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Estadão Contéudo

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Em campanha no Rio em busca de apoio para sua candidatura à presidência da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta quarta-feira (20) "que a prioridade 1, 2 e 3 é resolver a questão orçamentária". Favorito do presidente Jair Bolsonaro, ele ainda pediu o fim da "politização" em torno da vacina. "Ela tem que ser para todos", afirmou. Arthur Lira cumpriu agenda na Assembleia Legislativa do Rio e depois se encontrou com o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), e parlamentares no Palácio Guanabara. Lira apareceu ao lado de diversos deputados federais do Rio, incluindo os da bancada do PSL, legenda que passou a apoiá-lo. "Nós temos que tratar todos juntos, desta vez sem politização nenhuma, da questão da vacina. A vacina tem que ser para todos, para toda população, para todo o Estado. Não tem que ser para esse ou para aquele", declarou. Questionado sobre como poderia agir de forma mais efetiva caso assuma o comando da Câmara, Lira desconversou, mas mandou uma indireta ao atual presidente da Casa, Rodrigo Maia. "Essa distorção que nós temos no sistema brasileiro tende a se encerrar. O presidente da Câmara não é o salvador da pátria nem será. Ele não é o dono da casa nem o dono da Câmara. As coisas daqui pra frente serão decididas em conjunto." Além da vacina, Arthur Lira apontou quais devem ser as prioridades do Congresso. "Nossa prioridade 1, 2 e 3 é resolver essa questão orçamentária", disse. "Tenho previsão que algumas reformas andarão mais rápido: a reforma da PEC Emergencial no Senado e a Administrativa na Câmara. A reforma tributária, importante e necessária, terá uma atenção, claro. Mas ela deverá ser tratada com mais transparência. Ela vai ser tratada com um relatório pronto. Até lá, tudo é especulação.

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O governo da China publicou nesta quarta-feira, 22, autorização para retorno da exportação das unidades de suínos, de Três Passos, e de frangos, de Passo Fundo, ambas da JBS, no Rio Grande do Sul. Com isso, todas as restrições impostas à exportação da JBS para a China ao longo de 2020 foram levantadas e a companhia volta a ter 25 unidades aptas a exportar para o país asiático. A JBS informa em comunicado que a medida reflete o trabalho da empresa em implementar os mais altos níveis sanitários e de qualidade. Desde o início da pandemia da covid-19, a companhia investiu R$ 2,8 bilhões globalmente na proteção de seus colaboradores e ajuda às comunidades que tiveram impacto da doença. A JBS tomou a iniciativa de, a partir de julho de 2020, implementar medidas adicionais nas exportações da Friboi (carne bovina) e da Seara (aves e suínos), alinhando-se a práticas adotadas internamente pelas autoridades chinesas. Por esse protocolo, todos os insumos que são recebidos para a produção de alimentos devem ser sanitizados antes do uso. A desinfecção deve ser realizada diariamente no local onde ficam armazenados. Além disso, a cada embarque de produtos para a China, o interior dos contêineres é sanitizado antes e depois do carregamento. "São procedimentos que previnem a contaminação de produtos e embalagens, utilizando sempre produtos apropriados e aprovados para a indústria alimentícia", diz a empresa.

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O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, anunciou que na sexta-feira, 22, deve ser anunciada nova classificação do Plano São Paulo, de quarentena heterogênea, a fim de reduzir a transmissão do novo coronavírus no Estado em certas regiões. Nesta quarta-feira, 20, o Estado de São Paulo registra um total de 1.658.636 casos da covid-19 e 50.652 óbitos pela doença. Entre a terça, 19, e esta quarta, foram registrados 14.411 mil novos casos, alta de 0,9% em 24 horas, e 334 novos óbitos, aumento de 0,7%. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 70% no Estado e de 70,5% na Região Metropolitana de São Paulo. Apesar da desaceleração verificada em relação à última semana, o vírus continua avançando pelo Estado. Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), até a terça-feira, o Estado registrou alta semanal, variação entre os sete últimos dias e os sete anteriores - de 9,4% em novos casos, de 15% em novos óbitos e de 1,4% em novas internações. Na capital, novos casos avançam 9,2% e óbitos, 23,4%. Gorinchteyn voltou a defender a imunização no País e afirmou que "somente a vacinação em massa conseguirá mudar o quadro atual da pandemia".

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A coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI) de São Paulo, Regiane de Paula, anunciou que o governo estadual planeja até sexta-feira, 22, entregar doses da vacina Coronavac a todos os 645 municípios paulistas. Conforme informou durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, 20, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, até o momento, 500 mil doses do imunizante foram entregues a 120 cidades com a previsão de mais 125 mil doses serem entregues nesta quarta a 76 localidades. Segundo acordo entre o governo do Estado de São Paulo e o Ministério da Saúde, nesta primeira fase da imunização, o Estado tem direito a 1,5 milhão de doses das 6 milhões disponíveis.

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O escritor Olavo de Carvalho anunciou na segunda-feira, 18, que vai sair do Twitter após a rede social apagar publicações em que ele divulgava "informações enganosas e potencialmente prejudiciais em relação à covid-19". No Facebook, ele escreveu que estava "caindo fora" da plataforma, que definiu como a "Cracolândia da internet". A conta de Olavo no Twitter continua no ar, mas nada foi publicado desde a tarde da segunda-feira. Em outra postagem no Facebook, o escritor mostrou que tinha recebido uma notificação de que o Twitter tinha limitado temporariamente algumas funções de sua conta no site. De acordo com o aviso da plataforma, Olavo violou "a política de disseminação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à covid-19". Desde maio do ano passado, o Twitter passou a adicionar alertas a tuítes que disseminavam dados enganosos ou questionáveis sobre o novo coronavírus, especificamente "conteúdos que vão diretamente contra orientações para covid-19 advindas de fontes oficiais em saúde pública de todo o mundo". A plataforma deleta as publicações que entende que podem causar danos mais graves. Sobre os tuítes de Olavo de Carvalho, a empresa comunicou que "o Twitter tem regras que determinam os conteúdos e comportamentos permitidos na plataforma, e violações a essas regras estão sujeitas às medidas cabíveis". No sábado, 16, um tuíte do Ministério da Saúde recebeu a marcação de "potencialmente prejudicial". A publicação estimulava a adoção de um "tratamento precoce" contra a covid-19, mas não há respaldo científico para isso. Na véspera, um tuíte do presidente da República, Jair Bolsonaro, com conteúdo similar também recebeu um alerta na plataforma.

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, avalia que até março - quando deve haver a disponibilidade das doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, a farmacêutica AstraZeneca, e envasadas pela Fundação Oswaldo Cruz - somente os imunizantes produzidos pelo Butantan estarão disponíveis para aplicação no País. Segundo ele, "isso coloca no Butantan a responsabilidade de continuar sendo o produtor da única vacina em uso no País neste momento". Dificuldades na importação de doses e de insumos para a produção e envase da Coronavac ameaçam a campanha de imunização brasileira e acenderam o alerta no governo paulista de atraso no calendário vacinal. Durante entrevista coletiva nesta quarta-feira, 20, Covas pediu ao governo federal, em especial o presidente da República, Jair Bolsonaro - que disse no início da semana ser "do Brasil" a vacina - e o chanceler Ernesto Araújo, para que ajudem a "aplainar" as relações com a China. Tanto o presidente quanto o ministro das Relações Exteriores têm protagonizado episódios de ataque à China, que podem ter contribuído para o atraso na remessa de insumos. "Aguardamos liberação dos insumos da China para nossa produção local", disse Covas, que afirmou depender de uma quarta instância chinesa a liberação da importação dos insumos. "Apelo ao presidente para acelerar entendimentos", completou. Segundo o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o País "precisa estar mobilizado para trazer os insumos da China". Para Doria, o escritório de negócios do governo paulista em Xangai, na China - inaugurado em agosto de 2019 - "abriu novos canais para a liberação de insumos da Coronavac". "Trabalhamos com a China, que confia no governo de São Paulo, independentemente do governo brasileiro", disse o governador. Conforme relatou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em reunião com representantes chineses no período da manhã, problemas técnicos foram responsáveis pelo atraso e não políticos. Segundo Doria, a fábrica, em instalação pelo Instituto Butantan e prevista para início no segundo semestre, não recebeu um centavo do governo federal. "Se não fosse o Butantan, não teríamos ainda vacina contra a covid-19 no Brasil", afirmou Doria. "Fomos o 64º país a iniciar imunização, mas poderíamos ter sido um dos primeiros se não fosse o negacionismo", completou. Doses no Brasil No momento, o instituto aguarda liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que seja feita a liberação de 4,8 milhões de doses do imunizante, já em solo brasileiro, em adição aos 6 milhões já liberados. Segundo afirmou Covas, a Anvisa solicitou mais esclarecimentos para análise deste novo pedido de uso emergencial. "Esperamos que a liberação de pedido saia logo para continuarmos com cronograma", afirmou Covas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

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Consumidores de 11 Estados poderão, em breve, pagar suas contas de luz usando o PIX, o sistema de pagamentos instantâneo criado pelo Banco Central. Hoje, já é possível quitar a fatura assim em cinco Estados, mas distribuidoras que atendem clientes de outros seis já estão com tudo encaminhado para oferecer a opção. O primeiro grupo a adotar a tecnologia no País foi a Neoenergia, que atende consumidores na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Desde novembro, as faturas digitais passaram a contar com um QR Code e com um link que redireciona o cliente para a tela de pagamento. De acordo com a empresa, o uso da ferramenta vai ser ampliado neste ano e poderá ser utilizado também por quem receber a fatura impressa. A CPFL, que atua em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, deve adotar um sistema semelhante em todas as faturas, inclusive as impressas, até o fim de fevereiro. A Enel, maior empresa em distribuição do País, com clientes no Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e Ceará, também pretende oferecer a opção no futuro. A empresa informou que já recebeu aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para adaptar seus sistemas e deve passar a usar o PIX em breve. Embora não haja uma regra específica para o uso do PIX pelas distribuidoras de energia, as empresas estão adaptando seus sistemas para oferecer esse meio de pagamento em todo o País. Para isso, é necessário disponibilizar, pela conta de luz digital ou impressa, um QR Code específico, um link ou informar uma "chave" que pode ser, por exemplo, o CNPJ ou e-mail. A adoção da ferramenta é incentivada pela Aneel, que deve discutir uma regulamentação para o uso do sistema ainda em 2021. No ano passado, o órgão firmou um acordo de cooperação técnica com o Banco Central, com intuito de fomentar o uso do sistema no setor elétrico. Além de facilitar o pagamento, a modalidade pode resultar em uma economia para os clientes, já que deve reduzir os custos do setor elétrico, o que reflete diretamente nas tarifas de energia. O PIX pode ser usado por qualquer pessoa que tenha uma conta bancária, seja corrente ou poupança, e um celular com acesso à internet. O cliente pode optar por cadastrar uma "chave" para realizar as transações, que pode ser o número de CPF, celular ou e-mail. De acordo com dados do Banco Central, há 133,9 milhões de chaves já cadastradas - cada cliente de banco pode ter mais de uma chave. Pagamento instantâneo pode evitar desligamento em caso de inadimplência A vantagem para o consumidor é que o pagamento cai na conta das concessionárias em segundos, o que pode evitar o desligamento da energia por inadimplência ou agilizar o religamento do serviço - já que o prazo de 24 horas só passa a contar após a confirmação da fatura quitada. Quando a tarifa é paga por uma transferência tradicional ou pela conta impressa em algum banco ou lotérica, leva alguns dias para a distribuidora receber o valor. "Se você tem uma conta em aberto e paga hoje, a empresa vai ver isso daqui a dois dias, normalmente. Se for fim de semana, só vai bater na segunda, pois passa pelo banco. Pelo PIX, a distribuidora vai enxergar na hora. Isso dá condições, por exemplo, de alterar a rota de uma equipe responsável por desligar a luz", afirma Wagner Ferreira, diretor jurídico da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Para as distribuidoras de energia, Ferreira explica que há uma redução nos gastos para receber os valores. Hoje, é necessário que a concessionária tenha um contrato com uma rede bancária para receber os valores. "O PIX nasceu gratuitamente justamente para ser mobilizado junto à sociedade. Deve ter algum custo no futuro, mas mais baixo que o de hoje pelo que o sistema bancário vem se posicionando. Como o sistema é regulado pelos custos eficientes, se isso se reduz, é repassado ao consumidor pela tarifa. Ou seja, essa tarifa vai ter uma redução proporcional à dos custos", explica Ferreira. Ele afirma, no entanto, que a adoção do modelo de pagamento não é tão simples. É necessária uma adaptação nos sistemas das distribuidoras. "Todas já estão caminhando nesse sentido. A perspectiva é que em seis meses isso já esteja em praticamente todas as distribuidoras do País. Mas isso tem uma adaptação, não é algo que se pode fazer de forma açodada", afirma. Ferreira ressalta outro ponto do avanço da digitalização dos serviços das distribuidoras de energia: as contas digitais. Segundo ele, hoje a maioria das empresas já oferece a possibilidade de o cliente substituir a fatura impressa por uma que será enviada por e-mail. "É uma redução importante de logística e de papel."

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Em Manaus, a corrida por oxigênio está longe de ter fim. Daniela Cardoso é jornalista e em sua página no Instagram tem narrado sua saga para abastecer os cilindros de oxigênio da irmã e da mãe. "Tem gente que está na fila desde a madrugada de ontem (segunda-feira, 18). Eu continuo aqui (início da tarde desta terça-feira, 19) e eles ainda não começaram a chamar as pessoas que vão entregar o seu cilindro", relatou Daniela, que já estava há pelo menos 5 horas no local, uma empresa de gás no Distrito Industrial, na zona sul de Manaus. As empresas estão adotando diferentes métodos para suprir a demanda, algumas recebem os insumos vazios e entregam no dia seguinte, através de um sistema de ficha. Em alguns locais de abastecimento apenas 50 cilindros são disponibilizados para a população, os demais vão para hospitais da cidade. "Para ficar na fila eu já fui na empresa quatro vezes, e já fiquei um dia inteiro, hoje tem uma pessoa que foi buscar, pela primeira vez, e é um cilindro pequeno", explica a jornalista, cansada na procura de atendimento médico, enquanto a mãe teve um piora em seu quadro, na manhã desta terça-feira. A estudante Wendy Milla Brito iniciou nesta terça-feira uma campanha pelas redes sociais para levantar fundos para adquirir oxigênio e medicamentos para a mãe, a assistente bucal, Gizelle Brito. "Eu consegui dinheiro para comprar remédio hoje, mas tive que dar a minha azitromicina para minha mãe. Procurei oxigênio para doação, mas a maioria é para venda e os preços estão lá em cima". O uso de azitromicina contra covid-19, apesar de incentivado pelo governo federal, não tem comprovação de eficácia. O professor de educação física Daniel Lima tem o pai e o padrasto infectados pelo coronavírus revezando oxigênio em duas casas. Daniel conseguiu reabastecer duas vezes antes da escassez do gás e outra nesta segunda-feira, com muita dificuldade. "A situação é tão ruim que tanto pai quanto padrasto usam o mesmo cilindro. É possível porque meu pai e padrasto moram em ruas paralelas, então quando meu pai está fazendo fisioterapia, quem usa é o meu padrasto", explica Daniel. "Dois amigos me procuraram quando faltou oxigênio nos hospitais de Manaus. Eu me sinto muito mal, minha cabeça dói, a culpa é grande, estou destruído mentalmente, pois eu não pude ajudar um cara que me ajudou. O pai de um morreu, não aguentou 30 minutos sem oxigênio."

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), conduz nesta quarta-feira, 20, mais uma entrevista no Palácio dos Bandeirantes para tratar da crise do coronavírus e das ações iniciais de vacinação conduzidas no Estado, onde já foi aplicada a primeira dose da Coronavac a 15 mil pessoas, a grande maioria profissionais de saúde. A Anvisa concluiu nesta terça-feira, o processo de análise da documentação do pedido de autorização para uso das 4,8 milhões de doses de vacina produzidas no instituto a partir de insumos vindos da China. Mas o material disponível no País para a produção de imunizantes já foi praticamente todo consumido, segundo disse o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, presente na coletiva. "Dependemos de importação de quantidades adicionais de matéria-prima", afirmou. Covas disse que há 5,4 mil litros de insumos para a produção de vacinas prontos na China, "que darão origem a 5 milhões de doses". Segundo Covas, "haverá uma nova partida de 5,5 mil litros". Ele pediu que o governo federal auxilie as tratativas com o governo chinês para acelerar a liberação das matérias-primas, citando o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ainda segundo Covas, diante do atraso já anunciado para a liberação de insumos para a Fiocruz, que estava prevista para janeiro mas só vai ocorrer em março, as vacinas do Butantan são as únicas disponíveis. "Isso coloca o Butantan sob a responsabilidade de ser o único fornecedor de vacinas", disse o presidente, ao pedir novamente ajuda do governo federal. Nesta terça-feira, 19, Doria e autoridades de governo percorreram cidades do interior de São Paulo em cerimônias simbólicas para marcar o início da aplicação de vacinas a profissionais de Saúde. A vacinação de idosos e os demais grupos de risco, entretanto, ainda não tem data para ser iniciada. Durante a coletiva, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que "estamos em uma franca pandemia em curso", mas que "tivemos de priorizar aqueles profissionais, trabalhadores da área de frente" nas ações de vacinação frente ao ainda insuficiente número de vacinas disponíveis. "Precisamos de muito mais vacinas", afirmou Plano São Paulo A taxa de ocupação nos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Estado chegou a casa dos 70%. "Tivemos um aumento significativo na Grande São Paulo, em que passamos de 65% (há duas semanas) para 70,5%", afirmou. Gorinchteyn disse que, na sexta-feira, 22, haverá uma nova reclassificação das cidades paulistas no Plano São Paulo, que coordena as regras de restrição durante a quarentena. Com esses índices, a Grande São Paulo entraria na fase laranja do plano, que restringe horários de comércio.

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O PSB declarou apoio para Simone Tebet (MDB-MS) na disputa pela presidência do Senado. O partido tem uma integrante na Casa, a senadora Leila Barros (DF). Com isso, a candidata do MDB soma quatro partidos na aliança, incluindo a própria bancada, e 28 senadores, sem contar as divisões internas. Tebet também atraiu o apoio do Podemos e do Cidadania. O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), por sua vez, fechou acordo com nove legendas, que representam 41 senadores, número suficiente para uma vitória na eleição. Dos dois lados, porém, há dissidências. No dia da eleição, o voto é secreto. Uma nota assinada como posicionamento oficial do PSB e da senadora justifica a escolha pela possibilidade de o Congresso ter a primeira mulher como presidente, além de independência em relação ao Palácio do Planalto. Leila Barros é aliada de Davi Alcolumbre, mas faz parte de um partido de oposição ao governo e decidiu se aliar à candidata do MDB. "A candidatura inédita de uma mulher à presidência do Senado é um fato histórico." "Simone Tebet garantirá independência e autonomia para o Senado e o Congresso Nacional. A senadora também demonstrou em diversos momentos que tem capacidade para dialogar com diversas lideranças políticas", diz a nota. Para contrapor o favoritismo de Pacheco, apoiado pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente Jair Bolsonaro, Tebet decidiu apostar em uma bandeira de independência em relação ao Executivo. A intenção é formar um discurso único com o candidato Baleia Rossi (MDB-SP), candidato à presidência da Câmara, para contrapor o Palácio do Planalto na sucessão.

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