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Manoel Afonso

Manoel Afonso

MODISMO: “Ser de esquerda é muito fácil. Basta dizer “sou de esquerda” e acabou. Você vira vagamente intelectual, vagamente sensível, vagamente descolado, solidário. Mas se você diz “não sou de esquerda” em que se explicar para o resto da vida: ‘não sou de esquerda, mas não sou homofóbico, não sou de esquerda mas não sou racista’. Essa ideia de que você tem um lado da rua onde está a bondade e outro não, a história já massacrou isso de um jeito, velho. Você precisa ser muito analfabeto, alienado, muito marciano para não ver os estragos que a utopia e projetos ditos coletivistas fizeram com a humanidade. Então rapa fora enquanto é tempo”. Do ator ‘casseta’ Manoel Cláudio.

‘CAFÉ AMIGO’ com o prefeito Ivan da Cruz Pereira (Xixi) (DEM) de Paraíso das Águas ainda comemorando a premiação pelo Ministério da Saúde junto com apenas 14 cidades de todo o país, entre elas Brusque (SC), Campos de Jordão (SP) e Carlos Barbosa (RS) por suas ações de combate e preventivas contra epidemias em geral. Nos contatos junto a população do município senti a satisfação da comunidade no trato da saúde pela prefeitura que garante assistência médica 24 horas no pronto socorro com serviços de ultrassom e raio-X digital. Em Paraíso o prefeito consegue a proeza de ser unanimidade pela sua postura ágil e competente. Aliás, as pesquisas mostram isso.

AVALIAÇÕES A ministra Tereza Cristina da Agricultura, segundo confissão de Bolsonaro ao prefeito Ivan, é o nome preferido dele presidente para ser candidata a vice em 2022. Para o prefeito, o ministro Mandeta da Saúde hoje em alta - poderá ser o nome do partido para a sucessão estadual. Na audiência com o presidente Bolsonaro o prefeito ficou impressionado com a intimidade dele em relação a realidade social e econômica do nosso Estado, ao quadro político e seus personagens inclusive. Avalia o prefeito Xixi: “um presidente bem informado de tudo sobre o MS”.

MAU SINAL Nem começou o jogo e o ex-governador Puccinelli (MDB) já levou cartão amarelo com declaração inoportuna e arrogante, apesar de desempenho fraco nas pesquisas, das prisões e dos escândalos pipocndo na justiça. Acostumado a condição de ‘pole position’ e bajulado nos círculos políticos, está revoltado com a nova situação que ele próprio provocou. No saguão da Assembleia Legislativa o assunto esteve na pauta do observadores de plantão com um dúvida unânime: até onde a participação de Puccinelli na campanha do ‘candidato’ Marcio Fernandes garantiria o êxito da mesma?

O PRÓXIMO? A morte do jornalista Leo Veras na região da Fronteira lembra bem o último dia de vida de Santiago, o personagem do livro ‘Crônica de uma morte anunciada’ do escritor colombiano Gabriel Garcia Marques. Sobre mais essa barbárie do narcotráfico os deputados Lídio Lopes (Patriotas) e Evander Vendramini (PP) e Lucas Lima (Solidariedade) fizeram ao colunista uma análise do clima tenso que paira entre os profissionais de comunicação na fronteira – com uma indagação pertinente: ‘quem será o próximo’? Leo Veras não encerrará a triste lista de assassinatos. No jornalismo da fronteira até os cronistas sociais correm risco de vida.

DILEMA Como montar um projeto eleitoral sem gastar muito para se eleger vereador numa cidade de 5 a 7 mil habitantes? Nesta semana conversei com um ex-candidato a vereança numa cidade deste porte que desabafou? “Tá difícil! Você vai numa igreja e antes de falar com o chefe (pastor) você tem que acertar o diácono para conseguir um espaço paralelo. O pior; em todas as famílias numerosas há vários candidatos; um cenário muito diferente de antes. Guardar dinheiro para comprar voto na véspera nem sempre funciona. Ouvi pacientemente e conclui: ‘trabalhar ninguém quer’.

LÍNGUAS AFIADAS Para esse ex-candidato o salário (sem os penduricalhos) acaba atrapalhando o discurso, pois reina na opinião pública uma ideia de que os pretendentes visariam apenas as vantagens financeiras. A situação chegou a ponto de que eventuais promessas – com declarações firmadas em cartório inclusive abrindo mão dos salários em prol de entidades – não dobram o ceticismo do eleitorado. Numa cidade pequena a população fica de olho no padrão de vida dos políticos, fazendo a comparação com a época anterior a conquista do mandato. Nada passa despercebido. Olhar com lupa!

NOVO CENÁRIO: Teremos 35 partidos políticos. Nos municípios com até 100 mil eleitores cada um deles poderá lançar até duas vezes o total de cadeiras na Câmara. Nos municípios com mais de 100 mil eleitores - o número de candidatos não poderá ser superior a uma vez e meia do total de cadeiras legislativas. Assim aumentará o número de candidatos dos partidos nanicos; explico os motivos: antes os nanicos ficavam de fora da disputa por não atingir o quociente eleitoral e agora passarão a disputar as ‘sobras’ das cadeiras não distribuídas pelo Quociente Partidário.

E MAIS... Outro fator é o aumento da direita no país desde 2018 - que provocará a ideologização das campanhas - tornando o embate municipal num espelho do quadro nacional, com o debate sobre valores e costumes inclusive. . Até aqui as campanhas municipais eram divorciadas politicamente do cenário federal, com os candidatos impondo o caráter da pessoalidade, independentemente de partido ou grupo alinhado. A tendência é que temas nacionais façam parte da campanha, com a exploração dos casos de corrupção e as consequências danosas as cidades interioranas inclusive; a situação do hospital; a escola inacabada, a viatura policial , a rodovia ruim na lista dos ‘lembretes’.

RETROVISOR: Na política nacional a direita extremada cresceu, mas no interior centro-direita e a direita moderada historicamente são superiores à esquerda. Aliás, o perfil dos prefeitos prova isso: empresários, agricultores, comerciantes, curso superior completo e quase sempre contrários a política da esquerda. Em 2016, foram 3.699 prefeitos eleitos (66% das cidades) pertencentes aos maiores partidos (MDB,PP, PSDB, PR, DEM, PSD e PTB). A tendência é de crescimento das siglas alinhadas ao projeto do Planalto, como aconteceu antes no Governo de Fernando Henrique (PSDB) e dos petistas Lula e Dilma Roussef.

ENFIM... a nacionalização do debate eleitoral também será caracterizada ainda pela maior participação dos militares e de gente ligada a segurança, a exemplo das eleições de 2018. A tendência é que tenhamos também nas câmaras municipais um contingente maior destes personagens alinhados a política mais a direita e com forte tendência na defesa dos valores morais e da família tradicional. Isso dependerá também da avaliação do Governo Bolsonaro no decorrer deste período e da postura (hoje encolhida) da forças da esquerda em dificuldades para juntar a militância, bem menor do que era antes.

POLARIZAÇÃO: Ela não terminou após as eleições de 2018; muito pelo contrário - ganhou contornos de radicalização dos posicionamentos políticos-ideológicos com ingredientes ligados a religião, artes, cultura e sexualidade nas redes sociais com direito inclusive ao fenômeno do ‘fake news’. Todo fato noticiado é explorado politicamente. Dois casos atuais: a nomeação da atriz Regina Duarte para a Secretaria da Cultura e a indicação do documentário ‘Democracia em Vertigem’ da diretora Petra Costa para concorrer a premiação do Oscar 2020. É o olhar político do cidadão internauta.

MILONGUEIRO? Papa Francisco desagradando o decrescente ‘rebanho católico brasileiro’ cada vez mais ausente da igreja. Sua posição mais à esquerda em questões emblemáticas é visível; desastroso no episódio das queimadas na Amazônia a exemplo de suas opiniões em questões sociais e políticas. Soou mal sua posição contrária a participação de homens e mulheres nos atos da Igreja na Amazônia. O Papa argentino que vendia a imagem de renovação passará a história como o Papa igual ao antecessor alemão. Quanto ao encontro com o ex-presidente Lula só agradou ao PT e Cia.

DUAS PONTAS: Na primeira delas o Governo Bolsonaro vai bem com medidas de ordem econômicas que vão mostrando recuperação – ainda que lentamente. Também não tem havido casos escabrosos de corrupção como ocorreu nas administrações anteriores. Na segunda, representada pela comunicação com a sociedade, há muito a aprender e melhorar. O Governo consegue se desgastar em agendas sem importância e que ganharam destaque na mídia exatamente pela falta de habilidade no seu trato. Bolsonaro precisa falar menos, a exemplo de alguns ministros e auxiliares. Com isso fornece combustível à oposição tratada com carinho pela grande mídia. Amadorismo!

PRAZOS ELEITORAIS: Detentores de mandatos eletivos que vão disputar a reeleição poderão trocar de partido ( janela eleitoral) entre 5 de março a 3 de abril. Vence no dia 4 de abril o prazo para aqueles sem partido e que pretendam se candidatar. Dia 4 de agosto é o último dia para registro das candidaturas. Será mais curto o período da propaganda eleitoral no rádio e televisão: de 28 de agosto a 1 de outubro. Até o dia 3 de outubro (véspera das eleições) poderão ser realizadas caminhadas, passeatas e carreatas. Já as convenções partidárias poderão ser efetivadas entre 20 de julho a 5 de agosto. Dia 1 de outubro é a última data para os debates no rádio e televisão.

CUIDADO!: Os pré-candidatos que se cuidem para não ‘dançarem’ antes do ‘baile’. Não pode fazer pedido explícito de votos e utilizar outdoor, mesmo sem texto de teor eleitoral. Proibido usar meios de publicidade vedados no período eleitoral, como distribuir camisetas, bonés e brindes. A justiça eleitoral estará de olho nos gastos excessivos e na utilização de meios vedados. Neste caso ele poderá ser penalizado por abuso de poder econômico que resulta em cassação do registro, diploma, mandato ou inegibilidade por 8 anos. ( Caso da senadora (Selma-PSC) de MT). Lembro; os suplentes destes candidatos – se eleitos – poderão recorrer a justiça contra eles tomando-lhes a vaga. Vale tudo por um mandado. Se vale!

NA INTERNET: “O desfile das escolas de samba no Rio custa R$ 70 milhões para a prefeitura. O enredo é fácil de entender, difícil de engolir. Quem vende os espaços é a Liesa (Liga das escolas); quem vende o patrocínio comercializando várias cotas milionárias é a Rede Globo. O carnaval do Rio precisa viver De recursos privados ,não da prefeitura que tem 100 mil aposentados, 100 mil funcionários pra pagar e 650 mil crianças nas escolas pra cuidar – a maioria atendida pelo Bolsa Família. O carnaval é bom pra cidade, mas ele deve ser pago pelos recursos privados e não da prefeitura.”

RÁPIDAS LEGISLATIVAS

Deputado Antônio Vaz (Republicanos): Pediu mais recursos ao Hospital Municipal de Naviraí; requereu a criação da comissão para defesa das crianças e juventude; presidiu audiência pública ( dia 13) sobre saúde através do programa ‘Previne Brasil’.

Lucas de Lima (Solidariedade) Ligado as questões do meio ambiente e proteção dos animais. Presidente da Comissão do Meio Ambiente quer a preservação da mata do P. dos Poderes; trata de incentivos ao uso do GNV como combustível junto a MS Gás.

Deputado José C. Barbosa (Democratas) Contra a reelicitação das obras da BR 163 pedida pela CCR MS Via; pede a disponibilização de recipientes com gel em locais públicos para evitar a propagação do vírus do H1N1 e de outras epidemias.

Deputado Lídio Lopes (Patriotas) Visitou 7 cidades do Cone Sul e entregou aparelho de ultrassonografia para a Casa da Gestante de Eldorado. Com 40 vereadores, prefeitos, vice prefeitos o deputado promete surpreender nestas eleições. Uma força interiorana.

Deputado Marçal Filho (PSDB) Quer medidas para coibir posturas lesivas aos idosos na contratação de empréstimos; alertou sobre a previsão dos casos de câncer no MS em 2020; fez reflexão na tribuna sobre o valor do planejamento na administração pública.

Deputado Capitão Contar (PSL) Contra o desmate de vegetação nativa no Parque dos Poderes; pede transparência no Fundersul; flexibilização na cobrança do ICMS antecipado; insistindo no combate eficaz ao mosquito da dengue em todo o Estado.

Deputado Neno Razuk (PTB) Comemora abertura da licitação pela Agesul do projeto de engenharia para duplicação da rodovia156 e construção de passarela no entorno de Dourados ); eleito vice líder do bloco partidário denominado G11. Tem bom trânsito.

Deputado Jerson Claro (PP) Eleito líder do Governo na Assembleia; foi à MS Gás junto com o deputado Lucas Lima para tratar da política de incentivo ao uso do GNV; está atento a política de industrialização do Estado sem descuidar do meio ambiente.

Londres Machado (PSD) Por unanimidade eleito líder do bloco denominado G 11 com a função de decidir por posições na apreciação de matérias diversas que exijam bom trânsito junto a colegas e a outros poderes e experiência no trato com a coisa pública

Marcio Fernandes (MDB) Apesar da escolha para disputar a prefeitura da capital não descuida de seus projetos e no contato com lideranças em seu gabinete. O início da colheita de soja e Rota Bioceânica monitoradas pelo parlamentar ligado ao meio rural.

Evander Vendramini (PP) Requereu a criação de salas de descanso aos médicos, enfermeiros e auxiliares nos hospitais; Viu atendido seu pedido para asfaltamento do trecho ( 12 kms) de acesso a Porto Esperança, uma velha aspiração da comunidade.

José Teixeira (DEM) Focado em ações voltadas ao meio rural e nos desafios das cidades interioranas principalmente. Pediu empenho da bancada federal na solução de problemas de Caarapó, com quem o parlamentar mantém laços fortes de relação.

Deputado João Catan (PL) Arquivado por 9 votos a 2 seu polêmico projeto de 2019 permitindo a doação de sangue por homossexuais. Matéria de competência exclusiva federal ( Ministério da Saúde)segundo relatoria do deputado José Carlos Barbosa –

Comentário

PESQUISAS: Criticadas ou não cabe ao leitor fazer sua leitura e tirar as conclusões que entender coerentes ou convenientes aos seus interesses. A amostragem realizada pela ‘Ranking Pesquisas’ em Campo Grande entre os dias 28 de janeiro e 2 de fevereiro (registrada na Justiça Eleitoral sob número 05366/2020) traz em seu bojo alguns números e respectivos personagens que merecem considerações do colunista.

REJEIÇÃO: Antes ignorada, é fator olhado com atenção pelos cientistas políticos. Candidatos com chances de vitória não conseguem superar um patamar de intenção de votos devido a antipatia pessoal ou aversão a postura. No relacionamento humano rejeição significa desprezo e repulsa. Sigmund Freud definiu a rejeição como um sentimento terrível vivido pelo ser humano. Quando esses postulantes ficam estagnados ao longo das pesquisas, as causas podem estar ligadas a rejeição. Luz amarela que não pode ser ignorada nas pesquisas eleitorais.

VEJA BEM: Zeca do PT é o mais rejeitado dos candidatos da pesquisa com 16,08% dos entrevistados, embora esteja em 7º lugar no item aceitação, atrás de Marcos Trad (37,66%); André Puccinelli (6,08%): Rose Modesto (4,66%); Odilon (3.66%); coronel David (3,50%); capitão Contar (3,08%). Outro veterano da política que se destaca na rejeição logo atrás de Zeca do PT é o ex-governador Puccinelli (MDB) com 15,00% dos eleitores consultados. Esses dois políticos tem vários fatores em comum causadores da rejeição do eleitor. A reversão da tendência do eleitorado é difícil.

ACEITAÇÃO: Líder nas pesquisas e mantendo uma distância significativa do 2º colocado Puccinelli, o prefeito Marcos Trad (PSD) é o favorito, mas os números não garantem uma eventual vitória no 1º turno. Como estamos muito longe do pleito não é possível antecipar uma avaliação segura. Desistências e composições partidárias acontecerão ao longo do processo eleitoral. Afinal, eleição você sabe como começa mas não tem a leitura de seu final.

DETALHES: As eleições municipais são marcadas pela pessoalidade, onde o eleitor olha com lupa os candidatos. Nada escapa: da caspa capilar ao sorriso, tom de voz e roupas. Sobre isso ouço observações inimagináveis de gente simples, mas com senso crítico incrível. O então candidato ao governo Odilon (PDT) em 2018 foi criticado pela sua postura na TV. O uso das mãos atrapalhou; não passou a indignação. Hoje deixou de ser novidade e tem só 3,66%. Casos também de Marcelo Miglioli (Solidariedade) e Sergio Harfouche (PSC) respectivamente com 2,08% e 2,41 nestas pesquisas.

SURPRESA: Pode acontecer! E na eleição de dois turnos ela é mais provável. Quem não se lembra da eleição na capital paulista de 1988 onde Paulo Maluf (PDS) perdeu na reta final para Luiza Erundina (PT)? Um fato novo, imprevisível virou a eleição. Seis dias antes do pleito uma ação do Exercito contra uma greve na siderúrgica de Volta Redonda que resultou na morte de 3 operários gerou uma onda incrível de indignação pelo país. Imagine você uma denuncia com imagens fortes ou uma delação contra um candidato nas redes sociais tão ativas e acessadas! Nitroglicerina pura!

COERÊNCIA: Na eleição para a prefeitura de São Paulo em 2012, o candidato do PT (vencedor contra José Serra-PSDB) era Fernando Haddad e Luiza Erundina (PSB) estava acertada para ser a candidata a vice. Mas o então ex-presidente Lula estava de namoro com o PP de Paulo Maluf por causa dos minutos na TV no horário eleitoral e acabou indo à casa do ‘brimo’, deixando-se fotografar nos jardins da mansão. Erundina desistiu da candidatura alegando que ela e Maluf não caberiam no mesmo palanque.

SURPRESA? Não acredito que a escolha do companheiro (a) de chapa de Marcos Trad seja tão difícil de ser efetivada. Alguns aspectos devem ser observados: a boa relação com o Parque dos Poderes; eventual candidatura do governador Reinaldo (PSDB) ao Senado; e a não descartada candidatura de Marquinhos ao Governo – o que abriria espaço para que o (a) vice assuma por dois anos. É um jogo de xadrez que pode ou não dar certo. Mas no rol das especulações existe essa possibilidade.

‘PEDREIRA’: Sobre alianças não faltam especulações. Da eventual candidatura do deputado Pedro Kemps (PT) a prefeito de Campo Grande dizem que só agora, na falta de outro pretendente, é que o partido irá lançá-lo. Já se pode imaginar seu discurso e limitações nas urnas. Em 2018 obteve 10.428 votos na capital. Sobre o MDB a tendência é apoiar um nome de outro partido (Harfouche?) para evitar o vexame e sobreviver até 2022. Foi assim em 2012; o MDB apostou em Edson Giroto (PR). ‘Tempo de vacas magras’. E sobrou quem no MDB - que seja bom de voto na capital?

ROMARIA: Mapear a situação política em cada município em ano de eleições é muito importante. Os deputados Gerson Claro e Evander Vendramini (ambos do PP) andaram mais de10 mil quilômetros em janeiro com uma extensa lista de nomes a serem visitados. Interioranos, tem facilidade neste tipo de ação. Após dezenas de cafezinhos, plantaram muitas ‘sementes’ que esperam germinar nestas eleições. Estiveram com empresários, profissionais liberais, pré-candidatos a prefeito e a vereança para fortalecer a sigla que passa por uma fase de renovação. Articulados.

BOQUINHA Quem vai a Avenida Afonso Pena nas manhãs dominicais se acostumou com a imagem folclórica do capitão reformado do Exercito José Magalhães portando um megafone, fazendo denúncias contra a corrupção e políticos. Mas isso é passado! Nesta semana ele foi nomeado para comandar a administração estadual da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Não se sabe quem foi o seu padrinho político junto ao Planalto, mas o fato de ter sido candidato a deputado estadual em 2018 pelo PSL deve ter influenciado na escolha. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

A PROPÓSITO: Deve render muito barulho aqui e no exterior o projeto do Governo em liberar a exploração de determinadas áreas indígenas, como aliás ocorre há muitos anos nos Estados Unidos em sistema de parceria – garantindo melhor qualidade de vida aos índios. O que se sabe é que muitas ONGs que hoje mamam nos recursos naturais das reservas na Amazônia vão usar a mídia para boicotar o projeto. Será que os povos daquela região estão condenados a viver sem estradas, assistência médica, escolas, energia elétrica e outros benefícios da sociedade moderna? Corajoso esse projeto.

DOURADOS: Tenho conversado com os deputados José Carlos Barbosa (DEM) e Marçal Filho (PSDB) sobre o pleito de Dourados. Cuidadosos nas declarações, mas decididos, ambos já tem delineado a linha mestre de projeto de governo que pretendem debater ao longo da campanha. Quem imagina que um deles possa desistir está enganado. Cada qual com seu currículo e propósitos de gestão já vai encorpando o discurso na fala com a imprensa. Os dois devem proporcionar uma campanha propositiva - de bom nível.

SEDE DE PODER! Pelas movimentações percebe-se a divisão entre os apoiadores do presidente Bolsonaro pelo futuro comando partidário local, independentemente do novo partido ‘Aliança pelo Brasil’, ainda sem data para nascer. Arquivado pelo diretório nacional do PSL o pedido de exclusão do deputado Coronel David por infidelidade é ferida não cicatrizada. De um lado estariam o próprio David e seu colega federal Luiz Ovando; de outro a senadora Soraya Thronicke, o deputado federal Loester Trutis e o deputado estadual Renan Contar. Aliás, esse último anunciou ao colunista de que com a ‘janela partidária’ aberta ingressará na nova sigla de apoio a Bolsonaro.

O DISCURSO: O presidente Donald Trump anotou mais um gol de placa com seu discurso exemplar. Foi uma síntese da história deste país próspero e com influência no resto do mundo. O presidente fez um balanço dos avanços da economia, que aliás vai muito bem, apesar do cenário conturbado no comércio mundial. Mas o ‘interessante’ é que apenas os jornalistas da Rede Globo ousaram criticar o teor do pronunciamento feito no Congresso. Com o desemprego de 3,5% - o menor índice nos últimos 50 anos, Trump vai garantindo sua reeleição para desespero do Partido Democrata (o PT deles).

FRASES DE PAULO MALUF:

Eu, perto do Lula, sou comunista!
Quero ser Rob in Hood!
Os ‘States’ não tem AI-5. Tem cadeira elétrica.
Professora não é mal paga. É mal casada.
No Brasil o político é veado, corno ou ladrão. A mim escolheram como ladrão.
O Palácio dos Bandeirantes é uma colmeia. Uma metade voa e a outra faz cera.
Nossa Polícia é boa. O que atrapalha é a política dos direitos humanos para bandidos.
Se não fosse político, se fosse cientista, eu estaria perto de descobrir a cura do câncer.
Não se pode comprar deputados. Eles saem contando por aí e você fica desmoralizado.
O Collor é um bom rapaz. Mas se quiserem um malufista votem em mim.
Entre um administrador petista e um bando de gafanhotos, fique com os gafanhotos.
Não há nada pior do que um burro com iniciativa.
Tá bom. Está com vontade sexual? Estupra, mas não mata!

FRASES DE LEONEL BRIZOLA:

Os pastores querem estação de rádio e dinheiro. São adoradores de bezerro de ouro.
O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo.
Pra gaúcho, esse tal Viagra é overdose.
Sou como um cavalo inglês. Só vou morrer na cancha.
O PT é uma galinha que cacareja à esquerda, mas põe ovos para a direita.
O Garotinho é o beijo da morte.
Essa moçada continua querendo curar câncer com injeção de Cibalena.
Já tinha que enfrentar o Cesar. Agora ainda vou ter que enfrentar o Brutus.
Venho, volto do campo e os bois são os mesmos. Não mudam o caráter. Já os homens...
Nunca coloquei a igreja debaixo do braço para me eleger.
Divididos, seremos sempre os degraus para a direita subir.
A política ama a traição e odeia o traidor.
Lula pisaria no pescoço da mãe para ganhar uma eleição.

Comentário

OPINIÃO do deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Campo Grande precisa tirar lições da catástrofe de Belo Horizonte (MG). Nossa topografia é amena, mas temos córregos urbanos canalizados na década de 70 quando a população era de 100 mil habitantes apenas e o espaço físico ocupado era 10 vezes menor que hoje. A capital BH tinha só 500 mil habitantes quando aqueles córregos foram cobertos de concreto. Lá como aqui – as águas pluviais aumentaram com novos bairros e mais ruas asfaltadas. Para piorar o fator lixo passou a prejudicar o fluxo das águas na zona urbana.

FANTÁSTICA a obra de canalização do Córrego da Maracaju (prefeito Levy Dias) que faz a ligação com a Av. Ernesto Geisel que preservou o Córrego Segredo a céu aberto. Mas tem sido feita a manutenção ou vistoria interna aferindo o seu real estado? Já se passaram 50 anos e nada é eterno ou indestrutível. Insisto: as águas aumentaram - as enchentes inevitáveis. Um dia poderá ocorrer aqui a tragédia dos córregos canalizados sob as avenidas da capital mineira. Seria oportuno que a administração municipal aproveitasse o clima preocupante e nomear uma equipe para vistoriar nossas avenidas sobre os córregos, incluindo o ‘Prosa’ (Av. Fernando C. da Costa).

QUE PAÍS! Um ano após a tragédia de Brumadinho (MG) e não tivemos mudanças significativas na legislação e o procedimento judicial se arrasta ao melhor estilo da ‘ampla defesa’ – que tem sido o caminho certo rumo a impunidade. Quando vejo aqueles comunicados da ‘Vale’ ‘coincidentemente’ em horário nobre e nos intervalos dos noticiários da TV tenho náuseas. Pura enganação para inglês ver. Vale repetir: em todo o Brasil temos 796 barragens e uma ‘multidão’ de 16 fiscais para vistoriá-las.

PARCEIROS Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o prefeito Marcos Trad (PSD) juntos. O anúncio do recapeamento da Av. Mato Grosso e da Av. Ceará mostram o porte da parceria. Outro gol de letra é a futura via de acesso ao bairro Moreninhas. Na outra ponta o Governo anuncia para março pacote de obras que engloba reforma de escolas, do Pronto Socorro de Corumbá, termino dos hospitais de Dourados e Três Lagoas, construção de 130 pontes de concreto, pavimentação de 800 kms de rodovias e restauração de outros 560 kms.

NO FACEBOOK O deputado estadual capitão Contar (PSL) não perde tempo e continua usando bem as redes sociais em defesa do Governo Federal, fazendo inclusive comparações dos avanços sociais e econômicos neste primeiro ano da gestão Bolsonaro. Na mensagem de sua autoria mostra que o Brasil já está no 4º lugar (antes era 6º) na classificação dentre os países destinos de investimentos com 75 bilhões de dólares, superando o Reino Unido inclusive. Quem não é visto não é lembrado.

LER E PENSAR: “...O fato é que Moro parece mesmo na estrada para 2022, e o roteiro conhecido. Nunca há espaço para 2 reis num só palácio, e o Ministro da Justiça parece já operar politicamente com uma estrutura própria, por enquanto informal. Junta braços e dá sinais de força na burocracia repressiva, no sistema de Justiça e até no Congresso, onde tem pronto um partido, o Podemos, para chamar de seu. Isso não vai passar assim batido no Planalto. Quem chega ali pode ser tudo, menos trouxa...Ele liquidaria no nascedouro ambições como as de Dória. E Luciano Huck poderia já ir preparando seu 3º artigo de por que desistiu da disputa...” (Alex Feurerwerker)

CARLOS MARUN O Conselheiro da Itaipu Binacional falou a Arthur Mário na “Rádio Hora’ na capital e revelou: irá se dedicar a profissão e família. Mas no ‘face’ do Arthur várias pessoas criticaram Marun, usando – dentre outros - os termos “soberbo, arrogante, provocador de náusea, crápula e lixo”. Avesso a esse tipo de atitude o colunista indaga: “o ex-parlamentar acionará a Justiça em defesa de sua honra?” O prestígio eleitoral nem sempre tem o respaldo na opinião pública, de critérios próprios para aferir valores dos personagens do cotidiano. Casos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e de Lula (PT). “A vida começa todos os dias!” (Érico Veríssimo)

DESMAMA Atividade rentável era de líder sindical no país. Direito a mordomias incontáveis e outras coisas mais. Graças ao imposto sindical que acabou na reforma trabalhista. Valores que iam para os Sindicatos dos Trabalhadores, Patronais e para o antigo Ministério do Trabalho. Em 2018 foram R$3,64 bilhões; em 2018 R$500 milhões e em 2019 R$128,3 milhões. Compare: em 2017 a CUT (Central Única dos Trabalhadores) levou R$62,2 milhões; em 2019 só R$442 mil. A Força Sindical caiu de R$51,3 milhões para R$948 mil; a UGT (União Geral dos Trabalhadores) caiu de R$46 milhões para R$1 milhão apenas. A economia do país agradece!

MAIÚSCULOS os números da Santa Casa de Campo Grande. São 651 leitos (SUS e convênios, 99 da unidade terapia intensiva), 3.500 funcionários (CLT, PJ e autônomos). São servidas 4.000 refeições aos pacientes, acompanhantes e funcionários. Gasta-se R$500 mil de energia elétrica (mais R$ 260 mil de débitos atrasados) e R$ 120 mil de água. Em 2019 o pronto socorro atendeu nada menos que 39.836 pacientes na urgência e emergência; destes 6.828 do interior, de outros Estados e de países vizinhos através de registro diferenciado. Como seria sem ela?

APROVA? O Congresso Nacional continua jogando contra o Governo. Onde pode joga terra. Foi assim em 2019. Agora Bolsonaro quer acabar com essa pratica indecorosa onde o álcool sai das usinas para ser batizado nas distribuidoras distantes (antes de chegar às bombas), o que acaba encarecendo o produto. O presidente quer acabar com a viagem e diminuir em 20 centavos o preço do álcool e da gasolina nos postos. Num vídeo o presidente denuncia o parlamento que articula a cobrança de uma taxa a favor das distribuidoras. É de lascar mesmo!

TERCEIRA VIA? Na última pesquisa 29,1% votariam em Bolsonaro e 17% optariam por Lula e 3,5% em Ciro Gomes. A polarização interessa ao presidente, sem esquecer que temos 12 milhões de desempregados – contingente volumoso e sem rumo. Mas o discurso para 2022 já foi antecipado pelo general Augusto Heleno que tuitou: “Ou vocês confiam no Capitão Bolsonaro, que teve visão e coragem para, sem recursos, enfrentar o Sistema e nos dar esperança de mudar, ou continuarão atacando-o e devolverão o Brasil à esquerda, em 2023. A Argentina está aí para provar que estou certo.”

POLIVALENTE Com suas ações voltadas aos problemas mais recentes como meio ambiente, mobilidade urbana e proteção ao reino animal, o deputado Lucas de Lima ganha seu espaço. Neste sábado (31) estará presente a manifestação na entrada do Parque dos Poderes contra desmate da sua vegetação original; no dia 10 reúne-se com motoristas de aplicativos na capital para debater assuntos da classe – entre eles a redução em 50% do IPVA – em 70% da vistoria do Detran e outros incentivos oficiais para uso do Kit-gás em seus carros. Quanto a política de doação (em parceria com o vereador Francisco Veterinário-PSB) de animais abandonados vai de vento em popa.

MULHER PELADA José Sarney era presidente do país e João Dória Jr chefiava a Embratur que enviou ao exterior na década de 80 as imagens das brasileiras sensuais nas praias (lembra?) para atrair ‘gringos’. Agora circula nas redes sociais matéria crítica a Embratur da época por incentivar o turismo sexual hoje tão combatido. É a operação para depredar a imagem do governador paulista já com futuro político incerto. É, aliás, o que acontece em ano eleitoral quando alguém lembra aos adversários: “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Cruel – mas verdadeiro! Sem retoques.

VITÓRIO MEDDIOLLI: “...A popularidade de Romeu Zema deve-se especialmente à sintonia gerada pelo seu jeito despojado, que agradou bastante à população do interior, à classe média, profissionais liberais e àqueles que não vivem de Estado, mas contribuem com sua sustentação produzindo e recolhendo impostos. Não ganhou adeptos sectários, apenas simpatias e respeito. Se não ajudou, ao menos não atrapalhou, não burocratizou, não explorou o poder...Não há reparo de arrogância, deslumbre, distanciamento do “normal”. Os mineiros são comedidos e preferem pessoas que mostram humildade – uma virtude que não tem faltado a Zema...”

ALIENAÇÃO GLOBAL Para 7% (23 milhões de pessoas) dos americanos o achocolatado vem de vaca marrom; parte dos vestibulandos acha que Beethoven é um cachorro: 20% das crianças inglesas não sabem que o ovo vem da galinha e 30% não sabem diferenciar manga da maçã e 40% dos adultos não localizaram Londres no mapa. Na Alemanha 13% dos adultos não sabem utilizar um “mouse” do computador e 17% deles não sabem ler corretamente. Já na Bulgaria a empresa Gallup constatou que 8% dos habitantes acreditam que a Terra seja plana. Na Suiça um em cada seis adultos não sabe ler corretamente. No Japão 63,1% dos estudantes tem problemas de leitura – acham muito cansativo. Portanto na ‘Era da Informação’ ainda temos essas preciosidades espalhadas pelo mundo.

Políticos que se queixam da imprensa são como comandantes de navios que se queixam do mar (Mark Twain)

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‘LAÇOS DE FAMÍLIA’ Reatá-los é difícil! As eleições municipais em Aquidauana devem pegar fogo. A candidatura da médica Viviane Orro (PSD) contra seu primo – o prefeito Odilon Ribeiro (PSDB) lembra os relatos dos folhetins do interior brasileiro - onde a política não respeita nem os limites da consanguinidade. Sem entrar no mérito dos postulantes, aproveito para questionar: como ficarão os laços familiares após as eleições? Afinal, frases de palanque são ‘inesquecíveis’, imperdoáveis. As mágoas eternas!

CRÍTICAS Intelectuais sempre criticaram os governantes mesmo driblando a censura. Pela visibilidade das obras é desnecessário citá-las bem como seus autores. Quanto aos artistas sertanejos essas manifestações são tímidas. Mas em 1989 o cantor Gaucho da Fronteira lançou ‘Eramos Felizes e não Sabíamos’ ironizando Fernando C. de Mello: “Essa vidinha tão boa/Agora vai terminar/Porque está chegando o homem/ Caçador de Marajás”. Num comício pró Collor, o candidato ao senado José E. Vieira (PTB) tentou, sem êxito, impedir que o ‘Gaucho’ cantasse a música.

‘MEU PAÍS’ Pelo momento político do país, letra e fama de seus criadores (Zezé Di Camargo e Luciano) a divulgação na campanha de Lula (PT), a música fez sucesso e foi indicada ao Gramy Latino em 2002. A canção aproximou a dupla do ex-presidente petista, cantando nos comícios. Mas veio a decepção de Zezé com os escândalos e em rede social em 2019, ele desabafou ao ser criticado por tirar foto com o ministro Sérgio Moro, da Justiça: “O Lula não é um preso político. É um preso por corrupção. Fiz campanha pra ele. Doei minha música sem nada em troca, pra campanha dele. Votei duas vezes nele, e vi que estava errado... Hoje defendo meu país. Cai na real”.

SEM ILUSÕES Também o meio artístico é um ninho de cascáveis com ou sem guizo. Indicada para ocupar a Secretaria da Cultura a artista Regina Duarte já começa a sofrer críticas de colegas por não concordar pelo fato dela não ser militante da esquerda. Aliás, é notório neste país; artistas e intelectuais que se prezem não devam ser contra os governos de ideologia esquerdista. Lembra do apresentador Jô Soares? Atenção especial só aos entrevistados da esquerda. E duas mágoas afloram, a eleição de Donald Trump e de Jair Bolsonaro. Sem dúvida, o patrulhamento ideológico da esquerda é visível.

TARDE DEMAIS! Só agora o ex-presidente Lula percebeu que o PT ficou muito distante dos evangélicos – hoje apoiando o atual Governo. E isso não se deve apenas as denuncias de corrupção por lideranças do partido. A bancada evangélica, com defeitos ou sem defeitos, não engoliu os avanços patrocinados pelo PT em áreas envolvendo valores tradicionais da família. Tudo isso vem sendo aproveitado nas manifestações do presidente Bolsonaro e propagado intensamente nas redes sociais. Correr atrás do prejuízo será uma tarefa difícil. Mas o PT é capaz de tudo para voltar ao poder. Afinal lideranças suas até foram à missa na última campanha eleitoral. Lembra?

‘COÇANDO’ Os números de recente pesquisa mostram a insatisfação do brasileiro com a qualidade dos serviços prestados pelos funcionários públicos. Para 88% dos consultados é ruim e eles deveriam inclusive ser demitidos. A estabilidade acaba também influenciando esse comportamento. Mas o nojento é aquela advertência de que o servidor deva ser tratado com educação sob as penas da lei. A placa-aviso nas repartições funciona como instrumento intimidatório. O cidadão não é bem atendido e fica com medo de insistir ou reclamar para não ser processado. Só aqui mesmo!

O CAMPEÃO Repercute o levantamento do jornal ‘Estadão’ entre os 26 ex-governadores do rol pecaminoso da corrupção onde o ex-governador Sergio Cabral (MDB) do Rio de Janeiro – condenado a 122 anos de prisão – deve aos cofres de seu Estado a R$ 529,7 milhões que surrupiou na corrupção. E o Brasil tinha ele como o ‘campeão’ imbatível nesta classificação vergonhosa. Mas não é bem assim: o total cobrado do ex-governador Puccinelli (MDB) em ações judiciais chega a espantosa quantia de R$ 534 milhões. E lembro: o PIB do Estado do ‘Rio’ em 2018 foi R$ 671.360,00 bilhões enquanto o PIB de MS foi de apenas R$ 96 bilhões, portanto7 vezes maior. Conclusão: o rombo aqui foi muito maior que no Estado do Rio.

‘ESTRANHO’ Sobre os escândalos que o colocam no posto de líder do ranking dos 26 ex-governadores envolvidos em corrupção, a defesa de Puccinelli se manifesta ironicamente, mas sem entrar no mérito. Já o ex-governador, nas entrevistas, não toca no assunto e nem fala da prisão do ex-secretário Edson Giroto, focando nas eleições de 2020. Aqui uma observação: é incrível a pouca vontade dos seus entrevistadores em questionar esse assunto. O compromisso deles não deveria ser com os ouvintes ou com a opinião pública? Entendo o ‘espírito compadrio’ deste jornalismo.

NA VEIA! O prefeito ACM Neto (DEM) de Salvador analisou a situação do ex-presidente Lula (PT): “Acabou o mito. E acabou o discurso. O PT primeira tinha o discurso do golpe. Depois, o discurso do Lula Livre. Agora eles estão sem discurso. Lula saiu e não mudou nada. E o presidente Lula já não é mais a liderança que foi no passado: se esperava uma comoção, uma mobilização nacional sem precedentes e nada disso aconteceu, nem mesmo no Nordeste. Não estou querendo desprezar a força que ele ainda tem no Nordeste, mas se você for ver a passagem dele, pós-prisão, foi muito menor em mobilização do que se esperava”.

DINOSSAUROS Embora esteja há 35anos na legalidade o Partido Comunista do Brasil (PC do B) segue sem futuro. Em 2018 elegeu só 9 deputados federais e não superou a clausula de barreira. Em 2022 – sem coligações proporcionais – repetirá o desastre. Na verdade o povo brasileiro rejeita o termo comunista e associa a imagem da foice à morte. Na Europa e em outros países os comunistas deram o golpe embarcando em outras siglas. Recordo; aqui no Estado todas as tentativas de inclusão do PC do B no processo eleitoral fracassaram. O partido não conseguiu eleger um só vereador. Qual seria o argumento para convencer um cidadão esclarecido a se filiar no PC do B?

ESTÍLOS Cada prefeito, governador e presidente tem seu estilo de administrar. Há quem compare o tosco presidente Bolsonaro (PSL) ao presidente Afonso Pena que tinha postura questionada na época pela classe política. Afonso Pena deixou claro: “Na distribuição das pastas não me preocupei com a política; os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política – sou eu”. Embora sua relação com o Congresso seja conturbada, Bolsonaro mantém sua base de forma efetiva. Faz política diferente do estereótipo tradicional, sem distribuir ministérios e empresas estatais aos partidos.

IMPRESSIONANTE É tal a degradação dos políticos ‘viciados’ no poder perante a opinião pública, que apesar dos escorregões em algumas situações, o atual presidente da república consegue se manter num bom patamar de credibilidade. Nem seus atritos com ministros do STF e presidentes da Câmara e Senado levaram-no ao descrédito. Ele, tem gente de peso ao seu redor. Passado um ano, não há caso significativo de corrupção, ao contrário do que ocorrera no Governo Dilma Rousseff (PT). Os números da Bolsa de Valores mostram um novo Brasil com credibilidade. Só não vê quem não quer!

SEM ILUSÕES O recesso legislativo permite-nos alongar sobre assuntos já do conhecimento público. É o caso da desmama de jornalistas e da própria Rede Globo que vem demonstrando a pior vontade possível com o Palácio do Planalto. Desbancada da condição de destino da maioria das verbas publicitárias e influenciadora das eleições, a Globo – criticada pelo ex-presidente Lula - omite ou minimiza os pontos positivos do Governo e tenta achar um novo caminho para se contrapor. A queda de audiência e de faturamento são indiscutíveis. Lá atrás, o lendário Assis Chateaubriand (TV Tupi) mandou na república, mas um dia o império ruiu. Tudo na vida tem início, meio e fim.

VERDADE O país ficou destroçado em todas as áreas após a orgia petista de tantos anos. É como qualquer cidadão que avança o sinal e irresponsavelmente gasta muito mais do que ganha ou reforma as casas dos vizinhos (obras no exterior-via BNDES) enquanto a sua casa não está em bom estado. O dinheiro público saiu pelos ralos sem o menor pudor. Os casos de corrupção assustam! Esse Ministério da Cultura deu dinheiro para artistas e projetos inconcebíveis num país sério. A missa é longa; uma procissão!

FIRME & FORTE Impressiona a campanha para desgastar a imagem do ministro Sergio Moro – da Justiça e para criar arestas nas relações do ex-juiz federal com o Presidente Bolsonaro. Mas tudo em vão segundo os números das pesquisas sérias, onde a confiabilidade do brasileiro nele cresceu. Tanto a classe política como os membros do STF não digeriram a ascensão de Moro e fazem críticas e insinuações maldosas à Operação Lava Jato. No último programa ‘Roda Viva’ da TV Cultura só havia jornalistas críticos ao Governo para perguntar ao ministro Moro. Ele saiu fortalecido! Sugestão: pergunte ao seu vizinho o que ele acha da postura de Moro. Faça isso!

NO FACEBOOK: “Senhor candidato. Se você não visitou essa casa nos últimos 4 anos, agora não é hora” (frase numa placa em frente a uma casa)

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CRISTOVAM BUARQUE: “Durante 26 anos a República brasileira teve 5 presidentes do mesmo bloco político...Não demos coesão nem rumo ao Brasil...deixamos nosso país com 12 milhões de adultos analfabetos e 100 milhões sem saneamento...Deixamos a economia em recessão alarmante e com desemprego em níveis dramáticos...o país ficou mais radicalizado,violento e corrupto...O Estado ficou mais ineficiente, aparelhado e endividado...Ficamos 26 anos consolidando a democracia, sem reorientar o país nos novos tempos que vivemos...”

E MAIS... “Eleitos para reformar ficamos contra as reformas...Aumentamos o número de carros oficiais e de privilégios da cúpula do poder: não reformamos a política, ao contrário, nadamos nela ...Nenhuma reforma fizemos no sistema financeiro/bancário; não reformamos o injusto, complicado e vulnerável sistema fiscal, mantivemos a maior carga fiscal, os piores serviços públicos da história, não tocamos no complicado e comprável sistema de justiça...

A OPINIÃO não é de um qualquer. Cristovam tem currículo invejável: engenheiro, economista, cursou a Sorbonne, ex-reitor da UNB, ex-ministro da educação, ex-governador do Distrito Federal e senador por 2 mandatos. Mas o que enseja essa abordagem é o fato dele só após a vida toda militando na esquerda chegar a essa conclusão. De nada valeram as graduações e cargos? Deveria ter rompido antes com o sistema e denunciado todas essas falhas que ‘descobre’ aos 75 anos de idade.

DESTACO o início das declarações do ex-senador: “Durante 26 anos, a república brasileira teve 5 presidentes de um mesmo bloco político. Apesar de partidos, ideologias e comportamentos diferentes, Itamar, Cardoso, Dilma e Temer vêm do mesmo grupo que lutou contra a ditadura e defendeu posições progressistas em graus diferentes na economia, na sociedade e nos costumes. Foi, portanto, ¼ de século e de república governado por democratas progressistas...” Conclusão: o preparo intelectual nem sempre é o bastante na vida pública partidária. Mas ele sempre foi opaco e nunca encantou. Em homenagem a Sourbonne que cursou – ‘Au revoir’.

INFELIZMENTE o ex-senador esqueceu de abordar o conteúdo utópico da nossa Constituição, onde esse ciclo penoso de erros começou. Na época, o ex-ministro Delfim Neto, tido como dinossauro pela esquerda por ter servido ao regime militar, ironizava a complexidade da Carta Magna ao tratar de matérias impensáveis no primeiro mundo. Ele alertou que a Constituição era generosa e paternalista demais ao só dar direitos e ignorar as obrigações do cidadão. Delfim insistia: “quem vai pagar essa conta de bondades”? Claro – o contribuinte!

RETROVISOR A Constituição foi alvo de críticas do ex-ministro Roberto Campos com frases inteligentes. Algumas delas: “Ela promete-nos seguridade social sueca com recursos moçambicanos”. Já tivemos 7 Constituições e os americanos só uma e os ingleses nenhuma. O problema nunca foi de Constituições e sim de instituições. Elencam-se 34 ‘direitos’ ao trabalhador, nenhum dever de trabalhar, pois é irrestrito o direito de greve. A palavra produtividade só aparece uma vez no texto, e ‘direitos’ 76 vezes – enquanto a palavra ‘deveres’ é mencionada apenas 4 vezes.

JOGO SUJO? Ex-presidente Dilma Roussef (PT) culpa a mídia venal e a elite política e econômica pelo seu afastamento ao se referir ao filme ‘Democracia em Vertigem’. Ora bolas! O impeachment foi fruto de sua incapacidade, arrogância, conivência com a corrupção através de empreiteiras (elites) que financiavam o PT e apoio de governadores políticos.. Detalhe: a diretora do filme é a comunista Ana Petra Costa, neta do fundador da Andrade Gutierrez – pega na corrupção pela Lava Jato. Tá explicado?

SUPERADO? Sobre a pretensão do ex-governador Zeca do PT em concorrer à prefeitura de Sidrolândia algumas questões devem ser analisadas. Nas eleições de 2016 o vencedor – dr. Marcelo Ascoli (PSL) - obteve 11.605 votos contra Ari Basso (PSDB) com 9.922 votos. O terceiro colocado foi Haroldo (PEN) com apenas 1.514 votos. Lá as lideranças são fortes, sem espaço para concorrentes eventuais. O PT só elegeu um vereador (Jean) e na sua candidatura ao senado em 2018 - Zeca do PT obteve só 7.393 votos em Sidrolândia. Acreditar na fidelidade dos assentados rurais é uma aposta perigosa.

ZECA DO PT tem um sítio naquele município. Mas será que isso basta como referencia convincente? No fundo, o seu currículo pode pesar pouco, principalmente agora com seu partido em baixa e desmoralizado pelos escândalos. Serve como alerta a terrível experiência de Marcelo Miranda (PR) ao disputar a prefeitura de Paranaíba. Em nada influenciou o fato dele ter sido prefeito de Campo Grande, senador governador e diretor do Dnit. Como sempre, muitos políticos evitam o espelho e o calendário. Até que um dia...

ESTIGMA Na política não se pode admitir fraqueza e medo. Claro! Sempre é preciso renovar o discurso para manter o grupo unido. Nas pesquisas de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas percebe-se os nomes do MDB em baixa, hoje sem chances de chegar ao poder. É preciso levar também em conta o fato de que as velhas lideranças do partido estão sem mandato. Paira no imaginário popular de que o MDB, sócio do PT no poder, tem culpa pela situação do país. Na maioria dos casos de corrupção – inclusive aqui – há políticos do MDB envolvidos. Estigma que pesa!

SUMIU? A última vez que o engenheiro Marcelo Miglioli frequentou a mídia foi em outubro último ao se filiar ao Solidariedade e anunciar sua candidatura a prefeito de Campo Grande. Depois sumiu! Ora! Candidato precisa aparecer, expor ideias e debater projetos com o público para mostrar seu potencial. Aquela sua votação ao Senado é passado, não conta! O ideal seria contratar uma assessoria de imprensa para profissionalizar o projeto e até frequentar sessões de fonoaudiologia para aprimorar a dicção e entonação de voz. É a dica.

DESAFIO Ao somar os votos obtidos pelo PC do B, PSOL, PCO e PDT nas últimas eleições de Campo Grande chega-se a conclusão que esses partidos ajudarão muito pouco o Partido dos Trabalhadores nas eleições deste ano. Dessas siglas apenas o PDT elegeu 2 vereadores e o PT só Ayrton Araújo. Anote-se que Ademir Santana e Odilon de Oliveira – do PDT – devem deixar a sigla em breve. Para os observadores, a radicalização do discurso esquerdista poderá funcionar como uma espécie de bumerangue, pois o eleitorado da nossa capital é conservador, tendo elegido inclusive Lúdio Coelho.

ALTERNATIVA? A Constituição no artigo 14 – parágrafo 3º - exige a filiação partidária para quem pretende disputar a presidência da república. Com isso valoriza os partidos e os políticos através de seus estatutos e programas. Agora comentam na possibilidade de mudanças com a adoção das chamadas candidaturas avulsas. Solução ou equívoco? Surgem questionamentos envolvendo o compromisso dos candidatos avulsos. Estariam eles vinculados a quem? Às igrejas, empresários e aos seus financiadores por exemplo? Aqui, sem chances.

A PROPÓSITO Hoje quase 40% dos países adotam as candidaturas avulsas para o legislativo e executivo como forma de abertura para toda a sociedade sem as amarras partidárias. Estados Unidos, Chile, França e a populosa Índia são alguns deles. Enquanto isso o Brasil, Argentina e África do Sul, por exemplo, estão no bloco que valorizam os partidos. Conclusão óbvia: corporativistas, nossos congressistas não chutariam a bola contra suas próprias redes, tirando-lhes direitos e privilégios que eles conquistaram ao longo da história. Pelo visto continuará do jeito que está!

‘PÉ DE BARRO’ O ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas ganhou esse apelido pelo seu estilo de visitar obras e locais alvos de ações urgentes. Ele tem a visibilidade da mídia apesar de ser discreto e pragmático ao responder perguntas. Formado pelo Instituto de Engenharia e Academia de Agulhas Negras é capitão do Exercito. Sua atuação no ministério vem arrancando elogios da opinião pública e de políticos até da oposição. Um bom nome num ministério cheio de atrativos para as empreiteiras corruptoras que gostam de fazer ‘bons negócios’.

NOTA 10 Outro nome que vem recebendo elogios da classe política e de empresários é Salim Mattar – responsável pela política de privatizações do Governo Federal. Aos 70 anos, o fundador da Localiza (maior empresa de locação de veículos da América Latina) é defensor intransigente do liberalismo e neste primeiro ano tem obtido grande sucesso. Nas entrevistas e palestras ele combate a presença do Estado em empresas ou setores que poderiam estar produzindo mais nas mãos da iniciativa privada. Para ele, o Estado representa apenas um cabide de emprego caro e inócuo.

“Eleitos para reformar o país e ficamos contra as reformas” (ex-senador Cristovam Buarque-PPS)

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VAMOS VER! Historicamente, por vários fatores, as eleições municipais despertam maior interesse do eleitor. Pessoas mais próximas e temas mais comuns à comunidade são os fatores motivacionais que levam o eleitor às urnas. Com a popularização da internet, do telefone celular e do aumento de candidaturas (prefeito e vereança) a tendência é que haja maior debate e divulgação das propostas, o que poderá em tese diminuir o número de eleitores que optem por anular o voto ou não comparecer. Logo abaixo para refrescar a memória do leitor estamos mostrando como foram as eleições de 2016 na capital, e em Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

CAPITAL Nada menos que 132.865 eleitores (22,32%) não foram votar; outros 36.776 cidadãos (7,95%) optaram em anular o voto e 13.995 (3,03%) decidiram simplesmente em votar em branco. O candidato vencedor Marcos Trad (PSD) obteve 241.876 votos (58,77%) enquanto Rose Modesto (PSDB) chegou a casa dos 169.660 votos, o equivalente a 41,23% dos chamados votos válidos. Somando aqueles que não foram votar e os que votaram em branco e anularam o voto, teremos um contingente expressivo de 33,30%. Convenhamos que é muita gente, o equivalente próximo a população de Dourados, de 221 mil habitantes.

DOURADOS As eleições de 2016 tinham ingrediente apimentado por vários fatores e que influenciaram nas abstenções (30.242 - 19,87%); nos 4.518 votos (3,7%) em branco e os 8.786 votos (7,21%) nulos. Nem todas aquelas candidaturas postas não motivaram o eleitorado como mostraram as urnas. Dourados - que sedia 3 universidades de grande porte, detendo números positivos na economia, ainda espera por melhor presença dos poderes públicos. Números finais: Délia Razuk (PR) 43.252 votos (39,82%); Geraldo Resende (PSDB) 40.149 votos; Renato Câmara (MDB) 20.708 votos (19,06%); Prof. Ênio 2.445 votos (PSOL) (2,25%); Wanderlei Carneiro (PP) 2.065 votos (1,90%).

CORUMBÁ A tradição mostra que lá as eleições e o carnaval se equivalem. No pleito passado o então prefeito Paulo Duarte (PDT), apesar de seu currículo e do cargo acabou perdendo para Ruiter Cunha (PSDB), Ruiter bateu nos 23.566 votos (46,41%) e Duarte chegou aos 21.027 votos (41,41%) e Elano (PPS) ficou nos 6.185 votos (12,18%). As abstenções chegaram a 16.940 – equivalente a 24% do eleitorado, com nulos somando 2.020 votos (3,77%) e votos em branco atingindo a casa dos 808 votos (1,51%). Pela rivalidade das forças concorrentes e discursos de campanha o pleito não atingiu o desempenho esperado.

TRÊS LAGOAS Lá o favoritismo da liderança de Ângelo Guerreiro (PSDB) se confirmou nas urnas com 30.033 votos(59,11%) contra 17.675 votos (34,79%) de Jorge Martinho (PSD) e Idevaldo Claudino (PTB) com 2.709 votos (5,33%). Compareceram 58.136 eleitores, dos quais 50.811 (87,40%) foram válidos, 4.754 (8,18%) nulos e 2.571 (4,42%) brancos. Dada a aceitação da administração do prefeito Ângelo Guerreiro como mostram as mais diferentes pesquisas na mídia, a tendência é que o fato possa ser uma motivação para que o eleitor participe mais do processo através do voto válido.

NA ANÁLISE da conjuntura política nacional vale lembrar que o pleito municipal de 2016 foi marcado pelo advento da ‘não política para dentro da política’, como ocorreu em muitas cidades e nas capitais São Paulo e Belo Horizonte. Acontece que poucos que se elegeram com essa bandeira estão tendo sucesso como gestores e isso resultará numa reação do eleitor. O pleito de 2016 foi marcado como aquele que registrou a taxa mais baixa de reeleição de prefeitos desde o ano de 2.000. Apenas 48% dos candidatos a prefeitos foram reconduzidos ao cargo. Daí a aceitação do ‘novo’. Mas apenas ser novo e honesto não basta. É preciso que o prefeito seja competente.

NOVIDADES O fim das coligações na proporcional será a primeira e irá beneficiar quem está no poder, principalmente onde teremos apenas um turno. Das 5.570 cidades pouco mais de 100 delas tem mais de 200 mil eleitores. A segunda inovação é o encurtamento do período de campanha, caindo de 90 para 45 dias - com a campanha esquentando só após o feriado de 7 de setembro.Esse ponto favorecerá os candidatos a vereança mais conhecidos. Se em 2016 tivemos 560 mil candidatos a vereador, neste ano deveremos ter mais de l milhão. Em 2016 tivemos mais de 13 mil candidatos a prefeito e vice prefeito e devido o fim das coligações esse número deve no mínimo quadruplicar.

ATENÇÃO! O eleitor está mais conectado e pelo celular troca mensagens diversas falando de política. Com tantos candidatos em todas as cidades o celular será o meio mais barato e eficiente para se chegar ao eleitor, que poderá até ficar estressado. Esse conjunto de fatores – incluindo ‘fake news’ - deve aquecer essas eleições. O maior número de postulantes ao legislativo municipal levará maior número de eleitores às urnas. Casos de amigos, parentes e colegas de igreja e entidades diversas que se sentirão no dever de votar. Tenho dito sempre que são os candidatos a vereador que dão vida as eleições.

LEMBRETES O jogo está começando. A filiação partidária será possível até 4 de abril. Só bem depois virão as convenções. Com isso haverá espaço suficiente para conversas e acertos nos bastidores. O que se prevê é a pulverização das candidaturas que decretará o fim da polarização - ao contrário do passado - podendo ter prefeitos eleitos com até menos de 30% dos votos. O bolo eleitoral será repartido em várias fatias de tamanhos diferentes que roubarão votos do candidato vencedor e de outros tidos como fortes. Aquele tempo de só fulano contra sicrano foi sepultado com o fim das coligações na proporcional.

TIRO NO PÉ Nossos congressistas não são tão sabidos assim. Só agora estão percebendo que ao aprovarem o fim da coligação proporcional podem ter criado uma cobra para mordê-los nas eleições de 2022. Se o modelo continuar eles enfrentarão as mesmas dificuldades que ocorrerão nas eleições deste ano. Outro problema para eles políticos foi o fim da doação das empresas para a campanha, criando em seu lugar o Fundo Eleitoral cuja distribuição dos recursos é algo complicado e obscuro por razões diversas. Com os escândalos revelados na ‘Lava Jato’ os empresários ficaram escaldados com a possibilidade de serem denunciados e terem problemas.

MUDANÇAS As projeções dos analistas indicam que nestas eleições será gasto de 30 a 40 por cento menos em relação as eleições anteriores, embora o valor do Fundo Eleitoral seja o mesmo e o número de candidatos infinitamente maior. A diferença é que não se fará mais o que se fazia antigamente: bandeiras nas ruas, contratação de gente e ostentação que deixa o eleitor desconfiado. O dinheiro será gasto na produção de televisão, pesquisas eleitorais e elaboração de ‘fake news’ para ser enviado pelo celular que será a grande vedete desta campanha – superando em muito a TV, antes a favorita. Aliás, serão as pesquisas os melhores indicativos do pensamento do eleitor. Elas já ocorrem por aí e não é por acaso. Certo?

BOLSONARO Não quer ser protagonista das eleições, mesmo porque historicamente presidente da república não decide eleição municipal. Se seu futuro partido não ficar pronto melhor pra ele. Não correrá riscos de críticas e nem comparações de desempenho ao final. Dever fazer o voo livre e só aparecer em alguns locais para polarizar ao PT, para inflar a sua base e estimular a polarização. Claro que se estiver bem lá frente irá tirar selfies com candidatos com os quais tem identificação. Lembro que quando deputado ele era parlamentar temático e nunca foi ligado a municípios e prefeitos. Sua vitória não contou com a ajuda de prefeitos. É mais esperto do que parece!

CAFÉ AMIGO com Sergio Longen – presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul. Falamos de tudo, dos desafios que seu segmento vem enfrentando, das novas leis trabalhista, dos juros, rota bioceânica, dos investimentos privados que acontecem em todo o Estado e arrematamos discorrendo sobre essa última batalha contra a ANEEL referente a desastrada tentativa de cobrança de impostos sobre a energia solar. A visão do dirigente é de empresário que pensa longe analisando vários aspectos. Senti muito otimismo de Longen também no que concerne às ações do Governo Estadual com quem sua entidade está em sintonia.

UTOPIA O ex-deputado João Grandão (PT) aprovou lei proibindo o serviço do Uber no MS. Piada: a matéria é de competência da União. Em 2000 a Câmara aprovou projeto do ex-deputado comunista Aldo Rebelo proibindo a adoção do sistema de autosserviço em postos de combustíveis para preservar os empregos. Ora! Nos ‘States’ o modelo deu certo desde 1950 e as lojas de ‘fast food’ e supermercados adotaram o sistema. Estamos atrasados, lembra a França do século XII. Lá os alfaiates e fabricantes de roupas proibiram a fabricação de botões sob a alegação de que quebraria a indústria do vestuário. A Câmara deve reexaminar logo esse monstrengo da esquerda utópica.

JANEIRO & REFLEXÃO “A vida passa rápido demais, você não precisa acelerar nada... nessa época do ano você vai dar uma pausa, certo? Vai passar o período de festas com quem gosta, desejando boas energias...mas vai fazer isso porque é isso que se diz ou porque é isso que você sente? Pense nas suas resoluções de 2020: elas falam de que? Mais de amor ou mais de sucesso? Mais de alegria ou mais de conquista? Mais de família ou mais de cargos de diretoria? Mais de vida ou mais de se matar de trabalhar? Você vai passar mais um ano achando que o importante é a disputa no emprego?... Você vai morrer, mas por favor não morra aos poucos. Ao contrário: viva aos poucos...” (Fábio Bernardi)

LER E PENSAR “Diz-se que, momentos antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás; cumes, montanhas, curvas, florestas, povoados e vê à sua frente o oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas. o rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Podemos só ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no mar. E somente ao entrar é que o medo desaparece. Porque então o rio compreende que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento”. (Gibran Khalil Gibran – “O Rio e o Oceano”)

LEMBRETE DE JANEIRO “Você vai morrer, mas é bom lembrar que os seus planos de longo prazo, os dividendos e bônus, as tarefas da casa que você nunca adia, as dívidas e os boletos que lhe dão angústia, o conserto da máquina de lavar, os ponteiros do relógio que não permitem atrasos, tudo isso também vai embora quando você for. Eles não ficam por aqui a contar como você era rígido com você mesmo. Você vai morrer e, naquele dia, a roupa vai continuar no varal e ninguém vai lavar os pratos na pia. Porque até todos os seus problemas vão morrer com você. E sendo assim, de que adianta morrer antes deles”. (Fábio Bernard, sócio-diretor de criação da Morya)

FILOSOFIA Neste início de ano, devido ao recesso da pauta política aproveito para lembrar o filósofo Mario Sergio Cortella. Segundo ele a posse de bens materiais, de fato, produz uma felicidade rasa, momentânea, episódica, veloz, e aí a pessoa entra num processo obsessivo de imaginar que a ‘consumolatria’ – a posse contínua das coisas – é que vai deixá-la feliz, e isso sim, leva a um estado de ansiedade constante. A filosofia, segundo Cortella, tem uma fórmula antiga que serve até de anedota: “Felicidade é igual realidade menos expectativas”.

 

“A felicidade compulsória é um mal que atinge o mundo inteiro” (Manuela Cantuária)

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SAMBA DO TRIPLEX Neguinho da Beija Flor gravou ‘Não é Nada Meu’, sucesso na internet ironizando o ex-presidente Lula (PT), seu padrinho de casamento. Curta a letra: “Não é nada meu, na verdade é meu Excelência. Não tenho nada/ Isso é tudo de amigo meu/ E o triplex da praia, me diga de quem é? É de amigo meu/ E o sítio de Atibaia, de quem é que é? É de amigo meu/ E aquela fundação que carrega seu nome? É de amigo meu/ E aquela ilha que o senhor descansa? É de amigo meu/ Quem paga as contas de sua mordomia? É de amigo meu/ E aquele jatinho que o senhor usa? É de amigo meu/ E aquele filho milionário? Excelência, esse não é meu”.

INTOCÁVEIS? Muitos que já ocuparam cargos eletivos se julgam acima do bem e do mal, como se protegidos eternamente por película inviolável. O recente caso em que o ex-presidente Lula (PT) levou uma cacetada da justiça em Santa Catarina no episódio da faixa com os dizeres: “Lula cachaceiro devolve meu dinheiro” mostra o contrário. A sentença é de uma sabedoria a toda prova: Ora! Quem exerce cargo público está sujeito a críticas de toda ordem e proibi-las seria exercitar a censura, a qual sempre foi condenada pela esquerda. As fotos mostram que Lula gosta de bebida alcoólica e sua condenação em 2ª. instância comprova sua conduta ilícita. Certo?

‘INESQUECÍVEIS’ Com o devido respeito que todo ser humano merece é inegável que o ex-deputado federal Edson Giroto (PR) jamais esquecerá o Natal de 2019 e o início de 2020 que passou atrás das grades após ver negado vários remédios judiciais interpostos pela sua defesa. Mesmo com a sua possível ida para a Colonia Penal as marcas desta experiência horrorosa permanecerão. Quando se toca no assunto por aí ouvimos colocações irônicas sobre a participação dele e de outros personagens (amigos?) também acusados que conseguiram a liberdade. Por uma série de fatos sabe-se que ele jamais cogitou em assumir uma delação. Por enquanto paga sozinho a conta.

BAIXA NO FRONT Em março de 2019 o deputado estadual Jamilson Name sonhava alto – disputar a prefeitura de Campo Grande – em declarações publicadas na mídia. Mas sua situação no PDT piorou e ele inteligentemente recorreu à justiça conseguindo do desembargador Divoncir S. Maran autorização para deixar o partido sem incorrer na perda do mandato. Mas, veio o inesperado: seu pai Jamil Name acabou preso junto com seu mano Jamil Name Filho (Jamilzinho) num caso policial amplamente divulgado, atingindo assim em cheio as pretensões do deputado estreante ainda sem partido.

SEM DESTINO Já que a coluna começou o ano falando do PDT, não há como ignorar a situação do vereador Odilon de Oliveira Junior e de seu pai Odilon de Oliveira no partido. Ambos estão analisando o cenário político da capital para definir qual caminho seguir neste pleito de 2020. Quanto ao vereador que foi eleito com 6.825 votos, presume-se que deva se reeleger mesmo porque obteve 19.198 votos no Estado para deputado federal, tendo assim seu nome bastante divulgado. Em relação ao ex-Juiz Federal, excluindo a candidatura a prefeito, ficaria amputado à espera do pleito de 2022.

DIFICULDADES Tenho sempre observado neste espaço de que todo político precisa ter seu grupo político onde devem pontificar vereadores, deputados, senadores e outras lideranças. Aliás, já antevi a eventual situação do ex-senador Delcídio do Amaral (PTB) que anuncia sua pretensão de tentar o governo estadual, mas que antes terá que agrupar gente de votos para ampará-lo. O mesmo raciocínio se aplica ao ex-Juiz Odilon com a agravante: ele é inexperiente na política e seu ex-cargo impediu-lhe deste exercício. E mais, seu discurso de ‘mudanças’ corre o risco de ficar ‘gagá’ em 2022.

FUMAÇAS De vez em quando o nome do ex-Juiz Odilon é citado por frequentadores do saguão da Assembleia Legislativa. Há elogios na mesma proporção das críticas. Ali naquele pedaço ninguém escapa ileso. Fala-se que as relações entre Odilon e o prefeito Marcos Trad (PSD) vem melhorando dia a dia – muito além do cafezinho servido com toalhas de renda portuguesa. Neste festival de gentilezas não se sabe por enquanto que papel estaria reservado ao ex-juiz que não parece satisfeito apenas com as lides da sua advocacia. Aposentado e com saúde, quer algo mais. Gosta da notoriedade. Enfim, pai e filho e o prefeito Marquinhos ‘vão bem – obrigado’.

ANONIMATO Nunca vi quem adotasse o anonimato como postura e conseguisse se eleger para algum cargo eletivo. Sem que seu nome tenha publicidade é impossível se tornar conhecido, memorizado junto a opinião pública. Mesmo o político que já tenha passado pelo poder, gosta de ver seu nome ou foto estampado na mídia. A simples citação de seu nome numa boa notícia já funciona como lenitivo ao seu ego. Políticos são mais vaidosos. Têm medo da sombra do anonimato, parente da solidão. Pior que a solidão do poder é a solidão fora dele. A propósito – com a palavra alguns políticos que surfaram durante anos no poder aqui no MS hoje curtem esse castigo. A conta chegou!

HABILIDADE Marcos Trad (PSD) chegando além do esperado. Com o passar do tempo o prefeito da capital que teve a coragem de romper com o MDB, vai alinhavando acertos e alianças. O que se deve levar em conta não é apenas seu prestigio crescente devido a sua gestão, mas sim também pelas incursões que desarmam ou ao menos enfraquecem eventuais ou pretensos adversários. Essa relação harmoniosa com certas lideranças de outros partidos é uma paquera com tendência a namoro e algo mais para 2020. Essa tática oxigena sua imagem e inibe concorrentes com a bandeira do ‘novo’.

USE - ABUSE Se no passado o político era fiel ao seu partido hoje ele troca de partido na mesma proporção que muda de roupa. É que o Tribunal Superior Eleitoral promoverá à partir de abril mais uma edição da ‘janela partidária’ que possibilitará (no período de 30 dias) aos atuais vereadores mudarem de agremiação partidária sem risco de inegibilidade ou perda de mandato. É a chamada lei da conveniência para acomodar ou atender aos interesses dos detentores de mandato antes das eleições deste ano. Cada vereador faz a análise do potencial de seu partido sabendo de que neste próximo pleito acabou a mamata de se eleger de carona nos votos de outros candidatos.

SOBREVIVÊNCIA No fundo o vereador tem consciência de seu valor no contexto político partidário. É ele que fica na linha de frente, no front da batalha em qualquer eleição. É ele que mantém o contato diário com eleitor – de quem recebe aquelas reivindicações estapafúrdias ou não. Deputados e senadores principalmente sabem da importância deles no frigir dos ovos e tentam manter boas relações na medida do possível. A propósito – aqui na capital alguns partidos correm o risco de ficar sem representantes. Seriam os casos do PDT, PTB, PSB...

DETALHES As coligações estarão assim proibidas para a vereança com os partidos concorrendo em listas separadas, sem alianças. Para determinar a composição das Câmaras será considerada apenas a votação obtida pela lista de cada partido nas eleições proporcionais. Cada partido poderá lançar até 150% do número de vagas existentes na Câmara, sendo que nos municípios com até 100 mil eleitores poderão ser registradas candidaturas no total de 200% do número de vagas a preencher.

LEMBRA? Já faz um ano que o Ministério do Trabalho foi extinto e ninguém se lembra dele ou sentiu falta. Falta agora extinguir a Justiça do Trabalho e mandar seus funcionários para a Justiça Federal e os processos para a Justiça comum - acabando com os gastos dessa máquina que atrapalha a produção de bens e serviços no país. Aliás, o pessoal da Justiça do Trabalho morre de medo de ter que trabalhar na Justiça Federal onde não falta serviço. Não se justifica tantos gastos com a Justiça do Trabalho aí no interior do Estado e do Brasil. Cada processo trabalhista custa uma nota preta para nós contribuintes. Só no Brasil mesmo!

IMAGINE! Se neste primeiro ano do Governo Bolsonaro tivesse havido escândalos de corrupção como os que ocorreram no Governo Dilma! Se a inflação tivesse disparado, a Bolsa de Valores despencada, o desemprego aumentasse e a balança comercial com resultado desastroso! Certamente que os arautos da esquerda intelectual e sindical (Globo & Folha & Cia) estariam babando para influenciar a opinião pública. Com esses resultados positivos a crítica ficou castrada, sem argumentos sólidos e para compensar a perda apela para fatos menores no contexto econômico. A aprovação do governo e do ministro Sergio Moro da Justiça mostra que estamos no rumo certo!

REPETINDO A classe média cansou de carregar o país e ser chamada de direita pela mídia. Chegou a hora em que essa classe resolveu assumir seu papel na defesa do Governo e na crítica ácida contra a corrupção através dos meios disponíveis, ou seja: as redes sociais. Sem espaço e acesso nos grandes veículos de comunicação (adversários desmamados pelo atual Governo) a classe média criou coragem, denuncia, rebate em alto bom som as argumentações da esquerda. Hoje a classe média reconhece até que pecou lá atrás quando apoiou FHC e se acovardou não indo para as ruas como tem feito. A classe média deixou de ser coadjuvante para ser protagonista. Ainda bem!

PARA REFLETIR:

“Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa, tudo sempre passará/A vida vem em ondas/Como um mar/Num indo e vindo infinito/Tudo que se vê não é/Igual ao que a gente viu há um segundo/Tudo muda o tempo todo no mundo...” (Lulu Santos - ‘Como uma Onda’)

“Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar/E sim sobre cada momento/ Sorriso a se compartilhar/Também não é sobre correr/Contra o tempo pra ter sempre mais/Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás/Segura teu filho no colo/Sorria e abraça teus pais enquanto estão aqui/Que a vida é trem-bala parceiro/ E a gente é só passageiro prestes a partir...” (Ana Vilela - ‘Trem Bala’)

BOLSONARO:“Se o pessoal do campo parar, o pessoal de paletó e gravata morre de fome”.

FACEBOOK: “Incêndio na Austrália e o Papa, ONGS, Gleta, Anita, Leonardo Di Caprio, Macrom se calam”.

LIMA DUARTE: “Lula faz a glamorização da ignorância”.

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LIVRE! E DAÍ? Não houve tsunami, a Bolsa de Valores melhorou, a confiança no país aumentou, o desempregou diminuiu e os protestos da ’petezada’ acabaram. Agora inelegível, Lula tenta se manter na mídia a qualquer custo. Não é mais o mesmo; perdeu o discurso da ética e da honestidade. O partido enfraquecido sem nomes de peso. O exemplo de Campo Grande é apenas mais um da decadência petista. É isso aí!

LUIZ PONDÉ: “O PT quer te dar um presente de Natal para o Brasil: caos social que ajude a derrubar a economia e com isso aumentar as chances de ele voltar ao poder. Seu Papai Noel Lula afirmou: o projeto do PT é retomar o poder em nome da democracia. Coitada, a democracia é a famosa casa da mãe Joana: todo mundo mete a mão... Para o partido o país é um galinheiro; de vez em quando ele vem e mata um frango...”

IGREJAS Estariam realmente preocupadas com a solução dos problemas que afligem a população brasileira ou simplesmente obcecadas em aumentar sua participação no atual contexto político? É a pergunta pessoal após observar o comportamento de lideranças políticas ligadas a vários segmentos religiosos. Só para os leitores da coluna: “há muita hipocrisia, lembra o PT de antigamente”.

CRUZ CREDO! Aproveito para questionar essa malandra Teoria da Prosperidade que ancora muitas das novas igrejas que brotaram em cada esquina – como as farmácias e as lojas que vendem colchões. As fachadas delas lembram empreendimentos comerciais para atrair novos clientes rumo ao paraíso. Algumas inclusive excedem-se na aparência, mas falta-lhes humildade.

VALE TUDO Há uma busca inebriante das pessoas pela felicidade e pelo sucesso. Todos os meios de comunicação falam disso dando receitas, inclusive. Uma barbaridade. Neste contexto entram essas igrejas que prometem o fundo e o mundo. Um estelionato oceânico onde muitos afogam pelo equívoco de postura. Dinheiro garante felicidade?

JUSTIFICATIVAS Como ficar rico rápido apesar, da intensa atividade política que não deixa tempo para outra ocupação profissional. João Alves disse que ganhou na loteria 221 vezes; Renan vendeu gado; Collor comprou e vendeu ouro e assim por diante. Milagres acontecem pra quem tem mandato como Geddel. Aqui no MS tem gente milionária. Parte ostenta, parte usa laranjas e vive falsamente de forma modesta.

CANDIDATOS Sem dinheiro para prosperar no comércio ou fundar uma igreja, não devem faltar candidatos para a vereança. Vocês não perdem por esperar. As surpresas devem ser maiores do que se possa imaginar. Figuras de tirar o chapéu. De vez em quando cruzo com alguns personagens no saguão da AL, à procura de deputados para serem seus padrinho$ ou fiadore$. É pra rir ou chorar.

FIM DE ANO Como dizia o saudoso locutor Fiori Gilioti: “O tempo passa...não adianta chorar...” Nesta época recomenda-se duas tarefas imprescindíveis: olhar para o espelho e olhar para o relógio. Esses dois elementos proporcionam oportunidades de ouro para a necessária reflexão sobre o nosso caminhar. Nossa imagem refletida no espelho é verdadeira; o relógio - assinala com precisão o seu tempo restante.

AVALIAÇÕES: Conversando com gente das diferentes classes e segmentos concluo: as opiniões pelas gestões de Marquinhos e Reinaldo são satisfatórias dentro do contexto econômico que o país vive. Salários em dia, obras de vulto e outros projetos importantes a curto e médio prazo compõem um cenário invejável perto daqueles vivenciados por outras Capitais e Estados. O melhor: as perspectivas para 2020 são ainda mais otimistas.

BOLSONARO Atravessa o sinal, fala muito e tem seus defeitos pessoais. Lula bebia muito em certas ocasiões. Certo? Mas no caso do presidente capitão há de se vergar: não houve um só caso de corrupção em seu Governo neste ano. A economia se recupera, obras são realizadas e o desemprego vai diminuindo ainda que lentamente. Não é por acaso que os economistas sérios do 1º Mundo estão acreditando no Brasil.

ACREDITAR no país é preciso. Não podemos entregar à futura geração um país despedaçado como se tivesse sucumbido e dividido após uma tenebrosa guerra. É preciso abrir as janelas dos nossos olhos para ver o país espetacular que temos e somos. Temos muito o que fazer – é claro – mas o potencial nosso é gigantesco.


FELIZ ANO NOVO – ACREDITAR É PRECISO!

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REFLEXÃO Como dizia o poeta, “O tempo engole a gente”. Mas na política nem todos tem essa percepção ou leitura. Acham que são eternos, que tem a fórmula da invencibilidade ou algo parecido. Por ocasião da morte do ex-senador Juvêncio Cesar da Fonseca (MDB) não se falou da sua derrota para deputado estadual no pleito de 2006 aos 71 anos de idade. Amargou o 44º lugar e com 8.267 votos. Seu cacife de 384.264 votos de 1998 ao Senado evaporou. E convenhamos; com a internet as mudanças são radicais e rápidas. O festival de surpresas só começou. Aguardem o que virá por aí!

O RELÓGIO não para, embora ignorado pelos políticos. Outros exemplos: O ex-governador Pedro Pedrossian tentou o senado e foi derrotado por Delcídio do Amaral (PTB); ex-senador Marcelo Miranda (PL) também foi derrotado nas tentativas de retornar, inclusive, disputando a prefeitura de Paranaíba; o ex-deputado estadual Benedito Leal (MDB) também não obteve sucesso como candidato a deputado estadual após um período sem mandato. Na análise, conclui-se que a tendência do eleitorado, que vai se renovando ano a ano, é pela natural oxigenação do quadro.

A MÍDIA A influência dela pesa muito na política. A imagens do candidato idem. Episódio interessante que ilustra a situação de políticos sem mandato e que após alguns anos tentam o retorno. Um amigo – eleitor roxo do ex-governador Pedro Pedrossian – tinha como certo de que seu filho iria estrear como eleitor votando nele na eleição de 1990 vencida por Zeca do PT (40 anos de idade). Mas no horário eleitoral o jovem decepcionou-se com a imagem e fala de Pedrossian – diferente das referências feitas pelo pai e votou segundo suas convicções pessoais. Nova geração, outra cabeça.

IMPRESSIONA o reflexo do estresse nos políticos ao longo do tempo. Um simples olhar na foto no palanque do MDB – por exemplo - em sua recente convenção permite-nos aferir essa verdade. Mas, como se diz; a sede de poder é muito mais forte que os limites de cada um, sobrepondo-se a outros valores dos simples mortais. O ano passa num piscar de olhos; quando menos se espera os filhos são pais, os netos cresceram sem o colo doce do avô; o mandato terminou e é hora de enfrentar uma nova eleição. A adrenalina motiva, mas também consome o político anestesiado pela vaidade ou raiva.

CARLOS MARUN No dia 16 de maio de 2020 vencerá o mandato do ex-deputado federal como Conselheiro da Administração de Itaipu. Embora fora da estrutura do MDB é notória sua ligação - mas sem declarações ou manifestações partidárias. Por exclusão dos nomes do MDB Marun pode ser apontado como aquele que reúne bons predicados como candidato a prefeito. Já ouvi no saguão da Assembleia Legislativa de que ele teria como candidato a missão de tentar provocar o 2º turno em 2020 onde faria aliança com a candidata Rose Modesto que não desistiu de suas pretensões.

A TESE é interessante. Marun tem tornado público em vários episódios de que tem na política seu projeto de vida. Encara com naturalidade situações que aos olhos da opinião pública provocam reações divergentes. Foi assim defendendo o ex presidente Temer (MDB) e na prisão do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB) em Curitiba. Enfim, sua passagem por Brasília deu-lhe maturidade e fez relacionamentos de peso, não teve o nome envolvido em escândalos. E tem postura ativa politicamente falando. Mas antes é bom consultar o eleitorado – cuja maioria acha que na política não há inocentes.

ECONOMIA É ela que decide as grandes eleições. O eleitor quer renda e estabilidade. Volto ao tema devido a insistência da Rede Globo em demonizar o presidente Donald Trump que tem folgada maioria no Senado para barrar o impeachment. Ora bolas! O país surfa uma onda de crescimento econômico e geração de empregos. Lá atrás Bill Clinton só derrotou George Bush (pai) pela crise econômica. Lá como aqui, Argentina e Chile, as pessoas comuns não estão interessadas em ideologia. Querem barriga e bolso cheios. Enfim, o eleitor é mais pragmático do que se imagina.

BAGAÇO Se você perguntar aí no seu trabalho ‘quem confia nos políticos ou nos partidos’ não ficará surpreso. Nessa última pesquisa ‘Datafolha’ só 4% dos brasileiros confiam nos partidos e 58% não confiam. Tá explicado porque o Congresso Nacional é a segunda instituição do país pior avaliada. O povo faz sua análise de conduta pelas matérias votadas pelos congressistas e tira então suas conclusões que influenciarão inclusive nas eleições de 2020. Duas das matérias votadas são emblemáticas e decepcionaram: o pacote anticrime e a reforma da previdência com suas exceções.

‘JUSTO VERÍSSIMO’ Chico Anísio já carimbou o passaporte para o andar de cima mas o seu personagem continua atual mesmo com o passar dos anos e após os sucessivos escândalos - tidos por nós como ‘normais’. Aquela expressão ‘eu quero é me arrumar e o resto que se exploda’ faz sentido. Apesar da renovação do Congresso Nacional que inicialmente trouxera esperança e até euforia, caiu na vala comum do descrédito. A presença de militares, policiais, autoridades e lideranças religiosas não contribuiu para a melhora de postura. Não há comprometimento com a Nação.

UTOPIA “A política deve ser movida pelo desejo de servir e construir coisas que verdadeiramente mudem para melhor a vida das pessoas. Dar significado a um mandato eletivo exige dedicação, estudo e, acima de tudo, amor ao próximo, preocupação com as pessoas, capacidade de sentir a dor dos mais humildes, a angústia dos desamparados...” Essa afirmação é do deputado federal amazonense Marcelo Ramos (DEM) em recente artigo. Sem a pretensão de discutir as qualidades do parlamentar é oportuno comparar o texto com o que vemos no Congresso. Como se diz em italiano: ‘parole...parole’.

VERGONHA Não há uma só semana sem denúncias de corrupção envolvendo políticos e agentes da administração pública. De norte a sul – de Uberlândia ao Rio de Janeiro. Casos comparáveis à violência rotineira que resiste ao longo do tempo. O cidadão liga a TV ou rádio; acessa um site e depara com notícias sobre investigações e prisões de gente de diferentes posições da vida pública. Até prisão de juízes e desembargadores não causa mais espanto. Neste quadro é difícil confiar nas lideranças políticas e autoridades. No fundo os números do “Datafolha’ também são frutos disso.

O FILME é antigo, só mudam os personagens. O sistema permite brechas para os corruptos se safarem. O caso do ex-governador Pezão (MDB) do Rio de Janeiro é apenas mais um que reúne esses ingredientes. O brasileiro fica questionando: será que esses gestores públicos seriam na verdade pobres vítimas da imaginação e perseguição das autoridades? Será que todos os fatos, documentos e as gravações comprometedoras seriam obras arquitetadas por ‘agentes do mal’? Mas no subconsciente da população pairam a desconfiança e a tendência pela culpabilidade.

BOMBACHAS VAZIAS Os governantes do PT também quebraram o Rio Grande do Sul. Pode? Lá existem 100 mil professores aposentados e, pasmem - apenas 50 mil em sala de aula; 35 mil militares na reserva e somente 16 mil na ativa. Com isso o déficit anual da previdência gaúcha chega aos astronômicos R$ 20 bilhões – numa dívida de 233% da receita líquida anual, salários atrasados e investimento ridículo de só 0,3% do PIB. A declaração do governador Eduardo Leite “Não existem soluções simpáticas para uma situação dramática como essa” precisa ser assimilada por todos os governadores.

TACADAS Os números econômicos colocam Sidrolândia como cidade efervescente e de futuro. A agroindústria é sua mola propulsora. O anúncio do Governo Estadual em levar até lá o ramal de gás natural romperá a última barreira para se consolidar como um polo. Estive conversando com o deputado Gerson Claro (PP) e o Secretário Jaime Verruch (Meio Ambiente, D. Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e seus argumentos são irrefutáveis. O outro ramal do gás para Ribas do Rio Pardo coincide com a vinda de outra gigante indústria de celulose que sacudirá a cidade e região. O Estado vai diversificando sua economia e ganha espaço no cenário nacional.

TELMA RENNER: “ ( )...A CLT foi criada em 1943...Ah! mas essa legislação visava proteger o empregado...assim nasceu o “coitadismo” tão prejudicial e enraizado na nossa cultura...mas hoje complemente obsoleto...o empresário evoluiu, mas a legislação piorou a cada dia, onerando e dificultando ao máximo o desempenho das empresas... cheia de norminhas e regrinhas, a toda hora mudada por políticos que sempre viveram às custas do contribuinte e para conquistar seu eleitorado, foram apertando o cerco cada vez mais e com isso dificultando a criação de mais empregos...o empresariado com medo da industria das causas trabalhistas, baixa a cabeça, aceita e não comenta...”

MEMÓRIA “No Brasil, em vez de se colocar o falsário na cadeia, obrigam-se todas as pessoas a provar sistematicamente, com documentos, que não são desonestos. Com isso, pune-se o honesto sem inibir o desonesto, que é especialista em falsificar documentos”. A afirmação é do ex-ministro Helio Beltrão – da Desburocratização – 40 anos atrás quando entrava em vigor uma lei para acabar com regras absurdas muito parecidas com a Lei 13.726/2018 que tem o objetivo de proibir os órgãos públicos de exigirem firma reconhecida em cópias de documentos. Tal qual a ingênua pretensão de Beltrão, essa lei de 2018 tende a ser ignorada. Esse é o país!

XORORÔ, reclamações por imprevistos ou qualquer outro insucesso é o que se ouve por aí. Aliás, hoje cobra-se demais por felicidade e sucesso pessoal. Ser feliz virou obrigação. A minha mensagem de final de ano é inspirada num vídeo onde um cidadão cego em Nova Veneza (Goiás) consegue preparar seu café, cuidar dos porcos, fazer a ordenha de 8 vacas e por incrível que pareça produzir seus próprios queijos. Ele caminha pela propriedade rural e cuida dos animais como qualquer cidadão. Entrevistado, ele se diz feliz e em momento algum reclamou da sorte. E pensar que as pessoas andam insatisfeitas e por motivos banais reclamam. Portanto, o momento é de agradecimento por tudo que somos e temos. E ponto final!


FELIZ NATAL E EXCELENTE 2020!

Comentário

DO LEITOR: “A classe política (alto clero) termina o ano desgastada com a postura dos congressistas que legislaram em causa própria e afrontaram os projetos do Palácio do Planalto que vinham de encontro aos anseios da maioria da opinião pública. Dois casos para exemplificar: a rejeição ao projeto original do ministro Moro no combate a criminalidade e dotação de recursos para os partidos políticos visando as eleições de 2020. Sobre esse último fato a pimenta na mídia ficou por conta da declaração do ministro Mandetta – de que esse dinheiro fará falta nas ações em prol da saúde”.

A PONDERAÇÃO acima tem procedência se levada em conta a postura passional do eleitorado que prioriza em seu raciocínio melhores condições para a saúde pública, que é considerada o maior problema nas pesquisas do Data Folha. Ao eleitor não interessa aspectos técnicos desta ou daquela lei. Ele é extremamente pragmático na análise, conclusão e eventuais caminhos na busca da solução. Ele é desapegado a detalhes. É neste mar revolto que os candidatos terão que remar desviando-se de todos os tipos de imprevistos e acidentes que podem provocar seu naufrágio eleitoral (nas urnas).

CONCLUSÃO: Manipulada ou não, essa pesquisa Datafolha coloca o ministro Sergio Moro da Justiça como o mais popular. Ora, presume-se que não se trata da popularidade igual de um artista por exemplo! No presente caso ela deve ser vista como sinônimo de credibilidade neste cenário de desmoralização da justiça – a começar pela postura dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisões recentes. Entre a postura do então Juiz Federal Moro no combate a corrupção e o que decidiu o STF - e o que pensa a classe política, a opinião pública apoia maçiçamente o atual ministro da justiça.

OS POLÍTICOS ouvem pouco as vozes das ruas. Parece que o exemplo da Revolução Francesa foi esquecido nos bancos escolares pelos nossos ilustres representantes. Aliás, eles colocam muita fé na falta de memória da população, que por razões diversas, não tem as eleições como prioridade decisiva no futuro seu e da família. As eleições, tem demonstrando raro comportamento racional do eleitor que acaba influenciado por uma série de fatores como família, grupo social, religião e a imagem artificial (falsa) do candidato na mídia. Compra-se gato por lebre, o vilão por honesto.

‘LAMA ASFÁLTICA’ Iniciada em 2015, o total dos rombos chega a R$ 432 milhões. Seu último capítulo: a Justiça Federal reconheceu indícios da remessa de dinheiro para o exterior por parte de André Luiz Cance, o todo poderoso ex-secretário adjunto da Secretaria Estadual da Fazenda, no Governo de André Puccinelli (MDB). Com isso, a investigação continuará na Justiça Federal e não na Justiça Estadual como pretendia Cance que formalizou em 2012 a separação conjugal para tentar talvez dissimular a origem e destino do invejável patrimônio com os bens de origem discutível.

‘PRESENTE NATALINO’ Figura forte nas gestões do ex-prefeito e ex-governador André Puccinelli (MDB), o atual Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Osmar Jerônimo caiu nas malhas da justiça. Pode perder o cargo e ter os seus direitos políticos suspensos por 7 anos e devolver R$ 508.180,63 corrigidos, mais a multa de R$ 750 mil se a sentença for mantida no Tribunal de Justiça. A acusação: em 2002 na prefeitura municipal Osmar autorizou serviço de pesquisas (que não foi feita) no valor R$ 500 mil. Wilson Cabral Tavares (sucessor de Osmar) também foi condenado no mesmo caso.

EFEITO DOMINÓ Um a um os homens de confiança do ex-governador Puccinelli caíram nas malhas da justiça. Basta verificar o cronograma do noticiário e a lista deles. No caso do ex-secretário Cance, notório seu prestígio no Governo. Tem um episódio interessante: em 2012 ele formalizou a separação conjugal (fictícia?) da mulher Ana Cristina P. da Silva embora vivendo no mesmo teto. Outro dado de arrepiar: em 2010 o patrimônio dela seria de R$ 1.178 milhão e saltou para R$ 16.285 milhões em 2014. Agora, Cance foge da Justiça Federal como o diabo foge da cruz. Até aqui levou pau!

O DITADO ‘a esperteza acaba comendo a mão do esperto’ é pertinente ao caso de André Cance. Sua eventual prática do crime de evasão de divisas ao exterior mantém a competência do processo para a Justiça Federal representada pelo juiz federal Bruno C. Teixeira – autor do despacho que negou a concessão de Habeas Corpus para trancar a investigação e remetê-la à Justiça Estadual. Anota-se que contra Cance pesa a acusação de cobrança de 1% da empresa Ice Cartões, responsável pela emissão de carteira de habilitação junto ao Detran. A opinião pública deve ficar atenta ao episódio escabroso.

O GANANCIOSO No seu livro “O Renascimento de Buda”, Ryuho Okawa (líder espiritual japonês) explica o significado de ganancioso: “É a mente que procura sempre pegar as coisas para si. É a cobiça para ter sempre mais e mais. No coração ganancioso há o desejo de se obter status social e fama...Quantas vezes, diante da expectativa de ganho extra, passamos por cima dos interesses dos que nos cercam? Quantas vezes em nome do lucro praticamos injustiças, fazemos negócios desonestos? Quantas vezes ficamos com o que não é nosso, como um objeto encontrado ou troco errado?”

DÚVIDA O que estariam pensando os vereadores? Perdendo horas de sono focados na solução dos problemas da saúde, educação e infraestrutura do município ou visando o sucesso pessoal nas urnas em 2020? Não tenho essa pesquisa em mãos, mas é possível que mais de 80% dos vereadores tenham na vereança a principal atividade laboral. Em confirmando essa previsão, é certo de que a prioridade deles seja a reeleição. Aliás no saguão da Assembleia Legislativa ouço costumeiramente a ladainha de vereadores sobre as ‘chateações’ do cargo, mas todos estão dispostos a continuar no ‘sacrifício’. Entendo.

O MANDATO Nem todos os seus detentores tem a real dimensão da responsabilidade deste cargo transitório. Por vaidade, falta de intimidade, de visão, cultura e mesmo de preparo, o primeiro ano está passando em brancas nuvens. Longe da tribuna, dos debates, suas proposições mais parecem matérias supérfluas que nada acrescentam à realidade do Estado. Seria oportuno que os eleitores tivessem acesso ao relatório da atuação de cada deputado estadual para aferir o seu trabalho em 2019. Afinal todos os gastos dos parlamentares são pagos com o dinheiro deles eleitores. De leve...

DESGASTES? O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) mostrou que está calejado e não apelou quando provocado por um cidadão (Fundo Partidário X verba da Saúde)) no saguão do aeroporto de Campo Grande. Estressante é – mas apelar seria pior! O deputado estadual Pedro Kemp (PT) não negou que tivesse tomado cerveja e com isso cortou a polêmica no episódio do bafômetro. Não é o fim do mundo. Mas ambos episódios mostram como todos nós estamos descobertos nas mais diferentes situações do dia a dia. Para quem é figura pública é ainda muito pior. É o preço!

PREVISÕES A tecnologia está à frente da justiça em todo o mundo. Aqui no Brasil nem se fala! A distância entre ambos é muito grande. Em que pese os esforços da Justiça editar leis para coibir os abusos no uso da comunicação digital nas eleições de 2020, será muito difícil. É de assustar os avanços tecnológicos nesta área. Quando você imagina ter visto a última inovação é surpreendido por outra mais recente e espetacular. Há quem já aposte de que as consequências eleitorais do ‘trabalho’ dos assessores digitais dos candidatos vão superar aquelas obtidas pelo candidato Bolsonaro em 2018.

PROMOÇÃO O deputado federal Loester Truts (PSL) anuncia no facebook o ‘Prêmio Heley de Abreu’ premiando professores da rede pública com R$ 5.000,00, verba de seu salário de dezembro e do 13º salário. Também premiará com notebooks e tablets alunos vencedores no concurso de redação, poesia e música cujas regras estão na sua página na internet. Truts resgata promessa eleitoral e a premiação será em 7 de março no Palácio Popular da Cultura. Heley de Abreu era professora em Minas Gerais e morreu salvando crianças do incêndio em sua escola, cujo episódio teve repercussão nacional.

CAFÉ AMIGO com o deputado José Carlos Barbosa (DEM). Disse estar preocupado com a perda da referência política e econômica de Dourados nos últimos tempos e que isso pode impactar negativamente na vida do município nos próximos anos. Para o parlamentar é inconcebível que Dourados - cidade sede da região econômica mais importante do Estado – com 3 universidades em funcionamento – esteja numa postura descendente. Ele insiste na sua pretensão de, como pré-candidato a prefeito, fazer um grande debate com a classe política, lideranças econômicas e culturais para recolocar a cidade no lugar de onde jamais poderia ter saído. Gostei da conversa equilibrada.

RELIGIÃO x POLÍTICA Repercutiu também na Assembleia Legislativa o filme “A Primeira Tentação de Cristo” que estreou na Netflix onde o retorno de Jesus após os 40 dias de jejum no deserto é satirizado. O deputado Antonio Vaz (Republicanos) foi a tribuna para denunciar como vilipêndio essa produção cinematográfica que já provoca reações contrárias em todos os segmentos cristãos do país. No filme, Jesus é interpretado por Gregório Duvivier e leva para casa um amigo de comportamento estranho interpretado pelo ator Fábio Porchat, com quem mantém um romance gay que causa espanto de José e Maria, os reis Magos e de Deus. Imagine se o filme mostrasse Maomé gay! Os muçulmanos reagiriam como foi no caso do jornal de Paris. Certo?

FACEBOOK-1 “Moro vende bens do tráfico e põe na saúde. Maia vem e tira da saúde e põe no bolso. E nem um pio da esquerda”

FACEBOOK-2 “Muita gente prometeu ir embora do Brasil se o Bolsonaro ganhasse, mas até agora foi só o Cesare Battisti e contra sua vontade”

FACEBOOK-3 “Cadê os sindicatos e alunos fazerem greve agora que o Fundão Eleitoral vai tirar dinheiro da saúde e educação?”

FACEBOOK-4 “Não é piada! Os deputados vão tirar dinheiro da Saúde e educação para fazer propaganda política prometendo saúde e educação”

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