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Estadão Contéudo

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Após figurar algumas rodadas na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro ao menos vai mostrando que essa não deverá ser uma preocupação na reta final do torneio. Nesta quarta-feira, em uma partida marcada por decisões questionáveis da arbitragem, derrotou o América Mineiro por 2 a 1, no estádio Independência. Os gols do Cruzeiro foram marcador por Rafael Sobis, em cobrança de pênalti, e Manoel, de cabeça, no começo de cada tempo. O zagueiro, assim, se igualou a Airton como artilheiro do time na Série B, com quatro gols. Mas o que mais chamou a atenção foram decisões nos minutos iniciais de Dewson Freitas. Ele não marcou um pênalti para o América e assinalou outro para o Cruzeiro, revoltando o time da casa, que teve o técnico Lisca expulso. E o duelo teve nove cartões amarelos para os jogadores que estiveram em campo. O triunfo levou o Cruzeiro aos 31 pontos, subindo para a 15.ª colocação, com sete de vantagem para a zona da degola na conclusão da 25.ª rodada. Só que a distância para o G4, o grupo do acesso está em dez pontos, o que torna muito complicada a tarefa do time de não atuar na segunda divisão nacional por duas temporadas consecutivas. Já o América parou nos 44 pontos, na segunda colocação, mas agora a seis da líder Chapecoense. E com quatro a mais do que a primeira equipe fora do G4. América e Cruzeiro já haviam se enfrentado duas vezes em 2020, com empate no Estadual (1 a 1) e derrota celeste no primeiro turno da Série B (2 a 1). Agora, então, o time deu troco, confirmando o bom desempenho com Felipão como visitante - são quatro vitórias e um empate sob o seu comando em duelos longe do Mineirão. O JOGO - Felipão alterou o esquema tático do Cruzeiro, com a escalação de três volantes - Adriano, Jadsom Silva e Felipe Machado -, além de ter colocado Matheus Pereira na lateral esquerda. Só que o grande personagem do primeiro tempo não foi nenhum deles, mas o árbitro Dewson Freitas. O juiz deixou de marcar um pênalti logo no começo para o América, em toque de Adriano com a mão na bola na grande área. E pouco depois assinalou um pênalti aparentemente inexistente para o Cruzeiro numa disputa entre Pottker e Messias. Rafael Sobis bateu rasteiro, aos 13 minutos, e fez 1 a 0, marcando pela segunda vez nesse seu retorno ao clube. Os lances revoltaram o América, que teve o técnico Lisca expulso. E a partir daí, os times fizeram um primeiro tempo fraco e nervoso. O América tinha dificuldade na criação e abusava dos lançamentos longos. Já o Cruzeiro não conseguia reter a posse de bola, mas ao menos se defendia bem, levando a vantagem para o intervalo. Só que o início do segundo tempo foi bem diferente - e melhor para o time celeste. Em uma blitz nos minutos iniciais, perdeu duas chances claras, por causa de grandes defesas de Matheus Cavichioli em arremates de Arthur Caike após escanteio e no rebote de falta batida por Rafael Sobis. E o gol veio aos dois minutos, após cobrança de escanteio de Machado, com Manoel testando para as redes e fazendo o seu quarto gol nesta Série B. Em desvantagem, o América fez três substituições quase de uma vez. E também respondeu em uma jogada aérea. Aos 15, em cobrança de falta, Anderson Jesus subiu mais do que a marcação do Cruzeiro e cabeceou para baixo, diminuindo para 2 a 1. Era a possibilidade de esquentar o jogo, e o América buscou se lançar mais ao ataque com novas mudanças. Mas pouco criava e ainda dava espaços, tanto que o Cruzeiro teve uma chance clara numa jogada iniciada com roubada de bola de Machado. Mas Thiago chutou alto demais, aos 27, perdendo a chance de fazer o terceiro gol do seu time. Na parte final do jogo, o América apostou em jogadas especialmente pela ponta direita, aproveitando a fragilidade de Matheus Pereira na marcação, para tentar o empate, tendo uma chance clara com Ademir, que bateu para fora. Também nas costas do lateral, ele cabeceou outra por cima da meta de Fábio. Depois dos sustos, o Cruzeiro tratou de se fechar no campo de defesa, assegurando o triunfo no Independência. Os times voltarão a jogar no sábado, quando o América visitará o CSA no Rei Pelé, enquanto o Cruzeiro receberá o Brasil de Pelotas, no Mineirão. FICHA TÉCNICA AMÉRICA-MG 1 x 2 CRUZEIRO AMÉRICA-MG - Matheus Cavichioli; Diego Ferreira (Daniel Borges), Messias, Anderson Jesus e João Paulo; Flávio (Marcelo Toscano), Juninho (Felipe Augusto) e Alê; Felipe Azevedo (Calyson), Rodolfo (Léo Passos) e Ademir. Técnico: Lisca. CRUZEIRO - Fábio; Raul Cáceres, Manoel, Ramon e Matheus Pereira; Adriano, Jadsom Silva e Felipe Machado (Jadson); William Pottker (Arthur Caike), Rafael Sobis (Thiago) e Airton. Técnico: Felipão. GOLS - Rafael Sobis, aos 13 minutos do primeiro tempo. Manoel, aos 2, Anderson Jesus, aos 15, ÁRBITRO - Dewson Fernando Freitas da Silva (PA). CARTÕES AMARELOS - Rafael Sobis, Matheus Pereira, Juninho, Airton, Rodolfo, Jadsom Silva, Léo Passos, Manoel e Fábio. CARTÃO VERMELHO - Lisca. LOCAL - Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).

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Uma semana após a morte de Diego Maradona, ídolo da seleção argentina e do Boca Juniors, o time de Buenos Aires visitou o Internacional para o jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores e venceu por 1 a 0, com gol de Tévez. O atacante decidiu a partida no Beira-Rio com um gol de oportunista no começo do segundo tempo e homenageou Maradona, tirando sua camisa de jogo e mostrando uma do Boca da época do falecido craque, de quem era amigo. O resultado desta quarta-feira obriga o time brasileiro do Rio Grande do Sul a vencer o gigante de Buenos Aires fora de casa, no estádio La Bombonera, na próxima quarta, às 21h30. A partida começou bastante estudada em Porto Alegre, com as duas equipes cautelosas e preocupadas em não deixar espaços. O Inter foi a campo em um 4-4-2 com formato de losango no meio-campo, com o argentino Andrés D’Alessandro na criação. Já o Boca começou no 4-2-3-1, apostando na velocidade dos meia-atacantes Sebastian Villa e Eduardo Salvio, apesar do gramado molhado pela chuva. Além deles, confiava na experiência do astro Tévez no comando do ataque. No primeiro tempo, os donos da casa fizeram boa partida, mas permitiram lances de perigo do clube de Buenos Aires. De todo modo, a primeira chance foi criada pelo time gaúcho: logo no minuto inicial, o volante Patrick arriscou de fora da área, mas errou a meta. Na meia hora seguinte, o confronto ficou equilibrado, com os sistemas de marcação se impondo frente aos setores criativos. Aos 30, porém, Villa conseguiu sua primeira escapada em velocidade, invadiu a área e chutou cruzado, mas para fora. Daí em diante, o Boca passou a ser levemente superior e voltou a ameaçar a meta de Marcelo Lomba aos 37, quando o zagueiro Carlos Izquierdoz testou após escanteio. O cabeceio não foi na direção do gol, mas os visitantes voltariam à carga. Aos 44, Lomba foi obrigado a salvar o Inter após nova finalização de Villa: o colombiano recebeu na esquerda, entortou o lateral-direito Heitor e soltou a bomba. O goleiro teve de voar para evitar o gol do Boca. D’Alessandro não voltou à partida para o segundo tempo, apesar do bom desempenho na etapa inicial. Desde o início da metade complementar, o meia Maurício jogou na vaga do argentino. E o jogo recomeçou um pouco mais animado, com o Inter mais espalhado em campo. Nos primeiros minutos, Heitor fez boa jogada e seu chute parou em desvio da zaga, enquanto Tévez parou em Lomba. Aos 12, os mandantes tiveram sua melhor chance no jogo: Lindoso recebeu cruzamento da esquerda, mas cabeceou mal, para o lado. Entretanto, aos 17, Zé Gabriel vacilou na zaga e Salvio ficou com a bola, passando para Tévez, que girou dentro da área para bater no canto e fazer 1 a 0. O craque homenageou Maradona ao mostrar uma camisa da época do ídolo do Boca e da Argentina. Tévez era amigo de Maradona, que morreu aos 60 anos na última quarta-feira após parada cardiorrespiratória. O atacante levou cartão por tirar a camisa, mas fez seu 21.º gol na Libertadores pelo Boca. Só perde para Juan Román Riquelme (25 gols), ex-meia, e Martín Palermo (23), ex-centroavante. Tévez é, inclusive, o mais velho e mais novo a marcar pelo time na Copa. O Inter sentiu o gol e Tévez voltou a assustar aos 31, mas chutou para fora. Três minutos depois, os donos da casa finalmente responderam: o atacante argentino Leandro Fernández, que entrou no segundo tempo, cobrou falta com capricho, mas parou na trave. Aos 40, o clube de Porto Alegre voltou a levar perigo com Patrick, que recebeu de Galhardo dentro da área, mas finalizou mal. No fim, o Boca controlou o Inter e venceu, levando perigo em uma última chance com o lateral-direito Julio Buffarini. Antes de as equipes se enfrentarem pelo jogo de volta, o Inter visita o líder Atlético Mineiro às 18h15 do próximo domingo, pela 24.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Boca visita o Talleres pelo Campeonato Argentino. FICHA TÉCNICA: INTERNACIONAL 0 X 1 BOCA JUNIORS INTERNACIONAL - Marcelo Lomba; Heitor, Rodrigo Moledo, Zé Gabriel e Uendel; Rodrigo Lindoso (Nonato), Rodrigo Dourado, Patrick e D’Alessandro (Maurício); Thiago Galhardo e Yuri Alberto (Leandro Fernández). Técnico: Abel Braga. BOCA JUNIORS - Andrada; Buffarini, Lisandro López, Izquierdoz e Fabra; Capaldo, Campuzano, Cardona (Jara), Salvio (Maroni) e Villa; Tévez (Soldano). Técnico: Miguel Ángel Russo. GOL - Tévez, aos 17 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO - Esteban Ostojich (Uruguai). CARTÕES AMARELOS - Thiago Galhardo, Patrick e Rodrigo Lindoso (Internacional); Fabra, Tévez, Salvio e Campuzano (Boca Juniors). LOCAL - Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

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Apesar do crescimento de casos de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse desejar o retorno das aulas presenciais em todos os níveis de ensino. Em conversa com apoiadores ao retornar ao Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira, 2, o chefe do Executivo criticou a resistência de reitores à retomada. "Estamos tentando a volta às aulas. Conversei agora com o ministro da Educação. Queremos voltar às aulas presenciais em todos os níveis, mas os reitores agora chegaram nele... 'não, queremos só começar em 2022'. Aí, no meu entender, não tem cabimento", disse o presidente. A manifestação de Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que o Ministério da Educação publicou, e foi pressionado a revogar, portaria que recomendava a retomada das aulas presenciais nas instituições de ensino superior a partir de 4 de janeiro. A preocupação com a nova escalada de contaminações pelo coronavírus tem feito Estados e instituições adotarem cautela para restabelecer rotinas. Na cidade de São Paulo estão autorizadas aulas apenas para o Ensino Médio, e grupos de pais se mobilizam para pedir o retorno presencial ainda este ano. Como mostrou o Estadão, a portaria do MEC poderia ser judicializada porque universidades têm autonomia e existe previsão legal para que governos regionais tomem decisões de caráter sanitário. A repercussão negativa da portaria do ministro Milton Ribeiro, entre instituições e especialistas que disseram que a medida era inconstitucional, acabou fazendo o governo voltar atrás. Mourão No diálogo com apoiadores, Bolsonaro, sem máscara, também comentou a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de adotar a bandeira vermelha na tarifa de luz a partir deste mês. O presidente reafirmou que a medida é necessária, para evitar apagões e racionamento. Disse, ainda, que ordenou à equipe do Alvorada a adoção de medidas para redução do gasto com energia a partir do mês seguinte. Ao fazer o comentário, disse que as medidas poderiam gerar problemas de segurança e concluiu sugerindo, em tom de brincadeira, que a guarda oficial prefere ele ao vice, Hamilton Mourão. "Eu quero a conta de luz do mês que vem menor do que essa. Não sou eu que pago. É o cartão corporativo. Quantas pessoas comem aqui todo dia? Mais de 150 pessoas. E tem que ter segurança. Com todo o respeito ao pessoal que está aqui, não existe segurança perfeita. Pode acontecer um problema um dia aí. E eles me protegem porque preferem eu (sic) do que o vice", declarou, rindo.

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O ministro Sebastião Reis, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cassou a própria liminar que concedeu prisão domiciliar ao ex-policial militar Mizael Bispo, condenado em 2010 a 22 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da sua ex-namorada Mércia Nakashima. A decisão havia sido tomada em agosto, após omissão da justiça de São Paulo em prestar informações sobre o caso. Em novo entendimento, Reis concordou com manifestação enviada pelo Ministério Público Federal, que recorreu da prisão domiciliar a Mizael Bispo. A Procuradoria alegou que o caso do ex-PM não era excepcional para justificar a medida e que ele, apesar de ser enquadrado do grupo de risco, não estaria em presídio com superlotação, fazendo inclusive tratamento médico na unidade. "Diante das razões apresentadas pelo agravante - sobretudo no que diz respeito à informação de que ora agravado fazia tratamento e acompanhamento regular na Unidade Prisional, inexistindo comprovação de fatores que demonstrem a impossibilidade de continuidade do tratamento dentro do estabelecimento prisional; ainda que o presídio em que ele se encontrava encarcerado não está superlotado e que a autoridade carcerária vem adotando as medidas recomendadas para minimizar a disseminação da Covid-19 na referida unidade […] - dou provimento ao agravo regimental para reconsiderar a decisão no ponto agravado e cassar a liminar antes deferida", anotou Sebastião Reis. O ministro também se baseou na resolução aprovada pelo presidente do Conselho Superior de Justiça, ministro Luiz Fux, que barrou a prisão domiciliar a presos do grupo de risco da covid-19 que foram condenados por crimes hediondos, como é o caso de Mizael Bispo. A decisão revoga liminar que deu domiciliar ao ex-PM em casa em agosto. À época, o ministro relatou que a defesa de Mizael Bispo solicitou por cinco meses que fosse concedida a prisão domiciliar, mas o juízo não avaliou o caso. Em junho, Reis ordenou à 2ª Vara de Execuções Criminais que apreciasse o pedido em cinco dias, mas o prazo não foi cumprido. Por essa razão, o ministro concedeu a liminar. Relembre o caso Mizael Bispo de Souza e Mércia Nakashima eram sócios em um escritório de advocacia e namoraram por quatro anos até setembro de 2009. A advogada foi vista pela última vez com vida em 23 de maio de 2010 na casa de sua avó - em 10 de junho, o carro dela foi achado na Represa Atibainha, em Nazaré Paulista. No dia seguinte, o corpo foi localizado por um pescador. Mizael foi denunciado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e por ocultação de cadáver. Inconformado com o fim do relacionamento, o ex-PM atirou no queixo de Mércia, trancou-a no carro e atirou o veículo na represa com a advogada ainda viva. O caso foi concluído em julgado repleto de discussões acaloradas entre acusação e defesa no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. Mizael foi condenado a 20 anos de prisão, pena que foi ampliada em 2017 para 22 anos e oito meses de prisão por desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Mizael Bispo está detido em Tremembé (SP).

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A Justiça Federal no Rio de Janeiro determinou nesta quarta-feira, 2, que o processo da Operação Descontaminação, desdobramento da Lava Jato no Rio, em que um dos réus é o ex-presidente Michel Temer (MDB), seja desmembrado. Parte da ação deverá ser redistribuída para a Justiça Federal em São Paulo, permanecendo o restante na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, onde já tramita. A decisão da Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) foi proferida em julgamento de habeas corpus pedido pelo empresário Vanderlei de Natale, outro réu do processo. A Operação Descontaminação foi deflagrada a partir de fatos apurados no processo da Operação Radioatividade, no qual a Justiça Federal do Rio de Janeiro investiga fraudes em contratos firmados entre a Eletronuclear e as empresas AF Consult Ltd, Argeplan e Engevix, para um projeto de engenharia na usina nuclear de Angra 3. A defesa de Natale alegou que os crimes de que é acusado não teriam relação com esses contratos e, por isso, o processo da Descontaminação deveria ser remetido para São Paulo, onde teriam ocorrido os supostos ilícitos. Mas o desembargador federal Abel Gomes, que proferiu o voto condutor no julgamento desta quarta-feira, entendeu que há conexão entre as Operações Radioatividade e Descontaminação, no que se refere aos crimes de peculato (desvio de dinheiro público) e evasão de divisas supostamente praticados por Natale. Por isso, essa parte do processo deve permanecer no Rio de Janeiro. O desembargador concluiu, porém, que a parte dos autos que se refere ao crime de lavagem de dinheiro cometido por meio de repasses da Construbase, de responsabilidade de Natale, para a empresa PDA Projetos deve ser remetida para a Justiça Federal paulista. O magistrado ressaltou que existe decisão anterior do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluindo pela competência da Seção Judiciária de São Paulo em relação a esse crime. Segundo a decisão do TRF-2, o desmembramento e a remessa dos autos para São Paulo deve ser estendida aos demais réus da Operação Descontaminação, como é o caso de Temer. O ex-presidente, portanto, vai responder a ações na Justiça Federal do Rio e de São Paulo. Realizada em março de 2019, a Operação Descontaminação resultou na prisão preventiva de Michel Temer e de outras nove pessoas, que hoje respondem em liberdade. O Ministério Público Federal (MPF) acusa os réus pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva. Ainda segundo o MPF, os contratos irregulares das obras de Angra 3 teriam resultado no desvio de R$ 11 milhões dos cofres públicos. Esse dinheiro teria ido para Temer, diz o MPF.

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A Petrobras já recebeu ofertas finais para compra de quatro refinarias das oito refinarias que pretende vender e espera receber, ainda este ano, propostas para outras duas, informou nesta quarta-feira, 2, a diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, durante debate na Rio, Oil & Gas. As duas unidades restantes devem entrar em fase final de venda no primeiro trimestre de 2021, informou. A Rlam, na Bahia, deverá ser a primeira a ser vendida e está em processo de negociação com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, segundo fontes. No dia 10 de dezembro a estatal receberá ofertas pela Repar, no Paraná, e Refap, no Rio Grande do Sul. Também já receberam ofertas a Reman, no Amazonas, a Lubnor, no Ceará, e a Six, no Paraná. Ainda aguardam propostas a Renest, em Pernambuco, e a Regap, em Minas Gerais. Segundo Lara, todo o processo deve estar concluído no primeiro trimestre do ano que vem, já que entre a assinatura e a "entrega das chaves" de cada refinaria serão gastos nove meses, nos cálculos da diretora. Lara afirmou que a Petrobras vai continuar sendo competitiva no mercado de refino no País após a venda de oito das suas 13 refinarias. "Continuaremos com 1,1 milhão de barris de petróleo sendo processados por dia. Já temos feito diversas ações em eficiência energética, descarbonização, transformação digital e também elaboramos produtos mais avançados", disse Lara no painel "O novo mercado de downstream" na feira. O desafio, destacou a diretora, será o preparo das equipes para esse novo cenário. "Como tivemos o monopólio por tantos anos, temos procedimentos que precisarão ser mudados para nos tornarmos mais competitivos. Precisamos ganhar em flexibilidade, mantendo a governança e a integridade dos processos", disse a executiva. Para ela, o mercado brasileiro de downstream será alterado por dois grandes movimentos. Os desinvestimentos da Petrobras de metade da sua capacidade de refino e a transição energética, que demandará novos produtos, como o diesel renovável e o BioQAV. "Será um mercado totalmente diferente. Hoje, competimos só com os importadores, mas haverá competição também entre as refinarias. Isso trará novos players e mais investimentos em logística, tecnologia e novos produtos", explicou a diretora.

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Um grupo de 22 deputados americanos democratas divulgou uma carta nesta quarta-feira, 2, de apoio à deputada federal pelo PSOL Talíria Petrone. O texto, com críticas ao presidente Jair Bolsonaro, é mais um de uma sequência de manifestações contra o atual governo divulgadas por uma ala do Partido Democrata que vê no brasileiro ameaças antidemocráticas e xenófobas. Desde a eleição em 2018, Bolsonaro é alvo de críticas de deputados do partido. Os questionamentos à política ambiental e de direitos humanos do governo brasileiro são feitos em cartas, resoluções e propostas de emenda que circulam no Congresso americano. Agora, com a eleição do democrata Joe Biden, as críticas de Bolsonaro feitas na Câmara dos Deputados podem reverberar mais facilmente na Casa Branca. Os democratas americanos citam o assassinato da vereadora Marielle Franco, as ameaças ao ex-deputado Jean Wyllys e a Talíria e dizem estar preocupados com a falta de proteção dada a parlamentares negros no Brasil. "Estamos preocupados com o repetido ataque a uma parcela dos eleitos já subrepresentada", escrevem os deputados americanos. Talíria Petrone vem sofrendo ameaças e deixou o Rio de Janeiro recentemente com a filha, para se proteger. "É completamente inaceitável que autoridades eleitas em uma democracia não possam cumprir seus mandatos por causa de ameaças a eles e a seus parentes. Pedimos uma investigação completa e imparcial sobre essas ameaças, para identificar e processar os responsáveis", escreveram os parlamentares. "As tentativas do presidente Bolsonaro de dividir o povo brasileiro contribuíram para um aumento na violência política durante as eleições locais de 2020", afirmam os americanos. "Como o presidente Bolsonaro continua a minar os direitos dos afro-brasileiros, mulheres, indivíduos LGBTQI+, povos indígenas e outros, estamos vendo as forças do racismo, sexismo e homofobia perigosamente encorajadas no Brasil. É por isso que, desde o início da presidência de Bolsonaro, uma ampla coalizão de membros do Congresso dos EUA se manifestou contra e trabalhou para conter o apoio do governo Trump ao presidente Bolsonaro", escrevem os deputados. O texto é assinado por 22 deputados. Uma das signatárias é a deputada Deb Haaland, cotada para assumir a chefia do Departamento do Interior no governo Biden. Se for alocada como integrante do governo do novo presidente eleito, a hoje deputada deve levar a crítica a Bolsonaro para mais perto da nova Casa Branca. Biden foi eleito com apoio das duas alas do Partido Democrata - a de centro e a progressista, na qual se encaixam os críticos a Bolsonaro. Para compor o governo, ele tem tentado fazer acenos aos dois grupos, em busca de uma composição política interna. Haaland é a primeira indígena americana a se eleger para o Congresso dos EUA e tem sido uma das vozes mais críticas ao governo Bolsonaro em Washington. Ela já chegou a propor, duas vezes, uma emenda para esvaziar a designação dada pelo governo Trump ao Brasil de aliado preferencial fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Em algumas ocasiões nos últimos dois anos, o apoio às manifestações extrapolou o núcleo de deputados progressistas e ganhou apoio mais amplo no Capitólio, como na época em que foi divulgada a alta nas queimadas na Amazônia em 2019. Em junho, deputados da Comissão de Orçamento e Assuntos Tributários da Câmara dos EUA escreveram ao representante comercial do país dizendo se opor a um acordo comercial com o Brasil. A Comissão é considerada a mais importante da Câmara. No texto, assinado pelo presidente do colegiado, Richard Neal, os deputados afirmaram que Bolsonaro é "um líder que desconsidera o estado de direito e tem desmantelado árduo progresso nos direitos civis, humanos, ambientais e trabalhistas" no País. O deputado Joaquin Castro, cotado para a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara americana, disse em nota enviada ao Estadão se solidarizar com políticos que recebem "ameaças de morte apenas em razão da cor de sua pele ou de visão política". "É profundamente preocupante e inaceitável que essas graves injustiças continuem a acontecer em democracias das Américas. Apelo ao governo brasileiro para que conduza uma investigação imparcial para encontrar os responsáveis e garantir que as autoridades eleitas possam retornar com segurança para suas casas e continuar com seus mandatos", afirmou Castro.

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O Palmeiras continua firme em seus objetivos na temporada. Campeão Paulista, semifinalista da Copa do Brasil e ainda na luta pelo título do Brasileirão, a equipe avançou para as quartas de final da Libertadores sem dificuldades. Nesta quarta, no Allianz Parque, o time venceu o Delfín, do Equador, por 5 a 0 (já havia feito 3 a 1 fora de casa), com excelente atuação do atacante Gabriel Veron, autor de dois gols e de uma assistência, e ratificou sua classificação. O Palmeiras atingiu 25 gols na Libertadores e agora tem o melhor ataque da competição. Em campo, o time começou o jogo com velocidade. Nos primeiros minutos, Gabriel Veron e suas esticadas pela direita do ataque deram trabalho para a defesa equatoriana. A primeira boa chance surgiu aos cinco minutos. Em jogada ensaiada, Lucas Lima bateu escanteio curto para Gustavo Scarpa bater de primeira, mas a bola passou rente à trave direita do Delfin. Dois minutos depois, Veron passou como quis pela defesa e rolou para Lucas Lima que, sozinho, bateu de direita por cima do gol, perdendo boa chance. Depois dos 15 minutos, os volantes do alviverde começaram a chegar ainda mais perto da área para arriscar ao gol. Danilo e Gabriel Menino tiveram suas oportunidades, mas foi com Patrick de Paula que o Palmeiras abriu o placar. Aos 29, em jogada iniciada em ótima reposição de bola de Weverton, Lucas Lima tabelou com Veron, que cruzou na área. A bola bateu na marcação e sobrou para Patrick de Paula bater de primeira, no ângulo, sem chances para Banguera. Até o final do primeiro tempo, Gustavo Scarpa e Patrick de Paula precisaram deixar o jogo, contundidos. A boa fase da equipe do técnico Abel Ferreira, que nesta quarta-feira completou um mês no cargo, significa ainda mais jogos na maratona enfrentada pela equipe. Nos próximos 21 dias, serão 7 partidas - uma a cada três dias. A sequência começa a pesar no elenco. Scarpa e Patrick são dúvidas para a partida de sábado, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro. O problema é que o Palmeiras ainda tem vários jogadores no departamento médico. Felipe Melo, Wesley e Luan Silva se recuperam de cirurgias; Luiz Adriano teve uma lesão na coxa esquerda, Jailson está em fase de transição física e Marcos Rocha e Renan ainda apresentam resultados positivos para o novo coronavírus, que atingiu quase todos os jogadores do grupo. No segundo tempo, Abel Ferreira começou a poupar seus atletas. Com Zé Rafael e Raphael Veiga em campo, a equipe voltou com ímpeto renovado. Aos três minutos, Danilo deu lindo lançamento por trás da defesa e Gabriel Veron tocou com categoria na saída de Banguera para marcar o segundo gol. Aos seis minutos, Gabriel Menino acionou Raphael Veiga, que achou Veron na direita. O atacante aproveitou a saída antecipada de Banguera e deixou Willian livre para anotar o terceiro. O atacante não marcava um gol havia dois meses e chegou a 15 na temporada - ele empatou com Luiz Adriano na artilharia do time no ano. O Palmeiras continuava em peso no ataque. Aos 14, mais um golaço do alviverde. Veiga foi na linha de fundo e cruzou para trás. Gabriel Veron pegou de primeira e de voleio mandou a bola no canto direito, sem chances para o goleiro equatoriano. A equipe continuou atacando e perdeu gols com Gabriel Silva, e Danilo. O Delfín assustou apenas uma vez - aos 24, Cangá bateu falta na trave. Após os 25 minutos, o alviverde diminuiu o ritmo, tocou a bola e esperou o tempo passar. Mesmo assim, chegou ao 5.º gol. Aos 48, Gabriel Silva partiu pela direita e só tocou para Danilo fechar o placar. O Palmeiras mostra força nas fases mais agudas e vai brigar por mais títulos na temporada. FICHA TÉCNICA: PALMEIRAS 5 X 0 DELFÍN PALMEIRAS - Weverton; Gabriel Menino, Luan, Gustavo Gómez e Viña (Mayke); Danilo, Patrick de Paula (Zé Rafael), Gabriel Veron, Lucas Lima (Raphael Veiga) e Gustavo Scarpa (Alan Empereur); Willian (Gabriel Silva). Técnico: Abel Ferreira. DELFÍN - Banguera; Luzarraga, Cangá, León e Macías (Rojas); Ortiz, Benítez, Vélez, Gonzáles e Corozo (Mera); Valencia (Carreño). Técnico: Miguel Zahzú. GOLS - Patrick de Paula, aos 29 minutos do 1º Tempo; Gabriel Veron, aos 3 e aos 14, Willian, aos 6, Danilo, aos 48 minutos do 2º Tempo. ÁRBITRO - Darío Herrera (ARG). CARTÕES AMARELOS - Patrick de Paula e Cangá. LOCAL - Allianz Parque, em São Paulo.

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Fátima Bernardes anunciou que foi diagnosticada com um câncer de útero na noite desta quarta-feira, 2. "Estou bem. Depois de uma série de exames de rotina, hoje recebi o diagnóstico de um câncer de útero em estágio inicial. Vou me afastar por uns dias do trabalho para fazer a cirurgia", explicou a apresentadora em seu Instagram. "Enquanto isso, aproveito o aconchego dos meus pais, filhos, do meu amor e dos amigos próximos. E já agradeço pelo carinho, pelas boas energias de todos aqui. Logo, logo estarei de volta para nossos encontros", concluiu. Seu namorado, o deputado federal Túlio Gadêlha, apoiou Fátima Bernardes nos comentários da publicação: "Estamos juntos nessa, meu amor". Ele também publicou uma mensagem em seu perfil. Confira a postagem em que Fátima Bernardes anuncia o diagnóstico de câncer no útero abaixo: Clique aqui

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Mesmo já classificados para as oitavas de final da Liga dos Campeões, Juventus e Barcelona não aliviaram nesta quarta-feira. Os dois times venceram seus jogos por 3 a 0 e mantiveram a briga pela liderança do Grupo G. Cristiano Ronaldo deixou sua marca, em seu 750.º gol da carreira, ainda que em lance controverso, enquanto Lionel Messi sequer foi relacionado para o duelo contra o Ferencvaros. Em Turim, o time italiano derrotou o Dínamo de Kiev com sobras, com assistência do brasileiro Alex Sandro e grande atuação de Federico Chiesa. O volante Arthur e o lateral Danilo entraram somente no segundo tempo e apresentaram desempenho discreto. Juventus e Dínamo de Kiev fizeram um primeiro tempo equilibrado, embora a equipe da casa exibisse ligeira superioridade, graças à atuação individual de Chiesa. Ele brilhou aos 20 minutos, quando subiu mais que os zagueiros para cabecear para as redes, após cruzamento de Alex Sandro. Dez minutos depois, Cristiano Ronaldo acertou a trave, dando susto na defesa ucraniana. Já o segundo tempo foi todo da Juventus. Foram diversas oportunidades no ataque e dois gols. Aos 11, Ronaldo balançou as redes em jogada verificada pelo árbitro de vídeo. Após cruzamento da direita, o goleiro defendeu, mas deu rebote, espalmando sobre Morata, em dividida na pequena área. A bola se encaminhava para as redes quando o português, em cima linha, completou para o gol. Após ter seu gol "roubado" por Ronaldo, Morata deixou sua marca aos 20. Chiesa construiu toda a jogada pelo meio e entregou de bandeja um belo passe para o atacante só ajeitar, dentro da área, e bater para o gol. Jogando no mesmo horário, na Hungria, o Barcelona manteve o aproveitamento de 100% no grupo e a liderança, com cinco vitórias. Com 15 pontos, tem três de vantagem sobre a Juventus, justamente seu adversário na rodada final desta chave, na próxima terça-feira. Ferencvaros e Dínamo de Kiev, com um ponto cada, brigam pela terceira posição do grupo, que dá vaga na Liga Europa. Sem Messi, novamente poupado, o técnico Ronald Koeman voltou a apostar em Martin Braithwaite, Ousmane Dembélé e Antoine Griezmann. E não se arrependeu. Griezmann abriu o placar, aos 14, e Braithwaite ampliou aos 20, após assistência de Dembélé. Aos 28, Braithwaite foi derrubado na área e Dembélé não desperdiçou a cobrança. No segundo tempo, o treinador fez as cinco mudanças para evitar novos desfalques e dar chance a reservas. Ao mesmo tempo, acabou desfigurando a formação inicial e a equipe perdeu ritmo, sem exibir o mesmo futebol da etapa inicial.

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