razões para o ingresso na política está a compensação financeira. O grande número de candidatos que possamos ter, não garantirá a eventual melhora do nível que há muito tempo tem inspirado piadas e comparações pejorativas. Não será por acaso se também neste pleito tivermos um alto índice de abstenções de votos para a vereança.

VERDADE: Para o eleitor, da pequena, média e grande cidade, a escolha do vereador não é prioridade quando vai as urnas. É normal a escolha de última hora, sem critério ou motivação relevante. Simpatia, amizade e retribuição de favores pesam mais na escolha do que as qualidades como cultura, honorabilidade e caráter. A culpa disso é de ambos. Primeiro - do eleitor, que enxerga a vereança com descrédito; segundo – do próprio vereador, que não zela e não contribui pela melhoria de sua imagem e da Câmara.

QUANTIDADE X QUALIDADE: Culpa sadia da democracia que proporciona a todos segmentos sociais, ideologias e tendências apresentarem suas propostas de governo nos municípios. Em tese – quanto mais opções ao eleitor, melhor! Mais uma vez aqui em Campo Grande o eleitor não poderá alegar que nenhuma das alternativas lhe satisfaz. Pelo menos 14 candidaturas a prefeito anunciadas, proporcionando um leque de opções. Mas quantos ou quais dos possíveis candidatos tem condições de administrar a capital? Mais uma vez não seria a velha busca pelos holofotes?

GAVETAS: ‘Instituição’ nacional, no Judiciário, Legislativo e órgãos públicos em geral. É o caso do projeto contra o Foro Privilegiado, do senador Álvaro Dias (PR-PR) apresentado em 2013. Após 3 anos foi aprovado no Senado, está na Câmara há mais de 38 meses e engavetado após aprovado nas duas principais comissões. O tempo passa; políticos denunciados poderão ser beneficiados pela prescrição. Caso de Rodrigo Maia, presidente da Câmara (DEM-RJ) (‘propinas Odebrecht’). Como diz Álvaro Dias: “o ‘foro privilegiado’ é um guarda chuva protetor dos malandros de colarinho branco”.

SEMPRE ASSIM... Na hora agá eles se entendem. Quando o cerco contra o senador José Serra (PSDB) estava se fechando aparece o presidente do senado Davi Alcolumbre para pedir ao STF a suspensão das ações. Aí entrou em cena o ministro Dias Tóffoli para atendê-lo de pronto. O mais ‘interessante’ é que Serra alegou a prescrição amiga dos fatos, mas não entrou no mérito das provas do envio do dinheiro para o exterior. E mais: a imprensa lembrando que em caso recente e idêntico contra o líder do Governo no Senado, Tóffoli ordenou a busca e apreensão de documentos em seu gabinete.

SIMPLES ASSIM!: Os termos e pegadinhas do projeto da Reforma Tributária dificultam o seu entendimento. Pela nossa cultura tributária, desde o ‘Brasil Colônia’, parece que só haverá simplificação no cálculo dos impostos. O Governo proporcionará maior pragmatismo, mas abrirá mão ou diminuirá a ‘mordida? Sairemos do fundo poço? Como acreditar com a gastança da máquina pública, do Judiciário e Legislativo? Os políticos torcem o nariz sobre isso. Aliás, jamais ouvi um político elogiar o vídeo na internet mostrando a simplicidade dos políticos no parlamento da Dinamarca.

‘PODER INDOLOR’: Certeiras as ponderações do presidente da Federação das Industrias de MS – Sérgio Longen a respeito do projeto da Reforma Tributária. Cito aqui esse trecho: “...( ) ...O único ponto em comum que os governadores tem nessa pauta é a unanimidade de propor aumento de imposto. Mesmo assim o ensejo da Reforma Tributária nos dá a necessidade de discutir o destino dos valores arrecadados com os impostos. A sociedade tem pouca participação nesse destino. O poder público, acaba não sentindo a dor do cidadão, do empresário.”

RUBEM ALVES: “As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não tem saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.”

‘ESCOLHA DE SOFIA’: Governantes inconsequentes sempre povoaram esse pais. Estádios suntuosos (Copa), Vila Olímpica (Olimpíadas ) e até um aquário (‘do Pantanal’) viraram prioridade prejudicando a saúde e a educação. Na outra ponta essa pandemia tem proporcionado situações frequentes nos hospitais, onde aos médicos cabem a dolorosa escolha dos pacientes a serem internados ou salvos. Essa situação remete-nos ao filme ‘Escolha de Sofia’, onde a mãe (atriz Mary Streep) é obrigada pelos nazistas a escolher qual dos seus dois filhos seria poupado da morte.

SANEAMENTO: As notícias sobre o assunto passam despercebidas pela maioria dos leitores, mas o assunto merece espaço aqui. Veja o ranking das 20 cidades com melhor saneamento: Santos, Franca, Maringá, São José do Rio Preto, Uberlândia, Piracicaba, Cascavel, São José dos Campos, Ponta Grossa, Vitória da Conquista, Limeira, Campinas, Londrina, Taubaté, Suzano, Campina Grande, Curitiba, Niterói, São Paulo e Petrópolis. O pior: 17% dos brasileiros não são abastecidos com água; 48% sem coleta de esgoto; 59% sem esgoto. A maioria das cidades de MS longe da situação desejada.

GARANTIDO NÔ!: Tamanho não é documento. Quem não é o maior tem que ser o melhor. Esses dois adágios populares são aplicáveis a Akira Otsubo que aos 82 anos é o atual vice prefeito de Bataguassu. Seu currículo: Fotógrafo, iniciou na política como vereador em Três Lagoas pela Arena em 1970. Após 3 mandatos chegou à Assembleia Legislativa em 1978 pelo MDB cumprindo 7 mandatos. Suplente na Câmara Federal foi titular em 2013 e 2014 na vaga de Edson Giroto (MDB). Esse é o Akira!

‘NA INTERNET’: “O poder econômico está no agronegócio, 40% do PIB contra 14,5% da indústria. O petróleo? Caminha para o funeral... Cadê o poder dos sindicatos, da mídia tradicional e do MST? Só uma empresa de energia solar no norte de Minas vai gerar até 2022 a metade de Itaipu sem dinheiro público... O poder mudou de mãos! Mesmo com a pandemia o agro continua crescendo. O Brasil que está crescendo não é socialista. Não está no Rio e nem em São Paulo... Vejam o projeto ferroviário em andamento... A Embrapa, criada pelo general estrategista Geisel, é pura tecnologia em seus 41 centros de pesquisa cheios de PHDs... Acordem! O poder mudou de mãos.”

ALELUIA!: O embate entre Governo e Câmara resultou na vitória da educação com a aprovação do Fundeb (criado em 2007 e com final previsto para 31 de dezembro deste ano). Com isso haverá condições de diminuir a desigualdade social e aumentar os atuais 10% do Governo para 23% a partir de 2026, dos quais 5% serão destinados ao ensino infantil. Os 77% restantes serão de responsabilidade dos Estados e municípios. Apesar dos pesares, das trombadas e trocas de ministros da Educação, o atual Governo está fazendo aquilo que o PT estando no poder não conseguiu fazer. Correto?

A PROPÓSITO: Falei com o deputado Gerson Claro (PP), sobre a consolidação do Fundeb. Professor por formação, ele têm convivência frequente com os profissionais da educação e os problemas do setor. Não escondeu seu entusiasmo lembrando que o Fundeb concentra mais de 60% dos recursos da educação básica, é responsável pelo atendimento escolar em mais de 70% dos municípios. Lembrou ainda que 45 milhões de estudantes dependem do fundo para ter acesso a educação. Para ele, a consolidação do Fundeb será também um alívio aos municípios. ‘Vitória da educação’, finalizou.
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JUNTOS? A especulação fermenta o noticiário. O ex-juiz Sergio Moro disse em entrevista que Bolsonaro e Lula não tem agenda anticorrupção. Opinião que revela pretensões políticas. Já o ex-ministro da Saúde Luiz H. Mandetta (DEM) é outro personagem que deixou o Governo em alta e que já admite disputar o Planalto. Mas, ambos teriam penetração na mesma faixa do eleitorado. Os dois precisarão saber ocupar o espaço político até lá. Conseguirão? Mas pergunto: dependendo das costuras e do cenário os dois não poderiam estar juntos? Especular é preciso. Faz parte.

PONTO FINAL: “...( ) Vivemos hoje em uma sociedade de risco. A riqueza é concentrada, mas os perigos são compartilhados. O tempo é de medo, confinamento, incerteza, vulnerabilidade, emergência. Estamos diante de extremos – o melhor e o pior de nós. Esta pode ser uma oportunidade de um novo estar no mundo. O processo, gerado pelo vírus, acelerou as assimetrias e os egoísmos do velho mundo? Ou vai nos fazer entender que estamos no mesmo barco diante da mesma tempestade. Guimarães Rosa já dizia: “Viver é perigoso”. Juntos experimentaremos a vulnerabilidade e chegaremos a tempo de renascer e dar valor a vida humana...” (Alfredo Fedrizzi)

“Que crise? Que crise? Deputados e senadores recebem o 13º adiantado” (no facebook)

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A agência do Detran em Dourados, a segunda maior de Mato Grosso do Sul, será ampliada a fim de dar maior comodidade aos clientes e servidores. A assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação aconteceu nesta quinta-feira (23) e a arquiteta do Detran, Maria Moura, anunciou que a obra já será iniciada segunda-feira (27), com prazo estimado de 18 meses para conclusão.

“O projeto prevê a manutenção e ampliação das instalações elétricas da unidade, assim como rede de cabeamento elétrico, malha de aterramento, a construção de uma nova edificação, disposição de uma passarela coberta e um novo pórtico de entrada”, comenta.

A arquiteta Maria Moura ressalta que o primeiro passo será a construção de um novo bloco, que servirá de apoio durante a reforma, a fim de que não interrompa o atendimento. “A cada novo bloco reformado, os servidores serão alocados no setor de apoio e ao finalizar a obra, ele será dividido entre refeitório e setor jurídico da agência”, encerra.

Para o diretor-adjunto do Detran, Valter Bortoletto, uma cidade como Dourados, que possui 120 mil condutores e 160 mil veículos, precisa de espaços adequados para o atendimento. “Queremos oferecer mais conforto tanto para os nossos clientes quanto para os nossos servidores. Neste momento de pandemia, em que sabemos que a limpeza e organização são fundamentais para garantir a segurança de todos, essa reforma trará melhores condições a todos”.

Segundo Bortoletto, durante a pandemia, na agência de Dourados são realizados 400 atendimentos diariamente, conforme o limite de 30% autorizado pelo município. Em dias normais, esse número sobe para 1300 atendimentos diários. O valor total da obra será de R$ 1,6 milhão.

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A direção do HU (Hospital Universitário) de Dourados decidiu devolver à empresa JBS parte dos equipamentos enviados como doação para ajudar no combate à Covid-19 no Município. No entanto, essa decisão “não prejudica a estruturação tecnológica dos leitos de UTI destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 internados na instituição”, disse, em nota, a direção do hospital.

Os itens enviados como doação passaram por avaliação técnica de uma comissão multiprofissional, que emitiu parecer opinativo favorável à aceitação de 15 camas hospitalares elétricas, 3 desfibriladores e 15 monitores multiparâmetro.

Entre os equipamentos recusados, de acordo com a nota, estão 10 ventiladores pulmonares, “por não possuírem todos os requisitos que a comissão entende serem necessários para assistência aos pacientes com Covid, e 75 bombas de infusão que não têm registro na Anvisa e não apresentam compatibilidade técnica total com os insumos já em utilização na UTI do HU”.

Ainda segundo a direção do Hospital Universitário da UFGD, os equipamentos devolvidos não vão fazer falta para a instalação dos dez novos leitos em processos de abertura na unidade. Num segundo lote de doação da JBS, foram enviadas ao HU seis macas e 30 camas hospitalares mecânicas, que também estão sendo devolvidas “porque o espaço físico para leitos já conta com a quantidade de camas hospitalares necessárias”, segundo a nota.

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O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) segue com o constante trabalho de combate e prevenção ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya, em todos os bairros e distritos. Mesmo com as ações dos agentes de saúde, o índice de notificações da dengue continua alto e a administração municipal alerta à população para que se empenhe nessa luta pela saúde pública.

A coordenadora do CCZ, a bióloga Rosana Alexandre da Silva, lembra que a dengue já causou a morte de três pessoas neste ano em Dourados. Ela alerta que a população não deve se esquecer dos cuidados para prevenir a doença e focar apenas na pandemia do coronavírus, deixando de lado o asseio com o lugar onde mora.

Informações - CCZ: 3411-7753

“Estamos em um momento em que os cuidados com o coronavírus estão muito visados e não poderia ser diferente, claro, diante de uma pandemia. No entanto, as pessoas não podem esquecer que o mosquito também pode gerar morte e as recomendações são claras e já conhecidas de se evitar recipientes que possam acumular água no quintal”, ressalta.

Somente este ano, conforme a coordenadora do CCZ, foram 2.091 casos notificados de dengue em Dourados, com 1.162 casos positivos e três óbitos pela doença. Foram registrados ainda 12 casos confirmados de zika vírus e 47 de chikungunya. Rosana afirma que o trabalho acontece em todas as regiões da cidade e conta com mutirões aos sábados.

Nesta semana, os agentes estão realizando ações de orientação, análises e eliminação de focos do mosquito em residências e comércios situados no Jardim Novo Horizonte, Jardim das Primaveras, Vila Guarani, Parque das Nações I e II, Flor de Maio, Vila Hilda, Bonanza, Cohab II, Jardim Água Boa, Vila Adelina Rigotti, Jardim Esplanada e área central. Até esta quinta-feira (23), a equipe encontrou nesta semana de trabalho seis focos do mosquito Aedes nos pontos trabalhados. Neste sábado (25), o CCZ realizará mutirão no jardim Progresso, Cohab II e Jardim Pelica

 

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O presidente da 4ª Subseção da OAB de Dourados/Itaporã, Alexandre Mantovani, foi convidado pelo Conselho Federal para palestrar no I Congresso Digital Covid-19, no painel “Os Desafios da Jovem Advocacia no Processo Civil para esse ‘Novo Normal’”, que vai acontecer no dia 30, a partir das 14 horas, em plataforma digital.

O evento, um dos maiores do campo jurídico do mundo, segundo os organizadores, e que será transmitido em tempo real, conta com 513 palestrantes nacionais e internacionais, que vão falar sobre as repercussões jurídicas da pandemia. Serão seis salas de transmissão simultânea, com 168 painéis, 17 conferências magnas e 513 palestras.

“Me sinto honrado com o convite da OAB Nacional. Tenho certeza que será um congresso histórico, trazendo conhecimento e novas experiências para os participantes e palestrantes, que agora se adequam ao ‘novo normal’. É momento oportuno para aperfeiçoarmos nossos conhecimentos”, destacou Mantovani

O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Os participantes ganharão certificado de 50 horas. Interessados deverão fazer a inscrição através do link https://www.oab.org.br/congressodigital/

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O cinegrafista Chico Leite, de 52 anos de idade, morreu nesta quinta-feira (23) em Dourados. De acordo com amigos de trabalho, ele teve um infarto fulminante, por volta de duas horas da madrugada, em casa, e morreu antes de receber os primeiros socorros em hospital da cidade.

Chico Leite trabalhou por vários anos na antiga TV Caiuás, atual RIT e atualmente integrava o corpo de funcionários do Departamento de Comunicação da Unigran.

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Uma grande quantidade de maconha apreendida na noite desta quarta-feira (22) na base operacional de Água Clara está sendo pesada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Três Lagoas.

A droga, em tabletes diferenciados de várias cores, lotou a sala de atendimento da PRF na cidade.

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Nova edição do Relatório técnico descritivo, agora abordando aspectos dos indicadores de morbidade e de mortalidade da Covid-19 em Mato Grosso do Sul, entre a 27ª e a 29ª semanas epidemiológicas, no período de 21 a 27 de junho, considerando os registros de 28 óbitos por Covid, enquanto as SRAGs (Síndromes Respiratórias Agudas Graves) foram responsáveis pela morte de outras 60 pessoas, conclui que morreram 2,14 vezes mais pessoas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves do que por Covid-19 em uma semana no Estado.

De acordo com os pesquisadores, as SRAGs estão com proporções acima da média dos anos anteriores quando comparadas com as mesmas semanas epidemiológicas de 2019. O relatório aponta o expressivo aumento de notificações de casos desse sintoma no Estado a partir de 7 a 13 de junho, ao registrar mais de 250 notificações por semana e atingindo mais de 400 notificações no período de 5 a 11 de julho. A demora na atualização dos dados pelos municípios é apontada como fator de mais dificuldades para a compreensão da doença.

O relatório indica que “aparentemente, a 29ª semana (12 a 18 de julho) apresentou mais de 300 casos notificados de SRAGs e muitos casos de internações e óbitos registrados como SRAGs não específicas podem ser casos de Covid-19. Isso chama a atenção para a subnotificação da doença, a baixa proporção de população testada e pela baixa sensibilidade do teste, aplicado de forma pouco invasiva (swab nasal ou oral)”, analisa Adeir Archanjo da Mota, professor da UFGD que coordena uma equipe de pesquisadores multidisciplinares, composta de epidemiologista, geógrafos e uma comunicadora, da UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul), UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia) e de acadêmicos e docentes da UFGD de Dourados.

O epidemiologista Cremildo João Baptista, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, explica que nem tudo que é SRAG é Covid19 e vice-versa: “É preciso realizar melhor a diferenciação e, sem testes, essa diferenciação pode ficar comprometida”. Para a pesquisadora em Comunicação, Saúde e Políticas Públicas da Universidade Federal do Oeste da Bahia, professora Fernanda Vasques Ferreira, os gestores públicos precisam encarar a realidade da pandemia com responsabilidade com a preservação das vidas e pautados pela ciência.

“Estamos diante de um fenômeno complexo - a doença. Não há espaço para ações que denotem amadorismo por parte dos gestores públicos. A doença já mostrou quais as marcas que irá deixar na sociedade e nos setores em todas as dimensões da vida humana. É momento de acolher os estudos científicos com seriedade e atenção, interpretá-los adequadamente e colocar em prática medidas que, de fato, reduzam os impactos da doença na vida das pessoas”, enfatizou a pesquisadora. Segundo Fernanda Vasques Ferreira, ações coordenadas e balizadas nos princípios da saúde coletiva além de serem mais eficientes, eficazes e resolutivas, também transmitem o adequado nível de comunicação à população da gravidade da situação que a pandemia impõe.

“Culpabilizar os indivíduos, responsabilizá-los por mortes e transferir para as pessoas a decisão que deve ser das autoridades que ocupam cargos institucionais - em especial os gestores públicos - é uma leviandade. A doença não pode ser tratada com preconceito, com estigmas, sob a guarida da religiosidade ou da moralidade. A doença precisa ser tratada pela ciência”, sentenciou a pesquisadora que tem projetos de pesquisa na área de comunicação e prevenção para a saúde. Segundo ela, é preciso tomar cuidado ao comunicar as informações oficiais relativas à Covid-19 para não criar falsas expectativas que possam gerar otimismo sem correspondência com a realidade.

O Relatório também indica que devem ser combatidas práticas de desinformação, descontextualização, infodemia e disseminação de fake news com o objetivo de preservar vidas. De acordo com a professora, das 231 notificações no catálogo do Canal Saúde Sem Fake News, do Ministério da Saúde, apenas 30 são informações que correspondem à verdade. O canal incluiu a etiqueta ‘Novo Coronavírus Fake News’ para distinguir as notificações falsas da Covid-19 das notificações falsas relativas a outras áreas da saúde. Fernanda alerta que quem tiver dúvidas sobre as informações disseminadas nas redes sociais deve enviar uma mensagem de WhatsApp para o número (61) 99289-4640 com texto ou imagem da informação duvidosa.

Equipe

O relatório foi produzido pelos professores doutores Adeir Archanjo da Mota, da Universidade Federal da Grande Dourados; Cremildo João Baptista, Ana Paula Archanjo Batarce, Elisa Pinheiro de Freitas, Eva Teixeira dos Santos, Mauro Henrique Soares da Silva, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul; Fernanda Vasques Ferreira, da Universidade Federal do Oeste da Bahia; e pelo mestre Anderson Antonio Molina da Silva, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, com o apoio técnico dos acadêmicos Antonio Idêrlian Pereira de Sousa e Pedro Antônio Araújo da Silva, da UFGD; Eduardo Henrique Rezende Santos, Leandro Pereira Santos e Rafael Rocha Sá, da UFMS.

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A equipe técnica da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul), responsável pelo acompanhamento das safras de grãos no Estado, revisou a produção e a produtividade do milho segunda safra. Antes prevista em 72 sacas por hectare, foi revisada para 76 sacas e, por consequência, a expectativa de produção estadual passou de 8.195 para 8.650 milhões de toneladas.

De acordo o Siga/MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), projeto realizado pela Aprosoja/MS e Famasul com apoio do FUNDEMS e Bayer, as projeções iniciais foram mais conservadoras devido ao atraso na implantação da cultura na janela de cultivo do cereal. “Durante a fase do plantio cerca de 29% da área dedicada ao milho foi implantada após 10 de março, que é considerada a melhor janela de plantio para o milho em Mato Grosso do Sul, além de uma geada prevista pela Embrapa CPAO em janeiro, o que gerou uma expectativa inicial modesta”, explica o presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi.

A revisão da produtividade neste momento ocorre porque após a implantação da cultura e apesar do período de março a julho ter sido marcado pela irregularidade das chuvas, verificou-se que as geadas não comprometeram de forma significativa a produtividade e a qualidade avaliada nas lavouras. E, apesar do início da colheita estar em atraso, verifica-se que a produtividade será acima do que inicialmente foi previsto.

Na primeira quinzena de julho a Aprosoja/MS apresentou revisão, em definitivo, sobre a redução na área de milho 2ª safra estadual para 1.895 milhão de hectares, ante uma área de 2.173 milhões de hectares plantados no ciclo anterior, o que ocorreu principalmente por essa preocupação dos produtores quanto a geada, que não se confirmou.

Colheita

Comparando ao mesmo período do ano passado, a porcentagem de área colhida na safra 2019/2020, encontra-se inferior em aproximadamente 38,54%, isso porque a área colhida até o momento equivale a 5.1% do total cultivado com milho, o equivalente a 95.876 hectares. A região centro de MS está com a colheita mais avançada, com média de 8,9%. Já a região norte está com 6,5% e a região sul com 3,6% de média.

Dobashi esclarece que a colheita do milho 2ª safra neste ato ocorrerá de forma bastante espaçada, diante da alta variação das lavouras e que as equipes da entidade estão em campo acompanhando o produtor para ter a melhor acurácia dos dados de campo.

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Diagnosticado com a Covid-19 no dia 15, o ex-senador Delcídio Amaral foi internado na noite desta quarta-feira (22) no Hospital Cassems, em Campo Grande. O estado de saúde do ex-senador pelo PT, e atualmente filiado ao PTB, agravou-se no fim da tarde desta quarta-feira, quando precisou de ajuda médica.

“Baixei hospital", relatou o político que, desde o dia em que anunciou que testou positivo para Covid-19, vem publicando uma espécie de ‘diário’ no perfil pessoal que mantém nas redes sociais, de como a doença causada pelo coronavírus se comporta em seu organismo.

Pouco depois das 20h desta quarta-feira, Delcídio fez a seguinte postagem no Facebook, logo que chegou ao hospital:
A Covid-19 me pegou! (8º dia)
Esse vírus é traiçoeiro. Até hoje, com altos e baixos (o tal ioiô), dei conta de ficar em casa isolado, mas o negócio deu uma desandada nos meus exames e sintomas, com perda rápida de peso e muito cansaço. Não deu outra: baixei hospital!
Mais do que nunca insisto no que, pra mim, já virou um mantra: FIQUEM EM CASA o máximo que puderem mas se precisarem sair, sempre USEM MÁSCARA e respeitem o DISTANCIAMENTO SOCIAL. Até aparecer uma vacina efetiva, não existe outra forma de nos protegermos e aos nossos entes queridos.
“Você nunca sabe o quão forte você é, até que ser forte passa a ser a única escolha que você tem”! (Bob Marley)

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