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Terça, 06 Abril 2021 13:47

Aneel suspende reajuste da tarifa de energia, de 14,46%, que entraria em vigor quinta-feira

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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu na manhã desta terça-feira (6) postergar o processo de Reajuste Tarifário Anual da Área de Concessão da Energisa MS, período em que a Reguladora deve intensificar gestões para atenuar o índice, calculado, inicialmente, em 14,46%, frente aos 6,9% aplicados em 2020. O novo índice entraria em vigor na quinta (8) e agora só deve ser deliberado em uma das próximas reuniões da Aneel, previstas para 13 e 20 de abril.

O Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS, que representa mais de um milhão de consumidores atendidos pela distribuidora no Estado, apresentou sua manifestação, por meio de vídeo. O principal ponto apontado pelo Conselho foi a necessidade de reconsiderar o índice usado como indexador na área de concessão. A presidente, Rosimeire Costa, comparou a variação do IGPM nos últimos 12 meses, que superou os 31,1%, ao passo em que o IPC-M ficou em 5,74%.

Uma variação que “os consumidores não suportam" observou a presidente, ressaltando, ainda, que se descola da realidade da área de concessão, em que os custos operacionais recuaram 7,7%.

Rosimeire também pontuou sobre a necessidade de a Reguladora deliberar, em conjunto com a Receita Federal, sobre a retirada do ICMS cobrado da base de cálculo do PIS/Cofins. “Que a Aneel seja vanguardista neste processo, no dia 29 de abril serão julgados os embargos declaratórios e a Aneel já pode dizer às concessionárias qual o tipo de correção que deve ser feita”, tomando como exemplo distribuidoras que já se anteciparam, como a Copel (PR), onde a retirada da cobrança sobreposta significou redução de 4% na tarifa, um índice importante, especialmente no momento de pandemia.

Falou sobre a importância de a fiscalização ocorrer efetivamente, sem contingenciamento, uma vez que o valor arrecadado cresceu 29,5%. Também chama atenção para os valores de Itaipu, com MWh a R$ 362,26, o que implica em um custo médio 13% maior no valor da compra de energia.

Relator do processo, o diretor da Aneel, Efrain Pereira da Cruz, destacou a importância que as reflexões evocadas pela sustentação oral do Concen e sobre a necessidade de ampliar esforços para garantir um ambiente de modicidade tarifária. “Estamos fazendo tudo que é possível no ambiente de Itaipu?”. Sobre o indexador, IGPM, concordou que “os custos das distribuidoras nem de longe são alocados no IGPM” questionou “Estamos sendo justos?”, indagou, quanto a sustentar o índice por tratar-se de cláusula contratual. Sobre a incidência do ICMS na base do PIS/Cofins, ressaltou que as gestões têm sido feitas pela Reguladora e que, de um modo geral, é preciso criar ambiente de alívio e atenuação. “Estamos em um momento aguçado e não se fala mais em pandemia e sim em fome. Um cenário próximo de cinco mil mortes ao dia”.

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