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Terça, 18 Janeiro 2011 14:44

Financiamento de carro na mira do BC com alta da inadimplência

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O governo brasileiro tenta conter o crescimento recorde de empréstimos para compra de veículos, numa tentativa de impedir a formação do que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, chamou de bolha de crédito. Regras de capital mais rígidas anunciadas no mês passado visam reduzir prazos de financiamento que chegaram a 80 meses para brasileiros de baixa renda com curto histórico de crédito, disse Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian, a divisão local da empresa de avaliação de risco de crédito com sede em Dublin. Os atrasos nos pagamentos de empréstimos pessoais, incluindo o financiamento de veículos, subiram 6,3 por cento no ano passado, a maior alta desde a crise financeira global em 2008, de acordo com a Serasa Experian. O juro médio anual em empréstimos para a compra de automóveis era 22,8 por cento em novembro. Enquanto o total de financiamentos de veículos aumentou 11 por cento nos Estados Unidos no ano passado, o salto no Brasil foi de 45 por cento, o que ajudou a impulsionar o crescimento econômico mais forte em duas décadas. Tombini disse em 3 de janeiro que a decisão de elevar o depósito compulsório e os requerimentos de capital para os bancos visa impedir a formação de uma bolha de crédito. O crescimento do crédito pessoal deve se desacelerar de 17 por cento em 2010 para 10 por cento este ano, segundo ele. ‘Fechar a torneira’ “O Banco Central decidiu começar a fechar a torneira”, disse José Pereira da Silva, especialista em crédito e professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas em São Paulo. O rendimento adicional que investidores exigem para deter títulos do governo brasileiro em vez de bônus do Tesouro americano caiu 51 pontos-base nos últimos seis meses, ou 0,51 ponto percentual, para 170 pontos-base, segundo o JPMorgan. A taxa do contrato do Depósito Interfinanceiro com vencimento em janeiro de 2012 subiu 3 pontos-base ontem para 12,40 por cento. O custo para se proteger contra um calote em títulos brasileiros por cinco anos subiu 1 ponto-base ontem para 107, de acordo com a CMA. Os contratos de derivativos credit-default swaps, ou CDS, pagam ao comprador o valor de face em troca do ativo de referência ou o valor financeiro equivalente se um governo ou empresa não honrar os acordos de dívida. O juro médio em financiamentos de veículos caiu de 36,5 por cento dois anos antes, segundo dados do BC. Esses empréstimos têm juros menores e prazos mais longos do que outras formas de financiamento pessoal porque oferecem menos risco aos credores, que usam o próprio veículo como garantia, disse Silva. Inadimplência pode aumentar A inadimplência pode aumentar no início de 2011, à medida que os proprietários enfrentam dificuldades para pagar impostos incidentes sobre os veículos e outras contas típicas de começo de ano, de acordo com Almeida, da Serasa. “Prazos mais curtos significam apenas que o financiamento ficará mais caro”, disse Silva numa entrevista por telefone. “Vai ser preciso mais dinheiro para comprar um carro”. O volume total de R$ 136 bilhões em financiamentos de veículos entre janeiro e novembro do ano passado representou 25 por cento dos R$ 549 bilhões em empréstimos pessoais no sistema financeiro no Brasil, de acordo com o BC. Nos Estados Unidos, o total de empréstimos para compra de veículos aumentou de US$ 388 bilhões em 2009 para US$ 429 bilhões em 2010, de acordo com a CNW Marketing Research. As novas regras anunciadas em 3 de dezembro aumentaram os requerimentos de capital em financiamentos de veículos superiores a 24 meses que não atendam os critérios do BC para o pagamento de entrada da compra do bem. O prazo médio do financiamento de veículos subiu de 509 dias em 2008 para 564 dias -- aproximadamente 18 meses -- em novembro, segundo o BC. Cerca de 29 por cento desses empréstimos têm prazo acima de 24 meses. “Os prazos ficaram tão longos que as pessoas começaram a contrair dívidas em outros lugares enquanto ainda tinham pagamentos a fazer nos empréstimos para compra do carro”, disse Almeida. “Não faz sentido, por exemplo, ter um financiamento de cinco anos para um carro usado que talvez nem dure tudo isso”.
Última modificação em Sexta, 21 Janeiro 2011 15:23

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