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Sexta, 18 Fevereiro 2011 16:42

Empresas brasileiras são menos competitivas por deixar caixa de lado

Escrito por Redação Douranews, com Veja

Diz o ditado que o pior cego é aquele que não quer ver. Passados apenas dois anos de uma das maiores crises da história  que ainda mostra resquícios na economia mundial  as empresas nacionais e internacionais parecem não enxergar os ensinamentos desse terremoto financeiro.

De acordo com Salvattore Milanese, sócio do departamento de reestruturação de empresas da consultoria KPMG, as companhias, principalmente as nacionais, precisam dar mais atenção à gestão de caixa na estratégia de seus negócios. “Pouquíssimas têm um controle efetivo e atualizado. E isso as fez menos competitivas do que poderiam ser”, disse ele a EXAME.com. “Elas somente se preocupam quando atingem o limite de crédito ou o extrapolam.”

À pedido dos credores, a divisão de reestruturação de caixa da KPMG socorre empresas que estão à beira da recuperação judicial. Hoje, a consultoria atende cinco companhias dos setores de agronegócios e serviços (por questões contratuais, entretanto, os nomes são mantidos em sigilo).

Segundo uma pesquisa internacional realizada pela consultoria com 350 executivos de finanças, 86% afirmaram que a gestão de caixa está entre as principais prioridades estratégicas de suas empresas. Porém, 47% deixaram de fazer programas de capital de giro nos últimos cinco anos. “Nosso trabalho é ajudar a detectar dinheiro dentro da empresa”, diz André Schwatzman, diretor do departamento de reestruturação da consultoria. Segundo ele, 2,122 bilhões de dólares foram recuperados entre as 44 empresas reestruturadas nos últimos quatro anos, vindos de revisão de estoques, contas a receber, financiamentos, contas a pagar e venda de ativos.

O abalo causado em 2008 a partir da quebra do banco americano Lehman Brothers mexeu de fato com as empresas, mas elas poderiam estar mais preparadas para passar pela crise sem percalços. Segundo André, as oscilações externas -- como a variação cambial -- podem ter seu impacto minimizado, caso as companhias tenham uma gestão de caixa profissional. “Em geral, os fatores externos afetam mais companhias com uma estrutura mais complexa e aquelas que realizam muitas aquisições”, diz. “Claro que, no Brasil, o risco com linhas de empréstimo é maior, porque ainda são caras. Mas as empresas têm de profissionalizar a gestão de caixa.”

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