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Manoel Afonso

Manoel Afonso

PREOCUPANTE? A atual pandemia levando-nos a revisão da tese de que a idade dos políticos pode representar vantagens. Nomes de personagens, ex-líderes são lembrados na argumentação. Mas muitos deles por aí, já priorizaram a própria saúde e entraram em reclusão preventiva, responsável e exemplar. Sabem bem, a exposição física pública é arriscada e tende a se agravar com a proximidade dos eventos atrelados a campanha eleitoral – onde as manifestações gestuais contam muito. Pedir votos sem abraçar?

A LISTA de políticos influenciadores que podem intervir no processo eleitoral e com idade na faixa de risco de contrair o novo coronavirus merece ser divulgada: Deputado José Teixeira (DEM) 80 anos; deputado Londres Machado (PSD) 78 anos; deputado Onevan de Matos (PSDB) 77 anos; vereador Loester Nunes (MDB) 73 anos; ex-governador André Puccinelli (MDB) 71 anos; ex-governador Zeca do PT - 70 anos; deputado Luiz Ovando (PSL) 69 anos; ex-senador Waldemir Moka (MDB) 69 anos; deputado Dagoberto Nogueira (PDT) 63 anos; deputado Paulo Correia (PSDB) 62 anos. É obvio, com o pleito na data prevista, permanecerão as dúvidas e suspeitas num ambiente intimidatório e desconfortável. E isso poderá influenciar nas urnas.

‘WANTED’: O deputado federal Loester ( PSL) de volta às redes sociais. Ao lado de Ciro Fidelis, empresário na capital, prometem recompensa de R$ 100 mil para quem der informações que esclareçam o atentado de Adélio Bispo contra o presidente Bolsonaro. ‘Tio Truts’ lembra que essa prorrogação de 90 dias para a Polícia Federal investigar o caso é uma boa chance de se descobrir quem estaria por trás do crime. O telefone para informações ‘sob sigilo’: 99107.5856. Uma baita grana nesta crise. Quem se habilita?

1-DA ASSEMBLEIA: Deputado Antônio Vaz (Republicano): Autor do Projeto Empresa Amiga da Saúde para melhorar a estrutura das unidades da saúde. Deputado João Henrique (PL): autor do Projeto ‘Programa CNH Social; acompanhando de perto as ações da Secretaria de Saúde nas cidades do Bolsão. Deputado Lucas de Lima (Solidariedade); Membro titular da Comissão da Saúde; acompanha a distribuição de sua verba pessoal de R$909 mil em 13 cidades tendo o objetivo de combater o coronavirus. Deputado Contar (PSL): Ativo nas sessões on line, opinando com críticas e elogios pertinentes aos mais diferentes temas em debate na Casa, sem esquecer o combate ao coronavirus.

‘DESTILARIA’ Quem frequenta as redes sociais tem uma boa noção de como anda o clima político, onde a radicalização é crescente e preocupante. Aproveita-se o espaço para destilar mágoas, frustrações e até ódio. Impressiona: todos se julgam especialistas na área, falando bobagens, discutindo o sexo dos anjos, o óbvio. Com a grande mídia dissecando o tema que ficou tóxico até, o colunista abre mão da sua abordagem, optando pela pauta da política local e outros temas menos estressantes.

2-DA ASSEMBLEIA: Deputado Marcio Fernandes (MDB); Autor de projeto que concede pensão especial aos servidores públicos no combate ao coronavirus. Deputado Lídio Lopes (Solidariedade) presidiu sessão da CC Justiça e Redação; registrou sua admiração pela atuação de todos servidores da saúde contra o coronavirus. Deputado Evander Vendramini (PP) Autor de indicação para que o Governo atenda as justas reivindicações de ajuda do Movimento Organizado dos Profissionais de Eventos devido ao impacto causado pelo coronavirus. Deputado Gerson Claro (PP): Ativo durante a sessão semanal da CC Justiça e Redação; participou das sessões ordinárias como líder do Governo.

1- QUESTÃO CULTURAL: O povo e seus valores. Masabumi Hosono, funcionário público, de família de ex-samurais, era o único passageiro japonês no ‘Titanic’. Ao soar o alarme, não esperou ser chamado e tomou o lugar num bote e se salvou. No Japão isso soou mal e ele perdeu o emprego e foi ‘condenado’ pela opinião pública por se salvar em vez de morrer no navio, desrespeitando o código de honra deles. Só em 1997 o Governo concedeu-lhe o perdão, reabilitando a sua família. Imagine isso no Brasil!

2- QUESTÃO CULTURAL: Nakano Takeko nasceu em 1847 em Tóquio. Em 1867 já era uma notável samurai. Na ‘Guerra de Boshin’ em Fukushima, ela lutava com sua espada ao lado da irmã, tendo já abatido 5 inimigos, quando foi atingida por um tiro nas costas. Temendo que seu corpo fosse usado como troféu pelos oponentes, ordenou que a irmã a decapitasse. Feito isso, sua cabeça foi levada ao templo da família.

3- DA ASSEMBLEIA: Deputado Barbosinha (DEM): Comemora a antecipação das férias escolares conforme sua indicação de 17 de março; enalteceu o papel dos profissionais da saúde no combate ao coronavirus no Estado. Deputado Marçal Filho (PSDB): Viu aprovado seu projeto criando a Semana Estadual de Combate ao Trabalho Escravo tendo como referência o dia 28 de janeiro; Aprovado em 1ª discussão o seu projeto que obriga os condomínios comunicarem à Polícia as agressões contra mulheres. Deputado Neno Razuk (PTB): Acompanha a aplicação de sua verba de R$ 1.210 mil a 18 municípios no combate ao coronavirus; aprovado em primeira votação seu projeto que inclui o nome do cônjuge nas contas de água, luz, telefone e gás.

VISIONÁRIOS. Fazem a diferença. Se aqui tivemos Manoel da Costa Lima, São Paulo teve o ‘Conde Matarazzo’ que veio da Itália em 1881 aos 27 anos e faleceu em 1937. Começou vendendo banha suína em Sorocaba (SP) e só tinha renda inferior a São Paulo e a União; patrimônio de 20 bilhões de reais (equivalente); mais de 200 fábricas e empresas; o 5º homem mais rico do mundo, conhecido como ‘O patrão de São Paulo’. Mas os seus sucessores não se acertaram na administração e nem abriram o capital social; veio o pedido de concordata pela neta gestora Maria Pia em 1984. Grande parte do patrimônio acabou diluída para saldar as dívidas em dólares. Aí as ‘Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo’ afundaram ao melhor estilo ‘Titanic’.

O DESASTRE da administração familiar do ‘Império Matarazzo’ não é o único que temos visto. ‘Tudo que vem fácil, vai fácil’. O ‘Conde’, proprietário do automóvel (Packard) da placa número 1, tinha bancos, terras, fábricas, hidrelétricas, ferrovias, filiais na Europa, EUA e Argentina. Empregava 35 mil pessoas. Deixou 11 filhos e talvez isso ajude a explicar o insucesso da nova geração. O filho Chiquinho não seguiu a receita do pai, “o segredo do negócio está na compra e não na venda”. Até a mansão na Av. Paulista acabou demolida em 1996 dando lugar a um shopping com 170 lojas.

DETALHES: Sua mansão foi a 2ª. construída na Av. Paulista. Ele foi o doador da área do estádio do Palmeiras e fundador da FIESP. No final de 1914 ele volta à Itália (a passeio) com a mulher e os filhos mais novos e com o início da Guerra permanece para coordenar a distribuição de alimentos na região de Napoli, o que lhe rendeu o reconhecimento do Governo italiano com a comenda de ‘Conde do Reino’. Na velhice, foi proibido pelo médico de tomar os dois litros diários de vinho. Teria que se contentar com apenas um copo. Seguiu a recomendação usando um copo com a capacidade de um litro ‘apenas’. Na sua adega havia 6 mil garrafas. Uma figura que merece ser lembrada.

A LIÇÃO: O ‘caso Matarazzo’ – embora emblemático pelo seu potencial na época – é apenas mais um caso em que a administração familiar passa a ser incompatível com a nova realidade econômica e a própria estrutura empresarial. Administrar meia dúzia de padarias, hotéis e lojas só com gente da família é possível. Mas quando se trata de um conglomerado de empresas de segmentos diversos neste mundo globalizado, é preciso ter profissionais competentes e abrir o capital através de ações. Quem demorou a fazer essa delicada transição gestacional, naufragou com seu negócio ou ficou para trás!

EFEITO CASCATA: O pesquisador Fernando M. Lamas (Embrapa) preocupado com o futuro do algodão, cuja safra no MS começa em julho. Apesar de sermos o 5º produtor mundial, consumimos menos que 1/3 e o restante exportamos. Com o petróleo barato, o fio sintético ganha espaço no mercado na indústria. Com essa crise ainda há estoque da safra passada nas indústrias. Um indicativo ruim! Indaga-se: os contratos firmados serão honrados pelos importadores? Como se portará a China, seu maior produtor e maior consumidor? Irá impactar na economia do MS e nos nossos municípios produtores.

“Nenhum coração bateu mais doce no coração de um Presidente da República do que no peito de Juscelino Kubitschek.

Bolsonaro tem essa opção; ser um Juscelino ou um presidente qualquer” (Deputado Fábio Trad-PSD)

Comentário

MANDETTA: Li e ouvi as entrevistas do ex-ministro da saúde após chegar ao MS. Sem ranço, equilibrado. Tem o ‘time’ da sua condição e não se deixa levar por críticas e pesquisas; não nutre ilusões pelos elogios sinceros ou não. Os 8 anos na Câmara deram-lhe uma boa visão do universo político. Faz questão de separar sua gestão do seu partido (DEM), ressaltando que se norteou pela ciência. As referências ao presidente Bolsonaro sem críticas, mágoas, acidez e ironias - nem no episódio da sua demissão. Ignora as mensagens do celular, o calendário eleitoral e as postagens das redes sociais. Em paz.

DESGASTE: Qual o futuro do PDT no pleito da capital neste ano? Perdendo os dois vereadores e o ex-candidato Odilon de Oliveira, o partido tem problemas. O deputado Dagoberto Nogueira tem consciência do isolamento partidário e da carência de novos nomes. O parlamentar seria o candidato como última opção? Mas há riscos levando-se em conta que no pleito de 2018 obteve apenas 8.423 votos na capital. E mais: o partido em nível nacional vai mal pelas declarações e imagem de seu líder maior Ciro Gomes.

É CERTO ‘uma eleição é diferente da anterior’, mas alguns fatores podem balizar. Em Campo Grande tiveram mais votos que Dagoberto para a Câmara Federal: Vander Loubet (PT) 8.680 votos; Beto Pereira (PSDB) 15.152; Tereza Cristina (DEM) 15.631; Loester Truts (PSL) 29.028; Luiz Ovando (PSL) 31.303; Rose Modesto (PSDB) 49.435 e Fábio Trad (PSD) 57.020 votos. Outro fator relevante: pela sua postura nesta pandemia, o prefeito Marcos Trad (PSD) pode melhorar ainda mais sua condição.

O DISCURSO: Em toda eleição ele deve sintetizar o projeto de governo do candidato. Esse talvez possa ser o grande desafio dos demais postulantes a prefeitura da nossa capital. O tempo vai passando, as atenções centradas no coronavirus dispersam o exercício da política de contato nas bases eleitorais. É neste contexto que quem está no poder ocupa esse vácuo com ações de cunho eleitoral. Final de abril e os concorrentes ainda tímidos ou desorganizados para a batalha sem o ‘brado de guerra’. Sei não...

1-DA ASSEMBLEIA: Deputado Antônio Vaz (Republicanos): aprovado em 1ª. Votação projeto criando o Conselho dos Direitos da Infância e Juventude; pede mais equipamentos de proteção aos profissionais da saúde. Deputado Lucas de Lima (Solidariedade) feliz com a arrecadação pela LIVE para ajudar carentes; distribuiu R$ 909 mil a 14 cidades pelo Fundo Estadual da Saúde. Deputado Marçal Filho (DEM) quer a construção da Casa de Apoio do Hospital Regional de Dourados; destinou R$ 650 mil a 6 cidades da região Sul do Estado.

‘O JEITO’: Recluso, tenho lido também biografias de personagens e de políticos. E a conclusão é única: para ser político é preciso levar jeito. É como o craque que bate no lugar certo da bola na cobrança de falta. Vale mais o jeito que a força. Duas biografias no foco comparativo: Ruy Barbosa e Itamar Franco. Ruy foi uma notável enciclopédia viva que desde a infância surpreendeu pela inteligência e dedicação. Unanimidade nacional, independentemente de preferencia política, não conseguiu se eleger presidente da República apesar das duas tentativas. Sua oratória e cultura não formaram um binômio que exalasse carisma. Personalista, não conseguia agregar.

‘O ESTÍLO’: Para alguns lembra o personagem Forrest Gump interpretado por Tom Hanks. O azarão que deu certo. Esse o Itamar Franco! Prefeito de Juiz de Fora (MG) duas vezes e senador por dois mandatos, vice presidente de Collor de Mello, presidente do Brasil, embaixador, governador de Minas Gerais e finalmente eleito senador em 2010. Morreu em 2012 tendo ocupado os cargos mais importantes da vida pública. Os intelectuais sempre encontravam defeitos nele, mas ele ‘batia na bola’ com seu jeito provinciano, simples, cultivando valores como a lealdade. Merecia ser reconhecido pelo Plano Real - quando só tecem loas ao ex-presidente Fernando H. Cardoso.

2-DA ASSEMBLÉIA: Deputado Capitão Contar (PSL): Aprovado seu projeto que cria o aplicativo para denunciar agressões às mulheres; pede criação de linhas de crédito para dar fôlego aos pequenos empresários. Deputado Zé Teixeira (DEM): reafirmando sua postura em defesa dos cortes dos gastos da Assembleia Legislativa. Deputado José C. Barbosa (DEM): Pede ações mais intensas do Procon contra abusos dos preços no comércio; autor de indicação pedindo mais apoio ao programa que visa distribuir equipamentos de proteção contra o coronavirus aos agentes penitenciários.

SÓ ATRAPALHA! Aquela bronca de Antônio Ermírio de Moraes contra o Estado na regulação da economia tem precedente. Na biografia de Irineu Evangelista de Souza – ‘Barão de Mauá’ - fica evidente que apesar de sua trajetória fantástica como um empreendedor liberal, a União foi a responsável pela sua derrocada, morrendo falido. Em 1860, 8 das 10 maiores empresas no país eram dele. Mas a mania do Governo em se meter onde não entende, com leis e decretos malucos inviabilizou seus negócios. Aliás, isso continua ocorrendo. Contra ele pesou por ser contrário a escravidão e a Guerra do Paraguai. Aqui, sugiro a leitura da biografia deste grande brasileiro. Vale a pena.

‘TROTES’: Infelizmente continuam nos telefones de urgência e emergência. Ano passado chegaram a quase 10% das chamadas que resultaram em deslocamentos inúteis que provocaram custos e prejuízos a quem necessitava. Quadro que o deputado Capitão Contar (PSL) quer reverter com programa permanente através de projeto que tramita na Assembleia Legislativa prevendo palestras, campanhas educativas e identificação com cobrança da pessoa física ou jurídica titular da linha dos valores referentes às despesas do acionamento indevido. Uma iniciativa simpática e oportuna.

O EXILADO. A política também tem disso. Foram 17 anos na Europa. O advogado Washington Luiz foi vereador e prefeito em Batatais. Em 1904 elegeu-se deputado estadual, foi Secretário de Justiça, prefeito de São Paulo de 1914/1920; presidente de São Paulo (1920/1924); eleito senador em 1925; em 1926 eleito presidente da república derrotando o gaúcho Assis Brasil. Em 1930 apoiou seu vice Júlio Prestes vitorioso contra Getúlio Vargas. Veio a ‘Revolução de 30’, foi deposto, preso, exilado na Europa. Retornando em 1947 veio a falecer em 1957. Estive em Batatais e visitei a Câmara Municipal onde o gabinete do ex-vereador ilustre permanece conservado.

3-ASSEMBLEIA: Deputado Lídio Lopes (Patriota): ativo na presidência da Comissão de Justiça e Redação; em contato com prefeitos do Cone Sul devido a pandemia do Coronavirus. Deputado Gerson Claro (PP): Líder do Governo é o condutor de questões na Casa e dialoga com líderes dos partidos. Deputado Neno Razuk (PTB): Aprovado seu projeto que denomina ‘Felipe A. Prechitko’ o trecho da MS 420 entre Douradina e a BR 163. Deputado Evander Vendramini (PP): Aprovado seus projetos instituindo a Medalha do Homem Pantaneiro e consagrando o carnaval de Corumbá como patrimônio cultural do MS; pede apoio a bancada federal ao projeto que suspende juros de cheque especial no período da pandemia do coronavirus.

‘HOMEM ELÉTRICO’: Das 2.330 patentes que Thomas Edson registrou, 424 são ligadas a eletricidade e ao progresso: a lâmpada incandescente, o fonógrafo, rodas de borracha, embalagem à vácuo, microfone de carbono, cinescópio, bateria de carro elétrico, caneta elétrica de estêncil e estrada de ferro eletrificada. Em 1888 fundou a ‘Edson General Eletric’ que dominou o segmento nos ‘EUA’, que convenhamos, não é potência por acaso. Detalhe: Henry Ford foi um dos seus funcionários. Um ditado de sua autoria mostra bem a personalidade dele: “A inquietação e o descontentamento são as primeiras necessidades do progresso”.

ARIEL PALÁCIOS: “ (...) Assim é Cristina Kirchner, capaz de ter um acesso de fúria por uma marca errada de água mineral colocada em cima de sua mesa ou por uma crítica, inclusive com uma caricatura que destaque seus lábios – supostamente – recheados de botox. Os humoristas deliciam-se em ilustrá-la como uma shopaholic... Cristina, cuja fortuna aumentou 930% entre 2003 e 2010, define sua política como “nacional e popular...” (do seu livro ‘Os Argentinos’- edição 2013).

REFLEXÃO: “Quem vai segurar a mão na hora da despedida derradeira? Quem dará o último beijo? Quem vai pronunciar as últimas palavras de conforto? Quem irá cerrar as pálpebras? Em tempos de pandemia ficou difícil responder essas perguntas. Muitas pessoas no leito da morte estão isoladas. Sem famílias e sem amigos, sem carinho e sem ternura. Elas deixam a vida sem poderem se despedir...( - ) É difícil imaginar algo mais desumano. Priva os pacientes, especialmente aqueles à beira da morte, de seus últimos instantes de alegria, de seus últimos desejos, de seus últimos anseios.” (Astrid Prange)

No facebook: “Em época de pandemia escute os médicos, mas em época de eleições escute os professores de história”

Comentário

E AGORA? O assunto começa a ganhar corpo diante das previsões sobre a pandemia: as eleições serão adiadas? Mas o adiamento depende de uma emenda a Constituição. Mas não fica só nisso; alterações no calendário eleitoral precisam obedecer ao princípio da anualidade. Isto é, eventuais mudanças só entram em vigor se aprovadas até um ano antes das eleições. Claro, existe a regra legal, mas o pessoal da toga não pode fechar os olhos aos novos cenários do país, aos estragos/mudanças que o coronavirus provocará. Mais importante que o poder é a vida. O alerta: A perfeita Suiça não é aqui. De leve...

‘O PERSONAGEM’: Numa pesquisa, poucos que transitam pela Avenida Fernando Correia da Costa saberiam da trajetória do cidadão que empresta-lhe o nome. Filho do ex-governador Pedro Celestino C. da Costa, Fernando C. da Costa nasceu em 1903 em Cuiabá e aos 23 formou-se médico. Veio clinicar em Campo Grande e se elegeu prefeito em 1947 aos 44 anos de idade. Em 1950 chega ao Governo vencendo Filinto Muller por 5.500 votos; em 1959 se elege senador; em 1961 volta a se eleger governador. Em 1967 ganha novo mandato de senador até 1975. No governo (1947-51) foi sucedido por João Ponce de Arruda e na última vez por Pedro Pedrossian. Morreu em Campo Grande, aos 87 anos, no dia 10/12/1987. Político honrado; sem nódoas - merece ser reverenciado!

HOMENAGEAR os homens públicos de bem deveria ser prática bem maior do que as notícias ruins envolvendo políticos ultimamente. A honestidade, uma obrigação, é vista hoje como exceção virtuosa. É mais ou menos como a imprensa noticia com surpresa até – quando o taxista devolve a carteira com dinheiro ao dono - o ex-passageiro. O conceito ruim da atual classe política se deve também às prisões de muitos deles, que embora soltos pelas ‘benesses’ da justiça, não se livram do estigma. Incomparável por exemplo - a conduta do dr. Fernando Correia da Costa com as de certos políticos do Estado, fregueses da Polícia. Aliás, espera-se que tenhamos ficado livres deles. Aleluia!

‘BEM NA VEIA’: “Políticos te mandam ficar em casa e abrir mão de sua renda, mas não abrem mão do dinheiro público que paga o salário deles, nem abriram mão dos recursos do fundo eleitoral partidário. Toda uma população está sendo sacrificada para garantir o conforto deles em meio ao caos” (jornalista Caio Coppolla – TV- CNN)

‘MANDETTA’ O que houve o leitor já sabe. Falarei do futuro dele citando Machado de Assis: “O tempo caleja a sensibilidade e oblitera (extingue) a memória das coisas”. (Memória Póstumas de Brás Cubas). Com 2022 longe, as opções são: Goiás, São Paulo e Campo Grande. Em Goiás perderia a visibilidade nacional, em ‘Sampa’ correria o risco de trombar com o ego do governador João Dória (DEM). Na ‘terrinha’ teria a missão de preservar o espaço para tentar o Senado ou o Governo. Lidar com o tempo e ‘ficar em casa’ como recomendava, seria um desafio para quem já foi designado pelo colunista como ‘a estrela que sobe’. Coisas da política. Nada que surpreenda a experiência.

DA ASSEMBLEIA-1: Deputado Antônio Vaz (Republicanos): Requer assistência às vítimas da violência domestica; a reabertura das igrejas na capital; a flexibilização da locação dos templos e que 1º de abril seja o ‘Dia do Clamor’. Deputado Contar(PSL): Pede intensificação no combate à dengue; suspensão da cobrança de ICMS às empresas afetadas pela crise e abertura de crédito para recuperação financeira delas. Deputado Lídio Lopes (Patriotas): Requereu, o congelamento dos valores das taxas do Detran-MS com atualização anual, dia 1º de maio e não mensalmente como é hoje. Deputado Marçal Filho (PSDB) quer os comerciários e comerciantes no rol dos prioritários na vacinação contra a gripe e participou de todas as sessões ‘on line’.

DA ASSEMBLÉIA-2: Deputado Evander Vendramini (PP): Requer à Febraban mais ações dos bancos com álcool gel e máscaras aos usuários; redução das mensalidades das escolas particulares; atendimento dos planos de saúde no combate ao coronavirus. Deputado José C. Barbosa (DEM); Requer a ação mais intensa do Procon quanto a fiscalização nos preços dos artigos da cesta básica; aprovou a prorrogação da validade do exame médico dos concursos da PM e Bombeiros. Deputado José Teixeira (DEM): Requer a construção da subestação pela Energisa em Inocência. Deputado Neno Razuk (PTB) presente nas sessões, aderiu a doação ao Fundo E. Saúde contra o conoravirus.

DA ASSEMBLEIA-3: Deputado João Henrique Catan (PL): Muito ativo nas sessões virtuais; lamenta a saída do Ministro Mandetta (Saúde), diz que o vírus ganha aliados no Brasil. Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): presente as sessões ‘on line’ e no dia 13 fez uma LIVE arrecadando alimentos via facebook e youtube para os atingidos socialmente pelo coronavirus. Deputado Gerson Claro (PP): Líder do Governo ajudou a viabilizar o Fundo Estadual de Saúde. Presente as sessões ‘on line’, aposta no êxito das ações do Governo para minimizar os estragos pelo Coronavirus.

‘O METEORO’: Tudo mudou ou mudará! De Porto Murtinho a Nova Iorque. Aquilo que vimos nos filmes de ficção aconteceu. Mas não foi aquele bloco gigante de pedra (desviado pelo Superman) vindo do espaço que iria explodir a terra em pedaços. Foi sim o ‘meteoro’ invisível que exige o microscópio para detectá-lo e não um telescópio. A chegada do coronavírus anuncia uma crise abrangente, complexa para a humanidade e com consequências também na política no Brasil e no mundo. Para uma macro visão do leitor estamos publicando abaixo opiniões diversas sobre a pandemia e seus reflexos:

‘VARGAS LIOSA’: “Acredito que é impossível não ter medo da morte se você não estiver muito desesperado ou tiver uma vida demasiada trágica para desejar que ela acabe. Essa é a exceção à regra. O normal é ter medo da extinção. Em uma situação como a que vivemos agora, vendo amigos ou conhecidos que desaparecem arrastados por essa doença, é impossível que o medo da morte não se espalhe. É a reação saudável, natural. Além disso, graças à morte a vida é maravilhosa, tem essas compensações fantásticas, como a leitura, por exemplo. Espero que aumente graças à pandemia!” (Mario V. LIosa, escritor peruano ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 2010).

‘LER E PENSAR’: “O mundo está em suspensão. O momento é de recolhimento, de silêncio. A experiência do isolamento social, para enfrentar o horror do coronavírus pode trazer lições valiosas à humanidade. Se essa tragédia serve para alguma coisa é mostrar quem nós somos. É para nós refletirmos e prestar atenção ao sentido do que venha mesmo ser humano. E não sei se vamos sair dessa experiência da mesma maneira que entramos. Tomara que não”. (Ailton Krenak, ativista sócio ambiental e de defesa dos direitos indígenas e doutor honoris causa pela Universidade de Juiz de Fora)

‘BILL GATTES’: “Quando eu era criança, o desastre que mais temíamos era uma guerra nuclear. Hoje, o maior risco de catástrofe global não se parece uma bomba, mas sim com um vírus. Investimos muito em armas nucleares, mas bem pouco em um sistema de barrar uma epidemia. Não estamos preparados. É bastante provável que o mundo viva uma epidemia assim nos próximos 10 ou 15 anos. Para lutar contra as pandemias globais, também se deve lutar contra a pobreza. É por isso que corremos o risco de ignorar a relação entre segurança de saúde e segurança internacional”. (trecho de palestra proferida por Bill Gattes em 2017)

‘ FUTURO?’: “ Haverá mudança drástica de cultura, e a escassez da pandemia mostrará que para construirmos um mundo melhor, futuro desejado por todos, há um preço a pagar. Reagir é pouco, precisamos antever os sinais emergentes para agir no presente... O imediatismo deve mudar... Com a transformação e o avanço da tecnologia podemos tudo, mas é hora de ver o que realmente será bom para todos de nossa espécie. O crash econômico fará a humanidade repensar sua forma de viver e trabalhar, especialmente de fazer negócios”. (Jaqueline Weigel)

REALIDADE: “Nosso sistema está na reta final, pois tornou-se mais destrutivo do que criativo. Devemos construir uma alternativa. A maioria das pessoas vive confusa. Inúmeros políticos anunciam um fim gradual da crise, apesar de que os indicadores mostram o contrário. Os partidos políticos considerados progressistas converteram-se em gestores do sistema. As instâncias morais limitam-se a denunciar os abusos, sem indicar as causas ou condenar a lógica que os produzem...” (Birgit Daiber - François Houtart)

‘DAY AFTER’: Falando o português bem claro - vamos ter que alterar todos os planos pessoais e empresariais; cortar na carne e rever conceitos de estilo de vida. Implica em economizar, diminuir o dinheiro em circulação e a arrecadação de impostos. Exemplo; aqui no MS. a venda de combustíveis caiu 60% e a venda do varejo em 50%. Algumas atividades e profissões terão que ser repensadas. As demissões já chegaram por aqui. Mas os indicativos são apocalípticos aqui, no país e no mundo. Estamos todos no mesmo barco. A situação é infinitamente pior que as crises nos ‘Governos Sarney e Dilma’. Boa hora para conferir se Deus realmente é brasileiro.

Quem é mais rápido: o coronavírus ou as más notícias? (na internet)

Comentário

NAS URNAS: Quem ganhará? Quem perderá com essa pandemia principalmente nas cidades maiores do MS? O tema não pode ser a base principal do discurso do candidato que precisa exibir biografia exemplar, luz própria e projeto de gestão que vá além de frases de efeito dos marqueteiros. Se eleição não é Olimpíada (vale só competir!) e nem piquenique, o candidato há que estar preparado. Aliás, as postagens nas redes sociais antecipam: tem candidato na capital, por exemplo, que sairá menor do que na entrada.

BIOGRAFIA: Não vale sem conteúdo relevante, só de referências evasivas que não convençam. O eleitor há de fazer a comparação entre os atributos do candidato com os desafios que o esperam à frente desta ou daquela prefeitura. É bem assim: quanto menor a comunidade, maior é o nível de conhecimento biográfico do candidato. Qualidades e defeitos afloram, debatidos até em salões de beleza. Já em cidades maiores o candidato passa por sabatinas, inclusive nas entidades de vários segmentos da comunidade.

PROJETO: Está ligado ao compromisso, comprometimento, caminhando próximo a lógica e ainda respaldado às vezes na ciência. Projeto não acena com milagres ou dádivas que agradam o eleitorado carente ou ‘interesseiro’. Já no projeto, o resultado de dois mais dois sempre será quatro. A promessa por sua vez, é muito mais genérica, superficial, mística e acima de tudo generosa no aceno de benefícios. Nela, praticamente não há limites. Tudo é possível e para todos. Basta crer ou sonhar.

1-DA ASSEMBLEIA: Deputado Antônio Vaz (Republicanos), Presidente da Comissão Estadual da Saúde: atento as ações anti-coronavirus, destinou R$900 mil a unidades básicas de saúde e hospitais de 18 cidades. Deputado Marçal Filho (PSDB): Voltou a cobrar do avanço da dengue e enalteceu a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal que autorizou o uso do Fundo Partidário no combate ao coronavirus. Deputado José C. Barbosa (DEM): Votou pela destinação de emendas junto ao Fundo Estadual da Saúde; enalteceu o resgate dos direitos do Oficial Músico da Polícia Militar e cobrou ‘Plano B’ em Dourados no combate ao coronavírus.

2-DA ASSEMBLEIA: Deputado Neno Razuk (PTB) Pediu a sanitarização dos locais fechados de acesso coletivo ou privados, climatizados ou não, contra o coronavirus. Votou a favor do projeto destinando emendas parlamentares para o Fundo Estadual de Saúde. Deputado Lídio Lopes (Patriotas) presidiu a primeira reunião ‘on-line’ da Comissão de Justiça, distribuindo 21 projetos e enviando 11 deles ao plenário. Votou pela destinação de emendas parlamentares para reforçar o Fundo Estadual de Saúde. Deputado Contar (PSL) Pediu transparência nas ações oficiais contra o coronavirus; denunciou a questão da higienização dos postos de saúde; relator da CPI da Energisa justifica a pausa dos trabalhos para evitar riscos de transmissão do coronavirus.

3-DA ASSEMBLEIA: Deputado Gerson Claro (PP): Desenvolto nas ações do Governo. Nesta semana fez a interlocução para aprovação do projeto que reforça o Fundo Estadual de Saúde com ajuda das emendas parlamentares. Deputado Evander Vendramini (PP): Pediu 20 respiradores mecânicos para Corumbá: Destinou R$845 mil contra o coronavirus; Requereu benefícios ao pessoal da saúde; relatou projeto reorganizando o quadro dos músicos da PM; pediu a ANEEL a suspensão da bandeira tarifária. Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Atento as ações do Governo para amenizar os efeitos fiscais junto ao contribuinte devido ao coronavirus; votou pela inclusão do dinheiro das emendas parlamentares ao Fundo Estadual de Saúde.

SAGA: Palavra certa para definir a vida de Manoel da Costa Lima, cujo nome batiza uma avenida na capital por onde a maioria que nela transita - ou não - desconhece seus feitos fantásticos próximos aos contos de ficção que motivaram essa homenagem. Usei inclusive os dados do texto de Lígia Carriço de Oliveira Lima, sua filha formada em História/Geografia no Rio de Janeiro em 1945 e que lecionou na antiga Fucmat; falecida em 2008 antes do lançamento da obra biográfica em 2011 no Museu de Arte Contemporânea. Coube a sua filha Eliane C. de Oliveira Lima lapidar o trabalho que sua mãe deixara.

INQUIETUDE: a marca registrada de Manoel da Costa Lima em seus 88 anos de vida. Nascido em ‘Baus’ (1866) pertencente na época a Paranaíba. Sua mãe (poetisa) da Família Leal e seu pai paulista construtor de estradas, descendente do governador de Mato Grosso José da Costa Lima. Ainda moço veio para a região do Córrego Botas; dedicou-se a formação de fazendas e após contrair núpcias passou a residir na região do Anhanduizinho e Lontra. Na época a ligação comercial era só com Minas Gerais, para onde os fazendeiros levavam gado para vender. Reclamavam: a demora de 4 a 6 meses na viagem emagrecia o gado e diminuía os lucros. O desejo era vender em São Paulo.

ANO DE 1900: Incentivado por amigos ele vai à Cuiabá pedir dinheiro para construir uma estrada rumo ao Estado de São Paulo. Mas do governador Antônio Pedro Alves de Barros ganha apenas autorização para construir a estrada às suas expensas. Decidido, ele vende a própria fazenda, junta os recursos, contrata o pessoal e inicia a obra na base da machado e foice numa extensão de 325 km até o rio Paraná (que ainda não conhecia). Em 1904 já tinha pronto o memorial descritivo apresentado ao Governo. Mas a largura (2.500 metros) do rio o surpreende e percebe que seu projeto de transporte e navegação ganhara outra dimensão, muito maior que o concebido inicialmente.

NOVO DESAFIO: Manoel vai à Concepcion, Paraguai, vende 200 reses e compra um barco a vapor que batizou de ‘Carmelita’ e mais 7 carretões. Pelo rio Paraguai entra no rio Miranda e alcança o rio Aquiadauana. Antes da cidade retira o vapor, desmonta-o colocando-o em partes nos carroções puxados por 200 bois em sistema de rodízio rumo a Campo Grande subindo pela Serra de Maracaju. A viagem durou 60 dias. Após 3 dias de descanso em Campo Grande a viagem continuou por 15 dias até o pontal do Lontra com o Anhanduizinho. Lá constrói uma oficina, o barco é montado e navega até chegar às águas do Anhanduí e depois o Pardo e o Paraná (Porto XV). A primeira travessia do rio Paraná ligando Mato Grosso ocorreu em 8 de outubro de 1906. Uma data histórica.

O VISIONÁRIO: Ele não para aí. Construiu balsas currais, embarcadouros e trouxe duas ‘chatas’ incrementando o comercio dos dois lados do rio Paraná. Convidou os paulistas para ocuparem as terras da região onde surgiram cidades cuja fundação ele incentivou ou participou. Um dos exemplos é Santa Rita do Pardo onde ele chegou a instalar uma central telefônica em 1916 para atender 36 fazendas. Sua ousadia foi o marco de uma nova era nas relações comerciais e sociais do Mato Grosso, cujo Governo acabou por indeniza-lo pela estrada através da titularização das terras que ele ocupava.

LEGADO: Para o ex-governador Fernando Correia da Costa a trajetória de Manoel da Costa Lima é digna dos feitos daqueles heróis da mitologia grega. Para o poeta Manoel de Barros os feitos dele são comparáveis a de outros personagens como o Marechal Rondon. Em 1970 as atuais BR 267 e 163 – nos trechos Porto XV-Rio Brilhante-Campo Grande foram batizadas com seu nome pelo reconhecimento de sua obra. Nosso herói não é do rol dos artificiais. É fruto de personalidade rara. Basta viajar no nosso imaginário para aferir a garra sem esmorecer diante de tantos obstáculos. Um herói sem retoques, cuja vida merece ser contada e reverenciada. Espero ter – resumidamente – proporcionado boas informações desse personagem histórico. Amei sua trajetória.

COMPORTAMENTO: O fator informação influencia na postura/opinião das pessoas. Mas ainda há resistências. É a leitura da amostra na capital (03/07/Abril) da ‘Ranking Pesquisas’ com 1.200 entrevistados sobre aspectos diversos do coronavirus. O leitor pode assim aferir em qual grupo comportamental se enquadra e deduzir até onde vai sua participação neste episódio inédito que não diferencia famosos e anônimos. Vamos lá...

PRIMEIRO: 75,25% tem muito medo de pegar e só 3% não tem. 74,16% lava as mãos/nariz/rosto – mas só 16,08 tira a roupa ao chegar em casa. 66,25% evita sair, 35% evita abraço/aperto de mão/beijar. 64,41 usa gel; só 29% usa máscara e apenas 28% areja a casa com janelas abertas. Interessante: só 23% toma vários banhos ao dia e quem higieniza objetos pessoais soma 13%. Outro problema: 26% foca a boa alimentação e os exercícios físicos. Cruel: 22,41 deixou de trabalhar e aqueles que deixaram de ir a festa totalizam 31,41%. Chega a 41,08% quem vê o isolamento como essencial e inevitável.

SEGUNDO: Para 65,50% o impacto na economia será grande; para 67,33% o maior medo é o desemprego e para só 31% é o coronavírus. Quanto às escolas, 68% apoia o fechamento e 29% é contra. Toque de recolher: 66% é a favor. A postura do prefeito Marcos Trad (PSD) é correta para 30,25%; transparente 25,33% e acertou na maioria das ações para 27,50%. Na avaliação geral o prefeito tem 52,50% de bom/ótimo; 25,41 % regular e 16 % de ruim/péssimo. Presidente Bolsonaro: bom 30,25%; 28% regular; ruim/péssimo 35%.

FRASES: Algumas da internet

“Ao final teremos muito mais falidos que gente morta”

“Foi mais fácil cancelar as aulas do que o carnaval. Isso mostra o que é importante no país”

“Enquanto os mortos não forem os seus mortos – você não entenderá a gravidade da situação atual”

“Se o povo está nervoso pela falta do álcool gel, imagine quando faltar cerveja”

“Se os cabelereiros não reabrirem 90% das loiras desaparecerão”

“Não vejo a hora de ir para o regime semiaberto”

“Quando isso acabar vou ter que mandar minhas mãos para os alcoólicos anônimos”

“Se ainda não sabe ressuscitar, fique em casa!”

ALBERT EINSTEIN: “É na crise que nascem os inventos, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ser superado. Sem crises não há méritos. É na crise que aflora o melhor de cada um, porque todo vento é uma carícia. Falar da crise é promovê-la e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

Comentário

‘BUTANTAN’ Aquela pesquisa onde o ministro Mandetta foi bem avaliado inclusive eleitoralmente pode ter sido a gota que faltava, embora ele não tivesse avançado o sinal e nem sido picado pela mosca azul. Além das discordâncias com o presidente Bolsonaro pesa suas ligações com o governador Caiado (Goiás) e outros políticos do DEM. Uma situação previsível, mas num momento inoportuno e delicado. Muito veneno no Governo. As perguntas: Mandetta aguentará até quando? Qual a próxima atitude de Bolsonaro? Se o ministro sair, seu substituto seguirá sua linha comportamental?

APOSTAS Claro que a saúde desagua na economia e por extensão chega a política. Essa é a visão clara que se tem inclusive no cenário de Campo Grande. Lideranças de partidos oposicionistas ao prefeito Marcos Trad (PSD) querem aproveitar o episódio do coronavirus para desgastá-lo. As entrevistas e manifestações com carreatas inclusive em protesto contra as medidas proibitivas da prefeitura podem ou não atingir o prefeito, que tem se portado racionalmente. É cedo para avaliação do resultado destes embates nas urnas, mesmo porque calendário eleitoral corre riscos caso a epidemia se agrave.

‘MILAGRES do coronavirus: Apagou o fogo da Amazônia, acabou com a seca do Nordeste, com a dengue, zica e chikunguia – não se fala mais da herança do Gugú, a Marielle finalmente descansa em paz – acabaram os assaltos, sequestros e as manchas de óleo nas praias – zeraram as balas perdidas, acabou a corrupção, pararam de falar do Flamengo, não tem mais aborto, acabaram as novelas e todo mundo passou a rezar.

COMPARE as opiniões e conclua comigo: o placar de 7 a 1 na Copa foi pouco: Para o brasileiro Guilherme Arana (Atlético Mineiro), “a redução salarial não se justifica; temos que ficar em casa para seguir as determinações passadas, mas os jogadores não tem nada a ver com isso’. Já para o alemão Manuel Neuer, “somos privilegiados, temos que aceitar a redução salarial – o Bayern tem mil empregados e muitos outros ligados indiretamente em tarefas importantes – queremos ajuda-los com esse gesto”.

EM FRENTE: Inegável, existem problemas, mas muitos desafios vão sendo vencidos. Assistindo o vídeo das primeiras barcaças carregadas de soja deixando a plataforma do Porto de ‘Murtinho’ rumo a Argentina fiquei convencido que o Governo acertou nesta aposta para exportar nossos produtos. Vejam bem: só neste primeiro trimestre mais de 10% da soja exportada pelo Estado saiu pelo Porto de Murtinho. Isso é só o começo! Pagamento aos funcionários e fornecedores em dia; obras em todas as áreas e vigilante no combate ao coronavirus dão ao Governo a imagem de estar efetivamente presente.

ASSEMBLEIA-1: Deputado Antonio Vaz (Republicanos) Presidente da Comissão que cuida dos assuntos da saúde atento a pandemia do coronavirus. Pediu a desinfecção das ruas da capital e a vacinação anti ‘influenza’. Deputado Lídio Lopes (Patriotas) entregou ambulância à Glória de Dourados e R$100 mil também de emenda ao combate ao coronavirus. Eleito Secretário de Turismo da Unale. Deputado Marçal Filho (PSDB) Requereu ao Governo ampliação do ‘Vale Renda’ e a suspensão da cobrança da próxima prestação do IPVA. Atento as atribuições parlamentares o deputado Lucas de Lima (Solidariedade) não perde o foco dos assuntos ligados a comissão que preside. Deputado Gerson Claro (PP) líder do Governo e membro da CCJR destinando mais de R$ 1 milhão para aparelhamento de hospitais de cidades do interior.

ASSEMBLEIA-2: Deputado Zé Teixeira (PSDB): requer a redução dos valores dos serviços cartorários. Deputado José C. Barbosa (DEM): comemora os investimentos da Sanesul em Dourados (rede coletora) no J. Guaicurus, Jequitibás, Cohab 2, Res. Sól Nascente, Pelicano. Deputado Contar (PSL): cobra melhor estrutura aos funcionários e órgãos da saúde e mais transparência nos contratos emergenciais do coronavirus. Deputado Neno Razuk (PTB): beneficiando 17 cidades na área da saúde com emenda de R$1.210 mil. Deputado Evander Vendramini (PP): requer a liberação dos alunos militares para fazerem os cursos em suas cidades. Comemora o adiamento do pagamento das parcelas de maio e junho do FCO - requerido pelo parlamentar.

FLASH BACK: O último presidente eleito da Assembleia Legislativa do Mato Grosso (uno) foi Paulo Capiberibe Saldanha, eleito pela Arena em 1974 e com base eleitoral em Ponta Porã. Para exercer o resto do mandato presidencial assumiu o 1º vice presidente Cleomenes Nunes da Cunha. Saldanha ocupou o cargo de 15/03/1977 a 15/11/78 e se elegeu como deputado constituinte em 1978 em nosso Estado, mas em março de 1980 tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas e veio a aposentar em 20 de janeiro de 2012. Na sua vaga na Assembleia assumiu Manfredo Alves Correa.

PRESIDENTES (eleitos) Assembleia Legislativa do Mato Grosso (uno) de 1947 a 1978 em ordem cronológica decrescente: Paulo Saldanha, Nelson Ramos (duas vezes), Waldomiro Alves Gonçalves, José Cerveira, Renê Barbour, Emanuel Pinheiro (duas vezes), Augusto Mario Viana, Walderson Moraes Coelho, Edyl Pereira Ferraz, Manoel Oliveira Lima (duas vezes), Licínio Monteiro Silva, Wilson Dias de Pinho (duas vezes), Vicente Bezerra Neto, Rachid Mamede (duas vezes), Antônio C. Spinelli, Júlio Castro Pinto, Benedito Vaz de Figueiredo, Rosário Congro Neto, Clovis R. Cintra, Jary Gomes, Waldir dos Santos Pereira (duas vezes) e Virgílio Alves Corrêa Neto.

BARÃO DE LADÁRIO: Carioca, José da Costa Azevedo nasceu em 1825 e morreu em 1904. Oficial da marinha, estudou nos ‘USA’, lutou na Guerra do Paraguai, serviu na Comissão de Limites do Brasil com Uruguai e Peru percorrendo rios da Amazônia e participou do reconhecimento de limites com a Guiana Francesa. Na política foi deputado na Assembleia Geral pelo Amazonas, chegou ao Senado e foi Ministro da Marinha do Império. Segundo a história ele teria sido a única vítima da Proclamação da República ao ser baleado ( e sobrevivido) por um atirador desconhecido que resistira a uma ordem de prisão. Pela sua trajetória ele é homenageado com seu nome batizando ruas e logradouros públicos em todo o país, inclusive em Campo Grande.

1-HISTÓRIA: Pelos mapas de antigamente temos a noção da extensão territorial de Mato Grosso; de Ponta Porã até a divisa com o Perú, Pará e Amazonas Em 1943 por estratégica de segurança e ocupação, o presidente Getúlio Vargas criou os territórios federais de Guaporé (mais tarde Rondônia) e de Ponta Porã desmembrados de Mato Grosso. No mesmo ato também foram criados os territórios de Iguaçu, Amapá e Rio Branco. Em 1956 o presidente Juscelino Kubitschek alterou a denominação do Território do Guaporé para Território de Rondônia. Em 1981 o presidente Médici promoveu o território de Rondônia para o Estado de Rondônia com 13 municípios (hoje tem 52) e nomeou o 1º governador – coronel Jorge Teixeira de Oliveira.

2-HISTÓRIA: O território de Ponta Porã teve como primeiro governador o coronel Ramiro Noronha. Mas a duração do território foi curta. Com a saída de Getúlio Vargas em 1945 e a posse de Eurico G. Dutra veio a Constituinte extinguindo em 1946 os territórios de Iguaçu (Paraná e Sta Catarina) e Ponta Porã. Os constituintes de Mato Grosso se uniram aos parlamentares catarinenses e paranaenses que reivindicavam a reanexação das terras do território de Iguaçu. Destacou-se a atuação de Aral Moreira (UDN), deputado que faleceu em 06/11/1952 aos 54 anos de idade no exercício do cargo, tendo assumido o suplente Lucílio de Medeiros (UDN), de Corumbá.

3-HISTÓRIA: Quando da emancipação do Distrito de Rio Verde do Sul em 1976, esse novo município foi batizado de Aral Moreira em homenagem a esse político, advogado e jornalista, nascido em Aquidauana e prefeito de Ponta Porã em 1928. Quanto ao deputado Lucílio de Medeiros, nasceu em 1909 em Corumbá, tendo cursado o Colégio Anglo Latino em São Paulo e a Faculdade de Farmácia no Rio de Janeiro. Embora no cargo, tentou sem sucesso a reeleição ficando novamente como 1º suplente. Além desta experiência parlamentar - fora inspetor federal de ensino e prefeito de Corumbá onde um ginásio de esportes é batizado com seu nome.

O MERGULHO no passado da nossa terra é oportuno e necessário. Primeiro - porque o cenário político está anestesiado com a pandemia do coronavirus. Segundo – porque é preciso passar aos leitores mais novos informações históricas de um período distante e pouco divulgado por uma série de fatores. Parte da população veio de outros Estados e por razões diversas não conhece a nossa história. Aliás, espero que as crianças estejam recebendo nas escolas essas lições de conhecimento, sob pena de termos uma geração alienada; craques na informática e pernas de paus em cultura regional. Sobre o assunto, o deputado Fabio Trad (PSD) observa que os cuiabanos são bem mais ligados que nós.

A esquerda tá com medo de morrer ou de trabalhar? (na internet)

A gente tem que se unir, procurar entender o outro, deixar suas diferenças de lado (Senador Nelson Trad Filho-PSD)

Ser demitido por ter sido fiel à medicina será razão de orgulho (deputado Fábio Trad-PSD)

Comentário

DIVIDIDOS: Quem está com a razão? Aqueles que se apoiam na visão científica amparada na Organização Mundial da Saúde, ou quem defende a tese de que o novo Coronavirus é jogada estratégica com objetivo financeiro da China? Na internet há farto material sobre as duas teorias. E para completar o quadro há o embate deste problema de saúde com os fatores políticos e econômicos. Temos uma eleição pela frente, a guerra no Congresso Nacional e uma notória preocupação empresarial. Quem está verdadeiramente com a razão?

ENFIM... cada um deve fazer sua parte, dentro de seus limites em nome da vida. A rotina doméstica era algo impensável nestes tempos modernos. Tirar o pé do acelerador pode ser uma grande chance de reflexão sobre nossa vida, resgate de velhos prazeres e valores de cada um. Vai depender, é claro, da formação social, familiar e cultural. A questão está posta. Pessoalmente, sem poder fazer meu comentário na TV Record MS, estou aproveitando deste ócio, tornando-o criativo através da internet. Vida que segue.

LEO FRAIMAN Para esse psicoterapeuta paulistano, essa quarentena vem em boa hora para os pais conhecerem que tipo DE filhos mandam às escolas para desespero dos professores. Os 15 dias ou mais será também a chance para pensar que tipo de vida estão levando, insatisfeitos no trabalho e no casamento. Afinal, hoje existem mais pessoas com medo de morrer do que com vontade de viver. Essa sociedade onde o importante é vencer, levar vantagem, caducou sem espiritualidade representada pela alegria, bom humor, leveza, flexibilidade e perdão. Nunca tivemos tantos gordos, endividados e viciados em soníferos. Época da sofrência. Concorda meu brother?

ASSUMINDO Nem todos os prefeitos do país estão vendo o problema sob o ponto de vista de saúde e avocando essa obrigação de decidir. Muitos deles, de olho nas eleições, querem evitar desgastes e tentam repassar às Câmaras Municipais, Clubes Lojistas e Associações Comerciais o poder (abacaxi) da decisão que certamente não agradará a todos os interessados. Aqui em Campo Grande o alcaide Marcos Trad (PSD) mescla medidas necessárias mas sem avançar o sinal; deve sair fortalecido do episódio. Seus eventuais concorrentes não tem sido protagonistas no atual cenário.

POSITIVA também a postura do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) com ações diversas; na economia prorrogou para 15 de junho o pagamento de prestação do ICMS (Refis) e Fundersul; suspendeu corte de energia e água por 3 meses e anunciou o pagamento de salários (R$ 482,1 milhões) a partir do dia 31; pediu concessões do Governo Federal nas dívidas de MS. Na saúde decretou estado de emergência, contratou 207 leitos hospitalares, disponibilizou 48 leitos exclusivos no Hospital Regional, fechou fronteiras, proibiu visitas aos presídios, suspendeu aulas e distribui kits para as unidades de saúde do interior. Faz a lição recomendada.

ALGUNS dados da amostra da Ranking Pesquisas em 20 cidades do MS realizada entre 20 e 24 de março exclusivamente sobre o novo CoronavÍrus. O trabalho possibilita a avaliação da postura de nossa gente, o que pensa e suas reações neste episódio inédito. O ministro Luiz H. Mandetta, por exemplo, é tido como correto para 42,24%; dominador do assunto para 33,88% e faz certo para 23,21%. Dado interessante: 80,12% estão com medo – 12,06% sem medo e 7,82% não sabem e não responderam. As medidas impostas são corretas para 76,41%; 18,06% reprovam e 5,53% não sabem/não responderam.

OUTRAS RESPOSTAS: 73,24% lavam as mãos – 22,12% acham que é coisa da China – 21,82% mentira, invenção pra lucrar - 5% doença de gente rica - 17,47% atrapalha a economia - 91,06% necessidade da quarentena - 40% acredita que não seja tão grave - 25,36% medidas muito duras - 17,64% admite ler fake news - 39,06% repassar o conteúdo. Vale destacar as opiniões sobre a pandemia: Muitos acham que é castigo de Deus; outros reclamam da falta de dinheiro, trabalho e comida. Há quem reclame da rotina caseira, sem poder viajar inclusive. Os dados disponíveis em Ranking Comunicação e Pesquisa – https://facebook.com/rankingpesquisa

1-DA ASSEMBLEIA: Deputado Antônio Vaz (Republicanos) presidente da Comissão de Saúde da AL vigilante em todas ações do Governo contra o Coronavirus. Deputado Lucas de Lima (Solidariedade) quer a liberação da cobrança de pedágio pela CCR-MS Vias na BR 262 e BR163 durante a pandemia do coronavirus e a suspensão das cobrança do IPVA por 60 dias. Deputado Neno Razuk (PTB) destinou R$1.250 mil de emendas à área da saúde de 17 cidades; pediu suspensão das atividades de servidores dos grupos de risco; debateu com o governador ações de enfrentamento da pandemia.
2-DA ASSEMBLEIA: Deputado Marçal Filho (PSDB) pede ao Governo a ampliação dos benefícios do programa Vale Renda; requer o uso do dinheiro do Fundo Eleitoral no combate ao Coronavirus; pede a suspensão da cobrança do estacionamento em Dourados através de parquímetros. Deputado José C. Barbosa (DEM) sugere o uso do antigo prédio do ‘Extra’ em Dourados como hospital de campanha e cobra kits para teste de vírus; celebra a decisão da ANEEL em suspender a cobrança da taxa energética por 90 dias. Deputado Capitão Contar (PSL); requer o uso da verba dos gabinete dos deputados para compra de máscaras e álcool em gel; votou pela decretação do Estado de Calamidade Pública.
3-DA ASSEMBLEIA: Deputado Lídio Lopes (Patriotas), presidente da CCJR - é membro da Comissão Fiscal e Orçamentária tem comparecido pessoalmente as sessões legislativas, atento as ações anti Coronavirus. Deputado Evander Vendramini (PP); requer ao Governo medidas que reduzam o impacto financeiro pelo isolamento social inclusive a suspensão da cobrança do IPVA; comemora liberação de emendas suas para aplicação na área da Saúde em Corumbá e Ladário; pede ao Ministério da Economia estudo para efetivar o refinanciamento das dívidas junto ao FCO e o uso do FGC.

FAMÍLIA & PODER O ex-governador de Mato Grosso Júlio Campos teve como pai Domingos de Campos, ex-vereador e prefeito de Várzea Grande entre 1947/1963. Jaime Campos, seu irmão, foi governador e é senador pela segunda vez. Sua mulher Lucimar é prefeita de Várzea Grande. Seu tio Silvio Curvo, senador nos anos 50. O seu primo Roberto Campos foi embaixador, ministro, deputado federal e senador. O primo Nelson Ramos foi deputado estadual (1959/1979). O primo Ari L. Campos foi prefeito de Várzea Grande e deputado estadual. O primo Nereu B. de Campos foi prefeito de Livramento e deputado estadual. O primo Gonçalo B. de Barros foi deputado estadual e José A. Curvo, secretário de saúde e deputado federal entre 1991 e 1995. Ainda, Roberto Campos Neto, atual presidente do Banco Central, é neto do ex-ministro.

‘NO RETROVISOR’: É natural; quem chegou aqui após 1978 desconheça a história de D. Aquino – que virou nome de cidade e de ruas no MT e MS. Seu prestígio era tal que numa época conturbada politicamente foi indicado governador por Wenceslau Braz entre 1918/22. Marcou pelo espírito conciliador político, incentivo ao patriotismo e cultura fundando a Academia Matogrossense de Letras. Nascido em Cuiabá em 1885, ordenado padre em 1903, doutorou-se em Teologia em Roma; aos 29 anos assumiu o Arcebispado de Cuiabá. Foi o 1º representante de MT na Academia Brasileira de Letras e tido como o maior orador de MT de todos os tempos. Faleceu em 1956 em São Paulo.

É POSSÍVEL um alemão genuíno no sertão ao Mato Grosso em 1843? Sim! Foi August Frederich Muller que veio como bolsista de Medicina Tropical e na região de Diamantino contraiu malária e acabou hóspede do prefeito (rico português), casando-se com sua filha Brígida (viúva) em 1848. Da união vieram dois filhos e um deles Júlio, casou-se com Rita Teófila da poderosa ‘Família Correia da Costa’. August veio a falecer logo depois aos 33 anos de idade. Júlio, virou prefeito de Cuiabá e deputado estadual por 5 mandatos. Teófila deu 3 filhos a Júlio e um deles era Fillinto Muller, personagem conhecido e senador duas vezes. Deste relato a sábia conclusão: sogro com prestígio abre as portas do poder para o genro.

‘FLASH BACK’: Eleitos para a Câmara Federal de Mato Grosso em 1945 (5 vagas): Dolor de Andrade (UDN) 6.769 votos; Ponce de Arruda (PSD) 5.190; Agrícola Paes de Barros (UDN) 4.792; Argemiro Fialho (PSD) 4.483; Gabriel Araújo (PSD) 4.249.

ELEITOS EM 1950 (7 vagas): Ponce de Arruda (PSD) 11.037 votos; Dolor de Andrade (UDN) 7.532; Ataíde de Lima Bastos (UDN) 7.272; Lício Proença Borralho (PTB) 6.643; Aral Moreira (UDN) 4.616; Philadelpho Garcia (PSD) 4.528; Virgílio A. Correa Neto (PSD) 3406.

ELEITOS EM 1954: Ponce de Arruda (PSD-PTB) 17.555 votos; José Fragelli (UDN) 11.702; Philadelpho Garcia (PSD-PTB) 9.976; Wilson Fadul (PSD-PTB) 9.195; Ytrio Corrêa da Costa (UDN) 9.158; Rachid Saldanha Derzi (UDN) 8.547; Júlio Abouth de Castro Pinto (UDN) 7.564.

ELEITOS EM 1.958: Wilson Fadul (PSD-PTB) 18.403 votos; Philadelpho Garcia (PSD-PTB) 12.335; Fernando L.A. Ribeiro (UDN) 10.579; Rachid Mamede (PSD-PTB) 9.584; Fernando J. Mendes Gonçalves (PSD-PTB) 9.262; Ytrio Corrêa da Costa (UDN) 8.590).

ELEITOS EM 1962 (8 vagas): Ponce de Arruda (PSD-PTB) 22.551 votos; Wilson Fadul (PSD-PTB) 22.070; Wilson Barbosa Martins (UDN) 21.963; Rachid Derzi (UDN) 17.699; Ytrio C. Costa (UDN) 16.220; Philadelpho Garcia (PSD-PTB) 15.482; Rachid Mamede (PSD-PTB) 10.744; Edson de Brito Garcia (UDN) 7713.

LEMBRANDO: Era difícil se eleger naquela época e também dificultava a renovação devido ao eleitorado diminuto e esparrado num território imenso de comunicações e transportes precários. Os distritos eleitorais sediados em Cuiabá, Rosário do Oeste, Cáceres, Corumbá, Campo Grande, Ponta Porã, Três Lagoas e Paranaíba.

Comentário

‘O OUTRO’ Enquanto o ex-governador Puccinelli (MDB) está em plena atividade política, seu ex-secretário de Obras e homem de confiança Edson Giroto leva mais uma ‘cacetada’ na segunda sentença condenatória da ‘Lama Asfáltica’: 7 anos e 6 meses de prisão. Em março de 2019 já fora condenado a 9 anos e 10 meses de prisão. O total agora chega a 17 anos e 4 meses e Giroto perdeu todos os recursos, inclusive no STF. Sem os bens que surrupiou, tomados pela justiça e com chance de novas condenações, ele pode ser equiparado a situação do ex-governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro. Plantou, colheu! Desejos sem limites e regras imorais que levam à desonra da prisão.

ESTRATÉGIA Valeu o ‘berro’ da sociedade, através das entidades produtivas e da manifestação através das redes sociais. Percebendo que o projeto ‘cavernoso’ das taxas cartorárias seria barrado na Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça espertamente desistiu através da solicitação de arquivamento. Não acredito em novo projeto – como prometido – para abaixar essas taxas oceânicas que colocam o Estado como o mais cruel nas facadas cartorárias. Mas aqui fica a pergunta incômoda aos deputados: não irão eles propor um projeto para diminuir os valores destas taxas, ou não querem se indispor com o poderoso Poder Judiciário? Aguardo a resposta. Essa tal Anoreg é ‘sanguinolenta’!

JOAQUIM MURTINHO A maioria só tem como referências a cidade de Porto Murtinho e a rua que leva seu nome na capital e em outras cidades. Ele nasceu em Cuiabá em 1849 e foi para o Rio de Janeiro. Formou-se engenheiro e médico homeopata e a partir de 1890 se elegeu senador 3 vezes e foi ministro de Obras (Governo Manoel Vitorino) e da Fazenda (Governo Campo Sales). Tornou-se o maior acionista da Cia Mate Laranjeira e da Cia de bondes do RJ. Ele mandou na política de MT de 1892 a 1911 elegendo inclusive todos os senadores e deputados federais, impondo derrota aos grupos de Generoso Ponce e Antonio Paes de Barros.

E MAIS... Joaquim Murtinho era tão influente politicamente que em 1890 conseguiu que o presidente Deodoro da Fonseca demitisse o governador Antonio Maria Coelho e ganhou a concessão de duas ferrovias para seus dois irmãos. A Oligarquia Murtinho era forte: seu irmão Antonio Murtinho também comandou o governo estadual no Império e fora presidente de MT de 1892 a 1895 e ministro do STF no Império. O irmão mais velho de Joaquim foi senador e seu outro irmão Francisco Murtinho foi presidente do Banco Rio e Mato Grosso. Joaquim Murtinho morreu no RJ em 1911, aos 62 anos de idade. Detalhe: Sem jamais voltar à Cuiabá deu as cartas na política de Mato Grosso.

‘CURIOSIDADES’ O tal Banco Rio e Mato Grosso foi criado em 1891 (ação entre amigos!) com autorização do Governo. Os incorporadores eram Francisco Moreira da Fonseca, Francisco Murtinho e Francisco de Paulo Mayrink. O banco operou só até julho de 1902 quando entrou em liquidação amigável. Embora com sede no Rio de Janeiro, sua finalidade era de operar em MT tendo eles (antes mesmo da constituição do banco) ganho por decreto, a cessão gratuita de 500 mil hectares de terras em 10 glebas de 50 mil ha cada. O banco teve agencia em Cuiabá e caixa filial em Corumbá. No fundo o banco era só fachada dos interesses da Cia Mate Laranjeira aqui no Estado. Como se vê, a esperteza (500 mil ha) dos políticos brasileiros não é invenção recente.

CONFLITOS Eles não devem faltar nas relações sociais nesta época de coronavírus. Afinal, o brasileiro se acha o rei da cocada, acima de tudo e das regras inclusive. Nos bancos, no comércio e no dia a dia, é comum a desobediência às normas do Ministério da Saúde. Imagine o que vai acontecer então nos condomínios residências com piscinas, local de recreação infantil e salão de festas. A função do síndico será dificultada por esse tipo de comportamento de condôminos sem preparo para conviver com seus semelhantes no mesmo espaço. Se em época normal as relações nos condomínios andam difíceis, com discussões e brigas inclusive, agora ficará insuportável. É guerra!

CONFIRA: “ (...) Existe muito a se conhecer sobre a China e os chineses. Assim como comem cachorros, produzem excelentes vinhos. Um país que tira milhões de pessoas da pobreza, mas que mantém o desafio da desigualdade... Tanto a desinformação a respeito do vírus quanto o próprio desinteresse sobre o vírus são sintomáticos de uma era de pobreza informacional no âmbito intercultural. Só falamos do vírus de forma egoísta: quando o risco e o pânico batem em nossa porta...” (Rosana Pinheiro Machado, do The Intercept Brasil).

SACANAGENS Sai governo – entra governo e a Receita Federal continua tratando o contribuinte como inimigo, tendo em seu comando uma casta que parece viver em outra dimensão. Lá atrás, Bolsonaro jurou de pés juntos de que iria elevar o valor mínimo da isenção do pagamento do Imposto de Renda. No poder, ele não fala mais nisso. Outra barbaridade ocorreu em relação ao incentivo para que todos os patrões registrassem a empregada doméstica sob a promessa de que seria teriam o desconto na declaração do Imposto de Renda. Os patrões acreditaram e agora vão dançar sob o olhar silencioso dos políticos (coniventes ou ingênuos?)

REFLEXÃO: “As epidemias são uma categoria de doenças que, como um espelho, confrontam-nos com quem realmente somos. (...) Para enfrentá-las, é fundamental tomar consciência de que estamos todos juntos, fazemos parte da mesma espécie, o que afeta uma pessoa afeta todas as outras, sem divisões de raça ou status econômicos”. Trecho da entrevista de Frank M. Snowden, professor emérito de história da medicina na Universidade Yale para a revista The New Yorker. Conclusão: estamos todos no mesmo barco, podemos ir para o mesmo buraco.

ALERTAS: Ceder faz parte do jogo político. Bolsonaro foi congressista e sabe como as coisas funcionam. A força do eleitorado pode não reverter a sua falta de apoio lá no Congresso. Uma aposta perigosa. Os exemplos do passado mostram isso. Afinal, os congressistas tem igual legitimidade do presidente, pois também foram eleitos pelo voto. Pior: não temos a dimensão que o coronavírus tomará e até aonde impactará as economias nacional e mundial. As pessoas jurídicas e físicas estão apavoradas pelas oscilações da bolsa de valores. O momento exige equilíbrio do Governo. Bolsonaro deveria se inspirar na postura do ministro Mandetta, da Saúde. Seria o suficiente.

O CACIFADO: Antes, era o ministro da Justiça Sergio Moro a figura maior de todo o ministério do Governo Federal. Com a explosão da pandemia do coronavírus, o ministro Luiz H. Mandetta, discretamente – lembrando os mineiros – foi encarando os desafios e com postura e declarações didáticas e não agressivas caiu no gosto da população. Independentemente do final deste episódio, Mandetta sairá vitaminado politicamente a ponto de ser figura obrigatória no pleito de 2022. Já se fala: com Puccinelli fora de combate, o senador Nelsinho Trad (PSD) ainda com mandato, o atual ministro será uma nova opção para a sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB). Quem viver, verá!

VERDADE? Circulam várias teses sobre o aproveitamento econômico em cima da crise do coronavírus. Uma delas é que a China, internamente com uma inflação alta e concentração de renda superior dos americanos, acompanha a instabilidade e as crises nos mercados de valores representados pela volatilidade dos preços negociados na bolsa. Com isso aproveita através da compra de ações estrangeiras e brasileiras a preços baixos cujos resultados só saberemos no fim da pandemia. Fala-se que empresas nossas conhecidas mudarão de mãos. É legal, como permite a economia globalizada. Enfim, os chineses comprando algo mais que a simples pipoca em frente a escola. Eles podem!

FANTASMAS Eles estão por aí, às vezes levados a sério ou tratados com nossa ironia costumeira. Mas há quem compare essa crise com aquela de 2008/2009 da ‘bolha imobiliária nos ‘States’ e Europa que foi uma carnificina nos mercados globais de ações. O diabo é que o coronavírus apareceu num momento inoportuno - quando americanos e chineses travavam uma guerra de mercado. Prorrogar as contas mensais (água, energia etc) é simplesmente empurrar com a barriga. O Governo terá que arrumar dinheiro para bancar gastos bem mais altos do que garantir a cesta básica. Boa hora para medir a ‘sensibilidade’ do glorioso congresso nacional. Pra rir ou chorar...

NA TERRINHA Governo e prefeitura da capital vão fazendo as lições que o caso inédito exige. Suspensão das aulas, redução do pessoal, a concessão de férias aos servidores, revezamento de turnos, diminuição do atendimento presencial ao público são algumas delas. Já o prefeito Marcos Trad (PSD) após decretar emergência na saúde pública recomendou o fechamento por 15 dias de shopping centers, academias de ginástica, parques de lazer e restrição em 30% no horário de atendimento de bares e restaurantes. Museus, igrejas, cinemas, teatros, bibliotecas e centros culturais só poderão contar com apenas 50 pessoas. Quanto aos eventos públicos foram cancelados.

NA ASSEMBLEIA : Deputados José Carlos Barbosinha (DEM) e Marçal Filho (PSDB) juntos assinaram projeto aprovado que denomina Olga C. Parizotto o futuro Hospital Regional de Dourados com 79 leitos ao custo de R$ 79 milhões oriundos de recursos diversos. Enquanto isso, o deputado Antonio Vaz (Republicanos) é autor de projeto que institui o Código de Defesa do Empreendedor. Já o deputado Zé Teixeira (DEM) foi autor de emenda ao projeto do Executivo prorrogando em 30 dias a dilação de prazo para pagamento de créditos tributários. Finalmente o deputado capitão Contar (PSL) e o deputado José C. Barbosa participam das ações da CPI da Energisa mesmo neste período de recesso parlamentar.

Uma epidemia diz mais sobre nós mesmos do que sobre a própria doença (Denise Pimenta, antropóloga da USP)
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Comentário

PERGUNTO: É muito ou pouco? Só os cartórios de Campo Grande em 2019 faturaram nada menos que R$ 108,8 milhões. Mas eles continuam insatisfeitos. Querem mais! Através do projeto patrocinado pelo Tribunal de Justiça e que tramita na Assembleia Legislativa - querem inibir a pratica de se lavrar escrituras em outros Estados onde são cobrados valores menores pelos cartórios. A notícia coloca em alerta nossas entidades de classe e já provocou reflexos imediatos junto a opinião pública. Vamos conferir qual a posição dos parlamentares sobre o projeto maligno. Pior que o novo coronavirus!

FACADA O deputado Marçal Filho (PSDB) é um dos deputados inconformados com a falta de boas práticas cartorárias em nosso Estado. Deu um exemplo que pode ser confirmado por vários cidadãos: uma escritura cobrada aqui no valor de R$ 9.600,00 custa apenas R$ 1.300,00 no Estado do Paraná. Vale lembrar que no ano passado a Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul e várias entidades do setor produtivo promoveram uma campanha contra essas taxas pornográficas cobradas. Foi entregue um memorando ao Tribunal de Justiça, mas pelo visto sem resultados positivos.

PINGA FOGO! No facebook os políticos vão vendendo o peixe como podem e a lei permite. O ex-secretário Marcelo Miglioli (Solidariedade) bate na tecla das multas de trânsito na capital, ouvindo motoristas e mostrando os problemas. Outro que tem usado a mesma arma é Marcelo Bluma (PV) que mais uma vez ressurge ao seu estilo. Seria o caso de se aproveitar esse espaço para questionar as ações do Partido Verde em prol da arborização das ruas e praças públicas da nossa capital. Há quem garanta que o PV não teria plantado nem um pé de alface nesta terra. Mas segue a galopeira...

PALANQUE O MDB apostou de vez no deputado Marcio Fernandes e até políticos expurgados pelas urnas foram convocados para reforçar a campanha. O plano do ex-governador André Puccinelli (MDB) é viabilizar a candidatura para chegar ao 2º turno agregando outros grupos adversários do atual gestor municipal. Como previsto, no facebook já começaram as postagens irônicas das supostas ligações entre André e o tio de Marcio – dono de 15 concessionárias de veículos. Prato cheio e indigesto durante a campanha. A internet é um campo minado na batalha eleitoral; isso é só o começo!

OPINIÃO Para o prefeito Marcos Trad (PSD) toda essa movimentação no MDB não passaria de simples jogo de cena com dois objetivos: manter o MDB unido e preservar de desgastes a imagem de Puccinelli para lançá-lo candidato no último prazo permitido pela lei. Marquinhos sabe com quem lida e não demonstra medo. Foi assim quando foi excluído da Comissão de Constituição Justiça e Redação da Assembleia Legislativa por interferência de André e deixou o MDB, sem espaço para viabilizar sua candidatura. Um detalhe é relevante: Marquinhos é bem mais preparado que Alcides Bernal. Daí...

VALORES Alguns casos do cotidiano apontam as inversões de valores. Suzane Von Richthofen – após planejar a morte dos pais – é bajulada como uma artista. O goleiro Bruno (réu na morte brutal de Elisa Samúdio) já bate as asas por aí e até inspirou a mini série na Globo. O episódio envolvendo o médico DráuzioVarela e um assassino de criança numa reportagem nojenta mostrada no ‘Fantástico’ é outro exemplo de desrespeito aos familiares de vítimas. Bandido aqui vira herói! Ora! Ao vermos o Paraguai prender o ex-jogador Ronaldinho é de se questionar: seria o país vizinho rígido demais ou o Brasil que dispõe um sistema penal benevolente, frouxo?

DONALD TRUMP: Esse seu discurso até que poderia ser utilizado por Bolsonaro. Confira: “Juntos estamos derrotando os democratas socialistas radicais, a mídia fake news, os políticos corruptos e a turba da esquerda movida a ódio... Estamos defendendo nossos valores, herança cultural, fronteiras, direitos e liberdade dada por Deus. Desde minha posse a esquerda iniciou a cruzada para anular a eleição. Radicais socialistas querem transformar a América num país irreconhecível como eles fizeram pelo mundo afora. Reprimem a dissidência exigindo conformismo absoluto, doutrina as crianças impondo 1 código fanático politicamente. Querem tomar as suas escolhas, seu dinheiro, discurso, armas, religião, história e liberdade... Nós temos que endireitar esse país”.

TRECHO do editorial “Não há Dráuzios no Paraguai nem no Japão” do “Estado” de 10/03/2020: “...(-) A reportagem do médico Dráuzio Varela não seria possível em terra japonesa. No Oriente, de vez em quando, as redes de TV mostram exemplos de casos de organização e disciplina, o trans brasileiro possivelmente teria sido condenado à pena de enforcamento. No Japão existe pena de morte. Também algemam seus presos e seu crime seria processado rapidamente, sem passar por uma delegacia de polícia...No Paraguai ou no Japão, um abraço dado a um detento, que matou uma criança de 9 anos seria certamente nos familiares da vítima. O Brasil é um dos poucos países em que idolatram bandidos. Em que matar os pais vira filme. Em que roubar a nação é tratado como Deus...”

CAPITAL Aquinhoada pelo Governo Estadual com mais de R$ 180 milhões para serem investidos em vários segmentos, da saúde à mobilidade urbana para garantir maior fluidez aos 590 mil veículos. Mais: 6 bairros ganharão 80 kms de asfalto; a avenida Mato Grosso será recapeada e novo acesso ligará o bairro Moreninhas à Av. Guaicurus em direção ao centro. Também será concluído o novo acesso a UCDB pela rua Marechal Câmara, no Jardim Seminário, além do recapeamento da Av. Florestal, maior via comercial do Conjunto Coophatrabalho e o acesso ao Polo Industrial Norte.

POLÍTICA Da tese de doutorado ‘Elites Políticas de Mato Grosso’ (1930-1965) de autoria de Larissa R. Vacari de Arruda, na Universidade Federal de São Carlos (SP) em 2019 (disponível na internet) extraí dados interessantes que a maioria desconhece. No trabalho de 273 páginas ela disserta sobre fatos e personagens do cenário político, muitos lembrados com o batismo de ruas, praças e prédios públicos. Consultando dezenas de obras ela passa a ideia do que foi o Mato Grosso desde o início, suas relações com o Governo Federal e as divergências políticas entre as suas regiões (norte e sul). Um trabalho de fôlego que ajuda a entender a nossa realidade política e social.

OUTROS TEMPOS Hoje reclamamos do asfalto; no início a viagem (de 3 meses) de Cuiabá ao Rio de Janeiro era pelo rio Paraguai até o Uruguai e subindo a costa brasileira. Duração de até 4 meses. Em 15 de dezembro de 1889 num baile em Cuiabá foram dadas ‘vivas ao Imperador’ e a notícia da proclamação não havia chegado. O ex-governador Arnaldo Estevão de Figueiredo estudou Agrimensura em Rio Grande (RS) e ia até lá de navio. Nas férias não vinha à Cuiabá devido ao tempo gasto na viagem.

‘LUZ DE POPA’ Nas eleições para o governo de Mato Grosso em 1965 votaram 203.649 eleitores, obtendo Pedro Pedrossian 109.905 votos e Lúdio Coelho, 87.588 votos. No pleito ao Governo em 1960 Fernando Correia da Costa (UDN) venceu com 66.206 votos contra 55.105 votos de Filinto Muller (PSD). Em 1955 João Ponce de Arruda (PSD) se elegeu governador com 51.314 votos contra 48.408 votos de Rachid S. Derzi (UDN). Eleições para governador em 1950: Venceu Fernando C. da Costa (UDN) com 42.286 votos contra Fillinto Muller (PSD) com 38.801 votos. Aliás, Fernando C. da Costa foi governador e senador duas vezes e prefeito da capital (eleito em1947).

CONTINUANDO... Eleições ao Senado em 1950: Silvio Curvo (UDN) 31.683 votos e Júlio Muller (PTB) 27.750 votos. Eleições presidenciais em 1945: Eurico G. Dutra 20.570 – Eduardo Gomes 19.426 votos. Para o Senado no mesmo pleito: Vespasiano Martins (UDN) 20.967 votos, J. Villasboas (UDN) 20.531, Filinto Muller (PSD) 20.432 votos e Arnaldo E. Figueiredo (PTB) 20.419 votos. Eleitos para a Câmara Federal: Dollor de Andrade (UDN), João Ponce de Arruda (PSD), Agrícola Paes de Barros (UDN), Argemiro Fialho (PSD) e Gabriel M. Araújo (PSD). Eleições ao Governo em 1947: venceu Arnaldo E. Figueiredo e Filinto Muller ao Senado.

RETROVISOR: Teor do requerimento do deputado estadual Valter Pereira em 1975 endereçado ao governador de Mato Grosso e publicado na imprensa: “Quanto custaram as cadeiras compradas para o Estádio José Fragelli; se houve licitação de preços; em caso positivo remeter cópia dos preços à Comissão de Finanças e Orçamento deste poder; em caso negativo esclarecer as razões da dispensa e qual a garantia de durabilidade oferecida pela firma vendedora das referidas cadeiras”. O lado curioso: a polêmica se repetiu por ocasião da compra das cadeiras da Arena Pantanal em 2013.

É tão bom cuidar dos pobres e o Sergio Cabral faz isso com muito carinho (Lula)

RÁPIDAS LEGISLATIVAS


Deputado Antonio Vaz (Republicanos): Fez indicação ao Governo para reforma da ponte de madeira no rio Aquidauana, em Terenos; participou de evento em homenagem às mulheres na AL; apresentou projeto com novas diretrizes em prol do empreendedor.
Deputado Evander Vendramini (PP): sugere a criação de CPI em nossa Federação de Futebol: autor de projeto instituindo o Carnaval de Corumbá como patrimônio cultural do Estado; eleito presidente da Comissão de Acompanhamento da E. Orçamentária.
Deputado Neno Razuk (PTB): Pede nova viatura e aumento de policiais militares em Nova A. do Sul; sugere curso de libras para os homens da Guarda Municipal da capital; pede conservação de estradas vicinais de Dourados e asfalto no Jardim Pelicano.
Deputado Contar (PSL): Atuando nas reuniões da CPI da Energisa; Requer política de proteção às vítimas do feminicídio; seu projeto que instituiu a Semana de Combate a Violência Obstetrícia virou lei e foi publicada no Diário Oficial na última quarta feira.
Deputado Marçal Filho (PSDB): Eleito presidente da Comissão de Serviços Públicos, Obras, Transporte, Infraestrutura e Administração; voltou a ocupar a tribuna abordando a questão das taxas cartorárias pedindo união dos colegas em benefício da população.
Deputado Zé Teixeira (DEM): Abordou com detalhes a importância da prorrogação do programa de concessão do REFIS pelo Governo do Estado; Requereu à prefeitura estudos para reordenar o transito na Av. A. Arinos no acesso ao Parque dos Poderes.
Deputado Londres Machado (PSD): Eleito presidente da importante Comissão de Controle de Eficácia Legislativa e Legislação Participativa; participou do ato de filiação ao PSD dos vereadores Aldair Freitas e Alinete Rodrigues de Inocência.
Deputado Barbosinha (DEM): Pretende implementar política para que os indígenas tenha maior renda na sua produção agrícola; eleito vice presidente da Comissão de Controle de Eficácia Legislativa e Legislação Participativa.
Deputado Gerson Claro (PP): Presente ao lançamento do pacote de obras do Governo Estadual onde manteve contacto com lideranças do interior; como líder do Governo tem levado ao Chefe do Executivo as reivindicações de dezenas de municípios.
Deputado Lucas de Lima (Solidariedade): Junto com o vereador Francisco Veterinário tem implementado campanhas de proteção aos animais domésticos na capital; atento as questões de mobilidade urbana em alguns bairros de Campo Grande. Bom ouvidor.
Deputado Lídio Lopes (Patriota): Atuante como presidente da importante CCJR (Comissão Constituição Justiça e Redação); recebeu lideranças de bairros da capital e vereadores do interior em seu gabinete. Sempre aberto a eventuais sugestões.

Comentário

COMEÇOU! Com alguns quilos a menos e imagem facial renovada graças a um implante capilar, o ex-secretário estadual de Obras Marcelo Miglioli (Solidariedade) já iniciou suas estocadas contra a administração de Campo Grande. Na sua página do facebook ele fala das finanças prefeiturais e das enchentes ao criticar o drama que se repete a cada ano - sugerindo projeto de macrodrenagem. Internautas compareceram para criticar o oportunismo do pré-candidato. A campanha eleitoral promete.

NA PRAÇA Outro pré candidato que tem marcado presença nas redes sociais com fotos inclusive é Izaqueu Cipriano – ‘cap’ da Santa Casa de Misericórdia da nossa capital. Filiado ao Partido Progressista (PP) Izaqueu não é noviço em matéria eleitoral e vem exteriorizando a formula adotada para tentar chegar ao 2º turno. Percebe-se que o candidato progressista irá fundo nas questões sociais das regiões periféricas. O PP dispõe de tempo razoável no rádio e televisão e tem um bom fundo partidário.

PUREZA Nesta última quinta feira o procurador Sergio Harfouche deu entrevista na Radio Hora onde criticou episódios carnavalescos na capital envolvendo jovens. Ao final, questionado sobre sua eventual participação no pleito da capital, lembrou que até o final de março selará seu destino. E fez um arremate colocando-se como vítima do sistema: “ Infelizmente existem oportunistas querendo causar ainda mais impedimentos para que os eleitores possam escolher melhor seus representantes – é a prova de que ainda há políticos que pensam em benefício próprio”. Descoberta a América!

INSÔNIA: Basta ler o que ele pensa, escreve e decide para se ter o perfil do Juiz de Direito Roberto Ferreira Filho – titular da 1ª Vara Criminal de Campo Grande: “Um cidadão que vende um CD pirata pode receber pena de 2 a 4 anos de prisão, uma pena semelhante ao que se envolve em crime de corrupção...” Nas mãos dele dois processos merecedores de farto noticiário: o caso envolvendo o empresário Jamil Name (Operação Omertà) e da Lama Asfáltica onde pontifica a figura do ex-governador André Puccinelli (MDB). Magistrado desde 2001 vindo de Paranavai (Pr), é alvo de elogios pela sua conduta serena e rígida onde não admite distinção de classes sociais perante a justiça.

POR UM FIO: O assassinato brutal de Dirceu Lanzarini (ex-secretário da Casa Civil-MS) é mais uma demonstração da fragilidade das atuais relações humanas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes, nervosas e matam seus semelhantes como se fossem baratas no banheiro. Recomenda-se cautela, sabedoria e grandeza – abrindo mão inclusive da própria razão. Como se diz: É melhor levar desaforo para casa ou prejuízo financeiro do que perder a vida. Lembrando Pearl S. Buck: “De todos os perigos, o maior é subestimarmos o nosso inimigo”.

ADEMAR X JÂNIO: Pelo estilo pessoal marcaram na política - ficando famosos por episódios que protagonizaram no poder e fora dele. Ademar de Barros foi fazer comício em Mogi Guaçu (SP) e disparou contra Jânio Quadros: “...Entre várias obras que fiz em São Paulo está o Pinel, hospital para loucos. Mas infelizmente não foi possível internar todos. Um deles está solto e fará comício aqui nesta praça na semana que vem”. Jânio soube da referência feita pelo adversário e na mesma praça lascou: “Quando fui governador de São Paulo construí várias penitenciárias, mas não prendemos todos os ladrões. Um deles escapou e na semana passada fez comício aqui nesta cidade”.

GENIAL: Presidente, Jânio Quadros recebe pedido de emprego para o sobrinho de um ministro que acabara de se formar advogado. Na lista de cargos vagos de assessores federais havia um na tesouraria dos Correios e Telégrafos. Quando o presidente revelou o salário do cargo o ministro padrinho do pedido curiosamente recusou alegando que era muito dinheiro para o rapaz começando a vida e que o ideal seria um salário mais modesto. Surpreso com a honestidade do ministro, Jânio desabafou: “Caro Ministro, abaixo desse salário só emprego por concurso público”.

OPINIÕES: O ex-ministro Roberto Campos tinha opiniões geniais. Economista liberal, cutucava os socialistas defensores da igualdade lembrando: “Deus não é socialista; criou os homens profundamente desiguais”. Segundo ele, a economia era a ciência de alcançar a miséria com o auxílio da estatística. Ele contava que em Moscou uma professora pediu a um aluno para conjugar o verbo planejar. Mal começou o aluno a balbuciar “eu planejo, tu planejas”; a professora interrompeu e perguntou-lhe o tempo do verbo: “Tempo perdido”. Campos lembrava Krushev - para quem os políticos são capazes de grandes ousadias, como oferecer pontes onde não há rio.

ASAS & CHIFRE: Quando o ex-presidente Jânio Quadros morreu, o velório foi dos mais concorridos. Chamou atenção um cidadão que não parava de chorar. Questionado por um jornalista, ele relatou sua ligação com o ex-prefeito paulistano. Disse que certa feita, muito tempo atrás, encontrava-se no alto de um prédio, pronto para cometer suicídio, quando o então vereador paulistano Jânio, apareceu gritando pedindo para que ele não fizesse a enorme bobagem. O tal homem insistiu que iria pular porque a esposa o havia traído. Jânio foi cirúrgico: “O que tua mulher te arrumou foi um par de chifres, não um par de asas. Desça já daí”. E salvou o cidadão.

FRUSTRADO: Embora considerado um cidadão por demais inteligente, patriota, estudioso e organizado, o grande Ruy Barbosa morreu sem realizar seu desejo de governar o país. Mas não foi por falta de insistir. Concorreu em 4 eleições: 1894 (ficou em 4º lugar), em 1910 perdendo para Hermes da Fonseca, 1914 derrotado para Wenceslau Braz e 1919 perdendo para Epitácio Pessoa. Sobre ele os críticos da época diziam que ele era intelectual demais e pragmático de menos. Pelo seu preparo e estilo era considerado ‘chato demais’, não era agradável aos olhos do eleitor. Contra ele uma notícia: Ruy era contra as vacinas, consideradas por ele como condutoras de moléstias.

MINEIRO: Explicação de José Maria Alkmim ao réu condenado a 5 anos de prisão por matar a namorada: “O ano tem 365 dias e 5 anos são 1825 dias. Nos 5 anos há 260 domingos, quando ninguém faz nada. Nos sábados (130) trabalha-se só meio dia. Na sua idade deve dormir 8 horas-dia e 5 anos representam 608 dias dormindo. Nos 5 anos temos 100 feriados. Assim você soma 260 com 130, mais 608 e 100 totaliza 1098 dias. Pegue os 1825 dias e deles retire 1098 e chegará ao total de 727 dias. Dividindo esse resultado por 30 sobrarão 24 meses, ou seja, só 2 anos de prisão...”. O condenado sorriu e suspirou aliviado diante da explicação do político. Enfim, embromado, mas feliz.

CHAMINÉS DA CULTURA: O deputado Luiz Eduardo Magalhães era o poderoso presidente da Câmara. Seu colega de parlamento, Paulo Lima (PFL), herdeiro da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) de Presidente Prudente, um dia reclamou: “Você precisa pedir ao MEC para dar uma folga nesta fiscalização em nossos cursos”. Magalhães mostrou-se surpreso – “MEC? Por que MEC? – Ora, Luiz, quem fiscaliza os cursos é o MEC. Eles estão pegando demais no nosso pé. Luiz Eduardo insistiu: “Achei que no caso das suas faculdades a relação fosse com a Fiesp. Não se trata de uma fábrica de diplomas? Então quem fiscaliza a fábrica é a Fiesp”. Os dois riram muito.

AH! O CORREIO... Eleitor sem dinheiro, do interior nordestino, foi ao prefeito pedir ajuda e ouviu dele a sugestão: “ Por que você não pede a Jesus Cristo? Ele não é o pai dos pobres?” O eleitor obedeceu e fez a carta pedindo 100 cruzeiros. Os funcionários dos Correios abriram a carta e com pena dele fizeram uma vaquinha de 50 cruzeiros e colocaram na carta. Mas veio a surpresa numa outra carta dizendo: “Senhor Jesus, agradeço a ajuda que pedi, mas da próxima vez mande em cheque porque dos 100 reais o pessoal do Correio meteu a mão em 50”.

UMA FIGURA!: Helio Garcia contrariou a lógica e governou Belo Horizonte e Minas Gerais fazendo seus sucessores Newton Cardoso e Eduardo Azeredo. Era especialista em pensar muito e não dizer o que pensava. Frases suas: “Tem o sabido e o sábio” – “Não brigo, mas também não faço as pazes” – “Não tenho tempo para fazer novos amigos, quanto mais novos inimigos”. Em 1985 elegeu Sergio Ferrara (que tinha defeito numa perna) prefeito de BH. Em campanha pelas favelas, Hélio incentivava: “ Manca, Ferrara! Mancar dá voto!” Por beber muito e pela estatura enorme ganhou o apelido de ‘Dojão’ (o carro Dodge Dart da época). Morreu em 2016, aos 85 anos de idade.

‘RETRO-CID’: “Quando pensamos que estamos no fim, vem uma retroescavadeira e cava um novo fim do poço. Quando um senador joga um veículo desse em cima de uma multidão e é parado com tiros no peito, é porque não vivemos em estado de normalidade democrática. O que Cid Gomes fez e ao que foi submetido na última quarta – feira (19) foi a mais triste demonstração de que fracassamos miseravelmente – como sociedade.... Estamos no pré-sal do poço da democracia e sinto muito dizer, mas estamos longe de chegarmos no fim” ( Erick Mota – jornalista)

Tancredo Neves: “Se Deus não lhe deu a graça da humildade, peça a ele a da dissimulação e finja que é modesto”

Comentário

QUEM MESMO? Ao cronista, Pedro Kemp insinuou que gostaria de ter seu colega de PT e de parlamento estadual Cabo Almi como candidato a vice prefeito da capital. Mas Almi já viveu a experiência como vice do deputado Vander Loubet (PT) no pleito de 2012 com 21.377votos (4,87%). Aliás, nas eleições de 2004 Vander já havia tentado ser prefeito contra Nelsinho Trad (MDB) obtendo 87.981 votos (22,99%) e em 2008 foi a vez de Pedro Teruel (PT) perder para Nelsinho chegando a 93.948 votos (23%). Em 2016 Alex do PT perdeu para Marcos Trad (PSD): 8.482 votos (1,99%). Vexame total!

A MISSÃO: Pedro Kemp tem a dimensão de sua candidatura, numa época de vacas magras do PT e pelos últimos resultados aqui. O deputado petista reúne os predicados necessários ao encantamento do eleitorado? Sua estrutura de campanha será compatível com o projeto de poder? Sabe que precisará vencer a natural timidez, pois falta-lhe também a imprescindível iniciativa do abraço e sorriso no dia a dia Numa eleição municipal isso conta. Mas como se diz: ainda ha tempo para ele aprender.

AVANÇOS Foi o resultado do equilíbrio da postura política partidária com o preparo técnico a reeleição do deputado Lídio Lopes (Patriotas) para a presidência da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa. Sendo a comissão mais importante da casa tem várias atribuições exclusivas: Uma delas: É ela quem dá o parecer sobre a intervenção federal, estadual e municipal, a perda de mandato do governador, do seu vice e dos deputados. Assim, após fortalecer sua liderança regional no Cone Sul , o parlamentar vai consolidando seu espaço no legislativo.

‘O HONESTO’: Lula continua se achando a cereja do bolo; o mais correto de todos os homens; o mais humilde e menos pretensioso da terra. Repercute na mídia e redes sociais a ‘esculhambada que ele recebeu (audiência da última quarta feira) do procurador federal Igor Miranda – negro e originário da periferia que rebateu os comentários escrotos do ex-presidente Lula (PT), lembrando que não fora o responsável pela denúncia, mas que tinha o dever institucional de buscar a verdade. Lula engoliu seco e voltou para seu lugar.

ESQUISITO: É o termo apropriado para definir o episódio envolvendo o deputado federal Loester Truts (PSL) no último dia 16, quando teria sido vítima de atentado na rodovia Campo Grande a Sidrolândia. Embora estejamos distante de uma campanha eleitoral vale lembrar como os atentados influenciam no imaginário popular, criando clima, mexendo com a cabeça e a imagem das pessoas. Longe de admitir que esse fato poderá tornar o deputado vítima ou mártir, o episódio vem sendo tratado até aqui com certo ceticismo pela opinião pública. Mas esperar a apuração é o melhor remédio.

NA TRIBUNA: Sem dar entrevistas, o deputado fez pronunciamento na Câmara Federal só exibido nas redes sociais. Sobre o fato a fala clareou pouca coisa e priorizou as críticas à classe política local – ligando-a inclusive a vários episódios policiais como a apreensão de armas e a prisão recente de pessoas influentes daqui. Por omitir nomes, naturalmente atraiu a antipatia de outros políticos. Há mais dúvidas do que certezas. E mais: o deputado – embora corajoso em suas falas, não é ainda figura ícone que gere sentimento de consternação geral.

A PROPÓSITO: Os atentados marcam a memória. Lá fora foi assim com Abraham Lincoln, Gandi, John Kennedy, Robert Kennedy e Martin L. King. Aqui tivemos o atentado contra o presidente Prudente de Moraes, o assassinato de João Pessoa e a tentativa contra o jornalista Carlos Lacerda. Mas a tática do deputado em adotar uma postura atípica é que municia a imprensa de incertezas e vazios. Em início de mandato, de estilo criticado (não concede entrevistas – só usa as redes sociais) o deputado não mereceu nem dos colegas de partido as manifestações de solidariedade. Mau sinal.

CADÁVERES: Influentes no curso da história dos povos. Aqui no Brasil tem caso pitoresco. João Pessoa (Presidente da Paraíba) ex-companheiro de chapa de Getúlio Vargas que perdeu a eleição presidencial para Júlio Prestes em 1930. Ele foi assassinado pelo advogado João Dantas (por motivos passionais), mas espertamente o grupo político de Getúlio deu ao fato motivação política que fomentou a ‘Revolução de 30” - derrubando o presidente Washington Luíz, impedindo a posse de Prestes e permitindo a ascensão de Vargas. Morto em 26 de julho - o cadáver ficou insepulto ( sob discursos e manifestações) até ser sepultado no ‘Rio’ em 8 de agosto. Rendeu dividendos políticos.

‘VALE TUDO’ O então deputado Alvaro Valle (PL) foi solicitado pelo presidente da Câmara da época Luiz Eduardo Magalhães para atender um pedido de ressarcimento de despesa com uma operação de hemorroidas feita nos EUA ao custo de 40 mil dólares pelo deputado Wellington Fagundes, do Mato Grosso. “Eu não sabia que ele havia operado...” disse Vale, antes de apurar o caso. Dias depois, contou o que descobriu: Fagundes fizera sim um implante de cabelos, mas como tal tratamento não permitia a reembolso - ele optou por algo, digamos, tanto mais delicado, oculto e convincente. Impossível conferir.

A SOLUÇÃO? Finalmente o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 7 votos a 2 manter em vigor a lei que renova antecipadamente a concessão de ferrovias. No rol das linhas está a Malha Paulista da Rumo que por consequência beneficiará também a Malha Oeste de nosso Estado, que na pratica poderá concretizar o projeto do corredor logístico da ferrovia Transamericana. Mas em temos mais imediatos poderemos ter reformado esse trecho da antiga Noroeste. Se a Rumo alegava incertezas quanto a renovação para investir na recuperação da ferrovia, agora essas desculpas não se justificam mais. Chegou a hora!

OTIMISMO: Leio tudo sobre tudo quando o assunto versa sobre as previsões da economia do Estado neste ano. Achei interessante essa nota divulgada pelo ‘Radar Industrial da Fiems’ sobre a nossa indústria moveleira. Temos nada menos que 372 empresas que empregam 2.702 trabalhadores com uma massa salarial superior a R$48 milhões mensais. Após 3 anos de crise, a previsão é de crescimento do faturamento em 20% em 2020. Esse nicho de atividade atrelado a construção civil - locomotiva da economia - segue monitorado pela Federação das Indústrias do Mato Grosso do Sul.

TIROTEIO: “Nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo. Foda-se”. A frase dita pelo ministro Augusto Heleno (Segurança Institucional) – revoltado com a postura legislativa contra o Palácio do Planalto - tem repercutido nas mídias sociais sob aplausos de seus frequentadores, críticos ferrenhos dos presidentes Rodrigo Maia (Câmara Federal) e Davi Alcolumbre (Senado Federal). Se o jogo de braço continuar será visto como um 3º turno das eleições presidenciais - até que se resolva de vez o acordo relacionado a maior liberdade dos deputados e senadores para destinação das verbas federais. Entendeu? ‘É dando que se recebe...’ Entendeu?.

PAUTA INDÍGENA infinita! O deputado Pedro Kemp (PT) rebateu a sugestão do seu colega João Catan (PR) para mudar a Constituição visando acabando com conflitos pela terra. E argumentou: Como pretender que o índio negue sua própria raça? Seria como pretender que alguém seja um esquimó! O índio sempre será índio. Índios cursam faculdades, mas continuam índios. Dois provérbios indígenas: “Ajuda-me, ó Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias”. “Somente após última árvore ser cortada; o último rio ser envenenado; o último peixe ser pescado – só então o homem descobrirá que dinheiro não pode ser comido”.

MISTÉRIO No passado sofri com as formalidades da Unimed em não reembolsar os fatos efetivados fora do MS. De vez em quando ficamos sabendo de casos intrigantes. O último deles: um amigo teve que pagar o preço da tabela de ‘particular’ a um notório especialista do coração aqui em Campo Grande para implantar pontes de safena porque o mesmo se negara a operar pela Unimed. O mais grave do caso: o citado médico revelou que prefere realizar o procedimento pelo SUS do que pela citada cooperativa. E pensar que as mensalidades da Unimed estão cada vez mais caras e inacessíveis para a grande maioria. Fim da picada!

O PREÇO Os moradores de todas regiões da capital querem asfalto. É assim também nas demais cidades onde essa melhoria representa o progresso e bem estar a população. Mas aqui – a exemplo de tantas outras capitais – as chuvas vem provando de que as aparências enganam. Após alguns anos da construção vieram a tona as deficiências nestas obras – principalmente no que tange a capacidade de absorção das águas pelas galerias, incompatíveis com a extensão e seu fluxo. Vamos ter que nos acostumar com essa realidade? Pelo jeito sim.

BARÃO DE MAUÁ:

O melhor programa econômico do governo é não atrapalhar aqueles que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem

RÁPIDAS LEGISLATIVAS


Deputado Antonio Vaz ( Republicanos): Presidente da Comissão de Saúde está comemorando os R$400 milhões injetados pelo Ministério da Saúde no MS e com a entrega de 28 desfibriladores e 52 monitores de sinais vitais pelo ministro Mandeta.
Deputado Lucas de Lima (Solidariedade) lembra: Na Alemanha caminhões movidos a ‘GNV’ são isentos de pedágio; Em Madri, mil ônibus usam gás natural; caminhões de lixo idem: Em Cartagena (Colômbia) 500 ônibus já trocaram o diesel pelo gás natural.
Deputado Marçal Filho (PSDB) Questionou a falta de planejamento na educação em Dourados; pede chance dos devedores quitarem débitos de água e energia antes do corte e pediu maior atenção da prefeitura douradense quanto a educação infantil.
Deputado Lídio Lopes (Patriotas) Líder maior do Cone Sul marcou presença no dia 16 último em Anaurilândia com a realização de Ação Social Unidos pela Fé com atendimento médico, odontológico e jurídico a centenas de pessoas da comunidade.
Deputado Zé Teixeira (DEM) Pediu reparos na ponte do Córrego Cristalina (Fátima do Sul) na MS 278; patrolamento das rodovias MS 280 e MS 278 (Caarapó); na tribuna fez a análise equilibrada da delicada questão de áreas ocupadas por indígenas no MS.
Deputado estadual José C.Barbosa (DEM) Titular da CPI da Energisa está atento aos trabalhos; na tribuna propôs ao Governo solução para a convocação dos professores atuantes na educação especial; recebeu visita de vereadores e prefeitos em seu gabinete.
Deputado Gerson Claro (PP) Pediu recuperação de ruas do Jardim Bordon e Oliveira I (na capital); tem se reunido com deputados da base aliada objetivando sua missão de líder do Governo na Casa; recebeu lideranças de bairros e interior no seu gabinete.
Deputado Londres Machado (PSD) Mais uma vez coube-lhe intervir para elucidar questões envolvendo a participação de deputados nas mais diferentes grupos de trabalho. Braço direito do presidente da Casa, cumpre com êxito a missão.
Deputado Neno Razuk (PTB) Destinou emenda parlamentar no valor de R$40 mil à APAE de Novo Horizonte do Sul para aquisição de veículo. A entidade existe há 20 anos e atende 65 pessoas urbanas e rurais, segundo sua presidente Marinalva Lemes.
Deputado Evander Vendramini (PP) Pediu instalação da unidade de cuidados intermediários neonatal em Corumbá: requer voos da capital para Corumbá com escala em Bonito; inclusão do Dia da Assembleia de Deus no Calendário Oficial de Eventos.
Deputado Marcio Fernandes (MDB) Prepara-se para conciliar o exercício do seu mandato, inclusive nas comissões, com sua candidatura a prefeito de Campo Grande; vem conversando com lideranças de bairros e acolhendo sugestões de propostas.

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