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Terça, 07 Dezembro 2010 07:49

Crédito bate recorde em novembro

Escrito por Redação Douranews/com r7

A procura do consumidor por crédito no mês passado bateu recorde, segundo pesquisa da empresa de análise de crédito Serasa Experian, divulgada nesta terça-feira (7). O indicador apurado pela Serasa cresceu 6,2% em relação a outubro e chegou ao maior nível da série iniciada em janeiro de 2007.

Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelas condições favoráveis de crédito às pessoas físicas, pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário aos trabalhadores, pela proximidade das festas de final de ano, pelo grau elevado de confiança na economia e pela situação positiva do mercado de trabalho.

Os consumidores de menor renda puxaram a alta em novembro - o avanço foi de 8,6% entre quem ganha menos de R$ 500; para quem recebe entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês, a alta foi de 6,4%. As demais faixas de renda mensal também procuraram mais crédito, variando entre 4,4% (mais de R$ 10 mil por mês) e 5,8% (entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês).

No acumulado do ano, os consumidores de baixa renda continuaram a liderar a busca por crédito, com crescimento de 43,9% entre janeiro e novembro de 2010 sobre o mesmo período de 2009.

Banco Central

As recentes medidas adotadas pelo Banco Central, na avaliação da Serasa, não devem produzir efeitos concretos ainda neste ano. Seus reflexos deverão ser notados com maiores impactos a partir do início de 2011.

No último dia 3, o BC anunciou uma série de medidas de regulação do mercado de crédito. A principal é a retirada de R$ 61 bilhões da economia brasileira para frear a oferta de crédito, estimulada durante a crise financeira mundial, e aumentar a segurança no setor. O anúncio foi feito pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Para tirar o dinheiro do mercado, o BC anunciou a elevação da cobrança de depósitos compulsórios - dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositado no Banco Central. O adicional sobre depósitos à vista será elevado de 8% para 12%. Para os depósitos a prazo, a alíquota passará de 15% para 20%.

Quando o objetivo do Banco Central é reduzir a quantidade de dinheiro em circulação na economia, a autoridade monetária aumenta o percentual do compulsório, ou seja, eleva o total de recursos que as instituições financeiras são obrigadas a deixar em uma conta do BC. Essa medida diminui a quantidade de dinheiro que os bancos têm para emprestar aos clientes, o que pode provocar aumento dos juros.

Já quando o objetivo é aumentar o dinheiro disponível para empréstimos, o compulsório é reduzido. Neste caso, aumenta a oferta de crédito e o juro pode recuar.

Análise por região

A procura dos consumidores por crédito cresceu em todas as regiões do país em novembro. As maiores altas ocorreram nas regiões de renda menos elevada: Nordeste (13,2%) e Norte (12,3%). Por outro lado, a menor alta foi observada na região Sudeste, com variação de 1,7% em relação a outubro.

No acumulado do ano, as regiões Nordeste (17,3%) e Sudeste (17,2%) seguem praticamente empatadas na liderança em termos de expansão da procura dos seus consumidores por crédito. Nas demais regiões geográficas do país, o avanço acumulado no ano varia entre 13,2% (Norte) e 14,5% (Centro-Oeste).

 

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