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O vice-presidente Hamilton Mourão disse hoje, 4, que "sempre haverá desmatamento" na região amazônica. Ele justificou que a legislação permite a exploração de até 20% de terras no bioma, o que exige fiscalização constante do governo em propriedades rurais. "Sempre haverá desmatamento, a legislação prevê que no caso da Amazônia se tem 100 hectares você pode desmatar 20. Nossa tarefa é impedir que o proprietário desmate além dos 20%, tem que haver fiscalização constantes das mais de 600 mil propriedades rurais no bioma Amazônia", disse em entrevista ao advogado Paulo Roque. De acordo com o vice-presidente, 45% do desmatamento da região em áreas privadas e, por isso, é preciso "verificar uma por uma". Ele ressaltou que "grande problema do desmatamento está centrado nas terras não destinadas" em invasão de terras públicas. Mourão minimizou índices de desmatamento e queimadas na região registrados neste ano. Na segunda-feira, 30, o governo divulgou que o desmatamento da Amazônia teve uma alta de 9,5% no último ano, que configura a maior taxa desde 2008, de acordo com estimativa do Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo o vice-presidente, os dados ainda são menores do que nos anos de 2004 e 2005, durante o governo Lula. Sem apresentar dados, ele disse ainda que as queimadas ficaram dentro da média histórica.

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O estúdio Paramount Pictures, que detém os direitos e foi responsável pela exibição da trilogia de filmes O Poderoso Chefão, afirmou na quarta-feira, 2, que ainda existe uma "possibilidade" de que um quarto filme da franquia seja produzido e lançado. A informação foi dada ao jornal estadunidense The New York Times por meio de um comunicado: "Apesar de não existirem planos no momento para um outro filme da saga O Poderoso Chefão, considerando o poder duradouro do seu legado, ainda existe uma possibilidade se a história certa surgir". A posição do estúdio, porém, não é a mesma do diretor e criador dos filmes, Francis Coppola, que recentemente lançou uma nova versão de O Poderoso Chefão III. Para o jornal, Coppola explicou que havia discussões para uma continuação após o lançamento do terceiro filme, mas que elas foram encerradas após a morte de Mario Puzo em 1999. Puzo escreveu o roteiro dos três filmes junto com Coppola, além de ter escrito os livros que inspiraram as produções sobre a máfia italiana nos Estados Unidos, e o diretor não teria interesse em produzir uma continuação sem o colega. "Ainda pode haver um O Poderoso Chefão IV e V e VI. Eu não sou dono dos direitos de O Poderoso Chefão", destacou ele.

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O vice-presidente Hamilton Mourão voltou a afirmar nesta sexta-feira, 04, que aceitaria convite do presidente Jair Bolsonaro para ser vice novamente em uma possível reeleição nas eleições de 2022. A aliados, Bolsonaro já deu sinais de que não pretende manter o general como vice em uma eventual chapa daqui a dois anos. "Se o presidente assim o desejar, e se for candidato a reeleição, e desejar que eu esteja ao lado dele, estamos prontos para essa trajetória, apoiando o presidente", disse em entrevista ao jornalista e advogado Paulo Roque. Questionado sobre a possibilidade de concorrer a outros cargos político, Mourão afirmou que, apesar de rumores, está concentrado em comandar o Conselho Nacional da Amazônia Legal. "Se o presidente não me convidar para ser vice dele, eu hoje não tenho nenhum outro projeto." Eleições 2020 Mourão avaliou que o resultado das eleições municipais demonstrou que os eleitores procuraram por nomes conhecidos e que tivesse pensamento menos radicalizado. "Os radicalizados não conseguiram se estabelecer nessas eleições. Daí o Centro, Centro democrático, com uma preponderância da Centro-Direita, vamos colocar assim, teve uma vitória", afirmou. Segundo ele, os eleitores entenderam que não cabe aos prefeitos discutir ideologias ou fazer reformas, mas atuar como um gestor. "Prefeito é um gestor, tem que tapar buraco nas ruas, botar esgoto, fazer com que escolas funcionem, com que hospital municipal funcione, tem que pagar em dia seus funcionários. Então, eles entenderam que o prefeito é isso, um gestor, e buscaram eleger gente que viram que teria essa capacidade de gestão", afirmou.

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nasu

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

O presidente da FEDERAÇÃO DE BEISEBOL E SOFTBOL DE MATO GROSSO DO SUL, no uso das atribuições que lhe confere o estatuto, convoca as entidades filiadas em pleno gozo dos seus direitos, para a ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, a ser realizada no dia 19/12/2.020 a Av. Weimar Gonçalves Torres 2621 em Dourados/MS com início às 14:00 hs em primeira chamada com a presença da maioria absoluta das filiadas e, em segunda chamada, trinta minutos após com qualquer número de entidades, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

1) Leitura e análise da ata anterior;

2) Calendário Esportivo/ano 2021;

3) Relatório das atividades de 2020;

4 ) Eleição da Diretoria para 2021 a 2024 e

5) Assuntos diversos.

Dourados/MS, 04 de dezembro de 2.020

SILVIO NASU – Presidente

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Até 250 mil famílias de pequenos agricultores da Região Nordeste poderão contrair US$ 217,8 milhões (R$ 1,2 bilhão) em empréstimos para combater os efeitos da seca e da fome. O financiamento foi aprovado por unanimidade pela diretoria executiva do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) das Nações Unidas.

A aprovação ocorreu ontem (3), mas só foi divulgada hoje (4) pelo Ministério da Economia. Chamado Plantando Resiliência Climática em Comunidades do Semiárido Nordestino, o projeto financiará ações de manejo sustentável da água e de enfrentamento da seca e das mudanças climáticas. Entre as principais ações, estão a introdução de tecnologias de coleta, armazenamento e reciclagem da água e a adoção de estratégias de diversificação produtiva no sertão.

Segundo o Ministério da Economia, o financiamento ainda depende de negociações internas para entrar em vigor. A pasta informou que a aprovação envolveu a articulação da Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais do ministério com as diretorias executivas do Fida e do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund, em inglês).

Critérios

As famílias serão escolhidas conforme o nível de pobreza, com prioridade para mulheres, jovens, comunidades tradicionais e indígenas. A maior parte dos recursos virá do GCF, que aportará US$ 99,5 milhões, dos quais US$ 34,5 milhões como doação não reembolsável. O Fida entrará com US$ 30 milhões.

Do lado do governo brasileiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dará US$ 73 milhões como contrapartida em empréstimos aos estados nordestinos. Estes também contribuirão com US$ 15,3 milhões em espécie. O Fida vai gerenciar a operação, mas a execução e o monitoramento do projeto, informou o Ministério da Economia, ficarão a cargo do BNDES.

Com a missão específica de combate à fome e à pobreza rural, o Fida recebe apoio do governo brasileiro há mais de 40 anos. A instituição financeira internacional está baseada em Roma, onde fica o Fundo de Agricultura e de Alimentos das Nações Unidas.

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O número de casos de malária caiu 19,1% em 2019, em relação ao ano anterior. Enquanto no ano passado foram registrados 157.454 pessoas com a doença, em 2018 o total ficou em 194.572. Os dados estão no Boletim Epidemiológico da Malária, divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (3).

O estudo traz também dados preliminares de 2020. Foi identificada uma queda de 16,2% entre os primeiros semestres deste ano e de 2019. Entre janeiro e junho de 2020 foram 60.713 casos, enquanto no mesmo período no ano anterior foram notificados 72.424 pacientes com a doença.

Na curva histórica, o Brasil vem experimentando uma redução dos casos desde 2005, quando o total anual passou dos 600.000.

Quando consideradas as pessoas que contraíram a infecção no Brasil, os chamados casos autóctones, o decréscimo entre 2019 e 2018 foi de 18,4%, de 187.757 para 153.296. No primeiro semestre de 2020, o número foi 15,1% menor do que no mesmo período no ano anterior.

As cidades com mais casos em 2019 são do Amazonas: Barcelos (8.794), São Gabriel da Cachoeira (8.605) e Manaus (6.532). Em seguida vêm outros municípios da região Norte: Cruzeiro do Sul, no Acre (6.084), e Anajás, no Pará (5.902).

As mortes em decorrência da malária também tiveram um movimento de redução, de 55 para 37 entre 2019 e 2018. Contudo, o total é maior do que o registrado em 2017, quando 34 pessoas perderam a vida para a doença. As internações também caíram em 2019, sendo 12,2% menores do que as registradas em 2018.

A Malária é mais comum na Amazônia Legal, região formada pelos estados do Norte, além do Maranhão e de Mato Grosso. Mas os autores do relatório destacam que mesmo nos outros estados é preciso ter cuidado.

“Na região extra-amazônica, formada pelos demais estados e o Distrito Federal, apesar dos poucos casos, a doença não pode ser negligenciada, pois o retardo do diagnóstico e do tratamento pode desencadear a internação e até o óbito do paciente”, apontam.

Em todo o mundo, a doença atingiu entre 206 e 258 milhões de pessoas e causou a morte de 405 mil pessoas em 2018. Segundo os autores do documento, a enfermidade é considerada um dos mais graves problemas de saúde pública do planeta.

O Plano Nacional de Eliminação da Malária no Brasil estabelece um conjunto de metas, entre elas erradicar a transmissão da doença em 2035, registrar menos de 14 mil casos em 2030 e não ter mais mortes decorrentes da enfermidade daqui a 10 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, no primeiro semestre 20 estados estavam dentro dos parâmetros para atingir a meta.

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A Fifa disse nesta sexta-feira (4) que a edição 2021 do Mundial de Clubes acontecerá em dezembro do próximo ano no Japão. O anúncio foi feito durante reunião por videoconferência do conselho da entidade máxima do futebol mundial. Ao contrário do que estava planejado anteriormente, a edição 2021 da competição não contará com 24 equipes, mas com sete, seguindo o modelo da edição de 2019, que foi conquistada pelo Liverpool (Inglaterra) em final contra o Flamengo.

“Os clubes e os fãs de clubes do todo o mundo querem [o Mundial de Clubes com 24 participantes]. Porém, antes temos que saber quando vamos fazer. É certo que será na China, mas ainda não decidimos quando”, declarou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

A próxima edição do Mundial de Clubes, a de 2020, acontece em fevereiro de 2021, no Catar. Quatro equipes já garantiram vaga na competição: Bayern de Munique (Alemanha), Al Ahly (Egito), Al Duhail (Catar) e Auckland City (Nova Zelândia).

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Mulheres e pessoas com filhos menores que cinco anos são os que mais relatam perda de tempo produtivo no trabalho remoto, segundo pesquisa realizada com servidores federais pelo Ministério da Economia em parceria com a Universidade de Duke (EUA). Os dados são mais um retrato do desafio de mulheres e pais de crianças menores conciliar as atividades, num momento em que o teletrabalho se tornou peça-chave para muitas empresas e o próprio serviço público para seguir funcionando na pandemia da covid-19. A pesquisa ouviu 16.765 mulheres, 15.586 homens e 33 servidores que não se identificaram com nenhum dos dois gêneros (como é o caso de transgêneros, por exemplo). De acordo com os dados, as mulheres relataram que cerca de 26 minutos são improdutivos a cada hora trabalhada, mais que o dobro dos homens (12 minutos a cada hora trabalhada). Entre quem não se identificou como nenhum dos dois, a perda é de quase 44 minutos por hora. Não é de hoje que as pesquisas mostram uma sobrecarga maior de afazeres domésticos sobre mulheres. Embora o número de homens que dedicam parte de seu tempo a essas tarefas esteja aumentando ano a ano, a disparidade ainda existe. Em 2019, eles gastaram em média 11 horas por semana com esses afazeres, incluindo o cuidado com crianças e idosos, enquanto as mulheres gastaram uma média de 21,4 horas semanais, segundo o IBGE. A diferença existe mesmo quando ambos estão empregados - ou seja, a maior parte da dupla jornada fica com a mulher. A perda de produtividade no serviço público também foi maior entre funcionários com filhos até 5 anos. O trabalho produtivo sofreu um impacto de 42 minutos improdutivos a cada hora trabalhada, contra uma redução de 16 minutos entre os que não têm filhos dessa idade. Nas demais faixas etárias, a diferença de efeito de perda de horas produtivas entre quem tem ou não filho foi menor. Apesar dos percalços, grande parte dos servidores declarou desejo e disposição em equilibrar as horas de trabalho no escritório e em casa. Antes da covid-19, quase 75% das horas eram trabalhadas na sede do órgão de lotação do funcionário, e menos de 20% em casa. Na visão ideal no pós-covid, os servidores gostariam de dedicar 48,38% das horas em casa e 44,20% no escritório. De forma geral, a pesquisa aponta entre os principais desafios no trabalho remoto as distrações que existem em casa, a falta de interação com colegas, os problemas tecnológicos enfrentados e a falta de delimitação da fronteira entre vida pessoal e profissional. "No contexto de pandemia, com a necessidade do distanciamento social, foi preciso adotar de maneira emergencial o trabalho remoto. E a pesquisa de Duke nos trouxe dados muito importantes dessa fase, que vão balizar as diretrizes do trabalho remoto e subsidiar a construção de novas políticas públicas de gestão de pessoas no serviço público", ressalta o Secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart. Sobre a percepção geral do teletrabalho, a resposta mais frequente dos servidores é a de que eles se saem melhor quando os supervisores acreditam neles. "Como é difícil monitorar o trabalho remoto, a confiança se torna um fator muito importante para a produtividade profissional", afirma o coordenador-geral de pesquisa da Enap, Cláudio Shikida. O governo já tem dado sinais de que o teletrabalho será adotado como política permanente em determinados segmentos do setor público, e a pesquisa - cujos resultados ainda são preliminares - ajudarão na formulação dessa estratégia. Os questionários foram respondidos online pelos servidores.

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O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira, 4, que existe "certa incompreensão" no seu relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro fruto de "intrigas palacianas". Mourão citou que parte dos assessores do chefe do Planalto "distorcem fatos" sobre as ações realizadas pela vice-presidência. "Muitas vezes há incompreensão de parte de alguns assessores do próprio presidente que procuram distorcer fatos e levar uma outra realidade em relação às ações que eu tenho procurado realizar", disse em entrevista ao jornalista e advogado Paulo Roque. Mourão ressaltou que seu relacionamento com o presidente é baseado na "lealdade e disciplina intelectual". Ao citar que guia seu trabalho para assessorar Bolsonaro "na difícil tarefa de governar o País", o vice-presidente foi questionado se estava conseguindo realizar a tarefa. "Em muitos aspectos sim (consigo ajudar), outros muitas vezes há uma certa incompreensão, mas isso eu coloco sempre fruto das intrigas palacianas que são comuns em todo e qualquer governo", disse. Na visão de Mourão, "o vice-presidente tem que ter a disciplina intelectual para entender quais são as linhas mestras traçadas pelo titular do governo". "O vice-presidente, apesar de ter nomezinho na urna, vem como força de acompanhamento, mas não como ator principal desse filme", comentou. Recentemente, Mourão e Bolsonaro divergiram sobre assuntos relacionado a vacina contra a covid-19 e as eleições nos Estados Unidos. O vice-presidente destacou que lida com os "ruídos" na relação com Bolsonaro "da forma mais calma possível". "Eu tenho sido extremamente leal nas minhas atividades, extremamente coerente na minha maneira de pensar e na maneira de buscar assessorar o presidente", disse. "Há um ruído, a gente espera que passe e aí a gente acomoda as coisas, sem fazer daquilo um cavalo de batalha, sem transformar esse ruído em algo muito maior do que ele é, um mero ruído", acrescentou. Na entrevista, indo na linha contrária de Bolsonaro, Mourão admitiu que o governo falhou em não sugerir uma diretriz única de orientação para os entes da federação no combate à pandemia da covid-19. Para Mourão, não havia outra saída senão deixar gestores locais atuarem. "Acho que naquele momento talvez o mais eficaz para o governo seria ter colocado uma diretriz e cada ente nacional aderiria a essa diretriz de acordo com as suas necessidades e momento", observou. "Acho que isso foi uma falha que nós tivemos, nós poderíamos ter feito uma diretriz, fizemos isso de forma informal", completou.

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A Globo divulgou um comunicado falando sobre suas políticas de apuração sobre denúncias internas envolvendo seus funcionários. Nesta sexta-feira, 4, a revista Piauí trouxe novas informações sobre as acusações de assédio sexual e moral envolvendo o humorista Marcius Melhem, que trabalhou na emissora como ator e roteirista e chegou a comandar o departamento de humor. Em nota, a Globo informa que "não comenta questões de compliance, mas reafirma que todo relato de assédio, moral e sexual, é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento". Também diz que "não tolera comportamentos abusivos em suas equipes e incentiva que qualquer abuso seja denunciado". A emissora destaca a manutenção de um "canal aberto" para denúncias, e o compromisso com sigilo dos processos e a sua investigação, além de ressaltar que "não faz comentários sobre as apurações". As medidas cabíveis tomadas após as apurações "podem ir de uma advertência até o desligamento" dos funcionários e que, neste último caso, "as razões de compliance não são tornadas públicas". Entenda as acusações de assédio a Marcius Melhem As primeiras denúncias surgiram no fim de 2019, e foram negadas por Melhem. Em março de 2020, ele se afastou do comando do humor da emissora, e também de suas funções como roteirista e ator, alegando a necessidade de acompanhar tratamento de saúde de sua filha. O período inicial de licença seria de quatro meses. Em vez de retornar, porém, Marcius Melhem teve seu contrato com a emissora encerrado após 17 anos. No comunicado final, a emissora destacou sua "importante contribuição para a renovação do humor" e não citou as acusações de assédio, o que teria gerado insatisfação em alguns artistas que acompanharam o caso internamente. Em 24 de outubro, uma reportagem da Folha de S.Paulo, trouxe entrevista com a advogada Mayra Cotta, que assessora um grupo de artistas que endossam as acusações contra Marcius Melhem. "Houve um comportamento recorrente, de trancar mulheres em espaços e as tentar agarrar, contra a vontade delas. De insistir e ficar mandando mensagem, inclusive de teor sexual, para mulheres que ele decidia se iam ser escaladas ou não para trabalhar, se ia ter cena ou não para elas. De prejudicar as carreiras de mulheres que o rejeitaram. De ficar obcecado, perseguindo, mesmo. Foi um constrangimento sistemático e insistente, muito recorrente", relatou, à época. Pouco depois, em seu Twitter, Marcius Melhem se manifestou publicamente sobre as acusações pela primeira vez. "Diante de acusações tão graves, que de forma alguma cometi, o que eu posso fazer? Negar. Coloco à disposição toda minha comunicação que tenho arquivada, com qualquer pessoa que tenha trabalhado ou se relacionado comigo nesses anos", afirmou. "Mas, mesmo abraçando profissionalmente a causa feminista, ainda combato o machismo dentro de mim, erro, posso ter relações que magoem. Tento melhorar e aprender. E queria muito falar sobre isso", disse, em outro momento. Nesta sexta-feira, 4, a revista Piauí publicou novos detalhes sobre o caso, após ter colhido depoimentos de 43 pessoas, entre vítimas e testemunhas, muitas das quais na condição de anonimato. Entre os relatos, há detalhes dos supostos assédios que teriam sido praticados por Melhem e relatados ao compliance da emissora. Também há relatos de medidas que teriam sido tomadas por funcionários da Globo em relação à situação, como uma sugestão de que Marcius Melhem fizesse terapia após uma acusação. Posição da Globo Confira a íntegra do comunicado enviado pela Globo após ser questionada sobre o caso envolvendo Marcius Melhem. "A Globo não comenta questões de compliance, mas reafirma que todo relato de assédio, moral ou sexual, é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento. A Globo não tolera comportamentos abusivos em suas equipes e incentiva que qualquer abuso seja denunciado. Neste sentido, mantém um canal aberto para denúncias de violação às regras do Código de Ética do Grupo Globo. Por esse Código, assumimos o compromisso de sigilo do processo, assim como o de investigar, não fazer comentários sobre as apurações e tomar as medidas cabíveis, que podem ir de uma advertência até o desligamento do colaborador. Mesmo nas hipóteses de desligamento, as razões de compliance não são tornadas públicas. Somos muito criteriosos para que os estilos de gestão estejam adequados aos comportamentos e posturas que a Globo quer incentivar e para que as medidas adotadas estejam de acordo com o que foi apurado. Não foi diferente nesse caso. O acolhimento e a empatia com quem relata situações de violação do Código de Ética são pontos essenciais do programa de compliance da empresa. Isso não quer dizer que os processos de compliance sejam estáticos. Ao contrário. Eles evoluem constantemente para acompanhar as discussões da sociedade. As práticas e as avaliações são revistas o tempo inteiro, assim como são propostas e acolhidas sugestões de melhoria nos mecanismos de comunicação interna. A própria sociedade está se transformando e a empresa acompanha esse processo."

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