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Estadão Contéudo

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A Tyson Foods Inc., maior empresa de carne dos EUA em vendas e principal fornecedora de frango do país, informou, nesta quarta-feira, que concordou em resolver todas as reivindicações feitas na Justiça por requerentes da ação antitruste no mercado de aves de corte. A empresa informou que pagará um total de US$ 221,5 milhões em acordos judiciais. Anteriormente, no dia 12 de janeiro, a Tyson divulgou que havia fechado acordo para encurtar uma batalha judicial que se arrasta por quatro anos, sobre suposto esquema de cartel na indústria do setor, em torno de US$ 65 bilhões. Redes de restaurantes, supermercados e distribuidores de alimentos acusaram a Tyson, e também a Pilgrim's Pride - segunda maior processadora de aves dos EUA em vendas -, além de outras grandes empresas de frango, de coordenar a produção para aumentar os preços de alimentos básicos, como peito e asas de frango. Na ocasião, a Pilgrim's informou que havia concordado em pagar US$ 75 milhões para resolver ações civis apresentadas. As multas da Tyson Foods devem aparecer nas demonstrações financeiras do primeiro trimestre da companhia em 2021. As ações da companhia subiram 1,6% nas negociações do pré-mercado, após a informação. Nos últimos 12 meses, os papéis da empresa caíram 29% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US).

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Donald Trump discursou pela última vez como 45º presidente dos Estados Unidos, nesta quarta-feira, 20, na Base Aérea Andrews, depois de deixar a Casa Branca, em Washington D.C. "Nós voltaremos de alguma forma", declarou o republicano a apoiadores. Ao lado da esposa, Melania, ele desejou "sorte" e "sucesso" ao novo governo. Joe Biden tomará posse ainda nesta quarta-feira como 46ª presidente do país. "O que fizemos foi incrível para qualquer padrão. Não fomos um governo comum", afirmou Trump, quatro anos depois de assumir o cargo. Entre outras medidas tomadas durante o período em que foi presidente, o republicano destacou o corte de impostos corporativos realizado em 2017. "Espero que não aumentem seus impostos", disse. Trump ressaltou também o começo da vacinação contra a covid-19 no país e se vangloriou de a imunização ter sido desenvolvida em apenas nove meses. O republicano disse que a economia americana deve apresentar "bons números" nos próximos meses e pediu: "Lembrem de nós." Joe Biden venceu Donald Trump na eleição presidencial de 3 de novembro de 2020. O democrata conquistou 306 votos no Colégio Eleitoral e o republicano, 232. Em um pleito atípico, em meio à pandemia de covid-19, o recorde de votos por correio atrasou a contagem em Estados decisivos. O resultado só saiu em 7 de novembro, quando o democrata foi declarado vitorioso na Pensilvânia. Trump, porém, não aceitou a derrota. O republicano recorreu aos tribunais, mas não conseguiu reverter o resultado da eleição. Sem apresentar provas, ele alegava fraude no pleito. No dia 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso estava reunido em uma sessão conjunta para certificar a vitória de Biden, apoiadores de Trump invadiram o Capitólio para tentar impedir o processo. Depois do confronto, os extremistas foram retirados do prédio. A sessão, então, foi retomada e terminou na manhã de 7 de janeiro. A invasão do Capitólio por seus apoiadores levou Trump a se tornar o primeiro presidente americano a sofrer impeachment duas vezes na Câmara dos Representantes. Em 13 de janeiro, o processo aberto contra o republicano por "incitação à insurreição" foi aprovado na Casa com 232 votos a favor, incluindo 10 republicanos, e 197 contra. O segundo impeachment ainda não foi analisado pelo Senado, que rejeitou o primeiro, no começo de 2020.

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O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Jorge Mussi, determinou nesta terça-feira, 19, que o governo do Amazonas e prefeitos do Estado prestem informações, em até 48 horas, sobre o recebimento e uso de recursos federais para o combate à pandemia da Covid-19. Os gestores também terão de apontar quando tiveram conhecimento do risco de desabastecimento de oxigênio nas unidades de saúde. A decisão foi proferida a pedido do Ministério Público Federal (MPF), no âmbito do inquérito instaurado na corte para apurar supostas fraudes envolvendo a instalação de um hospital de campanha em Manaus. A investigação corre sob sigilo e as informações foram divulgadas pelo STJ. No sábado, dia 16, o procurador-geral da República, Augusto Aras pediu abertura de inquérito no STJ para apurar suposta omissão do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e da prefeitura de Manaus quanto à adoção das medidas de combate à covid-19, especialmente o fornecimento de oxigênio. Ao analisar a solicitação, Jorge Mussi, no exercício da presidência do STJ, considerou haver possibilidade "de que tenha havido ilegalidades diversas no emprego de recursos federais destinados ao enfrentamento da pandemia" no Amazonas, justificando a conexão com o pedido no inquérito já em andamento. O ministro ordenou o fornecimento de uma série de informações: valor total de recursos federais recebidos; as ações adotadas no combate à pandemia; o número de leitos clínicos e de UTI à disposição; e o número de profissionais envolvidos nas ações de combate à pandemia, além de outros dados técnicos sobre as ações de saúde pública desenvolvidas pelo SUS. O ministro ainda determinou que sejam prestadas informações detalhadas sobre o fornecimento de oxigênio para Amazonas, dados sobre as empresas fornecedoras, cópias dos procedimentos de contratação, critérios técnicos utilizados para a aferição da necessidade de oxigênio para as unidades de saúde do Estado e dados sobre a periodicidade das entregas e os setores responsáveis pela demanda.

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O Morgan Stanley informou nesta quarta-feira (20) que registrou lucro líquido de US$ 3,48 bilhões no quarto trimestre de 2020, ou US$ 1,81 por ação. Em termos ajustados, o ganho por cada papel do banco ficou em US$ 1,92, superando a previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 1,30. O resultado também superou os números de igual período de 2019, quando o lucro líquido somou US$ 2,2 bilhões, ou US$ 1,30 por ação. A receita da companhia, por sua vez, subiu de US$ 10,9 bilhões nos últimos três meses de 2019 a US$ 13,6 bilhões no intervalo de outubro a dezembro do ano passado. Nesse caso, o consenso do mercado apontavam para US$ 11,6 bilhões. "A empresa produziu um trimestre muito forte e resultados recordes no ano inteiro, com excelente desempenho em todos os três negócios e localidades", ressaltou o CEO James P. Gorman. Em 2020 como um todo, o lucro líquido da instituição financeira foi de US$ 11 bilhões (ante US$ 9 bilhões em 2019) e a receita somou US$ 48,2 bilhões, comparado com US$ 41,4 bilhões no ano anterior.

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A poucas horas da posse de Joe Biden como o 46º presidente dos Estados Unidos, o atual ocupante do cargo, Donald Trump, se despediu da Casa Branca, por volta das 10h desta quarta-feira, 20, pelo horário de Brasília. O mandatário embarcou no helicóptero presidencial junto a sua mulher, Melania Trump, em direção à Base Aérea Andrews, onde participará de evento com apoiadores. "Foi a maior honra da minha vida governar o país. Eu amo o povo americano", disse a repórteres o presidente republicano, que quebrará a tradição ao não participar da cerimônia de posse do sucessor.

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O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, que presidirá o Conselho Europeu nos próximos seis meses, defendeu que a União Europeia (UE) busque um acordo econômico com o Mercosul. Para ele, o debate sobre o tratado com o bloco latino-americano não deve abordar apenas a questão econômica, mas também a geopolítica. "A Europa não pode perder a importância que tem para a região do indo-pacífico, temos que celebrar a nossa ligação com a América Latina", defendeu o português. Costa, porém, não desconsiderou as preocupações das lideranças europeias sobre o possível impacto ambiental do acordo com o Mercosul. "Aguardamos a conclusão dos estudos da Comissão Europeia sobre o impacto ambiental deste acordo e sobre os passos a dar. Ninguém quer esconder na floresta amazônica uma política agrícola que tem que ser reformada", disse o premiê.

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi nesta quarta-feira, 20, ao Parlamento do país e fez uma defesa do trabalho de seu governo para enfrentar a pandemia da covid-19. Ele afirmou que a administração pretende manter seu plano de imunizar os grupos mais vulneráveis até meados de fevereiro, mas admitiu que a meta tem se mostrado "muito difícil", diante de limites na oferta de vacinas. Johnson enfatizou que o governo tem feito "o máximo possível" para proteger a população, estando atento ao surgimento de novas cepas do vírus, mais contagiosas. Ele comentou que, se for o caso, haverá um trabalho de cientistas para adaptar as vacinas para essas cepas. Até agora, cientistas têm afirmado que as vacinas disponíveis dão conta das novas variantes. O premiê ainda defendeu seu plano de restringir a entrada de pessoas, para conter a disseminação do vírus. Segundo ele, o Reino Unido possui um dos controles mais duros com essa finalidade. Johnson ainda parabenizou o presidente eleito dos EUA, Joe Biden, que assume hoje, e disse estar "ansioso" para trabalhar em conjunto com o americano. Segundo o premiê, uma boa relação com o presidente do país é parte dos requisitos obrigatórios para qualquer primeiro-ministro britânico.

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Ao menos seis pessoas da mesma família morreram por asfixia na cidade de Faro, Pará, de segunda-feira, 18, para terça-feira, 19. A realidade no local, de 12 mil habitantes, é de colapso na rede da saúde com a falta de oxigênio para pacientes da covid-19. O município fica na divisa com o Amazonas, Estado que ainda não resolveu a crise de abastecimento do insumo, que se estende há pelo menos 13 dias. Na última semana, outras 18 pessoas morreram asfixiadas em três cidades amazonenses, conforme governos locais e o Ministério Público. Balanços extraoficiais de prefeituras e médicos apontam um total de 35 óbitos. Em Faro, a situação mais preocupante é na comunidade de Nova Maracanã, onde havia na terça 34 hospitalizados. A prefeitura pede ajuda para transferir oito doentes em estado grave e com urgência de UTI. A falta de estrutura também atinge as cidades vizinhas de Terra Santa (PA) e Nhamundá (AM). Na manhã desta terça-feira, o prefeito de Faro, Paulo Carvalho, conseguiu comprar 20 cilindros de oxigênio de Santarém (PA). Faro também costuma comprar suprimentos em Manaus. "Ambas as cidades estão em crise. A demanda é maior que a quantidade, porque a produção está comprometida", diz, referindo-se à crise na empresa White Martins, fornecedora de oxigênio hospitalar no oeste do Pará. Prevendo alta de infecções, a prefeitura de Faro aumentou o total de leitos de seis para 30. Segundo o médico da Unidade Básica de Saúde da cidade Yordanes Perez, o oxigênio recebido nesta terça garante só dois dias de tratamento dos pacientes. O morador Luís Carvalho relatou a mobilização na madrugada para ajudar os doentes. Segundo ele, foi preciso o empréstimo de dois cilindros de Nhamundá para evitar mais mortes. "Eram três horas da madrugada quando duas balas (cilindros) chegaram de voadeira (espécie de lancha) em Faro. Uma ficou aqui (NA UBS) e a outra levamos de carro para Nova Maracanã", conta. Desde o dia 5, Faro está em toque de recolher. De 20h às 5h, não é permitida movimentação. Durante o dia, o comércio local funciona com restrições. As medidas foram tomadas após o fim de ano, quando a cidade recebeu muitos visitantes de Manaus. Na semana passada, o Pará proibiu a circulação de embarcações vindas do Amazonas. A Secretaria de Saúde Pública do Pará informou ser de responsabilidade das prefeituras a manutenção de contratos e a aquisição do oxigênio. Conforme o Estado, 159 cilindros foram distribuídos ontem para a região. Amazonas Em Coari, a 362 quilômetros de Manaus, foram confirmados sete óbitos de domingo para segunda por falta de oxigênio no hospital regional. A prefeitura da cidade acusou o Estado de reter 200 cilindros. Conforme o governo, o Estado teria enviado 40 cilindros na segunda, mas o avião que realizaria o desembarque dos equipamentos foi direto para o município de Tefé, a 523 km da capital, impossibilitando o retorno a Coari já que o aeroporto local não opera voos noturnos. Em nota, a Secretaria de Saúde do Amazonas disse lamentar e afirmou que, por "opção do município, o sistema de saúde na cidade é independente, sendo a gestão municipal". Mas, segundo o texto, o Estado "nunca se furtou de auxiliar a administração local". A pasta alega que a carga de cilindros foi enviada a Tefé, por causa de um atraso da fornecedora de oxigênio. As outras mortes por asfixia no interior foram em Manacapuru (7), segundo o MP e Itacoatiara (4), onde o governo do Estado sugeriu na semana passada abrir valas diante da impossibilidade de suprir rapidamente os estoques de oxigênio. Em Manaus, não há dados oficiais. O Amazonas não está conseguindo suprir a demanda do interior de pedidos de internação ou oxigênio. Enquanto defensores públicos e promotores entram com ações civis públicas para tentar priorizar seus municípios, decisões judiciais barram as tentativas e colocam na mão do Estado decidir quem é prioridade.

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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) tornou prioritário, nas travessias reguladas pelo órgão, o embarque e desembarque de veículos com cargas de material hospitalar ou oxigênio com origem ou destino ao Estado do Amazonas. O sistema de saúde da capital do Estado, Manaus, entrou em colapso em virtude do agravamento da pandemia de covid-19 na cidade. A situação na capital amazonense piorou desde a semana passada, quando começou a faltar oxigênio hospitalar para tratar pacientes, o que provocou mortes por asfixia. A falta de oxigênio atinge pacientes com diferentes problemas de saúde, inclusive pessoas com covid-19 e até bebês prematuros. O problema já afeta outras cidades do Amazonas, além de Manaus. A decisão da Antaq, publicada no Diário Oficial da União (DOU), ainda estabelece que os operadores da linha de travessia de veículos entre os municípios de Manaus e Careiro da Várzea, na diretriz da Rodovia BR-319, deverão realizar o transporte imediato do veículo com cargas desses materiais. A obrigação desse transporte imediato se dará pela empresa que se encontrar disponível, diz o ato. O texto também diz que, quando necessário, a Antaq emitirá autorização emergencial para o transporte longitudinal de cargas e para o transporte misto de passageiros e cargas de material hospitalar e oxigênio, comprimido ou líquido refrigerado, para a região hidrográfica amazônica.

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A vacina contra covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson obteve indicadores satisfatórios de segurança e produção de resposta imunológica, de acordo com resultados das fases 1 e 2 publicados no periódico científico The New England Journal of Medicine. Os resultados positivos foram obtidos após aplicação única do imunizante em voluntários, com duas dosagens diferentes. Essa característica é tida como o diferencial da vacina, já que representaria uma imunização acelerada da população. "Uma dose única da (vacina) Ad26.COV2.S induziu uma forte resposta humoral na maioria dos receptores da vacina, com a presença de anticorpos neutralizantes em mais de 90% dos participantes, independentemente da faixa etária ou da dose da vacina", escreveram os pesquisadores da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, na conclusão do estudo. Os anticorpos aumentaram e se estabilizaram ao longo de uma análise de 71 dias, o que sugere a durabilidade da resposta imune da vacina, acrescentam os especialistas no estudo divulgado na semana passada. O Brasil é um dos países no qual a empresa desenvolve testes da vacina. A liberação para a condução de estudos de fase 3 ocorreu em agosto e previa 7 mil voluntários. Pessoas de outros países da América Latina também foram recrutadas, ainda que aquém do inicialmente planejado, já que a farmacêutica decidiu reduzir a quantidade global de voluntários. Os dados da fase 3 é que indicarão se o imunizante ofereceu proteção contra o desenvolvimento da covid-19, apontando a sua taxa de eficácia. No mais recente estudo, os pesquisadores analisaram os resultados da aplicação da vacina em 805 participantes, entre adultos e idosos. Eventos adversos como fadiga, dor de cabeça e dor no local da aplicação foram notados, mas as pessoas tiveram rápida recuperação. Outros casos foram notados, mas os especialistas destacaram que não houve relação com o imunizante. Outro resultado relevante foi a resposta imunológica gerada pela vacina. A pesquisa mostra que 90% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes 30 dias após a aplicação. O número subiu para 100% quando os dados foram analisados 57 dias após o recebimento da dose, o que indica que uma menor parte do grupo demorou mais tempo para desenvolver a proteção. Os resultados foram obtidos tanto nos grupos mais novos como nos mais velhos, e também foi notado tanto nos que receberam dosagem menor quanto nos que receberam dosagem maior. A vacina da Johnson & Johnson está nos planos do Brasil. Plano divulgado pelo Ministério da Saúde em dezembro mostra a inclusão de 38 milhões de doses do imunizante. De acordo com o governo federal, 3 milhões de doses dessa vacina seriam disponibilizadas no segundo trimestre de 2021, 8 milhões, no terceiro trimestre, e 27 milhões, no quarto trimestre do ano que vem.

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