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Segunda, 18 Março 2019 18:11

Seringueira é o novo atrativo do setor florestal em Mato Grosso do Sul Destaque

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Novata Paraíso das Águas, no Leste, lidera produção atual de borracha em Mato Grosso do Sul Novata Paraíso das Águas, no Leste, lidera produção atual de borracha em Mato Grosso do Sul Divulgação/Marcelo Armôa

Estudo para a reestruturação da cadeia da borracha em Mato Grosso do Sul realizado de julho a setembro de 2018 pela Semagro (a Secretaria estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) revela que a heveicultura (plantio de seringueira para a produção de borracha) desponta como uma atividade econômica sustentável, com grande capacidade de expansão, rendimento e geração de emprego e renda, tanto para o setor empresarial, quanto para a agricultura familiar no Estado.

Dados do Ibge indicam que a área plantada com seringueira cresceu 1,2% em 2016, sendo o Mato Grosso do Sul o Estado que apresentou a maior taxa média de crescimento anual nos últimos cinco anos, 14,5% ao ano, seguido de Goiás (11,9% no período) e de Minas Gerais (9,1%). São Paulo, maior produtor nacional de borracha, apresentou taxa média de crescimento de 3,7% ao ano, no mesmo período, enquanto a média nacional é de 3,1%.

“Mato Grosso do Sul conta atualmente com 22.648 hectares de seringueira, distribuídos por 243 propriedades em 29 municípios. Nosso diagnóstico demonstra que a heveicultura é uma atividade que necessita da atenção do Governo e do setor produtivo devido ao potencial de geração de emprego e renda. É uma opção para a diversificação de produção nas propriedades rurais. Por isso, a estruturação do setor é necessária”, comenta o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

Atualmente, as propriedades com plantio de seringueira concentram-se, principalmente, na região Leste do Estado, com destaque para a participação dos municípios de Cassilândia e Aparecida do Taboado, que juntos respondem a 47,69% da área implantada no Estado. A maioria dos seringais, 85,53% do total, encontra-se em fase de crescimento e formação, com idades entre um e seis anos.

Fatores climáticos, favoráveis ao desenvolvimento da seringueira, como precipitação, umidade relativa do ar e temperatura, justificam a concentração dos plantios na Costa Leste do Estado. Além disso, há a proximidade com os principais polos produtivos do País, como São Paulo, Goiás e Bahia. Mato Grosso do Sul apresenta ainda, benefícios em relação ao preço de aquisição da terra, se comparado ao Estado de São Paulo, que atualmente possui a maior área com seringueira do País.

Segundo dados da Conab (a Companhia Nacional de Abastecimento), em 2006 havia aproximadamente 600 mil árvores de seringueira em Mato Grosso do Sul, o que equivale a 1,2 mil hectares de área plantada. De acordo com o diagnóstico da Semagro, com a alta dos preços observada no início desta década, ocorreu o estímulo para o aumento da área plantada no Estado. Atualmente, estima-se o cultivo de 11.268.355 árvores nos 22.648 hectares levantados no Estado, em comparação com os dados apresentados pela Conab, foram acrescentados até o momento, mais de 10,5 milhões de plantas, ocupando uma área 1.800 vezes maior, que a destinada à cultura em 2006.

A maioria dos seringais (85,53%), encontra-se em fase de crescimento e formação, com idades entre um e seis anos. Se bem manejados, e em condições ideais de cultivo, nos próximos oito anos estima-se um aumento de 690% no número de plantas aptas à extração, em comparação com os dados de 2018. Em relação ao total de plantas levantado, o incremento anual, até o ano de 2026, varia entre 2,22% e 15,55%.

O diagnóstico do Governo do Estado foi apresentado e debatido nos dias 11 e 12 deste mês por um grupo de trabalho que reuniu a Semagro, Fiems (Federação das Indústrias de MS) e Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) com a proposta é trabalhar no planejamento de curto, médio e longo prazo, da cadeia da seringueira em Mato Grosso do Sul. “Nosso objetivo é incentivar a produção da borracha no Estado. Já existe um polo da borracha na região de Cassilândia e Paranaíba, que visitamos no ano passado”, lembra o titular da Semagro.

No encontro do Governo com o setor produtivo para debater o assunto, o presidente da Fiems, Sérgio Longen afirmou que a produção de borracha no Estado “precisa de um estímulo e de uma readequação porque novas tecnologias foram pesquisadas e colocadas à disposição dos produtores. Por isso, precisamos reestruturar um projeto que vai desde o incentivo da produção, passando por tecnologia e inovação até a industrialização desse produto”, afirmou.

Ele acrescentou que já existem empresas interessadas em se instalar em Mato Grosso do Sul, de olho no pode ser produzido e colhido nos próximos anos aqui no Estado. “A gente precisa fomentar isso, mas de forma organizada e, por isso, estamos realizando esse encontro para buscarmos informações técnicas que vão subsídio a todas as fases da produção até a industrialização. A intenção é desenvolvermos um projeto moderno e arrojado para a cadeia da borracha”, finalizou.

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