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Terça, 09 Fevereiro 2021 20:19

Prefeito, golpista?

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Vive-se momentos estranhos. No mundo, redes ultra-rápidas conectam parte da população, mas a maioria, mesmo assim, encolhe-se em bolhas localistas, “seguras” e não raras vezes alienantes. Nos Estados Unidos, um “super-homem” fanático, branco e rico, incentiva o despertar do que há de pior na principal “democracia do mundo”: a violência, o racismo, a reprodução da desigualdade. No Brasil, algumas autoridades praticamente ignoram a pandemia, enquanto familiares não podem ignorar seus aproximadamente 240 mil mortos. Em Dourados, mais especificamente na UFGD, um golpe como tragédia, primeiro, e agora como farsa, “outro”. E o prefeito com isso?

A UFGD é recente (criada em 2005) e sua primeira década foi de crescimento (discentes, servidoras/es técnicas/os e docentes, cursos de graduação e pós-graduação, infraestrutura, etc.). Considerada uma das universidades novas mais dinâmicas do Brasil, hoje se vê enredada em golpes sucessivos – ou um grande golpe com várias fases. Tudo começa em 2019, quando uma das chapas perdedoras na consulta prévia, mesmo não se inscrevendo no colégio eleitoral, acusa a todas e todos com mentiras (pior que jogar e perder, é jogar e não saber perder). Ancorada em seus próprios devaneios, essa chapa perdedora recorreu à judicialização, acusando o colégio eleitoral de fazer – veja só! – o mesmo que fizera há então 4 anos, quando a eleição favoreceu o seu grupo (ou seja, quando o favoreceu, ok; quando não, a apelação grotesca e infundada).

Judicializada a lista tríplice (o colégio eleitoral elege três pessoas), o lado perdedor articulou a primeira “intervenção” (também chamada de reitoria pró-tempore, isto é, temporária). Mais de um ano de destruição, desmando e autoritarismo, e com a lista já declarada legal e legítima, agora, uma nova “intervenção”, com nomeação de outro reitor-interventor também do grupo perdedor nas eleições de 2019. Mas agora com uma presença inusitada, até estranha, no entanto coincidente: tem aproximação (para não dizer mais) com o grupo político perdedor na UFGD. Quem será ele? O prefeito de Dourados, recém eleito e ocupante do cargo máximo do governo municipal.

Mas será isso mesmo, o prefeito participando – ou dando guarida – à continuidade do golpe na UFGD? Por sorte, não há registros que a situação pandêmica mundial, os arroubos autoritários e racistas trumpistas e a negligência com o Covid-19 no Brasil tenham cegado a todas e todos. Pois é. Na semana passada, o prefeito se reuniu com o Ministro da Educação junto com docente da UFGD (também apoiador de chapa perdedora na eleição da UFGD), e bingo: a UFGD tem novo reitor-interventor.

Em situação normal, qual seria a posição do prefeito? O diálogo e até a apelação para que a principal instituição pública universitária de Dourados pudesse voltar ao seu papel de formação e de produção de conhecimento, o que é só possível se o candidato mais votado na consulta prévia, e primeiro da lista tríplice, for nomeado. Se não foi isso, o que disse o prefeito para o ministro, se não o urgente e necessário respeito à decisão democrática da UFGD? Mas ao que se pode deduzir o prefeito disse outras coisas (!?) ou silenciou – e então alguém falou por ele… Ou, talvez ainda, podia não ter a informação da validade da lista tríplice, pois nesses tempos de informações ultra-velozes é difícil se lembrar de tudo… Será isso mesmo?

“Que o mundo todo”, serenamente, antes de qualquer “julgamento” mais rigoroso, dê o direito à dúvida, e concomitantemente, à inocência prévia, portanto. Contudo, é por demais desagradável que no início do segundo mês de mandato, o prefeito já seja associado – devidamente ou não – a ato tão rasteiro, para dizer em palavra amena.

Por fim: o título deste breve texto é uma pergunta, uma indagação. E isso é parte de um mundo, de um Brasil e de uma Dourados que pergunta algo singelo, mas capaz da resposta (“sim” ou “não”) fazer toda a diferença para perspectivas de conexão solidária do mundo inteiro, de um novo amanhecer no Brasil, de uma nova sensibilidade social, política e cultural em Dourados, e do restabelecimento da autonomia, democracia e participação na UFGD.

Na dúvida, prefeito…

Com respeito, estima e consideração.

* É Professor da UFGD

Além de oferecer uma grade de conhecimentos específicos, a Universidade também pode proporcionar excelentes experiências e aprendizados que desenvolvem o crescimento pessoal e profissional do estudante. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2012 e 2018, o número de trabalhadores com ensino superior completo aumentou 48%.

A graduação é um dos sonhos do brasileiro, isso porque é como porta de entrada para quem deseja boas posições no mercado. Estudantes universitários e graduados possuem vantagens na hora da contratação, mas, apesar do diploma ainda ser uma das maneiras de competir nos processos de recrutamento em organizações, a graduação é apenas a ponta do Iceberg. Será que só concluir um curso garante um bom emprego? Como será que os jovens podem aproveitar os ambientes universitários?

A busca por conhecimento, as atividades dentro das faculdades e as que vão além das aulas, também são avaliadas e ponderadas pelas organizações. As empresas também têm apostado na educação continuada de seus estagiários e profissionais, permitindo que se mantenham atualizados, processo conhecido como lifelong learning.

Quem está saindo dos bancos das faculdades a ainda tem pouca experiência na área pretendida, fica atrás na corrida por uma vaga. Nesse cenário, a crise econômica e o aumento do desemprego complicam ainda mais a situação, não é à toa que a empregabilidade é a maior preocupação da comunidade acadêmica brasileira. A conclusão é do estudo elaborado pelo Instituto Ipsos para o Grupo Santander, ouvindo mais de 9 mil estudantes e professores em 19 países, cerca de 850 no Brasil. Para 54% dos entrevistados, é preciso melhorar a inserção dos recém-formados no mercado de trabalho, e 63% acreditam que as universidades não conseguem munir os alunos das competências exigidas pelas empresas.

A universidade é um meio extremamente necessário para melhores colocações e, mesmo que tenha crescido o acesso de mais profissionais ao ensino superior, ainda representa uma pequena parcela da população. Ainda assim, a entrada no mercado de trabalho está ficando cada vez mais competitiva e as experiências extracurriculares que desenvolvem as soft skills e aprimoram as hard skills são cada vez mais necessárias.

E é aí que o Movimento Empresa Júnior (MEJ), maior movimento de empreendedorismo jovem do mundo, surge como uma das principais alternativas para esse desenvolvimento, inclusive, extracurricular. Considerada como a maior ferramenta de educação empreendedora no ambiente acadêmico, há cada vez mais procura por parte de jovens universitários para participar de uma empresa júnior (EJ). A EJ possui finalidades educacionais, na medida em que capacita os acadêmicos para o mercado de trabalho por meio da realização de projetos, incluindo senso de responsabilidade e desenvolvendo habilidades.

Os universitários e estagiários serão os líderes e executivos daqui a alguns anos. Empresas que enxergam isso e desenvolvem o potencial desse profissional, junto aos conhecimentos técnicos adquiridos durante a graduação, saem na frente, mantendo um verdadeiro corpo técnico de qualidade.

Devido ao trabalho em rede e contato com o mercado ainda na faculdade, os estudantes universitários e profissionais que saem do Movimento Empresa Júnior costumam ter mais familiaridade com novas ferramentas, trabalhos complexos e em equipe. Acreditar no universitário é acreditar na prosperidade de milhares de negócios ao redor do mundo e nas próximas gerações de liderança do país. Esse grupo representa o pilar de continuidade de diversas empresas, trazendo inovação e renovando a cultura do mercado. Por isso, acredito que as universidades serão sempre a porta de entrada para o mercado de trabalho e com o aluno cada vez mais engajado, o cenário empreendedor do país deverá elevar os níveis de qualidade e competitividade.

* É presidente executiva da Brasil Júnior - Confederação Brasileira de Empresas Juniores

Sábado, 30 Janeiro 2021 12:00

O dia seguinte ao impeachment

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Ao longo da nossa história republicana já tivemos 38 presidentes. Oito deles eram vice-presidentes que assumiram em consequência de mortes, renúncias, golpes ou impedimento dos titulares. São eles Floriano Peixoto, Nilo Peçanha, Delfim Moreira, Café Filho, João Goulart, José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer. Preparemos então nosso espírito para um provável governo Mourão, como prevê a Constituição no caso do impeachment de Bolsonaro.

É claro que o presidente e o seu vice são frutos da mesma safra de 2018, como chama atenção o jornalista Élio Gaspari, mas um homem é ele próprio e as suas circunstâncias. As novas circunstâncias são de falência do país no plano econômico, social, sanitário e moral. É o Brasil à beira de um precipício, isso pode mudar muita coisa.

Razões legais para o afastamento do atual Presidente, já existem de sobra, fato que já começa a ser reconhecido em tribunais, principalmente no contexto da crise sanitária. Acontece que o impeachment não é apenas uma questão legal, mas sim uma decisão profundamente política. As diversas pesquisas de opinião ainda apontam uma divisão forte da opinião pública, rachada quase meio a meio. A tendência, entretanto é de crescer a força do impeachment, por aprofundamento da crise de confiança. O governo do capitão terrorista é desastroso no varejo e no atacado. Diante da pandemia, todas as suas ideias e iniciativas estavam erradas, como chama a atenção o mesmo Élio Gaspari.

Percebe-se, cada vez mais que Bolsonaro não tem condições de encaminhar a solução dos nossos problemas. Governos que não conseguem resolver problemas acabam sangrando e entrando em colapso. A sociedade não tem vocação para o suicídio coletivo. Já existem mais de sessenta pedidos de impeachment na Câmara, aguardando as condições políticas para o desenlace.

Está ficando cada vez mais claro que teremos pelo menos dois anos de tempo ruim pela frente quanto à Covid-19 e a economia, mesmo com sucesso da vacinação. A baixa confiança nesse governo vai erodindo sua base. Sua capacidade de produzir crises desnecessárias é infinita.

O descontentamento cresce nas redes e nas ruas. A própria base de apoio do Presidente na opinião pública começa a apresentar rachas, como mostra o recente pedido de impeachment feito em manifesto assinado por 380 lideranças ligadas a igrejas cristãs, incluindo católicas, anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas e metodistas, além de 17 movimentos cristãos.

Falta agora esse descontentamento refletir-se no Congresso Nacional, onde o Presidente ainda se garante. Não se sabe por quanto tempo. O parlamento, em situações de crise, costuma olhar o clima das ruas. Afinal todos dependem de voto popular.

O impeachment amadurece, mas ainda é necessário que as forças políticas e partidárias se entendam quanto ao futuro governo e a sua governabilidade. A situação demanda um pacto político a respeito da transição. É hora de cobrar juízo e ter prudência, nenhuma radicalização ajuda. Lembro que a pressa política é má conselheira e atrapalha o amadurecimento do processo. Caindo Bolsonaro quem, constitucionalmente, assume o poder é o general Mourão, a não que alguém queira se lançar em aventuras perigosas.

Ninguém deve ignorar as lições da história. É preciso lembrar que Itamar, antes do impeachment fez acenos à oposição e Temer chegou até a anunciar um plano de governo. As forças políticas não tem vocação para pular no escuro. Mourão tem que ser atraído por essa ideia de ser parteiro de um novo governo de transição (mais um), com governabilidade previamente garantida. Falta isso para juntar nova maioria no Congresso.

*É Engenheiro e professor da UFMS

Ao celebrar um contrato de adesão para aquisição de imóvel em loteamento ou condomínio, na maioria das vezes, o comprador não tem conhecimento ou não é informado sobre os direitos e as obrigações inerentes ao contrato.

Muitos contratos dessa natureza, são compostos de cláusulas abusivas, como taxas de juros acima do legal ou mesmo a imposição de taxas indevidas e multa em percentual abusivo pela rescisão antecipada do contrato, como maneira de impedir a desistência, pelo pesado ônus que impõem ao bolso do consumidor.

O artigo 51, inciso IV do Código de Defesa do Consumidor define que são nulas de pleno direito as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos ou serviços que estabeleçam obrigações abusivas colocando o consumidor em desvantagem exagerada.

Diversas são as ações judiciais contra empreendimentos imobiliários que têm cobrado multas de 25% a 40% do valor do contrato para a rescisão antecipada por parte do consumidor. Os Tribunais têm decidido a favor dos consumidores, estabelecendo que o valor da multa a ser cobrada não pode ultrapassar os 10% (dez por cento) dos valores efetivamente pagos pelo consumidor, em oposição ao valor total contratado.

Os Juízes têm decidido que é razoável a aplicação de multa compensatória de 10% (dez por cento) sobre os valores efetivamente pagos, como suficiente para reembolsar eventuais prejuízos sofridos pelo empreendimento imobiliário, no entanto, que o percentual cobrado a título de multa compensatória não pode representar vantagem excessivo para a incorporadora.

Segundo as decisões judiciais, a retenção de parte do valor pago nos contratos de compra e venda de imóveis é justificável, uma vez que foram gastos recursos com divulgação, comercialização e tributos, e está prevista no Código Civil.

* É Advogado

Sábado, 16 Janeiro 2021 11:04

Aa agruras do consumidor

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É difícil encontrar alguém que já não tenha passado por muita raiva na hora de ser atendido nos teleatendimentos de empresas prestadoras de serviços. Seja por telefone ou por outros meios digitais, o tempo perdido é enorme e, não raro, tem que se fazer repetidas tentativas, tornando ainda mais penosa a vida do reclamante.

O consumidor é mal atendido nesses serviços, seja por inadequação dos sistemas, seja por falta de treinamento/qualificação dos operadores. Os Procons estaduais mantém um ranking dos piores prestadores de serviços, os mais reclamados. No topo estão, normalmente, os serviços de energia elétrica, de água, empresas de telefonia, os bancos e as grandes redes de varejo.

Apesar de os direitos dos consumidores terem status constitucional e serem regulados por diversas leis, decretos e portarias, os serviços de atendimento ao consumidor (SACs) fazem clara afronta a todo o sistema de ordenamento jurídico existente.

Pela legislação, a empresa deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas suas subdivisões, o contato direto com o atendente. Sempre que oferecer menu eletrônico, as opções de reclamações e de cancelamento têm de estar entre as primeiras alternativas. No caso de reclamação e cancelamento, é proibida a transferência de ligação e todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas providências. As reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias úteis. O consumidor deverá ser informado sobre a resolução de sua demanda. O pedido de cancelamento de um serviço deve ser imediato.

Ainda, a legislação exige que para serviços ininterruptos, o atendimento deverá funcionar 24 horas por dias, sete dias por semana. Deverá ser oferecido ao consumidor um número único de telefone para acesso ao atendimento.

É proibido, durante o atendimento, exigir a repetição da demanda do consumidor. Haverá um prazo máximo de espera para ser atendido. Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído. Só é permitida a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera se o consumidor permitir. O acesso ao atendente não poderá ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor.

Vivêssemos essa realidade, o consumidor brasileiro, se sentiria no melhor dos mundos, como foi a intenção de Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, um dos primeiros do mundo.

Entretanto, vivemos no Brasil o desrespeito aos direitos e a indignação do consumidor. Essa é uma das tais leis que não pegaram. A principal responsabilidade por essa situação é dos órgãos de regulação e de fiscalização aos quais falta proatividade. De que vale os rankings dos piores prestadores de serviços, se não há providencia sistemática e preventiva contra eles. A Constituição atribui ao Estado a defesa do consumidor, entretanto problema é jogado no colo do indefeso consumidor individual.

Existe também o problema do atendimento por robôs com inteligência artificial. Esse caminho parece ser inevitável em termos futuros, mas tem que ser muito melhorado para ser colocado em prática. Necessita a adaptação à cultura média dos consumidores, e principalmente àqueles que ainda não estão ajustados à cultura digital, e que perdurarão ainda por muito tempo.

Cada consumidor individual é único e demorará muito para que a inteligência artificial assim o enxergue. Toda tecnologia é bem vinda para melhorar a vida do indivíduo e não para piorá-la. O consumidor, que antigamente sempre tinha razão, passou a ser uma vítima sem direitos.

Pesquisas apontam que os consumidores só se considerariam satisfeitos se fossem tratados como pessoas únicas e reconhecidas, fossem acarinhadas e tivessem suas expectativas atendidas. Só querem se sentir amados.

* É Engenheiro e professor da UFMS

O cultivo do milho safrinha é uma atividade de alto risco, principalmente, quando semeado fora do período recomendado pelo zoneamento agrícola de risco climático. Em períodos de incertezas, as preocupações se voltam para as condições climáticas, oscilações dos preços de comercialização e do custo de produção.

De acordo com os dados publicados pela Famasul e Aprosoja/MS, na safrinha de 2020 foram cultivados 1.895 mil hectares, com produção total de 10.618 milhões de toneladas. A produtividade média obtida foi de 93,4 sacas por hectare e a área cultivada em consórcio de 39%.

Do ponto de vista climático, para cultivo de milho safrinha, Mato Grosso do Sul pode ser dividido em três regiões. A região Sul, onde tem chuvas distribuídas ao longo do cultivo, mas tem risco de geadas; a região Norte, com chuvas mais definidas, porém com risco de seca no final do ciclo, e a região Central, com risco de seca e/ou geada. Nessa análise, considerando as condições climáticas e econômicas, o Estado foi caracterizado em região Norte e Centro-Sul, com o objetivo de auxiliar o produtor na apuração e avaliação dos resultados econômicos que podem ser obtidos com o milho safrinha em 2021.

Analisou-se os sistemas de produção de acordo com a representatividade da região produtora e níveis tecnológicos: 1) na região Norte, utilizou-se milho híbrido geneticamente modificado, com a introdução de genes específicos de Bacillus thuringiensis (Bt) e outro com milho híbrido geneticamente modificado, com a introdução de genes Bt e Roundup Ready (Bt + RR), ambos em cultivo solteiro; 2) na região Centro-Sul optou-se por milho híbrido Bt, cultivo solteiro e em consórcio com Brachiaria ruziziensis e outro com milho híbrido Bt + RR, em cultivo solteiro.

O custo de produção de milho safrinha 2021 contempla o Custo Operacional Total (COT) e a Remuneração dos Fatores de Produção (RFP). O COT é composto pelo Custo Variável (CV), que corresponde ao desembolso que o produtor faz para conduzir a sua lavoura, e pelo custo fixo (CF), que é o custo não desembolsado pelo produtor, mas que incide sobre o total do custeio. A RFP, também conhecida como Custo de Oportunidade, corresponde ao valor que o capital empregado em uma atividade renderia se fosse utilizado na melhor alternativa de emprego.

Os preços dos fatores de produção e dos produtos, levantados no mês de novembro de 2020, foram usados para elaborar o custo de produção, estimar o grau de importância dos seus componentes e analisar a viabilidade econômica da cultura do milho na safrinha de 2021. Para o cultivo consorciado foi adicionado apenas o custo da braquiária, equivalente a três quilogramas por hectare de sementes com valor cultural de 80%, semeada na mesma operação de plantio do milho.

A produtividade média estimada, neste trabalho, é de 6.000 kg/ha, tanto para o milho Bt quanto para o milho Bt + RR, na região Norte. Para a região Centro Sul, em função dos maiores riscos climáticos, o investimento na safrinha é menor e, com isso, a produtividade estimada é de 5.367 kg/ha, tanto para o milho Bt quanto para o milho Bt + RR, e para o milho Bt consorciado com Brachiaria ruziziensis.

A análise dos cenários permite identificar os limites de variação dos preços dos produtos e das quantidades produzidas sem comprometer a viabilidade econômica do sistema de produção. A análise aponta o valor mínimo para comercialização do produto ou a quantidade mínima a ser produzida para que o produtor não tenha prejuízos com a atividade agrícola.

Foram consideradas três situações de menor favorabilidade, sendo as alterações de -10%, -20% e -30%, e três de maior favorabilidade, +10%, +20% e +30%, tanto para as variações dos preços pagos ao produtor quanto das quantidades produzidas, nas diferentes tecnologias avaliadas. Para esta análise considerou-se o preço base, pago ao produtor, de R$ 54,30 por saca de 60kg e as produtividades estimadas, na região Norte, de 100 sc/ha para as duas tecnologias analisadas. Na região Centro-Sul, produtividades de 89,45 sc/ha para as três tecnologias avaliadas.

Mantendo-se os atuais níveis de preços de mercado, tanto do produto quanto dos insumos, a análise de viabilidade indica ganhos positivos para o produtor com o milho safrinha 2021.

O produtor deve comercializar a produção de milho quando os preços estiverem acima dos custos médios por saca produzida. A venda antecipada da produção é uma alternativa desde que o valor garanta a cobertura dos custos ou proporcione lucro com o milho safrinha.

* São Administrador, Mestre em Administração e Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agricultura, analistas da Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados (Foto:Keile Barbosa de Menezes)

Atreva-se a conhecer. Esta frase sintetiza o desafio lançado pelo Iluminismo durante o século XVIII na Europa. O Século das Luzes foi um período em que se opôs a ciência à ortodoxia religiosa, entre as quais as teses místicas que afirmavam que as doenças eram castigo divino. A partir dessa época, a razão foi colocada como principal fonte de autoridade e de legitimidade das ideias. Nesse período, começaram a serem defendidos os ideais de liberdade, progresso, tolerância, fraternidade, e separação Igreja–Estado.

A escuridão dos tempos atuais clama por nova iluminação, com a defesa da ciência e do conhecimento racional como meio de superação de preconceitos e ideologias tradicionais.

Um dos sinais da escuridão é o atual movimento antivacina, que defende que os imunizantes não protegem contra as doenças e podem colocar a saúde em risco. A Organização Mundial de Saúde (OMS) em recente relatório afirma ser tal movimento um dos dez maiores riscos à saúde global, sendo tão perigoso quanto os vírus mais temíveis.

O movimento antivacina tem crescido no mundo e no Brasil. Um dos marcos dessa explosão foi a publicação de um estudo na conceituada revista Lancet em 1998 de autoria do médico britânico Andrew Wakefield que relacionava a vacina tríplice viral contra caxumba, sarampo e rubéola com a ocorrência de autismo em crianças. Logo depois, o artigo foi desqualificado por inúmeros cientistas e pela própria revista. Mas depois que algo dessa gravidade chega à população, fica difícil desfazer o estrago. Até hoje, esse artigo desqualificado de Wakefield é utilizado e generalizado por inúmeros grupos antivacina. É provável que isso esteja por trás do retorno de inúmeras doenças que já foram consideradas praticamente erradicadas.

Os negacionistas da ciência formam um grupo bastante heterogêneo. Dentro dele estão desde os ingênuos e preguiçosos mentais até aqueles que ganham dinheiro com as crendices do povo empurrando praticas médicas alternativas duvidosas ou falsas, como as curas herbalistas, homeopáticas, quiropraxistas e neuropatas que se oferecem em sites de grande apelo. O movimento antivacina tornou-se um grande negócio, em um momento de comoção mundial e avanço do populismo.

No Brasil, recente pesquisa da divisão de estudos estatísticos da revista digital Poder 360, aponta que entre julho e dezembro de 2020 o número daqueles que tomariam vacina passou de 85% para 60% e o grupo dos que não se vacinaria passou de 8% para 28%, mostrando o estrago causado pelo movimento antivacina.

A sociedade brasileira precisa reagir mais enfaticamente. As redes científicas e profissionais tem que assumir responsabilidade com o país. Os cientistas precisam se mostrar mais e ampliar seu diálogo com a sociedade, inclusive através das mídias sociais, onde os antivacinas trafegam com desenvoltura. Cada fake news tem que ser desmoralizado com a palavra da ciência e da razão.

Os provedores de mídias sociais, institucionalmente, devem ser mobilizados a cumprir um papel responsável, enfrentando o domínio do império das poderosas mídias antivacinas. O Supremo Tribunal Federal, em julho do ano passado mandou bloquear as contas dos aliados de Bolsonaro no Twiter e Facebook "para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática". Da mesma forma, e com transparência, é preciso banir as mensagens antivacina, que constituem um crime contra a humanidade.

A situação é tão grave que o próprio Ministério da Saúde criou um serviço whatsaap, para vigiar e esclarecer as mensagens fake news quanto à pandemia. É uma necessidade tornar esse canal mais proativo e acessível à população.

, * Ela é médica e ele, engenheiro

Quarta, 30 Dezembro 2020 18:39

Cinco dicas para planejar a carreira para 2021

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Traçar metas e objetivos podem ser os diferenciais para quem almeja outros rumos profissionais para o ano que vem

A reta final de 2020 pode ser um momento perfeito para quem deseja planejar sua carreira profissional para o ano que vem. Seja para conseguir um emprego, trocar de empresa ou mudar de carreira, traçar metas e objetivos é fundamental para aumentar a chance de êxito. Ainda com vagas de emprego sendo fechadas e com organizações cortando custos por conta da crise econômica, buscar uma graduação, pós-graduação ou especialização podem ser alternativas para uma recolocação mais rápida.

Basicamente, o planejamento de carreira e sucesso profissional são guias que vão nortear suas metas para uma trajetória a curto, médio e longo prazo. A partir disso, será possível saber quais etapas devem ser cumpridas para cada conquista, como ser admitido por uma empresa, conseguir uma promoção ou, até mesmo, abrir o próprio negócio.

Para ajudar quem planeja executar um plano de carreira para 2021, elenco cinco dicas:

1) Seja qual for o objetivo, fazer acontecer o seu planejamento de carreira e sucesso profissional não é difícil, mas vai exigir dedicação, capacidade de se comunicar e planejamento

2) O primeiro passo para em um planejamento de carreira é a busca pelo autoconhecimento. Mapear seus valores, interesses e talentos será primordial para elaborar esse planejamento.

3) Trace metas e defina prazos. Busque entender suas competências, limitações e quais áreas deseja seguir.

4) É fundamental estabelecer estratégias para o desenvolvimento profissional. Seja buscando uma especialização ou focando em técnicas de inovação no mercado de atuação para atingir o sucesso na carreira, as técnicas não podem ser deixadas em segundo plano.

5) Por mais que façamos planos, nem sempre eles saem como desejamos. Por isso, é importante estar atento às mudanças que surgem no processo. É necessário analisar diferentes possibilidades e a hora que é melhor optar por outro caminho.

* O autor é Doutor em Psicologia Social e CEO da Connekt, plataforma inteligente de recrutamento digital

Imaginável que todo aquele que aspira por um sonho, procure buscar o apogeu desta conquista, comparável para um jogador de futebol profissional, que deva ser a convocação para a seleção brasileira ou jogar no estádio do Maracanã. Da mesma forma para um cantor de música clássica imagino que seja fazer uma apresentação na SALA SÃO PAULO, que possui uma sala de concertos de reconhecida reputação internacional, entre estas a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Seguimos ainda com nossas comparações, devo imaginar que um artista de circo deva sonhar em fazer um espetáculo no CIRCO DE MOSCOU, preferencialmente na Rússia.

Naturalmente ao sonharmos, independentemente daquilo que almejamos, que este seja materializado no sentido maiúsculo, que a conquista sirva para coroar e provar para nós mesmos o quanto se faz necessário termos atitudes para rompermos os obstáculos que a própria vida se encarrega de nos impor.

Todas as cidades possuem um referencial, sejam suas praças, parques, igrejas, teatros, povos, tradições, enfim seja material ou imaterial, mas há outras que carregam seus símbolos, tal como Roma que é o símbolo da monarquia, Florença símbolo do renascimento italiano e a Grécia o símbolo da democracia.

No Brasil nossas cidades possuem seus grandes referenciais, sejam por valores históricos, econômicos ou políticos, mas vertendo nossa reflexão para aquilo que estamos nos propondo, devemos falar de Brasília, que também possui seus encantos naturais, artísticos e culturais, sendo o Jardim Botânico guardiã da rica flora e fauna do cerrado, ainda temos o prédio do Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Museu Nacional, entre outros, representando sua riqueza arquitetônica e cultural.

Mas, o que encanta Brasília é a simbologia do PODER, criada para ser o Distrito Federal e geograficamente em uma posição estratégica facilitando a locomoção de toda representação política deste país, entretanto na sua origem visava atender interesses daqueles que almejavam distanciar os acessos das massas aos centros das decisões políticas.

Por toda esta representação é natural que um vereador também nutra desejos de conhecer a capital do poder, pois os poderes legislativos, executivos e judiciários se concentram no maior palco da democracia brasileira, porém, e obviamente não devemos deixar de analisar criticamente que as interferências são cada vez mais notáveis entre os poderes que constituem nosso estado, algo que inclusive ferem suas essências, neste caso suas independências.

Diante do fato que somos movidos por projetos, mas que o combustível maior são nossas atitudes, se tornar vereador de Dourados com toda certeza foi uma dádiva de Deus, proporcionada pela alimentação de um sonho, mas fundamentalmente de ter me dedicado ao longo de uma vida, conquistando tal condição e não nos impondo sem possuir nenhuma identidade com as questões de ordem social, pois antes de tudo ocupamos diversas funções dentro da nossa comunidade, não precisando ter mandato para ter compromisso social.

Poderiam imaginar que, enquanto vereador, da mesma forma como um jogador de futebol, um artista circense ou um cantor, que vislumbravam os maiores palcos, também tivesse desejo em conhecer o referencial do poder brasileiro, afinal ampla maioria dos detentores de mandato conhecem nossa capital federal, atraídos não pelas suas riquezas naturais e arquitetônicas, mas pelo simples fato de literalmente experimentar os ares que tanto atraem, mesmo que para tal se gastem milhões em recursos públicos apenas para se cumprir protocolos nas inúmeras visitações aos Ministros, Deputados Federais e Senadores, algo que é intolerável, pois todos os estados e seus respectivos mandatários possuem escritórios de representação em seus estados, inclusive nossas bancadas possuem seus líderes e suas agendas estão sempre abertas para receber prefeitos, vereadores e deputados estaduais, dispensando estes de terem que cumprir agendas oficiais na capital federal, com raras exceções estas viagens são de fato necessárias.

Importante ainda afirmar, embora tenha sido talvez o único vereador que não conheceu Brasília, mas curiosamente sou o vereador que mais viabilizou recursos para Dourados, graças a aproximação política e de lealdade aos deputados Barbosinha e Tereza Cristina, respectivamente deputado Estadual e deputada Federal, prevalecendo aquilo que afirmamos que estes escritórios cumprem com maestrias suas finalidades, nos dispensando de ir até Brasília ou em Campo Grande para viabilizar recursos, ficando explícito que garantir recursos no orçamento federal ou estadual é por credibilidade e não por peregrinação nos corredores dos ministérios ou nos gabinetes de nossos deputados, estas iniciativas visam mais holofotes que propriamente materialização de algum projeto.

Alguns poderiam nos indagar se não possuímos sonho em conhecer Brasília, diríamos que sim, pois esta também nos encanta, todavia esperamos que a vida um dia nos permita conhecer, porém que a custa seja pessoal, ou então, oxalá Deus, venha nos permitir que um dia possamos ocupar uma das 513 cadeiras daquele parlamento, afinal sonhar é algo que posso fazer daqui, da minha cidade, sem necessariamente ter que ir até o Distrito Federal, desta forma o sonho fica resguardado e o dinheiro público preservado e respeitado.

* É professor, geógrafo, vereador e Gerente Regional da Sanesul em Dourados

Terça, 15 Dezembro 2020 16:38

Hackers, Golpes e o Xuxu

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O ano de 2020 está tão estranho quanto o Chuchu com ‘x’ no título. E nada como um “Xuxu” para representar um ano tão errado e suas bizarrices.

Como se já não bastassem as ligações que recebemos das cadeias no Brasil afora, agora nos deparamos com “especialistas” em hackear nossos celulares. Um bando de abutres.

É uma verdadeira ofensa aos Hackers ter seu título vinculado a seres como estes que sequer saberiam enumerar meios e métodos de invasão real.

O fato é que em 2019 houve um intensivão para golpistas a nível federal, em cadeia nacional, 24 horas por dia por pelo menos uma semana: quem não se lembra dos “hackers” que “invadiram” os celulares dos ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes. De lá pra cá, tem sido uma chuva de golpes neste sentido e, em 2020, com grande parte das pessoas enjauladas em suas casas, tornou-se rotina nos depararmos com este tipo de situação. Com certeza você deve ter visto em sua rede social alguém denunciando o ocorrido.

A mídia passou, em detalhes, maneiras de ludibriar usuários do aplicativo de mensagem instantânea mais popular hoje, mundialmente, possibilitando que golpistas travestidos de hacker tomassem a identidade das pessoas em seus aplicativos, se passando por elas e pedindo dinheiro a parentes, amigos, etc. Os desavisados de boa-fé acabavam “ajudando” e perdiam centenas e em alguns casos, milhares de Reais.

Levando em consideração que o problema já existe e que é importante conhecermos seus processos, irei enumerar aqui 4 passos básicos e rápidos que os golpistas seguem para poder assumir a identidade de seu Whatsapp, por exemplo.

1- O contato vem através de ligação ou até mesmo de uma mensagem, dizendo se passar por uma loja qualquer, oferecendo sua inclusão em um grupo de WhatsApp onde você irá passar a receber informação privilegiada de promoções e descontos especiais e que para isso, um código seria enviado em seu celular. Importante frisar que as ofertas podem ser diversas, mas sempre solicitando um código enviado em seu aparelho. Jamais informe a outra pessoa qualquer código que você venha receber em seu aparelho celular;

2 - Feito isso, você receberia uma mensagem do WhatsApp informando um código. Essa mensagem, contém informações que já deveria despertar desconfiança, porém, muitas vezes passa despercebido mediante a possibilidade de lucrar (receber bônus, desconto, promoção, etc) que acaba desviando a atenção da pessoa;

3 - Sem perceber, você acaba informando o código ao golpista;

4 - O golpista de posse deste código, ativa no celular dele, sua conta do aplicativo, pois a mensagem de segurança para ativar o aplicativo enviada a você, foi informada a ele.

Agora, pronto. Ele já assumiu sua identidade e está pedindo dinheiro a seus amigos e familiares em seu nome.

Mas, calma. Nem tudo está perdido. O grande lance aqui é que você pode retomar sua identidade mais rápido do que ele. É só seguir os 3 passos abaixo:
1 - Remova de seu celular o aplicativo (neste caso, o WhatsApp);
2 - Instale novamente o aplicativo em seu celular;
3 - Insira seus dados (número de telefone celular).

Pronto. O código enviado via SMS em seu celular já é lido automaticamente pelo aplicativo e, desta forma, você assume novamente sua identidade.

Nunca, jamais passe a terceiros informações que você tenha recebido em seu aparelho celular. Na dúvida, chame alguém de sua confiança e compartilhe o ocorrido.

Há maneiras de aumentar a segurança de sua identidade em seus aplicativos e evitar que situações como esta aconteçam (ou se repitam). A verificação em duas etapas está presente em grande parte deles e com certeza é uma aliada.

Para ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp, siga os passos abaixo:
1 - Abra o WhatsApp e acesse o menu do aplicativo simbolizado pelos três pontinhos no canto superior direito da tela;
2 - Na aba aberta, clique em "Configurações";
3 - Agora, acesse a opção "Conta";
4 - Clique em "Verificação em duas etapas";
5 - Na nova tela, clique em "Ativar" para iniciar a configuração do recurso;
6 - Neste momento, você deverá criar uma senha de seis dígitos (PIN) e confirmar o código escolhido. Depois, também será possível registrar um endereço de e-mail para recuperar o código caso seja necessário;
7 - Depois da personalização, toque em "Concluído" para finalizar a configuração do recurso;

Pronto, seu aplicativo está mais seguro.

A senha será solicitada com alguma frequência. No começo incomoda um pouco, mas isso acontecerá cada vez menos.

Ficou com alguma dúvida? Não deixe de enviar seu comentário para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Ótimo fim de Xuxu para você e, um 2021 de ouro para nós. Até mais.

* O autor é Analista de Desenvolvimento de Sistemas

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