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Redação Douranews

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Com o objetivo de reduzir o tempo para a universalização do esgotamento sanitário nos 68 municípios operados pela Sanesul, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) lançou nesta quinta-feira (23), juntamente com o secretário de Infraestrutura Marcelo Miglioli e o diretor-presidente da Sanesul, Luiz Rocha, o edital de chamamento público do PMI (o Procedimento de Manifestação de Interesse) para elaboração de estudos técnicos destinados à universalização do sistema de esgotamento sanitário nas cidades atendidas pela Sanesul.

O PMI visa estabelecer as diretrizes de participação dos interessados na elaboração e apresentação dos estudos técnicos que poderão ser utilizados para a estruturação do projeto destinado à implantação, expansão, reabilitação, operação e manutenção dos sistemas de esgotamento sanitário da área urbana da sede dos municípios atendidos pela Sanesul, por meio de PPP (Parceria-Público-Privada) de forma a garantir a universalização da oferta de serviço público adequado à população e à sustentabilidade do modelo.

Fazer com que Mato Grosso do Sul seja o primeiro estado a ter esgotamento sanitário universalizado, garantindo a melhoria da saúde e qualidade de vida da população, a expansão da infraestrutura com qualidade, tarifas e preços adequados, níveis elevados de sustentabilidade ambiental, além da atração de novos investimentos em todas as regiões, forma equânime e descentralizada, são algumas das motivações do projeto.
“Vamos nos valer do mecanismo de PPP para melhorar a saúde e a qualidade de vida de quase dois milhões de sul-mato-grossenses”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja durante o lançamento.

"O saneamento sem dúvida está vinculado à saúde, daí a grande importância da universalização dos serviços. De acordo com a Organização da Saúde, com saneamento se consegue prevenir mais de uma dezena de doenças. Além disso, também segundo a própria OMS, a cada um real investido em saneamento, são economizados quatro reais nos gastos com tratamentos de saúde. Na prática, vamos buscar um parceiro privado para fazer os investimentos em construção, engenharia e operação, a partir dos estudos da PMI, para que no prazo de dez anos o esgotamento sanitário seja universalizado. O prazo do contrato seria de 30 anos, mas a gestão desse contrato continua sendo feita pela Sanesul, e a empresa que fará os investimentos será ressarcida por meio das tarifas de esgoto", explicou o diretor-presidente da Sanesul, Luiz Rocha.

Para a secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas do Governo, Eliane Detoni, que apresentou o PMI, não há nenhum projeto com esta abrangência no país. Segundo ela, O prazo estimado para finalização do PMI é de oito meses até a análise e publicação do estudo selecionado. Após este período, o prazo entre preparação do projeto, procedimento licitatório até o início da execução será de aproximadamente 16 meses. "Não é um projeto de governo, mas um programa de Estado”, completou.

De acordo com as diretrizes estabelecidas no projeto, a universalização dos serviços de esgotamento sanitário deverá ser realizada em dez anos e o valor estimado do projeto é de R$ 3,9 bilhões, entre obras de infraestrutura e operação e manutenção dos sistemas.

A Sanesul é uma empresa pública, com autonomia administrativa e financeira, que compõe a administração indireta vinculada ao Executivo estadual. Atualmente, o índice de coleta e tratamento de esgoto nos municípios atendidos pela Sanesul é de 34%, e o índice de cobertura nestes municípios é de cerca de 49%. Ao todo, o sistema de esgotamento sanitário da Sanesul abrange 45 sistemas e uma rede de coleta de 2,2 mil quilômetros de extensão.

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A Tocha Olímpica chega a Dourados neste domingo (26), onde irá pernoitar para seguir o roteiro do Revezamento nacional até o Rio de Janeiro, via Presidente Prudente para São Paulo. O trajeto tem o início previsto para as 16 horas e entre os 81 condutores, selecionados pelo Comitê Olímpico e patrocinadores, despontam acadêmicos e professores da Unigran. Cada condutor vai conduzir a tocha por um percurso de cerca de 200 metros.

A Unigran estará representada pelos professores Rogério Montes, de Educação Física [e coordenador do grupo Ginasloucos, que também terá participação especial durante a Rio 2016]; Noemi Mendes Siqueira Ferrigolo e Robson Moraes dos Santos, do Direito; Amélia Leite de Almeida, cursos de pós-graduação a distância; além do professor aposentado pela instituição, Luiz Valdomiro Ferrigolo.

Dentre os acadêmicos, Maristela Owergoor, que cursa o 5º semestre de Psicologia e foi atleta profissional de basquete, será uma das condutoras. Para ela, é um momento único. “É uma recompensa por ter sido atleta de alto nível durante 21 anos, por isso fui convidada. A tocha lembra a paz entre os povos e hoje é o que necessitamos. Se pudermos refletir sobre isso, seremos melhores”, considera.

Camila Gebara Nogueira está no 7º semestre de Educação Física e é a judoca mais premiada de Mato Grosso do Sul. Com o sonho de representar a cidade em uma Olimpíada, Camila afirma que participar do revezamento da tocha “será muito emocionante e uma inspiração para treinar mais e chegar a uma Olímpiada. Rumo a Tóquio 2020”, ressalta.

Outro estudante indicado para conduzir a Tocha Olímpica é Rocleiton Ribeiro Flores, do 5º semestre de Enfermagem. Indígena, o aluno se destaca no atletismo, conquistou medalha de prata nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. “É uma honra, um momento de orgulho e satisfação”, declara.

Já o acadêmico do 7º semestre de Direito, Diego Morales da Silva, se inscreveu pela internet, passou pelas etapas solicitadas e foi selecionado. “Este é um momento inigualável para mim. Não somente pelo momento, mas também a simbologia, é uma emoção diferente, uma felicidade grande e me sinto orgulhoso de representar o fogo olímpico para a sociedade”, comemora.

A Tocha Olímpica também irá passar por outros municípios do estado. A acadêmica de Pedagogia, Viviane da Silva Barbosa Cesário, participará da condução em Rio Brilhante. Prestes a se formar, a estudante pratica ciclismo e, ao contar a história de vida aos patrocinadores, foi selecionada. Para ela, “é um privilégio muito grande, um momento único, pois estarei fazendo parte da história, levando a paz”.

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O secretário Junta do Serviço Militar de Dourados, Cláudio Caldeira Barbosa, informa que o Exército Brasileiro, por intermédio das Regiões Militares, está disponibilizando desde o início do ano, em nove estados da federação [Amapá, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Pará, Santa Catarina, Sergipe e Paraná], o sistema de alistamento online.

Nessa nova modalidade de alistamento, o jovem poderá ter a comodidade de realizar o procedimento de Alistamento Militar utilizando o mais moderno meio de acesso (computadores, tablets e aparelhos de telefonia móvel com acesso à internet), no conforto da própria residência, evitando a permanência indesejável em eventuais filas na Junta de Serviço Militar.

Veja como clicando aqui

Para realizar o Alistamento Online será necessário já possuir o número de CPF e também um endereço de e-mail particular. Não possuindo o CPF, favor procurar a Junta de Serviço Militar, localizada na avenida Joaquim Teixeira Alves, 1453, no prédio onde funcionou a Prefeitura), no centro da cidade, das 7h30 às 13h30.

Após o Alistamento Online, o jovem receberá um número de protocolo e poderá, por intermédio do site, saber se prossegue na seleção para o Serviço Militar nas Forças Armadas (Marinha, Exército, Aeronáutica) ou se será dispensado recebendo o CDI (Certificado de Dispensa de Incorporação).

Segundo a Junta, todos os jovens que completam 18 anos em 2016, tem até quinta-feira (30) para realizarem o Alistamento Militar. Após essa data, será considerado período fora do prazo e acarretará em multa conforme previsto no Regulamento da Lei do Serviço Militar.

Somente se estiver em dia com as obrigações militares é que os jovens poderão obter, por exemplo, o Título de Eleitor, a Carteira de Trabalho, passaporte, matrícula em instituições de ensino, ingresso no mercado de trabalho, admissão em concurso público e participação de licitações e contratos nas esferas municipal, estadual e federal.

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O servidor da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Franz Maciel Mendes, de 40 anos, acredita que a cidade idealizada pelas pessoas deve também partir das ações práticas. “Nós somos os agentes condutores da mudança, se eu amo a cidade, eu também cuido”, afirma.

Franz foi escolhido como condutor da Tocha Olímpica após uma promoção de um patrocinador oficial do evento, onde deveria descrever uma experiência de vida que demonstrasse superação. E ele tem muito o que contar. Graduado em Administração, Direito e especialista em Gestão Pública, trabalha na Universidade há dez anos. Nesse período, já foi presidente do Sindicato dos Técnicos Administrativos e atualmente exerce o segundo mandato como presidente da Assufgd (a Associação dos Servidores da UFGD).

O profissional sempre foi incentivador do esporte. Colaborou em diversos campeonatos, como de futebol de salão e areia, vôlei, handebol, desde os 12 anos. Além disso, competiu nas modalidades de arremesso de peso e de disco. Organizou passeios ciclísticos de cunho social agregando o esporte às demandas de mobilidade urbana. Também esteve à frente do movimento pela duplicação da Avenida Guaicurus (via que liga o centro à cidade universitária e ao aeroporto) e do plantio de ipês em parceria com diversas entidades.

Para Franz Mendes, é uma honra ser um dos condutores do fogo olímpico. “Fico muito emocionado e me sinto um privilegiado por fazer parte desse momento, pela importância que a chama tem, por tudo que ela representa. A missão combina orgulho, amizade, respeito, união, paz, ética e fair play (jogo limpo)”, afirma.

Dourados não foi escolhida à toa como “Cidade Celebração”, pelos relatos de Franz Mendes. Segundo ele, será uma das mais lindas passagens da tocha entre os municípios brasileiros. Ele explica que isso se deve também ao fato da população participar mesmo dos eventos. “Prova disso foi a apresentação da esquadrilha da fumaça”, lembra.

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Assembleia geral realizada na sede do Simted (o sindicato municipal dos trabalhadores em educação) na manhã desta quinta-feira (23), em Dourados, decidiu pela manutenção da greve, após reunião sem acordo com a Prefeitura.

No início da tarde de quarta (22), representantes do Comando de Greve foram chamados para uma reunião com o corpo administrativo na Prefeitura, mas não houve nenhuma proposta nem sinalização de que os acordos salariais serão cumpridos.

Após a assembleia desta quinta, os grevistas seguiram para a sede do CAM (Centro Administrativo Municipal) pra cobrar uma resposta da administração. Técnicos administrativos, educadores dos Ceims e escolas indígenas estiveram presentes na reunião e confirmaram o apoio ao movimento de greve, segundo a assessoria.

Segundo a presidente do Simted, Gleice Jane Barbosa, o prefeito Murilo Zauith (PSB) não recebe os manifestantes, não responde aos ofícios e a ausência de diálogo reforça a necessidade da paralisação. Os professores querem o reajuste do grupo administrativo, a incorporação do Magistério Municipal, concurso público para outros setores administrativos, concursos para a educação indígena e chamadas imediatas para concursos realizados recentemente pela administração.

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Foi feito na casa lotérica Cova da Onça, na avenida Paranapuã 1929, na Ilha do Governador, o jogo que pagou o prêmio superior a R$ 27 milhões da Mega-Sena, na quarta-feira (22), para um único apostador, que fez um jogo simples, de apenas R$ 3,50.

“É bem possível que o vencedor tenha sido um apostador do Dendê ou do Querosene, comunidades aqui ao lado”, disse o dono da lotérica há quase dez anos, Francisco Klaes, de 37 anos. Assim que soube que a aposta premiada havia sido feita lá, às 8 horas, ele mandou fazer uma faixa para pendurar na fachada: “A Mega Sena saiu aqui. R$ 27 milhões. Aqui você ganha”, conforme mostrou o folhetim Extra, de OGlobo.

“Espero que esse prêmio melhore a visibilidade da loja”, diz Francisco. Ao longo do dia, a fila da lotérica foi mesmo aumentando. Muitos estavam tentado a sorte na Quina de São João, que vai sortear nesta sexta-feira (24) um prêmio estimado em R$ 140 milhões, valor que não acumula.

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A utilização do Porto de Concepción, porto fluvial localizado na cidade de Concepción, no Paraguai, próximo à fronteira do Brasil, em Mato Grosso do Sul, como alternativa para exportação dos produtos brasileiros foi a pauta de reunião realizada quarta-feira (22), em Campo Grande, entre o diretor de gestão estratégica do Sistema Fiems, Rodrigo Benavides, o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, os vice-ministros paraguaios José Luiz Rodrigues (Indústria e Comércio) e Augustin Encina (Transporte e Obras Públicas).

No encontro, Rodrigo Benavides destacou o interesse da Fiems em poder estimular e abrir outros mercados por meio de novas rotas de escoamento da produção industrial e agropecuária sul-mato-grossenses. “Essa ampliação de mercados passa pela integração das fronteiras, visualizando terceiros mercados. Além do desenvolvimento local e regional, nós precisamos também procurar opções que venham desafogar a exportação via portos tradicionais, como Paranaguá (PR) e Santos (SP), que estão com custos elevados e tiram competitividade dos nossos produtos”, afirmou.

Um dos temas discutidos durante o encontro foi a viabilização da circulação de caminhões bitrens brasileiros no Paraguai para o transporte de grãos produzidos em Mato Grosso do Sul até o Porto de Concepción. “A questão do transporte é irreversível. A integração vai acontecer e os países vão ter que se adequar. A resistência é até justificável enquanto não se tem políticas muito claras de como isso vai acontecer, então, isso deve ser uma coisa sinérgica, ou seja, bom para todos e que não crie desequilíbrios”, declarou Rodrigo Benavides.

O secretário Jaime Verruck destacou que para que a integração ocorra é preciso, antes de tudo, resolver o problema de logística. “O projeto de saída por Concepción está andando muito bem, mas hoje temos um problema de como chega esse produto, que é por meio de caminhão. Precisa ter uma alteração no Paraguai para que os caminhões bitrens brasileiros possam entrar. A melhor forma de conseguir fazer isso é com o apoio dos governos, colocando a associação de transportadores sul-mato-grossenses com a federação de transportadores paraguaios para conversarem porque hoje a preocupação é perda de mercado”, falou.

Já o vice-ministro de Transporte e Obras Públicas do Paraguai, Augustin Encina, disse que a reunião serviu para manifestar interesse do seu país em criar um corredor de transporte por Concepción e Pedro Juan Caballero. “Temos de aproximar os caminhoneiros paraguaios e brasileiros para encontrar uma solução para a utilização de bitrens nesse corredor entre Mato Grosso do Sul e Concepción. Temos que falar com representantes de caminhoneiros dos dois países para ver qual o melhor modelo para se transportar produtos brasileiros e paraguaios”, pontuou.

Já está agendada uma reunião para o início de julho, em Concepción, entre os governos dos dois países, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e transportadores de ambos os países. Durante o encontro, os paraguaios reafirmaram o compromisso da questão da licitação para operar o porto, que teve dez empresas interessadas e, a partir do 1º de agosto, o ganhador dessa licitação será conhecido. Na próxima semana, ainda, será iniciado o processo de restauração da rota Pedro Juan Caballero a Concepción, segundo se informou no encontro.

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Tite assumiu a seleção brasileira com a responsabilidade de retomar os bons resultados, mas já terá um desafio de peso pela frente. Nesta quinta-feira (23), a CBF divulgou através do site oficial o Mineirão como palco de Brasil x Argentina pela 11ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Além do clássico, a partida marca o primeiro jogo no estádio após a semifinal do Mundial de 2014, famoso pelo 7 a 1 da Alemanha contra a Seleção, na época comandada por Luiz Felipe Scolari

O Twitter oficial do Mineirão também divulgou a informação, comemorando a escolha do estádio como palco da partida. Na história das Eliminatórias, Brasil e Argentina já se enfrentaram duas vezes no Mineirão: na busca por uma vaga na Copa do Mundo de 2006, a Seleção venceu por 3 a 1, com três gols de Ronaldo Fenômeno; na segunda, empate sem gols nas Eliminatórias para o Mundial de 2010. Em 1975, na primeira fase da Copa América, a Seleção bateu os hermanos por 2 a 1, com dois de Nelinho na capital mineira.

Os argentinos têm uma boa relação com Belo Horizonte. A cidade foi a sede da seleção durante a Copa do Mundo de 2014. Durante a competição, apenas um jogo: vitória por 1 a 0 contra o Irã, com gol de Lionel Messi.
Antes do duelo contra a Argentina, a Seleção terá pela frente Equador e Venezuela, fora de casa, Colômbia, dia 6 de setembro, na Arena da Amazônia, e Bolívia, 7 de outubro, na Arena das Dunas. Após seis rodadas, o Brasil ocupa a sexta posição, com nove pontos. A Argentina é a terceira colocada, com 11, conforme o Globoesporte.

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O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou nesta quinta-feira (23) o pedido do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que queria transitar livremente pela casa legislativa para se defender no processo de cassação que é movido contra o mandato dele.

No pedido para acessar o Legislativo, os advogados de Cunha alegaram que o deputado do PMDB tem sido prejudicado com o afastamento no processo na Câmara por não poder se defender pessoalmente com os colegas do Legislativo. A defesa também argumentou que houve ilegalidades, abuso de poder e cerceamento ao direito de defesa do peemedebista no processo de quebra de decoro.

Barroso rejeitou o pedido por questões processuais, alegando que jurisprudência do tribunal já definiu que decisões monocráticas de magistrados do Supremo não podem ser contestadas por meio de um habeas corpus, instrumento utilizado pela defesa de Cunha para solicitar o acesso do peemedebista às dependências da Câmara.

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A redução do prazo e das verbas de campanhas eleitorais municipais deste ano vai impactar em cheio nas indústrias gráficas do Estado, conforme análise do presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul) e Abigraf/MS (Associação Brasileira da Indústria Gráfica no Estado), Julião Flaves Gaúna. “A redução das verbas para as campanhas em um momento já complicado para a economia deve trazer perdas ao segmento. Nesse cenário é que estamos inseridos e, portanto, prevemos recuo em nosso faturamento. É uma queda expressiva, que deve flutuar entre 30% e 40% neste ano”, afirmou.

O motivo é a mudança nas regras dos gastos eleitorais definida pela Resolução 23.457/2015 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que vai limitar os recursos da campanha atual em 70% do que foi utilizado no pleito anterior, em 2012. Além disso, o tempo de campanha também será reduzido de 90 para 45 dias, começando dia 16 de agosto e terminando no dia 29 de setembro.

Dentre as práticas proibidas para o período estão a distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas e brindes. A vedação vale, ainda, para quaisquer outros bens que possam proporcionar alguma vantagem ao eleitor. O candidato que extrapolar os limites determinados pelo TSE pode ser obrigado a pagar multa de 100% do valor excedido e, além disso, o político pode ser alvo de representação pelo MP (Ministério Público) por abuso de poder econômico.

Conforme Julião Gaúna, tais alterações exigirão mudanças de estratégia para que os candidatos consigam cumprir os cronogramas de divulgação. “Os candidatos que forem disputar pela primeira vez o cargo de prefeito e vereador terão mais dificuldades para serem eleitos e quem trabalha na elaboração de campanhas vai ter que se acostumar com demanda e faturamento menores a partir de agora, pois os candidatos também estão proibidos de utilizar outdoors de qualquer natureza nas campanhas, independentemente do local ser ou não propriedade privada”, reforçou.

Alternativas

Para o presidente do Sindigraf/MS e Abigraf/MS, as mudanças nas regras obrigarão o fomento da inovação entre os políticos e os empresários da indústria gráfica, que terão uma campanha eleitoral de grandes desafios. “Essa será uma campanha eleitoral da criatividade e, por isso, os empresários gráficos terão, primeiro, de disputar o cliente (candidato), principalmente, com as redes sociais por ser um tempo muito curto”, lembrou.

Ele acrescenta que a indústria gráfica terá de usar da inventividade para atrair o candidato, que terá de ser convencido sobre as vantagens da impressão em papel dos seus materiais de campanha. “O candidato deverá priorizar materiais sobre os seus feitos públicos e o porquê de estar disputando uma eleição. Além disso, apesar do avanço das mídias sociais, muitos eleitores ainda não têm recursos financeiros para ter um smartphone e, por isso, precisa do material impresso para conhecer melhor em quem vai votar”, destacou.

Julião Gaúna analisa que se o candidato apresentar aos eleitores os seus projetos em material impresso terá mais visibilidade e mais tempo de exposição, pois os folhetos acabam passando de pessoa a pessoa. “Com isso, a abrangência do material de trabalho junto à população aumenta. Além disso, o alcance da informação se fixa em vários pontos da cidade, possibilitando ao candidato convencer melhor os seus eleitores”, afirmou.

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