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Terça, 26 Março 2019 14:27

Ante ameaça de caminhoneiros, Petrobras muda política de preços do diesel Destaque

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Nova ameaça de paralisação de caminhoneiros mobiliza setores do Governo Nova ameaça de paralisação de caminhoneiros mobiliza setores do Governo Arquivo

Um dia após os rumores de uma paralisação de caminhoneiros supostamente marcada para essa sexta-feira (30), a Petrobras mudou a política de alteração do preço do óleo diesel nas refinarias. Os reajustes, que antes eram feitos diariamente, agora ocorrerão a cada 15 dias. A alteração está entre as pautas da categoria. Os trabalhadores do setor pediram, no entanto, que as mudanças no valor do combustível fossem mensais, como chegou a ser no governo Temer, no auge da greve da categoria.

De acordo com a publicação do Correio Braziliense, sob essa perspectiva, a mudança promovida pela Petrobras atende apenas parcialmente a reivindicação. Vem acompanhada, porém, da criação do Cartão Caminhoneiro, a ser implementado em até 90 dias. A intenção é possibilitar que os caminhoneiros paguem preço fixo no litro de diesel nos postos BR. Com o benefício, segundo nota divulgada pela própria empresa, os motoristas terão "uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens".

Valores do diesel operados pela Petrobras nas refinarias correspondem a 54% do valor aplicado ao consumidor final. É essa parcela que sofrerá reajustes quinzenais. A companhia ainda vai atrelar os custos ao preço de paridade internacional (PPI), para garantir que não atuará com poder de monopólio no Brasil. A Petrobras ressaltou, ainda, que o valor do diesel no país é 18% inferior à média global.

Reivindicações

Além da alteração na política de reajustes do preço do diesel, os caminhoneiros pedem, também, a aplicação do piso mínimo de preço do frete. A crise, que promete chegar dia 30, já era discutida com lideranças desde a semana passada, quando uma das principais lideranças do movimento de 2018, Wallace Ladim, o ‘Chorão’, se reuniu com o chefe da casa Civil, Onyx Lorenzoni, e com a diretoria da ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres), conforme apurou o jornal.

Diferente de maio de 2018, Wallace está com um discurso apaziguador. Afirmou ser contra a paralisação, destacou que o governo está abrindo as portas para o diálogo, “o que nunca aconteceu”, ressalta, e que a ANTT intensificou as fiscalizações de abusos contra a categoria. Ele acredita que caminhoneiros devem parar em algumas regiões do país, mas com impacto pequeno, e afirma que a categoria não está tão mobilizada quanto no ano passado. “Há insatisfação. Isso é fato”, pondera, entretanto.

Última modificação em Terça, 26 Março 2019 14:36
Redação Douranews

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