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Estadão Contéudo

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Um dia depois do brutal assassinato de um homem negro em Porto Alegre, o presidente Jair Bolsonaro postou uma série de mensagens no Twitter nas quais nega racismo no Brasil, diz que é "daltônico" por não ver cor de pele e em nenhum momento menciona o caso. Para Bolsonaro, quem prega conflitos e discórdia deve ir para o "lixo". A manifestação do presidente ocorreu na noite desta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, quando ele afirmou que os problemas do País vão além das questões raciais. "Não nos deixemos ser manipulados por grupos políticos. Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença", escreveu Bolsonaro. "Aqueles que instigam o povo à discórdia, fabricando e promovendo conflitos, atentam não somente contra a nação, mas contra nossa própria história. Quem prega isso está no lugar errado. Seu lugar é no lixo". João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido até a morte na noite desta quinta, 19, em uma loja da rede de supermercados Carrefour, na capital gaúcha. Um dos agressores era segurança do local e o outro, um policial militar. Os dois eram brancos. Bem antes de Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o assassinato de Freitas não pode ser classificado como racismo. "Digo com toda tranquilidade para você: não existe racismo no Brasil", afirmou Mourão. Nas redes sociais, Bolsonaro disse que o grande mal do Brasil é a corrupção. "Estamos longe de ser perfeitos. Temos, sim, os nossos problemas, esses muito mais complexos e que vão além das questões raciais. O grande mal do país continua sendo a corrupção moral, política e econômica. Os que negam este fato ajudam a perpetuá-lo", afirmou. Logo depois, sem mencionar o crime que chocou o País, o presidente argumentou que não adianta dividir o sofrimento do povo brasileiro em grupos. "Problemas como o da violência são vivenciados por todos, de todas as formas, seja um pai ou uma mãe que perde o filho, seja um caso de violência doméstica, seja um morador de uma área dominada pelo crime organizado", observou ele. Nos tuítes, Bolsonaro tentou passar a ideia de que existem "interesses" para criar "tensões" no País e apelou para o discurso da união. "Um povo unido é um povo soberano, um povo vulnerável é mais fácil de ser controlado. E há quem se beneficie politicamente com a perda da nossa soberania", disse. A exemplo de Mourão, o presidente abordou a miscigenação de raças existente no Brasil e, ignorando os protestos pelo assassinato do homem negro, disse que tentam destruir a "essência desse povo" para colocar o ódio em seu lugar. "Somos um povo miscigenado. Brancos, negros, pardos e índios compõem o corpo e o espírito de um povo rico e maravilhoso. Em uma única família brasileira podemos contemplar uma diversidade maior do que países inteiros", postou Bolsonaro. Nem mesmo em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, na noite desta sexta-feira, 20, o presidente havia tratado do crime. No Twitter, porém, ao elogiar os brasileiros, ele culpou adversários pelo que chamou de "divisão" do País. "Foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo. Contudo, há quem queira destruí-la, e colar em seu lugar conflito , o ressentimento, o ódio e a divisão entre classes, sempre mascarados de "luta por igualdade" ou "justiça social", tudo em busca do poder", afirmou. As mensagens de Bolsonaro dividiram seus seguidores nas redes sociais e muitos protestaram. "Queria ver se fosse seu filho ou pai, (se) falaria isso. Hipócrita!", reagiu um internauta. "Perdeu a oportunidade de ficar calado", comentou outro.

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O presidente Jair Bolsonaro conversou por cerca de duas horas nesta sexta-feira, 20, com o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Bernardo Moreira Garcez Neto. O magistrado é integrante do Órgão Especial do tribunal, o mesmo que vai decidir se aceita ou não a denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos). O filho "Zero Um" do presidente é acusado de comandar um esquema de "rachadinha" em seu gabinete da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quando era deputado estadual. O desembargador deixou o Palácio do Planalto por voltas das 16h e não respondeu às perguntas da imprensa. Na saída da sede do governo, Garcez chegou a se esconder atrás de uma pilastra para não ser abordado por jornalistas. Em nota divulgada por volta das 18h20, o Tribunal de Justiça informou que "não foram tratados assuntos relacionados a processos judiciais." Oficialmente, o motivo do encontro foi o convite da Presidência, por meio da Secretaria Especial de Modernização do Estado (SEME), para que a Corregedoria do TJ-RJ participe do Comitê de Modernização de Ambiente e Negócios, que tem o objetivo de melhorar os indicadores do Brasil para atrair investimentos. Na versão oficial, Garcez foi chamado ao Planalto para para participar de discussões sobre "registros de propriedades". O tribunal acrescentou que no encontro também foi discutida a "importância da Declaração de Nascimento e Declaração de Óbito Eletrônicas (e-DNV/ e-DO) para impedir fraudes". "O Corregedor e o Presidente trataram ainda de assuntos gerais de interesse da Administração Pública, como os desafios enfrentados pela Primeira Instância do Judiciário durante o período da pandemia. Não foram tratados assuntos relacionados a processos judiciais", informou a nota. O relator do caso das "rachadinhas" é o desembargador Milton Fernandes de Souza, responsável por analisar a denúncia para que o tribunal, formado por 25 magistrados, decida se abre ou não o processo contra Flávio. O mandato de Bernardo Garcez como corregedor termina no fim deste ano. O filho mais velho do presidente foi denunciado no dia 4 de novembro pelo Ministério Público por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além dele, também foram denunciados o ex-assessor Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas acusadas de participarem do esquema. Na peça de 290 páginas apresentada ao relator do caso, a Procuradoria aponta que a organização criminosa comandada por Flávio Bolsonaro desviou R$ 6.100.091,52 dos cofres da Assembleia Legislativa do Rio, mediante desvio de pagamentos em favor de doze "funcionários fantasmas". Dos valores desviados, ainda segundo o MP-RJ, R$ 2.079.149,52 foram "comprovadamente repassados" para a conta bancária de Fabrício Queiroz, o faz-tudo da família Bolsonaro e apontado como operador financeiro do esquema das "rachadinhas’. Já R$ 2.154.413,45 foram disponibilizados à organização criminosa mediante saques elevados de dinheiro em espécie "na boca do caixa". O senador nega as acusações do MP e diz que a denúncia não se sustenta. Segundo a defesa de Flávio, não há qualquer prova que confirme os crimes imputados ao parlamentar. Prática comum Em 25 de agosto, Bolsonaro também recebeu advogados do filho Flávio no Planalto. Sem registro na agenda oficial, o encontro teve a participação do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, e do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Em nota, o GSI afirmou que o objetivo da reunião foi debater supostas "irregularidades das informações constantes de Relatórios de Investigação Fiscal" produzidas por órgãos federais contra o filho. À época, o procurador-geral da República Augusto Aras enviou petição ao Supremo Tribunal Federal, afirmando que havia sido instaurada uma notícia de fato para apuração preliminar, ‘em tese, na esfera penal’, sobre a reunião. Segundo o chefe do Ministério Público, se houvesse "indícios razoáveis de possível(is) prática(s) delitiva(s)" pediria abertura de inquérito. O documento foi elaborado em resposta ao pedido do ministro do STF Ricardo Lewandowski para que a PGR se manifestasse sobre a notícia-crime apresentada pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). A petista pedia que fosse aberto um inquérito para apurar supostos crimes de advocacia administrativa e tráfico de influência relacionados à reunião. Bolsonaro já é alvo de um inquérito no Supremo que apura acusação do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que ele teria interferido na Polícia Federal para proteger parentes e amigos. "Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui. Isso acabou. Eu não vou esperar f. minha família toda de sacanagem, ou amigo meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence à estrutura", disse o presidente em reunião ministerial de 22 de abril. Bolsonaro nega a acusação apresentada por Moro, que provocou a abertura de inquérito.

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O empresário Abílio Diniz, membro dos Conselhos de Administração do Carrefour Global e do Carrefour Brasil, comentou a morte de João Alberto Silveira Freitas no fim da noite desta sexta-feira, 20. Em uma série de postagens em sua conta no Twitter, ele classificou o fato como "uma tragédia e uma enorme brutalidade". O homem negro de 40 anos foi espancado e morto por dois seguranças em uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre na noite de quinta-feira. Sua morte, às vésperas do Dia da Consciência Negra, desencadeou uma série de protestos contra o racismo em várias cidades brasileiras. Diniz, que também é acionista do grupo, afirmou que pediu à empresa para trabalhar "incansavelmente para que fatos trágicos como este jamais se repitam no Brasil". Também falou que quer ver o Carrefour como um "agente transformador na luta contra o racismo estrutural no Brasil e no mundo". Ele disse estar "profundamente triste e indignado" com a morte e se solidarizou com a família da vítima. Na mesma rede social, ele falou que o racismo é "execrável e inaceitável" e deve ser combatido "com toda a força". "Dezenas de milhões de brasileiros enfrentam diariamente agressões e enormes dificuldades por conta do racismo, e nosso país não vai avançar de verdade sem que isso seja endereçado de forma efetiva", completou.

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Gugu Liberato morreu após ter sofrido um acidente doméstico em 21 de novembro de 2019, quando caiu de uma altura de 4m ao realizar um reparo no ar-condicionado em seu sótão. Ao longo deste ano que se passou, o nome do apresentador continuou sendo presença constante no noticiário e em programas de TV, seja por declarações de familiares por conta de herança, homenagens de colegas ou até uma indicação ao Emmy Internacional. "Fico orgulhoso de meu pai ser uma pessoa tão generosa, e que isso não mudou depois que ele partiu. A gente saber que ele está salvando mais de 50 vidas aqueceu nossos corações", comentou seu filho, João Augusto, sobre a quantidade de pessoas ajudadas com a doação de Gugu. "A coisa que eu mais gostaria de fazer é encontrar essa pessoa [que recebeu os órgãos do Gugu]. Vou fazer de tudo para achar essa pessoa, porque eu acho que eu vendo essa pessoa, veria o meu filho. Se eu abraçar ela, acharia que estou abraçando meu filho", refletiu Maria do Céu, mãe do apresentador. Indicação ao Emmy Internacional Em setembro, o Canta Comigo, último programa apresentado por Gugu, recebeu uma indicação ao Emmy Internacional na categoria "programa de entretenimento sem roteiro". Nos dias seguintes à sua morte, inclusive, os últimos episódios inéditos do reality show, que já estavam gravados, foram exibidos normalmente pela Record TV, com o acréscimo de homenagens ao apresentador até o dia da final, em 4 de dezembro de 2019. Em outubro, durante a coletiva do Canta Comigo Teen, os apresentadores Rodrigo Faro e Ticiane Pinheiro falaram sobre a responsabilidade de trabalhar em um projeto que, no Brasil, ficou atrelado à imagem do apresentador. "Sempre vai ser uma homenagem ao Gugu. Foi um dos meus maiores mestres, me ensinou muita coisa e me deu muita oportunidade. Toda vez que eu pisar no palco, não preciso nem dizer, ele será homenageado porque também me fez como apresentador", disse Faro. Ticiane Pinheiro também comentou: "Conheço o Gugu desde pequenininha. Hoje, estar fazendo um programa que era o 'xodó' dele é muito legal, acho que até uma homenagem. Tomando conta de um programa que ele foi tão feliz fazendo." Projeto Memória Gugu Liberato Na semana do dia 10 de abril, quando o apresentador faria seu aniversário de 61 anos, foi anunciado pela família do apresentador a realização do projeto Memória Gugu Liberato (leia mais aqui). Entre os materiais disponíveis estarão figurinos, discos, produtos licenciados, fotos e até mesmo quadros feitos com rolhas, um hobby do apresentador. Há também itens pessoais, como cartões recebidos de Silvio Santos e fotos ao lado de Julio Iglesias. Memorial das redes sociais de Gugu Em 20 de fevereiro de 2020, a família de Gugu anunciou a intenção de transformar as redes sociais do apresentador em um "memorial", em vez de deletá-las. "Nossa proposta é manter viva a imagem deste apresentador que escreveu uma parte importante da história da televisão no Brasil", explicou a postagem feita no Facebook e no Instagram que eram usados por Gugu. Homenagens na TV Durante as comemoração pelos 70 anos da televisão no Brasil, completados em 18 de setembro (data da inauguração da TV Tupi, em 1950), inúmeros veículos de comunicação relembraram a importância do apresentador, assim como de outros comunicadores que também já se foram. A herança de Gugu Liberato Segundo sua irmã, Aparecida Liberato, nomeada como inventariante e curadora legal dos filhos menores de Gugu, o apresentador deixou a maior parte de sua fortuna para os três filhos, em testamento.Rose Miriam di Matteo, mãe de seus filhos, entrou na Justiça buscando o direito de administrar a herança de Gugu, apresentando requerimento para que se tornasse inventariante dos bens do artista. O fato, porém, não foi bem visto pela mãe do apresentador. "A gente era uma família muito feliz. Nunca vou perdoar a Rose por ter mentido para mim, dizendo que iria fazer um retiro religioso enquanto largou meus netos sozinhos nos Estados Unidos para vir ao Brasil armar essa briga na Justiça", chegou a declarar Maria do Céu. No fim do último mês de setembro, os advogados de Rose afirmaram que têm um documento, em inglês, assinado por Gugu Liberato, no processo para o pedido de Green Card para toda a família, o que comprovaria que o casal tinha união estável. Thiago Salvatico, cozinheiro que alegou ter tido um relacionamento com Gugu no passado, também chamou atenção e chegou a dar uma entrevista marcante ao Fantástico falando sobre o caso. Em junho, ele desistiu de buscar comprovar a união estável com o apresentador.

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A morte de um homem negro por um segurança e um policial militar em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre, na véspera do dia da Consciência Negra, gerou forte comoção entre autoridades e figuras públicas, mas não teve impacto sobre as ações da empresa na B3. Mesmo com os pedidos de boicote à rede em redes sociais, as ações da varejista passaram o dia no campo positivo e fecharam em alta de 0,49%. Especialistas dizem que o fato de o Carrefour ter sido palco de diversas situações envolvendo violência e desrespeito à cidadania nos últimos anos torna a notícia ainda mais grave. Em 2008, em Osasco, um cliente negro foi espancado no estacionamento do supermercado Extra porque seguranças acharam que ele estava roubando o seu próprio carro. Há apenas três meses, em uma loja da marca no Recife, um homem sofreu um ataque cardíaco, morreu e a loja continuou funcionando normalmente até a chegada da perícia. O corpo foi coberto por guarda-sóis abertos. Outro caso emblemático foi o da morte, também por um segurança, de uma cadela vira-lata ocorrida em uma loja de Osasco, na Grande São Paulo, em novembro de 2018. O caso de maus tratos a um animal causou forte reação da opinião pública, e o Carrefour teve de mudar sua postura. "O assunto se tornou fundamental na agenda após o triste episódio que envolveu o cãozinho Manchinha, ocorrido na loja de Osasco, no fim de 2018", disse a varejista em seu relatório de sustentabilidade, um relato de práticas sociais, ambientais e de governança que as empresas abertas divulgam anualmente. Hoje, a rede de supermercados afirmou que fará neste sábado, 21, um reforço nas orientações aos funcionários sobre suas normas de conduta. Também destinará as vendas de hoje a projetos antirracismo. Entretanto, ainda não sinalizou com ações mais duradouras. Segundo Fabio Alperowitch, gestor de portfólio da FAMA Investimentos, especializada em investimentos ESG, o episódio reforça que as empresas ainda são reativas neste campo. Em outros termos, só mudam práticas após eventos negativos de forte repercussão. "As empresas não estão fazendo porque é ético e moral, mas sim porque é ruim não fazer", diz. Para ele, o mercado ainda cobra pouco. "Fica visível que a incorporação do discurso aconteceu, mas a prática (do ESG) está longe." O segurança que espancou João Alberto Silveira Freitas na noite de quinta, 19, era funcionário de uma empresa terceirizada. Isso cria uma zona cinzenta sobre a responsabilidade que a Justiça atribuirá à varejista, e reduz o impacto da notícia sobre as ações. "Como a questão cai no campo jurídico, não há uma reação imediata porque o funcionário era terceirizado", afirma Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos. No início de 2019, um segurança de uma loja da bandeira Extra, do GPA, no Rio de Janeiro, sufocou um homem negro ao imobilizá-lo com uma 'gravata'. O segurança foi denunciado por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. Ele também era terceirizado. No entanto, mesmo que a Justiça não responsabilize o Carrefour, a visão é de que a rede precisa mostrar que seus prestadores de serviço não estão autorizados a agir em contrariedade a seus princípios. "Este é o segundo caso envolvendo segurança de lojas. A companhia, dado o porte, deveria fazer um trabalho melhor de treinamento", diz Daniela Bretthauer, analista do setor na casa de análises Eleven Financial. Mudança de práticas Raphael Vicente, coordenador da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, considera que a morte de Freitas exige ainda que o Carrefour mostre comprometimento com as pautas raciais e vá além da contratação de pessoas negras. "A seleção é uma pequena parte do todo", diz. "As empresas precisam se debruçar internamente sobre suas práticas." O Carrefour é um dos signatários patrocinadores da Iniciativa, que busca ajudar as empresas a avançarem na questão racial. Após o episódio, foi suspenso por tempo indeterminado pela organização, que tem membros como GPA, Bradesco, Magazine Luiza e Petrobras. "Sabemos do desafio que as empresas têm para enfrentar o racismo, mas não podemos admitir que não se faça nada", diz Vicente. Alperowitch, da FAMA, afirma que o caso mostra a necessidade de a empresa mudar processos internos, porque a repetição de crimes do tipo em suas lojas mostra haver falhas. "Não se pode mais ver isso como um crime banalizado, que acontece várias vezes", diz ele. "Vai ter de haver uma revisão absurda de procedimentos." Procurado, o Carrefour informou que lamenta a morte de Freitas, e afirma que dará suporte à família. Além disso, a varejista rompeu o contrato com a empresa que prestava serviços de segurança, cujo nome não foi revelado, e demitiu o funcionário que era responsável pela loja no momento em que o crime ocorreu.

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O Cruzeiro voltou a tropeçar em casa e ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Figueirense, nesta sexta-feira, no Mineirão, pela 22.ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time de Felipão chegou aos 25 pontos, ocupando a 15ª posição, cinco acima do Vitória, que é o primeiro time dentro da zona do rebaixamento. O time mineiro segue invicto desde a chegada do treinador pentacampeão mundial, mas deixou de ganhar quatro pontos nas últimas duas partidas em casa, em empates com o Guarani, por 3 a 3, e nesta sexta-feira, com o Figueirense. O time catarinense, por sua vez, vive situação ainda mais delicada. É o 18.º colocado com 20 pontos, acima apenas de Botafogo-SP, com 18, e do Oeste, com oito. A novidade foi a estreia do técnico Jorginho em substituição a Elano. Jogando no contra-ataque, o Figueirense saiu na frente com um golaço aos 11 minutos. Após cobrança de escanteio do Cruzeiro, o time visitante armou rápida resposta e a bola chegou para Léo Artur, que deu um toque de categoria por cobertura, sem chance para Fábio. O empate do Cruzeiro também foi bonito. Airton recebeu pela esquerda, puxou para dentro e bateu colocado, de fora da área, e a bola tocou na trave esquerda antes de ir para o fundo das redes. Tudo igual aos 35 minutos. Na segunda etapa, o ritmo do jogo diminuiu. O Figueirense seguiu apostando nos contra-ataques e até chegou a criar algumas jogadas de perigo, mas a defesa cruzeirense conseguiu se segurar com boa partida da dupla Cacá e Manoel. Buscando a vitória, Felipão ainda promoveu as entradas de jogadores ofensivos como Thiago, Arthur Caíke e Welinton, mas as mudanças não surtiram efeito, e o jogo terminou mesmo empatado por 1 a 1.. O Figueirense volta a campo na próxima segunda-feira, quando recebe o Sampaio Corrêa, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela 23.ª rodada da Série B. Na terça, o Cruzeiro visita a Chapecoense na Arena Condá. FICHA TÉCNICA CRUZEIRO 1 X 1 FIGUEIRENSE CRUZEIRO - Fábio; Raúl Caceres, Cacá, Manoel e Patrick Brey (Matheus Pereira); Ramon (Jadson), Jadsom Silva e Régis (Welinton); Marcelo Moreno (Thiago), Rafael Sóbis (Arthur Caike) e Airton. Técnico: Felipão. FIGUEIRENSE Sidão; Thiaguinho, Guilherme Teixeira, Vitor Mendes e Renan Luís; Matheus Neris (Elyeser), Patrick (Jhonatan), Léo Artur e Bruno Michel (Éverton Santos); Diego Gonçalves (Gabriel Barbosa) e Lucas Barcelos (Marquinho). Técnico: Jorginho. GOLS - Léo Artur, aos 11, e Airton, aos 35 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO - Marielson Alves Silva (BA). CARTÕES AMARELOS - Jadson e Jadsom Silva (Cruzeiro); Thiaguinho e Matheus Neris (Figueirense). RENDA E PÚBLICO - Portões fechados. LOCAL - Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

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A 22.ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro começou na sexta-feira sob o impacto de um impressionante aumento de casos de covid-19 entre jogadores, treinadores, membros de comissão técnica e funcionários dos clubes. Até o início da noite desta sexta-feira, eram mais de 50 casos em 10 times. E 4 treinadores estavam contaminados e fora de ação. Somente o Palmeiras, que lidera o "ranking" com 18 casos, afastou mais 5 jogadores na sexta. A CBF entende que a contaminação não ocorre em campo e não cogita mudar o protocolo neste momento. Para os especialistas ouvidos pelo Estadão, o problema está no descumprimento dos protocolos sanitários por parte dos jogadores. Eles acreditam que os atletas, assim como parte da sociedade, relaxaram em relação ao cumprimento das medidas de segurança. É o que diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp. "Os eventos ‘superdisseminadores’, que englobam batizados, festas de aniversários e qualquer outro tipo de ambiente que tenha mais de seis pessoas e as medidas de proteção não são respeitadas, estão fazendo com que a curva volte a crescer. As pessoas estão banalizando a questão da flexibilização, inclusive os jogadores, que estão sendo flagrados nesses eventos", avalia. Essa situação, somada às condições de trabalho no futebol, facilita a disseminação do vírus. Um atleta infectado tem possibilidade de contaminar vários outros por causa da proximidade dos treinos. "Houve um relaxamento das medidas de proteção fora dos clubes. Os jogadores estão se expondo a ambientes onde não é possível manter a proteção. Festas, restaurantes e grupos de amigos. O sujeito que se infecta vai acabar contaminando seus companheiros, já que, pela natureza do esporte, não é possível aplicar distanciamento e uso de máscaras", explica o infectologista Alexandre Cunha. Atrás do Palmeiras, que registra 18 casos - Gabriel Menino também se contaminou, mas já está recuperado -, estão Atlético-MG, com 10 contaminados, e Vasco, com 7. O Santos tinha 9 doentes, mas nesta sexta-feira 6 deles foram liberados por estarem recuperados - Alex, Alison, Sandry, Pituca, Jobson e Jean Mota. Segundo Naime, se os jogadores seguissem à risca os protocolos de segurança elaborados pelos clubes, não haveria esse tipo de situação. "Olha o nome: ‘concentração’. É óbvio que haverá aglomeração. Se um ou dois não fazem a lição de casa, acaba com a proteção de todos. O jogador, nesse caso, prejudica o próprio clube", explica. Cunha também acredita que esses casos não parecem ser consequência de falhas nos protocolos dos clubes. Para o infectologista, é mais provável que um atleta tenha se contaminado fora das atividades e levado o vírus para dentro dos CTs. "Os jogadores são jovens e nessa faixa etária a covid-19 é uma doença benigna. Mais da metade dos infectados podem ser assintomáticos, o que torna mais difícil uma contenção a partir da avaliação clínica", afirma. TÉCNICOS - O surto nos clubes também colocam em risco a saúde dos treinadores e de suas comissões técnicas. Na semana passada, Jorge Sampaoli, do Atlético-MG, e Cuca, do Santos, estavam afastados de seus cargos em decorrência da covid-19. O treinador santista chegou a ficar internado e, mesmo tendo testado negativo na última bateria de exames, permanecerá longe de seu posto por cerca de dez dias. Ele é do grupo de risco por ter problemas cardíacos - há algum tempo passou por cirurgia no coração. Tanto o Atlético quanto o Santos tiveram dificuldades para repor a presença de seus técnicos em campo. Isso porque até mesmo quem deveria substituí-los foi diagnosticado com a doença. No time paulista, no lugar de Cuca e Cuquinha entrou o auxiliar Marcelo Fernandes. Na equipe mineira, Leandro Zago assumiu interinamente. Os últimos casos entre os treinadores foram registrados no Internacional e no Sport, na sexta. O clube gaúcho informou que Abel Braga, que aos 68 anos é do grupo de risco, testou positivo para a doença. Segundo o boletim médico do clube, ele está assintomático. No fim da tarde, a equipe pernambucana anunciou que Jair Ventura não estará à frente do time segunda-feira contra o Atlético-GO, pois também foi contaminado.

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Número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic conseguiu nesta sexta-feira a quarta e última vaga das semifinais do ATP Finals, torneio em Londres que reúne os melhores tenistas da temporada. Em um confronto direto pela segunda colocação do Grupo Tóquio 1970, ele levou a melhor contra o alemão Alexander Zverev, atual sétimo colocado do ranking e campeão do torneio em 2018, ao vencer por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7/4), após 1 hora e 36 minutos. Com esse resultado, as semifinais ficaram definidas. Djokovic medirá forças contra o austríaco Dominic Thiem, terceiro do mundo, em uma reedição da final do Aberto da Austrália deste ano, enquanto do outro lado o russo Daniil Medvedev, número 4 do ranking enfrentará o espanhol Rafael Nadal, vice-líder. Essa será a segunda vez em 30 anos que o Top 4 do ranking se enfrenta nas semifinais do ATP Finals. A última aconteceu em 2004 com o suíço Roger Federer (1.º), o norte-americano Andy Roddick (2.º), o australiano Lleyton Hewitt (3.º) e o russo Marat Safin (4.º). Antes disso, os quatro melhores do mundo também se reuniram nas semifinais do Finals de 1990, quando passaram da fase de grupos o sueco Stefan Edberg (1.º), o alemão Boris Becker (2.º), o checo naturalizado americano Ivan Lendl (3.º) e o americano Andre Agassi (4.º). Eliminado ainda na fase de grupos no ano passado, Djokovic vai disputar a sua nona semifinal na competição e segue em busca do recorde de conquistas. Ele já venceu o torneio cinco vezes e mantém o sonho de igualar a marca de Federer, que já levantou a taça em seis oportunidades diferentes. E sabe das dificuldades que encontrará contra Thiem. "Obviamente que ele (Thiem) começou sua carreira jogando melhor no saibro, mas sendo um grande jogador, que treina muito e pé dedicado, Dominic encontrou seu 'A' em outros pisos. Seu primeiro Grand Slam veio em quadras duras esse ano em Nova York (no US Open). Joguei contra ele aqui no ano passado e perdi por 7/6 no terceiro set. Foi uma partida emocionante. Espero que façamos novamente um grande jogo, mas que desta vez tenha um final diferente", disse Djokovic na entrevista pós jogo, ainda em quadra. MEDVEDEV ÚNICO 100% - Classificado antecipadamente às semifinais do ATP Finals, o russo Daniil Medvedev, número 4 do mundo, bateu o argentino Diego Schwartzman, nono colocado do ranking, se mantendo como único tenista 100% em Londres. Ele aplicou duplo 6/3 em 1 hora e 15 minutos

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O surto de coronavírus no Atlético Mineiro atingiu mais três profissionais, sendo dois jogadores titulares. Na noite desta sexta-feira, o clube comunicou que o goleiro Everson e o volante Jair testaram positivo para a covid-19, assim como o auxiliar técnico Éder Aleixo. Com os vários casos de coronavírus no departamento de futebol, o Atlético-MG tem realizado testes diários. Nos de quinta-feira, o único caso novo havia sido com Júnior Chavare, diretor das categorias de base. Mas o clube agora revelou mais três positivos, nos testes desta sexta. Sem Everson, Rafael será o goleiro titular do Atlético-MG na partida contra o Ceará, domingo, no Castelão, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mas a comissão técnica, dirigida pelo também infectado Jorge Sampaoli, terá problemas para definir o substituto de Jair. Isso acontece porque Allan e Alan Franco também estão infectados. Assim, Nathan pode ser escalado mais recuado. Ou Wesley, do time de juniores do Atlético-MG, vai receber uma chance. Líder do Brasileirão, o Atlético-MG pode entrar em campo no Castelão com: Rafael; Talison, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana; Nathan, Zaracho e Hyoran (Wesley); Savarino, Keno e Sasha. O Atlético-MG tem 28 casos de coronavírus no seu departamento de futebol. São dez em jogadores profissionais - Victor, Everson, Guga, Réver, Gabriel, Allan, Jair, Alan Franco, Sávio e Vargas - dois atletas da base e 16 funcionários. Além disso, Mariano e Diego Tardelli estão lesionados.

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No jogo que abriu a 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro nesta sexta-feira, o Red Bull Bragantino recebeu o Bahia e não tomou conhecimento do adversário, vencendo por 4 a 0 e deixando a zona do rebaixamento. A goleada fez com que o time paulista desse um salto na tabela, saindo da zona do rebaixamento para a décima posição, com 26 pontos. O Bahia, com dois a mais, é o nono colocado, e não conseguiu ampliar a boa sequência de quatro vitórias seguidas na competição. As duas equipes, no entanto, não vão conseguir se segurar nas posições em que estão, já que a rodada apenas começou. O Bragantino começou com tudo e não demorou para resolver a partida. Logo aos três minutos, Claudinho pegou a sobra após corte da defesa do Bahia e bateu rasteiro, no cantinho, para superar o goleiro Douglas Friedrich pela primeira vez. Aos dez, Claudinho voltou a balançar as redes. Dessa vez, Lucas Cândido cobrou falta com extrema categoria, a bola bateu na trave e, no rebote, o camisa 10 emendou de primeira para o gol. Dez minutos mais tarde, o time paulista ainda ampliou. Raul foi lançado cara a cara com o goleiro e só rolou para Ytalo completar para o gol vazio e marcar o terceiro. No segundo tempo, a vitória se transformou em goleada. Aos cinco minutos, Ytalo recebeu lançamento logo e tocou para Helinho marcar. A arbitragem chegou a assinalar impedimento, mas validou o gol com auxílio do VAR. Depois disso, o Bragantino reduziu o ritmo e passou a administrar a vantagem. Sem sustos, o time paulista garantiu a vitória por 4 a 0 e deu salto importante na tabela. O Bahia volta a campo na próxima terça-feira, quando recebe o Unión Santa Fé, pela Copa Sul-Americana. Pelo Campeonato Brasileiro, o time joga apenas no dia 28, contra o São Paulo, na Fonte Nova, pela 23.ª rodada do Brasileirão. O time paulista vai ter muito tempo para treinar. Só voltará a atuar no dia 30, quando enfrentará o Fluminense, no Maracanã. FICHA TÉCNICA RED BULL BRAGANTINO 4 X 0 BAHIA RED BULL BRAGANTINO - Cleiton; Aderlan (Weverton), Fabrício Bruno, Ligger (Haydar) e Luan Cândido; Raul, Claudinho e Lucas Evangelista (Matheus Jesus); Artur, Helinho (Ramires) e Ytalo (Hurtado). Técnico: Maurício Barbieri. BAHIA - Douglas Friedrich; Nino Paraíba, Lucas Fonseca (Anderson Martins), Juninho e Juninho Capixaba; Elias (Edson), Gregore e Rodriguinho (Zeca); Élber (Marco Antônio), Gilberto e Fessin (Rossi). Técnico: Mano Menezes. GOLS - Claudinho, aos 4 e aos 10, e Ytalo, aos 20 minutos do primeiro tempo. Helinho, aos 5 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO - Anderson Daronco (Fifa/RS). CARTÕES AMARELOS - Artur e Helinho (RB Bragantino); Lucas Fonseca, Anderson Martins e Gilberto (Bahia). RENDA E PÚBLICO - Portões fechados. LOCAL - Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).

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