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Quinta, 11 Abril 2019 07:28

Campos Neto fala nos EUA em ampliar mercado de capitais brasileiro

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Novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de eventos nos Estados Unidos Novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de eventos nos Estados Unidos Agência Brasil/Fabio Pozzebom

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, destacou, nesta quinta-feira (10), durante evento nos Estados Unidos, que uma das prioridades na instituição é ampliar e tornar mais democrático o mercado de capitais no país, com a participação de mais famílias e empresas. A afirmação faz parte de apontamentos das apresentações que Campos Neto está fazendo nas reuniões de Primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. As reuniões vão até domingo (14), em Nova York e Washington.

O evento reúne ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias mundiais) e do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além de investidores de diversos países. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também está nos Estados Unidos para participar do evento.

Outro objetivo de Campos Neto à frente da instituição financeira é aprovar a autonomia legal do BC, o que, para ele, pode ajudar a reduzir o risco-país (indicador que orienta investidores estrangeiros sobre a estabilidade econômica do país) e a aumentar o crescimento de longo prazo da economia brasileira.

Também é prioridade manter a inflação baixa e estável, garantindo a “excelente condução da política monetária e continuar a aprimorar a comunicação”, afirmou Campos Neto. Ele disse que a aprovação e implementação de reformas – notadamente as de natureza fiscal, como a da Previdência –- e ajustes na economia brasileira são essenciais para manter a inflação baixa no médio e longo prazos, para redução da taxa de juros e recuperação econômica sustentável.

Segundo o novo presidente do BC, é preciso buscar as mudanças que permitam o desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais. "A esse respeito, medidas de ajuste fiscal também podem contribuir. Colocar as contas públicas em um caminho equilibrado, através de um ajuste fiscal e de uma reestruturação patrimonial, gera efeitos multiplicadores no mercado de capitais, resultando em maior diversificação desse mercado e aumento do número de transações”.

Campos Neto ressaltou ainda a importância de reduzir o custo da intermediação financeira, aumentando a eficiência desse serviço e a concorrência, e de tornar os mercados financeiros mais abertos a todos os tipos de agentes: pequenos e grandes, nacionais e estrangeiros, como repercutiu a Agência Brasil de notícias.

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